Il Mare, Windstruck e Cyborg She com legendas em PT


Descobri que o  blog Asian Space disponibilizou para download COM LEGENDAS EM PORTUGUÊS (do Brasil)  alguns dos filmes que tenho comentado.
Não vão poder contar com o mágnifico som DTS ou 5.1 original e infelizmente terão que ver os filmes só em Stereo 2.0.
Pessoalmente eu não trocava os originais em dvd por cópias em 2.0 mas quem precisa de legendas em Pt não terá grande escolha.
Sendo assim, recomendo que vão buscar os filmes para espreitar, mas olhem que neste mês de Agosto de 2010 a Amazon UK já tem muitos deles em excelentes DVDs a menos de 5 libras cada.

Il Mare
IL MARE” que podem ir buscar AQUI mas antes leiam a minha review.
Se gostarem recomendo vivamente a compra ou da edição simples (existem com muitas capas diferentes) ou da excelente caixa com 3 discos pois um deles contém a fabulosa banda-sonora do filme. Ainda há pessoal que desconfia de compras nos “Sellers” da Amazon. Não se preocupem, algumas das melhores compras e mais seguras que fiz foi através deles. Basta estarem atentos á sua classificação pois ninguém quer uma má reputação.
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WINDSTRUCK” que podem ir buscar AQUI mas antes leiam a minha review.

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My Sassy Girl
MY SASSY GIRL” que podem ir buscar AQUI mas antes leiam a minha review.

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CYBORG SHE” que podem ir buscar AQUI mas antes leiam a minha review.
A Amazon Uk, está com excelentes promoções de filmes orientais a preços muito baixos por isso recomendo vivamente que aproveitem para comprar agora o filme. Se gostam de viagens no tempo vão adorar.

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IN THE MOOD FOR LOVE” que podem ir buscar AQUI mas antes leiam a minha review.
Por outro lado, se já viram o filme e gostaram , é tão simples quanto isto e vocês sabem que têm que o comprar.
Aproveitem agora que a Amazon Uk, está com preços muito baixos para os filmes orientais.

Nunca houve melhor altura para comprar a excelente edição de dois discos carregada de extras do que agora !

Se dispensam extras também podem comprar o filme ainda mais barato na edição de um só disco.

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AN EMPRESS AND THE WARRIORS” que podem ir buscar AQUI mas antes leiam a minha review.

Este é um daqueles filmes que eu acho impensável não serem imediatamente comprados por que gostar do que vir. É certo que o podem sacar da net, mas se gostarem tanto dele quanto eu se calhar é melhor verem o preço fantástico a que este se encontra á venda na Amazon Uk. Se tudo estivesse a este preço, já nem a pirataria serviria para divulgar filmes.

Comprar o DVD na Amazon UK a um preço da chuva.

Comprar em BLU-Ray na Amazon Uk também a um preço fantástico.

Com preços destes (Agosto 2010) ainda pensam em sacar o filme apenas ?… 😉

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The Promise
THE PROMISE” que podem ir buscar AQUI mas antes leiam a minha review.
Mas têm a certeza que querem apenas sacar o filme ?
Já viram o preço a que está na Amazon Uk ?!!
Menos de 3 libras !!!
Se já o viram e gostaram, recomendo que o comprem imediatamente enquanto está a este preço.

E se preferirem em BLU-Ray, espreitem só este preço !
Se há um filme perfeito para este formato é sem sombra de dúvida “The Promise”, por isso meus amigos, se gostam de Fantasia não se contentem apenas com uma cópia foleira para download em som 2.0…vão por mim, vocês querem mesmo ver este filme com uma qualidade extraordinária.

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Natural City
NATURAL CITY” que podem encontrar AQUI mas antes leiam a minha review.

E para não variar…eu sei que sou suspeito, mas se gostaram de Blade Runner muito provavelmente vão querer ter esta autêntica versão oriental na vossa colecção, por isso meus amigos….aproveitem os preços da Amazon Uk .
Podem comprar agora o DVD na sua edição UK a um excelente preço da chuva. Aproveitem.

Como parece que este filme se está a divulgar por si próprio e muita gente já sabe da sua existência também já podem comprar a edição americana do Dvd se preferirem.

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RE-CYCLE” que podem encontrar AQUI mas antes leiam a minha review.

Se o quiserem comprar ( e deviam ), já existem boas edições do mesmo na Amazon americana e inclusivamente o DVD está bem barato.

Re-Cycle em DVD

Re-Cycle em BLU-Ray

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A Tale of Two Sisters
A TALE OF TWO SISTERS” que podem encontrar AQUI mas antes leiam a minha review.

Como já devem ter notado, este é para mim um daqueles em que é verdadeiramente um acto criminoso um gajo se contentar apenas com uma cópia sacada da net…se já o viram e gostaram então quase de certeza que o vão querer comprar…
Se ainda não o viram mas gostam de sobrenatural e de resolver enigmas, então eu quase que arrisco a dizer que se comprarem alguma coisa por impulso este ano, comprem este filme.

E escolhas não faltam, pois felizmente qualquer das edições inglesas do filme é fantástica.
Ainda por cima a Amazon Uk está com preços do outro mundo e é de aproveitar. 😉

A Tale of Two Sisters – DVD Edição de 1 disco.

A Tale of Two Sisters – DVD Edição de 2 discos.

A Tale of Two Sisters – BLU-Ray

Também encontram a mesmas edições na sua versão americana embora os preços aqui já sejam mais normais, mas sempre podem comprar nos States a versão DVD de 1 disco, a de 2 discos ou ainda igualmente o Blu-Ray.
Embora claro está eu recomende a baixa de preços na Amazon Uk.

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SO CLOSE” que podem encontrar AQUI mas antes leiam a minha review.

Mais outro DVD que practicamente está a ser oferecido na Amazon Uk neste mês de Agosto de 2010…
Já viram o preço disto ?
Para quê ficarem apenas com uma cópia sacada da net ?

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A Chinese Tall Story
A CHINESE TALL STORY” que podem encontrar AQUI mas antes leiam a minha review.

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CASSHERN” que podem encontrar AQUI mas antes leiam a minha review.

Outro filme em várias edições fantásticas a um preço estupidamente baixo na Amazon Uk neste verão de 2010.
Não é o meu filme favorito mas se gostam do género este é um daqueles que precisam mesmo de o ver em condições digitais a sério e não apenas numa cópia foleira sacada da net com som em 2.0.
Comprem o dvdzinho…está neste momento a menos de 5 libras a edição de 2 discos !!
Ou então fiquem com a edição de 1 disco por menos de 4 libras que também não ficam mal servidos.

Também podem adquirir a edição especial made in oriente em 3 discos que eu tenho. É quase um item raro mas parece que existem Sellers na Amazon que ainda a têm e a um preço excelente e tudo. Extras não legendados no terceiro disco.

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As Aventuras do Príncipe Ziph – BD completa com 200 páginas


Olá a todos, demorou mas parece que consegui e a minha banda-desenhada de fantasia está finalmente terminada.
Após cinco anos a desenhar,deixo-vos o resultado final da minha Bd a ser editada em breve no formato hardcover.
Poderão encontrar mais detalhes sobre o projecto nas páginas finais do livro quando clicarem na capa.

Nota: as pranchas que agora podem ler se clicarem na capa acima, são de uma versão ainda não totalmente corrigida por isso poderão encontrar algumas gralhas ortográficas ou letras em falta.
A versão final que enviei agora para impressão do livro já se encontra sem problemas.
Se tudo correr bem esta Bd, estará  á venda na Amazon.com dentro de algumas semanas.

Sendo assim, eu sei que isto não tem a ver com cinema oriental, mas…como terminei a Bd, isso significa que dentro de alguns dias estarei de volta aqui ao blog com novas reviews de cinema asiático.
Entretanto vão lendo a minha bdzinha fachavor e têm muito para ler afinal são 200 páginas desta coisa. 😉

Luis

Boku no kanojo wa saibôgu (Cyborg She/Cyborg Girl) Jae-young Kwak (2008) Coreia do Sul/Japão


Estamos a 11 de Janeiro de 2009 e podem começar a contar os meses até que os americanos comprem também os direitos deste filme para fazer o inevitável remake made-in-Hollywood.
Podem escrever o que digo. Vai acontecer.
E já agora, fica aqui o seguinte aviso…afastem-se de todas as reviews deste filme, não tentem informar-se sobre ele no IMDB e nem queiram ler mais nada a não ser este meu texto antes de verem a obra.
Eu não lhes irei revelar nada que estrague o prazer da descoberta deste argumento.

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[“Cyborg She“] é um daqueles filmes que dependem por completo do (quase) total desconhecimento do espectador sobre aquilo que irá ver, por isso meus amigos não o estraguem procurando saber mais sobre ele.
Posto isto…
Para quem pensa que já viu tudo no que toca a filmes românticos e para quem acha que consegue sempre adivinhar os finais das histórias… meus amigos, toda a gente a ir buscar este filme aqui, já !
Embora eu recomende a compra imediata disto se vocês adoram filmes românticos orientais e histórias de viagens no tempo. Especialmente agora que o DVD está mesmo baratinho na Amazon Uk e tudo. Baratinho mesmo !
Este filme tem um som tão bom que vai ser uma pena se o virem pela primeira vez apenas numa cópia pirata…

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Se gostarem podem ter a certeza que também o irão querer comprar pois este é mais outro daqueles filmes completamente indispensáveis em qualquer colecção dvd de cinema romântico oriental mas não só.
Totalmente imperdível para quem gosta de ficção científica inteligente mesmo quando ela vem disfarçada de comédia romântica para adolescentes. Para mim [“Cyborg She“] é o equivalente oriental ao clássico Back to the Future de Robert Zemekis por isso se gostaram de um vão adorar o outro. É melhor encomendarem já o DVD porque vão querer ter este filme. 😉

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Para não variar, é outro título do mesmo realizador de “My Sassy Girl“,  ”The Classic“, ou “Windstruck” e eu sei que já sou supeito em dizer isto, mas sinceramente não consigo evitar. Para mim actualmente não há ninguém que consiga escrever histórias românticas com mais imaginação e criatividade do que Jae-young Kwak .
Quando eu já pensava que ele não poderia inovar mais o género, aparece-me pela frente este [“Cyborg She“] e mais uma vez não sei bem em que categoria colocar um filme deste realizador.
É uma obra extremamente comercial, um verdadeiro blockbuster intensamente romântico e totalmente adolescente, mas também é uma comédia alucinada e se calhar um filme de super-herois até certo ponto.

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Porém o termo “comédia-romântica” é por demais redutor pois o filme é muito mais do que isso apesar de ser um produto bem comercial. Se isto fosse um filme americano seria mais uma daqueles filmes para adolescentes sem cérebro com pouco mais que efeitos para meter pinta e sem qualquer carga de emoção. Mas não é um filme americano. Ainda.
O que complica ainda mais as coisas, pois como habitualmente nada do que Jae-young Kwak escreve se proporciona a qualquer rótulo. Especialmente áqueles rótulos que estamos habituados a serem colocados nos filmes americanos.
Ainda por cima [“Cyborg She“] na minha opinião é também um daqueles filmes de ficção-científica como há bastante tempo não se via pela frente.
Quem gostar de histórias sobre viagens no tempo, tem aqui não só possivelmente a mais romântica de sempre como ainda por cima leva com um daqueles finais inesperados que o fará  querer rever o filme só para tentar perceber o que lhe passou ao lado, (mesmo com a detalhada explicação final).

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A ser parecido com alguma coisa [“Cyborg She“] será assim uma espécie de “My Sassy Girl”  em versão ficção-científica em que se cruzam elementos de outros filmes que não posso agora aqui revelar pois seria estragar-lhes o prazer da descoberta desta mágnifica história de amor que se calhar dentro de uma certa falta de originalidade tendo em conta as suas referências é definitivamente um dos filmes românticos mais originais que poderão ver este ano.
E se não gostam de ficção científica, não se preocupem porque se fazem parte daqueles que chegam a este blog procurando por cinema romântico oriental não se podem enganar com este filme novinho em folha.

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Mais uma vez este realizador consegue criar uma personagem feminina cativante e novamente conta conta com uma actriz que soube muito bem dar conta do recado.
A miúda que faz de Cyborg tem um desempenho absolutamente perfeito e não passa muito tempo sem que nos esqueçamos por completo que a actriz é de carne e osso.
A sua interpretação cativa-nos por completo e também é um dos pontos fortes do filme pois consegue mesmo ilustrar aquele ambiente de amor impossível sobre o qual assenta o argumento até nos trocar as voltas com o seu excelente final.

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Aliás, tal como já tinha sucedido em  “My Sassy Girl” novamente o protagonismo está todo nos dois personagens principais e sente-se de novo aquela magia do “original”, algo que tinha ficado bastante aquém em “Windstruck” que se centrava essencialmente na personagem feminina.
Em [“Cyborg She“] regressa o equílibrio entre os dois protagonistas da história de amor e voltamos a ter outro filme oriental que essencialmente assenta sobre o trabalho de dois excelentes actores que ao longo de duas horas nos fazem mesmo acreditar que aqueles personagens existem, mesmo quando no ecran se passam as loucuras mais inesperadas pois este é mais outro daqueles filmes em que o espectador a partir de certa altura apesar de não adivinhar nada já espera ver tudo.
E vê, especialmente aquilo que não espera.

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Como bom blockbuster de ficção-científica também [“Cyborg She“] precisa de assentar em efeitos especiais sólidos. Podem não parecer nada de especial ao início, mas esperem só pelo final meus amigos…esperem só pelo final…
Este é outro daqueles filmes perfeitos para vocês mostrarem áquele vosso amigo que ainda acha que só em Hollywood se fazem filmes com efeitos especiais a sério.
Eu adorava poder dar aqui um par de exemplos, mas estaria a estragar-lhes logo um dos melhores momentos do filme por isso vou ficar calado.

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No entanto é curioso, que apesar deste meu entusiasmo a verdade é  que cheguei a pensar que seria a obra mais fraca do realizador até ao momento porque há uma coisa de diferente neste [“Cyborg She“] em relação aos outros trabalhos de Jae-young Kwak.
Apesar de desde o início o filme ser muito divertido, a verdade é que o estilo de humor quase Anime em imagem real me distanciou do coração emocional do filme durante muito tempo após este ter começado.
Ao contrário dos outros filmes do realizador só a meio da história os personagens me agarraram verdadeiramente e pelo menos no que me toca, isto foi algo que ainda não tinha encontrado numa obra dele.
Mas não deixem que a minha opinião lhes condicione a maneira como possam olhar para  [“Cyborg She“].
Na verdade se há uma coisa de que o filme não tem falta é de momentos poéticos que contrastam em absoluto com as alturas de comédia caótica e equilibram muito bem todo o conjunto.

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A cena da viagem ao passado a meio do filme deve ser uma das sequências mais bonitas e nostálgicas alguma vez filmadas dentro do género sci-fi.
M
esmo tendo por pano de fundo um ambiente totalmente japonês irá certamente fazer com que muita gente se identifique com as emoções da sequência que é simplesmente perfeita e executada de forma muito original guiando o espectador por um passeio ao passado absolutamente poético e que é um dos pontos altos do filme.
E já agora fica aqui um destaque especial para a fotografia, que tem nesta sequência de viagem no tempo alguns dos melhores momentos visuais de todo o conjunto pela maneira como as paisagens rurais são fotografadas e todas as emoções dessas cenas são transmitidas quase sem palavras.

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[“Cyborg She“] é um filme diferente de Jae-young Kwak por outra razão. É a primeira vez que o realizador Sul-Coreano filma no japão, em japonês e com um casting local. Isto tem uma razão que é absolutamente indispensável para a história do filme mas claro que também não lhes vou dizer qual é.
Sendo assim e porque não quero correr o risco de revelar aqui algo que não devo…

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CLASSIFICAÇÃO:

Outro dos melhores filmes românticos (para todas as idades) que poderão encontrar no mercado e que irá agradar a muita gente. Se não gostam do estilo do realizador poderá não ser para vocês, mas se gostaram de “My Sassy Girl” ou “Windstruck” nem hesitem.
Não procurem saber mais nada sobre [“Cyborg She”] antes de verem o filme.
E de preferência nem queiram ver o trailer. Vão por mim.
É um excelente filme de ficção científica, um blockbuster com um par de sequências impressionantes e uma comédia romântica divertida cheia de poesia e muita alma.
Completamente obrigatório em qualquer colecção de cinema romântico em dvd sem esquecer os igualmente fabulosos “My Sassy Girl” , ”The Classic“,  “Windstruck” e até mesmo “Be With You“ que de certa forma está dentro do género.
Este é outro daqueles filmes que na minha opinião rebenta a escala por ser um excelente exemplo de que um filme ultra comercial não precisa de ser um produto para adolescentes imbecis.
É um excelente exemplo de um filme cheio de efeitos especiais mas com muita alma e poesia.
Ainda não foi desta que este realizador fez um filme mau ou sequer mediano.
Cinco tigelas de noodles e um Golden Award por tudo e mais alguma coisa.

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A favor: o final do filme irá surpreender-vos, a poética sequência de viagem ao passado a meio do filme, a atmosfera romântica que resulta mesmo no meio de um argumento ultra-comercial, os actores principais são fabulosos com destaque para a interpretação da miúda cyborg, os efeitos especiais das sequências estilo blockbuster são mágnificos, é uma das melhores histórias de viagens no tempo contemporâneas, excelente equilibrio entre vários géneros de cinema comercial, excelente história de amor-impossível ao melhor estilo clássico mas com um twist genial.
Contra: não agradará a quem não gosta do estilo de filmes deste realizador pois é mais do “mesmo”, os inevitáveis pequenos paradoxos que se encontram sempre nestas histórias de viagens no tempo se pensarmos muito no assunto (por isso não pensem), o seu sentido de humor algo caótico ao melhor estilo Anime pode desviar por momentos o espectador do coração emocional do filme, a história é uma mistura de elementos que já vimos antes em outras histórias e por isso nunca se consegue assumir por completo como um produto verdadeiramente original…quer dizer…até ao desenlace final claro.

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NOTAS ADICIONAIS:

Trailer:
Fica aqui o trailer, mas recomendo mesmo que não o vejam antes de verem o filme.
Estão por vossa conta.

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Comprar
Neste momento (Verão de 2010) está á venda mesmo muito baratinho na Amazon Uk. Não percam.

IMDB
Nem pensem nisso antes de verem o filme.

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Filmes semelhantes de que certamente irão gostar:

My Sassy Girl cyborg_she_windstruckcapinha1 The Classic

Fly me to Polaris Be With You Il Mare

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Donggam (Ditto) Jeong-kwon Kim (2000) Coreia do Sul


Apesar do fabuloso “Il Mare” ter sido um enorme fracasso comercial pela altura do seu lançamento nas salas da Coreia do Sul, a verdade é que acabou por definir um género dentro do próprio cinema romântico quando aos poucos se tornou num verdadeiro filme de culto.
Isto porque o mesmo público que não foi vê-lo  ao cinema (certamente por causa do péssimo trailer), acabou no entanto por descobrir o filme nos clubes de video da Coreia do Sul e o passa-a-palavra fez o resto, transformando o dvd num dos mais vendidos de sempre por aqueles lados.
O sucesso de “Il Mare” inevitávelmente chamou a atenção de Hollywood que tendo comprado os direitos conseguiu mesmo com uma matéria prima extraordionária produzir aquele que deve ser uma das piores versões americanas de um filme oriental feitas até agora.
Mas como não só em Hollywood se fazem más cópias de um original, a verdade é que também pelo oriente ainda surgiram uns clones a tentando colar-se sem sucesso á mágia do estilo de “Il Mare” .
Entre esses clones, surpreendentemente não se encontra o filme [“Ditto“] de que vos vou agora falar.

[“Ditto“] pode ser tomado por um clone de “Il Mare” mas na verdade este é um daqueles casos curiosos em que dois filmes semelhantes foram produzidos mais ou menos ao mesmo tempo.
Inclusivamente este foi lançado nas salas quatro meses antes do outro e ao contrário de  “Il Mare“, [“Ditto“] teve algum sucesso imediato junto do público asiático, talvez devido á sua estrutura mais comercial e portanto mais apelativa.
É particularmente dificil falar sobre o filme e é uma das razões porque até este momento ainda não tinha colocado qualquer review no blog.
A dificuldade está precisamente no facto de [“Ditto“] ser tão parecido com “Il Mare” que se torna particularmente complicado escrever algo realmente interessante sobre ele.
Tudo neste filme oriental parece uma cópia de segunda categoria se já tivermos visto  “Il Mare” e isso acaba por ser na verdade um bocado injusto especialmente quando sabemos que [“Ditto“] até foi pensado como uma história original, (pensavam eles).

No entanto, [“Ditto“] tem um certo charme que o coloca muito acima dos clones que surgiram depois.
Embora nem de perto nem de longe [“Ditto“] tenha aquela magia e ambiente poético de  “Il Mare” consegue no entanto agarrar o espectador pela história.
Inevitávelmente, quem viu este filme em segundo lugar acaba por comparar os dois a todo o momento e claro que [“Ditto“] perde em todas as comparações. A começar logo pelos personagens que não têm particular interesse talvez precisamente por causa da força dos “originais”.
O argumento tenta abordar  mais ou menos os mesmos temas; amor á distância, solidão, embora com um elemento adicional mas que na verdade não tem força suficiente para lhe dar muita alma pois uma secundária história de amor paralela pouco mais faz do que acrescentar algum drama sem grande relevância para a relaçao dos protagonistas.

Mas não se deixem desmoralizar por estas minhas primeiras palavras pouco entusiasmadas, pois [“Ditto“] não é de forma alguma um mau filme e na verdade é bastante recomendável a quem procura outra história de amor oriental.
Quem já viu “Il Mare“, “My Sassy Girl“, “The Classic“, “Be with You” e todas as outras boas histórias do género que tenho recomendado neste blog, não ficará desiludido se adicionar também este título á colecção.
O filme pode não os deixar absolutamente apaixonados, mas apesar de tudo tem uma história
sólida e bem interessante, conseguindo mesmo manter algum suspanse até ao seu desenlaçe final.

O argumento de [“Ditto“] gira á volta de dois estudantes universitários que casualmente entram em contacto um com o outro comunicando por um aparelho de rádio-amador.
Quando decidem encontrar-se ao vivo, apesar de ambos terem comparecido no local combinado na hora combinada não chegam a estar juntos e cedo descobrem que na verdade estão separados por uma distância de 21 anos. A rapariga estuda na universidade no ano de 1979 e o rapaz encontra-se no ano 2000.
E mais não digo, pois o resto fica para vocês descobrirem.

O filme na verdade até é bem mais complexo do que aparenta á primeira vista, pois todo o seu pano de fundo aborda inúmeros factos históricos e políticos que certamente significarão muito para toda a gente que vive na Coreia do Sul.
No entanto, o  facto de nós enquanto espectadores ocidentais não termos própriamente grandes referências para associarmos tudo o que se passa ao redor dos personagens com a sua evolução emocional dentro da história de amor, faz certamente com que muita coisa nos passe ao lado e por esse motivo [“Ditto“] não nos tocará tão emotivamente como o fez junto de muitos espectadores da Coreia do Sul.

Mas técnicamente é um bom filme oriental. Usa de forma muito inteligente o estilo de fotografia para dividir as duas décadas que representa, a banda sonora é bastante boa e perfeitamente adequada e a realização apesar de não deslumbrar cumpre perfeitamente e o filme até tem uma certa aura nostálgica que só lhe fica bem.
Sendo assim…

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CLASSIFICAÇÃO:

Visto que a procura por filmes românticos neste blog continua completamente em alta, [“Ditto“] é mais um daqueles que recomendo.
Não é de forma alguma um dos melhores, mas é uma boa e sólida história de amor que em certos momentos até se assemelha estranhamente a um filme americano posterior com Dennis Quaid chamado “Frequency” o que nos deixa a pensar se alguém em Hollywood não se terá inspirado ligeiramente neste filme coreano para criar aquela não-versão americana…
Sendo assim, [“Ditto“] é uma história de amor simpática, embora quanto a mim algo fria…ou talvez morna, tanto na atmosfera como na sua execução, mas que no entanto merece ser vista por quem admira a capacidade quase infinita dos Sul Coreanos conseguirem continuar a criar as mais originais histórias do género quando já nenhum conceito parece possível.
Quatro tigelas de noodles, pois é muito bom, mas não mais do que isso.

noodle2.jpg noodle2.jpg noodle2.jpg noodle2.jpg

A favor: a história apesar de semelhante á de “Il Mare” consegue no entanto prender o espectador até ao fim, tem uma certa atmosfera melancólica que confere alguma identidade ao filme, o final é muito interessante.
Contra: falta alguma emoção aos personagens, salvo raros momentos o espectador não se emociona particularmente e como tal todo o filme mantém alguma distância sem nos agarrar por completo, talvez todo o fundo político que desconhecemos contribua para quebrar alguma da magia e da identificação com os personagens, os personagens são interessantes mas não nos importamos particularmente com eles, especialmente com os secundários.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=tu1pAOSQEUI

Comprar
Ao preço que ele está actualmente (pouco mais de 5€) vale bem a compra.
http://www.play-asia.com/paOS-13-71-7j-49-en-15-ditto-70-ck0.html

Ou então podem ir buscá-lo á Amazon.com

IMDB (cuidado com os *spoilers*)
http://www.imdb.com/title/tt0270919/

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Outros títulos românticos recomendados:

Be With You My Sassy Girl Love Phobia

Il Mare The Classic Fly me to Polaris

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Toki o kakeru shôjo (The Girl Who Leapt Through Time) Mamoru Hosoda (2006) Japão


Ora aqui temos um Anime diferente.
Num mercado saturado de longas metragens cheias de herois anime gráficamente estereotipados onde inevitávelmente todas as sequências de acção seguem sempre as mesmas regras visuais é muito bom encontrar um filme de animação como este.

[“The Girl who Leapt Through Time“] embora não sendo único no estilo é uma obra diferente dentro da animação japonesa.
Primeiro, não é um filme de aventuras, de acção, de super-herois ou sequer de fantasia, por isso é melhor avisar desde já que quem procura o típico filme anime cheio de movimento, montagem acelerada com imensas sequências cheias de estilo e cenas espectaculares não o vai encontrar aqui.
[“The Girl who Leapt Through Time“] é um filme calmo.

Não tem pressa de ir a lado nenhum, demora o seu tempo a estabelecer os seus personagens e por alguns momentos parece ser uma história sobre nada, onde muito pouco se passa, toda a gente fala muito e faz pouco e onde se nota logo de início que não vai haver sequer qualquer vilão na história. Pior ainda, torna-se evidente logo desde os primeiros minutos que isto vai ser essencialmente um “chick flick” vulgo, “filme para gajas” pois tem um tom extremamente feminino o que irá certamente afastar muito público que procuraria algo com mais adrenalina mas por outro lado, aposto irá atrair outro tanto que normalmente até poderá nem ligar a desenhos animados.

A adrenalina aqui, não está nas sequências de acção espectaculares nem no visual estilizado a duzentos fotogramas por segundo, mas principalmente no desenvolvimento da história porque essencialmente [“The Girl who Leapt Through Time“] é principalmente um filme sobre personagens. Melhor ainda, é um filme sobre pessoas e tudo isto poderia ter sido um filme normal em “imagem real” pois na verdade não contém própriamente nada que o obrigasse a ser produzido em anime. No entanto é um desenho animado e enquanto obra do género assemelha-se bastante a “Only Yesterday” um dos filmes do estúdio Ghibli mais obscuros pois são ambos duas histórias essencialmente femininas á primeira vista mas que têm muito mais para dizer do que seria de esperar num produto de animação.

E como se não bastasse [“The Girl who Leapt Through Time“] é quase um filme oriental de animação sobre string theory ou física quântica pois todo o argumento gira á volta da capacidade que a heroína da história tem de conseguir saltar pelo tempo á sua bela vontade e com isso criar muitas realidades alternativas causando o mais variado caos por entre as situações que vive e tenta corrigir.

Essencialmente o filme conta a história de Makoto, uma adolescente japonesa que uma manhã acorda num daqueles dias “não”. Discute com a irmã, fica sem pequeno-almoço, chega atrasada ao liceu, apanha com um teste surpresa na aula de matemática, provoca um incêndio numa aula de culinária, leva com um colega em cima ao passear no recreio, fica sem travões na sua bicicleta ao descer uma rua inclinada e basicamente para terminar o dia em beleza morre trucidada por um comboio quando não consegue parar na passagem de nível por causa da avaria na bicicleta.
Ou talvez não.
É que no preciso momento em que é atropelada pelo comboio, Makoto salta no tempo vendo-se subitamente transportada para alguns segundos antes e percebe que por qualquer motivo a sua morte óbviamente não aconteceu pois afinal a sua bicicleta tinha chocado dessa vez com uma pessoa que ia a passar evitando assim que Makoto sequer se tivesse aproximado da passagem de nível.

Ou talvez não…
Fiquem apenas a saber que Makoto depois do seu acidente, logo descobre que consegue saltar pelo tempo e não passa muito também sem que ela decida começar a usar o seu novo dom para ir alterando umas pequenas coisas aqui e ali no seu quotidiano de modo a equilibrar melhor a sua vida e a dos seus amigos.
No entanto como nem tudo é o que parece, em breve Makoto aprende que não existem pequenas mudanças na vida das pessoas e que qualquer alteração no seu destino pode significar muito mais do que apenas conseguir ter boas notas num teste que subitamente deixou de ser surpresa.
E mais não conto sobre esta parte porque senão o filme perdia a piada.

Embora [“The Girl who Leapt Through Time“] possa nesta altura parecer um anime de ficção-ciêntífica, a verdade é que vai muito mais além da premissa da história e na verdade o conceito é mais usado para depois justificar o desenvolvimento de personagens do que própriamente para agradar a quem esta altura já esperaria uma qualquer maravilha em anime sobre fisíca quântica. Não se esqueçam que afinal, este é um filme sobre personagens, sobre emoções, sobre as escolhas que pode haver na nossa vida e sobre qual o papel principalmente daqueles detalhes que nem julgamos relevantes e que se calhar no fundo são os que mais contam ao mesmo tempo que o filme tenta também demonstrar que se calhar muitas situações que á partida parecem más na altura poderão ser afinal o início de algo muito bom.

Como podem ver este não é um filme tão simples quanto aparenta ser.
Na verdade nem será propriamente um anime comercial, daí talvez a explicação para o grande fracasso de público que foi no oriente a quando do seu lançamento nas salas de cinema, pois muito pouca gente estaria á espera de com este tema de viagens no tempo levar com um anime intimista que mais parece um filme de autor do que própriamente algo talhado para um grande êxito comercial imediato.

Fracassou comercialmente mas não a nível de prémios.
[“The Girl who Leapt Through Time“] tem ganho reconhecimento por todo o sítio onde passa e com isso tem vindo também a ganhar um estatuto de filme de culto que só lhe fica bem. É que este pode ser um daqueles filmes de que não se gosta muito da primeira vez que o vemos (aconteceu-me também a mim), mas também é depois outro daqueles que por qualquer motivo não nos sai da cabeça até que voltamos a ele e já sem ideias pré-concebidas conseguimos apreciá-lo devidamente pelo que ele é e não há dúvida que este é um filme especial.
Os personagens são interessantes com destaque para Makoto que é realmente a alma do filme e um sucesso absoluto no que toca á caracterização humana de um personagem anime, a animação embora não deslumbre também não precisa de o fazer e os cenários são excelentes e conseguem transmitir uma atmosfera muito especial a um filme que na verdade não precisa mais do que já tem.

Além disso, consegue também ser uma excelente história sobre amizade com uma pitada de romance que vai agradar certamente até a quem normalmente nem liga muito a desenho animado mas no entanto gosta de cinema romântico oriental. Até neste ponto [“The Girl who Leapt Through Time“] recomenda-se vivamente pois contém no seu centro uma boa história de amor adolescente daquelas que envergonham qualquer filme teen americano e onde temos excelentes personagens que apesar de não passarem de desenhos nos fazem esquecer por completo que nem são de carne e osso pois no fim de tudo conseguem não só colocar o espectador a pensar com principalmente fazê-lo sentir uma empatia muito bem trabalhada e só esta humanização essencialmente adulta é um bom motivo para espreitarem este filme porque se conseguirem ultrapassar o seu ritmo lento vão certamente dar o vosso tempo por bem empregue.

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CLASSIFICAÇÃO:

Um filme que vai ganhando pontos de cada vez que o revemos. Comecei por lhe atribuir pouco mais de trés tigelas de noodles mas de momento já vou em quatro. Por agora fico-me por esta pontuação mas tenho a certeza que ainda a irei rever no futuro pois este é outro daqueles filmes que tem qualquer coisa especial que nunca sabemos bem o que é e que não nos deixa esquecê-lo.
Quatro tigelas de noodles portanto. Por agora…

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A favor: a humanização dos personagens, a personagem principal é excelente, a vertente de física quântica do filme pois as viagens no tempo são muito bem usadas para tornar reais os personagens, o sentido de humor latente mas nunca demasiado exibido, os cenários do filme, a banda-sonora muito ambiental mas discreta, as emoções que consegue transmitir já na parte final, a realização com o seu ritmo lento mas seguro e cheio de atmosfera, é cinema adulto e dá-nos um par de bons motivos para pensar.
Contra: o filme não deslumbra a uma primeira visão e pode até ser algo estranho e mesmo desinteressante pelo seu ritmo lento, por qualquer motivo não gosto muito do estilo gráfico dos personagens mas isto se calhar sou eu que estou para aqui a inventar, pode ser cinema anime mas não é para todos os públicos pois aproxima-se muito mais do cinema de autor do que do típico anime comercial.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
http://br.youtube.com/watch?v=Xk9SAmD00Iw&feature=related

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A Amazon Uk, tem disponíveis duas edições excelentes e baratinhas e tudo.

The Girl Who Leapt Through Time – Edição Simples

The Girl Who Leapt Through Time – Edição Especial

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0808506/

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Apesar de ter mais Anime neste blog, não existe nada semelhante a este filme que possa de momento recomendar.

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