Tada, Kimi wo Aishiteru (Heavenly Forest) Takehiko Shinjo (2006) Japão


Mas como é que estes gajos continuam a conseguir fazer isto ?!
Após dezenas de histórias de amor fofinhas sempre com uma base emocional semelhante o Japão consegue ainda pegar numa estrutura já usada mil vezes e no entanto voltar a surpreender pela humanidade dos desenlaces como se fosse a primeira vez que este tipo de argumentos estivesse a ser filmada.

Eu estou sempre a falar da mesma coisa no que toca a estas histórias de amor Japonesas (e Sul Coreanas também), mas é impossível recomendar mais uma boa história de amor cinematográfica saída daquelas bandas sem referir o habitual, pois continua a ser acima de tudo a principal diferença entre uma love-story oriental e o seu equivalente plástico produzido em Hollywood.
Mais uma vez temos pela frente um filme que não parece ser sobre nada de especial mas ao mesmo tempo consegue seguir rumos diferentes daquilo a que estamos habituados a ver no cinema ocidental do mesmo estilo. Se bem que dizer que existe um estilo semelhante no ocidente é esticar um pouco o conceito. Na verdade ninguém faz este tipo de histórias como os orientais e neste caso, mais uma vez os Japoneses.

Desta vez a minha proposta romântica chama-se [“Heavenly Forest“] e não sendo uma daquelas histórias de amor obrigatórias merece fazer parte da colecção de que gosta do género e já viu tudo o que tenho recomendado no blog.
O elevado número de pessoas que aqui chega procurando por histórias de amor demonstra que o género romântico oriental está vivo e recomenda-se por isso se o leitor só agora chegou a este cinema, até nem ficará mal servido se começar por ver [“Heavenly Forest“].
Não será completamente brilhante por qualquer motivo que ainda não consegui descortinar, mas é uma proposta muito boa para toda a gente que procurar um bom romance cinematográfico.
Surpreendentemente bem mais original do que aparenta pelo trailer ou mesmo até pelo que acontece na história durante a primeira hora de filme.

Se calhar é um filme que até irá agradar mais a quem já tiver visto muita coisa no género por uma simples razão.
Irá surpreender muito mais quem entra em [“Heavenly Forest“] totalmente convencido que já viu tudo isto mil vezes.
Isto porque mais uma vez temos outra história de amor adolescente (ou com jovens adultos) ao melhor estilo oriental e onde não falta o habitual twist no final.
Mas desta vez o próprio twist tem um sub-plot absolutamente simples que irá atingir como um tijolo na cabeça quem pensava que ia chegar ao fim tendo reparado em todos os pormenores, isto porque desta vez a surpresa não está na verdade na reviravolta mas sim na sua razão. E mais não digo.

[“Heavenly Forest“] conta a história de dois jovens universitários que ficam amigos porque ambos são pessoas solitárias e um dia se cruzam á beira de uma estrada (pelo visto no japão não é obrigatório os automóveis pararem numa passadeira se não quiserem).
Ela, uma rapariga que toda a gente considera estranha e algo nerd devido á forma infantil como se veste e age apesar de já ter 21 anos e ele um jovem solitário que se afasta das pessoas com medo que o cheiro de uma pomada que usa para um problema de pele lhe cause embaraços sociais. Como podem ver, isto começa logo de uma forma curiosa.

Quando começam a interagir no dia a dia, ambos descobrem a paixão pela Fotografia e a partir do momento que começam por explorar uma propriedade privada onde existe uma floresta isolada a sua amizade começa a ganhar raízes mais profundas. O problema é que o jovem alheio aos avanços amorosos da sua amiga, está no entanto apaixonado por uma colega de turma, a típica miúda gira e popular que já vimos mil vezes neste tipo de história.

Já vimos mil vezes neste tipo de história, mas nunca como em [“Heavenly Forest“].
Ao contrário do que seria de prever, desta vez temos aqui um triângulo amoroso absolutamente refrescante pela total ausência de drama, rivalidade ou tensões românticas estilo telenovela que estamos habituados a encontrar.
Quando tudo indicava que a partir do momento em que apareceu a miúda gira as coisas iam ficar absolutamente desinteressantes, os argumentistas usam esse novo personagem para humanizar também todos os colegas dos dois protagonístas do filme e criar um sub-plot sobre uma grande amizade entre colegas.

Por isso se também já esperavam que este personagem entrava na história para ser a bitch mimada e má como as cobras do costume, estão muito enganados e até vão gostar muito da rapariga.
Mais um pormenor dentro de uma história que apesar de simples não perde tempo em surpreender-nos constantemente precisamente pela simplicidade como nos apresenta sempre situações com que não contamos; o que não é de todo um feito menor num produto que á partida parece tão desinspirado e formulático, mas que está na verdade estruturado para nos esconder mesmo em frente da vista aquilo que depois irá causar o impacto emocional no fim da história.

[“Heavenly Forest“] contém pequenos pormenores e pequenas histórias paralelas (que só notarão a uma segunda visão, garanto-vos). No caso de toda a dinâmica entre os personagens principais e a rapariga gira da universidade [“Heavenly Forest“] ainda tem tempo para nos apresentar um dos momentos mais tocantes dentro da história de amor central quando, ainda a meio do filme este perde um momento a fazer-nos refletir sobre os caminhos das nossas próprias vidas numa sequência muito breve mas bonita em que se foca o valor da amizade no momento em que se assiste á despedida dos amigos quando concluiem a universidade. Uma cena que nem sequer precisaria de ter feito parte desta obra mas que lhe dá ainda mais humanismo e tornam o impacto emocional do final em [“Heavenly Forest“] ainda mais significativo.

Este é um daqueles filmes onde, como já disse, parece realmente que não se passa nada mesmo. Não existe uma relação romântica assumida própriamente dita entre os protagonistas, não verão – “I Love You” – por tudo quanto é canto e nem sequer há qualquer drama entre rivais pois toda a base de suspanse é construida através não do ciúme mas sim, da amizade. E sim [“Heavenly Forest“] tem suspanse romântico. Sabe-se lá como.
E é uma das mais valias deste filme.

[“Heavenly Forest“] é uma daquelas histórias que nós estamos a ver plenamente convencidos de que sabemos como irá acabar embora o facto de estar sempre a acontecer qualquer coisa diferente no ecran nos faça interrogar a todo o instante se saberemos mesmo tudo sobre a previsibilidade deste tipo de argumento…
Isto porque [“Heavenly Forest“] é um filme sobre pormenores.
E vocês nem imaginam como eu estou aqui a conter-me para não comentar os melhores, pois são precisamente esses que lhes estragaria por completo o emotivo final desta história.

[“Heavenly Forest“] tem tantos pormenores que vocês nem notarão pois estão tão bem disfarçados sobre a capa da banalidade quotidiana que lhes passarão todos ao lado até chegar o momento certo.
Como já disse, o twist neste filme é fácil de adivinhar, mas parece mesmo que os argumentistas estavam a dizer, – “ai pensam que toparam, tudo ? Pensam ? Tomem lá isto para não se armarem em espertos !”
Esta história é na verdade uma adaptação de um romance japonês com bastante sucesso e pelo que eu investiguei parece que este autor é especialista em escrever excelentes histórias de amor com base no que é mais banal no quotidiano e como tal não é de admirar que [“Heavenly Forest“] tenha resultado tão bem a esse nível apesar de parecer realmente um filme bastante normal e sem grande chama, especialmente para quem já viu muita coisa do género.
Não desistam porque irão gostar.

Na verdade, acho que é dificil não ficar hipnotizado com este filme. Até parece que os seus criadores percebendo que a história e a estrutura de [“Heavenly Forest“] poderia induzir em erro por ser algo tão formulático á primeira vista, decidiram usar então outros truques para nos prender a atenção.
Além do inesperado presente no argumento, este filme conta com imagens lindíssimas e não só nas cenas de floresta. Todo o filme parece estar filmado num formato widescreen tão largo que faz lembrar o velho formato empregue nos épicos estilo Ben-Hur da Hollywood clássica. O que não deixa de ser algo inesperado de ser empregue para filmar aquilo que parece uma simples história de amor adolescente.

[“Heavenly Forest“] contém uma profundidade de campo na sua maior parte das imagens que surpreende. Há paisagens incríveis neste filme, desde paisagens urbanas cheias de textura e movimento, até cenários absolutamente encantados nas partes em que os protagonistas exploram a sua floresta secreta longe da cidade. As cenas de floresta neste filme são absolutamente incríveis no que toca ao cuidado visual e quase que esperamos que apareça a qualquer instante um dragão ou uma fada pelo meio do filme que não nos surpreenderia de todo.

[“Heavenly Forest“] filma também Nova-York de uma forma refrescante e algumas das imagens mais bonitas desta obra são também captadas nos Estados Unidos mesmo no meio da Big Apple precisamente em alguns dos locais mais emblemáticos que já conhecemos de outros filmes e onde se faz uma homenagem visual a tudo desde “Manhattan” de Woody Allen , até “Once Upon a time in America” de Sergio Leone, o que só fica bem num filme que tem também como tema principal a paixão pela fotografia.
E por falar em fotografia, a cinematografia de [“Heavenly Forest“] é luminosamente fantástica. Este deve ser o filme mais refrescante visualmente que me lembro de ter encontrado em muito tempo. Não pela originalidade das imagens mas pelas cores que aparecem em cada frame e pelo tom caloroso a manhã de sol que percorre quase toda esta obra.

Antes que me esqueça, também, evitem ver o trailer deste filme antes de o conhecer e façam o que fizerem afastem-se da net e do google images no que toca a [“Heavenly Forest“] !!
Isto porque num filme sobre fotografia, uma das melhores cenas do final tem precisamente a ver com isso e a net, está cheio da emblemática imagem desta história que faz parte do emotivo final por isso não diminuam o impacto da história conhecendo de antemão a imagem ícone de toda esta história de amor e que está por todo o lado na net.
Fiquem-se pelas fotos que coloquei aqui neste texto, porque as selecionei cuidadosamente para não revelar nada de importante.

Sendo assim…

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CLASSIFICAÇÃO:

Quem procura mais uma boa história de amor oriental pode seguir para este bonito [“Heavenly Forest“] também.
Trés tigelas e meia de noodles porque é um filme com momentos muito bonitos e que vale mesmo a pena.
A única razão porque não lhe dou uma melhor nota é porque é um daqueles que não ficarão com muita vontade de o estar sempre a rever ao contrário de outras coisas que já recomendei por aqui.
No entanto não deixem que esta aparente singela classificação atribuída os impeça de procurar ver este filme pois vale mesmo a pena.

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A favor: parece um filme banal e formulático mas contém um par de boas surpresas que os irá espantar, a história de amor é muito boa e mais original do que parece, está cheio de pormenores que lhes vão cair em cima como um tijolo quando perceberem o motivo por detrás da reviravolta, contém imagens incriveis, as cenas do bosque são fabulosas em termos visuais, ás vezes parece um Anime romântico até porque a miúda fofinha parece saída de um desenho animado japonês mesmo, a cena do beijo a meio do filme é um espectáculo (embora a uma primeira visão não lhes cause a emoção que irá causar se o reverem depois de conhecerem tudo da história á volta desse momento), evita todos os estereotipos á volta de cenas de ciúmes ou rivalidades românticas e usa a miúda gira da universidade para criar um sub-plot sobre amizade que os irá tocar mesmo na sua brevidade, bons personagens, óptimo final.
Contra: parece um filme banal e formulático e demora algum tempo até nos agarrar especialmente se vocês já viram muito cinema romântico oriental (não desistam), por causa dessa estrutura algo normal e corriqueira mesmo até no final não é tão emocional como poderia ter sido (embora a concorrência nesse sentido seja forte com outros títulos como “My Sassy Girl”, “The Classic” ou “Il Mare” e portanto é sempre complicado criar algo com a mesma força.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
Recomendo que não vejam o trailer antes de verem o filme pois contém uma cena muito importante que lhe estragará o impacto emocional da parte final, mas se insistirem podem fazê-lo aqui.

Comprar
http://www.yesasia.com/global/heavenly-forest-dvd-hong-kong-version/1010701737-0-0-0-en/info.html

Download aqui com legendas em PT/Br

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0872022

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Outros títulos românticos recomendados:

Be With You My Sassy Girl Il Mare The Classic Fly me to Polaris

Love Phobia concerto_capinha_73x cyborg_she_capinha_73x

  

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Repost: Baek Ji Young “I Won’t Love (백지영 – 사랑안해)” Videoclip


Este link é um repost neste blog, porque nos últimos meses recebi umas boas duas dezenas de emails de pessoal a perguntar-me sobre este videoclip pois parece que muita gente o procura no Youtube mas mesmo assim não o consegue encontrar.
O link encontra-se actualizado na minha área de videoclips há já algum tempo mas está um bocado perdido entre os outros.
Coloquei-o também já no meu Facebook mas decidi dar-lhe agora um maior destaque aqui para que toda a gente que me escreve a perguntar onde encontrá-lo, possam finalmente ter o link de referência (enquanto este ainda existe).
Cliquem na imagem e poderão espreitar o video directamente no Youtube, pois este (estranhamente) não permite integração exterior em blogs para “I Won´t Love”.

Poderá haver a possibilidade do link deixar de funcionar em breve, pois este video já esteve antes no youtube mas tem sido sucessivamente removido pois li algures que o site americano considera que este videoclip contém conteúdo impróprio para a moral e como tal o video costuma sumir e voltar a aparecer.
Por agora está neste link, mas sugiro que façam o download do FLV quanto antes, pois não me admirava que um destes dias sumisse de vez e é uma pena, pois é um mini-filme fascinante e uma história de amor ao melhor nível oriental que vale a pena ser visto por quem chega a este blog á procura de filmes do género e ainda nunca viu esta verdadeira curta-metragem romântica cheia de atmosfera.
Espreitem enquanto o Youtube não o remove outra vez por conter eventuais alusões badalhocas impróprias á moral e aos bons costumes por ilustrar uma história de amor entre duas adolescentes.

E se o video sumir novamente, digam-me qualquer coisa.

Pandora´s Booth (Pandora´s Booth) Derek Yee (2009) China


Da mesma forma que “My Sassy Girl” inventou um novo género no cinema sul coreano e gerou inúmeros clones desde o seu lançamento, também “Il Mare” parece continuar a definir um estilo á parte dentro do cinema romântico oriental e [“Pandora´s Booth“] é mais um bom exemplo deste género de histórias que envolvem romances através do tempo.

Tivemos “Il Mare” com uma caixa do correio, “Ditto” com um aparelho de rádio-amador, “Secret” com uma partitura de piano e agora é a vez de uma cabine telefónica que permite uma breve comunicação com o passado e tem um papel importante num romance de consequências dramáticas em duas épocas distintas.

Essencialmente se vocês já viram “Il Mare” já sabem com o que podem contar agora em [“Pandora´s Booth“]. A estrutura é mais ou menos a mesma, mas de todos os clones (assumidos ou não assumidos) do conceito original dentro do cinema oriental este é o filme com características mais adolescentes e como tal poderá não agradar totalmente mesmo a quem gostou muito de “Il Mare”.

A história de amor é interessante, mas a meio do filme começamos a perder a paciência para as birras hormonais do protagonísta masculino que parece agir de forma algo errática mesmo havendo alguma justificação para tal e sendo assim o romance perde alguma força pois o espectador mais crescido deixará certamente de se identificar com o namorico adolescente e isso retira logo grande parte do impacto dramático daquilo que deveria ser acima de tudo uma boa história romântica envolvendo também um lado adulto.

Essencialmente em [“Pandora´s Booth“] acompanhamos a história de um técnico de electricidade, divorciado, com uma filha adolescente e uma má relação com a ex-mulher.
Ao fazer a ronda por uma área da cidade, numa noite de tempestade aparece-lhe “por magia” uma velha cabine telefónica onde 30 anos antes ele costumava telefonar quando namorava na adolescência e o inesperado acontece.

Ao encontrar um velho contacto, o homem liga para esse número e logo descobre que quem atende do outro lado é a sua jovem paixão de há trinta anos atrás que julga no entanto estar a falar com a versão adolescente do electricista.
A partir daqui as peripécias sucedem-se e se vocês viram “Il Mare”  já estão a perceber o que se irá passar até ao final desta história, algo inóqua  em emoção mas não menos interessante pois se gostam deste tipo de histórias irão passar também bons momentos com esta. Não deslumbra mas segue-se com interesse.

Não será o mais fraco de todos os filmes semelhantes, (pois gostei menos de “Secret” por exemplo), mas poderia ter sido bem melhor. Porém isso também se deve ao facto de nem chegar a ter 90 minutos sequer e mesmo assim tentar ter uma história complexa e cheia de pequenas pistas e detalhes que servem para criar o inevitável “twist” destinado a surpreender o espectador. No entanto quase não temos tempo para pensar nelas devido á velocidade da própria narrativa e como tal quando as revelações começam  ficamos com a sensação de que parecem cair do céu pois ainda não tivemos tempo de interpretar as pistas e isso retira logo muito do interesse que o filme poderia ter conseguido manter.

Não fiquei particularmente fascinado com [“Pandora´s Booth“] mas gostei muito da reviravolta final pois não esperava que os argumentistas entrassem por aquele caminho, até porque eu nem sequer tinha dado muita importância a um diálogo que acontece a meio da história e já pensava que o filme iria acabar com a resolução da relação entre o protagonista e a mulher. Bom pormenor, pois é precisamente este tipo de coisas que me fazem gostar de acompanhar o cinema asiático e em particular aumentar o meu fascinio pelas histórias românticas contadas pelo cinema oriental por muito comercial que este seja.
No entanto se este filme tivesse tido mais vinte minutos para colocar tudo de uma forma mais calma se calhar teria permitido que o espectador entrasse mesmo muito mais dentro do mistério.  Assim com 87 minutos quase que obriga a que nós não consigamos interiorizá-lo como o deveriamos poder fazer para disfrutar da sua premisa.

Não acho que este filme oriental tenha algo particularmente de errado. É uma produção Chinesa e por isso o romance tem um tom diferente do que costuma existir nas histórias de amor Sul Coreanas. Pela minha parte não consigo deixar sempre de sentir que falta algo no cinema romântico deste género quando produzido na China, onde salvo raras excepções (“Fly me to Polaris” , “An Empress and the Warriors” , “In the Mood For Love“) pouco me costumam cativar emocionalmente. No entanto [“Pandora´s Booth“] é um filminho asiático muito interessante que se recomenda a toda a gente que gosta do estilo “Il Mare” e não se importa de ver mais uma história semelhante embora fique muito, mas muito atrás do produto original em todos os sentidos pois limita-se a contar a história quase em piloto automático sem dar tempo para que os personagens ganhem uma personalidade que cative o espectador.

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CLASSIFICAÇÃO:

Não recomendo que vão a correr ver este filme mas se estiverem numa de procurar mais uma história de amor através de viagens pelo tempo têm aqui um produto simpático dentro do cinema oriental.
Não tem nada verdadeiramente mau, nem de verdadeiramente extraordinário. Tem no entanto a audácia de tentar criar um ambiente romântico asiático usando persistentemente “As Time Goes By” como tema de amor o que não deixa de ser um pormenor mesmo curioso pois até nem se sai nada mal com esse atrevimento se vermos isto por uma perspectiva de cinéfilos puristas.
Poderão ver por aí coisas muito piores e sendo assim não há muito mais a dizer sobre [“Pandora´s Booth“].
Trés tigelas de noodles. Bom filminho.

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A favor: é mais uma boa história no estilo de “Il Mare” mas só no estilo de premisa, tem um pequeno “twist” final bem imaginado embora simples, apesar de algo inóquo em emoção ainda tem um par de cenas românticas genuínamente naturais e cativantes, usa e abusa de “As Time Goes By” como banda sonora e sai-se bem com isso.
Contra: tem uma duração demasiado curta para poder desenvolver bem as pistas que apresenta e como tal quando as surpresas acontecem ainda o espectador não teve tempo de digerir o que se passou anteriormente e as coisas parecem cair do céu quando na realidade se virem [“Pandora´s Booth“] uma segunda vez até reparam que contém muita coisa em que não reparam á primeira, devido á velocidade do próprio filme para tudo caber em menos de 90 minutos os personagens perdem-se um bocado por serem demasiado esquemáticos e nunca chegam a cativar muito o espectador, a versão adolescente do protagonista do filme é algo irritante e por momentos quase que transporta a história de amor teen para um patamar de telenovela pirosa que o filme não pedia.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer:
Não encontro o trailer disto em lado nenhum.



Comprar
Está á venda na Play-Asia a bom preço.
http://www.play-asia.com/paOS-13-71-7j-49-en-70-3msp.html

Podem no entanto ir buscá-lo aqui para ver se gostam.

IMDB
Não está sequer ainda listado no IMDB.

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Outros títulos semelhantes de que poderá gostar:

Il Mare ditto_capinha_73x Fly me to Polaris Be With You
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Um Grito de Amor desde o Centro do Mundo (Crying Out Love in the Center of the World / Socrates in Love – “My Girl and I”) – O Livro


Antes de mais bom Natal para todos, Ho, Ho, Ho e tudo o mais. 🙂

Caso tenham visto e gostado muito do filme “My Girl & I” que recomendei alguns meses atrás, se calhar também vão gostar de saber que o livro que originou o filme,”Um Grito de Amor desde o Centro do Mundo”  acabou de ser editado em lingua portuguesa precisamente em Portugal.
Na verdade “Um Grito de Amor desde o Centro do Mundo” é o romance original que depois foi adaptado ao cinema no Japão com o titulo inglés  “Crying Out Love in the Center of the World” e não a história original de “My Girl & I” embora sejam idênticas em muitas coisas pois a adaptação Sul Coreana manteve muita coisa do filme japonês.
Acontece que eu ainda não falei aqui da adaptação original porque por acaso gostei mais do remake Sul Coreano, mas agora que o livro saiu em Português vou aproveitar a onda e por isso podem contar com uma análise desse filme para breve aqui também pois já o comprei há anos e tenho adiado falar dele até agora  não sei bem porquê.

E claro que  irei colocar aqui uma review deste romance original pois estou bem curioso, visto que o livro foi a história de amor mais vendida de todos os tempos no japão e daí a popularidade do filme por aquelas bandas também, a tal ponto que os próprios Sul Coreanos fizeram “My Girl & I” com base no mesmo trabalho literário.
O facto do livro ser um daqueles muito dificeis de encontrar até agora ainda aguça mais a minha curiosidade, pois até há bem pouco tempo só se econtrava editado em Japonês nem sequer havendo uma versão inglesa, (que julgo ainda nem há). Penso que no ocidente ainda só existe neste momento a tradução espanhola e a portuguesa se não me engano.
Sendo assim, não queria deixar de divulgar isto por aqui.
Mais novidades sobre o assunto  para breve.

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UPDATE (28-12-2009):
Há coincidências mesmo curiosas.
Andava há anos atrás deste livro, há seculos para colocar aqui a review da adaptação cinematográfica japonesa e agora parece que estou a ser perseguido pela obra em todo o lado.
Este Natal recebi um outro romance japonês comprado na amazon.co.uk chamado “Socrates in Love“. Comprei-o porque depois de ter lido o fabuloso pequeno romance “Be With You” estava intrigado sobre as histórias românticas made-in-japan e quando vi este “Socrates in Love” editado em Inglés mandei vir o livro sem sequer tentar saber muito mais sobre ele além de ter notado que tinha uma excelente review.
Ontem, ao procurar mais críticas sobre o mesmo, notei que o livro também já estava adaptado ao cinema e comecei logo a tentar encontrar o filme na net. Sem qualquer resultado, apesar de muita gente garantir ser uma história bem popular.
Ao procurar pelo trailer de “Socrates in Love” no YouTube, invariávelmente ia ter a resultados que mostravam imagens de “My Girl & I” e já estava a dar em maluco pois parecia que alguém se tinha enganado na associação, até porque no Tube também aparecem imagens da série televisiva igualmente adaptada do livro. E para mais ainda existe um Manga baseada no mesmo romance !!
Qual não é o meu espanto, quando descubro que “Socrates in Love” é o titulo inglés do romance original japonês que deu origem ao filme “Crying Out Love in the Center of  the World” ! O mesmo romance que agora foi editado em Portugal com precisamente o titulo de  “Um Grito de Amor desde o Centro do Mundo” !
Resumindo, por um pouco ia comprando a edição Portuguesa na mesma semana em que recebi ao romance em inglés. Isto porque o titulo da edição Lusa vai precisamente buscar a associação ao nome do filme que originalmente adaptou “Socrates in Love” e não usou uma tradução directa do titulo original japonês ou da sua versão em inglés.
Confusos ?!…Eu estava.

Sendo assim, quem quiser agora espreitar o romance que deu origem ao filme “My Girl & I” e a ” Crying Out Love in the Center of the World” (de que falarei aqui em breve), tem duas boas opções. Pode adquirir a versão Portuguesa aqui, ou então optar pela edição Inglesa comprando-a na amazon.co.uk .
Ou então compram o Manga em inglés também na Amazon (penso eu que isto seja o Manga)…

Espero que já não estejam confusos. 😉

Kumo no mukô, yakusoku no basho (The Place Promised in Our Early Days) Makoto Shinkai (2004) Japão


Existem filmes que são simplesmente poéticos.
[“The Place Promised in Our Early Days“] é uma dessas obras, porque por detrás de toda a sua atmosfera técnologica contém também muita humanidade na maneira como os seus personagens cruzam emoções ao longo de uma história que na realidade não serve para muito mais a não ser para nos mostrar a intimidade de cada um deles.

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Existem filmes que podem ser chatos como o caraças !
[“The Place Promised in Our Early Days“] é uma dessas obras porque  toda a sua atmosfera técnológica parece  não levar a lado nenhum e contém momentos em que o paleio científico em demasia quebra a beleza da narrativa emocional dos personagens de uma forma que ainda parece mais despropositada quando se chega ao final do filme e ficamos com a sensação que a vertente de thriller e ficção-científica da história afinal não foi a lado nenhum.

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Este foi um daqueles raros filmes que me custaram imenso a ver. Comprei-o meses atrás no mesmo pack que continha o excelente “Voices of a Distant Star” e por mais de cinco vezes tentei vê-lo de uma ponta á outra nunca conseguindo aguentar mais do que uma meia hora seguida sem me deixar dormir. O que é estranho, pois desde os primeiros minutos se percebe que [“The Place Promised in Our Early Days“] é um dos melhores Anime que andam por aí, independentemente do seu potencial para curar insónias ou não.
Na verdade sempre que o tentei ver foi noite dentro e se calhar este é um daqueles filmes que não deve de forma nenhuma ser visto fora de horas porque todas as suas mágnificas qualidades acabam por não ser suficientes para evitar um bocejo no espectador que se arrisque a ver isto a altas horas da noite.

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No entanto, não deixem que este meu comentário os desencoraje pois [“The Place Promised in Our Early Days“] é um daqueles filmes que merecem mesmo ser vistos, quer gostem de Anime ou não. Na verdade irá certamente agradar mais até aquelas pessoas que não gostam de Anime, pois não contém nenhuma das estruturas habituais neste tipo de cinema que habitualmente atrai os chamados fãs do género. Não tem sequências de porrada com montagem rápida e uma multitude de planos estáticos sucessivos, não tenta meter estilo Anime, não tem maus nem bons, não tem vilões com superpoderes, nem tem nada daquilo a que o habitual espectador está habituado a ver. Tem apenas muita atmosfera.

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Acima de tudo [“The Place Promised in Our Early Days“], é cinema. Esqueçam o Anime.
O facto de ser um filme de animaçao é algo completamente secundário.
[“The Place Promised in Our Early Days“] é puro cinema-de-autor. Cenas chatas e “vazias” cheias de interpretações existenciais incluidas. Muito.
Por isso não esperem encontrar aqui um Samurai-X, DragonBall ou Naruto, porque Naruto é que este filme não é.

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É sim uma obra com uma beleza visual fabulosa e um produto muito dificil de descrever, pois é um daqueles filmes que mesmo quem não gosta, nunca o esquece.
Essencialmente é uma história de amor e amizade de contornos filosóficos e muito existencialistas, perfeita para agradar até ao mais exigente intelectual de café e onde o espectador é levado por caminhos que o próprio argumento nem parece estar a seguir.

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Se por um lado parece estarmos na presença de uma pura história de ficção-científica totalmente hardcore, na verdade esse detalhe não tem qualquer importância para o que se pasa na verdadeira história. [“The Place Promised in Our Early Days“] poderia ser passado no seculo XIV que não se notaria diferença no resultado final.
Este filme tem mesmo uma característica muito interessante, pois demonstra claramente que boas histórias existenciais cheias de humanidade e realismo psicológico não têm necessáriamente que estar apenas ligadas a temas ditos, – sérios e realísticos – baseados no dia-a-dia do homem comum á la woody allen mas podem perfeitamente surgir de contos extremamente tecnológicos e de conceitos saidos da mais pura fantasia sem nunca perderem a sua base.

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Mas não se deixem assustar pelas minhas palavras. Este é um Anime com uma história mais profunda do que aparenta, com um trio de personagens com uma densidade psicológica sólida e cativante, mas acima de tudo é um filme muito bonito que deixa marcas no espectador. E isto é muito dificil de explicar a qualquer pessoa que ainda não tenha visto a obra mas [“The Place Promised in Our Early Days“] tem mesmo qualquer coisa de especial.

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Talvez seja a sua simplicidade por detrás de uma suposta complexidade.
Pois por entre uma narrativa cheia de emaranhados quânticos e paleio ciêntifico sobre universos paralelos quanto baste, o que sobressai é uma sensação de poesia que nos deixa a flutuar numa espécie de transe contemplativo até mesmo quando a história chega ao seu abrupto e “incompleto(?)” final.

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Visualmente mais uma vez o filme é uma obra prima da ilustração. Desta vez o realizador já não fez todo o filme sózinho fechado no quarto (ver “Voices of a Distant Star“), teve uma equipa profissional com quem trabalhar, mas o seu estilo continua presente por cada fotograma.
Continua o ênfase nas paisagens, o que me agrada mesmo muito, pois compreendo perfeitamente a paixão do realizador pelas mesmas porque também eu lhes dou a mesma importância nos meus próprios trabalhos.

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[“The Place Promised in Our Early Days“] como o realizador diz nas entrevistas é uma história contada por paisagens.
Ao contrário dos outros Anime, nos filmes de Makoto Shinkai não são os personagens e os seus dramas que humanizam o argumento pelas suas acções. É sim o ambiente de cada sequência que cria o estado emocional na narrativa e portanto não há imagem neste filme que não esteja baseada num background extremamente detalhado e na sua maioria das vezes muito bonito e cheio de poesia visual.
E antes que me esqueça, a banda sonora é absolutamente perfeita, cheia de momentos subliminares e com um tema que espelha por completo toda a poesia presente nas paisagens e nas emoções dos personagens. Adorei a musica deste filme.

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A nível artistico, o uso de cor neste filme é absolutamente notável e portanto se vocês se interessam por ilustração este é mais um daqueles que não devem perder pois é uma verdadeira escola de desenho e pintura. Tudo o que vocês possam querer saber sobre iluminação e enquadramentos num background ou numa paisagem podem aprender num filme de Makoto Shinkai. O que não deixa de ser fascinante pois tudo isto é essencialmente um trabalho de alguém que começou como auto-didacta e contemplarmos os seus filmes é como disfrutarmos do triunfo do talento e do empenho sobre um qualquer curso superior muitas vezes tão sobrevalorizado, especialmente nesta terra. O trabalho deste realizador é um verdadeiro exemplo da vitória do talento sobre “o canudo”.
Nunca deixo de me surpreender como alguns dos melhores cineastas actuais no mundo nunca passaram por qualquer escola e Makoto Shinkai é ainda mais um a fazer companhia a por exemplo Hong-Kar-Way com todo o mérito.

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Já devem ter notado que mais uma vez eu não conto nada sobre a história. Na verdade este é mais um daqueles que na minha opinião deve ser apreciado por quem não sabe muito sobre ele e sendo assim… 😉
Essencialmente é mais uma vez um filme sobre o isolamento e a solidão, como parece ser a marca deste realizador mas não deixem que isto os deprima pois a história é bem positiva.

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CLASSIFICAÇÃO:

Só não lhe dou a nota máxima com um Golden Award incluido porque ainda acho que tem algum incoerência no ritmo da narrativa e a parte de ficção-científica é completamente redundante. O que me decepcionou pois adoro ficção-científica baseada em fisica quântica e estava a espera de mais no argumento. Embora depois de o ver tenha a perfeita consciência que o filme nem sequer é sobre isso pois o que importa são mesmo os personagens.
Este é mais um daqueles filmes de hora e meia que certamente teria sido muito melhor se tivesse sido uma curta metragem de meia hora como foi o primeiro filme do mesmo realizador.

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Estamos na presença de um filme que quase não se pode dizer que seja de animação, porque tal como no primeiro trabalho do realizador também aqui toda a estrutura do mesmo é baseada quase em imagens estáticas em estilo “slide” onde só apenas um pequeno pormenor é animado e tudo se sucede como se estivessemos a ver uma espécie de banda-desenhada no ecran em que muito pouca coisa se move. Contém com inúmeras cenas de diálogos em que a imagem nem se mexe durante segundos a fio.
Sendo assim leva “apenas” cinco tigelas de noodles, porque é um dos melhores Anime que poderão encontrar no mercado, mas atenção porque não será de certeza um filme que agrade a todos, pois o seu estilo cinema-de-autor poderá afastar muita gente.

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A favor: a poesia visual e toda a caracterização psicológica dos sentimentos dos personagens principais, a banda sonora é lindíssima e não se nota, artisticamente é um dos mais bem desenhados Anime que andam por aí no que toca a paisagens pormenorizadas, é um daqueles filmes bonitos que não conseguimos explicar porquê a quem ainda não o viu, fica na memória mesmo quando pensamos que não gostamos muito dele.
Contra: não esperem uma resolução para a parte da história de ficção-científica/thriller, tem cenas a mais que na verdade não servem para muito, tem alguns problemas de ritmo e alguns personagens de cartão que não servem para muito, o final pode deixar muito a desejar a quem espera encontrar uma resolução qualquer para o mistério ou para a aventura e só irá encontrar a conclusão da parte emocional dos personagens.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=07186dk9CPk

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Comprar edição especial
http://www.amazon.com/Shinkai-Collection/dp/B000BKSJ5W/ref=pd_bbs_2?ie=UTF8&s=dvd&qid=1220623921&sr=8-2
Recomendo vivamente esta edição em dvd pois além do filmes [“The Place Promised in Our Early Days“] e [“Voices of a Distant Star“] contém ainda um par de extras muito interessantes como por exemplo o primeiro desenho animado feito por Shinkai e que pelo visto já se tornou um filme de culto. Chama-se “She and her cat” e como já notaram é um filme sobre gatos. É uma pequena experiência a preto e branco cheia de atmosfera e também aqui o dvd tem o filme em 3 versões sendo a de maior duração a versão de 5 minutos.
Mas o melhor desta edição é mesmo os dois livros impresos em papel de excelente qualidade onde se narra visualmente com dezenas de esboços e desenhos a cores do próprio realizador todo o making-of dos dois filmes. Absolutamente imperdível para quem se interessa por desenho.


IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0381348/

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