The Promise – Edições BluRay – Qual comprar ?


Faço aqui mais um breve intervalo nas reviews para lhes falar sobre a edição Blu-Ray de [“The Promise”], um dos meus filmes de fantasia favoritos e que recomendo vivamente a quem gosta do estilo conto de fadas chinês.

The Promise (2005)
Ultimamente tenho recebido questões sobre este título pois muita gente parece algo confusa com o que se passa. E com razão.
Até quem procura por este filme na pirataria acaba por se dar mal e não sacar o verdadeiro título mesmo em torrents que o partilham. Por um  simples motivo.

[“The Promise”] é o típico exemplo de mais um título oriental que foi distribuído nos estados unidos mas numa versão completamente mutilada.
E se foi distribuído nos estados unidos, naturalmente é esta a edição lançada na europa.

Tal como aconteceu anos atrás com outro dos meus filmes favoritos de todos os tempos, o fabuloso “The Big Blue/Le Grand Bleu” de Luc Besson, que para ser distribuído na américa (e pela américa) foi obrigado por contrato a ser reduzido, remontado, teve um final ligeiramente alterado (para um final “feliz”) e ainda por cima toda a banda sonora original de Eric Serra foi substituida por música New Age de um tal guru americano chamado Conti;  (senão nunca seria divulgado pela poderosa máquina do marketing de hollywood) ; e tal como ia acontecendo novamente com “Snowpiercer” também recentemente não fosse o realizador ter colocado um travão à brincadeira e recusado as exigências do estúdio americano antes do estrago ser feito pois Hollywood queria distribuir o filme nas salas, mas teria de ser numa versão menor, com inúmeros cortes e mudanças radicais na estrutura original;  também [“The Promise”] tem duas versões muito distintas no mercado dependendo do lado do mundo em que vocês habitem.

Existe este [“The Promise”] que está distribuído no ocidente (em região A e região B (USA e Europa)) e que é a versão mais comentada (e arrassada) no IMDB pela maioria dos utilizadores fora da Ásia com alguma razão.

the promise - br-ocidentalEsqueçam essa !  Não comprem o blu-ray com a capa acima.
Felizmente temos depois a (verdadeira) versão original; integral, bem maior que os míseros 90 minutos da versão “americanizada” mas que muita gente nunca viu pois só esteve disponível no mercado oriental de dvd (numa edição excelente cheia de extras (há muito esgotada)); mas que nunca chegou ao mainstream ocidental (muito menos ao mercado português) ; (apesar de ter sido essa a versão apresentada em festivais de cinema e também a versão que foi candidata a Óscar de melhor filme estrangeiro no ano em que estreou, facto que curiosamente passou completamente despercebido a toda a gente).

The-Promise-2005-Movie-Poster-Two

Pois bem, agora que o Blu-Ray anda por aí, deixem-me dizer-vos que se nunca viram este filme, o Blu-Ray é definitivamente a versão a ver.
Não é a melhor edição do mundo mas quando comparada com a edição dvd que já existia (tanto para a versão americana como para a versão original), a mais recente edição de Hong Kong é de uma evolução impressionante, especialmente a nível de imagem.
Estranhamente ainda conta com algum grão, mas a verdade é que num filme que depende tanto de imagens magnificas com paisagens de fantasia absolutamente de tirar o fôlego, ver [“The Promise”] de uma qualquer outra maneira que não seja numa cópia em Blu-Ray (e no maior ecran possível, já agora) para mim não faz qualquer sentido. Muito menos é um filme para se ver num pequeno ecran de computador.

the-promise

Este é um daqueles títulos para o qual o formato do Blu-Ray foi inventado sem qualquer sombra de dúvida. Apesar de, repito, não ter a edição perfeita que poderia ter tido nem por isso deixa de ser verdadeiramente estonteante, especialmente quando a história se abre àquelas cenas mais épicas e encantadas ao melhor estilo conto de fadas chinês que curiosamente até o trailer americanizado capta muito bem em termos de atmosfera que poderão depois encontrar no filme. Se gostarem do trailer americanizado (que para mim até é o melhor trailer), vão certamente gostarem do filme.
Se ainda não têm a certeza, leiam a minha review para [“The Promise”].

p.txt

Portanto, se tiverem um leitor de Blu-Ray, tiverem 15€ + 2€ de portes (caso vivam em Portugal) e gostarem de cinema de fantasia nestes moldes, então a única edição que vocês querem comprar (e precisam mesmo comprar) é a edição à venda na China.
Ainda por cima a edição Blu-Ray chinesa é de REGIÃO ZERO/LIVRE (apesar de não dizer no site) e por isso podem comprá-la mesmo vivendo em qualquer parte do mundo (legendas em inglés com boa legendagem).
É aproveitar enquanto não esgota tal como aconteceu ao dvd de edição especial que quem não comprou, já não compra.
Não comprem mais nada a não ser a edição com esta capa !
Esta é a única edição em Blu-Ray do filme original na sua versão integral.
Ao contrário da edição especial que havia antigamente em dvd (carregada de extras fantásticos) nenhuma das edições Blu-Ray traz qualquer extra e é pena , pois o filme merecia mas não deixem que isso os impeça de adquirir este título, especialmente se gostam de cinema de Fantasia, (com uma banda-sonora fabulosa, já agora).

the promise - br-oriental

Eu sei que esta capa da edição chinesa acima é muito pobrezinha e até foleira; especialmente porque não mostra de todo o conteúdo visual extraordinário que está dentro desta história, mas não se deixem enganar por uma capa bonita. Quem vê caras não vê corações.
A capa da edição ocidental (e americana) é muito melhor e bem mais espectacular, mas esconde no interior do disco uma versão reduzida do filme que vocês não querem de todo ver, por mais do que um motivo até.

A versão remontada para americano ver, não só contêm quase menos meia hora de filme, como ainda por cima muda algumas cenas de lugar e pior ainda; o espectador ocidental tem de comer com uma nova introdução (feita especialmente a pensar no público americano) onde logo (!) nos créditos iniciais explica muito bem explicadinho, onde fica o reino dos bons, onde fica o reino dos maus, quem são os personagens, o que são, o que farão dentro do contexto da história, etc, etc, etc.
Tudo muito bem explicadinho de forma detalhada e onde não faltam inclusivamente uns desenhos feitos á pressa que mostram logo o aspecto de personagens que aparecem ao longo da história e que deveriam pelo menos manter um efeito de mistério, pois o seu visual detém também um impacto dramático na versão original.
Não na versão (americana) ocidental.
Nessa versão explica-se logo tudo muito bem explicadinho não fosse depois o público das pipocas não conseguir distinguir os maus dos bons mais tarde, porque este filme é realmente muito complicado, pois até temos de prestar atenção à história e tudo.

A propósito, já agora fica aqui o aviso… [“The Promise”] foi também editado em Portugal em dvd há alguns anos pelas edições do Fantasporto que são simplesmente o exemplo de como não se edita cinema em video !! A edição dvd Portuga, não só tem uma qualidade de imagem absolutamente inacreditávelmente má, como ainda por cima está num estranho formato semelhante ao 4:3 (que só pode ser invenção portuguesa) cortando toda as paisagens do lado da imagem e destruindo por completo os enquadramentos do filme.
Estas e muitas mais outras desgraças estão descritas neste meu artigo mais antigo sobre as piores edições de filmes orientais alguma vez lançadas em Portugal; inexplicávelmente pelo festival do Fantasporto que deveria ser o primeiro a exigir qualidade e no entanto tem um historial de lançamentos abaixo de cão aqui em Portugal que não tem explicação.

Resumindo, se gostam de cinema de fantasia, gostam do estilo conto de fadas chinês e nunca viram [“The Promise”] não sabem o que perdem.
Se nunca o viram antes, vejam-no em Blu-Ray no maior televisor que encontrarem.

thePromise_princess2_800

Mas certifiquem-se que compraram e estão a ver o Blu-Ray de edição chinesa e não compraram por engano a aparentemente mais bonita mas verdadeiramente asquerosa edição ocidental desta filme americanizada à força pelos distribuidores de Hollywood.

Nae yeojachingureul sogae habnida (Windstruck) Kwak Jae-young (2004) Coreia do Sul


Alguém deveria proíbir este realizador de fazer mais filmes para o resto da vida porque isto assim não vale !
Este tipo chamado Kwak Jae-young parece estar empenhado em sabotar os esforços de quem tem blogs sobre cinema oriental pois quem gosta de aconselhar filmes tentando ter por base alguma lógica de classificação fica logo sem poder ter uma comparação coerente quando se depara com outro trabalho deste realizador porque o homem continua a produzir trabalhos únicos.
Este gajo insiste em continuar a surpreender até mesmo quando se imita a si próprio e cria uma obra que há primeira vista até nem parece ser dos seus melhores filmes.
Basicamente estou lixado.

Depois do que tinha lido pela net não estava á espera de que [“Windstruck“] fosse alguma coisa por aí além, porque desde o seu aparecimento as reviews parecem andar todas entre o bom e o medianamente alto mas quase nenhuma lhe atribui o mesmo valor que por exemplo “My Sassy Girl” alcançou na opinião da critica em geral surpreendendo toda a gente a quando do seu lançamento nas salas de cinema orientais.
Talvez esteja aí o problema. Isto de um realizador se estrear com algo realmente único e que define um estilo está mais que visto, tem de certeza as suas desvantagens pois parece que a partir desse momento qualquer coisa que ele faça a seguir será inevitávelmente comparado ao seu primeiro filme.

Neste caso parece que Kwak Jae-young carrega a maldição de não conseguir fazer mais nada que não seja imediatamente comparado desfavorávelmente com a inovação de “My Sassy Girl” e portanto por mais que este se esforce, para muitos críticos não pode existir mais nada depois do primeiro filme que alcançe o mesmo nível e portanto a partir daí a escala de valor foi sempre a descer.
Não posso discordar mais em absoluto !
Não posso discordar mais e por causa de me ter deixado influenciar pela quantidade de reviews menos espectaculares acabei por entrar na onda e só ontem me decidi a ver [“Windstruck“] também convencido que iria ser giro mas nada de extraordinário.
Resultado, acho que apanhei a surpresa do ano no que toca a filmes orientais pois realmente não estava nada á espera disto.

Se gostaram de “My Sassy Girl” então [“Windstruck“] é de visão mais que obrigatória por todos os motivos e mais alguns.
Primeiro porque depois da quantidade más de imitações que o original gerou (inclusivamente um remake americanoide), o realizador Kwak Jae-young parece que decidiu colocar ordem na casa e mostrar como se faz outro “My Sassy Girl” a sério, provando de uma vez por todas que não basta ter uma personagem estilo gaja-boé-da-maluca para criar boa comédia.  Com [“Windstruck“] Kwak Jae-young mais uma vez mostra que nem toda a gente pode ter o seu talento para realizar este tipo de cinema e que apesar de comerciais cada vez mais se pode dizer que os seus filmes são verdadeiros exemplo de cinema de autor pois o seu estilo já se torna completamente identificável.
Ainda a história não começou há minutos e percebemos logo que é um trabalho do mesmo autor de “My Sassy Girl” e “The Classic” porque na verdade não dá mesmo para imitar o que este tipo faz por muito simples e comercial que o seu Cinema pareça.

Actualmente não deve haver ninguém que equilibre tão bem a comédia e o drama como Kwak Jae-young o faz e isto é daquelas coisas que não dá mesmo para traduzir em palavras para quem nunca viu um trabalho deste realizador.
Nos seus filmes tudo pode acontecer como mais uma vez se demonstra claramente em [“Windstruck“], por exemplo na sequência do suícidio no cimo do prédio que é uma daquelas absolutamente indescritíveis.

E se pensam que estou aqui a revelar muita coisa vocês não fazem a mais pequena ideia do que vos espera quando virem este filme pois nunca viram uma cena sobre suícidio como esta.
[“Windstruck“] essencialmente é um “My Sassy Girl” parte 2 em versão não oficial (por muitos mais motivos do que vocês possam imaginar mas que não posso agora revelar).
Visto que dada a conclusão do “primeiro” filme não haveria grande hipótese de continuar a narrar a história dos dois primeiros personagens pois isso seria esticar demais a corda da credibilidade (até mesmo para este realizador), a solução que Kwak Jae-young parece ter encontrado foi a de contar uma nova história com mais ou menos a mesma estrutura e mais ou menos nos mesmos moldes.

Mas como nem tudo é o que parece, se vocês já estão a pensar que [“Windstruck“] volta a ser mais do mesmo… pois se calhar estão certos.
É mais do mesmo sim senhor, só que apesar de ter um estilo semelhante e um personagem principal bem sassy que podia ser o mesmo ,inclusivamente interpretado pela mesma actriz do filme original não pensem que vão ver uma repetição da mesma história.
É que se “My Sassy Girl” misturou como nunca a comédia adolescente com o drama romântico adulto num equílibrio absolutamente perfeito, desta vez [“Windstruck“] vai mais longe.
O novo filme é uma extraordinária (alucinante) e surpreendente mistura de:
– Comédia adolescente
– Cinema romântico extremamente poético
– Drama sobre a morte e a solidão do abandono
– Filme policial
– Comédia splapstick
– Cinema de gangsters
– Filme de porrada chunga (com explosões a condizer e tudo)
– Conto de fadas medieval (?!)
– Comédia romântica
– Filme sobrenatural
E acho que não me esqueci de nada…

E isto resulta ? Se resulta meus amigos.
Não só resulta como tudo neste argumento tem um equílibrio narrativo absolutamente extraordinário que leva ao extremo o estilo do realizador que já tinhamos visto em “My Sassy Girl” ou até mesmo no “The Classic”  onde numa breve cena de poucos minutos o realizador consegue fazer-nos rir e no segundo a seguir colocar-nos a chorar com uma facilidade como se aquilo que estamos a ver no ecran fosse a coisa mais fácil de conseguir fazer.
E neste [“Windstruck“] o efeito ainda é mais extendido pois na mesma cena além de nos conseguir fazer rir e chorar ainda nos coloca em suspanse ou até nos entusiasma com um par de cenas de acção á primeira vista completamente deslocadas de tudo o resto mas que no fundo pertencem perfeitamente ao universo que foi criado para este filme e onde só temos que aceitar as regras e divertirmo-nos com o que estamos a ver.

Uma coisa é certa [“Windstruck“] é um daqueles filmes orientais em que o espectador não consegue mesmo fazer ideia do que raio poderá acontecer a seguir pois pensamos que já vimos tudo quando nos cai outra coisa em cima que nos deixa a pensar que realmente há mesmo muita frescura e inovação no moderno cinema comercial Sul Coreano.
As semelhanças com “My Sassy Girl” são tantas no entanto, que muita gente já anda completamente baralhada sem saber se [“Windstruck“] é uma sequela ou uma prequela e não posso dizer muito mais sem estragar um dos melhores momentos deste filme.

E não, [“Windstruck“] não tem qualquer ligação a “My Sassy Girl“. A referência no filme é claramente uma in-joke, uma piada pessoal do realizador e um piscar de olho a toda a gente que certamente já se prepararia para acusar o filme de não passar apenas de mais uma imitação da anterior fórmula de sucesso e como tal o seu autor antecipa-se a isso colocando no filme uma das entradas mais geniais que vai deixar fascinada toda a gente que adorou “My Sassy Girl” e é definitivamente um dos pontos altos deste novo filme que fará as delícias de quem viu o “primeiro” antes de ver [“Windstruck“] e recomenda-se que assim seja.

Mais uma vez, prova-se que o cinema romântico sul-coreano está de boa saúde e continua a limpar o chão de uma forma quase humilhante com tudo aquilo que costuma passar por cinema romântico feito em Hollywood actualmente.
[“Windstruck“] no meio de toda a loucura que transporta no seu argumento tem coração, muita alma e poesia. Não só é cinema romântico de qualidade e cheio de humanismo como acima de tudo apresenta-nos mais uma original história de amor que irá certamente surpreender muita gente pois é muito raro encontrarmos um filme tão alucinado que nos consiga emocionar nos momentos mais inesperados como este filme consegue.

Na minha opinião este é mais uma daqueles filmes românticos orientais completamente obrigatórios e que devem quanto antes juntar á vossa colecção se forem fãs de histórias de amor originais, divertidas e muito humanas. Podem juntá-lo aos igualmente fabulosos ”The Classic“, “Be With You“,  “Fly me to Polaris“ , “Il Mare“ e claro, o mais que obrigatório “My Sassy Girl“.

Se [“Windstruck“] tiver uma falha, na minha opinião é o facto de se notar que é um produto concebido para fazer brilhar a actriz principal que entretanto se tornou uma estrela devido precisamente ao sucesso de “My Sassy Girl” e ao fenómeno de culto em que se tornou também “Il Mare“.
Tudo no filme gira mais do que nunca á volta da actriz principal e parece que não existe um enquadramento nesta nova obra que não esteja pensado para demonstrar a sensualidade e a beleza da rapariga. Não que isso me chateie muito, mas nota-se que ao contrário do primeiro filme este agora é uma produção que gira á volta de uma estrela principal.
Isto faz com que ao contrário do que acontecia em “My Sassy Girl“, o par romântico já não seja própriamente o centro do filme no que concerne ao trabalho de dois actores a interagirem em simultâneo.

Aqui, o personagem masculino serve mais para localizar as emoções da personagem feminina do que própriamente para também ocupar o centro da história, algo que está bem presente nas sequências de sonho em que básicamente quem brilha é a jovem actriz e tudo o resto está lá para servir as emoções da sua personagem.

Isto não será propriamente uma coisa negativa mas nota-se que apesar de parecer, se calhar [“Windstruck“] afinal não é uma cópia tão óbvia assim do primeiro filme do realizador pois em muitos momentos tem uma dinâmica diferente embora felizmente se mantenha sempre o excelente equilíbrio entre géneros e tanto a comédia como o drama continue a resultar em pleno.

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CLASSIFICAÇÃO:

Mais uma vez o realizador Kwak Jae-young acerta em cheio e eleva a fasquia da dificuldade ao criar um argumento ainda mais complexo que o do seu primeiro filme, pois desta vez practicamente triplicou a mistura de géneros numa única história.
É um daqueles filmes que cativa quem aceita as suas regras pelo simples facto de que nunca pára de surpreender o espectador até ao último minuto pois nunca sabemos o que poderá acontecer a seguir e isso é o seu maior trunfo.
Além disso estamos perante mais uma excelente e emocional história de amor cheia de originalidade, poesia e alma com personagens que acima de tudo parecem seres humanos reais mesmo por entre tamanha loucura que constantemente se passa no ecran perante os nossos olhos.
Completamente obrigatório em qualquer colecção de filmes românticos sem esquecer os igualmente fabulosos ”The Classic“, “Be With You“, “In The Mood For Love“, “Fly me to Polaris“, “My Blueberry Nights“, “2046“ e “Il Mare“.
Cinco tijelas de noodles e um Golden Award porque este é mais um daqueles filmes que na minha opinião rebenta qualquer escala, apesar de no início nem parecer nada de especial.

noodle2.jpg noodle2.jpg noodle2.jpg noodle2.jpg noodle2.jpg gold-award.jpg

A favor: tudo ! A inteligência do argumento, as duas personagens principais, casting e interpretações , banda sonora e o excelente equilíbrio entre a comédia alucinada e o mais poético drama romântico, a referência ao “My Sassy Girl” é absolutamente mágnifica.
Contra: tanta alucinação e tanta mistura de géneros num só único filme pode afastar muita gente que não se preparar logo de início para aceitar as regras que definem o próprio universo da história.

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Trailers
http://www.youtube.com/watch?v=B5BqUquq0jU

Comprar
Infelizmente este é um filme particularmente dificil de se arranjar actualmente, pois parece que todas as boas edições já se encontram esgotadas. Uma das melhores está ainda á venda na Amazon americana mas o seu preço é demasiado proíbitivo.
Amazon http://www.amazon.com/Windstruck-Directors-Cut-disc-set/dp/B000H0SSCU

Saiu também uma edição simples que vou comprar mas neste momento não posso dar ainda qualquer referência sobre a mesma.
SoDrama http://www.sodrama.com/store/catalog/product_reviews_info.php?products_id=503&reviews_id=92

IMDB
(cuidado com os *spoilers*)
http://www.imdb.com/title/tt0409072/usercomments

Filme na Web
Não tenho por regra fazer downloads de filmes orientais na internet, mas neste caso como queria muito vê-lo antes de o comprar e cinema oriental da Coreia do Sul não é própriamente algo que se encontre num videoclube português, achei que valia a pena procurá-lo na web.
Até porque devido ao fraco entusiasmo com que a crítica recebeu este filme, também eu não estava muito certo se iria gostar dele ao ponto de me arriscar a comprar o dvd á confiança (mesmo se o conseguisse encontrar á venda).
Sendo assim já que o encontrei na net e ainda por cima com legendas em Português recomendo que quem quiser espreitar o filme antes de o comprar se dirija até aqui para o filme e aqui para as legendas em Pt.
Se não gostarem, pouparão dinheiro, agora posso garantir-vos que se gostarem tanto quanto eu gostei também irão querer comprar o dvd original.
Por isso se algum de vocês encontrar uma boa edição a um preço decente digam-me qualquer coisa porque tenho receio de comprar a edição estranhamente simples que anda por aí e depois encontrar mais tarde uma boa re-edição da versão de dois discos que era a que eu gostaria mesmo de adquirir.

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Filmes semelhantes de que certamente irão gostar:

My Sassy Girl Il Mare The Classic Fly me to Polaris Be With You

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