Repost: Baek Ji Young “I Won’t Love (백지영 – 사랑안해)” Videoclip


Este link é um repost neste blog, porque nos últimos meses recebi umas boas duas dezenas de emails de pessoal a perguntar-me sobre este videoclip pois parece que muita gente o procura no Youtube mas mesmo assim não o consegue encontrar.
O link encontra-se actualizado na minha área de videoclips há já algum tempo mas está um bocado perdido entre os outros.
Coloquei-o também já no meu Facebook mas decidi dar-lhe agora um maior destaque aqui para que toda a gente que me escreve a perguntar onde encontrá-lo, possam finalmente ter o link de referência (enquanto este ainda existe).
Cliquem na imagem e poderão espreitar o video directamente no Youtube, pois este (estranhamente) não permite integração exterior em blogs para “I Won´t Love”.

Poderá haver a possibilidade do link deixar de funcionar em breve, pois este video já esteve antes no youtube mas tem sido sucessivamente removido pois li algures que o site americano considera que este videoclip contém conteúdo impróprio para a moral e como tal o video costuma sumir e voltar a aparecer.
Por agora está neste link, mas sugiro que façam o download do FLV quanto antes, pois não me admirava que um destes dias sumisse de vez e é uma pena, pois é um mini-filme fascinante e uma história de amor ao melhor nível oriental que vale a pena ser visto por quem chega a este blog á procura de filmes do género e ainda nunca viu esta verdadeira curta-metragem romântica cheia de atmosfera.
Espreitem enquanto o Youtube não o remove outra vez por conter eventuais alusões badalhocas impróprias á moral e aos bons costumes por ilustrar uma história de amor entre duas adolescentes.

E se o video sumir novamente, digam-me qualquer coisa.

Khun krabii hiiroh (Sars Wars: Bangkok Zombie Crisis) Taweewat Wantha (2004) Tailândia)


Quando o trailer do filme é o próprio a dizer coisas como:
Warning ! Please have some toilet paper handy while watching this movie because you might shit yourself laughing !”  a gente percebe logo que [“Sars Wars“] só pode ser cinema do bom !

Além de ser  cinema do bom, será provavelmente a comédia com as piadas mais imbecis dos últimos anos, o que o torna também logo num filme hilariante e como tal o trailer até terá razão embora não estejamos própriamente a rir pela objectiva veia cómica dos argumentistas. Ou se calhar isto é uma obra prima do nonsense ao melhor nível dos MontyPython em versão Tailândia, não faço ideia…

[“Sars Wars“] é um trash-movie como há bastante tempo não me aparecia pela frente. Chunga, com piadas que nunca mais acabam mas todas sem nexo nenhum, baldes de sangue mas tudo muito cartoon, miúdas giras que passam o filme todo mais preocupadas em parecer sexys do que em representar, montes de tiros e gente cortada aos bocados de todas as formas e feitios, mortos vivos que nunca mais acabam, sequências em Anime pelo meio e … uma cobra gigante !! (?)…

Como descrever esta coisa ?
Tudo é mau em [“Sars Wars“], logo…tudo é bom.
Melhor, logo, tudo é genial !
A começar pela auto-paródia dos próprios criadores do projecto pois passam o filme todo a constatar como tudo aquilo é mau demais assumindo que tudo isto foi feito apenas para sacar guito aos espectadores.
E sendo assim, como não concordar com eles e achar também que este filme só pode ser bom porque é realmente mau ?!

[“Sars Wars“] mete coisas demais para poder contar aqui sem me baralhar todo. E todas elas falham redondamente tornando o filme num daqueles filmes-lixo absolutamente irresistiveis. Embora [“Sars Wars“] seja menos divertido do que aparenta ser no trailer.
Aliás, o trailer é excelente e dá uma ideia errada até do próprio ritmo da coisa.
O filme tem tanta referência metida pelo meio que acaba por ser algo completamente desconjuntado e com um ritmo muito estranho que anula em alguns momentos aquele efeito divertido que aparenta ter no trailer.

No entanto, não deixa de ter momentos absolutamente geniais de tão maus que são.
Desde os mortos-vivos que mais parecem figurantes rejeitados do Thriller de Michael Jackson, até ás heroínas sexy que fazem com que a saga Resident Evil pareça ser o Casablanca, tudo em [“Sars Wars“] se mistura numa combinação explosiva que os irá divertir ao longo da sua duração.

E já lhes disse que isto mete uma cobra gigante ?!
[“Sars Wars“] é assim uma espécie de mistura de Zombies do Romero com o Jaws do Spielberg mas com uma cobra gigante á mistura que parece um gráfico da Playstation One. Pelo meio ainda tem tempo de se parecer com o Resident Evil, piscar o olho ao Matrix e a todos os filmes de porrada do John Woo. Ah, e mete light-sabres também… e sexo badalhoco.
Além disso, como habitualmente no cinema Tailandês, os efeitos de CGI são absolutamente do piorio.
O que me leva ao feto/aborto-zombie…ou se calhar é melhor não…

Essencialmente não há muito mais para dizer sobre [“Sars Wars“], até porque é muito dificil encontrarmos palavras para dizer o que quer que seja sobre isto de uma forma coerente.
Deve haver qualquer coisa na água da Tailândia que faz com que practicamente 99% dos filmes saídos daquela terra sejam…indiscritíveis, no mínimo…
E este [“Sars Wars“] não é excepção porque só visto mesmo.

As piadas não têm graça, e por isso são hilariantes, as cenas de acção são do piorio mas resultam porque se espalham em tudo o que tentam fazer com pinta, tem gore e sangue aos montes mas é tudo tão cartoon que isto quase que se torna um filme para crianças do Road Runner em versão chunga, é um filme de terror, é uma comédia, é um filme de acção e falha redondamente em tudo o que se propõe. Sendo assim, acerta em cheio e o resultado não poderia ter sido melhor porque não poderia ter sido pior. Perceberam ? Pronto.

O mundo está todo virado do avesso. Uma nova variante do virus SARS tomou conta do mundo inteiro (ou quase) e só a Tailândia se safou (?!).
Apesar do mundo ter acabado (?) e essencialmente o pessoal ter todo morrido ou virado morto-vivo, parece que na Tailândia a vida decorre como normalmente (?!) até ao momento em que um homem de negócios que vem do estrangeiro infectado começa a contagiar toda a gente num prédio que rapidamente é isolado pelas autoridades.

Acontece que nesse prédio também estão  um bando de gangsters que não ficam a dever nada aos Irmãos Metralha e que acabaram de raptar a filha de um dos maiores mafiosos da Tailândia (inteligente esta malta) e exigem uma pipa de massa em troca da rapariga ou então…querem fazer-lhe …coisas…

Lógicamente só havia uma solução e essa foi a contratação do maior mestre estilo-Jedi (?!) da Tailândia para ir buscar a miúda que é tudo menos inocente e fofinha. Para complicar temos ainda uma cientista podre de sexy e um jovem aprendiz de heroi que tem um bom gosto extremo na forma como se veste e parte em missão de salvamento também.

Ah, e também há uma rave-party a decorrer no mesmo prédio.
Isto para nem falar na cobra.

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CLASSIFICAÇÃO:

Para quem pensa que já viu tudo o que se poderia fazer dentro do cinema de terror com mortos vivos, se calhar irá surpreender-se com isto.
[“Sars Wars“] tem sido comparado ao Braindead ou ao Bad Taste do Peter Jackson e a coisa não está mal vista não senhor. A onda é a mesma, mas o resultado é pior, por isso é bom.
Quem gosta de filmes do Ed Wood, tem aqui mais uma vez saído da Tailândia como de costume, outro equivalente ao Plan 9 from Outer Space (históricamente considerado como o pior filme do mundo…algo injustamente), mas agora em versão gore, anime, comédia e violência extrema sem sentido nenhum mas onde tudo resulta num cozinhado muito divertido.
Só mesmo na Tailândia é que se conseguiria fazer uma coisa assim sem se tornar insuportável.
Ou se calhar até é.
Já não sei, estou totalmente baralhado, mas apetece-me rever o filme o que no fim de contas não pode ser mau de todo.
Trés tijelas de noodles na boa porque [“Sars Wars“] é bom por ser mau demais.

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A favor: tem zombies, tem miudas giras, tem baldes de sangue, tem cobras gigantes, tem espadas de luz, tem abortos que voam, tem tiros, tem herois indescritíveis, tem gente cortada aos bocados, tem gangsters, tem piadas sem graça, tem CGIs absolutamente inclassificáveis, tem cenas de acção em total modo histérico, é tão bom quanto qualquer filme de Ed Wood agora em versão Tailândesa chunga e tem homens nus para as miudas apreciarem. É divertido porque nunca viram nada assim, quem odeia o Resident Evil vai adorar odiar este também. O próprio filme não se leva nunca a sério , sabe que é mau, assume isso plenamente e por isso merece logo ser visto por quem gosta de cinema-lixo.
Contra: o trailer é mais divertido que o filme porque se [“Sars Wars“] tivesse tido a mesma montagem que está no clip poderiamos estar na presença de uma obra prima do cinema lixo mas infelizmente fica um bocado aquém do que merecia e poderia ter sido.
Mas não se deixem enganar pela minha singela classificação, [“Sars Wars“]  merece ser visto por quem gosta do género e é totalmente obrigatório para quem coleciona filmes com mortos vivos porque nunca se viu nada assim.

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NOTAS ADICIONAIS:

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=i1qskrW0U34

Comprar
http://www.amazon.co.uk/Sars-Wars-Unlikely-Hero/dp/B004PYSPU4/ref=sr_1_3?ie=UTF8&qid=1304775881&sr=1-3

Download aqui

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt1262945/combined

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Quê ?!!…

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Chik yeung tin si (So Close) Corey Yuen (China) 2002


Antes de mais e porque já sei que me iria esquecer de referir mais tarde, podem encontrar este dvd á venda na amazon inglesa numa edição que contém uma excelente legendagem em português.
E o filme neste momento (Agosto 2010) encontra-se a pouco mais de 5€.
Bom, eu se calhar não devia, mas adorei este filme e por causa disso estranhamente vai ser mais um daqueles sobre o qual me vai ser muito dificil escrever porque normalmente o género de acção pura e simples não é algo que me costuma cativar.

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Ainda por cima, na verdade [“So Close“] é quase um enorme catálogo daquele tipo de cenas que normalmente me irritam por demais, mas desta vez estranhamente tudo parece funcionar perfeitamente.
Apesar de não ter nada em comum com outro fantástico filme de Hong-Kong chamado “Fly me to Polaris”, [“So Close“] acaba por ser parecido numa coisa. Tal como em “Fly me to Polaris” dentro do género romântico, também agora este filme de acção consegue ser uma obra que obtêm resultados excelentes usando apenas uma quantidade enorme de lugares comuns. Tivessem sido mal trabalhados e [“So Close“] poderia ter sido uma desgraça.
Na minha opinião surpreendentemente aconteceu precisamente o contrário e realmente eu não estava nada á espera de gostar tanto disto quanto gostei.

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Se estão a olhar para a primeira  fotografia deste post e a pensar que esta coisa deve ser uma espécie de “Anjos de Charlie” versão Hong-Kong, acertaram em cheio.
E se isso os faz irem imediatamente buscar um saco de vómito esperem um bocadinho pois tomara as versões modernas made-in-america conseguirem o resultado que na minha opinião [“So Close“] consegue.
Há que começar por dizer no entanto que este filme felizmente não é propriamente um remake chinês do “Charlie´s Angels”.  Ao menos isso.
É sim uma história de acção com trés protagonistas femininas e óbviamente toda a obra está filmada no mais tradicional estilo oriental de cinema de acção made-in-hong-kong, o mesmo que tanto influenciou também os modernos “Anjos de Charlie” americanos e os americanos continuam a tentar imitar sem nunca atingirem o brilho dos produtos originais.

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Tudo neste filme oriental avança em velocidade acelerada e a coisa resulta plenamente. A história embora seja o cliché do costume (dentro do cinema do género de Hong-Kong), nunca pára para deixar o espectador respirar. O que nem sequer impede de ainda conseguir ter um argumento com alguma complexidade o que só lhe fica bem.
As cenas de acção irão fazer as delícias daqueles que acharam que Matrix tinha pinta e portanto quem quiser ver um bom e genuíno produto saido da terra que realmente inventou o “estilo Matrix” tem aqui um excelente dvd para comprar, alugar ou ver.

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Sequências de acção que nos colocam os olhos em bico, estética de comercial de moda a todo o vapor, miudas giras quanto baste e porrada de meia noite com muita atmosfera técnológica á mistura; tudo com uma montagem totalmente “over the top” e onde nos passam pela frente os maiores exageros e proezas físicas desde que “Conan – O rapaz do futuro” andava equilibrado com o dedo do pé no cimo de um mastro de navio.  Só que desta vez , isto não é um desenho animado e sim um filme de acção “em imagem real”.

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No entanto tudo isto nos é apresentado dentro de um universo específico muito bem definido logo desde o início. Por isso apesar de todos os exageros que mostra, [“So Close“] nunca entra por um registo de comédia parva com cenas cool para adolescentes e piadinhas parvas para americano rir como acontece normalmente nos filmes em que Hollywood tenta imitar o estilo de hong kong. É que normalmente este estilo oriental nas mãos dos americanos acaba mais por servir como uma ferramenta para fazer comédia ou meter pura e simplesmente estilo do que para contar realmente uma boa história ou preocupar-se em construir bons personagens.
Mas não se preocupem, [“So Close“]  não sofre desse mal pois acima de tudo é puro cinema de Hong-Kong no seu melhor e mais exagerado estilo como só os chineses o sabem fazer.

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Acima de tudo, mesmo pelo meio de toda a pirotécnia mantém a boa tradição do cinema oriental de nos apresentar personagens humanizados e acreditem que nada me surpreendeu mais do que encontrar num filme de porrada como este personagens com o qual me importei pois na verdade pelo trailer não esperava mais do que ver um par de bonecas giras aos tiros.
Por isso [“So Close“] acabou por ser outro filme asiático que ainda contribuiu mais para o meu fascínio pela maneira como o cinema oriental consegue dotar os seus “bonecos” de humanidade.
Na minha opinião este é o filme perfeito para quem gosta de cinema de acção e já está farto dos enlatados vazios cheios de previsibilidade que chega ao nosso país fazendo-se passar por grandes obras só porque estão cheios de cabeças de cartaz americanas conhecidas.

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É que um dos pontos fortes desta obra é precisamente a maneira como apesar de tudo ainda consegue pregar no espectador uma surpresa ou duas que eu adoraria poder revelar aqui mas não posso, pois estaria a estragar-lhes logo um dos pontos altos do argumento.  Mesmo assim não há dúvida que o twist a meio da história é logo suficiente para demarcar [“So Close“] do habitual cinema formulático americano que estamos habituados a ver e como tal recomenda-se plenamente também por causa deste pequeno pormenor. O que acontece á volta das heroínas deste filme jamais aconteceria numa produção americana e portanto, isto, mais a humanização dos personagens através de um par de cenas simples mas eficazes é mais um motivo para o verem.

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Inesperadamente, apesar das toneladas de acção estilizada que este filme oriental tem, ainda há espaço para um par de histórias de amor. Uma mais tradicional e outra mais contida. Esta segunda deverá ser possivelmente a história de amor com menor tempo de ecrã da história do cinema mas nem por isso com menos emotividade. Claro que também aqui não lhes posso explicar mais nada, mas há uma sequência de breves segundos “românticos” em [“So Close“] que limpa o chão com todas as pseudo-love stories comerciais saidas de Hollywood nos últimos dez anos no mínimo. Ao longo do filme sente-se por ali uma aura indicativa, mas nunca paramos para pensar muito na coisa até que o pequeno, simples e bonito momento emotivo é usado para humanizar ainda mais dois dos personagens mesmo no final do filme. Por mais que tente nunca hei de entender como o cinema oriental consegue desencantar romance credível nos momentos mais inesperados e nos personagens mais diversos.

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Sendo assim, na minha opinião, outra nota alta para esta produção que na verdade na verdade não precisava mais do que ter bonecas aos tiros e no entanto os seus criadores optaram por incluir também muita alma e até mesmo alguma poesia a um filme que essencialmente é acima de tudo um filme de acção com miudas giras.
E miudas giras não faltam aqui. Se gostam de filmes com miúdas e pistolas não se poderão enganar com este filme.
Curiosamente, isto poderia indicar que [“So Close“] seria apenas um filme para homens, mas na verdade na minha opinião este filme poderá inclusivamente agradar muito ao público feminino que normalmente nem liga particularmente a filmes de acção com tiros e bombas e socos nas trombas. Isto porque apesar da óbvia exploração comercial da beleza das actrizes, a verdade é que este é um “chick movie” com muita identidade feminina, mulheres fortes e com personalidade e personagens que não se limitam a ser giras e a passear pelo cenário.

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Contráriamente a filmes como “Os Anjos de Charlie”, em [“So Close“]  as mulheres não se fazem sequer passar por burrinhas para conseguir os seus objectivos e muito menos recorrem ao sexo para atingir os seus propósitos. Neste filme, elas são pessoas inteligentes, traçam planos, arriscam a vida e até têm dúvidas humanas. Ou seja, por muito que o estilo visual aparente ser plástico e comercial [“So Close“]  tem personagens com identidade e não bonecos que parecem cool só porque são gajas boas e mandam tiros. Aqui, as miudas parecem cool porque acima de tudo além de serem bonitas também podiam ser pessoas reais.
Isto não quer dizer que o filme entre por intermináveis desenvolvimentos de personagens ao estilo dramático para agradar a intelectuais de café, mas o facto de nunca o fazer dessa forma e mesmo assim conseguir apresentar-nos muito mais do que apenas bonecos para cenas de porrada é uma das boas razões para que vocês espreitem este filme.
Poderão não concordar comigo a cem por cento, mas posso garantir-vos que é bem melhor do que aparenta no trailer.

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Nota alta para a banda sonora também. Boas melodias intimistas para as cenas mais calmas, bom acompanhamento para as cenas de acção e o melhor e mais inesperado uso para a velhinha canção dos “Carpenters” – So close – “Why do birds… suddenly appear, everytime you are near.”
A maneira como esta canção é usada no filme é absolutamente notável e eu pela minha parte já nunca mais vou conseguir uma melodia dos Carpenters sem me recordar das sequências de acção em [“So Close“] .

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CLASSIFICAÇÃO:

Estou a sentir-me um bocado culpado por atribuír mais meia tigela a [“So Close“] do que atribuí a “Natural City“, mas a verdade é que apesar do segundo ser um dos meus filmes orientais favoritos e [“So Close“] ser um filme arrepiantemente ultra comercial, a verdade é que é também um filme muito, mas muito divertido que merece na plenitude a classificação de cinco tigelas de noodles especialmente se apenas o compararmos com outros produtos semelhantes made-in-hong-kong.

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Dentro do estilo Hong-Kong filmes de acção é coisa que não falta, mas normalmente apesar de eficazes pouco mais são do que mais do mesmo, por isso gostei de encontrar pela frente um filme como este. É que na realidade também é mais do mesmo, mas tal como aconteceu em “Fly Me to Polaris” também aqui estamos na presença de um daqueles filmes que soube como ninguém misturar todos os clichés de um género e conseguiu obter um produto que se destaca da multidão com todo o mérito próprio.

A favor: deixem o cérebro á porta e vão adorar as cenas de acção, mesmo sendo um filme ultra comercial tem personalidade, acima de tudo é um filme muito divertido para quem entra na atmosfera e se deixa levar por ele, os personagens femininos não são loiras burras e toda a sua envolvência está muito bem humanizada, apesar de ser um filme de acção é uma obra muito feminina no melhor dos sentidos, tem um par de momentos bonitos e até quase que diria poéticos, a história é engraçada e até mais complexa do que precisava de ter sido, contém um twist que jamais apareceria num filme americano e troca as voltas ao espectador, contém uma “inesperada” referência romântica que mesmo breve consegue ser suficientemente emotiva para proporcionar um final clássico no que toca á relação entre personagens, apesar de ser um produto que óbviamente explora a beleza das actrizes quase ao ponto do “exploitation” da imagem a coisa resulta plenamente, a utilização de uma música dos “Carpenters” é fantástica, tem uma fotografia perfeita para a história que ilustra, as coreografias de luta são espectaculares e as cenas de acção são muito variadas ao longo de todo o filme, tem miúdas giras aos tiros.
Contra: quem não gosta do estilo exagerado do cinema de acção de Hong-Kong vai detestar este filme, a história de amor principal não tem muito espaço para se desenvolver e por isso até nos esquecemos dela quando a acção começa, é outro filme com mafiosos orientais, ao contrário das personagens femininas todos os homens neste filme não passam de bonecos de cartão que só entram no filme para levarem na cara ou para servirem de ligação amorosa e pouco mais…mas e não é que resulta ?…

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NOTAS ADICIONAIS

Trailers
Não se deixem desmotivar pelo trailers americanizados em estilo debiloide habitual. Eu também estava convencido que o filme ia ser uma desgraça e enganei-me.
E também não pensem que os trailers mostram o filme todo. Eu também pensava.
http://www.youtube.com/watch?v=kM2BbsP-7Og
http://www.youtube.com/watch?v=ai66j2DMhzQ

COMPRAR
Não sei se o encontrarão á venda em portugal pois nunca tinha visto este filme até o ter comprado em inglaterra.
Comprem a edição Uk. Apesar de simples, contém uma cópia excelente com o som 5.1 fantástico na pista de som original em Mandarim, também (muito bem) dobrado em “inglés” e ainda em Italiano e Espanhol.
e tem legendas em Português.

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IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0300620/

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Filmes “semelhantes” de que poderá gostar:

2009 Lost Memories Natural City

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