Quan qiu re lian (Love in Space) Tony Chan – Wing Shya (2011) China


Vi [“Love in Space”] quando saiu há um par de anos e apesar de ter sido o filme que me fez ter vontade de voltar a escrever para este blog na altura, lembro-me que apesar de ter gostado do que vi não lhe ia atribuir a nota excelente que desde já posso dizer que lhe vou dar agora.
A procura por filmes românticos orientais continua em alta neste blog como habitualmente e como há pelo menos quase três anos não recomendo por aqui um titulo do género achei que deveria voltar a este tipo de histórias com algo realmente especial e portanto na minha opinião [“Love in Space”] é a história de amor perfeita para lhes recomendar agora nesta nova fase do blog.

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Curiosamente aconteceu com este titulo o mesmo que me aconteceu com “Natural City”. Ou seja, da primeira vez que o vi, gostei mas achava que lhe faltava qualquer coisa para ser especial. O problema é que o raio do filme insistia em não me sair da cabeça ao mesmo tempo que me esquecia facilmente do que tinha visto de cada vez que o revia. E de cada vez que o revia ficava a gostar mais do filme e na verdade não tenho qualquer explicação lógica para isso.

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Se calhar é porque [“Love in Space”] é uma verdadeira manta de retalhos de pormenores com histórias entrecruzadas e a própria estrutura faz com que nos esqueçamos facilmente do que vemos semanas depois. Por outro lado não é tão complicado assim mas há aqui qualquer coisa de mágico neste pequena grande produção Chinesa…que sabe-se lá porquê durante este tempo todo eu tinha na ideia que era Sul Coreana…
Talvez porque o estilo de filme que encontramos aqui normalmente tem mais a ver com o cinema romântico Sul Coreano do que com o cinema chinês.

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[“Love in Space”] é um daqueles filmes verdadeiramente felizes. Não só porque resulta, mas porque é realmente um filme com um tom feliz fantástico e que se recomenda como cura para qualquer dia mais sombrio que vocês possam ter, pois é uma daquelas histórias que pode combater momentos de depressão apenas pelo seu visual e colocar um sorriso nos lábios do espectador quando acaba.

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Como comédia, se calhar nem tem momentos particularmente hilariantes, mas tem inúmeras sequências totalmente divertidas e tem o condão de numa única história conseguir equilibrar quatro tipos de clichés românticos que se cruzam e descruzam em personagens e situações paralelas que o espectador acompanha com imenso prazer sem conseguir encontrar um segmento preferido.

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Desde a pura comédia alucinada ao melhor estilo Sul Coreano que raramente se encontra no cinema romântico Chinês que costuma ser bem mais sério e até melancólico e sombrio até á aventura de ficção-científica numa versão quase cartoon e em conceito divertidamente percursora do filme “Gravity”, nada falta em [“Love in Space”] para divertir o espectador.

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Na primeira história a mais velha de três irmãs (astronauta) encontra-se numa estação orbital e tem o azar de ter como único colega de missão o seu ex-namorado o que leva a discussões sucessivas e gags non-stop em gravidade zero que são dos momentos mais espectaculares do filme pois os efeitos especiais em [“Love in Space”] são absolutamente perfeitos e nada ficam a dever ao melhor que se faz em Hollywood.
As cenas em gravidade zero são fantásticas e totalmente realísticas aproveitando certamente muito bem a experiência dos chineses a trabalharem com arames de suspensão.
Podem também contar com sucessivas referências a 2001 Odisseia no Espaço claro está, tudo em modo muito divertido e cheio de ambiente.

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A segunda história tem como protagonistas a irmã do meio que é totalmente germofóbica passando a vida a limpar tudo até á exaustão por causa dos virús que pode apanhar e que um dia conhece um rapaz que trabalha na recolha de lixo. A partir daqui já estão a ver o que se sucede com estes dois personagens; que na minha opinião têm uma das melhores químicas românticas dos últimos tempos neste tipo de cinema e protagonizam alguns dos momentos mais divertidos do filme também. Com especial destaque para a sequência em que os dois se vestem de cupido para tentarem ganhar um passatempo num programa de rádio. Ele com asas feitas de cartão retirado do lixo e ela com asas feitas de luvas médicas á prova de germes.

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A terceira história tem a ver com a irmã mais nova que é uma espécie de mega-estrela do cinema chinês mas que nem mesmo assim se livrou de receber o prémio para a pior actriz do ano. Para combater isso, resolve preparar-se muito bem para o próximo filme onde iria fazer de criada e portanto procura arranjar um emprego num café para tentar experenciar uma vivência real. Claro que por lá encontra um rapaz por quem se apaixona e por isso vocês já estão a ver o resto, até porque a rapariga está proíbida pelo agente de se envolver românticamente com quem quer que seja. Etc, etc, etc…
Este segmento é o mais tradicional de todas as pequenas histórias de amor, é o mais “sério” (mas não esperem um drama) e é aquele que mais se assemelha ao tipo de cinema romântico que vemos sair da Coreia do Sul e até do Japão.

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A quarta história envolve a mãe das três raparigas, viuva e cujo o cunhado a ama em segredo desde que esta, décadas atrás casou com o irmão deste, tendo o tio ficado solteiro para sempre por não ter tido coragem de se declarar quando eram novos.
Esta ao início parece ser o ponto fraco das histórias, mas garanto-vos que chegarão ao final do filme cativados por estes personagens mais maduros e que no fundo acabam por centralizar todo o enredo.

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Portanto muitos de vocês já estarão a dizer aí desse lado que já vimos isto mil vezes e portanto qual é a piada deste filme ? Bem, [“Love in Space”] para além do ambiente feliz que transmite é um daqueles filmes que está cheio de pormenores e muitos vocês só irão notar a uma segunda ou terceira visão tal como aconteceu comigo. É uma verdadeira tapeçaria de pequenos momentos que encaixam perfeitamente uns nos outros, com um ritmo fantástico e um timing para a comédia perfeito. Nunca tenta ser um filme daqueles para nos fazer apenas rir e consegue equilibrar tudo com personagens excelentes de que ficamos a gostar e temos pena de abandonar na cena final.

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Visualmente é absolutamente perfeito. O design gráfico e conceptual deste filme deve ser do melhor que me lembro de ter visto num produto do género, talvez desde o fabuloso (mas intensamente dramático) “Koizora – Sky of Love”. As cores em [“Love in Space”] estão cuidadas ao pormenor e nada é deixado ao acaso para criar a atmosfera certa para cada segmento que se torna visualmente único dentro de um filme que poderia facilmente ter descambado numa confusão visual demasiado abstracta mas tal nunca acontece.

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As cenas no espaço são fabulosas, o design e a iluminação nas sequências dentro da estação espacial são realmente do melhor e quase do outro mundo mesmo, tudo complementado por um cenário tecnológico perfeito e onde depois a própria banda sonora se encarrega de criar o resto da magia.
Antes que me esqueça, o uso da música neste filme é quase um personagem á parte, por isso recomendo vivamente que o vejam com a melhor qualidade audio possível pois [“Love in Space”] depende muito da música para nos remeter para o seu universo único.

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As histórias são simultâneamente passadas no espaço, na China e na Australia e cada segmento tem o seu tratamento visual próprio. As cenas na Austrália com o par romântico mais alucinado criam uma versão da realidade urbana deliciosamente simpática e cheia de momentos mágicos, (onde nem falta uma referência a “Manhatan” Woody Allen com a inevitável ponte em plano de fundo e os amantes no banco de jardim. As cenas na China são as mais nocturnas e talvez as mais encantadas até porque têm por base a ilusão do cinema na história de amor dos personagens e mais uma vez o uso da banda sonora é fundamental para criar uma envolvência com o espectador.

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Mas o que este filme tem é COR ! Há muito tempo que não via algo com uma paleta de cores tão bem explorada e esse detalhe é também aquilo que mais contribui para o ambiente ligeiro e descontraído destas histórias. [“Love in Space”] é um filme absolutamente luminoso em muitos sentidos.
Não será propriamente original nas suas histórias de amor, mas que raio, clichés há em todo o lado. O que seria do cinema de terror sem os tiques habituais que já vimos mil vezes mas que resultam sempre se forem bem geridos ? Porque haveria de ser problemático no cinema romântico ?…

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Também aqui agora neste tipo de histórias de amor totalmente fofinhas, o cerne da questão não está na ideia, mas sim na sua execução e na minha opinião [“Love in Space”] faz tudo muito bem e destaca-se por ser um produto único acima de tudo pela sua identidade visual mas também porque como romance consegue colocar quatro no écran quatro histórias e em todas elas o espectador ganha empatia com os personagens.

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Ainda por cima mesmo com todos os clichés consegue até ter algum suspanse, sabe-se lá como. Portanto na minha opinião este é um dos produtos românticos mais bem cozinhados dos últimos anos e um filme obrigatório para quem procura cinema oriental do género.
Ainda por cima não tenta ser mais do que é. Não se leva mais a sério do que deveria, não entra em dramatismos de pacotiha excessivos e nem precisa de nos atirar com a habitual tragédia/desgraça com uma doença qualquer  sempre tão popular no cinema romântico oriental para nos conseguir emocionar.

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Está tudo na forma como [“Love in Space”] sabe criar empatia com o espectador e posso garantir-vos que usam todos os truques e mais alguns de uma forma fantásticamente bem orquestrada que resulta em pleno para quem quiser deixar o cérebro á porta e simplesmente se divertirem com o tipo de histórias que já vimos mil vezes mas que se calhar nunca viram apresentada de uma forma tão feliz e colorida como nesta produção chinesa onde toda a gente está de parabéns.

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Quanto a coisas “negativas”…se vocês não podem com aquele estilo ultra-fofinho oriental, se calhar é melhor passarem á frente pois este filme é cute ao máximo.
Também houve alguém na net que disse que o filme não presta porque os astronautas não se comportam como astronautas reais e as cenas no espaço não são científicamente credíveis…what ?!! Eu nunca pensei que [“Love in Space”] pretendesse ser o 2001 Odisseia no Espaço. Isto não é suposto sequer ser um filme de ficção-científica julgo eu e como tal, deixem o cérebro á porta e divirtam-se pois se gostam de cinema romântico oriental , este é um daqueles que não devem perder de todo.

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E sendo assim vamos lá então passar ao que interessa.

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CLASSIFICAÇÃO

Uma das melhores comédias românticas que vi em anos recentes e um daqueles filmes que ganha a cada nova visão.
Portanto se não se assustarem com a falta de originalidade nas histórias de amor e não se importarem com a overdose cute presente em cada frame, têm aqui em [“Love in Space”] um produto muito simpático e acima de tudo um filme feliz totalmente coerente e que nunca se torna estúpido, forçado ou ridículo pois sabe equilibrar de forma perfeita o que tem para oferecer e mesmo apesar de ter sido realizado por duas pessoas e ser uma manta de retalhos com várias histórias por todo o lado o espectador nunca sente que está a ver um filme fragmentado.
Portanto e para evitar que eu mais tarde volte aqui para repensar novamente a minha classificação [“Love in Space”] leva logo cinco tigelas de noodles e um Golden Award pois de cada vez que revejo isto mais gosto dele, porque deixa-me sempre muito bem disposto e com vontade de criar coisas.

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A favor: O ambiente feliz, o design e iluminação de todas as cenas, a coerência entre todas as histórias mesmo sendo tudo tão dividido e aparentemente isolado, está cheio de gags divertidos e variados por todo o lado, a realização, a forma como a música é usada para nos fazer criar empatia com os personagens, os efeitos especiais são fabulosos, consegue apesar de tudo ter suspanse em alguns momentos mesmo quando já vimos o filme (?) várias vezes, a realização é excelente, a química entre todos os casais é simplesmente perfeita.

Contra: O trailer é fraquinho pois não consegue transmitir a verdadeira atmosfera das histórias por detrás do ambiente caótico de cartoon, é o tipo de filme que aquele pessoal que odeia atmosferas cute e fofinhas ao estilo oriental vai odiar de morte. I love it !

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NOTAS ADICIONAIS:

Comprar
Outro daqueles filme muito difíceis de encontrar em Dvd e estranhamente ainda mais complicado de o encontrar em Blu-Ray e não se entende porquê pois o visual deste filme está mesmo a pedir um tratamento de 1080P no máximo dos máximos.
Encontra-se em dvd na minha loja chinesa favorita, mas não faço ideia da qualidade da edição.
http://www.play-asia.com/love-in-space-paOS-13-49-en-70-4hn5.html

capa

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=iJQCmZRjZTQ

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt1856038

Imagens da rodagem.

Behind the scenes

Behind the scenes2

Behind the scenes3

Não vou colocar nenhum link para download pois estes nunca tardam em desaparecer e não pretendo deixar que o blog se inunde de broken links como já tenho muitos por aqui. De qualquer forma é só procurarem o filme em Torrents que o encontram facilmente. ;)

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Filmes semelhantes de que poderá gostar:

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Chi bi/Chi bi xia: Jue zhan tian xia (Red Cliff / Red Cliff 2 – Versão Integral Original com 300 minutos) John Woo (2008/2009) China


Comecei a ver [“Red Cliff“] no início de Janeiro e curiosamente embora tenha gostado do primeiro dvd, quando o primeiro  filme acabou não fiquei com vontade nenhuma de continuar a acompanhar esta saga apesar de ter deixado a história a meio e como tal só me decidi a ver o segundo disco ontem quase seis meses depois porque achei que estava na altura de falar sobre este título tão popular por aqui.
Se este blog não existisse é bem provável que não visse o resto do filme tão cedo o que não deixa de ser estranho até para mim que não costumo deixar coisas destas a meio.

Portanto, como já imaginam [“Red Cliff“] não me impressionou por aí além.
No entanto percebo porque tem tanto hype á sua volta, pois além de ser o regresso de John Woo á China visualmente é na verdade extraordináriamente apelativo e na minha opinião é precisamente o aspecto visual que cria aquela ilusão de que esta saga será a tal obra prima que muitos gostariam que fosse mas que não é de forma alguma.

Talvez John Woo tenha apanhado alguns maus hábitos por ter passado 16 anos a fazer filmes nos Estados Unidos pois [“Red Cliff“] é um claro exemplo de uma super-produção onde o estilo se sobrepõe e muito á substância. Neste caso, se calhar em vez do estilo poderemos até dizer que a opulência se sobrepõe á substância, pois garanto-vos que vão ficar impressionados com a escala visual deste épico sobre estratégia de guerra.

Por outro lado, épicos históricos saídos da China é coisa que não falta no mercado e cenas de batalha com milhares de figurantes já todos nós vimos muitas também e como tal nem nisso [“Red Cliff“]  difere muito do que é costume, nem na verdade acrescenta o que quer que seja de novo. Pelo contrário até.
No entanto, [“Red Cliff“]  é fantástico a criar a ilusão de que tudo é espantosamente  épico e apesar de se notar que falta ali qualquer coisa a todo o instante, o espectador consegue acompanhar com interesse toda a história precisamente porque visual não lhe falta.

Ficamos  essencialmente hipnotizados pelo estilo gráfico deste filme que é absolutamente fantástico embora em muitas alturas pareça bastante plástico o que contradiz um pouco aquela ideia de reconstituição histórica que pretende ser pois os seus ambientes são tão gráficos e artificiais que perdem muito da naturalidade que costumamos encontrar nos ambientes da maior parte dos épicos históricos orientais.
[“Red Cliff“]  é uma saga militar grandiosa mas sente-se constantemente o lado cinematográfico presente, naquele sentido em que apesar da opulência não se livra daquele sabor a cenário para cinema.

Ao contrário do que costuma acontecer-me com estes filmes, [“Red Cliff“]  não me transportou minimamente para dentro do seu universo e nunca por um momento me fez esquecer que estava a ver um filme, pois enquanto espectador sempre me senti totalmente distanciado do que estava a acontecer no ecran e isso para mim é o pior que me pode acontecer quando estou a ver uma história deste estilo.
Por mais que uma vez, dei por mim a olhar para o relógio do leitor para ver se ainda faltava muito para aquilo acabar e não foi por desejar que [“Red Cliff“]  durasse mais uns minutos. Isto aconteceu-me tanto na primeira parte como na segunda.

Como alguém também já referiu algures numa review,  [“Red Cliff“] não consegue criar qualquer empatia entre os espectadores e os personagens, pois pouco nos importamos com o seu destino, salvo uma ou duas excepções.
São muitos e variados mas na verdade podem morrer todos que pouco importa e por isso há aqui qualquer coisa que falha. Nota-se uma excessiva tentativa de caracterização nuns (o que alonga o filme em cenas inconsequentes que muitas vezes parecem desnecessárias), enquanto outros que até são importantes para a carga dramática da história pouco tempo têm de ecran e são apenas usados como peões nas extraordinárias coreografias de movimentação de exército para que o espectador possa saber quem é quem.

Nota-se uma tentativa de humanizar alguns deles através do recurso ao drama romântico pelo meio da história, mas as histórias de amor também não têm qualquer interesse ou atmosfera. Uma perde-se totalmente pelo meio de tanta estratégia militar e outra perde demasiado tempo a ser totalmente previsivel sem conseguir construir uma base emocional que a fizesse resultar no inevitavel desfecho e como tal pouco nos importa quando este acontece.

[“Red Cliff“]  também não se define bem enquanto género. Não é de forma nenhuma um filme de aventuras ou de acção medieval apesar das suas inúmeras sequências porque essas cenas apenas complementam as intrigas palacianas do costume e as sequências de estratégia militar. Por isso não esperem encontrar em [“Red Cliff“]  um blockbuster com um ritmo definido ou um espírito de aventura e preparem-se para intermináveis minutos onde se conta essencialmente uma história sobre estratégia política e militar que á força de não ter própriamente personagens cativantes se torna algo aborrecida e até demasiado técnica em certos aspectos.
Por outro lado quem gostar muito de estratégia militar, tem aqui em [“Red Cliff“]  provavelmente o melhor filme de todos os tempos, pois toda a sua acção gira á volta de tácticas de movimentação de exércitos, intrigas políticas, alianças e traições.

O que me leva a outra coisa que me desapontou e muito. Esperava muito mais de [“Red Cliff“]  nas cenas de acção tendo em conta que isto é um filme de John Woo. Não que estas não sejam espectaculares, mas não vão encontrar nada que já não tenham visto noutros filmes antes e como tal não vão encontrar aqui cenas de acção que os deixem completamente fascinados pela inovação.
Todas as batalhas são fantásticas, mas falta-lhes alguma identidade pois a sua espectacularidade vem mais do estilo gráfico do filme e da quantidade estúpida de figurantes no ecran do que própriamente nos cativam por nos preocuparmos com o rumo da história ou com os personagens que estão envolvidos nas lutas.

Até porque grande parte das vezes as batalhas são travadas pelos figurantes enquanto os personagens principais ficam sentados a controlar as estratégias á distância num épico jogo de xadrez humano. Isto salvo excepções claro mas não consegui evitar sentir um total distanciamento das cenas de acção de [“Red Cliff“], o que muito me surpreendeu , pois estava preparado para me divertir totalmente com as batalhas épicas destes filmes e tal não aconteceu de forma alguma ao nível que eu esperava e que já encontrei antes em filmes como “The Warlords” por exemplo, onde a escala e a produção poderá ser menor mas a eficácia cinematográfica é bem superior porque conseguiu criar uma ilusão de realísmo que John Woo não conseguiu reproduzir de todo.

Notei uma gritante falta de sangue nestas batalhas. Em muitos momentos parecia que estava a ver um filme americano. Batalhas gigantes, montes de gente á espadeirada mas muito poucos salpicos e cabeças cortadas.
Isto depois de já ter visto tanta batalha extraordináriamente realística ultimamente em épicos de menor escala faz com que [“Red Cliff“]  ainda pareça ser uma produção mais plástica e desinteressante do que merecia ter sido.
Não quero dizer com isto no entanto, que as cenas de acção sejam chatas, não são; apenas a fama do filme faz com entremos nele á espera de uma coisa e depois não surpreende de todo e salvo raras excepções nem notamos que isto será um filme de John Woo pois falta-lhe alguma identidade.

Com tudo isto, pode parecer que detestei este filme e na verdade isso não é assim. [“Red Cliff“]  tem alguns momentos fantásticos. Por exemplo, todas as ideias para estratégias de batalha são absolutamente geniais e quanto a mim , o plano para os herois conseguirem arranjar flechas extra para os exércitos é dos momentos mais divertidos e brilhantes da história que marca definitivamente o que há de melhor nesta saga.
O primeiro filme também tem uma cena de batalha fabulosa com outra táctica de movimentação de exércitos incrível e que os irá surpreender. Curiosamente será talvez a melhor batalha do filme todo e surpreendeu-me não terem guardado este momento para o final da história pois todas essas cenas de guerra no primeiro [“Red Cliff“]  são bem mais entusiasmantes que o plástico ataque final que supostamente deveria ser o climax do filme e no entanto sabe a pouco.
Tal como os mais de 300 minutos de duração que a versão integral contém apesar de terem muita coisa positiva.

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CLASSIFICAÇÃO:

[“Red Cliff“] mesmo não sendo aquele acontecimento cinematográfico que tanta gente gostaria que fosse, é no entanto um bom filme sobre estratégia militar e intriga politica e palaciana que apesar do seu argumento algo disperso ainda contém um par de boas surpresas no que toca á parte de espionagem entre exércitos que os irá divertir.
Será talvez vitima do próprio peso de mostrar que é um épico histórico gigantesco e como tal a megalómania dos cenários e dos efeitos gráficos sobrepõe-se ao divertimento, o que é pena.
De qualquer forma, quatro tigelas de noodles porque é bastante bom mesmo e irá agradar muito a quem gosta de coisas sobre estratégia militar.

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A favor: visualmente é sumptuoso e com uma escala épica incrível a nível de produção, está cheio de paisagens fabulosas, a batalha do primeiro disco é fantástica e muito criativa, as cenas de espionagem são divertidas e com bastante humor o que foi algo inesperado de encontrar num filme tão sério sobre alianças e estratégias militares, uma das love-stories quase resulta e é divertida de seguir, contém um par de sequências de acção individuais muito boas mesmo, a cena do roubo das flechas no segundo disco é absolutamente clássica e muito engraçada, um elenco fabuloso que se esforça por dar vida a personagens que não cativam particularmente.
Contra: esforça-se demasiado para nos fazer notar que é um épico a todo o instante e com isso torna-se muito artificial, tem cenas longas e desnecessárias que repetem informação que já se sabe, não cria qualquer empatia com os personagens salvo uma ou duas excepções, muita acção mas não se percebe bem que tipo de filme estamos a ver, falta-lhe sangue, a batalha final não tem nada de surpreendente, nota-se o CGI e isso retira-nos automáticamente do ambiente do filme nos raros momentos em que quase conseguimos abstrair-nos de que estamos a ver um filme.

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Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=GPF6jaaBW7M&feature=related

Comprar Blu-Ray bem baratinho na Amazon Uk- Contém os dois filmes
http://www.amazon.co.uk/Cliff-Special-Blu-ray-Tony-Leung/dp/B002GDM2S2/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1306617909&sr=8-1

Download Red Cliff com legendas em PT/Br
Download Red Cliff 2 com legendas em PT/Br

IMDB – Red Cliff
http://www.imdb.com/title/tt0425637/
IMDB – Red Cliff 2
http://www.imdb.com/title/tt1326972/

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O meu Top de Cinema Romântico Oriental.


Como practicamente, pelo menos 80% das visitas que chegam a este blog, chegam até cá procurando por cinema romântico oriental, achei que seria uma boa ideia colocar por uma ordem de gosto pessoal aqueles filmes que considero absolutamente obrigatórios, especialmente para quem chega agora ao género e não sabe por onde começar.
Isto porque muita gente que descobre agora as histórias de amor orientais acaba sempre por me perguntar afinal qual é para mim o melhor filme do género.
Portanto, aqui fica o meu TOP de filmes favoritos dentro do género.
A ordem é um bocado aleatória, embora 0s primeiros doze filmes que aqui apresento sejam para mim do melhor que poderão ver se quiserem começar por algum lado.

01º Be With YouClique aqui para ler a minha Review do filme e aqui para conhecerem a review do livro que não podem deixar de ler depois de verem o filme, vão por mim. 😉

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De todas as histórias de amor orientais que me passaram pela frente, esta será eventualmente a minha favorita por ser uma grande história de amor na sua simplicidade, com contornos de String Theory á mistura, montes de originalidade e um final fantástico cheio de imagens que nos ficam na memória.
Podem ir buscar o filme aqui, mas recomendo vivamente a compra do dvd se gostarem tanto quanto eu pois o DTS é excelente e este filme tem uma banda sonora impecável que merece ser ouvida com a melhor qualidade de som possível pois é parte integrante da força deste filme.
Podem encontrar a banda sonora aqui.

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02º Il MareClique aqui para ler a minha Review.

Um dos primeiros filmes que me fizeram ficar viciado em cinema romântico oriental pela sua atmosfera e originalidade.
É também outra daquelas histórias que irá agradar a quem gosta também de histórias sobre viagens no tempo, embora não seja propriamente um titulo de ficção-científica.
É mais um daqueles filmes que se recomenda vivamente que seja visto com excelentes condições sonoras pois a música é quase a terceira personagem do filme e este perde muito se o ouvirem em condições foleiras.
Ignorem o trailer oficial pois é absolutamente estúpido e vejam antes o videoclip para terem uma ideia do verdadeiro ambiente do filme (e embora esta música seja essencialmente pop, a banda sonora é quase toda de jazz).
Podem ir buscar o filme aqui mas se conseguirem encontrar esta edição ainda á venda recomendo a compra imediata, até porque vem com um CD extra com a mágnifica banda sonora do filme (que podem entretanto ir buscar aqui também).

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03º My Sassy GirlClique aqui para ler a minha Review.

O filme que inventou um estilo próprio dentro do cinema oriental e cujo o sucesso gerou cópias sem conta e nenhuma com a mesma magia do original. Outra grande história de amor que consegue misturar o drama com a comédia mais alucinada e nunca perde o equílibrio entre os dois géneros. A edição -directors cut- é capaz de ter minutos a mais pois perde o ritmo em alguns momentos, mas seja em que versão for este é outro daqueles filmes a não perderem se quiserem explorar o melhor do cinema romântico oriental. Videoclip aqui.
Podem ir buscá-lo aqui também com legendas PT/Br e façam o que fizerem, não vejam o remake americano antes de verem este original !
Para comprar o dvd, podem faze-lo aqui.

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04º The ClassicClique aqui para ler a minha Review.

Outro filme do mesmo realizador de My Sassy Girl, desta vez dentro do puro drama. Uma das melhores histórias de amor que poderão encontrar e que faz o milagre de transformar uma história adolescente aparentemente telenovelística sem interesse nenhum, num filme cheio de momentos inesquéciveis, com um twist genial e uma atmosfera visual poética que culmina num final perfeito que não irão esquecer.
Espreitem o trailer aqui. Quem vê isto nem imagina as reviravoltas que esta história vai ter pois ao contrário do que é habitual nos trailers de filmes americanos, aqui não dão sequer uma pista sobre o tipo de história que iremos encontrar.
Quem quiser a excelente Banda Sonora pode ir buscá-la aqui e o filminho aqui.

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05º Cyborg SheClique aqui para ler a minha Review.

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Este tornou-se definitivamente num dos meus filmes de ficção-científica favoritos (e não estava nada á espera disto). Usa todos os lugares comuns sobre histórias de viagens no tempo e consegue criar uma da melhores histórias de amor que vi nos últimos anos com recurso a um sem número de reviravoltas que resultam num filme único dentro do género. Mesmo quem não gosta de ficção-científica, se procura uma história de amor original e cheia de atmosfera e reviravoltas quanto baste não procure mais e veja Cyborg She. Mais uma vez o realizador de My Sassy Girl e The Classic, pega num género, introduz uma história de amor e tudo resulta em algo que não se consegue classificar mas que não deixa de ser fantástico.
NOTA: Não recomendo de todo que vejam o trailer antes de verem o filme !
Partam para isto totalmente ás escuras. 😉
Podem ir buscar o filme aqui com legendas em PT/Br ou comprar o dvd aqui.

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06º In the Mood for LoveClique aqui para ler a minha Review.

Este meu top, na verdade está truncado á partida pois na minha opinião qualquer um destes primeiros seis filmes que aqui lhes apresento para mim estará sempre no primeiro lugar de qualquer top, pois essencialmente apetece-me sempre reve-los e no caso deste In the Mood for Love isto também se aplica, pois este é outro daqueles filmes românticos absolutamente notáveis e de visão obrigatória que merece estar em primeiro lugar de qualquer lista.
No entanto, tenham em atenção pois por se incluir mais dentro do chamado cinema de autor poderá ser algo que afasta muito do publico que procura histórias “mais comerciais”, embora isto tenha muito que se lhe diga e por isso é melhor lerem a minha review sem falta para mais detalhes.
Podem espreitar aqui o trailer de In the Mood for Love, comprar o excelente dvd uk aqui ou então ir buscar o filminho aqui. E já agora também a banda sonora que é absolutamente hipnótica.
De qualquer forma este também leva a mais alta recomendação e já agora incluo logo aqui a sua “sequela” 2046 pois é outro absolutamente fantástico (trailer de 2046) e que não podem perder se gostarem de In the Mood for Love.

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07º Fly me to PolarisClique aqui para ler a minha Review.

Saindo do cinema de autor acima, seguimos para o seu mais extremo oposto e para Fly me to Polaris, possivelmente a história de amor mais ultra comercial de sempre pelo seu estilo absolutamente ultra-piroso e telenovelístico do piorio mas onde tudo resulta de forma fantástica e onde apanhamos com outra história que resulta a 100% cheia de magia e atmosfera especialmente na sua parte final que é de visão obrigatória para toda a gente que procura conhecer cinema romântico oriental.
Na falta de trailer fica aqui um videoclip.
Este é um dos filmes mais dificeis de se encontrar na net, seja á venda, seja para download, mas por agora penso que o encontrarão aqui, mas se calhar é melhor não demorarem muito tempo a ir buscá-lo.

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08º 5Centimeters per secondClique aqui para ler a minha Review

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Surpreendentemente este é um Anime e a prova definitiva de que o cinema de animação não tem que ser necessáriamente para crianças ou adolescentes apenas. 5 Centimeters per second, para mim é uma das melhores histórias de amor de sempre com uns primeiros 25 minutos inesquecíveis que vocês não podem deixar mesmo de ver se chegaram a este blog à procura de cinema romântico. Não se irão arrepender de todo com este pequeno filme de apenas 57 minutos mas que limpa o chão com muita longa metragem pseudo-romântica. Preparem os lenços.

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09º Midnight SunClique aqui para ler a minha Review.

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Este foi um dos filmes mais simpáticos que me apareceram pela frente no ano passado dentro do género romântico oriental e tornou-se definitivamente um dos meus favoritos.
Na verdade não parece ter nada de extraordinário á partida mas é uma daquelas histórias que nos agarra pela simplicidade e atmosfera total. Nem o final absolutamente previsível dentro do habitual estilo dramático oriental estraga a história. Aliás ainda a reforça e torna este filme num excelente pequeno produto comercial totalmente recomendável a quem procura histórias de amor e além disso é um excelente filme sobre adolescentes que não irá aborrecer nenhum adulto. Bem pelo contrário. Totalmente recomendado e um filme bonito na sua simplicidade com uma banda sonora impecável, especialmente se gostarem de baladas com guitarra acústica. Espreitem o trailer.
Podem ir buscá-lo aqui, (embora a cópia seja muito mázinha), por isso se gostarem, recomendo totalmente a compra do dvd pois por pouco mais de 5 euros ficam com o filme com uma qualidade técnica excelente e um som em DTS totalmente fantástico.

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10º Love in SpaceClique aqui para ler a minha Review

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Uma das mais simpáticas histórias de amor que encontrei até hoje no cinema oriental. Não tem nada de extraordinário mas tem uma onda tão positiva que se torna no antídoto perfeito para aqueles dias mais sombrios. Está muito bem filmado, os personagens são totalmente cativantes e o design é fabuloso. Para quem quiser um filme romântico que desta vez não tem absolutamente nada de tristeza pelo meio, este é o melhor título que poderão encontrar por aí. Curiosamente é uma produção chinesa embora eu tenha andado anos a pensar que isto era Sul Coreano. Recomendo vivamente.

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11º Sky of LoveClique aqui para ler a minha review

Já viram isto mil vezes, o ambiente é fofinho de meter vómito e tudo o que vocês imaginam que acontece, acontece mesmo.
No entanto, tem momentos fantásticos e muito crus que não são habituais neste tipo de histórias de amor com adolescentes e onde violação, bullying e aborto estão entre os temas desta história que os irá agarrar até ao segundo final pois é bem melhor do  que parece á primeira vista.
Podem ver o trailer aqui, ou ir buscar logo o filme aqui.
Não conseguem comprá-lo pois nesta altura está esgotado em todo o lado.

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12º A Time to LoveClique aqui para ler a minha review

Curiosamente um filme de que comecei por nem gostar particularmente dele quando o vi anos atrás pela primeira vez, mas que agora ao revê-lo me fascinou por completo.
Pode ser a milésima adaptação de Romeu & Julieta, desta vez em estilo oriental, mas não se deixem desmoralizar por isso pois esta versão mesmo assim, além de ter pilhas de atmosfera e imagens incríveis, ainda consegue ter suspanse romântico que os colocará em suspanse sobre o destino dos protagonistas até ao final.
Recomendo vivamente a quem não se importa com obras de ritmo lento e hipnótico, pois este também vale mesmo a pena.
Espreitem um trailer aqui. Podem comprá-lo aqui ou ir buscá-lo aqui.

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13º WindstruckClique aqui para ler a minha Review

Mais uma vez o realizador de The Classic, My Sassy Girl e Cyborg She, volta a recriar a magia e estamos na presença de outro titulo romântico oriental completamente inclassificável. O realizador mais uma vez,  alterna, a comédia, o drama, a acção e a típica história de amor como ninguém e há tanto para dizer sobre este titulo que o melhor é lerem a minha review detalhada, antes de verem o trailer ou irem buscar o filme aqui legendado em PT/Br.
Quem quiser comprar o dvd vai ter dificuldade em encontrá-lo pois este é outro daqueles filmes que parecem desaparecer a todo o instante.

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14º My Girl & IClique aqui para ler a minha Review.

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Este é um filme curioso dentro da minha lista, pois a primeira vez que o vi nem lhe achei particular piada.
Talvez porque a cena chave desta história não teve o impacto emocional presente na  primeira versão cinematográfica (o filme “Crying out love in the center of the world” produzido no japão alguns anos antes) e por isso fiquei com a impressão que esta versão não seria nada de especial.
No entanto por qualquer motivo as imagens deste filme não me saiam da cabeça e quando o revi já com outro olhar, a sua simplicidade cativou-me e hoje é um daqueles pequenos filmes que me apetece sempre rever e não tenho uma razão exacta para isso, (…leiam a minha review para mais detalhes).
My Girl & I essencialmente é mais um daqueles filmes simpáticos e este ganha imenso também pela atmosfera visual cheia de paisagens deslumbrantes e imagens que ficam na memória e por isso recomendo vivamente embora não tenha um pingo de originalidade.
Espreitem o trailer (com musica estúpida) e encontram o filme aqui.

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15º An Empress and the WarriorsClique aqui para ler a minha Review.

Embora á partida este filme pareça ter mais a ver com aqueles épicos de guerra medievais chineses a verdade é que se trata essencialmente de uma história de fantasia romântica que irá agradar certamente a quem procura uma boa variação dentro das histórias de amor orientais.
Espectaculares cenas de acção e um drama romântico ao melhor estilo oriental fazem deste filme uma excelente opção para quem quer ver algo diferente e procura uma história de amor cheia de atmosfera e que equilibra muito bem as cenas de acção com a parte dramática.
Espreitem o trailer aqui, podem ir buscar o filme aqui ou então comprar o excelente dvd (ou BluRay).

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16º Natural City
Clique aqui para ler a minha Review.

Apesar da classificação relativamente modesta que lhe atribuo na minha review, Natural City é um dos meus filmes favoritos por muitos motivos que poderão perceber quando lerem o meu texto.
É não só um excelente filme de ficção-científica, como ainda conta uma boa história de amor que contribui imenso para o poético final deste titulo que tem tudo para ser considerado uma espécie de BLADE RUNNER 2 apesar de uma ou duas coisas menos boas que o impedem de  ser uma obra prima dentro do género oriental como merecia.
Espreitem o trailer original aqui para poderem ter a verdadeira ideia da atmosfera do filme, antes que vejam o trailer “americano” onde se dá a ideia que isto é um filme de porrada estilo Matrix e onde se conta o filme todo como é costume.
Podem ir buscar o filme aqui, mas mais uma vez aviso, não vejam o trailer “americano” que está nessa página de download antes de verem Natural City. 😉
Está á venda na Amazon Uk também.

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17º FailanClique aqui para ler a minha review

Possivelmente o melhor drama produzido até hoje na Coreia do Sul e uma das histórias de amor com a estrutura mais original que surgiu nos últimos anos dentro do cinema oriental.
Um elenco fantástico, um filme triste mas com muita alma com um final devastador que os deixará em silêncio até ao fim dos créditos.
Totalmente obrigatório, mas pode não agradar a quem procura apenas um produto comercial nos moldes habituais pois esta não deixa de ser uma história de amor algo intimista.
De qualquer maneira é um filme fabuloso com duas interpretações memoráveis dos dois protagonistas que não devem perder se procuram cinema romântico original.
Podem ver o trailer (bem banal) aqui ou ir buscá-lo aqui, pois terão muita dificuldade em encontrá-lo em dvd actualmente numa boa edição.

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18º I won´t LoveCurta metragem/Videoclip

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Apesar disto não ser na verdade um filme mas sim um videoclip criado especificamente para esta música, muita gente ainda pensa que se trata da banda sonora de uma longa metragem devido a ser uma história de amor tão cinemática. Incluo-a aqui porque para mim é das melhores curtas metragens que vi dentro do cinema oriental. Adoro a história, os enquadramentos, a forma como a música está montada e o carísma das personagens. Em cinco minutos consegue ser muito mais poético e emocional do que muito filme de duas horas. E contém pequenas sequências de animação muito atmosféricas também. Uma das melhores histórias de amor orientais que poderão encontrar por aí. Com um final real triste. Uma da protagonistas suícidou-se um par de meses depois deste trabalho ter sido completado.
Vale a pena verem, quanto mais não sejam porque é um daqueles videoclips que está sempre a ser retirado do Youtube por queixas de muitos utilizadores americanos que afirmam que o video promove a indecência, a pedófilia e a homossexualidade. Aleluia irmãos !

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Concluindo.
Essencialmente estes são aqueles primeiros filmes que costumo recomendar a quem chega agora á procura de cinema romântico oriental e nunca viu nenhum titulo.
Posso apostar que se gostarem de pelo menos dois ou trés titulos desta lista, vão ficar com vontade de querer descobrir mais e por isso se vocês encontrarem algum filme do género que também recomendem, façam-me o favor de o indicar aqui no blog pois eu continuo sempre á procura de mais bons exemplos dentro deste cinema romântico do outro lado do mundo.

Mas há mais !
Fora estes que recomendo agora, as pessoas que visitam este blog sabem que existem muitos mais títulos que valem a pena serem vistos. Embora eu não os coloque no meu Top 10 de essenciais, todos esses filmes adicionais são excelentes opções para continuarem a descobrir o cinema romântico oriental e portanto, se chegam agora a isto e já viram o que acima recomendo, não deixem também de ver:
The Promise (TrailerDownload) # Madeleine – (TrailerDownload# Heaven´s Bookstore (TrailerDownload) # Lover´s Concerto (TrailerDownload) # Bungee Jumping of their Own (TrailerDownload) # Love Phobia (TrailerDownload) # Turn Left Turn Right (TrailerDownload) # The Floating Landscape (TrailerDownload) # 10 Promises to my Dog (TrailerDownload) # Rainbow Song (TrailerDownload) # Heavenly Forest (TrailerDownload) # Ashes of Time (TrailerDownload)

Estes são apenas um exemplo daquilo que eu considero o melhor que já recomendei no meu blog dentro do cinema romântico oriental. Não coloquei tudo aqui, apenas os titulos de que gostei mesmo muito, por isso podem continuar a explorar o blog pois ainda tenho mais uns quantos dramas românticos de que provavelmente irão gostar mais do que eu gostei e em breve colocarei aqui novas críticas dentro deste género tão popular entre tanta gente que visita este blog á procura de mais sugestões.
Obrigado a todos pelo apoio e espero que continuem a gostar do que também vou descobrindo.
E se encontrarem um filme romântico oriental que tenham achado fantástico, não se esqueçam de me dizer qualquer coisa. 😉

Siworae ( Il Mare ) Hyun-seung Lee ( 2000 ) Coreia do Sul


Mais de metade das pessoas que chegam a este blog, fazem-no pesquisando nos motores de busca pela expressão – “filme romântico japonês”, ou através de frases semelhantes.
Como o cinema oriental romântico não tem qualquer divulgação no nosso país será lógico assumir que este interesse das pessoas é essencialmente fruto de um “passa-a-palavra” por entre aqueles que o descobriram e agora procuram mais da mesma poesia e originalidade que já não existe no cinema romântico de Hollywood mas que os asiáticos parecem produzir cada vez melhor e do qual [“Il Mare“] é um exemplo perfeito.

Isto porque um bom filme romântico oriental é muito mais do que a banal telenovela, pirosa, formulática e cheia de nomes sonantes Holywoodescos que passa habitualmente por romance aos olhos do público ocidental que não conhece mais nada.
Sendo assim, porque bons filmes orientais não faltam e porque muita gente parece estar interessada em cinema romântico, vou continuar a recomendar aqueles que na minha opinião são filmes obrigatórios.
E nada melhor do que lhes apresentar o que para mim é não só um dos melhores filmes orientais que poderão encontrar mas acima de tudo uma das grandes obras primas do cinema romântico em qualquer parte do mundo.
Bem-vindos a [“Il Mare“].

[“Il Mare“] foi o filme que me fez ficar a gostar mesmo de cinema oriental e é definitivamente um dos meus filmes românticos favoritos.
Na verdade, para mim existem pelo menos oito filmes absolutamente imprescindíveis dentro do cinema asiático do género; “My Sassy Girl“, “The Classic“, “Be With You“, “In The Mood For Love“, “Fly me to Polaris”, “My Blueberry Nights“, “2046” e [“Il Mare“].
Quem quiser ter uma excelente introdução ao bom cinema romântico que se faz do outro lado do mundo, não pode de forma alguma perder qualquer um destes filmes. Nos seus estilos mais diversos resumem bem a versatilidade, criatividade e principalmente a alma e a poesia que pode haver neste género cinematográfico mas que há tantos anos anda muito longe dos produtos fabricados em Hollywood.

[“Il Mare“], tem logo á partida, outra característica curiosa. Na minha opinião é o perfeito exemplo de que o chamado Cinema de Autor, não tem necessáriamente que significar – filme secante para intelectuais – e pode ser um excelente filme comercial sem no entanto perder a sua identidade muito pessoal e intimista.
Neste caso, estamos perante uma história de amor de contornos não só extremamente poéticos, mas também com uma pitada de ficção-cientifica plenamente baseada na String Theory.
Mas não se preocupem, aqueles que já estão a torcer o nariz. [“Il Mare“], não é um filme de ficção-científica pois o facto da sua história contar de certa forma com universos paralelos e viagens através do tempo, essa vertente nunca é o ponto central da narrativa e nem sequer é explicada ao espectador. Apenas nos é pedido para entrarmos no conceito e deixar-mo-nos levar pelo seu resultado poético e emocional e pela forma como os personagens são afectados pelos acontecimentos inexplicáveis que lhes permite desenvolver a sua história de amor.

Como resumir então [“Il Mare“], sem estragar a magia da descoberta a quem ainda não o viu…
Basicamente conta a história de duas pessoas que vivem separadas por dois anos. O rapaz vive em 1998 e a rapariga em 2000 mas ambos trocam correspondência através de uma mágica (?) caixa do correio que se situa á entrada de uma casa de praia chamada precisamente “Il Mare”.
Não há qualquer exlicação para esse acontecimento (nem interessa) e apenas ficamos a saber que os dois protagonistas conseguem comunicar através daquilo que colocam na caixa de correio e que misteriosamente é transportado de um lado para o outro atravessando o tempo ao longo de dois anos até á respectiva data no calendário em que cada um deles vive.
Inicialmente ambos viveram na mesma casa mas em alturas diferentes. O rapaz viveu em “Il Mare” entre 1997 e 1999 e a rapariga entre 99 e o início do ano 2000 quando ele já lá não habitava, altura em que depois se mudou para a cidade para estar perto do seu emprego como actriz de vozes para Anime.
Ambos têm um passado marcado por mágoas na sua vida, a rapariga continua apaixonada pelo ex-namorado que a deixou por outra pessoa e o mesmo acontece com o rapaz que também perdeu a namorada por um motivo semelhante.

Através da caixa de correio, estabelecem então uma relação de amizade que aos poucos se transforma em amor, até que um dia combinam encontrar-se cara-a-cara numa praia deserta algures numa ilha da Coreia do Sul. Para a rapariga, o dia do encontro será na próxima semana a contar do seu calendário de 2000, mas para o rapaz esse dia no seu calendário de 1998 ainda está a dois anos de distância,  o que cria desde logo uma das situações mais interessantes do filme e que não pretendo agora aqui revelar como se desenvolve pois estaria a estragar a descoberta dos pormenores mais mágicos e emocionais desta original e muito poética história de amor.
Só posso dizer que vão adorar a maneira como  [“Il Mare“], usa os paradoxos temporais para criar situações românticas verdadeiramente bonitas e muito atmosféricas que os fará certamente apreciar tanto este filme quanto eu se embarcarem no seu conceito e se identificarem com os personagens.

Ao mesmo tempo que é ligeiro na sua abordagem narrativa, [“Il Mare“] é no entanto um filme extremamente intímista, carregado de paisagens interiores que são plenamente traduzidas visualmente na associação gráfica que o realizador constroi usando a imagem da mágnifica e original casa de praia denominada precisamente “Il Mare” e que serve de ligação não só entre o romance dos personagens mas principalmente entre as suas emoções.
[“Il Mare“], é por isso um filme de poucas palavras. Aqui os personagens não precisam passar o enredo todo a dizer que se amam muito como acontece nas banais pseudo-histórias de amor americanas.
Na verdade [“Il Mare“] é construído com base nos silêncios e no que não é dito, mas que compreendemos perfeitamente graças ao extraordinário trabalho do realizador que nos transmite visualmente tudo o que não precisa de ser descrito por palavras.
Esta é uma das grandes razões porque este filme funciona tão bem a um nível emocional, pois faz-nos sentir e compreender o que os personagens sentem sem ter que passar o tempo todo em truques melodramáticos de pacotilha telenovelística para conquistar o espectador.

Mas não esperem encontrar aqui o típico filme de autor secante para intelectuais de café.
[“Il Mare“], está cheio de metáforas visuais, mas tudo é colocado de uma forma directa ao sabor do argumento e para servir a história da forma menos chata possível, o que não deixa de ser um feito pois o filme tem realmente uma atmosfera calma e muito relaxante ao mesmo tempo que não nos larga até á sua conclusão.

É também, talvez um dos filmes que melhor aborda o tema do isolamento e da solidão nas grandes cidades sem entrar por caminhos deprimentes ou pretenciosos. Sempre de uma forma subliminarmente séria e muito poética que nos deixa a pensar embalados pelo seu ambiente hipnótico e contemplativo muito suportado também pela extraordinária música presente em todo o filme.
A combinação música/imagem ás vezes faz até lembrar os momentos mais poéticos de Blade Runner no que toca a uma criação de atmosfera de solidão ilustrada de uma forma que chega a ser bonita apesar de nos fazer pensar em muito mais do que esperaríamos quando julgavamos que iamos apenas ver um banal filme romântico, coisa que [“Il Mare“] não é.

Um dos grandes trunfos na criação deste ambiente está também na extraordinária banda sonora composta por originais de Jazz made-in-Coreia do Sul e que se adaptam perfeitamente a cada fotograma criando uma atmosfera única que complementa perfeitamente todo a poesia visual e também cada emoção que percorre o filme.
Conseguindo inclusivamente numa questão de segundos passar de um momento dramático a um tom mais ligeiro sem perder identidade, transmitir saudade, melancolia ou alegria como no caso da cena dos noodles que liga os dois personagens na mesma actividade embora separados por dois anos no calendário.

Como tal o que há a dizer mais sobre este pequeno grande filme ?…
Foi um fracasso de bilheteira monumental na Coreia do Sul quando estreou. Essencialmente devido á sua campanha de marketing atroz que já ficou como um exemplo da maneira de como um filme não deve ser publicitado. Teve um trailer oficial tão mau, mas tão mau que afastou o público todo do filme ainda este não tinha sequer estreado. Graças ao trailer oficial que não tem absolutamente nada a ver com a verdadeira atmosfera do filme, as salas de cinema ficaram ás moscas, porque as pessoas pensaram que [“Il Mare“] seria um melodrama estilo cinema-de-autor intelectualoide a atirar para o deprimente e não um filme tão romântico e simples como mais tarde toda a gente descobriu que afinal este era.
Entretanto tornou-se um enorme sucesso de vendas em dvd por aqueles lados do oriente e um verdadeiro filme de culto, pois tal como em Blade Runner as pessoas foram-no descobrindo e recomendando aos amigos que por sua vez o recomendaram a outros amigos e assim por diante, tornando este filme tão popular que até os americanos compraram os direitos para fazer um dos piores remakes de filmes orientais de que há memória, com o nome “The Lake House”; onde destruiram por completo a poesia da obra original e a deixaram sem o mínimo vestígio da magia que tem nesta primeira versão Sul-Coreana.
Está nos meus planos em breve colocar aqui uma review de comparação entre a versão original e a desgraça Americana, assim que preparar o cérebro e a paciência para conseguir rever o remake.

Entretanto, passemos á frente.

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CLASSIFICAÇÃO:

Poético, original e uma obra prima do cinema romântico que ninguém interessado no género pode ficar sem ver.
Completamente imprescindível para quem não tem medo de ver um filme calmo onde a atmosfera faz o filme. Recomendo o uso de um bom sistema surround para tirarem realmente partido do filme, pois a música em [“Il Mare“] é absolutamente essencial.
Bom filme também para quem se interessa por univeros paralelos e String Theory, apesar de não ser uma obra de ficção-científica.
Cinco tigelas de noodles e um Golden Award como selo de absoluta qualidade.
Mais um filme que rebenta a escala.

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A favor: tudo, poesia, personagens, ambiente, banda sonora, romantismo, fotografia, realização, inteligência de argumento, a maneira como a música é usada, a estética das imagens, o design de produção, o equilíbrio perfeito entre o cinema-de-autor e o cinema comercial, é um filme calmo sem ser chato.
Contra: contra ?!…Só se for o trailer original que é absolutamente enigmático e não tem absolutamente nada a ver com o filme. [“Il Mare“], também pode ser muito calmo para quem estiver demasiado habituado ao cinema americano ou procurar uma telenovela com tudo explicadinho, pois aqui neste filme não há vilões, perseguições, traições ou triangulos amorosos de pacotilha.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer:
Na falta de um trailer decente, felizmente existe um videoclip que reproduz fielmente a verdadeira atmosfera do filme e embora contenha uns *spoilers* menores recomendo mesmo que o vejam.
http://www.youtube.com/watch?v=2aLttFT27K4
Se gostarem da atmosfera do teledisco, comprem o dvd pois o filme é exactamente assim.

No entanto, o trailer japonês também capta bem o ambiente e é bem melhor que o trailer original.

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Comprar:
Devido ao sucesso que foi obtendo de forma muito gradual e talvez ao facto de ter sido um fracasso nas salas Sul-Coreanas quando estreou, [“Il Mare“] foi inicialmente lançado em dvd de uma forma não muito profissional, pois pelo visto ninguém dava nada pelo filme.
Por causa disto practicamente todas as cópias que existem no mercado asiático têm problemas, ou de imagem ou de legendagem.
Ao longo do tempo tenho colecionado edições do filme na esperança de que da próxima vez é que alguém resolva lançá-lo nas condições que merece por isso posso dar-vos uma ideia do que poderão encontrar á venda se o quiserem comprar.

Apesar da sua legendagem inacreditávelmente amadora, a minha edição favorita deste filme é a edição simples Chinesa
A imagem não é anamórfica, contém alguns artefactos, mas é no formato widescreen original o que mantém a beleza dos enquandramentos intactos, tal como foram pensados pelo realizador e se há uma coisa de que este filme não tem falta é de imagens bonitas por isso gosto muito deste dvd chinês apesar de todas as suas falhas.
O som 5.1 é muito bom e o DTS é na minha opinião fantástico pois aproveita plenamente a banda-sonora do filme criando uma experiência tridimensional sonora absolutamente perfeita.
A legendagem em inglés é uma anedota.
O inglés de quem traduziu o filme é no mínimo duvidoso (cómico) e grande parte das frases nas legendas não cabem no ecran o que dá origem a uma quantidade enorme de expressões que terminam subitamente sem deixar rasto. Se isto pode parecer problemático, não se preocupem. O que está escrito dá perfeitamente para compreendermos a intenção e o sentido dos diálogos e não é por isso que vão deixar de disfrutar deste filme.
Penso que já não a encontram com a capa inicial (e caixa de cartão), mas podem adquirir a nova edição do mesmo disco aqui em embalagem normal.
http://www.play-asia.com/paOS-13-71-7j-49-en-15-il+mare-70-ckk.html

Depois desta edição inicial, devido ao sucesso das vendas, surgiu no mercado mais outra edição chinesa. Neste caso adaptada da versão original Coreana e que de novo trouxe uma caixinha toda atmosférica em cartão grosso com um fecho magnético e um grafismo já mais bonito embora tão esquisito quanto os novos e estéticamente amadores menus que também trouxe de novo.
A imagem desta vez já não é em letterbox mas preenche agora todo o ecran. Embora não esteja cortada, pessoalmente eu não gosto de ver as imagens assim pois parece que os enquadramentos perderam a magia e a grandiosidade com que foram originalmente concebidos.
É uma edição de dois discos com bastantes extras (e que parecem mesmo interessantes), mas infelizmente apenas o filme está legendado em inglés e por isso não podemos disfrutar devidamente do conteúdo adicional, o que é pena pois o making of é excelente mesmo totalmente em Coreano.
Penso que esta já nem se encontra á venda por isso não coloco aqui qualquer link.

Por último há ainda outra edição especial em 3 discos, da imagem acima, que na práctica é a exactamente a mesma edição que referi atrás, mas agora com uma bonita e muito cuidada nova embalagem.
Esta edição (que já está quase esgotada em todo o lado), tem ainda um bonús imprescindível para quem gostou do filme, pois contém um CD com toda a banda sonora de [“Il Mare“].
O que nos coloca num dilema…pessoalmente recomendo a básica (e má) edição chinesa inicial porque apesar de tudo mantém o formato de ecran original em que o filme foi fotografado, mas por outro lado…vocês querem mesmo ter esta bonita caixinha com os 3 discos. Acreditem-me.

Aproveitem agora que o dollar está baixo e façam como eu, comprem as duas. E aconselho-vos a ser rápidos se ainda quiserem o CD da banda sonora.
Curiosamente o melhor local para se comprar esta edição actualmente é na Amazon americana. Seller de confiança e preço porreiro. Até porque apesar de na caixa dizer que os dvds são região 3, na verdade esta edição está livre de qualquer região, sendo portanto região ZERO e caso não possuam um leitor multi-regiões poderão na mesma ver este filme indispensável.

DOWNLOAD AQUI com legendas em PT/Br

OST original para download

IMDB:
http://www.imdb.com/title/tt0282599/

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Filmes semelhantes de que certamente irão gostar:

Be With You My Sassy Girl Love Phobia The Classic Fly me to Polaris

ditto_capinha_73x

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