O meu Top de Cinema Romântico Oriental.


Como practicamente, pelo menos 80% das visitas que chegam a este blog, chegam até cá procurando por cinema romântico oriental, achei que seria uma boa ideia colocar por uma ordem de gosto pessoal aqueles filmes que considero absolutamente obrigatórios, especialmente para quem chega agora ao género e não sabe por onde começar.
Isto porque muita gente que descobre agora as histórias de amor orientais acaba sempre por me perguntar afinal qual é para mim o melhor filme do género.
Portanto, aqui fica o meu TOP de filmes favoritos dentro do género.
A ordem é um bocado aleatória, embora 0s primeiros doze filmes que aqui apresento sejam para mim do melhor que poderão ver se quiserem começar por algum lado.

01º Be With YouClique aqui para ler a minha Review do filme e aqui para conhecerem a review do livro que não podem deixar de ler depois de verem o filme, vão por mim. 😉

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De todas as histórias de amor orientais que me passaram pela frente, esta será eventualmente a minha favorita por ser uma grande história de amor na sua simplicidade, com contornos de String Theory á mistura, montes de originalidade e um final fantástico cheio de imagens que nos ficam na memória.
Podem ir buscar o filme aqui, mas recomendo vivamente a compra do dvd se gostarem tanto quanto eu pois o DTS é excelente e este filme tem uma banda sonora impecável que merece ser ouvida com a melhor qualidade de som possível pois é parte integrante da força deste filme.
Podem encontrar a banda sonora aqui.

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02º Il MareClique aqui para ler a minha Review.

Um dos primeiros filmes que me fizeram ficar viciado em cinema romântico oriental pela sua atmosfera e originalidade.
É também outra daquelas histórias que irá agradar a quem gosta também de histórias sobre viagens no tempo, embora não seja propriamente um titulo de ficção-científica.
É mais um daqueles filmes que se recomenda vivamente que seja visto com excelentes condições sonoras pois a música é quase a terceira personagem do filme e este perde muito se o ouvirem em condições foleiras.
Ignorem o trailer oficial pois é absolutamente estúpido e vejam antes o videoclip para terem uma ideia do verdadeiro ambiente do filme (e embora esta música seja essencialmente pop, a banda sonora é quase toda de jazz).
Podem ir buscar o filme aqui mas se conseguirem encontrar esta edição ainda á venda recomendo a compra imediata, até porque vem com um CD extra com a mágnifica banda sonora do filme (que podem entretanto ir buscar aqui também).

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03º My Sassy GirlClique aqui para ler a minha Review.

O filme que inventou um estilo próprio dentro do cinema oriental e cujo o sucesso gerou cópias sem conta e nenhuma com a mesma magia do original. Outra grande história de amor que consegue misturar o drama com a comédia mais alucinada e nunca perde o equílibrio entre os dois géneros. A edição -directors cut- é capaz de ter minutos a mais pois perde o ritmo em alguns momentos, mas seja em que versão for este é outro daqueles filmes a não perderem se quiserem explorar o melhor do cinema romântico oriental. Videoclip aqui.
Podem ir buscá-lo aqui também com legendas PT/Br e façam o que fizerem, não vejam o remake americano antes de verem este original !
Para comprar o dvd, podem faze-lo aqui.

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04º The ClassicClique aqui para ler a minha Review.

Outro filme do mesmo realizador de My Sassy Girl, desta vez dentro do puro drama. Uma das melhores histórias de amor que poderão encontrar e que faz o milagre de transformar uma história adolescente aparentemente telenovelística sem interesse nenhum, num filme cheio de momentos inesquéciveis, com um twist genial e uma atmosfera visual poética que culmina num final perfeito que não irão esquecer.
Espreitem o trailer aqui. Quem vê isto nem imagina as reviravoltas que esta história vai ter pois ao contrário do que é habitual nos trailers de filmes americanos, aqui não dão sequer uma pista sobre o tipo de história que iremos encontrar.
Quem quiser a excelente Banda Sonora pode ir buscá-la aqui e o filminho aqui.

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05º Cyborg SheClique aqui para ler a minha Review.

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Este tornou-se definitivamente num dos meus filmes de ficção-científica favoritos (e não estava nada á espera disto). Usa todos os lugares comuns sobre histórias de viagens no tempo e consegue criar uma da melhores histórias de amor que vi nos últimos anos com recurso a um sem número de reviravoltas que resultam num filme único dentro do género. Mesmo quem não gosta de ficção-científica, se procura uma história de amor original e cheia de atmosfera e reviravoltas quanto baste não procure mais e veja Cyborg She. Mais uma vez o realizador de My Sassy Girl e The Classic, pega num género, introduz uma história de amor e tudo resulta em algo que não se consegue classificar mas que não deixa de ser fantástico.
NOTA: Não recomendo de todo que vejam o trailer antes de verem o filme !
Partam para isto totalmente ás escuras. 😉
Podem ir buscar o filme aqui com legendas em PT/Br ou comprar o dvd aqui.

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06º In the Mood for LoveClique aqui para ler a minha Review.

Este meu top, na verdade está truncado á partida pois na minha opinião qualquer um destes primeiros seis filmes que aqui lhes apresento para mim estará sempre no primeiro lugar de qualquer top, pois essencialmente apetece-me sempre reve-los e no caso deste In the Mood for Love isto também se aplica, pois este é outro daqueles filmes românticos absolutamente notáveis e de visão obrigatória que merece estar em primeiro lugar de qualquer lista.
No entanto, tenham em atenção pois por se incluir mais dentro do chamado cinema de autor poderá ser algo que afasta muito do publico que procura histórias “mais comerciais”, embora isto tenha muito que se lhe diga e por isso é melhor lerem a minha review sem falta para mais detalhes.
Podem espreitar aqui o trailer de In the Mood for Love, comprar o excelente dvd uk aqui ou então ir buscar o filminho aqui. E já agora também a banda sonora que é absolutamente hipnótica.
De qualquer forma este também leva a mais alta recomendação e já agora incluo logo aqui a sua “sequela” 2046 pois é outro absolutamente fantástico (trailer de 2046) e que não podem perder se gostarem de In the Mood for Love.

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07º Fly me to PolarisClique aqui para ler a minha Review.

Saindo do cinema de autor acima, seguimos para o seu mais extremo oposto e para Fly me to Polaris, possivelmente a história de amor mais ultra comercial de sempre pelo seu estilo absolutamente ultra-piroso e telenovelístico do piorio mas onde tudo resulta de forma fantástica e onde apanhamos com outra história que resulta a 100% cheia de magia e atmosfera especialmente na sua parte final que é de visão obrigatória para toda a gente que procura conhecer cinema romântico oriental.
Na falta de trailer fica aqui um videoclip.
Este é um dos filmes mais dificeis de se encontrar na net, seja á venda, seja para download, mas por agora penso que o encontrarão aqui, mas se calhar é melhor não demorarem muito tempo a ir buscá-lo.

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08º 5Centimeters per secondClique aqui para ler a minha Review

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Surpreendentemente este é um Anime e a prova definitiva de que o cinema de animação não tem que ser necessáriamente para crianças ou adolescentes apenas. 5 Centimeters per second, para mim é uma das melhores histórias de amor de sempre com uns primeiros 25 minutos inesquecíveis que vocês não podem deixar mesmo de ver se chegaram a este blog à procura de cinema romântico. Não se irão arrepender de todo com este pequeno filme de apenas 57 minutos mas que limpa o chão com muita longa metragem pseudo-romântica. Preparem os lenços.

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09º Midnight SunClique aqui para ler a minha Review.

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Este foi um dos filmes mais simpáticos que me apareceram pela frente no ano passado dentro do género romântico oriental e tornou-se definitivamente um dos meus favoritos.
Na verdade não parece ter nada de extraordinário á partida mas é uma daquelas histórias que nos agarra pela simplicidade e atmosfera total. Nem o final absolutamente previsível dentro do habitual estilo dramático oriental estraga a história. Aliás ainda a reforça e torna este filme num excelente pequeno produto comercial totalmente recomendável a quem procura histórias de amor e além disso é um excelente filme sobre adolescentes que não irá aborrecer nenhum adulto. Bem pelo contrário. Totalmente recomendado e um filme bonito na sua simplicidade com uma banda sonora impecável, especialmente se gostarem de baladas com guitarra acústica. Espreitem o trailer.
Podem ir buscá-lo aqui, (embora a cópia seja muito mázinha), por isso se gostarem, recomendo totalmente a compra do dvd pois por pouco mais de 5 euros ficam com o filme com uma qualidade técnica excelente e um som em DTS totalmente fantástico.

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10º Love in SpaceClique aqui para ler a minha Review

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Uma das mais simpáticas histórias de amor que encontrei até hoje no cinema oriental. Não tem nada de extraordinário mas tem uma onda tão positiva que se torna no antídoto perfeito para aqueles dias mais sombrios. Está muito bem filmado, os personagens são totalmente cativantes e o design é fabuloso. Para quem quiser um filme romântico que desta vez não tem absolutamente nada de tristeza pelo meio, este é o melhor título que poderão encontrar por aí. Curiosamente é uma produção chinesa embora eu tenha andado anos a pensar que isto era Sul Coreano. Recomendo vivamente.

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11º Sky of LoveClique aqui para ler a minha review

Já viram isto mil vezes, o ambiente é fofinho de meter vómito e tudo o que vocês imaginam que acontece, acontece mesmo.
No entanto, tem momentos fantásticos e muito crus que não são habituais neste tipo de histórias de amor com adolescentes e onde violação, bullying e aborto estão entre os temas desta história que os irá agarrar até ao segundo final pois é bem melhor do  que parece á primeira vista.
Podem ver o trailer aqui, ou ir buscar logo o filme aqui.
Não conseguem comprá-lo pois nesta altura está esgotado em todo o lado.

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12º A Time to LoveClique aqui para ler a minha review

Curiosamente um filme de que comecei por nem gostar particularmente dele quando o vi anos atrás pela primeira vez, mas que agora ao revê-lo me fascinou por completo.
Pode ser a milésima adaptação de Romeu & Julieta, desta vez em estilo oriental, mas não se deixem desmoralizar por isso pois esta versão mesmo assim, além de ter pilhas de atmosfera e imagens incríveis, ainda consegue ter suspanse romântico que os colocará em suspanse sobre o destino dos protagonistas até ao final.
Recomendo vivamente a quem não se importa com obras de ritmo lento e hipnótico, pois este também vale mesmo a pena.
Espreitem um trailer aqui. Podem comprá-lo aqui ou ir buscá-lo aqui.

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13º WindstruckClique aqui para ler a minha Review

Mais uma vez o realizador de The Classic, My Sassy Girl e Cyborg She, volta a recriar a magia e estamos na presença de outro titulo romântico oriental completamente inclassificável. O realizador mais uma vez,  alterna, a comédia, o drama, a acção e a típica história de amor como ninguém e há tanto para dizer sobre este titulo que o melhor é lerem a minha review detalhada, antes de verem o trailer ou irem buscar o filme aqui legendado em PT/Br.
Quem quiser comprar o dvd vai ter dificuldade em encontrá-lo pois este é outro daqueles filmes que parecem desaparecer a todo o instante.

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14º My Girl & IClique aqui para ler a minha Review.

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Este é um filme curioso dentro da minha lista, pois a primeira vez que o vi nem lhe achei particular piada.
Talvez porque a cena chave desta história não teve o impacto emocional presente na  primeira versão cinematográfica (o filme “Crying out love in the center of the world” produzido no japão alguns anos antes) e por isso fiquei com a impressão que esta versão não seria nada de especial.
No entanto por qualquer motivo as imagens deste filme não me saiam da cabeça e quando o revi já com outro olhar, a sua simplicidade cativou-me e hoje é um daqueles pequenos filmes que me apetece sempre rever e não tenho uma razão exacta para isso, (…leiam a minha review para mais detalhes).
My Girl & I essencialmente é mais um daqueles filmes simpáticos e este ganha imenso também pela atmosfera visual cheia de paisagens deslumbrantes e imagens que ficam na memória e por isso recomendo vivamente embora não tenha um pingo de originalidade.
Espreitem o trailer (com musica estúpida) e encontram o filme aqui.

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15º An Empress and the WarriorsClique aqui para ler a minha Review.

Embora á partida este filme pareça ter mais a ver com aqueles épicos de guerra medievais chineses a verdade é que se trata essencialmente de uma história de fantasia romântica que irá agradar certamente a quem procura uma boa variação dentro das histórias de amor orientais.
Espectaculares cenas de acção e um drama romântico ao melhor estilo oriental fazem deste filme uma excelente opção para quem quer ver algo diferente e procura uma história de amor cheia de atmosfera e que equilibra muito bem as cenas de acção com a parte dramática.
Espreitem o trailer aqui, podem ir buscar o filme aqui ou então comprar o excelente dvd (ou BluRay).

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16º Natural City
Clique aqui para ler a minha Review.

Apesar da classificação relativamente modesta que lhe atribuo na minha review, Natural City é um dos meus filmes favoritos por muitos motivos que poderão perceber quando lerem o meu texto.
É não só um excelente filme de ficção-científica, como ainda conta uma boa história de amor que contribui imenso para o poético final deste titulo que tem tudo para ser considerado uma espécie de BLADE RUNNER 2 apesar de uma ou duas coisas menos boas que o impedem de  ser uma obra prima dentro do género oriental como merecia.
Espreitem o trailer original aqui para poderem ter a verdadeira ideia da atmosfera do filme, antes que vejam o trailer “americano” onde se dá a ideia que isto é um filme de porrada estilo Matrix e onde se conta o filme todo como é costume.
Podem ir buscar o filme aqui, mas mais uma vez aviso, não vejam o trailer “americano” que está nessa página de download antes de verem Natural City. 😉
Está á venda na Amazon Uk também.

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17º FailanClique aqui para ler a minha review

Possivelmente o melhor drama produzido até hoje na Coreia do Sul e uma das histórias de amor com a estrutura mais original que surgiu nos últimos anos dentro do cinema oriental.
Um elenco fantástico, um filme triste mas com muita alma com um final devastador que os deixará em silêncio até ao fim dos créditos.
Totalmente obrigatório, mas pode não agradar a quem procura apenas um produto comercial nos moldes habituais pois esta não deixa de ser uma história de amor algo intimista.
De qualquer maneira é um filme fabuloso com duas interpretações memoráveis dos dois protagonistas que não devem perder se procuram cinema romântico original.
Podem ver o trailer (bem banal) aqui ou ir buscá-lo aqui, pois terão muita dificuldade em encontrá-lo em dvd actualmente numa boa edição.

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18º I won´t LoveCurta metragem/Videoclip

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Apesar disto não ser na verdade um filme mas sim um videoclip criado especificamente para esta música, muita gente ainda pensa que se trata da banda sonora de uma longa metragem devido a ser uma história de amor tão cinemática. Incluo-a aqui porque para mim é das melhores curtas metragens que vi dentro do cinema oriental. Adoro a história, os enquadramentos, a forma como a música está montada e o carísma das personagens. Em cinco minutos consegue ser muito mais poético e emocional do que muito filme de duas horas. E contém pequenas sequências de animação muito atmosféricas também. Uma das melhores histórias de amor orientais que poderão encontrar por aí. Com um final real triste. Uma da protagonistas suícidou-se um par de meses depois deste trabalho ter sido completado.
Vale a pena verem, quanto mais não sejam porque é um daqueles videoclips que está sempre a ser retirado do Youtube por queixas de muitos utilizadores americanos que afirmam que o video promove a indecência, a pedófilia e a homossexualidade. Aleluia irmãos !

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Concluindo.
Essencialmente estes são aqueles primeiros filmes que costumo recomendar a quem chega agora á procura de cinema romântico oriental e nunca viu nenhum titulo.
Posso apostar que se gostarem de pelo menos dois ou trés titulos desta lista, vão ficar com vontade de querer descobrir mais e por isso se vocês encontrarem algum filme do género que também recomendem, façam-me o favor de o indicar aqui no blog pois eu continuo sempre á procura de mais bons exemplos dentro deste cinema romântico do outro lado do mundo.

Mas há mais !
Fora estes que recomendo agora, as pessoas que visitam este blog sabem que existem muitos mais títulos que valem a pena serem vistos. Embora eu não os coloque no meu Top 10 de essenciais, todos esses filmes adicionais são excelentes opções para continuarem a descobrir o cinema romântico oriental e portanto, se chegam agora a isto e já viram o que acima recomendo, não deixem também de ver:
The Promise (TrailerDownload) # Madeleine – (TrailerDownload# Heaven´s Bookstore (TrailerDownload) # Lover´s Concerto (TrailerDownload) # Bungee Jumping of their Own (TrailerDownload) # Love Phobia (TrailerDownload) # Turn Left Turn Right (TrailerDownload) # The Floating Landscape (TrailerDownload) # 10 Promises to my Dog (TrailerDownload) # Rainbow Song (TrailerDownload) # Heavenly Forest (TrailerDownload) # Ashes of Time (TrailerDownload)

Estes são apenas um exemplo daquilo que eu considero o melhor que já recomendei no meu blog dentro do cinema romântico oriental. Não coloquei tudo aqui, apenas os titulos de que gostei mesmo muito, por isso podem continuar a explorar o blog pois ainda tenho mais uns quantos dramas românticos de que provavelmente irão gostar mais do que eu gostei e em breve colocarei aqui novas críticas dentro deste género tão popular entre tanta gente que visita este blog á procura de mais sugestões.
Obrigado a todos pelo apoio e espero que continuem a gostar do que também vou descobrindo.
E se encontrarem um filme romântico oriental que tenham achado fantástico, não se esqueçam de me dizer qualquer coisa. 😉

Yeonae soseol (Lover´s Concerto) Han Lee (2002) Coreia do Sul


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Jack trabalha no McDonalds onde passa o dia a atender clientes ao som da última musica pop da Hanah Montana e vive uma vida saída de um teledisco onde tudo é jovem, muito cool e cheio de “rebeldia”. Claro que Jack também adora desporto e não perde um jogo de futebol americano na televisão.
Um dia Jack conhece Mindy e Cindy que por acaso entram no McDonalds para comprar Coca-Cola e imediatamente se apaixona por Cindy a mais tímida das duas raparigas. Tímida mas nem por isso menos na moda pois Cindy tal como Mindy envergam o último grito fashion teen. Mas enquanto Mindy apresenta-se com um estilo punk inspirado na melhor moda tipo geração rebelde, Cindy é o espelho da jovenzinha intelectual mas nem por isso menos sexy.
Num acto tresloucado de rebeldia juvenil Jack manda o patrão para o caraças ao mesmo tempo que debita uma daquelas frases emblemáticas para a câmara e cheio de estilo enceta uma perseguição pela cidade ao som de outra música pop enquanto segue as duas jovens que entretanto sairam do McDonalds mas entraram no Burger Ranch.
Quando as encontra de novo Jack em grandes planos de câmara lenta dá-se a conhecer de corpo inteiro de modo a que o espectador possa perceber bem que marca é que ele veste. Claro que o look boys-band do rapaz é suficiente para que Cindy imediatamente se apaixone por ele.
Então os trés começam a sair juntos, (ao som de mais música pop claro) e o inevitável acontece, claro que Mindy também se apaixona por Jack e surge o óbvio triangulo amoroso. Um dia Cindy apanha Jack a beijar Mindy e acaba tudo com ele.
Claro que Mindy estava só a curtir com Jack para fazer ciumes á amiga e este apercebendo-se disso resolve tentar fazer as pazes com Cindy que entretanto tinha ido parar ao Hospital porque estava muito deprimida por ter acabado o namoro.
Jack então faz-lhe uma serenata e diz muitas vezes “i love you”, esta cura-se de todas as maleitas e eles vivem felizes para sempre. The End.
Ao som de outra musica pop claro.

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A esta altura vocês já devem estar a pensar que eu me passei de vez.
Que isto de estar meses sem escrever no blog e a fazer banda desenhada me deu cabo da mona por completo.
Ainda não flipei.
Vou falar-vos de [“Lover´s Concerto“] e o que escrevi atrás tem uma razão de ser.
Se alguma vez houve uma obra oriental que espelha bem a extraordinária diferença entre um filme romântico com adolescentes made-in-Hollywood e um filme romântico com adolescentes feito na Coreia do Sul, então [“Lover´s Concerto“] é esse filme.

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Imaginem prácticamente a mesma história que lhes contei acima com os habituais tiques Hollywoodescos mas retirem-lhe todos os clichés que estão habituados a encontrar no cinema pseudo-romântico para adolescentes americanos e encontrarão uma história com uma identidade absolutamente real em que nos esquecemos por completo que estamos a ver actores a representar um papel.
Mesmo sendo um filme asiático que nem sequer tenta particularmente fugir aos habituais clichés dentro do próprio cinema comercial romântico Sul Coreano [“Lover´s Concerto“] é um produto com alma e desta vez nem sequer é por causa da história pois pessoalmente nem a achei particularmente interessante.

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Tem no entanto uma coisa extraordinária e que justifica plenamente a sua visão por quem gosta de cinema romântico sul coreano. O trio de protagonistas tem um carísma absolutamente perfeito e desde o primeiro minuto em que se encontram nos parecem pessoas reais e não os habituais adolescentes formatados para encaixarem em todas as étnias de modo a não insultarem nenhuma raça ao exclui-la da história.
Em [“Lover´s Concerto“] nenhum dos adolescentes nos parece um personagem de cartão.
Não falam de maneira cool a todo o instante, não se vestem para nos vender a roupa da moda e muito menos ouvem qualquer música pop para nos vender discos e nenhum deles tem um amigo (como personagem secundário) de uma étnia que esteja na moda não descriminar.

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Além disto, [“Lover´s Concerto“] difere também no próprio estilo de filme romãntico, pois na verdade por muito cliché que seja, acaba por contornar todos os lugares comuns ao apresentar o romance mais como consequência de uma grande amizade do que própriamente como sendo a habitual paixoneta teen ou o amor impossível menino-pobre-menina-rica que vemos nos produtos ocidentais.
Se alguma vez procurarem um filme romântico em que o verdadeiro amor representado no filme está na amizade das trés personagens que compõem um triangulo amoroso, não procurem mais longe.

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É uma história de amor oriental em que na realidade, o amor é quase secundário face á força da amizade que une os personagens e está aqui a força deste argumento.
Um argumento que nem sequer tem muito para contar, mas consegue fazer-nos pensar no que será verdadeiramente amar alguém sem precisar de nos espetar constantemente com esse tema de forma óbvia em diálogos de telenovela.
Os Sul Coreanos são mestres em fazer histórias de amor em que raramente se ouve alguém dizer “amo-te” e esta não é excepção.

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Ao contrário dos argumentistas Americanos, os Sul Coreanos parecem há muito ter descoberto que o espectador consegue mais sentir uma emoção contida num personagem do que sentimos alguma coisa ao assistir a intermináveis linhas de diálogo em modo histérico adolescente estilo telenovela que faz com que todos os supostos filmes românticos teen saídos de Hollywood sejam habitualmente intragáveis para o público mais velho.

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Quanto a mim uma das grandes virtudes do cinema Sul Coreano é a de conseguir produzir filmes românticos com adolescentes, para adolescentes, mas que contêm sempre muitas camadas (ás vezes até bem filosóficas) para além daquilo que seria de esperar e neste caso [“Lover´s Concerto“] não é excepção.
Não é de forma alguma a melhor história de amor oriental que poderão encontrar, mas poderá ser talvez a melhor e mais humana história de amizade/amor(?) entre adolescentes no mercado dvd dentro do estilo asiático.

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Também não será um grande filme Sul Coreano pois não tem nada na verdade que o distinga na sua realização de outros tantos produtos do género quase a roçar o estilo televisivo.
Se calhar por apresenta-nos um universo tão real que quase nos faz esquecer que tem um design de produção e muito trabalho de fotografia por detrás. Isso acaba por ser um trunfo mas também ao mesmo tempo será aquilo que o faz parecer um produto normal. No entanto é um daqueles filmes em que o realizador não teve problemas em desaparecer para dar lugar aos personagens da história.
Tirando os trés extraordinários protagonistas com os seus personagens humanamente perfeitos [“Lover´s Concerto“] não parece ter muito mais para nos deslumbrar. No entanto, acreditem, chega perfeitamente e é essa a sua mais valia.

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Tem inevitávelmente um twist na sua história, mas tenho que confessar que não me surpreendeu particularmente da primeira vez que o vi. Não porque o tivesse adivinhado, mas porque na verdade acho que nem reparei nele pois a segunda metade do filme torna-se algo fragmentada e se não estivermos com atenção podemos perder muito daquilo que seria o impacto final da história.
Um conselho…estejam muito atentos aos nomes dos personagens e decorem bem cada um. Isso ajudar-vos-á a seguir como deve ser o segmento final.

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[“Lover´s Concerto“] é um daqueles filmes orientais que recomendo pela sua humanidade a toda a gente que chega a este blog á procura de críticas sobre filmes românticos deste estilo, pois acreditem-me que vão gostar muito daqueles personagens. É uma história humanamente muito bem escrita e onde até nos consegue fazer sentir uma grande empatia pelo personagem mais terciário que se envolve lateralmente á história principal. E não posso dizer mais nada para não estragar o filme. Não é nenhuma surpresa mas é mais um daqueles pequenos momentos que enriquecem humanamente o argumento.

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Deixo-vos apenas com uma pequena nota triste. Uma das actrizes do filme, que vêem na foto acima suicidou-se há um par de anos surpreendendo toda a gente e deixando a Coreia do Sul em estado de choque. Segundo consta devido a uma depressão de amor, o que não deixa de ser curioso.

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CLASSIFICAÇÃO:

Um filme indispensável em qualquer dvdteca de cinema romântico Sul Coreano ou de cinema oriental em geral apesar de não ser uma obra extraordinária dentro de uma conotação mais cinéfila-intelectual-de-café.
É um filme asiático  simples, cheio de lugares comuns, mas que conta com trés dos melhores personagens adolescentes que poderão encontrar no cinema romântico oriental e é uma história de amizade perfeita que se calhar ainda fará pensar um espectador ou dois.
Ao contrário do que acontece nos filmes pseudo-românticos com adolescentes made-in-Hollywood [“Lover´s Concerto“] tem muita alma e irá agradar até ao público mais velhinho.

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A favor: o humanismo da história, a sua simplicidade é viciante, os personagens são totalmente carismáticos e parecem pessoas verdadeiras, o trabalho dos actores é extraordinário na sua simplicidade e esquecemo-nos por completo que estão a representar, a pequena história de amor paralela com uma das irmãs de um dos personagens principais resulta plenamente apesar da sua brevidade e extrema simplicidade, tem um twist fixe no final embora não seja nada do outro mundo, faz-nos pensar no conceito amizade/amor sem sequer meter “i love you” a todo o instante.
Contra: visualmente não tem nada de extraordinário ou sequer de muito cinemático, a segunda metade da história parece correr demasiado depressa e as motivações dos próprios personagens não nos parecem tão reais quanto na primeira metade, o final tem um tom estranho que faz com este pareça pertencer a um filme completamente diferente e com isso quebra bastante do impacto emocional que [“Lover´s Concerto“] merecia ter tido.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER
http://www.youtube.com/watch?v=obdytjJPdDg

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COMPRAR
Eu comprei esta. Não é propriamente uma edição espantosa a nivel de imagem mas tem um Dts excelente e um making off porreiro.
No entanto podem comprar a edição americana R1 se preferirem pois é exactamente a mesma com uma capa mais ocidental e um preço porreiro também quando convertido para Euros por exemplo.

IMDB
Não recomendo que espreitem o imdb antes de verem o filme, pois algumas reviews podem estragar-lhes todas as surpresas da história.

http://www.imdb.com/title/tt0328675/

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Outros títulos românticos recomendados:

Be With You My Sassy Girl Love Phobia

Il Mare The Classic Fly me to Polaris

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Boku no kanojo wa saibôgu (Cyborg She/Cyborg Girl) Jae-young Kwak (2008) Coreia do Sul/Japão


Estamos a 11 de Janeiro de 2009 e podem começar a contar os meses até que os americanos comprem também os direitos deste filme para fazer o inevitável remake made-in-Hollywood.
Podem escrever o que digo. Vai acontecer.
E já agora, fica aqui o seguinte aviso…afastem-se de todas as reviews deste filme, não tentem informar-se sobre ele no IMDB e nem queiram ler mais nada a não ser este meu texto antes de verem a obra.
Eu não lhes irei revelar nada que estrague o prazer da descoberta deste argumento.

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[“Cyborg She“] é um daqueles filmes que dependem por completo do (quase) total desconhecimento do espectador sobre aquilo que irá ver, por isso meus amigos não o estraguem procurando saber mais sobre ele.
Posto isto…
Para quem pensa que já viu tudo no que toca a filmes românticos e para quem acha que consegue sempre adivinhar os finais das histórias… meus amigos, toda a gente a ir buscar este filme aqui, já !
Embora eu recomende a compra imediata disto se vocês adoram filmes românticos orientais e histórias de viagens no tempo. Especialmente agora que o DVD está mesmo baratinho na Amazon Uk e tudo. Baratinho mesmo !
Este filme tem um som tão bom que vai ser uma pena se o virem pela primeira vez apenas numa cópia pirata…

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Se gostarem podem ter a certeza que também o irão querer comprar pois este é mais outro daqueles filmes completamente indispensáveis em qualquer colecção dvd de cinema romântico oriental mas não só.
Totalmente imperdível para quem gosta de ficção científica inteligente mesmo quando ela vem disfarçada de comédia romântica para adolescentes. Para mim [“Cyborg She“] é o equivalente oriental ao clássico Back to the Future de Robert Zemekis por isso se gostaram de um vão adorar o outro. É melhor encomendarem já o DVD porque vão querer ter este filme. 😉

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Para não variar, é outro título do mesmo realizador de “My Sassy Girl“,  ”The Classic“, ou “Windstruck” e eu sei que já sou supeito em dizer isto, mas sinceramente não consigo evitar. Para mim actualmente não há ninguém que consiga escrever histórias românticas com mais imaginação e criatividade do que Jae-young Kwak .
Quando eu já pensava que ele não poderia inovar mais o género, aparece-me pela frente este [“Cyborg She“] e mais uma vez não sei bem em que categoria colocar um filme deste realizador.
É uma obra extremamente comercial, um verdadeiro blockbuster intensamente romântico e totalmente adolescente, mas também é uma comédia alucinada e se calhar um filme de super-herois até certo ponto.

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Porém o termo “comédia-romântica” é por demais redutor pois o filme é muito mais do que isso apesar de ser um produto bem comercial. Se isto fosse um filme americano seria mais uma daqueles filmes para adolescentes sem cérebro com pouco mais que efeitos para meter pinta e sem qualquer carga de emoção. Mas não é um filme americano. Ainda.
O que complica ainda mais as coisas, pois como habitualmente nada do que Jae-young Kwak escreve se proporciona a qualquer rótulo. Especialmente áqueles rótulos que estamos habituados a serem colocados nos filmes americanos.
Ainda por cima [“Cyborg She“] na minha opinião é também um daqueles filmes de ficção-científica como há bastante tempo não se via pela frente.
Quem gostar de histórias sobre viagens no tempo, tem aqui não só possivelmente a mais romântica de sempre como ainda por cima leva com um daqueles finais inesperados que o fará  querer rever o filme só para tentar perceber o que lhe passou ao lado, (mesmo com a detalhada explicação final).

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A ser parecido com alguma coisa [“Cyborg She“] será assim uma espécie de “My Sassy Girl”  em versão ficção-científica em que se cruzam elementos de outros filmes que não posso agora aqui revelar pois seria estragar-lhes o prazer da descoberta desta mágnifica história de amor que se calhar dentro de uma certa falta de originalidade tendo em conta as suas referências é definitivamente um dos filmes românticos mais originais que poderão ver este ano.
E se não gostam de ficção científica, não se preocupem porque se fazem parte daqueles que chegam a este blog procurando por cinema romântico oriental não se podem enganar com este filme novinho em folha.

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Mais uma vez este realizador consegue criar uma personagem feminina cativante e novamente conta conta com uma actriz que soube muito bem dar conta do recado.
A miúda que faz de Cyborg tem um desempenho absolutamente perfeito e não passa muito tempo sem que nos esqueçamos por completo que a actriz é de carne e osso.
A sua interpretação cativa-nos por completo e também é um dos pontos fortes do filme pois consegue mesmo ilustrar aquele ambiente de amor impossível sobre o qual assenta o argumento até nos trocar as voltas com o seu excelente final.

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Aliás, tal como já tinha sucedido em  “My Sassy Girl” novamente o protagonismo está todo nos dois personagens principais e sente-se de novo aquela magia do “original”, algo que tinha ficado bastante aquém em “Windstruck” que se centrava essencialmente na personagem feminina.
Em [“Cyborg She“] regressa o equílibrio entre os dois protagonistas da história de amor e voltamos a ter outro filme oriental que essencialmente assenta sobre o trabalho de dois excelentes actores que ao longo de duas horas nos fazem mesmo acreditar que aqueles personagens existem, mesmo quando no ecran se passam as loucuras mais inesperadas pois este é mais outro daqueles filmes em que o espectador a partir de certa altura apesar de não adivinhar nada já espera ver tudo.
E vê, especialmente aquilo que não espera.

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Como bom blockbuster de ficção-científica também [“Cyborg She“] precisa de assentar em efeitos especiais sólidos. Podem não parecer nada de especial ao início, mas esperem só pelo final meus amigos…esperem só pelo final…
Este é outro daqueles filmes perfeitos para vocês mostrarem áquele vosso amigo que ainda acha que só em Hollywood se fazem filmes com efeitos especiais a sério.
Eu adorava poder dar aqui um par de exemplos, mas estaria a estragar-lhes logo um dos melhores momentos do filme por isso vou ficar calado.

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No entanto é curioso, que apesar deste meu entusiasmo a verdade é  que cheguei a pensar que seria a obra mais fraca do realizador até ao momento porque há uma coisa de diferente neste [“Cyborg She“] em relação aos outros trabalhos de Jae-young Kwak.
Apesar de desde o início o filme ser muito divertido, a verdade é que o estilo de humor quase Anime em imagem real me distanciou do coração emocional do filme durante muito tempo após este ter começado.
Ao contrário dos outros filmes do realizador só a meio da história os personagens me agarraram verdadeiramente e pelo menos no que me toca, isto foi algo que ainda não tinha encontrado numa obra dele.
Mas não deixem que a minha opinião lhes condicione a maneira como possam olhar para  [“Cyborg She“].
Na verdade se há uma coisa de que o filme não tem falta é de momentos poéticos que contrastam em absoluto com as alturas de comédia caótica e equilibram muito bem todo o conjunto.

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A cena da viagem ao passado a meio do filme deve ser uma das sequências mais bonitas e nostálgicas alguma vez filmadas dentro do género sci-fi.
M
esmo tendo por pano de fundo um ambiente totalmente japonês irá certamente fazer com que muita gente se identifique com as emoções da sequência que é simplesmente perfeita e executada de forma muito original guiando o espectador por um passeio ao passado absolutamente poético e que é um dos pontos altos do filme.
E já agora fica aqui um destaque especial para a fotografia, que tem nesta sequência de viagem no tempo alguns dos melhores momentos visuais de todo o conjunto pela maneira como as paisagens rurais são fotografadas e todas as emoções dessas cenas são transmitidas quase sem palavras.

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[“Cyborg She“] é um filme diferente de Jae-young Kwak por outra razão. É a primeira vez que o realizador Sul-Coreano filma no japão, em japonês e com um casting local. Isto tem uma razão que é absolutamente indispensável para a história do filme mas claro que também não lhes vou dizer qual é.
Sendo assim e porque não quero correr o risco de revelar aqui algo que não devo…

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CLASSIFICAÇÃO:

Outro dos melhores filmes românticos (para todas as idades) que poderão encontrar no mercado e que irá agradar a muita gente. Se não gostam do estilo do realizador poderá não ser para vocês, mas se gostaram de “My Sassy Girl” ou “Windstruck” nem hesitem.
Não procurem saber mais nada sobre [“Cyborg She”] antes de verem o filme.
E de preferência nem queiram ver o trailer. Vão por mim.
É um excelente filme de ficção científica, um blockbuster com um par de sequências impressionantes e uma comédia romântica divertida cheia de poesia e muita alma.
Completamente obrigatório em qualquer colecção de cinema romântico em dvd sem esquecer os igualmente fabulosos “My Sassy Girl” , ”The Classic“,  “Windstruck” e até mesmo “Be With You“ que de certa forma está dentro do género.
Este é outro daqueles filmes que na minha opinião rebenta a escala por ser um excelente exemplo de que um filme ultra comercial não precisa de ser um produto para adolescentes imbecis.
É um excelente exemplo de um filme cheio de efeitos especiais mas com muita alma e poesia.
Ainda não foi desta que este realizador fez um filme mau ou sequer mediano.
Cinco tigelas de noodles e um Golden Award por tudo e mais alguma coisa.

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A favor: o final do filme irá surpreender-vos, a poética sequência de viagem ao passado a meio do filme, a atmosfera romântica que resulta mesmo no meio de um argumento ultra-comercial, os actores principais são fabulosos com destaque para a interpretação da miúda cyborg, os efeitos especiais das sequências estilo blockbuster são mágnificos, é uma das melhores histórias de viagens no tempo contemporâneas, excelente equilibrio entre vários géneros de cinema comercial, excelente história de amor-impossível ao melhor estilo clássico mas com um twist genial.
Contra: não agradará a quem não gosta do estilo de filmes deste realizador pois é mais do “mesmo”, os inevitáveis pequenos paradoxos que se encontram sempre nestas histórias de viagens no tempo se pensarmos muito no assunto (por isso não pensem), o seu sentido de humor algo caótico ao melhor estilo Anime pode desviar por momentos o espectador do coração emocional do filme, a história é uma mistura de elementos que já vimos antes em outras histórias e por isso nunca se consegue assumir por completo como um produto verdadeiramente original…quer dizer…até ao desenlace final claro.

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NOTAS ADICIONAIS:

Trailer:
Fica aqui o trailer, mas recomendo mesmo que não o vejam antes de verem o filme.
Estão por vossa conta.

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Comprar
Neste momento (Verão de 2010) está á venda mesmo muito baratinho na Amazon Uk. Não percam.

IMDB
Nem pensem nisso antes de verem o filme.

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Filmes semelhantes de que certamente irão gostar:

My Sassy Girl cyborg_she_windstruckcapinha1 The Classic

Fly me to Polaris Be With You Il Mare

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Beonjijeompeureul hada (Bungee Jumping of their own) Dae-seung Kim (2001) Coreia do Sul


Estou lixado.
E agora como raio é que eu comento este filme ?
Bom, primeiro que tudo…meus amigos AFASTEM-SE de tudo o que é review na net, esqueçam o Imdb e nem tentem saber absolutamente nada sobre [“Bungee Jumping of their Own“].

Não vou deixar links para nada que lhes revele coisas sobre o filme e portanto já agora, se espreitarem o video do youtube mais á frente sugiro que vejam apenas aquele que indico e mais nenhum.
Este é um daqueles filmes orientais que merece ser visto sem saberem absolutamente NADA sobre o que vão ver e até o facto de espreitarem uma outra qualquer review mesmo que esta não lhes conte o final do filme, vai retirar-lhe na mesma metade do seu impacto, porque inevitávelmente alguém lhes irá dar uma indicação sobre um dos temas.

Raios…e agora ? O que é que eu digo ?…
Muita gente já me perguntou, porque é que eu ainda não falei sobre filmes como “Hero”, “Old Boy” ou “House of the flying daggers”. A resposta é simples.
A minha prioridade no “Cinema ao Sol Nascente”, é indicar filmes que as pessoas porventura ainda não conhecem e como tal, obras como “Hero” já foram bastante publicitadas na imprensa nacional, até porque tiveram estreia no cinema em Portugal e sendo assim não tenho grande urgência em falar delas por enquanto.

Este blog existe para divulgar precisamente coisas como [“Bungee Jumping of their Own“].
Para quem está por dentro do que se passa no cinema oriental, não será uma obra totalmente obscura, mas esta página não é para quem já conhece muito desta cinematografia e sim para fazer com que pessoal que nunca pensou vir a gostar de um filme Sul Coreano por exemplo, de repente descubra que não é só em Hollywood que existem bons filmes a serem produzidos.

Como a procura por filmes românticos orientais continua absolutamente em alta neste blog, é sempre bom divulgar mais outra obra deste género. Especialmente quando é uma história de amor realmente original e completamente inesperada como acontece neste caso.
[“Bungee Jumping of their Own“], deve ser um daqueles raros filmes românticos orientais que eu próprio duvido que alguma vez venha a ter um remake americano. E porquê ?
Porque o tema deste filme iria certamente deixar muito americano desconfortável a olhar para o ecrã e como tal um remake disto não seria própriamente fácil de vender a um público pipoqueiro generalista.
Portanto em principio este será um filme que deverá continuar apenas no mercado oriental e sendo assim, para conhecerem esta história que merece ser vista, vocês terão mesmo que ver a produção original Sul Coreana.

[“Bungee Jumping of their Own“], embora como objecto de cinema não deslumbre por aí além e até nem seja o típico filme romântico fofinho oriental a um estilo “The Classic“, tem no entanto uma força extraordinária a nível de argumento que compensa plenamente a relativa atmosfera fria, algo estranha e desconfortável que percorre toda a obra.

É que todo este clima relativamente perturbante e triste até nas partes mais românticas tem uma razão de ser e quando esta nos atinge em cheio no estômago a partir da meia hora final da história não podemos deixar de ficar absolutamente facinados. Isto apesar da direcção que o filme toma na sua segunda metade não ser propriamente inesperada.
No entanto esses segmentos finais têm uma força absolutamente original, porque ao abordar um dos temas, [“Bungee Jumping of their Own“] entra por uma outra questão que pelo menos vos garanto os deixará a pensar no tema por muito tempo após este filme ter chegado aos seus créditos finais.
Então se estiverem a vê-lo com amigos, têm no final desta história muito bom motivo para intermináveis discussão sobre o tema que o filme muito bem aborda.

Eu estou para aqui a tentar conter-me para não lhes contar a parte final do filme e acreditem-me está a ser muito dificil, pois gostaria mesmo muito de lhes poder falar sobre o conceito subjectivo que atravessa esta história mas não posso dizer mais nada por isso é melhor ficar-me por aqui.
E por falar em história….

[“Bungee Jumping of their Own“], narra a relação amorosa entre um rapaz e uma rapariga que se conhecem num dia de chuva e inevitávelmente acabam apaixonados. Só que como isto é uma história de amor Coreana, óbviamente que as coisas não poderiam ser simples. E acreditem…vocês nem imaginam o que lhes vai cair em cima.
Um dia ao combinarem encontrar-se numa estação, a jovem rapariga simplesmente não aparece e o rapaz nunca mais a volta a ver durante anos a fio. Até ao dia em que …

Não conto mais.
E mesmo assim já falei demais até ,por isso estão por vossa conta.
E não se esqueçam, façam-me o favor de ir ver [“Bungee Jumping of their Own“] sem procurarem saber absolutamente nada sobre este filme asiático. Acreditem que depois me irão agradecer.
Vá lá, não custa nada, evitem procurar mais sobre ele na internet.

Técnicamente o filme nem sequer é um daqueles objectos de cinema que fique na memória. Não há nada na realização que o destaque do mais corriqueiro trabalho visual associado a produtos românticos televisivos e não será por isso que ficará também na vossa recordação.
Os personagens também não são particularmente cativantes. Não porque sejam aborrecidos, mas porque não se destacam dos habituais estéreotipos dentro das histórias de amor orientais e como tal são simpáticos, fazem-nos interessar por eles mas mais porque o argumento trabalha tão bem o desenrolar da história do que pela história de amor em si entre eles que não deriva do habitual.

Não deriva, porque na verdade esse pormenor também é essencial para dar que a reviravolta da parte final resulte em pleno, pois subitamente retira debaixo dos pés do espectador todo o tapete com os habituais clichés românticos e substitui-o por um desenvolvimento não só original como também bastante polémico devido ás próprias questões que tal opção de argumento possa levantar. E claro que não vou contar nada.
No entanto, há uma coisa a destacar aqui e é precisamente o trabalho dos actores, especialmente quem faz de … (não posso dizer)… e que consegue compor uma personagem absolutamente perfeita que liga fantásticamente com a primeira metade da história de amor que nos é apresentada e vos vai deixar a discutir o assunto durante dias a fio. O assunto, não, vai deixar-vos a discutir os assuntos durante dias a fio.

Como curiosidade, parece mentira, mas a jovem actriz deste filme suicidou-se há trés anos atrás, tudo indica devido a uma relação amorosa que correu tão mal como se tivesse saído da típica love-story como aquelas em que costumava participar no grande ecrã e do qual [“Bungee Jumping of their Own“] é um excelente exemplo. Agora que sabem disto ainda vão ficar mais impressionados com esta obra.

Sendo assim e antes que eu diga mais qualquer coisa que não deva…

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CLASSIFICAÇÃO:

Mais uma original história de amor Sul Coreana, completamente obrigatória a quem gosta do género, pois garanto-vos que nunca viram nada igual.
Excelente atmosfera que se divide entre o estilo romântico comercial habitual no cinema Sul Coreano e um ambiente algo perturbante e frio, necessário á extraordinária conclusão da história.
Por isso mesmo [“Bungee Jumping of their Own“] é um filme estranho, pois parecem dois estilos de cinema que mesmo nunca conseguindo misturar-se muito bem deram origem a um produto realmente original.

Não lhe dou uma classificação mais elevada, porque a realização não deslumbra e como tal após vermos este filme algumas vezes, depois da surpresa inicial do argumento não há muito mais que nos faça apetecer estar sempre a voltar a revê-lo.
No entanto é mais uma excelente adição para qualquer dvdteca de quem gosta de bom cinema romântico e portanto de compra obrigatória.
Quatro tigelas de noodles e se calhar até merecia mais meia tigela mas a atmosfera algo perturbante do fime deixa-me sempre um bocado sem saber bem se o acho fantástico ou apenas mesmo muito bom. Sendo assim fico-me pelo muito bom.
E recomenda-se, pois este é daqueles que tem que ser visto pelo menos uma vez.

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A favor: o argumento é realmente original, a reviravolta da parte final é fantástica e de certa forma inesperada, as partes românticas típicas do cinema comercial Sul Coreano estão lá todas e nem falta a habitual cena á chuva, os actores.
Contra: a realização não deslumbra, após revermos o filme um par de vezes (até para mostrar aos amigos e ver a cara deles) não é uma obra que estejamos sempre a querer voltar a ver ao contrário de filmes como “Be With You“, “The Classic” ou “Il Mare“.

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NOTAS ADICIONAIS

Videoclip
Á falta de um trailer decente, fiquem com o videoclip, sem *spoilers* de maior que vocês consigam identificar.
http://www.youtube.com/watch?v=EuoDvwh697k&feature=related

Comprar


Podem comprar a nova edição aqui na Amazon.com ou então escolher uma das edições na Play-Asia
http://www.play-asia.com/paOS-13-71-ad-49-en-15-bungee+jumping-70-1p1o.html
ou a minha edição, um bocadinho rasca com uma imagem mediana mas óptimo som e extras porreiros
http://www.play-asia.com/paOS-13-71-7j-77-2-49-en-15-bungee+jumping-70-cjs.html

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Se gostaram deste poderão gostar de:

Be With You Love Phobia

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Fa yeung nin wa (In the Mood For Love) Wong Kar Wai (2000) China


Este é o “segundo filme” da “trilogia” romântica de Wong Kar Wai, e portanto será uma prequela para [“2046“] continuando já uma história que se iniciou de certa forma em “Days of Being Wild”.
Antes de mais, [“In The Mood For Love“] é um excelente exemplo do quanto as audiências orientais têm uma relação com o cinema bem diferente das americanas (e das americanizadas) aqui no ocidente.
O facto de [“In The Mood For Love“] ter sido no oriente um enorme sucesso junto do público adolescente é algo verdadeiramente extraordinário.
É quase inacreditável poder dizer a alguém aqui no nosso lado do planeta que este filme, esgotou salas no oriente com sessões repletas durante semanas a fio e principalmente com público adolescente o que é quase impossível de aceitar actualmente.

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Os adolescentes orientais inesperadamente, adoptaram como sua esta nostálgica e poética história de amor adulta e de alguma forma identificaram-se plenamente com as emoções presentes neste filme tendo-o elevado a um estatuto que certamente será muito dificil de compreender para o nosso típico teenager, especialmente aqui por Portugal onde já existe uma geração alimentada essencialmente a “Transformers” e filmes da Marvel completamente insensíveis a qualquer coisa que não seja projectada á velocidade da luz.
O que me leva a concluír que se calhar por muito alucinados que os teens orientais nos pareçam, lá bem no fundo haverá por ali um nível de maturidade  emocional superior até ap de muito adulto ocidental americanizado; alimentado a plástico á base de dietas blockbusters made-in-Hollywood.
No ocidente mostrem [“In The Mood For Love“] a muita gente e ninguém aguentará olhar para ele sequer meia hora, pois certamente irão dizer de imediato que o filme não tem história, que não se passa nada naquilo e que é uma seca descomunal. Especialmente os tugas.

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Aliás, notou-se bem isso quando o filme saiu nos videoclubes em Portugal.
Cheguei a ver  um cliente dizer ao dono da loja que nunca mais voltava lá porque este lhe tinha impingido um filme “pa intelectuais” que nem gravado todo no dvd estava (?!) e tudo, porque segundo aquele crâneo, [“In The Mood For Love“], intitulado em português [“Disponível para Amar“], parece que acabava de repente a meio e não se percebia nada.
Está mais que claro que nem precisamos ir junto dos adolescentes consumidores de filmes do Michael Bay para obter este tipo de comentários.
Mostrem [“In The Mood For Love“], a um português adulto consumidor do genérico cinema da moda e imediatamente ele remeterá este filme para aquela categoria de cinema de autor no pior dos sentidos.

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No entanto, a popularidade deste título no oriente junto do público que geralmente consome cinema comercial, foi absolutamente extraordinária, ao ponto dos seus actores terem atingindo com esta obra um estatuto de estrelas de rock ao nível de uns Rolling Stones ou uma Madonna por aquelas bandas gerando enorme comoção por onde passavam.
Foi tal a histeria que provocavam a cada aparição pública para promover este filme, que os seus personagens se tornaram desde então verdadeiras figuras de culto dentro do cinema romântico, ao ponto de Wong Kar Wai o realizador, as ter ido buscar de novo para o seu filme seguinte, o também extraordinário [“2046“].
Segundo o próprio, a melhor não-sequela que poderia ter feito de [“In The Mood For Love“].
Foi certamente foi a mais inesperada.
Talvez uma das “sequelas” mais inesperadas de sempre dentro de qualquer género como já poderam ver pelo início deste meu longo post nesta versão 2 em 1.

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Na verdade Wong Kar Wai começou a gravar coisas para [“2046”] ainda durante as filmagens de [“In The Mood For Love“], mas mesmo ele nem sabia para que serviriam os takes abstractos sem qualquer lógica que foi filmando pelo caminho.
Isto ao ponto de chegar a desesperar os actores e a equipa técnica que nunca percebeu que raio de filme é que estariam a fazer e só viram o resultado quando Kar Wai apresentou a primeira montagem no festival de Cannes tendo deixado toda a gente de queixo caído perante a beleza de cada imagem e a poesia que mostrou no ecrã, onde cada textura se liga com a musica criando um ambiente românticamente assombrado único e original.

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Como resultado limpou basicamente os prémios mais importantes de Cannes nesse ano.
O que tornou [“In The Mood For Love“],  num filme ainda mais extraordinário, até porque Kar Wai raramente tem um script minimamente completo ou sequer pensado quando faz algum filme, pois é famoso por ir inventado á medida que filma e os takes que não servem, aproveita-os para o filme seguinte num processo onde nada se perde e tudo se transforma.
Aliás é por esta razão que muitas das cenas cortadas no dvd do [“In The Mood For Love“], parecem na realidade pertencer mais ao filme seguinte [“2046”],  que ainda nem sequer existia na cabeça do realizador do que a [“In The Mood For Love“] a ser filmado na altura; o que não deixa de ser engraçado.

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Mas a verdade é que este filme por muito inacreditável que isto pareça a muita gente, tornou-se realmente num enorme éxito comercial em quase todo o lado.
O que é ainda mais estranho pois deve ter sido o primeiro filme completamente ligado ao chamado Cinema-de-Autor a ter feito não só muito dinheiro como ainda a ter transformado o seu realizador e actores em verdadeiras estrelas.
Claro que foi um éxito comercial em todo o lado, menos na Europa e nos EUA, onde óbviamente também teve sucesso mas apenas dentro daquele circuito fechado das salas que só passam cinema-de-autor pois seria pedir muito que um filme como este pudesse ser apreciado pelas audiências que habitualmente levam com overdoses de blockbusters americanos a 200 á hora e consomem milho á mesma velocidade enquanto falam ao telémovel durante as projecções quando “não se passa nada” em filmes como este.
Mas passemos á frente.

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Não há muito que se possa dizer sobre [“In The Mood For Love“], pois este é um daqueles filmes em que realmente não se passa nada e portanto pouco se pode contar sobre a sua história, porque o cinema de Wong-Kar-Wai não depende de histórias mas sim de detalhes.
Na verdade se há algo em que Wong-Kar-Wai é realmente bom, será a fazer filmes “sobre nada”.
O verdadeiro conteúdo dos seus filmes não está nas histórias, mas sim nas emoções que este consegue transmitir e fazer o espectador sentir apenas com as coisas mais simples.
Um candeeiro á chuva, os ponteiros de um relógio, um livro, um espelho, tudo serve para criar atmosfera.

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Alguém disse um dia que nos filmes de Wong-Kar-Wai até o fumo é belo e transmite mais emoção e poesia do que horas intermináveis de diálogos pseudo-românticos nas supostas love-stories americanas formuláticas.
É realmente uma boa definição das extraordinárias capacidades deste autor para fazer transparecer emoções através das coisas mais simples e nisto [“In The Mood For Love“],  é um dos seus exemplos mais perfeitos.

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Correndo o risco de fazer fugir as pessoas, a história de [“In The Mood For Love“], é a seguinte:
– No início dos anos 60, em Hong Kong, um casal aluga um quarto numa pensão familiar. A mulher é secretária numa empresa de exportações, o marido trabalha agora na marinha mercante e passa practicamente meses a fio sem vir a casa.
Como resultado, o casamento dos dois, é algo quase inexistente e de conveniência pois naquela época, especialmente na China da altura o divórcio era a maior desonra que poderia cair em cima de uma jovem mulher a seguir ao adultério.
No mesmo dia em que este casal aluga o seu quarto, também outro casal, um jovem jornalista e a sua mulher, alugam o quarto ao lado. Este trabalha para um jornal, mas o seu verdadeiro sonho é ser escritor de pulp-ficition ao melhor estilo de artes marciais, algo que segundo o filme seria bem popular na altura em Hong-Kong.

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Também ele se sente sózinho pois desconfia que a sua mulher o trai e por vias do destino, encontra-se com a sua solitária vizinha de quarto ocorrendo óbviamente uma enorme atracção entre os dois.
Uma atracção com base numa amizade criada pelo facto de ambos gostarem de romances de artes marciais e de se sentirem também absolutamente sózinhos.

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Um dia descobrem por acaso, que a mulher do jovem jornalista é na verdade amante do marido da jovem secretária e que este não faz apenas longas viagens em trabalho mas principalmente usa-as como desculpa para trair a mulher com a esposa do jornalista.
E esta é a história inteira do filme.
Não se passa absolutamente mais nada em [“In The Mood For Love“], que possa ser descrito.
E perguntam vocês – então mas onde raio está o interesse nesta telenovela banal ?

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Wong Kar Wai pega nesta simples ideia e transforma-a numa verdadeira sinfonia de emoções músicais, onde cada imagem é um poema visual e onde a música aliada a enquadramentos absolutamente inesperados transporta o espectador para uma posição quase de espectador casual fazendo-o entrar no filme como se tivesse sem querer escutado uma conversa que não deveria ouvir mas de que não consegue deixar de querer saber mais porque ficou a gostar das pessoas que ouviu.

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É esta a grande força narrativa do filme, e Kar Wai, usa-a para criar um suspanse poético como nunca tinha acontecido numa história de amor.
Todo o filme gira á volta do facto de obviamente os dois protagonistas se amarem e serem realmente almas gémeas que nunca se poderão tocar.

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Não podem arriscar uma relação física entre eles, pois num meio tão pequeno onde todos saberiam imediatamente o que se passava os dois são obrigados a viver de aparências enquanto têm uma relação platónica que também tem de ser mantida secreta porque senão a reputação da rapariga poderia ficar manchada para sempre naqueles austeros anos 60 onde o divórcio nem sequer era opção.

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No meio de tudo isto, eles chegam a encontrar-se num quarto de hotel , precisamente o número “2046” onde Wong kar Wai nos deixará para sempre na dúvida se algo mais realmente aconteceu entre os dois, pois esse número é precisamente o centro da “sequela” no filme [“2046”],  cujo o título se refere precisamente á saudade que o protagonista tem do quarto onde por uma vez na vida viveu um amor de verdade e que é relatado agora em [“In The Mood For Love“].

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Tudo isto é colocado em imagens musicadas pelo génio de Wong Kar Wai de uma forma que é realmente muito dificil de ser descrita em palavras pois todo o filme é um bailado de imagens e enquandramentos indo buscar poesia até ao mais comum dos objectos.
[“In The Mood For Love“], é como um filme musical onde ninguém canta, mas onde a música está sempre presente e é essencial para contar a história e transmitir emoções.
É como um videoclip absolutamente romântico que dura hora e meia e que não precisa de muitos diálogos para contar uma história, fazer-nos sentir e acima de tudo identificarmo-nos com aquelas duas pessoas que poderiam ser qualquer um de nós.

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Uma coisa vos garanto, depois deste filme, nunca mais vão ouvir uma música de Nat-King-Cole da mesma maneira, pois será impossível não pensarem em [“In The Mood For Love“] e nesta história de amor.
E quem pensa que não gosta de Nat-King-cole passa a gostar.

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CLASSIFICAÇÃO

Uma das melhores histórias de amor de todos os tempos e provavelmente uma das mais simples.
Um filme onde até o fumo é algo que poderiamos ficar a olhar durante sequências a fio sem nos aborrecermos e um dos objectos cinematográficos mais visualmente poéticos de todos os tempos.

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É aquele tipo de filme onde podemos fazer pausa a cada segundo e temos uma pintura absolutamente poética no ecran, pois a fotografia desta história de amor é do outro mundo.

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A favor: a poesia, a história e a maneira como foi trabalhada, a extraordinária banda sonora, os personagens inesquecíveis, o trabalho dos actores, a realização é absolutamente notável em todos os sentidos, a fotografia fabulosa, os enquadramentos subliminares, a paixão, a alma do filme, o melhor filme-de-autor “comercial” de todos os tempos ponto final.

Contra: o final é estranho pois parece que não pertence ao resto do filme e não ter nada a ver com a história que acabamos de ver (as cenas apagadas no dvd explicam bem melhor o que aconteceu), não será por isso um filme propriamente apontado ao típico frequentador de salas de cinema de centros comerciais Portuguesas apesar de as ter esgotado no oriente durante semanas a fio.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILERS

Um dos trailers oficiais é na verdade quase uma curta-metragem. Uma versão mini do próprio [“In The Mood For Love“] e espelha muito bem o estilo visual e narrativo do filme. Conta com uma música interpretada por Brian Ferry chamada precisamente “In the mood for love” e apesar desta música não fazer parte da banda sonora dentro do filme, tornou-se no entanto indisociável da obra.
Espreitem que vale a pena, pois acima de tudo é um excelente videoclip montado pelo próprio realizador.

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NÃO COMPRAR EM DVD ou BLURAY…muito menos em Portugal !
Já existe em bluray mas infelizmente apenas para a região A .
Também está actualmente esgotado em DVD pelas bandas da Inglaterra e só existe uma edição Alemã sem legendas nenhumas…
É aguardar melhores dias para comprar isto…

Atenção: Esqueçam a edição portuguesa, pois só o facto de conter o filme APENAS em stereo 2.0 é razão suficiente para a ignorarem. Num filme em que a música é quase um personagem, terem em Portugal mais uma vez lançado uma edição completamente básica de um filme oriental como este é um verdadeiro insulto ao consumidor, quando este filme é para ser visto com o extraordinário som 5.1 que está na edição Uk.
Não comprem a edição portuga da Lusomundo só por causa das legendas, pois entre ver [“In The Mood For Love“], em stereo e não o verem, sugiro mesmo que não o vejam, pois este filme precisa de um som 5.1 e DTS de preferência para poder realmente transmitir todas as emoções e magia que contém.
Além disso a edição portuga só trás um making of, que até nem é nada mau, mas quando comparado com a enorme quantidade de material extra da edição inglesa até mete impressão que editem filmes como este com tanto conteúdo disponível apenas em edições básicas como fizeram em Portugal com este absolutamente imprescindível filme para quem gosta de bom cinema romântico.
A capa da edição Portuguesa é parecida a esta:

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0118694/

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E se gostaram de [“In The Mood For Love”], então irão certamente gostar dos filmes seguintes.
No caso de “My Blueberry Nights” vão adorar as semelhanças de ambiente, até porque segundo Kar-Wai, esse pode ser considerado um remake em versão inglesa do “In The Mood For Love”, e logo vão perceber porquê.
[“In The Mood For Love“], é na verdade o segundo filme de uma trilogia que não existe oficialmente. E desta trilogia, é o primeiro filme que deverão ver, mas para saberem mais sobre isto consultem a minha review sobre “Days of Being Wild” sem falta.

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E como curiosidade, que quiser espreitar uma curta metragem (publicitária) inédita de Wong-Kar-Wai siga o link abaixo pois não ficará desiludido se gosta do estilo visual do realizador.
http://www.youtube.com/watch?v=gBsbEopulOM&feature=related