Kurenai no buta (Porco Rosso) Hayao Miyazaki (1992) Japão


[“Porco Rosso“] será porventura um dos filmes mais adultos de Miyazaki e também um daqueles de que as pessoas menos se lembram quando se fala da obra deste realizador.
Talvez por ter uma atmosfera tão poética e etérea enquanto dura, depois ao acabar é como um bom sonho do qual não conseguimos recordar os detalhes.

[“Porco Rosso“] é no entanto um filme que consegue agradar tanto aos mais novos como aos mais velhinhos.
Isto porque possivelmente terá algumas das melhores sequências de acção presentes no trabalho de Miyazaki e todas as idades vibram de igual maneira com os divertidos e fascinantes combates nos céus de uma Itália dos anos 20 onde se passa toda esta história cheia de poesia, aventura e muita nostálgia.

O público mais velho, especialmente quem não conhece o trabalho deste realizador, irá certamente surpreender-se com o tom melancólico que percorre uma história tão estranha quanto cativante e onde há inclusivamente espaço para um par de excelentes histórias de amor.  Histórias de amor que nunca acontecem mas que estão sempre presentes na relação do heroi com os personagens femininos de uma forma que torna [“Porco Rosso“] em algo único e fascinante dentro do próprio universo Miyazaki.

[“Porco Rosso“] conta a história das aventuras, ou das vivências de um piloto de aviões nos primórdios da aviação que cruza os céus de uma Itália nos anos 20 do século passado trabalhando como piloto, mercenário e aventureiro de aluguer.
Habita algures numa espécie de base secreta (bem conhecida de toda a gente), localizada numa ilha do mar adriático e onde vive uma existência solitária longe do mundo e de todos desde que uma maldição o transformou num porco.

Não procurem explicações para isto, pois não existem. É apenas a premissa da história, mas não se preocupem porque vocês nem se vão mais lembrar deste pormenor porque vão estar tão cativados com toda a atmosfera de [“Porco Rosso“] que pouco lhes vai importar a razão de estarem a ver um desenho animado com um porco que pilota aviões.

Toda a história gira á volta das proezas e rivalidades entre pilotos nessa época, onde não falta romântismo, uma pitada de sobrenatural e também espiritualidade quanto baste.
Especialmente no que toca á relação entre Porco Rosso e Gina a dona do Cabaret onde se econtram os pilotos que depois de viverem as suas aventuras todos convergem para adorar de longe a dona do local que os mantém a todos na linha.

Eu quase que aposto que quem conhece os livros de Richard Bach e gosta daquela atmosfera etérea e aerea das suas histórias passadas em biplanos, irá gostar muito de [“Porco Rosso“] também. Isto porque além do tom poético e literalmente flutuante ser bastante semelhante também a parte romântica da história tem aquele ambiente que não ficaria deslocado de um livro do autor de Fernão Capelo Gaivota.

Na verdade não há muito mais para dizer sobre este filme. [“Porco Rosso“] faz parte daquele período que para mim foi o melhor, mais variado e mais imaginativo do realizador e quanto a mim é outro dos seus títulos obrigatórios.
Está cheio de momentos humorísticos geniais e personagens memoráveis que os vai colar ao ecran do príncipio ao fim.
Destaque para a grande galeria de piratas do ar que acabam por criar um dos momentos mais nostálgicos nos segundos finais da história quando os revemos já idosos muitos anos depois da sua época aurea ter passado.

[“Porco Rosso“] para mim que trabalho em ilustração continua a ser uma das minhas grandes referências e provávelmente o grande responsável pelo meu estilo de bonequinhos infantís pois a partir do momento em que vi  pela primeira vez muitos anos atrás a hilariante sequência com as miudinhas raptadas no início da história a minha imaginação nunca mais foi a mesma.

Essa cena continua mesmo todos estes anos depois a ser um dos pontos altos do filme e um dos mais divertidos momentos humorísticos de Miyazaki pelo absurdo da situação e contraste entre a pureza das criançinhas e os piratas em total estado grunho com as suas metralhadoras gigantes.

Resumindo, obrigatório para quem não conhece.
Ainda mais para quem já nem se lembra bem dele.

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CLASSIFICAÇÃO:

Cinco tigelas de noodles e um Golden Award claro, acima de tudo pela originalidade, atmosfera e pela criação de um universo único até dentro da própria obra do realizador. Além disso é uma obra prima visual.

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A favor: a qualidade dos desenhos e a realização, excelentes sequências de acção, personagens variados e memoráveis, grande sentido de humor caótico, grande sentido de aventura, fantástica atmosfera romãntica e nostálgica, a banda sonora é demais, boa história de amor impossível, é um filme muito poético visualmente e emocionalmente, a sua história tem coisas para todas as idades, tem um final ambiguo perfeito e muito tocante.
Contra: Quem procura um Anime mais moderno não vai gostar disto pois este é um filme muito contemplativo e apesar das suas inúmeras cenas de acção o enfase da história está nos sentimentos dos personagens o que torna [“Porco Rosso“] num estranho filme que não será própriamente uma aventura de acção no estilo que muita gente esperará.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=fmyrWYrvF5s

Comprar na Amazon UK ou na Amazon.Com
Em Portugal pelo que vi, temos a mesma edição á venda e pode ser encontrada na FNAC.
O Livro com toda a arte do filme pode ser comprado aqui também.

Download aqui com legendas em PT/Br

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0104652

SEQUEL ?
http://timmaughanbooks.com/2009/06/02/miyazaki-to-draw-porco-rosso-sequel/

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Toki o kakeru shôjo (The Girl Who Leapt Through Time) Mamoru Hosoda (2006) Japão


Ora aqui temos um Anime diferente.
Num mercado saturado de longas metragens cheias de herois anime gráficamente estereotipados onde inevitávelmente todas as sequências de acção seguem sempre as mesmas regras visuais é muito bom encontrar um filme de animação como este.

[“The Girl who Leapt Through Time“] embora não sendo único no estilo é uma obra diferente dentro da animação japonesa.
Primeiro, não é um filme de aventuras, de acção, de super-herois ou sequer de fantasia, por isso é melhor avisar desde já que quem procura o típico filme anime cheio de movimento, montagem acelerada com imensas sequências cheias de estilo e cenas espectaculares não o vai encontrar aqui.
[“The Girl who Leapt Through Time“] é um filme calmo.

Não tem pressa de ir a lado nenhum, demora o seu tempo a estabelecer os seus personagens e por alguns momentos parece ser uma história sobre nada, onde muito pouco se passa, toda a gente fala muito e faz pouco e onde se nota logo de início que não vai haver sequer qualquer vilão na história. Pior ainda, torna-se evidente logo desde os primeiros minutos que isto vai ser essencialmente um “chick flick” vulgo, “filme para gajas” pois tem um tom extremamente feminino o que irá certamente afastar muito público que procuraria algo com mais adrenalina mas por outro lado, aposto irá atrair outro tanto que normalmente até poderá nem ligar a desenhos animados.

A adrenalina aqui, não está nas sequências de acção espectaculares nem no visual estilizado a duzentos fotogramas por segundo, mas principalmente no desenvolvimento da história porque essencialmente [“The Girl who Leapt Through Time“] é principalmente um filme sobre personagens. Melhor ainda, é um filme sobre pessoas e tudo isto poderia ter sido um filme normal em “imagem real” pois na verdade não contém própriamente nada que o obrigasse a ser produzido em anime. No entanto é um desenho animado e enquanto obra do género assemelha-se bastante a “Only Yesterday” um dos filmes do estúdio Ghibli mais obscuros pois são ambos duas histórias essencialmente femininas á primeira vista mas que têm muito mais para dizer do que seria de esperar num produto de animação.

E como se não bastasse [“The Girl who Leapt Through Time“] é quase um filme oriental de animação sobre string theory ou física quântica pois todo o argumento gira á volta da capacidade que a heroína da história tem de conseguir saltar pelo tempo á sua bela vontade e com isso criar muitas realidades alternativas causando o mais variado caos por entre as situações que vive e tenta corrigir.

Essencialmente o filme conta a história de Makoto, uma adolescente japonesa que uma manhã acorda num daqueles dias “não”. Discute com a irmã, fica sem pequeno-almoço, chega atrasada ao liceu, apanha com um teste surpresa na aula de matemática, provoca um incêndio numa aula de culinária, leva com um colega em cima ao passear no recreio, fica sem travões na sua bicicleta ao descer uma rua inclinada e basicamente para terminar o dia em beleza morre trucidada por um comboio quando não consegue parar na passagem de nível por causa da avaria na bicicleta.
Ou talvez não.
É que no preciso momento em que é atropelada pelo comboio, Makoto salta no tempo vendo-se subitamente transportada para alguns segundos antes e percebe que por qualquer motivo a sua morte óbviamente não aconteceu pois afinal a sua bicicleta tinha chocado dessa vez com uma pessoa que ia a passar evitando assim que Makoto sequer se tivesse aproximado da passagem de nível.

Ou talvez não…
Fiquem apenas a saber que Makoto depois do seu acidente, logo descobre que consegue saltar pelo tempo e não passa muito também sem que ela decida começar a usar o seu novo dom para ir alterando umas pequenas coisas aqui e ali no seu quotidiano de modo a equilibrar melhor a sua vida e a dos seus amigos.
No entanto como nem tudo é o que parece, em breve Makoto aprende que não existem pequenas mudanças na vida das pessoas e que qualquer alteração no seu destino pode significar muito mais do que apenas conseguir ter boas notas num teste que subitamente deixou de ser surpresa.
E mais não conto sobre esta parte porque senão o filme perdia a piada.

Embora [“The Girl who Leapt Through Time“] possa nesta altura parecer um anime de ficção-ciêntífica, a verdade é que vai muito mais além da premissa da história e na verdade o conceito é mais usado para depois justificar o desenvolvimento de personagens do que própriamente para agradar a quem esta altura já esperaria uma qualquer maravilha em anime sobre fisíca quântica. Não se esqueçam que afinal, este é um filme sobre personagens, sobre emoções, sobre as escolhas que pode haver na nossa vida e sobre qual o papel principalmente daqueles detalhes que nem julgamos relevantes e que se calhar no fundo são os que mais contam ao mesmo tempo que o filme tenta também demonstrar que se calhar muitas situações que á partida parecem más na altura poderão ser afinal o início de algo muito bom.

Como podem ver este não é um filme tão simples quanto aparenta ser.
Na verdade nem será propriamente um anime comercial, daí talvez a explicação para o grande fracasso de público que foi no oriente a quando do seu lançamento nas salas de cinema, pois muito pouca gente estaria á espera de com este tema de viagens no tempo levar com um anime intimista que mais parece um filme de autor do que própriamente algo talhado para um grande êxito comercial imediato.

Fracassou comercialmente mas não a nível de prémios.
[“The Girl who Leapt Through Time“] tem ganho reconhecimento por todo o sítio onde passa e com isso tem vindo também a ganhar um estatuto de filme de culto que só lhe fica bem. É que este pode ser um daqueles filmes de que não se gosta muito da primeira vez que o vemos (aconteceu-me também a mim), mas também é depois outro daqueles que por qualquer motivo não nos sai da cabeça até que voltamos a ele e já sem ideias pré-concebidas conseguimos apreciá-lo devidamente pelo que ele é e não há dúvida que este é um filme especial.
Os personagens são interessantes com destaque para Makoto que é realmente a alma do filme e um sucesso absoluto no que toca á caracterização humana de um personagem anime, a animação embora não deslumbre também não precisa de o fazer e os cenários são excelentes e conseguem transmitir uma atmosfera muito especial a um filme que na verdade não precisa mais do que já tem.

Além disso, consegue também ser uma excelente história sobre amizade com uma pitada de romance que vai agradar certamente até a quem normalmente nem liga muito a desenho animado mas no entanto gosta de cinema romântico oriental. Até neste ponto [“The Girl who Leapt Through Time“] recomenda-se vivamente pois contém no seu centro uma boa história de amor adolescente daquelas que envergonham qualquer filme teen americano e onde temos excelentes personagens que apesar de não passarem de desenhos nos fazem esquecer por completo que nem são de carne e osso pois no fim de tudo conseguem não só colocar o espectador a pensar com principalmente fazê-lo sentir uma empatia muito bem trabalhada e só esta humanização essencialmente adulta é um bom motivo para espreitarem este filme porque se conseguirem ultrapassar o seu ritmo lento vão certamente dar o vosso tempo por bem empregue.

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CLASSIFICAÇÃO:

Um filme que vai ganhando pontos de cada vez que o revemos. Comecei por lhe atribuir pouco mais de trés tigelas de noodles mas de momento já vou em quatro. Por agora fico-me por esta pontuação mas tenho a certeza que ainda a irei rever no futuro pois este é outro daqueles filmes que tem qualquer coisa especial que nunca sabemos bem o que é e que não nos deixa esquecê-lo.
Quatro tigelas de noodles portanto. Por agora…

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A favor: a humanização dos personagens, a personagem principal é excelente, a vertente de física quântica do filme pois as viagens no tempo são muito bem usadas para tornar reais os personagens, o sentido de humor latente mas nunca demasiado exibido, os cenários do filme, a banda-sonora muito ambiental mas discreta, as emoções que consegue transmitir já na parte final, a realização com o seu ritmo lento mas seguro e cheio de atmosfera, é cinema adulto e dá-nos um par de bons motivos para pensar.
Contra: o filme não deslumbra a uma primeira visão e pode até ser algo estranho e mesmo desinteressante pelo seu ritmo lento, por qualquer motivo não gosto muito do estilo gráfico dos personagens mas isto se calhar sou eu que estou para aqui a inventar, pode ser cinema anime mas não é para todos os públicos pois aproxima-se muito mais do cinema de autor do que do típico anime comercial.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
http://br.youtube.com/watch?v=Xk9SAmD00Iw&feature=related

Comprar
A Amazon Uk, tem disponíveis duas edições excelentes e baratinhas e tudo.

The Girl Who Leapt Through Time – Edição Simples

The Girl Who Leapt Through Time – Edição Especial

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0808506/

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Apesar de ter mais Anime neste blog, não existe nada semelhante a este filme que possa de momento recomendar.

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Majo no takkyubini (Kiki´s Delivery Service) Hayao Miyazaki (1989) Japão


Actualmente começar uma review de [“Kiki´s Delivery Service“], sem mencionar as semelhanças com Harry Potter seria disfarçar o óbvio e portanto começemos logo por aí.
[“Kiki´s Delivery Service“], pode ter muitos pontos de contacto com o moderno feiticeiro dos livros, mas foi uma produção de Hayao Miyazaki muito antes do feiticeiro inglés começar a voar e já existia em forma de livro pelo menos dez anos antes de JK Rowling sequer ter pensado em escrever o primeiro volume da sua série. Quem sabe até se [“Kiki´s Delivery Service“],  não chegou a ser uma das inspirações para esta criar Potter ?…

Aqueles que tal como eu nunca tiveram grande fascínio por Harry Potter (e muito menos paciência para o seu culto), nesta altura já devem estar com vontade de passar á frente, mas esperem um bocadinho.
Apesar de [“Kiki´s Delivery Service“], ser um filme que irá agradar muito áqueles que procuram encontrar alguma da magia de Potter num desenho animado, esta é no entanto uma criação bem mais original do que “o seu sucessor” pois a sua origem está mais próxima de uma matriz inspirada no conto tradicional do que a vasta colecção de referências pop new-age anglo-saxónicas em que Potter está fundamentado.

[“Kiki´s Delivery Service“], foi a criação de uma escritora infantil japonesa chamada Kadono Eiko e foi esta a responsável pela primeira popularização no livro com o mesmo nome do conceito de jovens feiticeiros que percorrem os céus montados nas suas vassouras, escolas de magia e tradição mágica adolescente.
E apesar de já ser reconhecida antes no seu país, o facto desta obra ter sido depois adaptada ao cinema por Miyazaki (não sem algumas queixas da autora), fez com que o conceito atravessasse as fronteiras da Ásia, e o filme acabou por ser popular no ocidente. Inclusivamente foi uma das primeiras longas metragens de Miyazaki a serem dobradas em “americano” há mais ou menos 20 anos atrás.

[“Kiki´s Delivery Service“], é acima de tudo um grande trabalho de imaginação e simplicidade, pois Miyazaki partiu mais uma vez de uma história que nem sequer tem grande complexidade, momentos dramáticos, vilões ou grandes coisas a acontecer durante o filme todo e criou uma obra prima da animação cheia não só de ambiente como principalmente de magia.
Tudo sem precisar de recorrer a combates entre bons e maus, raios mágicos a sairem de varinhas ou filosofia new-age pré-fabricada.
No mundo de Kiki tudo é intensamente real, e até o próprio “universo paralelo” com uma Europa ficticia onde a história se passa nos parece tão legítimo como qualquer período histórico conhecido. Tudo isto graças á enorme quantidade de detalhes que esta animação contém e que o espectador só conseguirá captar plenamente numa segunda ou terceita visão.

Ao fazer 13 anos Kiki, atingiu a idade em que a tradição manda que as buxinhas saiam de casa e começem a sua vida sózinhas practicando o bem e servindo a população, por isso uma noite Kiki agarra na vassoura da sua mãe e parte para o mundo atravessando o céu estrelado, tendo apenas por companhia o seu gato falante.
Em pouco tempo encontra uma bonita cidade junto ao mar e começa a explora-la discretamente sempre atenta para tentar perceber se os seus habitantes precisarão dos serviços de uma bruxa. Após algumas peripécias faz amizade com os donos de uma padaria e passa a viver nessa loja o que lhe dá a ideia de usar a sua magia para criar um serviço de entregas rápidas.

E pronto, acabou a história. Óbviamente que há mais para contar, mas não precisam de saber mais nada para apreciarem [“Kiki´s Delivery Service“],  até porque o resto do filme mantém a mesma simplicidade e toda a acção tem por base coisas tão simples que contadas nem pareceriam interessantes. Por isso aconselho-vos a ver imediatamente este filme pois toda a sua magia está precisamente na descoberta dos detalhes que nos envolvem até ao seu final com muita aventura e fantásticas cenas animadas com vôos em vasouras.
E tudo sem perseguições, vilões, tiros, feiticeiros maus, magias negras ou qualquer outra coisa que não seja de uma simplicidade inesperada.

Mas não pensem que por causa desta simplicidade [“Kiki´s Delivery Service“], contenha poucos momentos mágicos. Se procuram uma atmosfera de magia única e acima de tudo uma história completamente -boa onda-, muito positiva e totalmente anti-depressiva têm aqui um filme a ver obrigatóriamente.
Recomendado a toda a gente que gosta de histórias com muita Magia, imaginação e algum romântismo clássico com visuais absoltuamente perfeitos e sequências de acção em vassouras voadoras.
[“Kiki´s Delivery Service“], é por tudo isto cinema obrigatório até mesmo para quem ainda pensa que não gosta de Anime ou do estilo Manga.
E não pensem que lá por ser desenho animado o filme será menos Cinema. Isto não é a vulgar série de televisão Anime que estão habituados a desprezar habitualmente.
[“Kiki´s Delivery Service“], fica bem em qualquer dvdteca de quem gosta de bom cinema.

Como habitualmente na obra do realizador, também [“Kiki´s Delivery Service“],   é um filme que pode ser apreciado tanto pelos mais novos como pelos mais velhos sem deixar de agradar a nenhuma das faixas etárias precisamente por causa do seu argumento inteligente que nem trata os putos como estúpidos e muito menos os adultos como crianças imbecis, criando um filme mágico extramente bem equilibrado e que agradará certamente a quem não tem medo de sentir-se de novo criança por um par de horas, sendo definitivamente uma das melhores obras de Miyazaki sem qualquer sombra de dúvida e muito superior ao que ele tem lançado actualmente.

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CLASSIFICAÇÃO:

Outro dos melhores filmes de fantasia Anime que poderão encontrar e um dos melhores trabalhos deste realizador.
A prova de que o facto de ser Anime não implica de modo nenhum que seja um objecto menor de Cinema só porque é um desenho animado.
Na minha opinião é mais uma obra prima da animação.
Cinco tigelas de noodles e um Golden Award como selo de qualidade excepcional sem qualquer sombra de dúvida.
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A favor: Tudo. Personagens, história, conceito, paisagens, detalhes dos desenhos, a banda sonora original, ambiente mágico e poético, o gato da Kiki.
Contra: a versão dobrada em “americano” pela Disney com uma atmosfera toda pop ao pior estilo “High-School Musical” e uma sonoridade Britney Spears. Subitamente o desenho animado parece um produto americano do mais televisivo e banal.
Vejam primeiro a versão japonesa porque auditivamente a atmosfera é logo outra e muito mais genuína.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer Original
http://www.youtube.com/watch?v=qktI3VQdryM
http://www.youtube.com/watch?v=05lrfA-GJnQ&feature=related

Trailer Americano (versão onde até parece que o filme é da Disney)
http://www.youtube.com/watch?v=_dkLobz4bpw

Comprar:
Opções de compra para [“Kiki´s Delivery Service“],  é coisa que não falta, pois basicamente existem edições deste filme em todo o lado, excepto Portugal, claro.
Existem actualmente duas boas opções de compra.
Podem adquirir a edição legal e oficalizada por exemplo aqui na amazon inglesa a um preço excelente.

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Guitarra
http://www.youtube.com/watch?v=eHIzvKjTlOE
http://www.youtube.com/watch?v=FamSGT4coMo&feature=related
Piano
http://www.youtube.com/watch?v=77yxsLgMtmg&feature=related

IMDB
http://www.imdb.com/find?s=all&q=kiki+delivery+service&x=10&y=5

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