Yeonae soseol (Lover´s Concerto) Han Lee (2002) Coreia do Sul


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Jack trabalha no McDonalds onde passa o dia a atender clientes ao som da última musica pop da Hanah Montana e vive uma vida saída de um teledisco onde tudo é jovem, muito cool e cheio de “rebeldia”. Claro que Jack também adora desporto e não perde um jogo de futebol americano na televisão.
Um dia Jack conhece Mindy e Cindy que por acaso entram no McDonalds para comprar Coca-Cola e imediatamente se apaixona por Cindy a mais tímida das duas raparigas. Tímida mas nem por isso menos na moda pois Cindy tal como Mindy envergam o último grito fashion teen. Mas enquanto Mindy apresenta-se com um estilo punk inspirado na melhor moda tipo geração rebelde, Cindy é o espelho da jovenzinha intelectual mas nem por isso menos sexy.
Num acto tresloucado de rebeldia juvenil Jack manda o patrão para o caraças ao mesmo tempo que debita uma daquelas frases emblemáticas para a câmara e cheio de estilo enceta uma perseguição pela cidade ao som de outra música pop enquanto segue as duas jovens que entretanto sairam do McDonalds mas entraram no Burger Ranch.
Quando as encontra de novo Jack em grandes planos de câmara lenta dá-se a conhecer de corpo inteiro de modo a que o espectador possa perceber bem que marca é que ele veste. Claro que o look boys-band do rapaz é suficiente para que Cindy imediatamente se apaixone por ele.
Então os trés começam a sair juntos, (ao som de mais música pop claro) e o inevitável acontece, claro que Mindy também se apaixona por Jack e surge o óbvio triangulo amoroso. Um dia Cindy apanha Jack a beijar Mindy e acaba tudo com ele.
Claro que Mindy estava só a curtir com Jack para fazer ciumes á amiga e este apercebendo-se disso resolve tentar fazer as pazes com Cindy que entretanto tinha ido parar ao Hospital porque estava muito deprimida por ter acabado o namoro.
Jack então faz-lhe uma serenata e diz muitas vezes “i love you”, esta cura-se de todas as maleitas e eles vivem felizes para sempre. The End.
Ao som de outra musica pop claro.

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A esta altura vocês já devem estar a pensar que eu me passei de vez.
Que isto de estar meses sem escrever no blog e a fazer banda desenhada me deu cabo da mona por completo.
Ainda não flipei.
Vou falar-vos de [“Lover´s Concerto“] e o que escrevi atrás tem uma razão de ser.
Se alguma vez houve uma obra oriental que espelha bem a extraordinária diferença entre um filme romântico com adolescentes made-in-Hollywood e um filme romântico com adolescentes feito na Coreia do Sul, então [“Lover´s Concerto“] é esse filme.

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Imaginem prácticamente a mesma história que lhes contei acima com os habituais tiques Hollywoodescos mas retirem-lhe todos os clichés que estão habituados a encontrar no cinema pseudo-romântico para adolescentes americanos e encontrarão uma história com uma identidade absolutamente real em que nos esquecemos por completo que estamos a ver actores a representar um papel.
Mesmo sendo um filme asiático que nem sequer tenta particularmente fugir aos habituais clichés dentro do próprio cinema comercial romântico Sul Coreano [“Lover´s Concerto“] é um produto com alma e desta vez nem sequer é por causa da história pois pessoalmente nem a achei particularmente interessante.

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Tem no entanto uma coisa extraordinária e que justifica plenamente a sua visão por quem gosta de cinema romântico sul coreano. O trio de protagonistas tem um carísma absolutamente perfeito e desde o primeiro minuto em que se encontram nos parecem pessoas reais e não os habituais adolescentes formatados para encaixarem em todas as étnias de modo a não insultarem nenhuma raça ao exclui-la da história.
Em [“Lover´s Concerto“] nenhum dos adolescentes nos parece um personagem de cartão.
Não falam de maneira cool a todo o instante, não se vestem para nos vender a roupa da moda e muito menos ouvem qualquer música pop para nos vender discos e nenhum deles tem um amigo (como personagem secundário) de uma étnia que esteja na moda não descriminar.

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Além disto, [“Lover´s Concerto“] difere também no próprio estilo de filme romãntico, pois na verdade por muito cliché que seja, acaba por contornar todos os lugares comuns ao apresentar o romance mais como consequência de uma grande amizade do que própriamente como sendo a habitual paixoneta teen ou o amor impossível menino-pobre-menina-rica que vemos nos produtos ocidentais.
Se alguma vez procurarem um filme romântico em que o verdadeiro amor representado no filme está na amizade das trés personagens que compõem um triangulo amoroso, não procurem mais longe.

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É uma história de amor oriental em que na realidade, o amor é quase secundário face á força da amizade que une os personagens e está aqui a força deste argumento.
Um argumento que nem sequer tem muito para contar, mas consegue fazer-nos pensar no que será verdadeiramente amar alguém sem precisar de nos espetar constantemente com esse tema de forma óbvia em diálogos de telenovela.
Os Sul Coreanos são mestres em fazer histórias de amor em que raramente se ouve alguém dizer “amo-te” e esta não é excepção.

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Ao contrário dos argumentistas Americanos, os Sul Coreanos parecem há muito ter descoberto que o espectador consegue mais sentir uma emoção contida num personagem do que sentimos alguma coisa ao assistir a intermináveis linhas de diálogo em modo histérico adolescente estilo telenovela que faz com que todos os supostos filmes românticos teen saídos de Hollywood sejam habitualmente intragáveis para o público mais velho.

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Quanto a mim uma das grandes virtudes do cinema Sul Coreano é a de conseguir produzir filmes românticos com adolescentes, para adolescentes, mas que contêm sempre muitas camadas (ás vezes até bem filosóficas) para além daquilo que seria de esperar e neste caso [“Lover´s Concerto“] não é excepção.
Não é de forma alguma a melhor história de amor oriental que poderão encontrar, mas poderá ser talvez a melhor e mais humana história de amizade/amor(?) entre adolescentes no mercado dvd dentro do estilo asiático.

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Também não será um grande filme Sul Coreano pois não tem nada na verdade que o distinga na sua realização de outros tantos produtos do género quase a roçar o estilo televisivo.
Se calhar por apresenta-nos um universo tão real que quase nos faz esquecer que tem um design de produção e muito trabalho de fotografia por detrás. Isso acaba por ser um trunfo mas também ao mesmo tempo será aquilo que o faz parecer um produto normal. No entanto é um daqueles filmes em que o realizador não teve problemas em desaparecer para dar lugar aos personagens da história.
Tirando os trés extraordinários protagonistas com os seus personagens humanamente perfeitos [“Lover´s Concerto“] não parece ter muito mais para nos deslumbrar. No entanto, acreditem, chega perfeitamente e é essa a sua mais valia.

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Tem inevitávelmente um twist na sua história, mas tenho que confessar que não me surpreendeu particularmente da primeira vez que o vi. Não porque o tivesse adivinhado, mas porque na verdade acho que nem reparei nele pois a segunda metade do filme torna-se algo fragmentada e se não estivermos com atenção podemos perder muito daquilo que seria o impacto final da história.
Um conselho…estejam muito atentos aos nomes dos personagens e decorem bem cada um. Isso ajudar-vos-á a seguir como deve ser o segmento final.

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[“Lover´s Concerto“] é um daqueles filmes orientais que recomendo pela sua humanidade a toda a gente que chega a este blog á procura de críticas sobre filmes românticos deste estilo, pois acreditem-me que vão gostar muito daqueles personagens. É uma história humanamente muito bem escrita e onde até nos consegue fazer sentir uma grande empatia pelo personagem mais terciário que se envolve lateralmente á história principal. E não posso dizer mais nada para não estragar o filme. Não é nenhuma surpresa mas é mais um daqueles pequenos momentos que enriquecem humanamente o argumento.

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Deixo-vos apenas com uma pequena nota triste. Uma das actrizes do filme, que vêem na foto acima suicidou-se há um par de anos surpreendendo toda a gente e deixando a Coreia do Sul em estado de choque. Segundo consta devido a uma depressão de amor, o que não deixa de ser curioso.

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CLASSIFICAÇÃO:

Um filme indispensável em qualquer dvdteca de cinema romântico Sul Coreano ou de cinema oriental em geral apesar de não ser uma obra extraordinária dentro de uma conotação mais cinéfila-intelectual-de-café.
É um filme asiático  simples, cheio de lugares comuns, mas que conta com trés dos melhores personagens adolescentes que poderão encontrar no cinema romântico oriental e é uma história de amizade perfeita que se calhar ainda fará pensar um espectador ou dois.
Ao contrário do que acontece nos filmes pseudo-românticos com adolescentes made-in-Hollywood [“Lover´s Concerto“] tem muita alma e irá agradar até ao público mais velhinho.

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A favor: o humanismo da história, a sua simplicidade é viciante, os personagens são totalmente carismáticos e parecem pessoas verdadeiras, o trabalho dos actores é extraordinário na sua simplicidade e esquecemo-nos por completo que estão a representar, a pequena história de amor paralela com uma das irmãs de um dos personagens principais resulta plenamente apesar da sua brevidade e extrema simplicidade, tem um twist fixe no final embora não seja nada do outro mundo, faz-nos pensar no conceito amizade/amor sem sequer meter “i love you” a todo o instante.
Contra: visualmente não tem nada de extraordinário ou sequer de muito cinemático, a segunda metade da história parece correr demasiado depressa e as motivações dos próprios personagens não nos parecem tão reais quanto na primeira metade, o final tem um tom estranho que faz com este pareça pertencer a um filme completamente diferente e com isso quebra bastante do impacto emocional que [“Lover´s Concerto“] merecia ter tido.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER
http://www.youtube.com/watch?v=obdytjJPdDg

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COMPRAR
Eu comprei esta. Não é propriamente uma edição espantosa a nivel de imagem mas tem um Dts excelente e um making off porreiro.
No entanto podem comprar a edição americana R1 se preferirem pois é exactamente a mesma com uma capa mais ocidental e um preço porreiro também quando convertido para Euros por exemplo.

IMDB
Não recomendo que espreitem o imdb antes de verem o filme, pois algumas reviews podem estragar-lhes todas as surpresas da história.

http://www.imdb.com/title/tt0328675/

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Outros títulos românticos recomendados:

Be With You My Sassy Girl Love Phobia

Il Mare The Classic Fly me to Polaris

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Boku no kanojo wa saibôgu (Cyborg She/Cyborg Girl) Jae-young Kwak (2008) Coreia do Sul/Japão


Estamos a 11 de Janeiro de 2009 e podem começar a contar os meses até que os americanos comprem também os direitos deste filme para fazer o inevitável remake made-in-Hollywood.
Podem escrever o que digo. Vai acontecer.
E já agora, fica aqui o seguinte aviso…afastem-se de todas as reviews deste filme, não tentem informar-se sobre ele no IMDB e nem queiram ler mais nada a não ser este meu texto antes de verem a obra.
Eu não lhes irei revelar nada que estrague o prazer da descoberta deste argumento.

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[“Cyborg She“] é um daqueles filmes que dependem por completo do (quase) total desconhecimento do espectador sobre aquilo que irá ver, por isso meus amigos não o estraguem procurando saber mais sobre ele.
Posto isto…
Para quem pensa que já viu tudo no que toca a filmes românticos e para quem acha que consegue sempre adivinhar os finais das histórias… meus amigos, toda a gente a ir buscar este filme aqui, já !
Embora eu recomende a compra imediata disto se vocês adoram filmes românticos orientais e histórias de viagens no tempo. Especialmente agora que o DVD está mesmo baratinho na Amazon Uk e tudo. Baratinho mesmo !
Este filme tem um som tão bom que vai ser uma pena se o virem pela primeira vez apenas numa cópia pirata…

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Se gostarem podem ter a certeza que também o irão querer comprar pois este é mais outro daqueles filmes completamente indispensáveis em qualquer colecção dvd de cinema romântico oriental mas não só.
Totalmente imperdível para quem gosta de ficção científica inteligente mesmo quando ela vem disfarçada de comédia romântica para adolescentes. Para mim [“Cyborg She“] é o equivalente oriental ao clássico Back to the Future de Robert Zemekis por isso se gostaram de um vão adorar o outro. É melhor encomendarem já o DVD porque vão querer ter este filme. 😉

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Para não variar, é outro título do mesmo realizador de “My Sassy Girl“,  ”The Classic“, ou “Windstruck” e eu sei que já sou supeito em dizer isto, mas sinceramente não consigo evitar. Para mim actualmente não há ninguém que consiga escrever histórias românticas com mais imaginação e criatividade do que Jae-young Kwak .
Quando eu já pensava que ele não poderia inovar mais o género, aparece-me pela frente este [“Cyborg She“] e mais uma vez não sei bem em que categoria colocar um filme deste realizador.
É uma obra extremamente comercial, um verdadeiro blockbuster intensamente romântico e totalmente adolescente, mas também é uma comédia alucinada e se calhar um filme de super-herois até certo ponto.

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Porém o termo “comédia-romântica” é por demais redutor pois o filme é muito mais do que isso apesar de ser um produto bem comercial. Se isto fosse um filme americano seria mais uma daqueles filmes para adolescentes sem cérebro com pouco mais que efeitos para meter pinta e sem qualquer carga de emoção. Mas não é um filme americano. Ainda.
O que complica ainda mais as coisas, pois como habitualmente nada do que Jae-young Kwak escreve se proporciona a qualquer rótulo. Especialmente áqueles rótulos que estamos habituados a serem colocados nos filmes americanos.
Ainda por cima [“Cyborg She“] na minha opinião é também um daqueles filmes de ficção-científica como há bastante tempo não se via pela frente.
Quem gostar de histórias sobre viagens no tempo, tem aqui não só possivelmente a mais romântica de sempre como ainda por cima leva com um daqueles finais inesperados que o fará  querer rever o filme só para tentar perceber o que lhe passou ao lado, (mesmo com a detalhada explicação final).

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A ser parecido com alguma coisa [“Cyborg She“] será assim uma espécie de “My Sassy Girl”  em versão ficção-científica em que se cruzam elementos de outros filmes que não posso agora aqui revelar pois seria estragar-lhes o prazer da descoberta desta mágnifica história de amor que se calhar dentro de uma certa falta de originalidade tendo em conta as suas referências é definitivamente um dos filmes românticos mais originais que poderão ver este ano.
E se não gostam de ficção científica, não se preocupem porque se fazem parte daqueles que chegam a este blog procurando por cinema romântico oriental não se podem enganar com este filme novinho em folha.

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Mais uma vez este realizador consegue criar uma personagem feminina cativante e novamente conta conta com uma actriz que soube muito bem dar conta do recado.
A miúda que faz de Cyborg tem um desempenho absolutamente perfeito e não passa muito tempo sem que nos esqueçamos por completo que a actriz é de carne e osso.
A sua interpretação cativa-nos por completo e também é um dos pontos fortes do filme pois consegue mesmo ilustrar aquele ambiente de amor impossível sobre o qual assenta o argumento até nos trocar as voltas com o seu excelente final.

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Aliás, tal como já tinha sucedido em  “My Sassy Girl” novamente o protagonismo está todo nos dois personagens principais e sente-se de novo aquela magia do “original”, algo que tinha ficado bastante aquém em “Windstruck” que se centrava essencialmente na personagem feminina.
Em [“Cyborg She“] regressa o equílibrio entre os dois protagonistas da história de amor e voltamos a ter outro filme oriental que essencialmente assenta sobre o trabalho de dois excelentes actores que ao longo de duas horas nos fazem mesmo acreditar que aqueles personagens existem, mesmo quando no ecran se passam as loucuras mais inesperadas pois este é mais outro daqueles filmes em que o espectador a partir de certa altura apesar de não adivinhar nada já espera ver tudo.
E vê, especialmente aquilo que não espera.

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Como bom blockbuster de ficção-científica também [“Cyborg She“] precisa de assentar em efeitos especiais sólidos. Podem não parecer nada de especial ao início, mas esperem só pelo final meus amigos…esperem só pelo final…
Este é outro daqueles filmes perfeitos para vocês mostrarem áquele vosso amigo que ainda acha que só em Hollywood se fazem filmes com efeitos especiais a sério.
Eu adorava poder dar aqui um par de exemplos, mas estaria a estragar-lhes logo um dos melhores momentos do filme por isso vou ficar calado.

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No entanto é curioso, que apesar deste meu entusiasmo a verdade é  que cheguei a pensar que seria a obra mais fraca do realizador até ao momento porque há uma coisa de diferente neste [“Cyborg She“] em relação aos outros trabalhos de Jae-young Kwak.
Apesar de desde o início o filme ser muito divertido, a verdade é que o estilo de humor quase Anime em imagem real me distanciou do coração emocional do filme durante muito tempo após este ter começado.
Ao contrário dos outros filmes do realizador só a meio da história os personagens me agarraram verdadeiramente e pelo menos no que me toca, isto foi algo que ainda não tinha encontrado numa obra dele.
Mas não deixem que a minha opinião lhes condicione a maneira como possam olhar para  [“Cyborg She“].
Na verdade se há uma coisa de que o filme não tem falta é de momentos poéticos que contrastam em absoluto com as alturas de comédia caótica e equilibram muito bem todo o conjunto.

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A cena da viagem ao passado a meio do filme deve ser uma das sequências mais bonitas e nostálgicas alguma vez filmadas dentro do género sci-fi.
M
esmo tendo por pano de fundo um ambiente totalmente japonês irá certamente fazer com que muita gente se identifique com as emoções da sequência que é simplesmente perfeita e executada de forma muito original guiando o espectador por um passeio ao passado absolutamente poético e que é um dos pontos altos do filme.
E já agora fica aqui um destaque especial para a fotografia, que tem nesta sequência de viagem no tempo alguns dos melhores momentos visuais de todo o conjunto pela maneira como as paisagens rurais são fotografadas e todas as emoções dessas cenas são transmitidas quase sem palavras.

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[“Cyborg She“] é um filme diferente de Jae-young Kwak por outra razão. É a primeira vez que o realizador Sul-Coreano filma no japão, em japonês e com um casting local. Isto tem uma razão que é absolutamente indispensável para a história do filme mas claro que também não lhes vou dizer qual é.
Sendo assim e porque não quero correr o risco de revelar aqui algo que não devo…

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CLASSIFICAÇÃO:

Outro dos melhores filmes românticos (para todas as idades) que poderão encontrar no mercado e que irá agradar a muita gente. Se não gostam do estilo do realizador poderá não ser para vocês, mas se gostaram de “My Sassy Girl” ou “Windstruck” nem hesitem.
Não procurem saber mais nada sobre [“Cyborg She”] antes de verem o filme.
E de preferência nem queiram ver o trailer. Vão por mim.
É um excelente filme de ficção científica, um blockbuster com um par de sequências impressionantes e uma comédia romântica divertida cheia de poesia e muita alma.
Completamente obrigatório em qualquer colecção de cinema romântico em dvd sem esquecer os igualmente fabulosos “My Sassy Girl” , ”The Classic“,  “Windstruck” e até mesmo “Be With You“ que de certa forma está dentro do género.
Este é outro daqueles filmes que na minha opinião rebenta a escala por ser um excelente exemplo de que um filme ultra comercial não precisa de ser um produto para adolescentes imbecis.
É um excelente exemplo de um filme cheio de efeitos especiais mas com muita alma e poesia.
Ainda não foi desta que este realizador fez um filme mau ou sequer mediano.
Cinco tigelas de noodles e um Golden Award por tudo e mais alguma coisa.

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A favor: o final do filme irá surpreender-vos, a poética sequência de viagem ao passado a meio do filme, a atmosfera romântica que resulta mesmo no meio de um argumento ultra-comercial, os actores principais são fabulosos com destaque para a interpretação da miúda cyborg, os efeitos especiais das sequências estilo blockbuster são mágnificos, é uma das melhores histórias de viagens no tempo contemporâneas, excelente equilibrio entre vários géneros de cinema comercial, excelente história de amor-impossível ao melhor estilo clássico mas com um twist genial.
Contra: não agradará a quem não gosta do estilo de filmes deste realizador pois é mais do “mesmo”, os inevitáveis pequenos paradoxos que se encontram sempre nestas histórias de viagens no tempo se pensarmos muito no assunto (por isso não pensem), o seu sentido de humor algo caótico ao melhor estilo Anime pode desviar por momentos o espectador do coração emocional do filme, a história é uma mistura de elementos que já vimos antes em outras histórias e por isso nunca se consegue assumir por completo como um produto verdadeiramente original…quer dizer…até ao desenlace final claro.

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NOTAS ADICIONAIS:

Trailer:
Fica aqui o trailer, mas recomendo mesmo que não o vejam antes de verem o filme.
Estão por vossa conta.

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Comprar
Neste momento (Verão de 2010) está á venda mesmo muito baratinho na Amazon Uk. Não percam.

IMDB
Nem pensem nisso antes de verem o filme.

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Filmes semelhantes de que certamente irão gostar:

My Sassy Girl cyborg_she_windstruckcapinha1 The Classic

Fly me to Polaris Be With You Il Mare

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Yeopgijeogin Geunyeo ( My Sassy Girl ) Kwak Jae-yong ( 2001 ) Coreia do Sul


Agora que inevitávelmente a cópia americana, vai chegar ás nossas salas de cinema não tarda nada , é urgente que se recomende vivamente o original antes que o remake estrague os twists desta história a quem ainda não a viu como ela foi inicialmente pensada. Isto partindo do princípio que os americanos não mudaram também a segunda metade do filme por ser demasiado poética e filosófica para as audiências ocidentais.

O [“My Sassy Girl“] original na minha opinião é definitivamente a melhor comédia romântica de sempre e um marco completamente á parte dentro dos filmes com adolescentes.
Não só é uma comédia com um conceito original e hilariante, como consegue na segunda metade ser um drama romântico com alma, poesia e muita imaginação na maneira como está construído e como nos faz gostar dos personagens.
O original [“My Sassy Girl“], tem possivelmente dois dos melhores protagonistas de filmes com adolescentes. Os personagens têm personalidade e não são a banal casca vazia estereotipada que se costuma ver nas chamadas comédias românticas para teenagers americanos. Apesar de toda a loucura que nos é apresentada no ecran, parece que estamos a ver pessoas reais e esquecemos que estamos perante dois (excelentes) actores.
Este facto serve para que a meio do filme, [“My Sassy Girl“], consiga passar da comédia absolutamente anárquica ao drama mais sério numa questão de segundos sem nunca perder a sua identidade ou ficar a meio termo entre dois géneros de cinema.

Este filme tem provavelmente o melhor equilíbrio de argumento dentro deste género que me recordo de ter visto até hoje o que não deixa de ser surpreendente pois a sua versão longa tem 132 minutos, todos eles plenamente suportados pelos dois actores principais de uma forma magistral pois estão constantemente em cena. Muito pouco espaço é dado aos personagens secundários visto tudo se centralizar na relação absolutamente caótica dos dois protagonistas.

Supostamente o argumento é baseado num famoso caso real passado na Coreia no final dos anos 90 e basicamente conta a história dum rapaz que uma noite encontra numa estação uma rapariga completamente embriagada e a salva de cair na linha quando o comboio vai passar.

A partir daí a sua vida fica completamente caótica pois sem saber como, o rapaz torna-se emocionalmente dependente da miúda que salvou por muito que tente disfarçar perante os amigos. Esta domina-lhe o quotidiano das formas mais hilariantes e inesperadas que poderão encontrar numa comédia e os dois entram numa espécie de relação romântica nunca assumida mas sempre com resultados completamente originais e muito divertidos.
A miúda, além de ter uma grande imaginação e obrigar constantemente o rapaz a ter que ouvir as suas más histórias que escreve no seu caderno, ainda por cima tem hilariantes ataques de fúria e não há humilhação que não provoque ao seu novo amigo para divertimento do espectador que nunca faz ideia do que pode acontecer a seguir e esse é um dos grandes trunfos deste [“My Sassy Girl“] que resulta plenamente em vários níveis.
Não só é uma comédia fantástica como ainda por cima consegue ser um drama romântico do melhor que poderão encontrar pela frente.

Por isso sugiro que procurem esta versão original coreana antes que o remake americano apareça em Portugal e apanhem com a inevitável chuva de trailers, making-ofs e material promocional que certamente lhes irá explicar e contar o filme todo de uma ponta a outra estragando tudo o que este tem de bom no seu conceito original.

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CLASSIFICAÇÃO:

Possivelmente a melhor comédia adolescente de sempre e um dos melhores filmes românticos (para todas as idades) que poderão encontrar no mercado.
Completamente obrigatório em qualquer colecção de dvd sem esquecer os igualmente fabulosos “The Classic“, “Be With You“, “In The Mood For Love“, “Fly me to Polaris“, “My Blueberry Nights“, “2046” e “Il Mare“.
Cinco tijelas de noodles e um prémio adicional porque este é outro daqueles filmes que rebenta qualquer escala.

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A favor: tudo ! A inteligência do argumento, as duas personagens principais, casting e interpretações , banda sonora e o excelente equilíbrio entre a comédia alucinada e o mais poético drama romântico.
Contra: absolutamente nada a não ser que não o consigam ver antes de apanharem com o remake americano e este lhes estrague todas as surpresas ou pior, passe a ideia de que o original é tão banal como certamente o remake será, a julgar pelo péssimo exemplo que já tivemos com o remake do “Il Mare”.

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NOTAS ADICIONAIS:

Antes do trailer, sugiro que vejam o videoclip, pois não revela nada das surpresas e captura perfeitamente o ambiente poético do filme original.
http://www.youtube.com/v/uCadYmp_UnQ

Trailer:
http://www.youtube.com/watch?v=mZQCHWOM9bw

Opiniões adicionais:
http://www.asia.cinedie.com/sassy_girl.htm
http://www.kfccinema.com/reviews/comedy/sassy/sassy.html

E como sei que vão querer comprar isto sugiro esta edição se quiserem a versão longa – Director´s cut
http://www.hkflix.com/xq/asp/filmID.1719/qx/details.htm
Ou a versão normal onde também não perdem nada pois os dez minutos a mais do cut longo são apenas algumas cena extendidas de alguns gags.
http://www.play-asia.com/paOS-13-71-7h-49-en-15-my+sassy+girl-70-122k.html
Ambas as versões são excelentes.

IMDB (cuidado com os *spoilers*):
http://www.imdb.com/title/tt0293715/

E já agora, para quem toca guitarra, espreitem também este cover da banda sonora:
http://www.youtube.com/watch?v=pQBW7GO2HSM&feature=related
Poderão encontrar muitos mais no youtube.

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Filmes semelhantes de que certamente irão gostar:

Be With You Il Mare Love Phobia The Classic Fly me to Polaris

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Acabei de ver o trailer do remake americano de [“My Sassy Girl“] e apetece-me comprar uma arma.
Deve a isto que chamam stress-pós-traumático.
Pelo trailer já se percebe que transformaram tudo o que é simbólico e poético no filme original em gags banais para adolescentes e aparentemente parece que estes não vão ter outro propósito no filme a não ser meter umas sequências ao estilo “Jackass” mas com uma gaja boé da maluca de modo a depois no final embrulhar tudo no happy-end do costume para reconfortar americanos e plateias de centro comercial comedoras de milho.
http://www.youtube.com/watch?v=_-P0kJsyCOg&feature=related
Ninguém diz que a coisa não vai até ser um produto divertido. Mas não passará disso, um produto e daqui a dois meses vai estar esquecido nas promoções de dvds dos supermercados de certeza absoluta. O remake parece ser muita coisa mas não é definitivamente [“My Sassy Girl“].
Pelo que se pode ver no trailer da versão americana é mais do que certo que tal como aconteceu na versão  americana do fabuloso “Il Mare” coreano, a alma da história também aqui vai ser substituída pelo estilo videoclip, por muita musica pop de usar e deitar fora, por muito jovem modelo a ditar o que vai ser a moda teen do próximo verão-inverno e muito poucos vestígios da atmosfera da história original.
O que se passa com o actual cinema americano ?! Além de ter que ir buscar as “suas” histórias originais ao oriente, refaz os filmes quase a papel-químico mas depois deixa pelo caminho o verdadeiro espírito e conteúdo original dos mesmos ?!…
É como copiarem um ovo e reproduzirem apenas a casca pois já é suficiente para o vender porque acham que o design faz a obra !