Ji jie hao (Assembly) Xiaogang Feng (2007) China


O chamado Filme de Guerra não será propriamente o meu género favorito. Mas de vez em quando aparece-me pela frente uma daquelas obras que por momentos me fazem realmente duvidar se gostarei tão pouco assim de filmes de guerra ou não.
[“Assembly“] é um desses filmes.

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É um daqueles que está na minha lista de coisas que nunca me apetece muito rever, mas se o coloco no dvd já não consigo parar de olhar para ele até surgirem os créditos finais, por isso se calhar até devo gostar mais de filmes de guerra do que penso.

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Acho que ainda estou traumatizado com a decepção que apanhei no – Saving Private Ryan – que deve ser possivelmente um dos filmes que mais me aborreceram no cinema em muitos anos.
Na altura apesar de ter ficado impressionado com a sua violenta e entusiasmante abertura, detestei em absoluto todo o tom patriótico americano com a sua estrutura absolutamente previsível que acompanhava o resto do filme de Spielberg. Sendo assim mantive-me afastado de cinema do género durante anos e só regressei a ele há muito pouco tempo.

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Um dia apeteceu-me comprar a série – Band of Brothers – e para grande surpresa minha fiquei tão impressionado com aquilo que dei por mim procurando por coisas semelhantes que pudessem entusiasmar-me tanto aquela série televisiva o fez.
Não fazia ideia nenhuma que existia uma produção de guerra made-in-china como esta.
Já tinha visto e adorado – The Warlords – e por causa de ter ficado tão bem impressionado com o filme decidi espreitar se os chineses teriam filmado algo mais contemporaneo que eu desconhecesse.

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Encontrei então este [“Assembly“] num torrent e saquei-o só para espreitar, pois apesar de ter ficado impressionado com o trailer o estigma do Soldado Ryan estava ainda na minha mente e não me apetecia comprar outra coisa semelhante.
No entanto, depois de ver os primeiros vinte minutos da cópia sacada parei o filme e fui comprar o dvd na amazon Uk pois inclusivamente na altura estava a uns meros 3€ já com portes numa daquelas promoções especiais de Natal.

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[“Assembly“] na minha opinião limpa o chão com a sequência inicial do filme de Spielberg e consegue incluir um segmento dramático a condizer na sua metade final sem precisar de recorrer a esvoaçares de bandeira e a sentimentos de soap-opera pré-fabricados e formuláticos para americano bater continência.
No entanto, [“Assembly“] não deixa de ser um filme patriótico. Aliás, nota-se claramente que é um produto que tenta passar uma imagem humanizada do exército comunista chinês e certamente terá tido o apoio do partido na sua produção.
Acontece que consegue realmente passar uma imagem humanizada do soldado comum.
Um dos grandes trunfos deste filme é que consegue contornar o facto de eventualmente poder ter sido um filme de propaganda mas nunca nos atira isso á cara quando nos apresenta os personagens.

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Os soldados de [“Assembly“] apenas por acaso pertencem ao exército vermelho, pois poderiam pertencer a um exército de qualquer país. Toda a sua caracterização assenta sempre nas pessoas que vivem uma guerra e não na política que a envolve ou sequer na pose de herois orgulhosos de servirem a pátria ou qualquer bandeira esvoaçante num estrelado céu azul. A honra militar está sempre presente mas nunca nos é atirada á cara em linhas de diálogo ou sequer importa para a caracterização humanizada dos personagens.

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O último lugar em que o soldado comum de [“Assembly“] quer estar é na guerra em que se vê envolvido, está-se borrifando para a política que serve e apenas gostava de estar longe dali.
Toda a base do drama está na importância das pessoas e não na importância patriótica de uma missão ou sequer de uma ideologia ou maneira de se achar posicionado no mundo.
Os personagens não se acham salvadores de nada, não estão interessados em serem herois e apenas gostariam de sobreviver.

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Essencialmente este filme oriental dá-nos provavelmente uma das imagens mais reais do que será estar no meio de um campo de batalha e por esse prisma consegue efectivamente passar uma boa imagem do que será pertencer ao exército chinês sem precisar de o anunciar como um panfleto patriótico ao estilo do que é costume no cinema americano, o que não deixa de ser estranho pois realmente a parte final deste filme poderia ter descambado numa total apologia óbvia do regime chinês e de como tudo é bom no seu exército.
Portanto, ponto positivo, a maneira como contorna o mais que pode, a evidente “influência” do regime político a que este filme pertence e nos apresenta um filme sobre pessoas.

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[“Assembly“] pode ser um filme sobre pessoas, mas também é um filme sobre muitos bocadinhos de pessoas, pois o que não falta nisto são pessoas aos bocados. Há para todos os gostos, pessoas estripadas, pessoas a arder, pessoas decepadas, pessoas que explodem e cabeças que voam. Tudo isto regado a baldes de sangue e tripas com o aspecto mais real que alguma vez vi num filme sobre guerra.

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Se gostaram dos primeiros vinte minutos do Soldado Ryan pela sua crueza e violência preparem-se para levar com o mesmo elevado ao cubo mas agora durante mais de 70 minutos quase seguidos (com as devidas pausas dramáticas para descansar o espectador claro está).
[“Assembly“] impressiona.
Quem pensa que já viu tudo no que toca a sequências de batalha pode preparar-se para ficar impressionado. Este é um daqueles filmes que é de ver para crer e ainda não sei se os chineses não terão morto metade do elenco para filmar as cenas de guerra que esta obra contém.
Este é mais outros daqueles filmes perfeitos para vocês mostrarem áquele vosso amigo que ainda pensa que só se fazem cenas de acção e efeitos especiais a sério em Hollywood.

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Básicamente conta a história de um único soldado que sobreviveu a uma grande batalha e passou os seguintes anos da sua vida a tentar provar que todos os seus homens foram esquecidos pelo regime chinês. A batalha foi tão violenta que se perderam todas as provas de que um batalhão de homens alguma vez terá participado nela e como tal tudo gira á volta do que se passou para que depois um único homem tenha conseguido contra tudo e contra todos sózinho elevar todos os seus soldados perdidos á categoria de herois nacionais.

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Quem já pensa que revelei demais, se calhar é melhor ver então o filme, pois estranhamente este é mais um daqueles em que o espectador nunca tem bem a certeza de quem vai morrer e muito menos de quem serão “os herois”, porque essencialmente [“Assembly“] apesar de ter características de blockbuster felizmente não tem de forma nenhuma a estrutura que costumamos encontrar no cinema americano do género.

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Por causa disso pode provocar até alguma estranheza no espectador, porque depois de duas primeiras partes absolutamente espectaculares em termos de sequências de batalha, baldes de sangue e efeitos especiais, subitamente o filme entra por uma última parte bastante calma, intimísta e até algo poética.
Sendo assim aproveitem bem os primeiros 80 minutos de porrada absolutamente hipnótica e espectacular, mas preparem-se para uns últimos 40 ou cinquenta de cenas bem mais calmas e essencialmente dramáticas que concluem toda a demanda de um só homem para resgatar a reputação de dezenas de soldados perdidos.

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Já agora, nota alta para os actores e em especial para o protagonísta da história que tem um daqueles desempenhos que ficam na memória até muito mais do que os próprios efeitos especiais absolutamente impressionantes deste filme e portanto até aqui [“Assembly“] consegue muito bem equilibrar a pirotécnia com o humanismo em que assenta uma história que pode até exaltar os valores humanistas de pessoas que nasceram debaixo de um regime comunista mas que numa última análise conta a história de todos os soldados do mundo.

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CLASSIFICAÇÃO:

Possivelmente o filme de guerra com as cenas de batalha mais espectaculares que poderão ver na vossa vida até este momento. Quem acha que o – Saving Private Ryan – teve uns 20 minutos iniciais impressionantes, esperem só até verem os 70 “minutos iniciais” de [“Assembly“].
Nota alta para o som do dvd que quase nos faz baixar a cabeça e desviar-nos das balas a todo o instante.
Um filme visualmente muito complexo em termos técnicos mas que nunca esquece o humanismo dos personagens e consegue manobrar habilmente por entre ideologias políticas apresentando-nos um filme sobre o soldado universal e os efeitos da guerra sem nos atirar directamente com um filme-panfleto a exaltar virtudes do exército chinês. Não deixa de ser um inevitávelmente um filme panfletário que tenta humanizar o exército vermelho mas nunca nos tenta impingir nada e consegue ter um tom universal.
Recomendo completamente.
E se gostarem mesmo de filmes de guerra então podem acrescentar mais meia tigela de noodles á minha classificação e até um Golden Award pois [“Assembly“] é um dos melhores filmes de guerra do mercado, ponto final.
Se estão a pensar comprar um projector, este é um daqueles filmes que justifica tal compra e será o dvd perfeito para o estrearem, pois isto no meu ecranzinho de mais de trés metros é absolutamente brutal (com surround a condizer) !
A minha classificação é mais dirigida a todos aqueles que como eu se calhar ainda pensam que nem gostam muito de filmes de guerra…sendo assim, quatro tigelas e meia de noodles, talvez até algo injustamente.

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A favor: o humanismo dos personagens suplanta sempre o eventual tom panfletário de apoio ao regime chinês, a realização é absolutamente incrivel nas cenas de acção e perfeitamente contida no segmento final mais intimista e dramático, as cenas de batalhas são absolutamente reais e até vão ter que limpar as cinzas de cima de vocês, os personagens e a incerteza sobre o seu destino, casting e interpretações , banda sonora, cenografia a condizer com uma fotografia perfeita, a montagem nas cenas de guerra é perfeita, o sentido de espectáculo que nunca se perde, os fabulosos efeitos especiais, nunca perde a carga dramática e o seu final intimista embora algo desconcertante depois de vermos quase hora e meia de bombas e tiros é no entanto muito bom.
Contra: quem espera um filme de aventuras não o irá encontrar aqui, algumas pessoas poderão achar a parte final algo lenta e deslocada especialmente depois de verem tanto tiro o bombas e socos nas trombas durante mais de 70% do filme, o inevitável estilo panfletário está presente embora plenamente contido.

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NOTAS ADICIONAIS:

TRAILER
http://www.youtube.com/watch?v=8KJKgAefkwA

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COMPRAR
Esta excelente edição Inglesa ainda continua a um preço fantástico na Amazon Uk. Comprem o DVD.

Se preferirem o Blu-Ray…está a um óptimo preço também e quanto a mim é de aproveitar.

E para quem quiser espreitar o filme antes, encontra-o no blog do Asian Space se clicar aqui mas não esperem levar aquele impacto que levariam se vissem isto com um som como deve de ser em dvd ou blu-ray…

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0881200/

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Tau ming chong (The Warlords) Peter Chan . Way Man Yip (2007) China


Estou de regresso embora ainda não a cem por cento. Devido á avaria do meu computador deixei muito trabalho de design para trás e tenho que o terminar antes de me voltar a dedicar sériamente a isto dos blogs.
Mas…
Como comprei umas novidades, não podia deixar desde já de recomendar o filme seguinte.

Na minha opinião este filme contém á partida duas coisas que o tornam imeditamente numa obra a espreitar por quem gosta de grandes épicos de guerra com sabor oriental.
Primeiro, apesar de [“The Warlords“] se situar históricamente mesmo já no final do século XIX, o espectador esquece-se por completo desse facto pois é impressionante como toda a atmosfera nos transporta para um ambiente medieval. O que não deixa de ser estranho pois é bem curioso pensarmos que na mesma altura em que toda esta história se passa na China, já o ocidente estaria a entrar em tudo aquilo que tomamos por referência relativamente ao que conhecemos do mundo moderno.
Encontrarmos então um filme situado a poucos anos do século XX e onde os seus protagonistas passam o tempo todo a lutar em sangrentas batalhas usando lanças e espadas medievais é algo particularmente interessante se pararmos para pensar no assunto, o que ainda torna o filme ainda mais cativante.

A segunda coisa pelo qual recomendo vivamente [“The Warlords“] é precisamente pelas batalhas.
Se tal como eu, vocês já estão fartos de ver guerras animadas em CGIs made-in-hollywood, irão encontrar neste filme chinês o antídoto perfeito, pois tudo aqui está feito á moda antiga e o resultado é uma das mais realísticas e sangrentas batalhas que possam imaginar. Violenta, politicamente incorrecta e completamente crua e espectacular com baldes de sangue quanto baste e um par de decapitações á mistura para animar as coisas.

Ao contrário do que acontece nos blockbusters americanos, desta vez a grande batalha do filme ocorre practicamente logo no início da história mas garanto-vos que não é por isso que irão entusiasmar-se menos com ela.
É que ainda por cima todos os soldados que poderão encontrar na imagem não são bonequinhos feitos em computador mas sim 5000 gajos de verdade, pois se há uma coisa de que a china pelo visto não tem falta é de figurantes para filmes de guerra e a julgar pelo que se pode ver neste [“The Warlords“] cada vez encena melhor grandes batalhas com milhares de pessoas reais para divertimento de todos nós que já estamos fartos de tanto plástico americano.

Mas nem só de grandiosas cenas de batalha vive [“The Warlords“].
Todas essas sequências são memoráveis e do melhor que poderão encontrar actualmente no grande ecran, mas na verdade não seriam nada se os personagens fossem um vazio e felizmente isso não acontece de todo.
Quem procurar apenas um filme de porrada é melhor não esperar muito mais além das primeiras batalhas pois a partir desse momento a história deixa de se centrar na espectacularidade das cenas de guerra e passa a ser acima de tudo sobre os efeitos da mesma nas pessoas que a vivem ao longo de anos a fio.
Na verdade um dos grandes trunfos de [“The Warlords“] é que consegue equilibrar muito bem a espectacularidade de um blockbuster de guerra com o intimismo de um drama pessoal e para isso conta com um argumento que não esquece os personagens mesmo quando se calhar o filme até nem pedia mais do que um par de boas cenas de guerra.

Como habitualmente não revelarei grande coisa da história, mas [“The Warlords“] é essencialmente uma história de amizade entre trés homens que sempre viveram pela violência e sobre as consequências dessa mesma violência nas suas vidas e na história da própria China.
Um dos grandes trunfos desta obra está precisamente na forma como explora a personalidade de cada um dos personagens e com isso nos dá trés perspectivas sobre uma guerra (que poderia ser qualquer uma) e que no fim nos deixa a pensar mais do que esperariamos, pois mais uma vez o oriente conseguiu produzir um filme sem maus nem bons e que acaba por ser sempre muito mais do que apenas um espectacular filme de guerra.
Não há herois neste [“The Warlords“] e quando muito se tiver vilões estes serão representados pelos fabulosos (e simples) personagens dos trés velhos políticos que na realidade se formos a pensar bem, são os verdadeiros “senhores da guerra” que dá titulo ao filme.

E como não podia deixar de ser (afinal isto é um filme oriental) ainda temos direito a uma simples mas boa história de amor que serve de contraponto aos trés personagens masculinos e consegue inserir um ambiente ainda mais humano, pois é um segmento dramático que não se perde porque acima de tudo acaba também por ser utilizado para dar a perspectiva feminina sobre a guerra de uma forma subtil que contribui perfeitamente para o equilibrio do resto do filme. Se calhar até seria desnecessária, mas não é algo metido a martelo e muito menos segue os habituais clichés de triangulo amoroso que encontrariamos de certeza se isto fosse um filme made-in-hollywood.
Mais uma vez, os orientais conseguem criar uma história de amor sem nunca entrarem pelos habituais diálogos estilo telenovela. Aliás, não há qualquer diálogo estilo “i love you” durante as cenas mais emocionais e nem precisa pois está tudo nas imagens e na maneira como o realizador filma essencialmente as emoções. Não será própriamente uma história de amor inesquecível mas enquadra-se perfeitamente dentro do filme e permite a Jet Li um registo dramático a que não estamos muito habituados a vê-lo interpretar.

Ao ver [“The Warlords“] fiquei com a certeza de que existem dois Jet Li. Aquele que estamos habituados a ver fazer papeis de cartão nos filmes americanos e o Jet Li actor que é capaz de apenas com a sua presença encher o ecran e fazer-nos mergulhar num personagem esquecendo por completo o seu intérprete como acontece neste filme.
Aliás, além das mágnificas cenas de guerra, este filme vale essencialmente pelos actores pois até o mais secundário tem o seu momento de destaque e contribui para que o argumento resulte tão bem.
Até mesmo eu, que não sou própriamente um grande interessado em filmes sobre intriga política de bastidores não pude deixar de gostar muito desta história pois acho que na verdade [“The Warlords“] não deve ter um único personagem que não nos agarre e nos faça importar com ele a partir do momento em que entra em cena.
Acima de tudo o filme conta uma boa história e merece ser visto e revisto por muito boas e variadas razões sendo um daqueles filmes que de certeza irá agradar a muita gente apesar da sua violência gráfica e psicológica até.
Já o vi duas vezes e aconteceu-me gostar ainda mais dele ao segundo visionamento, porque se calhar da primeira vez que o vi não estaria á espera da estrutura do filme ser como é e da segunda vez já me consegui abstraír totalmente e simplesmente apreciar o filme pelo que ele realmente é.

Nota positiva também para a banda sonora que é simplesmente mágnifica apesar de conter um momento particularmente curioso pois a determinada altura numa cena de guerra, macacos me mordam se aquilo não é a música do “Piratas das Caraíbas” tocada ligeiramente num compasso ao lado…
Os efeitos especiais são do melhor que poderão encontrar e tão bons que vocês nem se vão lembrar que existem efeitos especiais neste filme, pois tudo tem uma atmosfera clássica fantástica até mesmo na forma como os meios técnicos foram usados para criar as cenas mais espectaculares.

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CLASSIFICAÇÃO:

Um dos melhores filmes de guerra que poderão encontrar no mercado actualmente.
No entanto, apesar das espectaculares cenas de batalha,  [“The Warlords“] não é um filme de acção ou aventura por isso que estiver á espera de algo do género poderá não lhe dar o devido valor.
É um filme mais sobre a guerra, do que própriamente -de guerra- e portanto muito assente na relação entre os personagens e não própriamente numa estrutura de filme de porrada ou aventura. Essencialmente se alguma vez houve um “Braverheart” oriental digno desse título  [“The Warlords“]  é esse filme e portanto se gostaram da obra de Mel Gibson não se podem enganar com este filme oriental pois o espírito é essencialmente o mesmo. Mas este tem mais sangue no ecran.
Este é o típico filme que nós vemos e pensamos porque raio é que em vez de se encherem salas de cinema de centro comercial com -“Múmias 3”- não se lança um filme destes por cá, pois podem ter a certeza que isto bem publicitado iria ter tanto sucesso quanto o “Braveheart” teve.
Já agora outra nota importante, apesar do ambiente “medieval”  [“The Warlords“] não é um filme no estilo -Wuxia- ou seja, não é um daqueles filmes de fantasia orientais com combates aereos ou muito baseados em acrobacias com fios.  [“The Warlords“] é um filme de guerra com espadas, membros decepados e muitos baldes de sangue com os pés bem assentes na terra. Em todos os sentidos.
O filme perfeito para convencer aqueles que ainda pensam que filmes visualmente espectaculares só podem vir da América e um daqueles com que os chineses podem chegar junto de Hollywood e dizer : -“vêem, é assim que se faz.” pois [“The Warlords“] é a prova que um filme cheio de acção, violência e efeitos também pode ter alma e não precisa ser um pedaço de plástico só porque é um filme comercial.
Não tem o visual sumptuoso de um “Curse of the Golden Flower” mas também não precisa.
Cinco tijelas de noodles e um Golden Award porque este é um daqueles obrigatórios em qualquer dvdteca, especialmente se gostarem de épicos históricos e se interessarem por histórias de guerra bem contadas.

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A favor: a inteligência do argumento, a realização, as cenas de batalhas absolutamente reais, os personagens, casting e interpretações , banda sonora, cenografia a condizer com uma fotografia perfeita, a complexidade da narrativa, a história de amor, o sentido de espectáculo que nunca se perde e os fabulosos efeitos especiais “invisíveis”.
Contra: quem espera um filme de aventuras não o irá encontrar aqui, mas isto nem sequer é própriamente algo negativo. De resto não me lembro de nada a apontar que seja algo realmente mau neste filme…talvez não tenha uma história particularmente original mas também nem precisava de a ter para ser o excelente filme que é.

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NOTAS ADICIONAIS:

Trailers
http://www.youtube.com/watch?v=ok_5CKAOch8
http://www.youtube.com/watch?v=wK_iBqODSkw&feature=related

Comprar
A que eu tenho é esta Ediçao de 3 discos onde o filme está estranhamente dividido em dois apesar de ter apenas pouco mais de duas horas.
http://www.play-asia.com/paOS-13-71-6x-77-2-49-en-15-the+warlords-70-2vy1.html
No entanto a qualidade de imagem é fantástica e o som absolutamente mágnifico até mesmo na pista de 5.1 normal embora contenha também uma faixa DTS.
O terceiro disco contém excelentes documentários de making-of que vale a pena ver e esta edição vem ainda com um bom comentário audio para o filme.
Todos os discos estão legendados em inglés tanto no filme como em todos os extras por isso se gostam de filmes deste género têm aqui uma edição daquelas que vale mesmo a pena comprar. ´
É barata e vem numa caixa fantástica com personalidade apesar do estilo digipak que pode desagradar a alguns. Contém também um livro em papel fotográfico com dezenas de fotos que é desnecessário mas  por outro lado é sempre um brindezinho interessante para compor esta edição já de si excelente e muito recomendável.

Em alternativa encontram já na AMAZON.UK excelentes edições deste filme com tudo e mais alguma coisa também no que toca a extras. Tendo em conta o preço recomendo que escolham qualquer uma destas edições.

The Warlords – Edição DVD de 1 disco.

The Warlords – Edição DVD de 2 discos.

The Warlords – Blu-Ray

PS: Se encontrarem a edição Portuguesa á venda num supermercado fujam !
A edição Pt é mais uma daquelas onde falta uma boa parte da imagem dos lados, por isso meus amigos…comprem na Amazon Uk…

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0913968/

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