The Promise – Edições BluRay – Qual comprar ?


Faço aqui mais um breve intervalo nas reviews para lhes falar sobre a edição Blu-Ray de [“The Promise”], um dos meus filmes de fantasia favoritos e que recomendo vivamente a quem gosta do estilo conto de fadas chinês.

The Promise (2005)
Ultimamente tenho recebido questões sobre este título pois muita gente parece algo confusa com o que se passa. E com razão.
Até quem procura por este filme na pirataria acaba por se dar mal e não sacar o verdadeiro título mesmo em torrents que o partilham. Por um  simples motivo.

[“The Promise”] é o típico exemplo de mais um título oriental que foi distribuído nos estados unidos mas numa versão completamente mutilada.
E se foi distribuído nos estados unidos, naturalmente é esta a edição lançada na europa.

Tal como aconteceu anos atrás com outro dos meus filmes favoritos de todos os tempos, o fabuloso “The Big Blue/Le Grand Bleu” de Luc Besson, que para ser distribuído na américa (e pela américa) foi obrigado por contrato a ser reduzido, remontado, teve um final ligeiramente alterado (para um final “feliz”) e ainda por cima toda a banda sonora original de Eric Serra foi substituida por música New Age de um tal guru americano chamado Conti;  (senão nunca seria divulgado pela poderosa máquina do marketing de hollywood) ; e tal como ia acontecendo novamente com “Snowpiercer” também recentemente não fosse o realizador ter colocado um travão à brincadeira e recusado as exigências do estúdio americano antes do estrago ser feito pois Hollywood queria distribuir o filme nas salas, mas teria de ser numa versão menor, com inúmeros cortes e mudanças radicais na estrutura original;  também [“The Promise”] tem duas versões muito distintas no mercado dependendo do lado do mundo em que vocês habitem.

Existe este [“The Promise”] que está distribuído no ocidente (em região A e região B (USA e Europa)) e que é a versão mais comentada (e arrassada) no IMDB pela maioria dos utilizadores fora da Ásia com alguma razão.

the promise - br-ocidentalEsqueçam essa !  Não comprem o blu-ray com a capa acima.
Felizmente temos depois a (verdadeira) versão original; integral, bem maior que os míseros 90 minutos da versão “americanizada” mas que muita gente nunca viu pois só esteve disponível no mercado oriental de dvd (numa edição excelente cheia de extras (há muito esgotada)); mas que nunca chegou ao mainstream ocidental (muito menos ao mercado português) ; (apesar de ter sido essa a versão apresentada em festivais de cinema e também a versão que foi candidata a Óscar de melhor filme estrangeiro no ano em que estreou, facto que curiosamente passou completamente despercebido a toda a gente).

The-Promise-2005-Movie-Poster-Two

Pois bem, agora que o Blu-Ray anda por aí, deixem-me dizer-vos que se nunca viram este filme, o Blu-Ray é definitivamente a versão a ver.
Não é a melhor edição do mundo mas quando comparada com a edição dvd que já existia (tanto para a versão americana como para a versão original), a mais recente edição de Hong Kong é de uma evolução impressionante, especialmente a nível de imagem.
Estranhamente ainda conta com algum grão, mas a verdade é que num filme que depende tanto de imagens magnificas com paisagens de fantasia absolutamente de tirar o fôlego, ver [“The Promise”] de uma qualquer outra maneira que não seja numa cópia em Blu-Ray (e no maior ecran possível, já agora) para mim não faz qualquer sentido. Muito menos é um filme para se ver num pequeno ecran de computador.

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Este é um daqueles títulos para o qual o formato do Blu-Ray foi inventado sem qualquer sombra de dúvida. Apesar de, repito, não ter a edição perfeita que poderia ter tido nem por isso deixa de ser verdadeiramente estonteante, especialmente quando a história se abre àquelas cenas mais épicas e encantadas ao melhor estilo conto de fadas chinês que curiosamente até o trailer americanizado capta muito bem em termos de atmosfera que poderão depois encontrar no filme. Se gostarem do trailer americanizado (que para mim até é o melhor trailer), vão certamente gostarem do filme.
Se ainda não têm a certeza, leiam a minha review para [“The Promise”].

p.txt

Portanto, se tiverem um leitor de Blu-Ray, tiverem 15€ + 2€ de portes (caso vivam em Portugal) e gostarem de cinema de fantasia nestes moldes, então a única edição que vocês querem comprar (e precisam mesmo comprar) é a edição à venda na China.
Ainda por cima a edição Blu-Ray chinesa é de REGIÃO ZERO/LIVRE (apesar de não dizer no site) e por isso podem comprá-la mesmo vivendo em qualquer parte do mundo (legendas em inglés com boa legendagem).
É aproveitar enquanto não esgota tal como aconteceu ao dvd de edição especial que quem não comprou, já não compra.
Não comprem mais nada a não ser a edição com esta capa !
Esta é a única edição em Blu-Ray do filme original na sua versão integral.
Ao contrário da edição especial que havia antigamente em dvd (carregada de extras fantásticos) nenhuma das edições Blu-Ray traz qualquer extra e é pena , pois o filme merecia mas não deixem que isso os impeça de adquirir este título, especialmente se gostam de cinema de Fantasia, (com uma banda-sonora fabulosa, já agora).

the promise - br-oriental

Eu sei que esta capa da edição chinesa acima é muito pobrezinha e até foleira; especialmente porque não mostra de todo o conteúdo visual extraordinário que está dentro desta história, mas não se deixem enganar por uma capa bonita. Quem vê caras não vê corações.
A capa da edição ocidental (e americana) é muito melhor e bem mais espectacular, mas esconde no interior do disco uma versão reduzida do filme que vocês não querem de todo ver, por mais do que um motivo até.

A versão remontada para americano ver, não só contêm quase menos meia hora de filme, como ainda por cima muda algumas cenas de lugar e pior ainda; o espectador ocidental tem de comer com uma nova introdução (feita especialmente a pensar no público americano) onde logo (!) nos créditos iniciais explica muito bem explicadinho, onde fica o reino dos bons, onde fica o reino dos maus, quem são os personagens, o que são, o que farão dentro do contexto da história, etc, etc, etc.
Tudo muito bem explicadinho de forma detalhada e onde não faltam inclusivamente uns desenhos feitos á pressa que mostram logo o aspecto de personagens que aparecem ao longo da história e que deveriam pelo menos manter um efeito de mistério, pois o seu visual detém também um impacto dramático na versão original.
Não na versão (americana) ocidental.
Nessa versão explica-se logo tudo muito bem explicadinho não fosse depois o público das pipocas não conseguir distinguir os maus dos bons mais tarde, porque este filme é realmente muito complicado, pois até temos de prestar atenção à história e tudo.

A propósito, já agora fica aqui o aviso… [“The Promise”] foi também editado em Portugal em dvd há alguns anos pelas edições do Fantasporto que são simplesmente o exemplo de como não se edita cinema em video !! A edição dvd Portuga, não só tem uma qualidade de imagem absolutamente inacreditávelmente má, como ainda por cima está num estranho formato semelhante ao 4:3 (que só pode ser invenção portuguesa) cortando toda as paisagens do lado da imagem e destruindo por completo os enquadramentos do filme.
Estas e muitas mais outras desgraças estão descritas neste meu artigo mais antigo sobre as piores edições de filmes orientais alguma vez lançadas em Portugal; inexplicávelmente pelo festival do Fantasporto que deveria ser o primeiro a exigir qualidade e no entanto tem um historial de lançamentos abaixo de cão aqui em Portugal que não tem explicação.

Resumindo, se gostam de cinema de fantasia, gostam do estilo conto de fadas chinês e nunca viram [“The Promise”] não sabem o que perdem.
Se nunca o viram antes, vejam-no em Blu-Ray no maior televisor que encontrarem.

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Mas certifiquem-se que compraram e estão a ver o Blu-Ray de edição chinesa e não compraram por engano a aparentemente mais bonita mas verdadeiramente asquerosa edição ocidental desta filme americanizada à força pelos distribuidores de Hollywood.

Detective Dee and the Mystery of the Phantom Flame (Di Renjie: Tong tian di guo ) Tsui Hark/Hark Tsui (2010) China


Dentro do cinema oriental, Tsui Hark é um dos meus ódios de estimação, pois por mais que tente não consigo de todo entender porque é considerado um génio do cinema e praticamente todos os seus filmes aborrecem-me de morte salvo raras excepções. Curiosamente ainda não vi, aquele que é considerado um dos seus clássicos, o “Once Upon a Time In China” porque sinceramente…não confio nada naquilo. Comprei o dvd há já quase dez anos e até hoje continua na prateleira a apanhar pó.
Talvez por isso eu ache que Tsui Hark me persegue.

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Todos os anos pelo Natal tenho por hábito comprar pelo menos um dvd/blu-ray oriental sem saber nada dele. Olho para a capa e compro. Isto surgiu um pouco para combater aquela frustração de hoje em dia já não conseguirmos manter-nos afastados da enxurrada de informação que existe sobre os filmes ainda eles mal saíram. Por isso uma coisa que eu gosto é de tentar recuperar aquele ambiente de infância quando íamos a uma sala de cinema sem saber absolutamente nada sobre o que iríamos ver para além do que estava nos cartazes de cartão pendurados á entrada do cinema. Isto para quem cresceu nos anos 70/80 claro. A partir daí, com a invenção dos multiplexes à americana com pipocas nas salas foi a desgraça e o fim do cinema também.

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Todos os anos pelo Natal compro um filme do Tsui Hark !!!
Não sei que raio de pontaria é que eu tenho tido ultimamente pois até já tenho medo de olhar para a contracapa do dvd e ler “directed by Tsui Hark”… outra vez.
E outra…
E outra…

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Das duas uma, ou há aqui algo que me agrada bastante nas capas dos blu-rays dos filmes dele ou então parece que o universo conspira contra mim, tentando demonstrar-me como este realizador será realmente um génio e pelo visto só eu não quero reconhecer o seu lendário talento para filmes de acção…zzzzzz
Uhm ?!!
Bom, desta vez quase me convenceram; [“Detective Deee – Mystery of the Phantom Flame”] conseguiu surpreender-me.
Á segunda tentativa.
Da primeira acho que estava tão traumatizado por ter comprado outro blu-ray deste realizador que acho que nem dei grande hipótese ao filme. Vi-o porque tinha que ver, já que tinha gasto o dinheiro naquela coisa e quando o vi pela primeira vez naturalmente só notei tudo aquilo que eu odeio no cinema de Tsui Hark. Como tal, o blu-ray ficou na prateleira por mais dois anos. Estranhamente, apesar de não ter gostado nada do filme (e me ter deixado dormir a meio, como é costume quando vejo cinema do Hark), este manteve-se na minha memória e como aconteceu há um par de anos com o fabuloso “A Time to Love” que eu também tinha detestado a uma primeira visão, agora quando ontem revi [“Detective Deee – Mystery of the Phantom Flame”] fiquei agradavelmente surpreendido e portanto esta é mais uma daquelas raras vezes em que eu revejo um filme que detestei e acabo também por rever a minha posição inicial sobre ele. Estranhamente neste caso, para melhor.

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Apesar de eu ainda não ter visto o “Once upon a time in China”, tirando esse, penso que já vi pelo menos 80% de toda a filmografia de Tsui Hark. E em 90% das vezes detestei, ou nem consegui ver os filmes até ao fim porque apesar de conterem sempre bastante acção têm na verdade sobre mim um efeito sorporifero perfeito para combater insónias, (um pouco como nos filmes de super-herois gringos actualmente).
A última xaropada de artes marciais que vi de Hark, foi o secante “Seven Swords” do qual já estou para falar dele aqui há séculos… Ou melhor, ainda estou para tentar acabar de vê-lo pela primeira vez, pois já por três vezes me sentei para o ver do início ao fim e em todas desisti bem antes de chegar a meio.
Mas então se eu detesto tanto o Tsui Hark, como raio é que eu estou sempre a ver os filmes dele ? – Perguntam vocês…e perguntam bem.
Bem, como já referi eu tenho o mau hábito de comprar filmes do Tsui Hark, sabe-se lá como !
Se calhar foi por causa do guito que já gastei com cinema dele que o homem parece ser tão importante pois eu ando a comprar filmes dele sem saber, há decadas já. Cada um pior que o outro.
Pensavam que eu estava a brincar quando disse que este realizador me persegue ?…
Primeiro foi com as cassetes VHS pois alguns filmes chegaram a portugal, depois foi com o dvd e agora parece que ando a comprar coisas dele em Blu-ray também…Até em torrents eu já saquei Tsui Harks sem saber, (alguns incluídos já neste blog também)…
Se calhar devia ir à bruxa…

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Portanto, recapitulando ontem decidi rever [“Detective Deee – Mystery of the Phantom Flame”]. Pois como já sabia o que continha de mau, a ideia foi tentar ignorar aqueles tiques Tsui Hark que detesto e tentar procurar pelas coisas boas que descurei quando vi o filme há dois anos pela primeira vez acompanhado das minhas baixas espectativas.
E não é que desta vez adorei ?…

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Ok, não adorei, adorei… Não fiquei extasiado…
Adorei…
Explicando…a verdade é que sabe-se lá como, ontem o raio do filme divertiu-me bastante.
É claro que mais uma vez contem tudo o que eu odeio no cinema de Hark mas acho que desta vez também lá está muita coisa boa que não costuma existir…
No que toca a coisas que eu odeio no cinema de Hark, também em [“Detective Deee – Mystery of the Phantom Flame”], tudo o que é mau continua…péssimo!
Como raio é que este tipo continua a ser considerado um bom realizador ultrapassa totalmente a minha compreensão.

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Desenvolvimento de personagens é mentira. Mais uma vez o filme está cheio de gente totalmente desinteressante que nunca cria qualquer empatia com o espectador; as tentativas para humanizarem os heróis com a inevitável história de amor aqui caem por terra novamente pois os personagens não têm profundidade, as sequências de acção são ultra estilizadas e são sempre todas iguais, (ao que já eram em todos os filmes anteriores também). Além do mais temos ainda, o habitual desiquilibrio narrativo entre cenas de porrada repetitivas, “artificiais” e sem qualquer carisma que ainda por cima são bem curtas.
[“Detective Deee – Mystery of the Phantom Flame”] é um filme de kung-fu que irá desagradar bastante a quem procura um filmes de artes marciais, pois toda a acção embora abundante é sempre muito curta e sempre mais do mesmo do início ao fim da história…se exceptuarmos as cenas com os v…já lá vamos…

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Ainda por cima embora neste filme a coisa já esteja mais suavizada, Hark continua a filmar como se estivesse nos anos 80. Não só pela forma como algumas sequências estão montadas como principalmente conta com uma das coisas que eu mais detesto ver em cinema e em particular no cinema deste realizador pois inevitávelmente é algo que podemos sempre esperar dele ainda hoje em dia como se o homem tivesse parado no tempo e continuasse fã daqueles filmes do Dario Argento dos anos 70 onde tudo era iluminado a lâmpadas de lava e papel de celofane ás cores azuis e vermelhas. Incrivelmente também neste filme continuamos a ver aqueles cenários iluminados por holofotes azuis e brancos que fazem com que grande parte do filme pareça ser um cenário de um videoclipfuturista” do início dos anos 80 ou um teledisco das Bangles em finais dessa década. Todos os estereótipos visuais pirosos dos anos 80 estão presentes no cinema de Hark ainda hoje e isso é das coisas que eu mais detesto nos filmes dele, pois retiram-me imediatamente de dentro do universo em que o filme esteja a decorrer para me transportar algures para um videoclip dos Duran Duran ou dos Classics Nouveaux circa 1981…blargh !

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Esse tique visual ao pior estilo Hark em [“Detective Deee – Mystery of the Phantom Flame”] é aquilo que quase arruina o filme para mim novamente. Ocorre bem demarcado a meio da história e é precisamente por causa disto que de repente todo o trabalho espantoso de cenografia e atmosfera que finalmente foi conseguido num filme deste realizador cai por terra. Isto porquê ? Porque de repente parece que alguém decidiu ir filmar para uns esgotos subterrâneos, iluminou tudo como se fosse um video do Michael Jackson e encenou mais uma cena de luta estilizada que neste caso ainda se torna mais desinteressante pois a qualquer momento esperamos que a Madonna entre por ali a cantar o Like a Virgin.

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Ou pior ainda, de repente [“Detective Deee – Mystery of the Phantom Flame”] deixa de ser um filme de fantasia e visualmente entra durante largos minutos por um estilo telenovela da TVI. E quem me está a ler em Portugal sabe o quanto isso é atroz !!! Iluminação televisiva do pior.
O que irrita ainda mais, pois curiosamente até meio do filme [“Detective Deee – Mystery of the Phantom Flame”] até estava a ir tão bem. Mesmo visualmente. Apesar do óbvio CGI por todo o lado, a verdade é que desta vez Tsui Hark até acertou e o filme tinha um ambiente fantástico logo desde o inicio, com cenários épicos, excelente design e uma fotografia realmente luminosa que deu à história logo uma vida bem diferente do que é costume encontrarmos no cinema de Hark.
Mas depois o gajo a meio estraga tudo quando vai para os “esgotos” filmar focos de luz nas paredes.

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Não só desaparece toda aquela atmosfera épica que até então o filme tinha, como ainda por cima entra em total contraste visual com tudo o que supostamente estaria a ocorrer na história. Nesta parte do argumento, o bando de heróis é suposto estarem a visitar uma espécie de mundo perdido, uma cidade encantada de atmosfera negra ao melhor estilo fantasia clássica mas depois de uns mate paintings digitais um bocadinho apressados para estabelecer o aspecto desse mundo, Tsui Hark parece que joga fora todo esse design inicial e o filme parece não pertencer de todo a esse universo. Subitamente parece que estamos num outro filme despido de detalhes e com excesso de focos de luz por todo o lado.

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Felizmente que esta sequência na cidade perdida não é longa, mas infelizmente é um verdadeiro catálogo de tudo o que é mau no cinema de acção de Tsui Hark. Porrada repetitiva, desinspirada, focos de luz ás cores por todo o lado, realização em estilo anos 80 e mais personagens de cartão sem qualquer carísma que parecem ter entrado no filme apenas para justificar a gravação de cenas no “esgoto” porque, sabe-se lá como [“Detective Deee – Mystery of the Phantom Flame”] até aí quase que nem parecia um trabalho deste realizador e o homem deve ter começado a entrar em pânico porque desta vez o filme até estava indo bem demais e os espectadores ainda estavam acordados.

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De qualquer forma, felizmente que após este interlúdio visualmente piroso, [“Detective Deee – Mystery of the Phantom Flame”] entra novamente pelos eixos e dali até ao final continua bastante divertido e até algo carismático pois aquilo que falta em desenvolvimento de praticamente 90% dos personagens depois é compensado com uma história dinâmica cheia de reviravoltas onde se nota que houve um esforço para tentar realmente enganar o espectador no que toca à resolução do mistério.
Não me enganou a mim, mas ainda conseguiu guiar-me por um par de detalhes que eu não esperava por isso acho que quem escreveu isto está de parabéns, pois ao menos tentou realmente dar uma boa história ao público e quanto a mim conseguiu.
Tivesse este filme contado com um realizador capaz de criar algo mais do que personagens de cartão e [“Detective Deee – Mystery of the Phantom Flame”] teria sido um filme de aventuras extraordinário.

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Assim como está, é realmente um bom filme de aventuras e provavelmente o melhor produto que Tsui Hark fez em décadas de cinema conceituado (sabe-se lá como) mas nem por isso menos pimba. Ao menos desta vez não aborrece de morte o espectador, pois as habituais cenas de acção repetitivas não duram muito, a história e conceito são excelentes e o final também é bastante bom.
O personagem do Detective Dee é um boneco excelente e espero sinceramente que na sequela já o tenham dotado de mais personalidade. A imperatriz é o melhor do filme inteiro, pois apesar de parecer um bocado à deriva pelo meio da história, é na verdade um grande personagem pela forma como está caracterizada, não sendo nem uma heroína, nem uma vilã. Como dizem alguns utilizadores no IMDB foi uma oportunidade perdida para se fazer algo mais com esta personagem na história, mas tendo em conta que isto é um filme de Hark, como está já é um verdadeiro milagre ter resultado.

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[“Detective Deee – Mystery of the Phantom Flame”] essencialmente é o equivalente chinês dos novos filmes de Sherlock Holmes com o Robert Downey Jr.
Nota-se que a ideia foi fazer um blockbuster nos moldes ocidentais ao melhor estilo do bom cinema de aventuras criado em Hollywood mas honra seja feita a Tsui Hark isso não impediu que tivesse mantido a sua identidade oriental na mesma.
Se vocês procuram um bom cruzamento entre o Indiana Jones, o novo Sherlock Holmes para cinema e um Wuxia no estilo do O Tigre e o Dragão têm aqui uma boa proposta, pois apesar dos tiques Hark pelo meio não há dúvida que como entretenimento pipoca despretensioso é um filme muito agradável mesmo.
E divertido.

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[“Detective Deee – Mystery of the Phantom Flame”] é um daqueles filmes que apesar das suas fraquezas nos faz ficar com vontade de ver uma sequela e sei que esta já existe…realizada por Hark novamente…
Só posso ter esperança que a segunda aventura já tenha corrigido os defeitos da primeira, tenha dado realmente vida aos personagens e por todos os deuses chineses, acabem-me com aqueles holofotes de teledisco da Maddona em inicio de carreira !!!

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[“Detective Deee – Mystery of the Phantom Flame”] essencialmente é um mistério no estilo Sherlock Holmes tradicional, só que este sabe andar à porrada com kung-fu e tem um pouco do cinísmo de Indiana Jones o que só lhe fica bem.
Parece que este detective existiu mesmo no período retratado no filme, mas óbviamente a sua actuação como investigador policial do reino terá sido um bocadinho diferente do que aparece aqui nesta versão pipoca.
Esta aventura adapta um dos livros de um autor curiosamente do norte da europa e que supostamente serão bastante populares algures por aí…tenho que investigar isto…

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Neste caso, a história gira à volta de assassinatos misteriosos envolvendo combustão humana espontânea e essa foi uma das melhores ideia do filme, pois apesar de usar muito o CGI nessas cenas de mortes, mesmo assim tem um estilo gore bem gráfico e sangrento que certamente nos estados unidos seria censurado mas aqui é mostrado em cada detalhe ardente de cada vez que uma vítima começa a pegar fogo espontaneamente até que morre carbonizada aos nossos olhos. Em pormenor.
Muito giro.
Essencialmente não há muito para dizer sem lhes estragar o prazer da descoberta. Resta dizer que … aquele “actor” ocidental que aparece no inicio do filme a fingir que é um navegador – Espanhol – é de ver para crer e rir até às lágrimas de cada vez que abre a boca (como se a sua barba não fosse suficientemente hilariante). Parece que foi interpretado por um conhecido… alpinista… francês…
Não perguntem…

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E já agora se vocês pensam que já viram tudo depois deste “espanhol” completamente inútil para o argumento e que aparece sabe-se lá porquê no inicio do filme…então preparem-se para as cenas de kung-fu com veados.
Eu disse, cenas de kung-fu com veados.

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São filmes do Tsui Hark e filmes com veados. Ultimamente parece que ando a ser perseguido por eles também…
Agora é não só um filme do Tsui Hark como também mete veados. Um verdadeiro dois-em-um com o universo a conspirar contra mim.
Eu devo ter um karma qualquer…

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CLASSIFICAÇÃO

Haja milagre. Um bom filme do Tsui Hark !!! Por acaso divertiu-me bastante assim que consegui ultrapassar o meu desprezo pelos tiques visuais deste realizador e só não lhe dou uma nota mais alta por dois motivos. Primeiro por causa desses mesmos tiques visuais que se intrometem a meio do filme de forma realmente intrusiva e quase estragam o ambiente todo; segundo, porque como esta aventura já tem sequela guardo a nota melhor para quando vir a continuação disto, pois espero sinceramente que consiga evoluir favoravelmente porque potencial não falta aqui, para se fazer uma excelente série de blockbusters pipoca orientais de forma a mostrar que bom cinema espectáculo não sai apenas de Hollywood como muita gente ainda pensa.
Excelente aventura apesar das falhas do costume. Aguardam-se desenvolvimentos.

Trés tigelas e meia de noodles (com possibilidade de subir no futuro) pois vale mesmo a pena espreitarem. E se tiverem blu-ray recomendo a compra deste disco pois tem uma qualidade técnica do outro mundo.

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A favor: É uma aventura divertida, tenta ter uma história intricada e quase consegue dar a volta ao espectador, visualmente apesar do excesso de cgi é um filme com uma identidade chinesa espectacular, já conta com uma montagem bem melhor do que costuma haver nos filmes de Hark, muitos cenários apesar de artificiais ao olho são realmente fantásticos, excelente design de produção em alguns momentos com cenários grandiosos num estilo steampunk que parece cada vez mais popular pelo oriente, tem um par de personagens com potencialidade, as cenas de combustão humana espontânea estão muito engraçadas, o final deixa-nos com vontade de ver uma nova aventura. Tem Kung-Fu com veados e “espanhóis” com sotaque francês…e barbas…ridículas…

Em certos momentos tem um certo sabor a “Young Sherlock Holmes” que muitos de vocês se recordam dos anos 80 e que em Portugal ficou conhecido como “O Enigma da Pirâmide”. Só que este agora mete Kung-Fu.

Contra: é um filme Tsui Hark com tudo o que isso acarreta de mau, não se vão escapar do estilo visual tipo videoclip pindérico anos 80 com holofotes cheios de cor azul e branca nas paredes, 95% dos personagens são de cartão, Hark não tem qualquer talento para filmar histórias de amor e por isso esta não cria qualquer empatia com o espectador, as cenas de luta são as do costume que já viram mil vezes em todos os outros filmes do realizador, a realização alterna entre um estilo bem moderno e uma estética retro que de repente quase que arrasta o filme para o pior dos anos 80, o cgi tem um design excelente mas nota-se demasiado que tudo é animação de computador.
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NOTAS ADICIONAIS:

Trailer
https://www.youtube.com/watch?v=-3N9n-0lpGo

Comprar Dvd
http://www.amazon.co.uk/Detective-Dee-Mystery-Phantom-Flame/dp/B004N6WXE8/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1399928636&sr=8-1&keywords=detective+dee

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Comprar Blu-ray
http://www.amazon.co.uk/Detective-Dee-Mystery-Phantom-Blu-ray/dp/B004N6WXDY/ref=sr_1_2?ie=UTF8&qid=1399928636&sr=8-2&keywords=detective+dee

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt1123373

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Por agora (Maio 2014) o filme todo está à borla no youtube com legendas em inglês.
https://www.youtube.com/watch?v=tZiu2jqa3f0

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Se gostou deste poderá gostar de:

Shinobi The Promise   capinha_zu_warriors_from_the_magic_mountain_01

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Saam gwok dzi gin lung se gap (Three Kingdoms: Resurrection of the Dragon) Daniel Lee (2008) China


Se procurarem saber alguma coisa sobre este filme pela web, irão descobrir que não é particularmente apreciado.
Por outro lado, também não é particularmente odiado e mesmo quem lhe atribui uma crítica negativa geralmente também lhe dá algum valor em certos aspectos, o que torna [“Three Kingdoms: Resurrection of the Dragon“] num daqueles filmes algo ambiguos que poderá agradar muito a muita gente ao mesmo tempo que desagrada também bastante a outra metade.

Já conhecia este titulo há anos desde que ele foi lançado, mas nunca lhe tinha prestado grande atenção precisamente por causa da sua reputação algo tosca. Pela mesma razão também nunca o cheguei a comprar ou sequer sacá-lo de algum torrent para espreitá-lo pois estava mesmo convencido de que seria bem fraquinho por todas as razões que as várias reviews apontavam ao longo destes anos.
Bom, fiquem já a saber que esta review vai ser outra daquelas bem contraditórias porque eu gostei muito deste filme, precisamente pelas suas fraquezas.

Eu explico.
Supostamente [“Three Kingdoms: Resurrection of the Dragon“] será a adaptação cinematográfica de um daqueles clássicos da literatura épica chinesa e por essa razão é considerado uma adaptação bem fraquinha. Isto porque só tem 98 minutos de duração e segundo muita gente entendida no assunto, resumir em pouco mais de 90 minutos uma obra literária como aquela tem o mesmo efeito que teria uma adaptação do Lord of the Rings se este tivesse tentado adaptar a trilogia de Tolkien num único filme com pouco mais de hora e meia.

Tudo em [“Three Kingdoms: Resurrection of the Dragon“] passa a correr.
E nota-se !!!
Os seus criadores tentaram remendar a coisa, recorrendo a uma constante narração em voz-off de um dos personagens mas sente-se constantemente a artificialidade desse truque narrativo, embora não me tenha chateado particularmente e penso que até resulta muito bem dramáticamente quando a história chega ao fim.

Durante toda a sua duração o filme anda perigosamente na corda-bamba entre o épico chinês cheio de personalidade e o desastre cinematográfico que vai descambar a qualquer momento, isto devido á própria estrutura com que o argumento é alinhavado para fazer caber tudo (?) o que é importante realçar da obra original na sua adaptação ao grande ecran.

Ainda mal nos habituamos aos personagens, já se passaram vinte anos nas suas vidas e de repente todo o filme parece mudar de rumo. E isto acontece várias vezes ao longo da história o que leva muita gente a considerar que uma das grandes falhas de [“Three Kingdoms: Resurrection of the Dragon“] é ser um filme com personagens desprovidas de qualquer alma e portanto desinteressantes.
Ora bem…Eu discordo.

Não só discordo bem alto, como digo mais, eu não estava nada á espera que um filme com uma estrutura tão acelerada quanto esta conseguisse ter tempo para dotar tantos personagens com tanta humanidade.
Pessoalmente aquilo de que acusam [“Three Kingdoms: Resurrection of the Dragon“] como sendo a sua grande falha, é na minha opinião a sua grande mais valia.
Não sei como foi possivel num argumento  tão alinhavado quanto este o realizador ter conseguido espaço para fazer com que nos importassemos com os personagens.

O filme acabou e estas pessoas com o seu percurso de vida  ficaram-me na memória, o que para mim é logo motivo suficiente para atribuir uma boa classificação a este pequeno grande épico falhado.
Pode ter falhado em muita coisa, mas na minha opinião é completamente errado dizer-se que [“Three Kingdoms: Resurrection of the Dragon“] falha porque não permite ao espectador criar empatia com os personagens.
Não posso discordar mais deste argumento, pois em 90 minutos estas pessoas ficaram-me mais na memória do que todos os personagens das quase seis horas de “Red Cliff”, supostamente aquela obra-prima dos épicos chineses, mas do qual neste momento já nem me recordo de um único personagem com que me tenha importado.

Sendo assim, acima de tudo penso que [“Three Kingdoms: Resurrection of the Dragon“] é um bom filme sobre os caminhos da amizade e além disso contém dois personagens principais que ligam toda a história e que não podiam ser mais diferentes, o que contribui bastante para que a carga dramática da história funcione bem na minha opinião, nos momentos em que tem oportunidade de ter espaço no filme por entre tanta batalha e saltos cronológicos no argumento.

Não esperava mais do que encontrar um filme de porrada com uns bonecos de cartão e surpreendeu-me mesmo muito encontrar um filme onde até os personagens secundários com pouco tempo de exposição conseguem ser apresentados com uma abordagem muito humana e ainda gostei mais desta ser uma história sem bons nem maus. Apenas sobre governantes e soldados.

Outra das críticas negativas que apontam a esta obra está no facto de conter muito pouca estratégia nas cenas de batalha. Parece que o coração do texto clássico original está precisamente no facto de se centrar bastante nos aspectos técnicos das campanhas militares e muita gente ficou muito decepcionada porque  [“Three Kingdoms: Resurrection of the Dragon“] não se parece com “Red Cliff” onde esse aspecto é central no desenvolvimento dramático.
Como o filme de John Woo não me disse grande coisa mesmo com excelentes cenas de estratégia militar, eu por mim prefiro uma história com personagens cativantes e portanto, o facto deste filme de Daniel Lee ter pelo visto falhado por completo na representação cinematográfica das cenas de batalha que deveria ter encenado de outra forma, a mim não me chateou minímamente.

Aliás, adorei as cenas de acção deste filme e também não entendo as críticas negativas que lhe são feitas.
É um facto que tudo é muito rápido e todas as sequências são muito breves. E sim, o estilo visual é ligeiramente inspirado no que Wong-Kar-Wai fez em “Ashes of Time” como referiram algumas reviews, mas que raio, onde está o problema ? A violência neste filme não só resulta como é totalmente crua e até bastante realística no que toca a pessoas cortadas aos bocados e baldes de sangue quanto baste, onde nem faltam braços decepados, cavalos espetados e gargantas abertas a jorrar sangue em grande plano para divertimento de todos os sádicos cinematográficos que como eu adoram batalhas medievais com intensidade. Se têm alguma falha, está mesmo no facto de tudo se passar demasiado rápido e nem a utilização do slow-motion atenua essa realidade.

O filme começa como cinema de aventuras e contém um par se sequências verdadeiramente divertidas e emocionantes, com destaque para o momento em que o heroi parte para salvar o herdeiro real e assistimos a uma sequência absolutamente inclassificável que envolve espadas, cavalos, soldados, acrobacias quanto baste e bébés reais. Vão adorar.
A segunda metade do filme é bem mais contida e a tom torna-se mais dramático até nos combates. Para isso muito contribuem os “vilões” da história que equilibram muito bem toda a narrativa e tornam o filme ainda mais humanizado, o que só lhe fica bem no meio de tanto balde de sangue.

[“Three Kingdoms: Resurrection of the Dragon“] agradou-me imenso e não estava nada á espera disto. Não será o meu épico chinês favorito dentro deste estilo, mas ganhou um lugar de destaque na minha colecção.
Visualmente tem momentos fantásticos e cheios de atmosfera com uma boa fotografia que ajuda imenso a tornar ainda mais épicos os cenários naturais que abundam nesta história.

Sendo assim, para mim é um verdeiro feito, alguém ter conseguido realizar um filme deste género, nestes moldes, tão rápido, tão resumido e mesmo assim conseguir chegar ao fim e deixar o espectador a pensar naqueles herois.
A sua ambiguídade para mim não deverá ser motivo para comentários depreciativos mas sim aquilo que lhe dá muita personalidade e alma quanto baste. Coisa que épicos muito maiores, mais perfeitos e com menos falhas se calhar raramente conseguem atingir.

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CLASSIFICAÇÃO:

Contém muitas falhas é certo. Talvez o seu maior defeito seja mesmo a sua narrativa acelerada que tenta condensar em 90 minutos um texto que precisaria pelo menos de trés horas só para adaptar em condições a primeira metade desta versão. No entanto, esta sua fraqueza, na minha opinião é também aquilo que lhe dá muita força pois o realizador nunca perde o pulso ao trabalho e tudo aquilo que poderia ter descambado numa tragédia cinematográfica, acaba por se transformar num pequeno filme medieval, muito divertido e cheio de personalidade.
Se calhar não vale esta excelente classificação que lhe dou, mas a verdade é que fiquei com vontade de o rever e mesmo pela sua duração deverá ser um daqueles filmes do género que me irá acompanhar ainda muitas vezes nos anos que virão.
É um filme de aventuras medievais simpático e cativante.
Cinco tigelas de noodles portanto sem qualquer reserva de maior.

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A favor: consegue ser mais do que apenas um filme de porrada, tem uma surpreendente humanização de personagens que não esperava encontrar aqui de todo, não tem “maus” nem “bons”, óptimo trabalho dos actores, até os secundários têm carisma, excelente utilização das paisagens naturais da China e cenários épicos cheios de atmosfera, óptima fotografia e excelente guarda-roupa também, baldes de sangue nas cenas de combate, boas cenas de acção e um par de momentos de grande aventura muito divertidos, excelente banda-sonora que embora não fique na memória contém alguns momentos que ilustram perfeitamente tanto as cenas de aventura como os momentos mais emotivos dos personagens.
Contra: tinha potencial para ser um épico absolutamente brilhante e inesquecível mas a sua curta duração e velocidade narrativa acelerada impede-o de ser realmente grande, quem não gosta de histórias narradas em voz-off irá achar este filme algo irritante, falta-lhe um bom desenvolvimento para a história de amor que se vislumbra por breves minutos no início..

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NOTAS ADICIONAIS:

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=PQ6Ah_Mu8Sk&feature=related

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Se viverem em Portugal neste mês de Setembro de 2011 podem ainda encontrar o dvd simples e sem extras por 1.99€ em qualquer banca de jornais.
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IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0882978

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Mo gong ( Battle of Wits – aka – Battle of the Warriors) Chi Leung ‘Jacob’ Cheung (2006) China


No outro dia ao desiludir-me bastante com “Red Cliff“, lembrei-me que este era bastante semelhante a outro titulo mais antigo que eu tinha comprado há anos mas de que ainda não tinha falado aqui, pois por qualquer motivo é um daqueles dvds que nunca mais tinha revisto e como tal, decidi tirar o pó do disco a [“Battle of Wits“] porque esta é mesmo a altura certa para falar deste filme no blog até por uma questão de comparação entre títulos semelhantes.

Tanto “Red Cliff” como [“Battle of Wits“] são filmes de guerra semelhantes, porque essencialmente assentam mais sobre as estratégias de guerra, tácticas de movimentação de exércitos, planos de combate e intrigas políticas ou palacianas do que própriamente sobre herois e heroínas que vivem aventuras em mundos Wuxia ou de ambiente medieval e como tal são filmes com uma estrutura muito parecida.

Em ambos os casos, temos dois exércitos em confronto que se analisam um ao outro e onde a maior parte das cenas se passam naquela guerra de muralhas e paliçadas onde as estratégias de invasão se sobrepõem á sequências de acção pura e simples.
Também a nível de personagens os filmes se tocam pois tanto “Red Cliff” como [“Battle of Wits“] contam com os inevitáveis generais caracterizados da forma habitual, com os guerreiros heroicos em estilo solitário, grandes estrategas militares, imperadores decadentes ou corruptos e claro, com a miúda gira da história que neste caso também é muito boa a andar á bulha pelo meio das cenas de batalha, pois é uma oficial de cavalaria.

Achei portanto, que tanto “Red Cliff” como [“Battle of Wits“] poderiam ter sido o mesmo filme. Se se trocassem os cenários e o guarda roupa, provavelmente o resultado teria sido o mesmo nos dois filme e ambos manteriam a sua identidade apenas por causa de um grande pormenor que os distingue.
[“Battle of Wits“] ostenta muito menos opulência visual que “Red Cliff” e como tal não tem aquele sabor a grande épico cinematográfico que exala por todos os frames desse filme e que tornou a obra de John Woo imediatamente muito menos interessante na minha opinião; apenas porque por detrás de tanto estilo visual espantoso tudo aquilo sempre me pareceu demasiado plástico e como espectador nunca consegui entrar naquele mundo pois tudo me pareceu fabricado para cinema e muito pouco real.

Algo que não me aconteceu de todo agora em [“Battle of Wits“].
Ainda o filme não tinha começado á dez minutos e já eu me tinha esquecido que estava a ver um épico cinematográfico. Isto porque pura e simplesmente, nada em [“Battle of Wits“] nos lembra que são cenários contruidos para um filme e nada no estilo visual chama constantemente a atenção para o que aparece no ecrã.
Acompanhar [“Battle of Wits“] é como espreitar por uma máquina do tempo e contemplar o passado; ter acompanhado “Red Cliff” para mim foi como estar a desfolhar um livro sobre design e construção de cenários para cinema. Por muito que eu tenha adorado o fantástico estilo visual do filme de John Woo prefiro mil vezes a contenção estética de [“Battle of Wits“] e o estilo completamente natural dos ambientes e arquitecturas pois transportam o espectador para o passado. Não o deixam do outro lado da televisão a contemplar ambientes gráficos quando estes deveriam servir os personagens e não gritar – superprodução cinematográfica – a todo o instante.

Portanto, em comparação, nota alta para [“Battle of Wits“] logo por este início. Tudo nesta história parece visualmente real e quem gostou da estética realística e crua de Musa the Warrior tem aqui um filme muito semelhante gráficamente falando que  irá certamente agradar a quem procura este tipo de atmosfera visual.
Infelizmente a nível de argumento, também [“Battle of Wits“] é um daqueles filmes que me custa bastante a absorver, mas isto é uma questão de gosto pessoal pois como já referi em posts anteriores, o género de intriga politica e palaciana é algo que me aborrece de morte. Portanto para mim foi muito dificil arrastar-me pelos primeiros vinte minutos deste filme.

No entanto a sua atmosfera cativou-me e cedo também os personagens se começaram a delinear bem mais interessantes do que em por exemplo, mais uma vez “”Red Cliff“.
Não quero parecer estar aqui a ser muito duro com o filme de John Woo até porque gostei do que vi, mas é impossível não compará-lo com [“Battle of Wits“] pois são bastante semelhantes temáticamente e estruturalmente e como tal em termos de gosto puramente pessoal eu penso que esta produção bem menos extravagante é muito mais interessante.

Muita gente em reviews na net critica um pouco os personagens deste filme por causa de serem um bocado estereotipados e parecerem apenas ter sido criados para fazer brilhar as estrelas Pop chinesas que pelo visto entram nisto. Eu como não conheço nenhum destes gajos que entram nos papeis secundários, por mim estão todos muito bem e nem me pareceu sequer que o personagem do soldado arqueiro tenha sido criado para imitar o “Elfo Legolas” do “Lord of the Rings” embora perceba a razão de muita gente referir essa sensação pois o seu papel e dinâmica em [“Battle of Wits“] pode ser semelhante.
Como no entanto, a mim nem me pareceu que isto estrague própriamente o filme por mim que se lixe e passa á frente.

Coisas boas. [“Battle of Wits“] tem muito ambiente e conta com além de Andy Lau sempre seguro, também com o carismático actor sul-coreano que vocês vão reconhecer de “Musa the Warrior” onde personificava o velho e sábio guerreiro veterano e que neste caso faz de general invasor.
Se bem que este filme também seja cativante pelo facto de não ter herois e vilões mas sim, tal como em “Musa the Warrior“, apenas guerreiros em facções politicas opostas e sobre este detalhe [“Battle of Wits“] conta com uma simples e fascinante cena em frente da fortaleza cercada, onde os dois oponentes se encontram cara a cara e que define todo o tom da história; onde a haver vilões, estes serão claro está, os políticos que tudo manobram nos bastidores e que causarão mais mortos e tragédia do que quem faz a guerra por eles, o que não deixa de ser uma mensagem subliminar sempre interessante neste tipo de histórias.

E por falar em cenas de guerra, não só todas as batalhas têm um tom de guerra fascinante como ao vê-las nem me lembrei que estava a ver cenas coreografadas para um filme. Bem ao contrário do que me aconteceu em “Red Cliff” onde além de as cenas de invasão da parte final terem sabido a pouco e nem sequer terem sido particularmente impressionantes a nível criativo tudo me pareceu apenas guerra cinematográfica a todo o instante; coisa que nunca me aconteceu notar agora em [“Battle of Wits“].

Não só todas as cenas de invasão são muito variadas, como a nível de argumento as ideias para estratégias e planos de guerra são todas muito criativos e até bem surpreendentes em alguns momentos. E o melhor é que tudo isto é conseguido sem dar a impressão que estamos apenas a ver um filme, o que quanto a mim é o melhor trunfo que um épico histórico pode ter. Conseguir transportar o espectador para o passado e [“Battle of Wits“] consegue-o bastante bem na minha opinião.

A nível de história, não será propriamente algo tão interessante assim, e neste campo talvez até “Red Cliff” tenha tentado ser melhor e ir mais longe, mas [“Battle of Wits“] é essencialmente um filme sobre estratégias militares e sobre um combate de teimosias entre dois comandantes em ambos os lados da paliçada. A tal “battle of wits” que não tem uma verdadeira correspondente tradução directa na nossa lingua, mas que também se poderia traduzir por algo como “guerra de determinação” ou algo semelhante, pois é esse o coração do filme na sua essência.
[“Battle of Wits“] é um filme sobre dois homens, sobre os poderes que estão á sua volta e sobre o facto de só um deles poder sair vencedor de uma guerra que na verdade não tem qualquer sentido a não ser o de cimentar a sua honra e reputação ao melhor estilo filme de guerra medieval chinés.

Tudo gira á volta da invasão e defesa de uma cidade e tudo tem a ver com guerra, estratégia e politica, mas [“Battle of Wits“] tem ainda tempo para dedicar algumas sequências á inevitável história de amor. Neste caso, talvez mais para abrir o filme ao público feminino do que propriamente para criar algo memorável dentro do género romântico em filmes de guerra.
Por exemplo não encontrarão aqui a assumidamente romântica história de amor de “An Empress and the Warriors“, mas mesmo assim quem procura um toque de romantismo ao melhor estilo cinema oriental, penso que também irá ficar satisfeito com o que [“Battle of Wits“] tem para contar neste aspecto.
Tudo muito breve, mas resulta bem e humaniza o personagem de Andy Lau que até então mais parecia uma espécie de Obi-Wan-Kenobi da estratégia militar pois faz parte de uma ordem de guerreiros quase mística e do qual nunca se sabe muito ao longo de todo o filme.

As cenas românticas, são sempre muito secundárias e complementam bem toda a conversa estratégica, política e militarista do resto do argumento e ainda bem que os criadores deste filme as incluiram, porque conseguem criar uma carga de grande suspanse adicional no segmento final da história que agarra o espectador ao ecrã mesmo sem notarmos que não conseguimos desviar o olhar desses momentos. O desenlace romântico não foge muito ao habitual mas acaba também por transmitir um tom poético ao final de [“Battle of Wits“] o que é sempre bem-vindo.

Consta que isto é a adaptação de um Manga muito popular no Japão, mas como eu não o conheço nem nunca o li, não posso tirar grandes considerações sobre o mesmo. Por outro lado também acho que nem interessariam muito, pois mesmo que isto nem sequer seja uma grande adaptação da banda-desenhada, quanto a mim é um dos filmes mais interessantes de guerra em estilo super-produção que saiu da China recentemente e nesse aspecto bem mais carismático que “Red Cliff” sem precisar de tanta opulência gráfica para ser notado e apreciado.

Quem procura um épico de guerra chinés, penso que irá gostar bastante.
Na minha opinião, [“Battle of Wits“] talvez tenha duração a mais e não lhe fazia mal ficar sem uns quinze minutos talvez, isto porque se repete um pouco quando não há muito mais para dizer sobre honra, dedicação e patriotismo sem começar a tornar-se mais do mesmo. No entanto, como a história romântica intercala bem tudo o resto a coisa equilibra-se e não será por aqui que o filme perderá grandes pontos. Apenas poderia ter tido uma montagem mais dinâmica talvez.

Penso que irá agradar a quem procurar cenas de guerra medieval com grandes exércitos. As batalhas são muito variadas e divertidas, mesmo quando não são espectaculares. Neste campo é onde se nota o melhor do trabalho do realizador, pois penso que ele é fantástico a gerir toda a movimentação de figurantes e a transformar o pouco em muito.
Consegue algumas cenas bem espectaculares e acima de tudo divertidas pois são bem entusiasmantes ao longo de todas as cenas de guerra e quando um filme é essencialmente composto por cenas de batalha e pouco mais é notável como se consegue manter sempre equilibrado sem se tornar monótono.

Por outro lado, [“Battle of Wits“] não é um daqueles filmes de guerra com milhares de figurantes a lutar em cenas de exércitos gigantes no meio de planícies ou algo assim. É um filme de guerra de cerco e que se calhar já merece ser classificado como um sub-género dentro do cinema deste estilo.
Em vez de cenas épicas com milhares de figurantes temos cenas muito dinâmicas com algumas centenas de gajos a matarem e morrerem de todas as formas e mesmo assim, uma cena de cinco minutos de guerra deste filme tem mais entusiasmo do que quase duas horas de  “Mulan” o que já não é mau de todo.

Por falar em mau, [“Battle of Wits“] só tem uma coisa péssima.
Os maus efeitos digitais quase que arruinam algumas das cenas de batalha. Sejam a mostrar exércitos com soldadinhos feitos em CGI a marchar algo amadoramente em termos técnicos no que toca a animação, seja em muito fogo digital ou ainda em sequências inteiras com homens e cavalos tudo muito mal integrado na acção, por momentos ás vezes parece que [“Battle of Wits“] poderá tornar-se mesmo bastante foleiro e piroso quando tenta ser espectacular.
O que vale é que se calhar muita gente nem vai notar, pois felizmente são poucos e breves. Além disso a variedade do que acontece nas batalhas também contribui para distrair bastante o espectador e como tal penso que não se deve penalizar muito este filme por isto também.

Também poderia ter tido mais sangue. Num filme de guerra com tanta acção corpo a corpo e sequências em estilo cru com alguma violência tem muito pouca gente cortada aos bocados e practicamente nenhum sangue a espirrar; o que não deixa de ser estranho pois retira-lhe logo algum do dramatismo que poderia ter tido nas cenas de guerra. Se ás vezes sentirem que falta qualquer coisa no meio de tantas cenas de acção, já sabem. Falta sangue, pois surpreendentemente [“Battle of Wits“] é uma produção bastante politicamente correcta quando comparada com outras coisas semelhantes como “The Warlords” ou “Musa the Warrior“.

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CLASSIFICAÇÃO:

Não será propriamente o meu filme de guerra medieval chinês favorito, mas é uma boa alternativa a quem procura um bom épico neste estilo e gostou da atmosfera visual de por exemplo, “Musa the Warrior“.
Tem atractivos suficientes para divertir e é bem mais variado e épico que “Mulan” por exemplo sem sequer se esforçar por sê-lo. E aposto que irá agradar muito a quem procura um bom filme de guerra onde a estratégia de batalha é o centro da história e terá ficado tão desiludido com “Red Cliff” quanto eu fiquei.
Sendo assim, quatro tigelas e meia de noodles porque é mesmo muito bom e só não leva mais porque achei que tem duração a mais e arrasta-se algo pelo meio.

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A favor: excelente ambiente cénico pois nem nos lembramos que são cenários construídos para um filme, boas e muito variadas cenas de batalha com estratégias de combate divertidas e imaginativas além de muitas vezes serem empolgantes, excelente realização particularmente na gestão das cenas de acção e na forma como as narrativas se cruzam, os personagens não são originais mas são na sua grande parte muito carismáticos, dois excelentes actores como antagonistas, é um filme de guerra com alma e muito para dizer mesmo subliminarmente, boa e simpática história de amor que ainda consegue arrancar um excelente momento de suspanse na parte final.
Contra: tem duração a mais e talvez se repita em alguns pontos já antes abordados, arrasta-se um bocado a meio da sua duração, os efeitos digitais são muito fraquinhos mesmo em alguns momentos, os personagens poderiam ter sido mais originais embora eu compreenda que isto não seja nada fácil de fazer, falta-lhe sangue pois tem carnificina aos montes mas é demasiado politicamente correcto no uso de cenas gore e nem tem sequer uma decapitaçãozinha nem nada, é um bom filme mas não lhes ficará na memória pois falta-lhe qualquer coisa para ser realmente fantástico.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=WdX_cNu9dCw

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IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0485863

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Hua Mulan (Mulan) Jingle Ma/Wei Dong (2009) China


Antes de mais se esperam encontrar o dragão vermelho da Mulan nesta versão é melhor voltarem para o desenho animado da Disney, porque isto aqui só tem cavalos e mesmo assim [“Mulan“] não parece ter tido verba para comprar muitos.
Vi este filme apenas há alguns dias e já nem me lembro grande coisa dele, por isso vamos lá ver se não me esqueço de mencionar algum detalhe importante neste texto.

Se virem o trailer, podem ficar com a ideia de que isto é uma das habituais super-produções chinesas, mas desenganem-se, pois se isto é um épico histórico,  [“Mulan“] será o épico histórico mais mediano que alguma vez vi.
Nota-se um esforço constante para parecer mais grandioso do que na realidade é e talvez seja esse o seu grande problema. Ou seja, [“Mulan“] preocupa-se mais em tentar parecer algo que se nota á distância que não é do que em contornar as suas limitações.

No entanto começa muito bem. Ainda o filme não começou há dez minutos e já estamos a adorar os personagens, o que não deixa de ser notável, especialmente quando outros filmes realmente épicos como “Red Cliff” gastam 300 minutos e os personagens não criam a mesma empatia com o público.
A actriz principal que dá corpo e alma á heroína histórica, está perfeita e nunca será por causa dela que [“Mulan“] filme, perde qualquer ponto pois ela é uma Mulan excelente.
O resto do elenco também é bastante cativante. No que toca aos herois da história, os personagens são simples mas com personalidades divertidas e interessantes que nos mantêm interessados nos seus destinos ao longo da narrativa e portanto também não é por aqui que o filme pode ser penalizado.

O vilão no entanto, é um bocado ridiculo e estereotipado e esta caracterização subitamente retira [“Mulan“] da carga dramática que pretende ter pois quando os vilões estão em cena, tudo mais parece saído de uma banda desenhada do que própriamente do épico histórico dramático que eu pensava que este filme queria ser e isto não tem grande lógica.
[“Mulan“] é também estranho enquanto épico de guerra pois tem uma atmosfera de filme para adolescentes demasiado carregada, o que me muito me surpreendeu.
Em muitas alturas fez-me lembrar o “Starship Troopers” mas sem aliens, pois tudo gira á volta dos soldados adolescentes, das suas aventuras na guerra e dos seus amores e desamores.

Tudo em [“Mulan“] sabe a pouco. Os personagens são interessantes e carísmaticos mas depois a história não é particularmente interessante, nunca se definindo entre o épico de guerra que não consegue ser pois não tem escala suficiente ou a história de amor oriental que não funciona particularmente bem porque depois tem um filme de guerra pelo meio e as duas coisas nunca se ligam muito bem.

E por falar em escala, as batalhas em [“Mulan“] podem parecer muito épicas no trailer, mas sabem a pouco e são incrivelmente repetitivas e redundantes. Tudo é filmado em pequenos takes onde se tentar dar a impressão de que existem muitos figurantes e onde se predominam as sequências de luta á espada corpo a corpo no meio de muito pó para que o realizador não tenha que mostrar que tem menos figurantes nas batalhas do que quer fazer crer.

Como tal sente-se sempre que falta alguma coisa naquilo que deveria ser a parte espectacular do filme e no entanto apesar de não se poder propriamente dizer que falha, não deixa de ser estranhamente mediana e até desinteressante em muita alturas, o que não é algo particularmente bom para se dizer sobre um filme que supostamente deveria contar uma épica história de guerra.

Na verdade não há muito mais para dizer sobre [“Mulan“].
Boa fotografia, um par de imagens bonitas, uma história sem grande chama e sequências de acção medianas e desinspiradas.

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CLASSIFICAÇÃO:

Não tem nada de particularmente mau, mas se vocês já viram muitos épicos históricos não vão ficar nada impressionados com este pois é por demais mediano em tudo.
Trés tigelas de noodles pois é um bom filme, mas vão esquece-lo rapidamente e dúvido que lhes apeteça rever isto tão cedo quando há tanta coisa espectacular no mercado.

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A favor: excelente trabalho da actriz principal como Mulan, os personagens cativam o espectador ainda o filme mal começou, o design das armaduras é muito cool, tem algumas cenas de acção engraçadas.
Contra: o vilão parece saido de uma banda desenhada banal, a história de amor não cativa particularmente e é suposto ser o coração emocional do filme, as cenas de batalha são muito pouco épicas e repetitivas, não há grande variedade de ambientes cénicos e tudo parece não sair do mesmo lugar, parece um filme para adolescentes com armaduras e pouco mais tem que agarre quem procure um épico histórico mais adulto.

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NOTAS ADICIONAIS

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http://www.youtube.com/watch?v=gTAETFTIo_I

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Comprar Blu-Ray
http://www.amazon.co.uk/Mulan-Blu-ray-Wei-Zhao/dp/B003ATD7OO/ref=sr_1_4?ie=UTF8&qid=1306765339&sr=8-4

Download aqui com legendas em PT/Br

OST em mp3

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt1308138/

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