Zhan shen chuan shuo (MoonWarriors) Sammo Hung Kam-Bo (1993) China


Se entendermos o Cinema por Ilusão, então [“MoonWarriors“] será provavelmente um dos melhores exemplos desse tipo de magia no que toca a filmes saídos do oriente.
Não por ser um grande filme oriental, ou por nos transportar para um mundo cheio de fantasia, mas porque sem recorrer a efeitos especiais modernos (sem CGIs), consegue uma coisa que se torna absolutamente divertida quando revemos o filme uma segunda vez.
E mais não digo porque desta vez o filme nem tem qualquer surpresa. Não esperem propriamente um twist daqueles que lhes trocam as voltas, mas esperem o inesperado.

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Vamos fazer uma coisa, eu mais á frente irei revelar algo com que não contam (conscientemente) e por isso quem ainda não conhece este filme asiático, tente vê-lo sem cair na tentação de ir espreitar o final desta review onde falarei sobre o assunto.
A sério, não façam batota. E façam-me o favor de nem tentarem ler mais reviews disto na net.
Vejam simplesmente [“MoonWarriors“] e divirtam-se.
Depois quando o virem uma primeira vez, voltem aqui a esta review, porque quando lerem o que tenho para lhes contar mais abaixo e depois forem rever o filme, garanto-lhes que estarão a ver um filme oriental completamente novo.

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[“MoonWarriors“] é como um bom truque de magia em que o espectador nem repara que o está a ver quando acompanha esta obra pela primeira vez. Mas, ao contrário de um truque de magia, neste caso quando ficamos a saber como fomos enganados o filme não perde o seu encanto. Muito pelo contrário pois ganha uma nova vida, agora podem ter a certeza de que nunca mais o irão ver da mesma maneira quando conhecerem o seu segredo, por isso aproveitem bem uma primeira visão porque nunca mais a irão repetir.

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Vão notar que nem sequer vou dar uma classificação muito espectacular [“MoonWarriors“], mas não é porque o filme seja fraco. Apenas este é uma daquelas obras tão flutuantes que depende muito da nossa disposição aquilo que achamos dele. Umas vezes adoro-o, outras nem me parece nada de especial e por isso o mais justo é dizer-lhes logo que é realmente um bom filme chinês. Sem mais nem menos. É bom e com espaço suficiente para que o espectador insira depois uma classificação maior ou menor consoante aquilo que retirar dele.

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Na verdade [“MoonWarriors“] quanto a mim é um daqueles filmes orientais únicos dentro do estilo. O que não falta no cinema oriental são Wuxias de todos os tipos, mas normalmente seguem sempre um fórmula exacta. Não própriamente apenas na história mas principalmente na criação de atmosfera e no tom de cada filme.
Talvez com excepção de “Hero”, raramente o género Wuxia se afasta muito daquilo que o espectador espera encontrar e normalmente até quando se afasta o resultado nem tem sido dos melhores pois as obras ou entram por um forçado estilo de cinema de autor (salvo raras excepções como o fabuloso “Ashes of Time” de Hong Kar Wai), ou então ficam a meio caminho entre o cinema de aventuras ou de kung-fu puro e simples.

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No caso de [“MoonWarriors“] o resultado foi bem diferente. Este é um daqueles exemplos que tinha tudo para ser uma salganhada mal cozinhada de vários estilos mas no entanto tudo resulta. E o mais extraordinário é que nenhum dos estilos está sequer particularmente bem conseguido nesta obra de cinema oriental.
Resulta também porque tem um design particularmente cuidado e onde também tudo parece muito mais sumptuoso do que na realidade é. Nota alta portanto para o aproveitamento de ambientes naturais e  cenográficos onde ainda se incluiem um par de bons cenários como por exemplo a aldeia do heroi junto ao mar.

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[“MoonWarriors“] é uma estranha mistura entre filme Wuxia, cinema de aventuras, filme de kung-fu, comédia desbragada, cinema de Fantasia (com umas referências a “Legend” ao estilo Riddley Scott) e onde nem sequer faltam um par de cenas gore com baldes de sangue quanto baste atirados á cara do espectador da forma mais estúpida e ridiculamente hilariantes. E mais não digo…
Ah…e também tem uma pitada de “Free Willy” o que dá ao filme alguns momentos ainda mais pirosos.

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No entanto, pelo meio de todo este cozinhado, ainda consegue ter um par de momentos sérios, pois muita da motivação de alguns personagens está bem assente em pensamentos puramente filosóficos que nos fazem conseguir acompanhar as cenas mais “parvas” do filme aceitando os personagens como eles são pois apesar de toda a loucura visual nunca sentimos que os personagens são de cartão. O que é ainda mais estranho pois nem sequer estão particularmente bem trabalhados ao nível da história. Se é que podemos dizer que o filme tem uma história, pois é do mais cliché que possam imaginar.

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Mas [“MoonWarriors“] é verdadeiramente divertido.
Não é um grande filme, mas a sua (falta de) originalidade cativa-nos.
Além diso está cheio de bons actores e actrizes entre as quais a sempre excelente Maggie Cheung (“In The Mood For Love”) que é a principal protagonista da história.

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Um aviso, quem odeia filmes orientais com gajos e espadas a voar da forma mais ridicula por tudo quanto é lado pendurados por fios “invisíveis” vai detestar esta obra por isso não se dê ao trabalho.
Quem espera um filme de kung-fu puro e duro cheio de sequências de porrada de criar bicho também é melhor não perder tempo.
Agora quem quiser ver algumas das sequências de acção com fios mais alucinantes do cinema oriental e não se ofender com a falta de realismo e o estilo cartoon Bugs Bunny de algumas sequências tem aqui uns bons 90 minutos para passar.

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E depois que souber do que lhes vou contar a seguir ainda vão curtir mais o filminho.
Por isso meus amigos…
SE AINDA NÃO VIRAM O FILME,
PAREM IMEDIATAMENTE DE LER
ISTO !
Não estraguem metade da piada que há em verem [“MoonWarriors“].

Se já viram [“MoonWarriors“] então selecionem o texto do parágrafo abaixo e leiam o seguinte:

POR ACASO NÃO ME ESTÃO A ENGANAR ?
VEJAM O FILME ANTES DE LEREM ISTO !
Estão avisados.

[“MoonWarriors“] está cheio de curiosidades geniais sobre o making of. Se comprarem o Dvd, irão contar com um comentário áudio absolutamente extraordinário onde se revelam muitas das coisas de que agora vou falar aqui e que são a razão de eu classificar o filme como um dos melhores exemplos sobre a criação de ilusão no cinema que poderão encontrar no mercado.
Notaram que eu referi que a actriz Maggie Cheung é uma importante protagonista feminina deste filme.
O que vocês nem imaginam é que ela apesar de entrar em practicamente toda a história só filmou durante dois dias para [“MoonWarriors“]. E melhor ainda, não gravou practicamente nada para a sua participação apesar de entrar em todas as cenas importantes da história e “contracenar” com todos os actores do filme.

O que me dizem vocês se eu lhes contar que Maggie Cheung só se encontrou uma vez com os seus colegas de elenco ? Em [“MoonWarriors“] só existe uma única cena com os quatro actores principais do filme realmente juntos no ecran e ainda por cima é apenas uma breve imagem do grupo montado a cavalo e que dura apenas  segundos sem sequer ter diálogos !
Por acaso repararam no extraordinário design do chapéu que Maggie Cheung usa neste filme ? O que vocês nem imaginam é que aquele look (que se tornou famoso e muito elogiado como uma peça importantissima do design criativo de [“MoonWarriors“]), na realidade nem sequer foi pensado e foi criado á pressa quando os criadores do filme souberam que só iriam contar com a actriz durante dois dias.
Esse adereço de guarda roupa, está no filme apenas com uma finalidade, o de esconder o mais possível o rosto da actriz de forma a que depois o realizador possa usar uma dupla para as cenas que não estavam no contrato de Maggie Cheung.
Topem-me só isto…vão ver o filme de novo…

TODAS as cenas em que não se vê o rosto de Maggie Cheung em que ela esteja a olhar directamente para a câmara (não conta o perfil), foram filmadas com uma dupla da actriz. Até mesmo as partes que nem sequer são de acção. Os breves segundos que vocês poderão encontrar ao longo do filme em que vêem realmente Maggie Cheung a falar para a camara foram os únicos segmentos gravados por ela para [“MoonWarriors“]. Tudo o mais sempre que não lhe vêem a cara foi filmado com outra pessoa. E nem sempre foi com uma mulher. Algumas sequências em que o espectador julgava estar a ver Maggie na realidade foram até filmadas com um homem usando o seu fato !
Agora percebem porque até vestida de Ninja a Maggie andou. Isto de só se verem os olhos tem as suas vantagens para o realizador quando a actriz principal nem sequer entra practicamente no filme. Alguma vez tinham pensado nisto quando assistiram ao filme ?
Há muito mais, mas teria de escrever um texto só para isto. Se quiserem descobrir mais segredos muito interessantes dos making of, sugiro que oiçam o comentário audio do dvd pois é daqueles que vale mesmo a pena e onde vão saber por exemplo que a cena onde a heroina do filme transporta o heroi ferido ás costas durante uma longa caminhada foi apenas filmada num único local e onde a camara era a única coisa que se mexia em redor dos actores para dar a ilusão de que caminhavam pelo cenário.
Ah, e se virem um campo de flores no filme, fiquem a saber que elas foram todas plantadas uma por uma pela equipa na noite anterior pois o filme foi quase todo feito num único local e não havia nada do género para o ambiente que pretendiam dar.

Sendo assim e como não há muito mais de relevante que possa agora ser contado em poucas palavras fiquem então com a classificação.

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CLASSIFICAÇÃO:

Um Wuxia divertido e cheio de surpresas que lhe dão uma nova vida quando conhecemos alguns segredos de bastidores.
Não é brilhante, mas é um daqueles filmes orientais que são simplesmente bons. Nem mais nem menos.
Quem gosta de filmes asiáticos com gajos a voarem com espadas em coreografias do outro mundo pendurados por fios “invisiveis” vai adorar este. Isto se não se importar com um estilo algo anárquico que vai do kung-fu ao cartoon tipo Road Runner.
Trés tigelas e noodles. Acrescentem ou diminuam mais ou menos uma a vosso gosto, porque este é um daqueles que uma vez se curte imenso , outras nem por isso. Depende da disposição do momento e da pachorra para o estilo.

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A favor: A cenografia da aldeia piscatória, as cenas de porrada com fios, kung-fu quanto baste, alguns litros de sangue nos locais mais inesperados e uma decepação de cabeça hilariante, o estilo humoristico que nem por isso deixa de equilibrar com a parte dramática, alguns pensamentos filosóficos muito interessantes introduzidos no desenvolvimento de um par de personagens, a piroseira atmosférica das cenas com a baleia, os poucos cenários construidos são bem aproveitados e filmados ao detalhe, Maggie Cheung (não) está genial.
Contra: a história não tem interesse, a lovestory muito menos, os personagens são de cartão na maior parte das vezes, o vilão não mete respeito nenhum, as coreografias são tão hilariantes que se tornam mais do mesmo e perdem um pouco da energia á medida que o filme avança, a falta de cenários grandiosos ou variados prejudica o ambiente pois sente-se sempre que lhe falta algo que o torne verdadeiramente naquele épico Wuxia que poderia ter sido, o design de produção até é bom, mas já vimos tudo aquilo em dezenas de outros produtos do género, a realização não deslumbra e a fotografia sofre em alguns momentos daquele estilo videoclip horroroso com focos de luz por todo o lado e muito fumo para disfarçar a falta de cenários ou paisagens, foi literalmente filmado num “quintal” á volta da produtora e nota-se apesar do enorme esforço do realizador para disfarçar a inexistência de cenários.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer

http://www.youtube.com/watch?v=Cw4t6XxGd_0

Comprar
moonwarriors16

Podem comprá-lo em separado, mas recomendo a edição que eu tenho e que faz parte desta bonita caixinha que ainda devem poder encontrar á venda numa loja da FNAC perto de vocês aqui em Portugal e que foi onde eu comprei a minha por 15€ há um bom par de meses.
Em alternativa está á venda na Amazon Uk por um bom preço.
Os outros filmes são, o clássico Dragon Inn e um dos Wuxias que supostamente veio reavivar o género chamado The Swordsman que pessoalmente acho um vazio absoluto. Mas a caixa  vale a pena , especialmente porque contém um excelente comentário audio em MoonWarriors.

Se preferirem podem comprá-lo isoladamente também na Amazon Uk em Sellers de confiança.

IMDB (cuidado com os Spoilers)
http://www.imdb.com/title/tt0108650/

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Se gostou deste poderá gostar de:

Shinobi The Promise A Chinese Tall Story

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Fantasporto edita cinema oriental em DVD com legendas em Pt.


MÁS EDIÇÕES de (bom) CINEMA ORIENTAL
lançadas em Portugal.

(Actualizado a 25-4-09 – ver mais abaixo)

Não sei se já notaram mas sairam agora alguns excelentes titulos orientais em edição portuguesa.
Finalmente alguém reparou que pelo visto o cinema oriental não são só filmes do Jackie Chan made in Hollywood e apareceram no mercado português alguns titulos do melhor que há por aí sem ser apenas filmes de porrada.

A Zon Lusomundo aliada ao nome do Fantasporto lançou uma pequena colecção de comemoração dos 30 anos de existência do festival e nela se incluem edições portuguesas de filmes como por exemplo o excelente e muito atmosférico Natural City ou também outro bom exemplo da ficção cientifica oriental 2009 Lost Memories. Dois titulos muito recomendáveis para quem gosta de ficção-cientifica com cérebro sem dispensar boas sequências de acção quanto baste.
Além destes ainda podem contar também com mais uns titulos entre os quais mais um bom filme de Takashi Miike – Visitor Q de que falarei em breve por aqui.

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No entanto como nem tudo são rosas, mais uma vez em Portugal levamos com outra edição “á portuguesa”.
Já anos atrás havia uma colecção de VHS de filmes do Fantasporto com uma qualidade técnica que deixava mesmo muito a desejar e pelo visto agora a sina repete-se com estas edições em dvd.

Para quem tem acompanhado as minhas reviews e só ainda não viu muitos dos filmes que eu tenho recomendado porque não sabe ler inglés e gostaria de ter oportunidade de os ver legendados em Português, por um lado está com sorte pois finalmente temos Natural City e 2009 Lost Memories com(excelente) legendagem em Pt disponivel no nosso país, mas por outro vai ter que se contentar com uma edição menor e muito pobrezinha em todos os aspectos destes filmes.

2009_memorias_perdidas

Senão vejamos, no caso da edição PT do “2009 Lost Memories” a qualidade de imagem é absolutamente atroz. Uma falta de nitidez impressionante e de cada vez que há mais movimento no ecran topam-se os pixeis da codificação da imagem ao longe. E se vocês o virem num projector com um ecran de tamanho considerável até se vão passar com a falta de qualidade desta edição portuguesa. Parece um mau dvd-rip sacado num torrent qualquer.
E como se isto não bastasse, podem esquecer o incrivel som 5.1 e também o DTS das edições orientais compradas na china ou na coreia do sul. Em Portugal o consumidor leva outra vez com um simpático 2.0 e pronto.
Pronto mesmo.
Não há mais nada no dvd. E podem esquecer qualquer extra também, pois a edição Pt da colecção do Fantasporto nem sequer tem um menú atraente quanto mais conteúdos adicionais. Pelo aspecto da coisa muita sorte haver menu no disco.

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E o mesmo vale para a edição Fantasporto do “Natural City”.
Começa logo bem com o titulo portuga a ser “2080 Amor Cibernético” que soa assim como se fosse uma canção do Toy mas pronto…até passava…

2080_amor_cibernetico

No entanto depois levamos com um Dvd totalmente descaracterizado gráficamente contendo o som apenas em 2.0 e claro que extras nem pensem sequer nisso.
No entanto, comparado com o dvd do “2009 Lost Memories”, ao menos em “Natural City” temos direito a uma imagem melhorzinha. No entanto não lhes aconselho a verem esta edição portuguesa num projector…vão por mim.

Como é que isto é possível ? Seriam os direitos de distribuição destes filmes algo tão incomportável que impediram que o Fantasporto os conseguisse editar em Portugal nas condições que deveriam ter tido ? É que todas as edições têm um aspecto tão franciscano que se não fosse pela excelente legendagem em pt de ambos os titulos, eu recomendaria antes que vocês sacassem um dvd rip destes titulos de qualquer torrent.

A edição Sul Coreana de Natural city contêm suficientes extras extremamente interessantes para se ter feito aqui em Portugal uma edição como devia de ser em dois discos deste filme e no entanto levamos com tratamento que vai atirar estas duas excelentes obras de ficção-cientifica para os cestos dos hipermercados não tarda nada e mais uma vez se deita fora uma excelente oportunidade de mostrar ao público portuga a qualidade técnica que também existe nas produções do outro lado do mundo.

Comprem antes a edição UK de Natural City á venda na Amazon Inglesa que ficam bem melhor servidos.

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Resumindo, estão avisados. Cuidado com estas edições Pt.
São baratas mas ás vezes o barato sai caro.
Se precisarem muito de legendas em Pt comprem, até porque os filmes estão a um preço excelente na Fnac (6€ cada !!) , agora pelo visto levam com a qualidade a condizer e é mesmo pena, porque quem tiver a sorte de poder ver qualquer um destes filmes nas suas edições orientais originais com um DTS absolutamente mágnifico e uma luminosidade excelente em todas as cenas (especialmente em Natural City) e depois for ver estas pobres edições portugas em stereo 2.0 e uma imagem imagem sem cor ainda por cima cheia de grão e pixeis quando se move um bocadinho mais rápido até se vão passar dos carretos.
E não é que as edições PT ainda têm a lata de anunciar o seguinte : “TRANSCRIÇÃO DIRECTA
DO MASTER DIGITAL”
como se isto fosse um selo de qualidade !!? Só pode ser anedota !
Eu diria mais, já vi melhores cópias com uma: “Transcrição directa de um dvd-rip”
!!

Comprar a edição PT de Natural City de qualidade rasca mas com legendas em Pt

Comprar as edições internacionais de Natural City estas sim com qualidade a sério.

E se se despacharem e preferirem antes comprar a edição inglesa do DVD , podem encontrá-lo neste momento (verão de 2010) a menos de 5 libras na Amazon.uk que se encontra em saldos de filmes asiáticos desde já há várias semanas.
Esta edição não trás extras mas limpa o chão com a cópia portuguesa e o preço é menor e tudo. Vão por mim, comprem Natural City na Amazon Uk e ficam muito bem servidos.

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Comprar a edição PT de 2009 Lost Memories de qualidade rasca mas com legendas em Pt

Comprar edições internacionais de 2009 Lost Memories com melhor qualidade, especialmente no som.

Filmes nota 10
Edições orientais Nota 10 para o Natural City; Nota 6 para o Lost Memories
Edições Portuguesas Nota 1 e não levam zero porque a legendagem em Pt é muito boa.

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promisept

E mais um !! grr-)
NÃO COMPREM a edição portuguesa do THE PROMISE – A PROMESSA.
A capa é esta :
http://www.wook.pt/ficha/a-promessa-dvd … id/1526254 Grr:-)

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Finalmente editaram o filme em Portugal mas mais uma vez temos direito a outra edição á portuguesa.
Para minha surpresa lançaram a versão “americana” do filme. Não está dobrado, mas o publico português tem de comer com uma nova introdução que logo nos créditos iniciais explica muito bem explicadinho, onde fica o reino dos bons, dos maus, quem são os personagens, o que são, o que farão dentro do contexto da história, etc, etc, etc.
Tudo muito bem detalhado, onde não faltam inclusivamente uns desenhos feitos á pressa que mostram logo o aspecto de personagens que aparecem ao longo do filme e que deveriam pelo menos manter um efeito de mistério.
Resumindo, na edição portuguesa, explica-se logo tudo muito bem explicadinho não vá depois o público não conseguir distinguir os maus dos bons mais tarde.

Mas isto nem sequer é o pior.
O pior de tudo, é que num filme tão visualmente épico como o original THE PROMISE
https://cinemasiatico.wordpress.com/2008 … hina-2005/
Parece que alguém achou que pelo menos um terço da imagem dos lados não fazia cá falta nenhuma e mais uma vez temos uma edição Portuga que apesar de referir o tão reconfortante 16:9 na caixa, na verdade a beleza dos cenários está mutilada porque na práctica os portugueses vão ver algo semelhante a um 4:3 onde tudo está muito bem centradinho no ecrã mas onde falta muito da imagem nos lados. Muito mesmo.
Estive a comparar a edição PT da PRISVIDEO, com a minha edição Chinesa (região zero), e nem tem comparação.
The Promise depende extraordináriamente da beleza e da composição das suas paisagens e cenários para resultar como espectáculo cinematográfico e isso perde-se por completo na edição agora colocada á venda em Portugal pois todo aquele sentido épico visual fica constrangido por apenas se ver no ecrã a imagem essencialmente centrada sem dar qualquer valor ao enquadramento original. grr-)

E é melhor nem falar da diferença de som, entre a edição Portuga editada pela Prisvideo e a edição Chinesa por exemplo… eh-)
Se a vastidão das paisagens se perde por completo devido a faltar no ecrã um terço da imagem, o mesmo acontece com a fabulosa aura tridimensional que existe nas pistas sonoras deste filme na sua edição oriental.
Não sei onde raio vão buscar estas edições para lançar em Portugal, mas também aqui levamos com um 5.1 standartizado incomparável com o fantástico som surround que existe tanto nas pistas 5.1 como DTS das edições chinesas.
Ah…e claro que podem esquecer o DTS na edição Portuga também.
E as legendas estão coladas.

E como se não bastasse ainda por cima, há algo errado com a navegação do menú da edição Portuga que nos faz andar ás voltas com os botões pois insiste em querer passar os trailers que o disco contém, mesmo quando estamos a tentar começar a ver este filme de fantasia romântica e o dvd insiste em passar o trailer da nova obra do Steven Seagal (não estou a brincar). :mrgreen: grr-)

(Update Verão de 2010)

A Amazon Uk tem estado de Saldos para o cinema asiático desde há já várias semanas e tem no seu catálogo The Promise a preços fantásticos tanto em DVD como em BLU-Ray. Espreitem.

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O pior disto tudo, é que parece que a Prisvideo vai lançar (ou já lançou) também o fantástico THE WARLORDS https://cinemasiatico.wordpress.com/2008 … 007-china/ , mas quanto é que vocês querem de aposta que também nesse deve faltar um terço do ecrã ? salut-)

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Por um lado, finalmente parecem estar a editar cinema oriental do bom em Portugal, mas depois fazem-me estas edições que são um insulto ao consumidor ?!!
Será que as editoras lançam em Pt filmes para o consumidor de cestos de supermercado apenas ? Isto faz-me ficar cá com uma vontade de comprar uns Blue-Rays a preço de ouro em Portugal… como?-) nails-)

grr-)

E já lhes falei da edição Portuguesa do My Blueberry Nights…?
https://cinemasiatico.wordpress.com/2008 … g-kar-wai/

Se eu fosse a vocês comprava antes esta edição Chinesa na Play-Asia … ou a edição UK na Amazon Inglesa também em Blu-Ray se preferirem…Tudo a preços excelentes na baixa de preços deste verão de 2010 para cinema asiático.
A edição Pt não é atroz, mas se gostam de uma imagem realmente nítida e que fica impecável quando projectada num grande ecrã a sério, eu escolhia qualquer uma menos a portuga.
Isto para não falar mais uma vez do som…Como raio é que é possível que num filme que depende tanto da música para contar a história e criar uma empatia emocional com o espectador, a pista de som supostamente 5.1 da edição Portuguesa, mais parece em mono quando o som das edições orientais é absolutamente tridimensional ?! :shock:
O som da edição portuguesa deve ser uma das pistas sonoras menos activas num sistema de surround que já me passaram pelos ouvidos. Durante a projecção, practicamente só se sente a presença da coluna central durante o tempo todo. Ocasionalmente nota-se a presença de um stereo discreto, mas nunca atinge o efeito tridimensional que a pista de som “original” oriental, usa para criar aquela atmosfera fabulosa do filme.

Á alguns anos atrás aconteceu algo semelhante com o dvd portuga do Starship Troopers, que teve um 5.1 que mais parecia mono quando a edição UK tinha uma pista de som tridimensional a sério e agora voltou a acontecer com o My Blueberry Nights. mau-)
O que num filme como este na minha opinião é algo imperdoável pois a atmosfera músical é a alma dos personagens e faz parte da narrativa da própria história.
A edição PT deste filme é o típico exemplo de uma daquelas edições portugas que na verdade nem têm particularmente algo de errado, mas são tão discretas e ficam tão aquém da qualidade que existe presente em outras edições de outras partes do mundo que a versão portuga se torna absolutamente insignificante e um verdadeiro rip-off para os fãs do filme. :-?
A coisa chegou ao ponto do stereo do dvd-rip de uma versão internacional ter mais presença tridimensional no meu sistema de surround do que o suposto 5.1 da edição Portuguesa !! eh-)
E já gora, esqueçam o DTS na edição Pt também…

Desculpem o paleio, mas fica aqui o aviso, pois se estiverem interessados nestes filmes, se não precisarem de legendas em Pt, podem encontrar edições a sério destas obras na China e na Coreia do Sul.
Ignorem as edições portuguesas. Vão por mim…

-stop-

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