The Sorcerer and the White Snake (The Sorcerer and the White Snake) Siu-Tung Ching (2011) China


Se julgam o cinema de fantasia pela qualidade dos efeitos especiais então fujam !
[“The Sorcerer and the White Snake“] tem efeitos digitais tão maus que fazem as sequências de “Blood – The Last Vampire” parecerem cenas do Avatar em comparação.
Por isso se um mau filme na vossa opinião se define pelo lado técnico dos efeitos é melhor esquecerem este desde já pois não vão gostar de todo.

Se no entanto, conseguirem abstrair-se das piores criações em CGI dos últimos anos, entrarem na onda visual do filme e não se importarem com “renders” que mais parecem saídos de uma introdução de um velho jogo para a PS-ONE do que material produzido para cinema feito em 2011, então bem-vindos a [“The Sorcerer and the White Snake“].
Especialmente se gostam de filmes de fantasia.

Esta produção pode ter defeitos que nunca mais acabam a nível técnico, mas tem imenso charme e acima de tudo tem uma coisa que para mim dá logo imenso valor a um projecto; está sempre a surpreender no que toca a imaginação e parece continuamente apostado em atirar á cara do espectador momentos inesperados especialmente quando pensamos que já vimos tudo e nada nos pode apanhar de surpresa. E isto no sentido positivo e no negativo. O que de de certa forma serve como ponto de reviravolta na nossa opinião sobre o que aparece no ecran.

Perdi a conta dos momentos em que só pensava que tudo era tão mau, tão mal feito , tão piroso e tão foleiro que só poderia ser totalmente viciante, naquele sentido do é tão mau que só pode ser de propósito e portanto se torna automáticamente genial.
Por outro lado também perdi a conta dos momentos realmente bons deste filme.
Não o são, própriamente pela história ou carísma dos personagens porque na verdade não têm nada de especial ou sequer muito cativante, mas pelo resultado global desta produção que tanto pode ser genialmente má como extraordináriamente boa ás vezes com uma diferença de segundos entre cenas.

Isto porque como já disse [“The Sorcerer and the White Snake“] é um filme cheio de imaginação. Daqueles que sabem usar as suas limitações técnicas para muitas das vezes criar cenas memoráveis. Já vi este título há um par de semanas e continua a não sair-me da cabeça, nomeadamente por causa de muitas das suas imagens cheias de ambiente, paisagens fabulosas e muita criatividade no design visual.

[“The Sorcerer and the White Snake“] está cheio de geografias fantásticas, criaturas fofinhas e carismáticas (que deveriam ter tido mais tempo de antena), ao mesmo tempo que contém algumas cenas de acção bem divertidas e que culminam num final absolutamente épico.
Tão épico que se nota perfeitamente que os criadores deste projecto não tinham orçamento nem para metade do que quiseram mostrar mas mostraram na mesma, numa onda total de : “que se lixe !”
Por isso nota alta para tanta ambição e pela total falta de receio em alienar logo metade do público com tanto mau CGI.

Nota-se que houve aqui uma escolha óbvia; ou faziam um final pequenino sem grande chama e dentro do dinheiro que haveria para produzir uns efeitos mais aceitáveis…ou… entravam á maluca por um final para lá de épico sem terem meios para o realizar técnicamente como deveria ter sido filmado. Por mim, ainda bem que escolheram o total avacalhamento visual , pois [“The Sorcerer and the White Snake“] tem no seu final alguns dos melhores momentos de sempre dentro daquele género de cinema-tão-mau-que-só-pode-ser-bom !

Portanto se gostam de cinema de fantasia eu recomendo vivamente este filminho. Agora têm de gostar de Fantasia dentro do género conto-popular-chinês, em puro modo de conto-de-fadas com um bocadinho de porrada e artes marciais. Se procuram algo no estilo ocidental em jeito de Lord of the Rings, esqueçam, [“The Sorcerer and the White Snake“] é puro cinema de fantasia ao melhor estilo “The Promise” mas produzido sem o mesmo orçamento.

Quando isto começou, a primeira sensação que tive foi a de que estava a ver uma espécie de sequela não declarada de “The Forbidden Kingdom” mas sem o Jackie Chan ou o puto americano que não servia para nada.
Parecia que alguém na China esteve a ver esse filme, percebeu o que estaria a mais nele e resolveu criar a sua própria versão integralmente chinesa (visto Forbidden Kingdom ter sido uma co-produção China/América).
Isto porque inclusivamente o personagem de Jet Li até parece o mesmo e tudo, só que desta vez bem melhor usado dentro do contexto geral da história.

[“The Sorcerer and the White Snake“] é no entanto um filme bem mais infantil que “The Forbidden Kindom” (se é que tal é possível), isto porque em muitos momentos até parece uma produção da Disney ou da Dreamworks, devido ás sequências com criaturas fofinhas e animais inteligentes a piscar o olho ao estilo Shrek até).
Mas ainda bem que elas estão na história, pois são um dos seus pontos fortes. Quebram a monotonia da óbvia, clássica e algo aborrecida história de amor central e equilibram muito bem alguns dos momentos de acção mais fracos até.
Da minha parte só tenho pena que o filme não tenha tido mais criaturas como estas ao longo da história. Mas como está, está bem e curiosamente os efeitos digitais nesses momentos nem são nada maus não senhor.

Essencialmente [“The Sorcerer and the White Snake“] é um conto de fadas chinês. Conta a história de uma espécie de serpente milenar que se apaixona por um humano e se transforma em mulher para poder viver com ele. Claro que o pobre coitado nem suspeita do verdadeiro aspecto da senhora e muito menos imagina que existe uma ordem de monges que ao melhor estilo Terminator em versão Shaolin percorrem o mundo eliminando todo o tipo de criaturas que não forem humanas porque as consideram demoníacas , só porque sim; o que acaba por se revelar um dos pontos interessantes na moral da história também e provavelmente será a tónica do conto original que não parece esquecida no desenlace final desta aventura. Nota positiva também para isto.

Basicamente estamos na presença de um filme de aventuras divertido, passado numa China de Fantasia ao melhor estilo conto de fadas clássico oriental. Não se chateiem muito com o visual dos maus efeitos especiais e deixem-se levar pelo universo da história pois [“The Sorcerer and the White Snake“]  é um pequeno grande “mau” filme simplesmente perfeito para quem procura um titulo divertido e ligeiro. Nota-se que houve um constante esforço para apresentarem um produto criativo mesmo apesar das limitações técnicas e nem sempre encontramos algo assim que sabe tirar uma nota tão positiva daquilo que á partida poderia ter sido a morte do filme.

O seu único problema é que a história nem é particularmente divertida e o facto de se basear essencialmente numa espécie de comédia de costumes envolvendo uma história de amor também não ajuda a dar-lhe grande carísma no aspecto humano. Isto porque os personagens são todos muito superficiais e portanto não esperem encontrar aquela intensidade romântica de um “An Empressa and the Warriors” por exemplo e essa é uma das grandes falhas do filme, pois supostamente o amor seria o motor de todas as situações da história mas os personagens nunca nos cativam da forma que é habitual encontrarmos no cinema romântico oriental.
Como resultado disso, a parte dramática deveria criar uma grande empatia com o espectador para ajudar a terminar em beleza o segmento final da história, mas não funciona muito bem em termos emocionais pois tudo nos parece artificial demais ao contrário do que costuma ser costume em produções românticas orientais.

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CLASSIFICAÇÃO:

É um filme carregado de pequenos pormenores que lhe dão imensa vida. Tudo o que não envolve a história de amor central, dá imensa energia ao filme; o que no fundo é uma mais valia pois este enquanto fantasia romântica simplesmente nunca funcionaria muito bem por causa da superficialidade de toda a trama de amor.
Boas cenas e acção, monstros divertidos, criaturas fofinhas quanto baste, alguma comédia bem conseguida, quilos de maus efeitos especiais que não deixam de ter imensa personalidade mesmo assim e um final tão épico que nem cabe no orçamento do filme.
Como filme de fantasia totalmente no estilo conto-de-fadas-chinês, não será melhor que “The Promise” ou mesmo que “An Empress and the Warriors“, mas mesmo apesar dos maus efeitos especiais penso que é mais cativante do que “The Restless” e mais criativo que “The Forbidden Kingdom” também.
Por isso e porque o raio do filme não me sai da cabeça mesmo depois destas semanas todas, quatro tigelas e meio de noodles porque sendo mau demais é realmente muito bom mesmo ! E já que estamos no Natal é uma óptima escolha para espreitarem enquanto esperam pelo dia de abrir as prendas também.

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A favor: soube tirar partido da sua muita imaginação mesmo apesar dos péssimos efeitos CGI, está carregado de pequenos pormenores criativos a todos os níveis, algumas paisagens são fabulosas, tem um final tão épico que quase não cabe no orçamento do filme o que o torna ainda mais divertido, esforça-se a todo o instante por ultrapassar as suas limitações técnicas tentando surpreender o espectador com coisas novas e pequenas reviravoltas, tem um par de monstros bem creepy e divertidos, alguns efeitos digitais até nem são maus de todo não senhor, tem um par de criaturas fofinhas bem conseguidas, grande parte do design é excelente com destaque para o visual das duas serpentes irmãs em estilo sereia flutuante, boas e variadas cenas de acção eficazes quanto baste, alguns momentos de comédia divertidos.
Contra: quem odeia o estilo cinema-photoshop presente em “The Promise” vai abominar este filme totalmente,  a história de amor deveria ser o coração da história mas perde-se algures entre o drama que nunca poderia ser e a comédia que não sabe se quer ser, os personagens não têm grande profundidade e por isso a parte humana da história fica um bocadinho áquem do que é costume em produções românticas orientais, em 2011 é um filme com efeitos digitais do meio dos anos 90 no mínimo…mas por outro lado, who cares !

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NOTAS ADICIONAIS:

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=YOXg1SL60nk

Comprar
http://www.yesasia.com/us/the-sorcerer-and-the-white-snake-dvd-china-version/1025644242-0-0-0-en/info.html

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IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0865556/combined

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Filmes “semelhantes” de que poderá gostar:

A Chinese Tall Story The Promise

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Space Battleship Yamato (Space Battleship Yamato) Takashi Yamazaki (2010) Japão


O design é fantástico, os efeitos especiais são muito bons e cheios de pequenos detalhes nas próprias sequências de acção, parece mesmo um Anime em “imagem real”, a história podia ser pior e não envolve as macacadas habituais do cinema Japonês de FC, o ambiente é bem conseguido, tem uma óptima fotografia e muitos personagens com potencial quanto baste para fazer disto um dos melhores filmes de ficção científica saídos do Japão nos últimos anos.

Então porque raio é que [“Space Battleship Yamato“], é tão mau ?!!
Mas mau mesmo !
Não é daqueles – tão maus que se tornam bons – e por isso nunca se tornará num filme de culto até mesmo junto daqueles que gostaram do Anime em que foi baseado. [“Space Battleship Yamato“] é simplesmente mau e pronto.
E porquê ? Porque há aqui qualquer coisa que não se percebe de todo. O filme tem 138 minutos, é desinteressante como o raio e o pior é que nunca se percebe bem porquê quando chegamos ao fim.

Será porque nos deixamos dormir a cada 40 minutos de filme mais ou menos ?
Será porque tenta ser um drama humano tão intenso a nível de personagens que tem provavelmente dos diálogos mais chatos e arrastados dos últimos tempos ? Sabem aqueles filmes que têm duração a mais ? [“Space Battleship Yamato“] tem duração a mais nas cenas de diálogo, consegue aborrecer mesmo sendo dinâmico na montagem e practicamente é uma seca porque os momentos com os personagens são sempre tão desinteressantes, longos e vazios; que como espectador senti sempre que apenas continuava a ver este filme porque visualmente é tão cativante que me forcei a não dormir á espera das cenas em que o design era exibido, apenas para ver o que apareceria a seguir.

O Japão não é propriamente conhecido por produzir cinema de ficção-científica hardcore naquele tom sério que encontramos numa novela do género. Talvez a única tentativa para lançar um épico mais sci-fi em tom mais realístico tenha sido o fascinante “Bye Bye Jupiter” e mesmo essa com o resultado que se viu…
Temos também o muito bom, “The Sinking of Japan” mais dentro do género catástrofe e pouco mais há.
Ficção-Científica no Japão significa acima de tudo “Godzilla” com clones do género ás dezenas e pouco mais e eu sempre me perguntei porquê. Especialmente nos tempos modernos em que os japoneses já demonstraram que fazem efeitos especiais tão bons ou melhores quanto o que sai actualmente de Hollywood e do qual o trabalho visual apresentado em [“Space Battleship Yamato“] não é excepção.

Por isso eu quando descobri este filme fiquei logo muito contente e atirei-me a ele plenamente convencido de que desta vez é que era. Parecia que o Japão tinha finalmente conseguido fazer uma Space-Opera cinematográfica que não ficava nada a dever ao que os americanos fazem comercialmente falando.
Ainda dizem que a pirataria não é útil ? Se isto fosse como nos velhos tempos eu teria comprado imediatamente o dvd disto ou o blu-ray sem pestanejar pois tinha por filosofia comprar para ver.
Eu matava-me se tivesse gasto agora dinheiro neste filme !
Especialmento porque [“Space Battleship Yamato“] seria mesmo o tipo de titulo que eu compraria logo sem pestanejar ou sequer ver primeiro. Por isso neste momento só posso dizer, viva a pobreza que me salvou de gastar dinheiro naquilo que foi um dos filmes mais chatos de FC que me passaram pela frente em muitos anos. Será inclusivamente a Space-Opera mais desinteressante que alguma vez vi.

É que apesar de visualmente parecer que segue todas as regras que tornam o género da Space-Opera o divertimento garantido que se sabe (graças ao template Star Wars também), a verdade é que [“Space Battleship Yamato“] acerta ao lado em tudo. Se isto fosse uma batalha naval o único navio que seria afundado no jogo seria o do próprio jogador.
O visual e as cenas de efeitos especiais são regra geral excelentes ou muito boas, inclusivamente o estilo de combates espaciais está baseado nas próprias leis da física e as naves portam-se mais como os caças de Babylon-5 do que com as naves bonitinhas do Star Trek.

O problema é que tudo o que é visualmente estimulante em [“Space Battleship Yamato“] dura muito pouco.
Pouco mesmo !
As sequências de combate são tão rápidas e dinâmicas que mal começamos a habituarmo-nos ao seu ritmo e estilo visual, já estas acabaram. Com a agravante de apesar de não haver nada neste filme que já não tenham visto dezenas de vezes noutros lados, nomeadamente por exemplo no recente remake da Galactica. Tudo muito competente técnicamente mas sem grande imaginação na verdade. Não há nada em [“Space Battleship Yamato“] daquele chamado “WOW factor“.

Depois como contraponto e para intercalar com as cenas “exteriores” em bom CGI, apanhamos intermináveis sequências com personagens no interior da Yamato em diálogos totalmente desinspirados e sem interesse algum; numa tentativa desesperada do realizador (e argumentista talvez), para colarem o estilo da tripulação da nave á química de personagens encontradas em Star Trek. Especialmente encontrada no NOVO Star Trek de J.J.Abrahms.
Nota-se uma tentativa constante de fazer com que esta tripulação da Yamato, se pareça tanto com a da Enterprise que inclusivamente nem aqui falta um “Mr Scott” na sala das máquinas.
[“Space Battleship Yamato“] tem personagens a mais com histórias interessantes a menos.

Curiosamente esta intenção de reproduzir o estilo Star Trek começa logo por se afundar no personagem do capitão da nave. O que raio é aquilo ? É um boneco sem vida, um actor morto sentado no banco ou será um gajo completamente aborrecido por entrar no filme ? Terá isto tudo sido culpa do argumentista que lhe deu algumas das cenas mais chatas de toda a história para debitar diálogos sem qualquer interesse ?!
O problema é que isto não se esgota num personagem. Todos são ou aborrecidos de morte, ou irritantes á bráva e a única vez que [“Space Battleship Yamato“] ganha alguma humanidade é numa breve sequência de despedida através do ecran do videofone e isto graças ao carisma dos dois actores que por breves segundos conseguem passar mais emoção do que o resto do elenco do filme em 138 minutos !

[“Space Battleship Yamato“] alterna entre o visualmente fascinante, o chato como o raio e o irritante á brava !
Irritante á brava porque se por um lado tenta colar-se ao estilo Star Trek no que toca a personagens, por outro tenta desesperadamente parecer-se com um filme de Hollywood a todo o instante, muito em particular parece que este filme o que gostaria de ter sido era o “Armageddon” de Michael Bay e não consegue, não por falta de meios mas por falta de capacidade do realizador para tentar imitar correctamente o estilo do realizador americano. Especialmente quando não se decide se quer ser o Star Trek (notem os constantes lens-flare e a movimentação de câmera a imitar o Trek novo) , a Galactica, o Wing Commander, ou o Armageddon !

Se algumas vez pensaram como poderia ser um filme do Michael Bay mas desinteressante como tudo pelas razões mais inesperadas, têm aqui uma boa resposta em [“Space Battleship Yamato“].
A gente sabe que o Michael Bay não é própriamente um realizador genial, e aquela montagem a trezentos por segundo é horrorosa, mas ao menos naqueles raros bocados em que até tem alguma coisa para narrar ele sabe contar uma história apesar dos pesares. Tal não acontece com este realizador de [“Space Battleship Yamato“] que se espalha precisamente nas cenas que supostamente deveriam humanizar -“o estilo Michael Bay“- mas falham redondamente porque, ou os textos são chatos, as sequências são longas e vazias ou então é a própria história que não tem interesse suficiente para ser esticada artificialmente por 138 minutos que mais parecem quatro horas.

Essencialmente [“Space Battleship Yamato“] conta a história do planeta Terra estar practicamente nas últimas. Nada resta daquilo que antes foi a natureza verdejante do nosso mundo e toda a humanidade está a morrer. Não só por toda a falta de condições naturais mas também porque o nosso mundo está a ser atacado por uma raça alienígena que insiste em nos limpar da superfície porque são maus e pronto. Até têm um motivo, mas é tão banal e desinteressante que eu nem quero estragar aqui “o twist” do argumento. Isto se vocês chegarem acordados até ele claro está.
Um dia é recolhida uma cápsula vinda do espaço e quando analisada, as autoridades informam a população de que esta contêm um mapa que levará uma missão espacial até ao planeta Iskandar onde poderá encontrar-se a cura para toda a devastação da humanidade. Logo é escolhida uma tripulação e a nave Yamato é lançada para o espaço nessa missão de confirmar se existirá de facto em Iskandar algo que poderá salvar a Terra.
Isto claro, com os alienígenas atrás tentando impedir o sucesso dos nossos herois, assim ao melhor estilo Cylons contra humanos.
Ah, e claro que há uma história de amor pelo meio.
Nem se nota.

[“Space Battleship Yamato“] é um daqueles filmes de que apetece logo gostar muito. Especialmente se vocês forem fãs de Space-Opera e sempre acharam que o Japão poderia ser um bom local para se filmar umas boas aventuras espaciais ao melhor estilo clássico. Isto já que nos Estados Unidos toda a gente parece ter medo de filmar histórias de aventuras no espaço e depois ser comparado com o sucesso de Star Wars.
Inclusivamente muita gente hoje ainda pensa que foi George Lucas que inventou o estilo e o género Space-Opera devido ao sucesso de “A Guerra das Estrelas” desde os anos 70 quando este desenterrou o estilo clássico das aventuras espaciais dos anos 30 e 40 e o transformou no template cinematográfico que se conhece hoje e que muito pouca gente voltou a usar por medo de ser considerado plágio.

Se virem o trailer de [“Space Battleship Yamato“] e gostarem de Space-Opera muito provavelmente ficarão logo com vontade de comprar o filme. Cuidado.
Recomendo que o vejam de um torrent primeiro, porque isto não é o filme divertido que vocês esperam e que toda a gente gostaria que pudesse ter sido.
Surpreendentemente é até bem menos divertido do que “The X-From Outer Space” se é que acreditam numa coisa destas.
[“Space Battleship Yamato“] leva-se demasiado a sério e por isso espalha-se ao comprido em tudo o que tenta atingir.
Além disso, para completar a colagem ao estilo Michael Bay, ainda por cima a banda sonora é cantada em Inglés por nem mais nem menos do que Steven Tyler dos Aerosmith…hmmmm…..onde é que a gente já viu isto antes ?….Em que filme com um asteroide gigante é que…hmmmm…..
Isto é absolutamente deprimente.

Não só [“Space Battleship Yamato“] tenta ser um clone á americana made in japan daquilo que Michael Bay faz em Hollywood como ainda por cima a própria música da banda sonora parece ela mesma um clone da sua “versão” mais famosa que o próprio Steven Tyler já tinha gravado para “Armageddon”.
Isto para nem falar do final do filme, meus amigos…
Deprimente.

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CLASSIFICAÇÃO:

Com muita, muita pena minha leva a mesma classificação do filme abaixo, o que demonstra claramente que o facto de um filme ter excelentes efeitos especiais não significa automáticamente que seja um bom filme de FC ao contrário de produções mais antigas ou modestas.
[“Space Battleship Yamato“] acerta ao lado em tudo o que se propõe fazer e aquilo que deveria ter sido uma fantástica e divertida Space-Opera japonesa, acaba por ser um produto muito decepcionante, chato e por vezes bastante irritante.
Tinha tudo para ser fantástico e pelo visto dinheiro também não lhe faltou e não passa de um mau clone de um estilo que por si só originalmente já nem sequer é grande coisa.
Uma tigela e meia de noodles, apesar de ser um daqueles filmes de que apetece gostar mesmo muito. Mas depois acordamos para a realidade.
Querem uma boa space opera japonesa ? Vejam antes o “X-Bomber/Starfleet” pois apesar de primitivo e ser todo em marionetes tem mais alma e emotividade que esta produção modernaça cheia de estilo e efeitos a sério.

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A favor: Bons efeitos especiais, bom design de produção, boa fotografia, contém algumas paisagens fantasticas.
Contra: os personagens não têm interesse, os diálogos arrastam-se no vazio, as cenas de acção são muito breves e totalmente desinspiradas, não tem nada que não tenham visto já mil vezes noutros sitios, tenta imitar o mais popular de Hollywood e espalha-se ao comprido, nota-se o constante desespero de produzir um filme á americana quando se calhar a chave do sucesso estaria na sua identidade original, a história resume o Anime mas não tem grande imaginação ou interesse, pura e simplesmente não é divertido.
Ah, e o cabelo á Michael Jackson do heroi dá-me cabo dos nervos. 🙂

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=Row0rYFQCHs

Ainda não está a venda na altura em que escrevo isto.

Download aqui com legendas em PT/BR

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt1477109

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Kurenai no buta (Porco Rosso) Hayao Miyazaki (1992) Japão


[“Porco Rosso“] será porventura um dos filmes mais adultos de Miyazaki e também um daqueles de que as pessoas menos se lembram quando se fala da obra deste realizador.
Talvez por ter uma atmosfera tão poética e etérea enquanto dura, depois ao acabar é como um bom sonho do qual não conseguimos recordar os detalhes.

[“Porco Rosso“] é no entanto um filme que consegue agradar tanto aos mais novos como aos mais velhinhos.
Isto porque possivelmente terá algumas das melhores sequências de acção presentes no trabalho de Miyazaki e todas as idades vibram de igual maneira com os divertidos e fascinantes combates nos céus de uma Itália dos anos 20 onde se passa toda esta história cheia de poesia, aventura e muita nostálgia.

O público mais velho, especialmente quem não conhece o trabalho deste realizador, irá certamente surpreender-se com o tom melancólico que percorre uma história tão estranha quanto cativante e onde há inclusivamente espaço para um par de excelentes histórias de amor.  Histórias de amor que nunca acontecem mas que estão sempre presentes na relação do heroi com os personagens femininos de uma forma que torna [“Porco Rosso“] em algo único e fascinante dentro do próprio universo Miyazaki.

[“Porco Rosso“] conta a história das aventuras, ou das vivências de um piloto de aviões nos primórdios da aviação que cruza os céus de uma Itália nos anos 20 do século passado trabalhando como piloto, mercenário e aventureiro de aluguer.
Habita algures numa espécie de base secreta (bem conhecida de toda a gente), localizada numa ilha do mar adriático e onde vive uma existência solitária longe do mundo e de todos desde que uma maldição o transformou num porco.

Não procurem explicações para isto, pois não existem. É apenas a premissa da história, mas não se preocupem porque vocês nem se vão mais lembrar deste pormenor porque vão estar tão cativados com toda a atmosfera de [“Porco Rosso“] que pouco lhes vai importar a razão de estarem a ver um desenho animado com um porco que pilota aviões.

Toda a história gira á volta das proezas e rivalidades entre pilotos nessa época, onde não falta romântismo, uma pitada de sobrenatural e também espiritualidade quanto baste.
Especialmente no que toca á relação entre Porco Rosso e Gina a dona do Cabaret onde se econtram os pilotos que depois de viverem as suas aventuras todos convergem para adorar de longe a dona do local que os mantém a todos na linha.

Eu quase que aposto que quem conhece os livros de Richard Bach e gosta daquela atmosfera etérea e aerea das suas histórias passadas em biplanos, irá gostar muito de [“Porco Rosso“] também. Isto porque além do tom poético e literalmente flutuante ser bastante semelhante também a parte romântica da história tem aquele ambiente que não ficaria deslocado de um livro do autor de Fernão Capelo Gaivota.

Na verdade não há muito mais para dizer sobre este filme. [“Porco Rosso“] faz parte daquele período que para mim foi o melhor, mais variado e mais imaginativo do realizador e quanto a mim é outro dos seus títulos obrigatórios.
Está cheio de momentos humorísticos geniais e personagens memoráveis que os vai colar ao ecran do príncipio ao fim.
Destaque para a grande galeria de piratas do ar que acabam por criar um dos momentos mais nostálgicos nos segundos finais da história quando os revemos já idosos muitos anos depois da sua época aurea ter passado.

[“Porco Rosso“] para mim que trabalho em ilustração continua a ser uma das minhas grandes referências e provávelmente o grande responsável pelo meu estilo de bonequinhos infantís pois a partir do momento em que vi  pela primeira vez muitos anos atrás a hilariante sequência com as miudinhas raptadas no início da história a minha imaginação nunca mais foi a mesma.

Essa cena continua mesmo todos estes anos depois a ser um dos pontos altos do filme e um dos mais divertidos momentos humorísticos de Miyazaki pelo absurdo da situação e contraste entre a pureza das criançinhas e os piratas em total estado grunho com as suas metralhadoras gigantes.

Resumindo, obrigatório para quem não conhece.
Ainda mais para quem já nem se lembra bem dele.

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CLASSIFICAÇÃO:

Cinco tigelas de noodles e um Golden Award claro, acima de tudo pela originalidade, atmosfera e pela criação de um universo único até dentro da própria obra do realizador. Além disso é uma obra prima visual.

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A favor: a qualidade dos desenhos e a realização, excelentes sequências de acção, personagens variados e memoráveis, grande sentido de humor caótico, grande sentido de aventura, fantástica atmosfera romãntica e nostálgica, a banda sonora é demais, boa história de amor impossível, é um filme muito poético visualmente e emocionalmente, a sua história tem coisas para todas as idades, tem um final ambiguo perfeito e muito tocante.
Contra: Quem procura um Anime mais moderno não vai gostar disto pois este é um filme muito contemplativo e apesar das suas inúmeras cenas de acção o enfase da história está nos sentimentos dos personagens o que torna [“Porco Rosso“] num estranho filme que não será própriamente uma aventura de acção no estilo que muita gente esperará.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=fmyrWYrvF5s

Comprar na Amazon UK ou na Amazon.Com
Em Portugal pelo que vi, temos a mesma edição á venda e pode ser encontrada na FNAC.
O Livro com toda a arte do filme pode ser comprado aqui também.

Download aqui com legendas em PT/Br

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0104652

SEQUEL ?
http://timmaughanbooks.com/2009/06/02/miyazaki-to-draw-porco-rosso-sequel/

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Mo gong ( Battle of Wits – aka – Battle of the Warriors) Chi Leung ‘Jacob’ Cheung (2006) China


No outro dia ao desiludir-me bastante com “Red Cliff“, lembrei-me que este era bastante semelhante a outro titulo mais antigo que eu tinha comprado há anos mas de que ainda não tinha falado aqui, pois por qualquer motivo é um daqueles dvds que nunca mais tinha revisto e como tal, decidi tirar o pó do disco a [“Battle of Wits“] porque esta é mesmo a altura certa para falar deste filme no blog até por uma questão de comparação entre títulos semelhantes.

Tanto “Red Cliff” como [“Battle of Wits“] são filmes de guerra semelhantes, porque essencialmente assentam mais sobre as estratégias de guerra, tácticas de movimentação de exércitos, planos de combate e intrigas políticas ou palacianas do que própriamente sobre herois e heroínas que vivem aventuras em mundos Wuxia ou de ambiente medieval e como tal são filmes com uma estrutura muito parecida.

Em ambos os casos, temos dois exércitos em confronto que se analisam um ao outro e onde a maior parte das cenas se passam naquela guerra de muralhas e paliçadas onde as estratégias de invasão se sobrepõem á sequências de acção pura e simples.
Também a nível de personagens os filmes se tocam pois tanto “Red Cliff” como [“Battle of Wits“] contam com os inevitáveis generais caracterizados da forma habitual, com os guerreiros heroicos em estilo solitário, grandes estrategas militares, imperadores decadentes ou corruptos e claro, com a miúda gira da história que neste caso também é muito boa a andar á bulha pelo meio das cenas de batalha, pois é uma oficial de cavalaria.

Achei portanto, que tanto “Red Cliff” como [“Battle of Wits“] poderiam ter sido o mesmo filme. Se se trocassem os cenários e o guarda roupa, provavelmente o resultado teria sido o mesmo nos dois filme e ambos manteriam a sua identidade apenas por causa de um grande pormenor que os distingue.
[“Battle of Wits“] ostenta muito menos opulência visual que “Red Cliff” e como tal não tem aquele sabor a grande épico cinematográfico que exala por todos os frames desse filme e que tornou a obra de John Woo imediatamente muito menos interessante na minha opinião; apenas porque por detrás de tanto estilo visual espantoso tudo aquilo sempre me pareceu demasiado plástico e como espectador nunca consegui entrar naquele mundo pois tudo me pareceu fabricado para cinema e muito pouco real.

Algo que não me aconteceu de todo agora em [“Battle of Wits“].
Ainda o filme não tinha começado á dez minutos e já eu me tinha esquecido que estava a ver um épico cinematográfico. Isto porque pura e simplesmente, nada em [“Battle of Wits“] nos lembra que são cenários contruidos para um filme e nada no estilo visual chama constantemente a atenção para o que aparece no ecrã.
Acompanhar [“Battle of Wits“] é como espreitar por uma máquina do tempo e contemplar o passado; ter acompanhado “Red Cliff” para mim foi como estar a desfolhar um livro sobre design e construção de cenários para cinema. Por muito que eu tenha adorado o fantástico estilo visual do filme de John Woo prefiro mil vezes a contenção estética de [“Battle of Wits“] e o estilo completamente natural dos ambientes e arquitecturas pois transportam o espectador para o passado. Não o deixam do outro lado da televisão a contemplar ambientes gráficos quando estes deveriam servir os personagens e não gritar – superprodução cinematográfica – a todo o instante.

Portanto, em comparação, nota alta para [“Battle of Wits“] logo por este início. Tudo nesta história parece visualmente real e quem gostou da estética realística e crua de Musa the Warrior tem aqui um filme muito semelhante gráficamente falando que  irá certamente agradar a quem procura este tipo de atmosfera visual.
Infelizmente a nível de argumento, também [“Battle of Wits“] é um daqueles filmes que me custa bastante a absorver, mas isto é uma questão de gosto pessoal pois como já referi em posts anteriores, o género de intriga politica e palaciana é algo que me aborrece de morte. Portanto para mim foi muito dificil arrastar-me pelos primeiros vinte minutos deste filme.

No entanto a sua atmosfera cativou-me e cedo também os personagens se começaram a delinear bem mais interessantes do que em por exemplo, mais uma vez “”Red Cliff“.
Não quero parecer estar aqui a ser muito duro com o filme de John Woo até porque gostei do que vi, mas é impossível não compará-lo com [“Battle of Wits“] pois são bastante semelhantes temáticamente e estruturalmente e como tal em termos de gosto puramente pessoal eu penso que esta produção bem menos extravagante é muito mais interessante.

Muita gente em reviews na net critica um pouco os personagens deste filme por causa de serem um bocado estereotipados e parecerem apenas ter sido criados para fazer brilhar as estrelas Pop chinesas que pelo visto entram nisto. Eu como não conheço nenhum destes gajos que entram nos papeis secundários, por mim estão todos muito bem e nem me pareceu sequer que o personagem do soldado arqueiro tenha sido criado para imitar o “Elfo Legolas” do “Lord of the Rings” embora perceba a razão de muita gente referir essa sensação pois o seu papel e dinâmica em [“Battle of Wits“] pode ser semelhante.
Como no entanto, a mim nem me pareceu que isto estrague própriamente o filme por mim que se lixe e passa á frente.

Coisas boas. [“Battle of Wits“] tem muito ambiente e conta com além de Andy Lau sempre seguro, também com o carismático actor sul-coreano que vocês vão reconhecer de “Musa the Warrior” onde personificava o velho e sábio guerreiro veterano e que neste caso faz de general invasor.
Se bem que este filme também seja cativante pelo facto de não ter herois e vilões mas sim, tal como em “Musa the Warrior“, apenas guerreiros em facções politicas opostas e sobre este detalhe [“Battle of Wits“] conta com uma simples e fascinante cena em frente da fortaleza cercada, onde os dois oponentes se encontram cara a cara e que define todo o tom da história; onde a haver vilões, estes serão claro está, os políticos que tudo manobram nos bastidores e que causarão mais mortos e tragédia do que quem faz a guerra por eles, o que não deixa de ser uma mensagem subliminar sempre interessante neste tipo de histórias.

E por falar em cenas de guerra, não só todas as batalhas têm um tom de guerra fascinante como ao vê-las nem me lembrei que estava a ver cenas coreografadas para um filme. Bem ao contrário do que me aconteceu em “Red Cliff” onde além de as cenas de invasão da parte final terem sabido a pouco e nem sequer terem sido particularmente impressionantes a nível criativo tudo me pareceu apenas guerra cinematográfica a todo o instante; coisa que nunca me aconteceu notar agora em [“Battle of Wits“].

Não só todas as cenas de invasão são muito variadas, como a nível de argumento as ideias para estratégias e planos de guerra são todas muito criativos e até bem surpreendentes em alguns momentos. E o melhor é que tudo isto é conseguido sem dar a impressão que estamos apenas a ver um filme, o que quanto a mim é o melhor trunfo que um épico histórico pode ter. Conseguir transportar o espectador para o passado e [“Battle of Wits“] consegue-o bastante bem na minha opinião.

A nível de história, não será propriamente algo tão interessante assim, e neste campo talvez até “Red Cliff” tenha tentado ser melhor e ir mais longe, mas [“Battle of Wits“] é essencialmente um filme sobre estratégias militares e sobre um combate de teimosias entre dois comandantes em ambos os lados da paliçada. A tal “battle of wits” que não tem uma verdadeira correspondente tradução directa na nossa lingua, mas que também se poderia traduzir por algo como “guerra de determinação” ou algo semelhante, pois é esse o coração do filme na sua essência.
[“Battle of Wits“] é um filme sobre dois homens, sobre os poderes que estão á sua volta e sobre o facto de só um deles poder sair vencedor de uma guerra que na verdade não tem qualquer sentido a não ser o de cimentar a sua honra e reputação ao melhor estilo filme de guerra medieval chinés.

Tudo gira á volta da invasão e defesa de uma cidade e tudo tem a ver com guerra, estratégia e politica, mas [“Battle of Wits“] tem ainda tempo para dedicar algumas sequências á inevitável história de amor. Neste caso, talvez mais para abrir o filme ao público feminino do que propriamente para criar algo memorável dentro do género romântico em filmes de guerra.
Por exemplo não encontrarão aqui a assumidamente romântica história de amor de “An Empress and the Warriors“, mas mesmo assim quem procura um toque de romantismo ao melhor estilo cinema oriental, penso que também irá ficar satisfeito com o que [“Battle of Wits“] tem para contar neste aspecto.
Tudo muito breve, mas resulta bem e humaniza o personagem de Andy Lau que até então mais parecia uma espécie de Obi-Wan-Kenobi da estratégia militar pois faz parte de uma ordem de guerreiros quase mística e do qual nunca se sabe muito ao longo de todo o filme.

As cenas românticas, são sempre muito secundárias e complementam bem toda a conversa estratégica, política e militarista do resto do argumento e ainda bem que os criadores deste filme as incluiram, porque conseguem criar uma carga de grande suspanse adicional no segmento final da história que agarra o espectador ao ecrã mesmo sem notarmos que não conseguimos desviar o olhar desses momentos. O desenlace romântico não foge muito ao habitual mas acaba também por transmitir um tom poético ao final de [“Battle of Wits“] o que é sempre bem-vindo.

Consta que isto é a adaptação de um Manga muito popular no Japão, mas como eu não o conheço nem nunca o li, não posso tirar grandes considerações sobre o mesmo. Por outro lado também acho que nem interessariam muito, pois mesmo que isto nem sequer seja uma grande adaptação da banda-desenhada, quanto a mim é um dos filmes mais interessantes de guerra em estilo super-produção que saiu da China recentemente e nesse aspecto bem mais carismático que “Red Cliff” sem precisar de tanta opulência gráfica para ser notado e apreciado.

Quem procura um épico de guerra chinés, penso que irá gostar bastante.
Na minha opinião, [“Battle of Wits“] talvez tenha duração a mais e não lhe fazia mal ficar sem uns quinze minutos talvez, isto porque se repete um pouco quando não há muito mais para dizer sobre honra, dedicação e patriotismo sem começar a tornar-se mais do mesmo. No entanto, como a história romântica intercala bem tudo o resto a coisa equilibra-se e não será por aqui que o filme perderá grandes pontos. Apenas poderia ter tido uma montagem mais dinâmica talvez.

Penso que irá agradar a quem procurar cenas de guerra medieval com grandes exércitos. As batalhas são muito variadas e divertidas, mesmo quando não são espectaculares. Neste campo é onde se nota o melhor do trabalho do realizador, pois penso que ele é fantástico a gerir toda a movimentação de figurantes e a transformar o pouco em muito.
Consegue algumas cenas bem espectaculares e acima de tudo divertidas pois são bem entusiasmantes ao longo de todas as cenas de guerra e quando um filme é essencialmente composto por cenas de batalha e pouco mais é notável como se consegue manter sempre equilibrado sem se tornar monótono.

Por outro lado, [“Battle of Wits“] não é um daqueles filmes de guerra com milhares de figurantes a lutar em cenas de exércitos gigantes no meio de planícies ou algo assim. É um filme de guerra de cerco e que se calhar já merece ser classificado como um sub-género dentro do cinema deste estilo.
Em vez de cenas épicas com milhares de figurantes temos cenas muito dinâmicas com algumas centenas de gajos a matarem e morrerem de todas as formas e mesmo assim, uma cena de cinco minutos de guerra deste filme tem mais entusiasmo do que quase duas horas de  “Mulan” o que já não é mau de todo.

Por falar em mau, [“Battle of Wits“] só tem uma coisa péssima.
Os maus efeitos digitais quase que arruinam algumas das cenas de batalha. Sejam a mostrar exércitos com soldadinhos feitos em CGI a marchar algo amadoramente em termos técnicos no que toca a animação, seja em muito fogo digital ou ainda em sequências inteiras com homens e cavalos tudo muito mal integrado na acção, por momentos ás vezes parece que [“Battle of Wits“] poderá tornar-se mesmo bastante foleiro e piroso quando tenta ser espectacular.
O que vale é que se calhar muita gente nem vai notar, pois felizmente são poucos e breves. Além disso a variedade do que acontece nas batalhas também contribui para distrair bastante o espectador e como tal penso que não se deve penalizar muito este filme por isto também.

Também poderia ter tido mais sangue. Num filme de guerra com tanta acção corpo a corpo e sequências em estilo cru com alguma violência tem muito pouca gente cortada aos bocados e practicamente nenhum sangue a espirrar; o que não deixa de ser estranho pois retira-lhe logo algum do dramatismo que poderia ter tido nas cenas de guerra. Se ás vezes sentirem que falta qualquer coisa no meio de tantas cenas de acção, já sabem. Falta sangue, pois surpreendentemente [“Battle of Wits“] é uma produção bastante politicamente correcta quando comparada com outras coisas semelhantes como “The Warlords” ou “Musa the Warrior“.

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CLASSIFICAÇÃO:

Não será propriamente o meu filme de guerra medieval chinês favorito, mas é uma boa alternativa a quem procura um bom épico neste estilo e gostou da atmosfera visual de por exemplo, “Musa the Warrior“.
Tem atractivos suficientes para divertir e é bem mais variado e épico que “Mulan” por exemplo sem sequer se esforçar por sê-lo. E aposto que irá agradar muito a quem procura um bom filme de guerra onde a estratégia de batalha é o centro da história e terá ficado tão desiludido com “Red Cliff” quanto eu fiquei.
Sendo assim, quatro tigelas e meia de noodles porque é mesmo muito bom e só não leva mais porque achei que tem duração a mais e arrasta-se algo pelo meio.

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A favor: excelente ambiente cénico pois nem nos lembramos que são cenários construídos para um filme, boas e muito variadas cenas de batalha com estratégias de combate divertidas e imaginativas além de muitas vezes serem empolgantes, excelente realização particularmente na gestão das cenas de acção e na forma como as narrativas se cruzam, os personagens não são originais mas são na sua grande parte muito carismáticos, dois excelentes actores como antagonistas, é um filme de guerra com alma e muito para dizer mesmo subliminarmente, boa e simpática história de amor que ainda consegue arrancar um excelente momento de suspanse na parte final.
Contra: tem duração a mais e talvez se repita em alguns pontos já antes abordados, arrasta-se um bocado a meio da sua duração, os efeitos digitais são muito fraquinhos mesmo em alguns momentos, os personagens poderiam ter sido mais originais embora eu compreenda que isto não seja nada fácil de fazer, falta-lhe sangue pois tem carnificina aos montes mas é demasiado politicamente correcto no uso de cenas gore e nem tem sequer uma decapitaçãozinha nem nada, é um bom filme mas não lhes ficará na memória pois falta-lhe qualquer coisa para ser realmente fantástico.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=WdX_cNu9dCw

Comprar DVD ou  BluRay na Amazon Uk bem baratinhos

Download aqui com legendas em PT/Br

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0485863

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Musa (Musa the Warrior) Sung-su Kim (2001) Coreia do Sul


Este foi um dos primeiros dvds orientais que eu comprei já há alguns anos atrás e um dos filmes que me fizeram ficar a gostar muito do cinema daquela parte do mundo.
Estou para falar de [“Musa the Warrior“] desde que criei este blog  e na verdade até era para ter sido o primeiro filme aqui comentado não fosse por uma coisa.

Na altura quando me preparava para escrever sobre esta obra de aventura medieval descobri que infelizmente a versão que eu tinha comprado não era a versão integral do filme. Apesar da edição dvd que eu tenho ser uma edição chinesa comprada na Play Asia (caixinha com excelente grafismo e muita pinta), não é no entanto a versão completa e portanto resolvi adiar o meu comentário sobre esta obra para um dia em que eu conseguisse ter acesso ao filme integral. Isto porque a montagem curta parece ter sido apenas criada para o mercado exterior ao da Coreia do Sul.

Quando vi [“Musa the Warrior“] pela primeira vez gostei muito mas não fiquei particularmente impressionado por aí além. Sempre achei que lhe faltava qualquer coisa mesmo sem saber na altura que havia uma versão bem maior.
Algo não batia certo. Practicamente todas as reviews que eu encontrava consideravam-no extraordinário e no entanto eu continuava a achá-lo uma boa aventura mas pouco mais e não percebia de todo porque isto era tão considerado por tudo quanto era sítio.

Ao investigar melhor depois apercebi-me que [“Musa the Warrior“] seria um filme com muito mais do que apenas excelentes sequências de acção, mas para meu azar só conseguia encontrar a versão curta á venda em dvd e nem em torrents se econtrava o original que parecia guardado a sete chaves na coreia do sul sabe-se lá porque razão.
Aliás, agora que vi finalmente a versão integral é caso mesmo para perguntar o que raio deu na cabeça de alguém para fazer uma versão curta disto apenas com as cenas de porrada, pois 25 minutos a menos fazem (e de que maneira) muita diferença nesta extraordinária história de honra e amizade ao melhor estilo oriental.

O dvd com a versão integral continua pelos vistos extinto em todo o lado excepto se o quiserem comprar na Austrália, embora também já exista um torrent com esta versão e portanto recomendo que o vão buscar aqui antes que volte a sumir.
[“Musa the Warrior“] na sua versão integral é um daqueles filmes que vocês precisam mesmo de ver, por muitas e variadas razões.
A Coreia do Sul não é conhecida por produzir Wuxias com a qualidade que costuma sair da China e é mais prolífera a deitar cá para fora filmes de porrada estilizados para adolescentes em estilo videogame do que própriamente tem conseguido criar épicos históricos memoráveis, por isso não deixa de ser uma verdadeira surpresa um filme como [“Musa the Warrior“] ter saído precisamente daquele país.

Embora na verdade, isto não seja propriamente um Wuxia no verdadeiro sentido da palavra e na realidade também não será um épico histórico apesar da espectacularidade das cenas de acção.
[“Musa the Warrior“] na sua versão original é um grande filme medieval até com uma surpreendente carga intimista devido á fantástica caracterização humana de todos os seus personagens a um nível que raramente se encontra em filmes de porrada medieval.

Contém possivelmente das melhores cenas de luta á espada e batalhas tradicionais que alguma vez vi dentro deste estilo. Há outros filmes com cenas de guerra fabulosas como por exemplo “The Warlords” e que em escala épica ultrapassam em muito o que se pode ver em [“Musa the Warrior“], mas isto é porque são filmes com centenas de figurantes nas cenas de batalha enquanto [“Musa the Warrior“] se centra mais em pequenas escaramuças e no combate homem a homem espada contra espada.
Se alguma vez pensaram como seria um verdadeiro filme de Conan o Bárbaro se este retratasse correctamente no ecran a carnificina individual que se encontra na banda desenhada não vão mais longe, pois este extraordinário filme de aventuras Sul Coreano é esse filme.

[“Musa the Warrior“] tem dos melhores, mais realísticos e mais crueis combates á espada que vi em cinema até hoje e provavelmente será dos filmes que melhor retrata a realidade destes ambientes históricos nesse sentido.
Até eu que já vi dezenas de épicos históricos com sangue quanto baste, fico surpreendido quando revejo [“Musa the Warrior“] e mais surpreendido fiquei agora que o revi na sua verdadeira versão pois contém ainda mais snippets de sangue explícito que a versão remontada para o ocidente largamente difundida pelo mundo quem nem imagina o que perde por só ter acesso apenas a 130 minutos de 154 originais.

Se procuram um filme com gente decepada, membros cortados de todas as maneiras e feitios e ainda com as decapitações mais viscerais de tudo o que já viram em cinema, não podem perder [“Musa the Warrior“] pois é dificil descrever em palavras a quantidade de sangue presente nas inúmeras batalhas. Sobretudo tem cenas de batalha individual que são mesmo de ver para crer e pela sua crueza, realismo e emotividade são o antídoto perfeito para quem já está farto de filmes de espada plásticos feitos em Hollywood onde o politicamente correcto se sobrepõe ao realismo de divertidas decapitações como deve de ser.

Mas nem só de tripas e sangue vive este filme. Se virem apenas a versão curta remontada de 130 minutos, essencialmente [“Musa the Warrior“] é apenas um movimentado filme de aventuras que no entanto tem um ritmo narrativo algo estranho. No entanto,  apesar da acção não pode ser totalmente atirado para a categoria de filmes de guerra ou porrada pura e simples. Isto porque como já referi , sente-se a falta de algo  mais na versão curta, mas nota-se que haverá algo por lá que não estamos a ver.
A versão curta apesar de funcionar bem enquanto filme de aventuras resulta num produto ambiguo apesar de tudo.
Agora, se vocês virem a versão integral vão ter uma boa surpresa e não é apenas por causa das quantidades adicionais de sangue no ecran.

[“Musa the Warrior“] na sua versão completa além de ter cenas de violência medieval incríveis, tem provavelmente a melhor caracterização de personagens que poderão encontrar num filme com estas características.
Aliás, os personagens são tão  bons que de repente as cenas de luta até ganham uma outra dimensão, pois muitos daqueles bonecos que na versão curta nos pareciam apenas figurantes colocados no filme para andarem á espadeirada subitamente tornam-se pessoas com que realmente nos importamos.
[“Musa the Warrior“] é extraordinário na forma como caracteriza toda a gente neste filme e a força dos seus personagens é sem sombra de dúvida a grande mais valia desta história simples mas que ganha uma dimensão dramática que não esperavamos que tivesse.

Não há um personagem neste filme de que não gostemos.
Toda a gente tem o seu momento e a sua função na história. Não só os personagens principais são excelentes como o cuidado colocado nos secundários é absolutamente notável o que dá uma dimensão dramática extraordinária á versão integral de [“Musa the Warrior“] que não encontramos de todo na versão curta, pois essencialmente os 25 minutos a mais que estão no filme completo são as cenas em que conhecemos as pessoas envolvidas na aventura.
Em [“Musa the Warrior“] até quando morre um figurante conseguimos sentir empatia com a pessoa pois todo o background é tão bem estruturado que confere uma profundidade única dentro de um filme que se calhar nem pedia mais do que ser aquilo que está na versão curta, ou seja apenas um bom filme de aventura medieval e no entanto consegue atingir o nível de um excelente drama na versão integral de forma inesperada.

Outra das coisas geniais a nivel de personagens em [“Musa the Warrior“] é o facto de não haver vilões de serviço. Não há maus, não há super-vilões e todo o conflito se passa essencialmente entre várias facções de pessoas que estão em guerra pelos motivos politicos e históricos habituais. No entanto toda a história de [“Musa the Warrior“] poderia ser contada do lado “dos vilões” que o espectador ganharia empatia com aqueles personagens também.
É quase um filme anti-guerra sem ser panfletário, pois foca bastante o facto de nem sequer os personagens saberem bem porque precisam de lutar e chega-se a notar o facto de que qualquer um destes soldados poderia mudar de campo que não faria difrença.
Isto é inclusivamente um pequeno sub-plot dentro da própria história principal que é bastante bem usado também para tornar bastante humano aquilo que é o mais próximo que este filme tem de um vilão. Um persoangem que também é apresentado como um comandante com grande sentido de honra e respeito pelo adversário, o que contribui bastante para a carga humanista da própria história e eleva este filme muito para lá do típico filme de porrada com espadas.

Na verdade [“Musa the Warrior“] é um dos melhores filmes com anti-herois de todos os tempos na minha opinião. Ninguém é verdadeiramente bom ou mau e toda a gente se comporta de uma forma bastante humana onde momentos de cobardia ou medo por se encontrar no meio de uma guerra se cruzam com feitos heroicos com honra e grande camaradagem e isto sente-se tanto do lado “dos herois” como do lado de quem os persegue e é um dos grandes pontos fortes deste filme.
A sua versão integral é para mim realmente a obra prima do cinema medieval que muitas reviews apregoavam há alguns anos atrás e eu não conseguia perceber a razão de tamanho elogío. A versão curta embora seja uma boa opção para quem procura apenas cenas de acção, não faz de forma nenhuma justiça ao poder dramático e emotivo da versão completa.

Curiosamente, este é também um filme diferente a nível de actores, pois encontramos a atlética e versátil Zhang Ziyi num papel dramático diferente do habitual. Ao contrário do que é costume e do que se esperava ela não tem em [“Musa the Warrior“] qualquer cena de luta, pois desta vez limita-se a fazer o papel da Princesa da história sem qualquer envolvimento nas sequências de batalha.
Muita gente lamenta esse facto mas quanto a mim foi uma boa opção, pois este personagem precisava de alguém com a qualidade dramática da actriz que pudesse humanizar aquela que é uma das personagens mais humanas e fascinantes da história sobre a qual gira toda a tragédia sem sentido.

Na verdade estou a tentar lembrar-me de algo realmente mau para referir sobre este título na sua versão integral e não consigo; com excepção de um pormenor que mencionarei no final do texto.
O guarda roupa é outro pormenor extraordinário por exemplo. Tudo neste filme tem texturas extraordinárias em tons sépia e ocre e dá uma atmosfera realística a [“Musa the Warrior“] onde nem sequer nos lembramos que estamos a ver actores vestidos com fatos de cinema e tudo nos parece real como se estivessemos a acompanhar um documentário histórico através de uma qualquer máquina do tempo.

Uma nota especial para a realização que soube como ninguém equilibrar as sangrentas cenas de luta espectaculares com os momentos mais dramáticos e humanos de toda a história com um estilo tão natural e orgânico que nem sentimos a presença do realizador por detrás da câmara; muito menos nos parece estarmos a acompanhar um argumento para cinema pois tudo nos parece extremamente real.
Além disso [“Musa the Warrior“] conta com uma colecção de cenários naturais que irá agradar bastante a quem gosta de ambientes orientais exóticos, especialmente se gostarem de aventuras passadas em desertos ou na Rota da Seda onde se misturam todo o tipo de culturas orientais. Não há grande variedade em termos de locais mas o que existe está fantástico e cheio de atmosfera, especialmente o forte em ruinas do final junto ao mar.

[“Musa the Warrior“] na minha opinião tem um pormenor muito fraco que se o filme não fosse tão bom poderia ter arruinado por completo todo o trabalho extraordinário que foi feito na criação de ambiente.
A banda sonora é péssima !
Muito, muito má mesmo !
Salvo o main theme e um par de melodias mais tradicionais ao longo do filme que são excelentes, tudo o resto é composto por ambientes sonoros com uma sonoridade totalmente contemporânea, onde até se usa e abusa do sintetizadores ao pior estilo anos 80.

Não compreendo de todo como raio se coloca uma música destas num filme deste. Até nos créditos finais, ainda mal estamos a absorver o excelelente final dramático entra-nos pelos ouvidos uma canção pop completamente deslocada de toda a atmosfera e isto é um bom exemplo do que acontece várias vezes ao longo do filme. Felizmente não nos colocam mais canções pop pelo meio mas é horrivel estarmos a ver uma sequência de acção fantástica de depois toda a envolvência musical é composta por melodias em estilo moderno e efeitos sonoros de sintetizador que parecem pertencer a tudo menos ao filme medieval que supostamente deveriam ajudar a ilustrar.
Não fosse tudo o resto em [“Musa the Warrior“] tão bom e esta banda sonora incompreensível teria arruinado por completo todo o trabalho da equipa de produção.
Salva-se o main theme que está no trailer, mas o resto das músicas é mesmo muito mau e completamente ilógico.

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CLASSIFICAÇÃO:

Não há muito mais que eu possa dizer além do que já referi nas linhas acima.
A versão integral de [“Musa the Warrior“] é absolutamente notável em todos os aspectos, salvo na banda sonora muito fraca.
Quem não procura mais que um bom filme de aventuras com alguma profundidade pode perfeitamente comprar o dvd com a versão curta de 130 minutos que ficará muito bem servido, embora essa não valha mais do que quatro tigelas de noodles se eu a fosse classificar aqui.
No entanto quem quiser ver um extraordinário filme medieval com lutas inesquéciveis, decapitações clássicas, sangue em baldes e tudo complementado por uma carga dramática fantástica onde até os personagens secundários são inesquecíveis não pode de forma nenhuma perder a versão integral que infelizmente ainda só se encontra apenas em torrents e é um verdadeiro mistério não ter sido esta a versão editada em dvd fora da Coreia do Sul.
De qualquer forma, cinco tigelas de noodles e um golden award para a versão integral de [“Musa the Warrior“] pois é absolutamente genial em todos os sentidos, excepto na péssima banda sonora.

noodle2.jpg noodle2.jpg noodle2.jpg noodle2.jpg noodle2.jpg gold-award.jpg

A favor: os personagens são fantásticos e todos têm o seu momento e importância para a história, o filme na sua versão inegral tem uma carga dramática excelente que nos faz ainda vibrar mais com as batalhas, não tem herois nem vilões mas apenas pessoas em guerra, tem as melhores cenas de luta á espada que encontrarão num filme medieval, decapitações inesquecíveis e montes de tripas e baldes de sangue por tudo o que é frame neste filme, grande sentido de aventura cruzando com um bom drama humano, tudo muito bem equilibrado por uma excelente realização e direcção de actores naturalmente, se gostam de paisagens com desertos vão adorar isto, grande guarda roupa, as cores e texturas por todo o lado e o ambiente totalmente realistico, tem uma boa história de amor embora bastante contida, esquecemo-nos que estamos a ver um filme e os 155 minutos da versão integral passam mais rápido que os 130 da versão reduzida.
Contra: salvo o main theme a banda sonora é do piorio com muitos sintetizadores e sonoridade contemporânea que quase arruinam toda a atmosfera visual desta obra prima medieval, curiosamente tem muitas semelhanças com o “Warriors of Heaven and Earth” e quem já tiver visto o outro não apanha surpresas nenhumas com o final deste [“Musa the Warrior“]

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=C7Vg1HcgL8U

Comprar a versão curta editada fora da Coreia do Sul (130 min)
Está a preço da chuva na Amazon Uk

Comprar Versão Integral na Austrália
http://www.ezydvd.com.au/item.zml/230719

Download da Versão Integral (154 min)

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0275083/combined

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