The Sorcerer and the White Snake (The Sorcerer and the White Snake) Siu-Tung Ching (2011) China


Se julgam o cinema de fantasia pela qualidade dos efeitos especiais então fujam !
[“The Sorcerer and the White Snake“] tem efeitos digitais tão maus que fazem as sequências de “Blood – The Last Vampire” parecerem cenas do Avatar em comparação.
Por isso se um mau filme na vossa opinião se define pelo lado técnico dos efeitos é melhor esquecerem este desde já pois não vão gostar de todo.

Se no entanto, conseguirem abstrair-se das piores criações em CGI dos últimos anos, entrarem na onda visual do filme e não se importarem com “renders” que mais parecem saídos de uma introdução de um velho jogo para a PS-ONE do que material produzido para cinema feito em 2011, então bem-vindos a [“The Sorcerer and the White Snake“].
Especialmente se gostam de filmes de fantasia.

Esta produção pode ter defeitos que nunca mais acabam a nível técnico, mas tem imenso charme e acima de tudo tem uma coisa que para mim dá logo imenso valor a um projecto; está sempre a surpreender no que toca a imaginação e parece continuamente apostado em atirar á cara do espectador momentos inesperados especialmente quando pensamos que já vimos tudo e nada nos pode apanhar de surpresa. E isto no sentido positivo e no negativo. O que de de certa forma serve como ponto de reviravolta na nossa opinião sobre o que aparece no ecran.

Perdi a conta dos momentos em que só pensava que tudo era tão mau, tão mal feito , tão piroso e tão foleiro que só poderia ser totalmente viciante, naquele sentido do é tão mau que só pode ser de propósito e portanto se torna automáticamente genial.
Por outro lado também perdi a conta dos momentos realmente bons deste filme.
Não o são, própriamente pela história ou carísma dos personagens porque na verdade não têm nada de especial ou sequer muito cativante, mas pelo resultado global desta produção que tanto pode ser genialmente má como extraordináriamente boa ás vezes com uma diferença de segundos entre cenas.

Isto porque como já disse [“The Sorcerer and the White Snake“] é um filme cheio de imaginação. Daqueles que sabem usar as suas limitações técnicas para muitas das vezes criar cenas memoráveis. Já vi este título há um par de semanas e continua a não sair-me da cabeça, nomeadamente por causa de muitas das suas imagens cheias de ambiente, paisagens fabulosas e muita criatividade no design visual.

[“The Sorcerer and the White Snake“] está cheio de geografias fantásticas, criaturas fofinhas e carismáticas (que deveriam ter tido mais tempo de antena), ao mesmo tempo que contém algumas cenas de acção bem divertidas e que culminam num final absolutamente épico.
Tão épico que se nota perfeitamente que os criadores deste projecto não tinham orçamento nem para metade do que quiseram mostrar mas mostraram na mesma, numa onda total de : “que se lixe !”
Por isso nota alta para tanta ambição e pela total falta de receio em alienar logo metade do público com tanto mau CGI.

Nota-se que houve aqui uma escolha óbvia; ou faziam um final pequenino sem grande chama e dentro do dinheiro que haveria para produzir uns efeitos mais aceitáveis…ou… entravam á maluca por um final para lá de épico sem terem meios para o realizar técnicamente como deveria ter sido filmado. Por mim, ainda bem que escolheram o total avacalhamento visual , pois [“The Sorcerer and the White Snake“] tem no seu final alguns dos melhores momentos de sempre dentro daquele género de cinema-tão-mau-que-só-pode-ser-bom !

Portanto se gostam de cinema de fantasia eu recomendo vivamente este filminho. Agora têm de gostar de Fantasia dentro do género conto-popular-chinês, em puro modo de conto-de-fadas com um bocadinho de porrada e artes marciais. Se procuram algo no estilo ocidental em jeito de Lord of the Rings, esqueçam, [“The Sorcerer and the White Snake“] é puro cinema de fantasia ao melhor estilo “The Promise” mas produzido sem o mesmo orçamento.

Quando isto começou, a primeira sensação que tive foi a de que estava a ver uma espécie de sequela não declarada de “The Forbidden Kingdom” mas sem o Jackie Chan ou o puto americano que não servia para nada.
Parecia que alguém na China esteve a ver esse filme, percebeu o que estaria a mais nele e resolveu criar a sua própria versão integralmente chinesa (visto Forbidden Kingdom ter sido uma co-produção China/América).
Isto porque inclusivamente o personagem de Jet Li até parece o mesmo e tudo, só que desta vez bem melhor usado dentro do contexto geral da história.

[“The Sorcerer and the White Snake“] é no entanto um filme bem mais infantil que “The Forbidden Kindom” (se é que tal é possível), isto porque em muitos momentos até parece uma produção da Disney ou da Dreamworks, devido ás sequências com criaturas fofinhas e animais inteligentes a piscar o olho ao estilo Shrek até).
Mas ainda bem que elas estão na história, pois são um dos seus pontos fortes. Quebram a monotonia da óbvia, clássica e algo aborrecida história de amor central e equilibram muito bem alguns dos momentos de acção mais fracos até.
Da minha parte só tenho pena que o filme não tenha tido mais criaturas como estas ao longo da história. Mas como está, está bem e curiosamente os efeitos digitais nesses momentos nem são nada maus não senhor.

Essencialmente [“The Sorcerer and the White Snake“] é um conto de fadas chinês. Conta a história de uma espécie de serpente milenar que se apaixona por um humano e se transforma em mulher para poder viver com ele. Claro que o pobre coitado nem suspeita do verdadeiro aspecto da senhora e muito menos imagina que existe uma ordem de monges que ao melhor estilo Terminator em versão Shaolin percorrem o mundo eliminando todo o tipo de criaturas que não forem humanas porque as consideram demoníacas , só porque sim; o que acaba por se revelar um dos pontos interessantes na moral da história também e provavelmente será a tónica do conto original que não parece esquecida no desenlace final desta aventura. Nota positiva também para isto.

Basicamente estamos na presença de um filme de aventuras divertido, passado numa China de Fantasia ao melhor estilo conto de fadas clássico oriental. Não se chateiem muito com o visual dos maus efeitos especiais e deixem-se levar pelo universo da história pois [“The Sorcerer and the White Snake“]  é um pequeno grande “mau” filme simplesmente perfeito para quem procura um titulo divertido e ligeiro. Nota-se que houve um constante esforço para apresentarem um produto criativo mesmo apesar das limitações técnicas e nem sempre encontramos algo assim que sabe tirar uma nota tão positiva daquilo que á partida poderia ter sido a morte do filme.

O seu único problema é que a história nem é particularmente divertida e o facto de se basear essencialmente numa espécie de comédia de costumes envolvendo uma história de amor também não ajuda a dar-lhe grande carísma no aspecto humano. Isto porque os personagens são todos muito superficiais e portanto não esperem encontrar aquela intensidade romântica de um “An Empressa and the Warriors” por exemplo e essa é uma das grandes falhas do filme, pois supostamente o amor seria o motor de todas as situações da história mas os personagens nunca nos cativam da forma que é habitual encontrarmos no cinema romântico oriental.
Como resultado disso, a parte dramática deveria criar uma grande empatia com o espectador para ajudar a terminar em beleza o segmento final da história, mas não funciona muito bem em termos emocionais pois tudo nos parece artificial demais ao contrário do que costuma ser costume em produções românticas orientais.

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CLASSIFICAÇÃO:

É um filme carregado de pequenos pormenores que lhe dão imensa vida. Tudo o que não envolve a história de amor central, dá imensa energia ao filme; o que no fundo é uma mais valia pois este enquanto fantasia romântica simplesmente nunca funcionaria muito bem por causa da superficialidade de toda a trama de amor.
Boas cenas e acção, monstros divertidos, criaturas fofinhas quanto baste, alguma comédia bem conseguida, quilos de maus efeitos especiais que não deixam de ter imensa personalidade mesmo assim e um final tão épico que nem cabe no orçamento do filme.
Como filme de fantasia totalmente no estilo conto-de-fadas-chinês, não será melhor que “The Promise” ou mesmo que “An Empress and the Warriors“, mas mesmo apesar dos maus efeitos especiais penso que é mais cativante do que “The Restless” e mais criativo que “The Forbidden Kingdom” também.
Por isso e porque o raio do filme não me sai da cabeça mesmo depois destas semanas todas, quatro tigelas e meio de noodles porque sendo mau demais é realmente muito bom mesmo ! E já que estamos no Natal é uma óptima escolha para espreitarem enquanto esperam pelo dia de abrir as prendas também.

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A favor: soube tirar partido da sua muita imaginação mesmo apesar dos péssimos efeitos CGI, está carregado de pequenos pormenores criativos a todos os níveis, algumas paisagens são fabulosas, tem um final tão épico que quase não cabe no orçamento do filme o que o torna ainda mais divertido, esforça-se a todo o instante por ultrapassar as suas limitações técnicas tentando surpreender o espectador com coisas novas e pequenas reviravoltas, tem um par de monstros bem creepy e divertidos, alguns efeitos digitais até nem são maus de todo não senhor, tem um par de criaturas fofinhas bem conseguidas, grande parte do design é excelente com destaque para o visual das duas serpentes irmãs em estilo sereia flutuante, boas e variadas cenas de acção eficazes quanto baste, alguns momentos de comédia divertidos.
Contra: quem odeia o estilo cinema-photoshop presente em “The Promise” vai abominar este filme totalmente,  a história de amor deveria ser o coração da história mas perde-se algures entre o drama que nunca poderia ser e a comédia que não sabe se quer ser, os personagens não têm grande profundidade e por isso a parte humana da história fica um bocadinho áquem do que é costume em produções românticas orientais, em 2011 é um filme com efeitos digitais do meio dos anos 90 no mínimo…mas por outro lado, who cares !

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NOTAS ADICIONAIS:

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=YOXg1SL60nk

Comprar
http://www.yesasia.com/us/the-sorcerer-and-the-white-snake-dvd-china-version/1025644242-0-0-0-en/info.html

Download aqui com legendas me PT/Br

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0865556/combined

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Filmes “semelhantes” de que poderá gostar:

A Chinese Tall Story The Promise

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Xin shu shan jian ke (Zu Warriors from the Magic Mountain) Hark Tsui (1983) China


Eu devo ser masoquista porque por qualquer motivo não páro de tentar ver filmes do Tsuy-Hark.
O facto deste realizador ser tão considerado por todo o lado, especialmente no ocidente como sendo um daqueles génios orientais do cinema ultrapassa-me por completo e por isso acho que continuo na minha quest pessoal para tentar encontrar uma obra dele que me provoque algo mais do que sono, só porque não compreendo de todo tanta consideração pelos seus filmes.

Já tinha comprado este dvd há mais de quatro anos atrás num daqueles cestos de promoção em supermercados com filmes rascas por 2€ apenas mas como depois notei que o realizador era Tsuy-Hark fui deixando o filme na minha prateleira até hoje. Isto porque na altura já tinha visto tantos outros filmes dele que me aborreceram de morte que não me apetecia nada espreitar o dvd.
Aliás isto ainda me acontece com o “Era Uma Vez na China” também. Já o comprei há anos e continua á espera de ser visto pelos mesmos motivos, porque ainda acho que estou a tentar acordar de filmes como “Seven Swords” de que ainda não falei aqui, porque sinceramente nem sei o que dizer.

Portanto, agora com [“Zu Warriors of the Magic Mountain“] a coisa custou, mas foi. Já vi o dvd.
Estava farto de ler por todo o lado o quanto este filme é uma qualquer obra prima do cinema de fantasia, particularmente do cinema feito na China e portanto a curiosidade levou a melhor.
Além disso como já tinha visto (e comprado para desgraça minha) o seu remake moderno (também realizado por Tsuy-Hark), o indescritívelmente plástico “Zu Warriors” de que já falei por aqui no blog, estava na hora de espreitar a verão original e maravilhar-me então com este suposto grande clássico do cinema.

E por acaso, não está nada mal não senhor.
Parece que Tsuy-Hark quase que acertou num filme.
Embora esta produção de 1983 contenha já o catálogo de tudo o que nunca resulta no seu cinema, (história vazia, personagens sem interesse, montagem completamente errática, acção, acção,acção e efeitos do piorio) a verdade é que [“Zu Warriors of the Magic Mountain“] tem um certo charme por ser uma produção tão ingénua mas claramente feita com grande dedicação na altura. E é essa alma e dedicação que se nota no filme e transparece para o espectador, pois tudo é tão inacreditávelmente artesanal que isto mais parece um filme amador com uma grande produção mas sem meios técnicos absolutamente nenhuns.

Sofre do habitual problema dos filmes de Tsuy-Hark; acção, acção,acção,acção e mais acção, acção,acção tudo alinhavado numa montagem que mais parece não sê-lo pois todas as cenas parecem estar remendadas umas ás outras quanto mais não seja para aproveitar frames filmados e todo o conjunto geral a partir de certa altura começa a tornar-se insuportável.

Embora [“Zu Warriors of the Magic Mountain“] comece de uma forma bastante divertida com momentos de acção engraçados e humor quanto baste, logo que passa ao ambiente mais mágico a coisa descamba no habitual leque de duelos mágicos sucessivos que a partir de certa altura já nos parecem todos iguais e onde não faltam os tradicionais diálogos ao melhor estilo : “o meu poder é maior que o teu” espalhados pelo filme todo.

No entanto [“Zu Warriors of the Magic Mountain“] tem algo cativante. O facto de parecer um filme tão artesanal (e foi) a todo o instante dá-lhe muito mais personalidade do que depois o péssimo remake moderno veio a (não) ter.
[“Zu Warriors of the Magic Mountain“] filmado em 1983 com efeitos especiais dignos dos anos 50 e onde se veêm os fios onde os actores estão pendurados o tempo todo tem muito mais pinta e identidade do que a versão moderna cheia de CGIs ao milhar.

Se para alguma coisa a versão moderna serviu terá sido para revelar as verdadeiras fragilidades do original. Ou seja, com efeitos modernos todo o espirito artesanal da obra desapareceu e ficamos só com os personagens mal estruturados, com a montagem do piorio e com a história sem qualquer suspanse ou interesse.
Tudo isto já está presente em [“Zu Warriors of the Magic Mountain“] versão 1983, mas ao menos nesta o espírito da obra é tão amador e ingénuo que todo esse ambiente quase que anula as típicas fraquezas do cinema do realizador e torna a versão original num clássico absoluto do mau cinema ou pelo menos do cinema totalmnte kitsh.

A história deste original embora semelhante ao que depois foi apresentado no remake, tem no entanto mais pormenores engraçados e um sentido de humor que funciona em muitas partes do filme. Além disso os personagens vão ganhando alguma identidade com o desenrolar da história e como tal [“Zu Warriors of the Magic Mountain“] até se torna um filme divertido se deixarmos o cérebro á porta e entrarmos no espirito da coisa.

Curiosamente é muito parecido em estilo totalmente histérico com o igualmente esquizofrénico “A Chinese Tall Story” e por isso se conseguirem aguentar tanta overdose de maus efeitos especiais tradicionais e sequências de acção indiscritivelmente atabalhoadas em [“Zu Warriors of the Magic Mountain“], irão conseguir ver também “A Chinese Tall Story” do principio ao fim e olhem que não é fácil.
E quem sabe se depois não gostarão também do remake “Zu Warriors“…

[“Zu Warriors of the Magic Mountain“] pode tornar-se incrivelmente chato por ter tanta sequência de acção atabalhoada a todo o instante que cansa, mas por outro lado, se gostam de produções de baixo orçamento com aquele ambiente onde nada funciona mas tudo resulta, então este é um filme a espreitar. E o facto de ser um produto de 1983 ainda lhe dá mais charme.
Como filme falha em tudo e mais alguma coisa, no entanto resulta como excelente divertimento de fantasia onde o melhor de tudo é ver o pessoal pendurado com fios a todo o instante.

Nota alta também para os efeitos especiais.
São todos do piorio, maus demais mesmo, mas não há dúvida que houve aqui muita criatividade para tentar ultrapassar as limitações técnicas tanto a nivel de efeitos como a nível de design de criaturas.
Nunca tinha visto um filme em que os monstros fossem feitos de lençois e disparassem toalhas das mãos, mas não é que isto resulta ?!! Tem momentos de batalha muito divertidos e só é pena usar e abusar dessas sequências porque se isto tivesse uma narrativa mais pausada, uma boa montagem e uma história mais bem estruturada [“Zu Warriors of the Magic Mountain“] poderia ter sido realmente a obra-prima de Fantasia que supostamente parece ser para muito crítico.

Assim como está, é uma obra-prima de qualquer coisa sim, mas não se percebe bem do quê.
Pela breve mas excelente entrevista a um dos actores presente no dvd edição PT, nota-se que houve um claro esforço para se fazer um bom filme na altura com os meios e os conhecimentos que havia e se pensarmos bem nisto tudo, [“Zu Warriors of the Magic Mountain“] é realmente um bom filme por esse prisma, pois tirando uma melhor estruturação do argumento e uma montagem como merecia ter, se calhar foi mesmo dificil terem conseguido fazer melhor do que isto.

[“Zu Warriors of the Magic Mountain“] tem muitas falhas. O excesso de acção descabido e as sequências que nunca mais parecem acabar são um dos maiores entraves para que isto se torne tão divertido como aparenta ser nos primeiros minutos, mas não há dúvida que há aqui algo único e especial.
Sendo assim…

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CLASSIFICAÇÃO:

Bem melhor do que o remake embora sofra exactamente das mesmas falhas. No entanto os efeitos especiais totalmente artesanais dão-lhe muita personalidade e é realmente um filme de fantasia único no género.
É muito parecido com o histérico “A Chinese Tall Story” e por isso quem gostou desse vai gostar de [“Zu Warriors of the Magic Mountain“], pois é tão bom ou tão mau quanto esse, menos os CGIs que ainda não tinham sido inventados.

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A favor: há fios a pendurar actores por todo o lado, os efeitos especiais são totalmente amadores mas muito muito criativos, tem monstros feitos de lençois que disparam toalhas das mãos e fitas de pano como raios, tem bons cenários de interiorres construidos em estúdio que parecem cenários construídos em estúdio, tem maus cenários de exteriores contruídos em estúdio que parecem maus cenários de exteriores contruídos em estúdio com muito cartão e papel, tem um bom sentido de humor e alguns gags são muito engraçados, tem muita imaginação visual, os personagens são um vazio mas vão ganhando algum carísma com o desenrolar da porrada, é um filme com algum charme e uma obra-prima falhada com muita identidade.
Contra: tem porrada a mais e especialmente tem porrada looooooooonga demais, parece que nunca mais acaba (pelo visto o esta mania do Tsuy-Hark para finais que nunca mais acabam já vem de longe), a montagem é do piorio em muitos momentos e ás vezes faz um filme do Michael Bay parecer cinema de autor do Manuel de Oliveira em contraste, a história tem potencial mas está totalmente esfrangalhada por tanta cena de porrada mágica a todo o segundo, é um filme algo vazio e não é por culpa dos maus efeitos especiais.

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Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=JZHEn1MxEV4

Comprar
Aqui em Portugal está por todo o lado (promoções de filmes rascas em supermercados) numa boa edição DVD a um preço da chuva ainda. Comprei-o há mais de quatro  anos de anos por 2€  já na altura.
Fora daqui, podem comprá-lo na Amazon americana e pouco mais pois parece esgotado em todo o resto do mundo.
http://www.amazon.com/gp/product/B00023BN2E/ref=pd_lpo_k2_dp_sr_1?pf_rd_p=1278548962&pf_rd_s=lpo-top-stripe-1&pf_rd_t=201&pf_rd_i=6305261385&pf_rd_m=ATVPDKIKX0DER&pf_rd_r=1CQTD3JY9THJ76K4GWH1

Download aqui com legendas em inglés.

Download do remake moderno com legendas em PT/br

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0086308

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Se gostou deste poderá gostar de:

Shinobi The Promise A Chinese Tall Story

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Tonari no Totoro (My Neighbour Totoro) Hayao Miyazaki (1988) Japão


Por mais de uma vez tenho lido em vários artigos que [“My Neighbor Totoro“] independentemente de ser Anime é hoje considerado um dos melhores filmes da história do Cinema e pela parte que me toca eu não poderia estar mais de acordo.

Se calhar importa desde logo, dizer que isto é Anime, mas não é propriamente o Naruto por isso é um filme que irá desagradar totalmente a quem procurar nele a típica (moderna) e ultra-estilizada realização desses produtos comerciais que essencialmente são mais criados para efeitos de marketing do que para outra coisa e passam ao esquecimento quando surgir o próximo personagem da moda.
Algo que jamais acontecerá com esta obra-prima de Hayo Miyazaki, até porque não segue qualquer convenção do género.

[“My Neighbor Totoro“] não tem cenas com estilo, não tem cenas de acção, não tem herois, não tem vilões, não tem drama, não tem suspanse, não tem aventura e muito menos tem cenas high-tech. Como tal também não tem robots-gigantes ou monstros nojentos.
Não tem sangue, não tem sexo, não tem tiros, não tem armas, não tem gangsters e por aí fora…
Na verdade [“My Neighbor Totoro“] não tem nada.

Será provavelmente o Anime com o conceito mais simples que poderão alguma vez ver pela frente.
Essencialmente conta a história de um pai com duas filhas que vão viver para uma casa no meio de uma zona rural e onde as meninas fazem amizade com um monte de criaturas sobrenaturais (da mitologia popular Japonesa) que habitam não só a sua casa, mas andam pelos campos e florestas em redor.
Acabou a história.

[“My Neighbor Totoro“] por causa da sua simplicidade será provavelmente o filme mais feliz que alguma vez vocês poderão ver na vossa vida.
Tudo nele é felicidade e nos coloca um sorriso na alma.
[“My Neighbor Totoro“] é um verdadeiro filme ZEN no mais puro dos sentidos.
Faz-nos sorrir, descontrai-nos, diverte-nos e logo desde os primeiros minutos ficamos com muita vontade de também ir viver para aquele mundo e especialmente para aquela zona rural que parece um mundo paralelo cheio de paz e natureza.

Se procuram um antídoto para uma depressão, se estão tristes num dia de chuva ou se pura e simplesmente querem ver um dos filmes mais positivos que possam imaginar então [“My Neighbor Totoro“] é para vocês.
E quem pensa que não gosta de Anime ou de cinema de animação passa a gostar, pois só por acaso isto é um desenho animado. Poderia ser um filme de imagem real que o efeito no nosso coração seria o mesmo.

Visualmente é uma obra prima. Não há um enquadramento neste filme que não contenha uma ilustração absolutamente espantosa com uma qualidade técnica do outro mundo. É o tipo de filme a que voltarão muitas e muitas vezes (especialmente se trabalharem em ilustração) e também o tipo de filme em que lhes apetecerá carregar no botão de pausa mais vezes !
Isto no melhor dos sentidos, pois só conseguirão apreciar devidamente todas as aguarelas espantosas presentes em [“My Neighbor Totoro“] se não largarem o comando, visto que muitas imagens carregadas de detalhes não param quietas no ecran nem sequer dois segundos.

Pessoalmente apesar do meu estilo de ilustração não ter nada a ver com o traço japonês, tenho [“My Neighbor Totoro“] como uma das minhas grandes referências visuais no que toca á composição de paisagens e ao trabalho de aguarelas. Tenho a certeza que muitos de vocês que também desenham e nunca viram este filme antes, o irão ficar a adorar pelo mesmo motivo pois entrará para o vosso top de referências artísticas a partir dos primeiros minutos. Acreditem-me, artísticamente falando [“My Neighbor Totoro“]  é incrível.
Não só pela qualidade da arte, mas pela própria realização de Miyazaki, pois o filme tem uma montagem fascinante onde não se perde um fotograma e consegue manter o interesse do espectador durante quase duas horas mesmo quando não se passa nada na história.

Tudo em [“My Neighbor Totoro“] funciona ás mil maravilhas. O ambiente é incrívelmente relaxante e bonito, a história cativa desde o primeiro segundo apesar de não ter um único cliché de Anime a que estamos habituados a ver em produções mais televisivas e os personagens são totalmente carismáticos e simpáticos. E estou a falar apenas dos personagens humanos, porque as criaturas sobrenaturais são mesmo do outro mundo. E mais uma vez tudo criado com base num único conceito: – Simplicidade !

O personagem Totoro que dá nome ao filme é absolutamente mágico e por sí só uma obra prima do design conceptual e do character-design. Totoro é a inveja de toda a gente que desenha bonequinhos fofinhos pois será provavelmente uma das criaturas mágicas mais inesquéciveis jamais criadas num desenho animado.
Ao ponto em que já se tornou inclusivamente um simbolo no japão tão reconhecivel e importante quanto o Rato Mickey é na América.

De resto, não há muito mais que se possa dizer sobre esta fascinante produção Japonesa. Mais uma vez Miyazki criou um filme de animação que é um verdadeiro panfleto subliminar sobre ecologia e temos de novo um grande Anime criado por este velho mestre.
[“My Neighbor Totoro“] merece ser visto quanto mais não seja pela felicidade e alegria que transmite.

Agora, preparem os ouvidos pois nunca houve um Anime com tanto gritinho histérico das personagens femininas a todo o instante !!! É de darmos em malucos, especialmente na primeira metade do filme onde os diálogos são practicamente substituidos por risos e gritos infantís em modo histérico a todo o instante, particularmente da personagem mais infantil.

Mas é genial !
E completamente mágico. Um filme sobrenatural único com uma atmosfera encantada totalmente cativante que não irão esquecer tão cedo, nem que seja pelo design das próprias criaturas cheias de personalidade.

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CLASSIFICAÇÃO:

Um dos Anime mais felizes de todos os tempos e uma obra prima da simplicidade de conceito construída com uma qualidade artística notável.
A prova de que o facto de ser Anime não implica de modo nenhum que tenha de ser  um objecto menor de Cinema só porque é um desenho animado. Um  Anime no entanto, que poderá não ser do agrado de todos pelo tom infantil que percorre toda a história mas que irá fazer sonhar quem se deixar levar pela atmosfera durante quase duas horas de pura magia.

É um dos meus filmes favoritos de todos os tempos e tão bom (se calhar até melhor) quanto Laputa-Castle in the Sky, Kiki´s Delivery Service , Conan-Futureboy ou Nausicaa-Valley of the Wind do mesmo autor.
Cinco tigelas de noodles e um Golden Award como selo de qualidade excepcional sem qualquer sombra de dúvida.

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A favor: o ambiente, as paisagens em aguarela, os personagens, as criaturas mágicas, o tom ecológico cheio de poesia, é o filme mais feliz do mundo !
Contra: alguém que cale os gritinhos histéricos da pita mais nova por favor !!!!

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NOTAS ADICIONAIS:

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=pp9PDj_zb1k

Comprar em Portugal
Practicamente toda a obra de Miyazaki já se econtra editada em Dvd cá por Portugal e poderão comprar todos os filmes deste autor na FNAC por menos de 15€.
Se quiserem comprar este podem faze-lo clicando no link abaixo.
http://www.fnac.pt/Totoro-HITOSHI-TAKAGI-NORIKO-HIDAKA-sem-especificar/a337000
Não conheço detalhes sobre a qualidade técnica desta edição PT por isso espero que não seja tão rasca quanto as edições Lusitanas de filmes como Natural City. Investiguem antes de comprar a edição Pt, pois só vejo menção do som em 2.0 o que quer dizer que mais uma vez se esqueceram do 5.1 por cá e isso não parece ser bom sinal.
Além disso, vocês não querem ver um filme destes dobrado em portuga pois não ?  😉

Comprar na Amazon Uk
Aqui a edição é de confiança, por isso se não querem legendas PT para nada recomendo antes a edição UK.
http://www.amazon.co.uk/My-Neighbour-Totoro-DVD/dp/B000CBEWYM/ref=sr_1_1?s=dvd&ie=UTF8&qid=1304961964&sr=1-1

Download aqui – com legendas PT/BR

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0096283

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Mah nakorn (Citizen Dog) Wisit Sasanatieng (2004) Tailândia


 

Não estava nada á espera que a surpresa cinematográfica deste ano de 2011, me viesse caír em cima vinda da Tailândia, mas foi o que aconteceu agora com este surpreendente e originalmente mágico [“Citizen Dog“].
E estranho como o raio também !

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Tinha este título na lista de filmes para ver há séculos mas até hoje nunca tinha tido muita curiosidade porque nunca pensei que um filme no mais puro estilo Photoshop, ainda por cima saído da Tailândia, pudesse ser algo tão extraordinário.
Adoro quando me aparecem estes filmes que me trocam as voltas e me surpreendem para além das expectativas.

Não tenho grande opinião do cinema Tailandês especialmente daquele que envolve muito trabalho com efeitos digitais, porque sinceramente practicamente tudo o que vi até hoje não me surpreendeu de todo pela positiva.
Depois de levar com coisas como “2022 Tsunami” e outros títulos Tailandeses que nem cheguei a referir ainda aqui por serem maus demais, a minha ideia sobre o cinema daquele país não é  própriamente a melhor pois sempre me pareceu demasiado esquizófrenico; com uma identidade demasiado marcada por múltiplas referências que na minha opinião raramente combinam de forma agradável ou eficaz numa linguagem visual que resulte.

Como eu sei que mais de metade das visitas a este blog, chegam até aqui á procura de sugestões para filmes românticos em estilo fofinho oriental, achei que estava na altura de recomendar mais outra coisa do género. O problema é que depois de já ter falado de prácticamente todas as minhas histórias de amor favoritas (até ao momento) por cá, queria voltar ao género com algo realmente que valesse mesmo a pena recomendar.

Como tal, em busca de novos estilos de histórias de amor resolvi insistir um pouco mais no cinema Tailandês e  voltar-me agora para o cinema romântico dessas paragens que ainda não explorei convenientemente por falta de boas referências.
E não podia ter começado melhor, pois [“Citizen Dog“] é absolutamente notável em todos os aspectos e um digno candidato de figurar no meu top de cinema fofinho futuramente.
Como descrever isto ?…

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[“Citizen Dog“] tem acima de tudo uma característica que o torna extraordinário logo á partida. É um daqueles filmes em que não conseguimos de todo imaginar o que irá acontecer a seguir e muito menos fazemos a mais pequena ideia do que nos irá aparecer pela frente na próxima cena !! E como este não existem já muitos filmes.
Começa logo bem, com um genérico que já é considerado dos mais criativos dos últimos tempos e um daqueles que as pessoas gostam de rever vezes sem fim; quanto mais não seja porque a melodia é genialmente hipnótica. Oiçam-na uma vez e vão ficar com esta canção na cabeça o dia inteiro.
Vale a pena espreitarem como o filme começa:

Se gostaram da atmosfera, vão gostar do filme. Ah, e o final tem uma versão rock alternativa da canção inicial que ainda é melhor.
[“Citizen Dog“] Tem outra característica fantástica. Podem até ver o trailer que irão surpreender-se na mesma com o resultado do filme no seu todo e não vão deixar de gostar muito de o seguir por já conhecerem algo sobre ele.
Isto se entrarem no espírito da coisa, porque [“Citizen Dog“] não é propriamente um filme …digamos, normal…

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Faz imediatamente lembrar o genial “Amélie” de  Jean Pierre Jeunet, tanto pela sua estética como pela sua estrutura narrativa que remete imediatamente para uma “Amélie” oriental.
No entanto [“Citizen Dog“] não é de forma alguma uma imitação pois tem uma identidade muito própria; inclusivamente o seu estilo oriental ainda o torna mais fascinante e divertido.
No entanto, se não gostaram de “Amélie” muito provavelmente também não irão gostar nada deste pois insere-se na mesma  onda.

Há filmes que têm efeitos especiais a mais e por isso são desastrosos enquanto cinema, no entanto aquilo que muita gente chama cinema-photoshop nem sempre pode ser usado de forma depreciativa e [“Citizen Dog“] é um excelente exemplo de como um filme não seria o mesmo se tivesse tido medo de usar e abusar da sua estética extremamente gráfica para não ser conotado negativamente com um filme de puros efeitos especiais.
[“Citizen Dog“] usa mas não abusa dos efeitos especiais digitais e assume plenamente a sua estética artificial.
Aliás, não só assume o estilo photoshop na sua plenitude como o usa de forma perfeita para criar a sua identidade cinemática. Apesar do excesso de imagens digitais, estas estão lá para servir a história e nunca o contrário.
Este mundo não seria o mesmo se o digital não existisse e assim aquilo que poderia ter destruido o filme, torna-se num dos seus grandes pontos altos.

Nem que seja para continuarmos a ver imagens tão bonitas desejamos continuar a acompanhar o filme até ao fim.
Já  “The Promise” tinha entrado deliberadamente pela estética artificial para reproduzir o seu mundo saido de um livro de conto de fadas e [“Citizen Dog“] faz aqui exactamente o mesmo, embora se calhar ainda o faça melhor.
É no entanto um filme com um visual extramente kitsh onde as cores em modo histérico predominam e a piroseira gráfica generalizada pode ser demasiado para muitos espectadores, por isso é preciso entrar na onda deste universo para apreciarmos realmente todo o trabalho incrível que existe neste pequeno e surpreendente filme saído inesperadamente da Tailândia.

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É que essencialmente estamos na presença de mais um conto de fadas, neste caso quase uma espécie de fábula urbana.
[“Citizen Dog“] é também um filme de Fantasia, mas não no estilo aventuras medievais a que estamos habituados, nem no estilo conto de fadas tradicional.
É sim uma espécie de conto de fadas moderno e visualmente tem momentos em que nos parece estarmos apenas a ler uma banda-desenhada com imagens em movimento.

 

Há de tudo neste filme. Herois apaixonados, princesas um bocadinho parvas, um motard-morto-vivo, um gajo que anda de autocarro para se esfregar nas gajas boas, um tipo que lambe tudo e muito mais que irão adorar descobrir.
E esperem só até ver a pequena Mam mais o seu ursinho de peluche !!
E mais não digo…para não ser acusado de pedófilo.

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[“Citizen Dog“] é um filme brilhante por muitos motivos, mas um dos mais fortes é o seu sentido de humor muito gráfico e original e onde nenhuma piada nos é atirada á cara, mas onde nos fartamos de rir quanto mais não seja pelo inesperado das situações e personagens.
Os gags são mais que muitos, e muitas vezes aparecem onde menos se espera. Podem ser uma frase, podem ser visuais e muitas das vezes estamos a rir mesmo quando o filme nem sequer nos parece tão cómico assim, o que não deixa de ser estranho.

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[“Citizen Dog“] é um filme muito estranho. Não se assume como uma comédia, mas tem momentos hilariantes, não será exactamente um filme romântico dentro dos moldes habituais mas tem por base uma história de amor, não é um filme de fantasia mas apresenta-nos um dos mais encantadores e originais universos paralelos urbanos do cinema recente, não é um drama mas ainda tem tempo para nos falar de um par de temas que darão bons motivos para conversas.

Visualmente é não só brilhante como tem momentos lindíssimos e com paisagens artificiais tão bonitas por todo o lado que é daquelas obras que vale a pena rever quanto mais não seja para poder captar melhor todos os detalhes presentes em cada enquadramento pois cada imagem desta história podia ser um quadro com vida própria.
Não é um filme musical, mas a música está sempre presente nas alturas certas e é quase uma personagem subliminar ao longo de toda a história.
[“Citizen Dog“] está cheio de pequenas melodias que quase não notamos mas que damos por nós com elas na cabeça depois do filme acabar. Não só a música do genérico não pára de tocar na nossa imaginação, como toda a banda sonora está cheio de pequenos interlúdios músicais que dão muita vida a este universo.

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[“Citizen Dog“] conta a história de um rapaz do campo que vem viver para a cidade onde conhece uma rapariga pela qual se apaixona. Como ela não lhe liga nenhuma o rapaz vai arranjando profissões sucessivas de modo a se adaptar ás necessidades da miuda e conseguir estar sempre presente na sua vida.
Mas a conquista não será fácil, pois ela só se interessa por um misterioso livro de capa branca que um dia encontrou e com o qual está totalmente obcecada.

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Leva o livro branco para todo o lado e o seu maior sonho é conseguir um dia perceber aquilo que insiste em continuar a ler mesmo não conhecendo a lingua na qual o texto está escrito. E isto é apenas o inicio da história.
Pelo meio ainda temos o tipo muito fixe que apesar de estar morto continua a andar de mota porque curte ser taxista-motard,  a avó do heroi que reencarnou numa osga e o amigo do heroi que anda de autocarro para se esfregar nas gajas boas em hora de …ponta.

Isto e tudo o mais que vocês nem imaginam até que o enigma do misterioso livro branco é resolvido e a coisa termina no inevitável happy-end.
Sim, porque [“Citizen Dog“] é um filme Tailandês, não é uma história Sul Coreana ou Japonesa por isso não esperem histórias de amor para chorar.
Este é um filme completamente boa onda, cujo o objectivo é fazer-nos felizes e como tal o resultado não poderia ser melhor.

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Desde as músicas totalmente cheias de boas vibrações, ao tom colorido do universo, ao humor que nos atinge em cheio nas sequências mais inesperadas, até á história de amor completamente diferente daquilo a que estamos habituados no cinema romântico oriental, tudo em [“Citizen Dog“] está orquestrado para nos fazer sentir bem.
É um filme fantástico para aqueles momentos mais tristes pois conseguirá colocar-lhes um sorriso no rosto e muito provávelmente irá meter-lhes a música do genérico na cabeça durante dias.
E garanto-vos que depois do filme acabar vocês voltarão ao genérico só para curtir a boa onda.

Depois de ter visto tantos maus exemplos de cinema Tailandês nos últimos anos, foi uma verdadeira surpresa ter encontrado um filme assim tão refrescante.
Não só tem uma identidade muito própria como consegue agarrar do primeiro ao último minuto.
Se calhar nem funciona particularmente bem enquanto história romântica; não irão ficar com [“Citizen Dog“] na memória pela história de amor em particular mas garanto-vos que se irão lembrar deste filme por muito tempo pelo resto.
Na verdade a ter alguma falha, na minha opinião, está no facto de tendo por base uma história de amor nunca levou esse registo a um nível que se calhar deveria ter levado.

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Não é por nos importarmos particularmente com a história de amor dos protagonistas que [“Citizen Dog“] resulta e se calhar deveria ter sido esse mais o seu ponto central, pois o filme parece estar algo fragmentado em dois actos. O primeiro em que conhecemos todo o universo do heroi e ficamos a saber da sua paixão pela rapariga e o segundo acto mais centrado na obsessão desta pela ecologia o que acaba por deixar para segundo plano o sentimento do heroi em relação ao seu amor.

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[“Citizen Dog“] apesar de ser uma comédia romântica, tem muito pouca emotividade no que toca á história de amor e por isso o final feliz não tem aquele impacto emocional que poderia ter tido.
Não tem, porque toda a história está carregada de uma boa onda tal, que nunca existe na verdade um núcleo dramático que nos fizesse duvidar por momentos do inevitável final feliz.
A faltar alguma coisa neste filme, falta-lhe algum suspanse romântico e o segmento final perde muita da emotividade que poderia ter tido na minha opinião.
De qualquer forma é um pequeno grande filme romântico com dezenas de outras coisas para ver e muito, muito bom humor com alguns gags particularmente inesperados e hilariantes até pela forma como são usados para fazer avançar a história.

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[“Citizen Dog“] está cheio de piadas mas todas colocadas cirurgicamente de forma a servirem para qualquer coisa no contexto geral.
Não parece, mas [“Citizen Dog“] é um daqueles filmes que pedem uma segunda e até uma terceira visão até que percebamos o quanto é bom e como está carregado de detalhes a que não prestamos atenção quando o vemos de forma desprevenida pela primeira vez.
De qualquer forma vocês voltarão a ele muitas vezes certamente, quanto mais não seja para curtirem o genérico. E se virem o genérico, têm de continuar a ver o resto, mesmo já sabendo o que acontece. E tudo acontece neste filme.
[“Citizen Dog“] é totalmente hipnótico. Único, divertido e visualmente brilhante.
Uma pequena grande surpresa saida da Tailandia á espera de ser descoberto hoje mesmo.

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CLASSIFICAÇÃO:

Absolutamente  obrigatório para quem gosta de bom cinema romântico com muita  imaginação visual.
Não estará propriamente na linha de um  ”The Classic“, “Be With You“, “My Sassy Girl”, “Fly me to Polaris“ ou “Il Mare“ mas é uma proposta totalmente diferente com um estilo de conto de fadas urbano que resulta plenamente e os irá divertir se gostaram por exemplo de “Amélie” de Jean Pierre Jeunet.

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Cinco tijelas de noodles e um Golden Award como selo de qualidade, sem qualquer hesitação por tudo e mais alguma coisa, apesar de eu ter ficado algo desapontado pela ausência de um conteúdo mais dramático na história de amor central.
No entanto finalmente aparece algo saído do cinema Tailandês que se destaca pela positiva e só por isso merece a nota máxima, até porque o filme é mesmo bom.

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Se gostarem deste e ainda não viram um dos filmes anteriores do mesmo realizador, o fabuloso “TEARS OF THE BLACK TIGER” nem sei do que estão à espera, pois é ainda melhor.

A favor: o estilo conto de fadas urbano, o visual do filme é fabuloso, cores incriveis e cada imagem é um quadro, tem um sentido de humor genial e contém momentos hilariantes, os personagens são inesqueciveis, nunca conseguimos adivinhar o que vai aparecer a seguir, arrisca ser politicamente incorrecto, a música é perfeitamente hipnótica, a abertura do filme é genial com uma sequência musical muito divertida, excelente exemplo de como se pode fazer cinema em total estilo photoshop sem perder qualidades cinemáticas, é um filme que se revê com prazer e onde se descobre sempre uma coisa nova a nova visão, excelente filme familiar também, finalmente um filme Tailandês em condições !!

Contra: quem não gosta do estilo gráfico excessivamente artificial não vai gostar disto, a história de amor não tem nenhum suspanse romântico ou um coração dramático tão forte quanto eu gostaria de ter visto  e como tal o final feliz perde alguma força.

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NOTAS ADICIONAIS:

Trailer 1

Trailer 2

Créditos finais

 

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Comprar
Eu bem que queria ter isto mas parece ser impossível de se encontrar actualmente.
Se souberem onde está á venda digam qualquer coisa.

Supreendentemente este é um dos raros filmes orientais que ainda se encontram na net, com legendas em Português.
Podem fazer o Download aqui !

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0444778/combined

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Filmes estéticamente semelhantes de que poderá gostar:

The Promise capinha_tears-o-the-black-tiger

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Joong-cheon (The Restless) Dong-oh Cho (2006) Coreia do Sul


Este é outro daqueles filmes asiáticos que se calhar não merecia que eu tivesse gostado tanto dele.
Não é de modo nenhum um grande filme oriental, tem as suas fraquezas, tem problemas no desenvolvimento de personagens e cheira a plástico por todo o lado.
No entanto, se tivesse mais meia hora poderia ter sido um daqueles filmes de fantasia imprescindíveis, por isso na minha opinião é pena só ter mesmo 105 minutos porque este [“The Restless“] tinha mesmo muito potencial.

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Para começar, eu que já não acreditava que a Coreia do Sul pudesse conseguir acertar com um filme do género Wuxia fiquei bastante surpreendido quando já me preparava para arrasar nest blog, mais esta tentativa. Depois de coisas como “Bichunmoo” e “Duelist” (entre outros), que me deixaram mais que decepcionado eu já olhava de lado tudo o que fossem supostos Wuxias Sul Coreanos e se eu tivesse sabido que  [“The Restless“] era mais um, nem o tinha sequer comprado. Na verdade achei piada ao trailer e encomendei o filme pensando que seria mais uma obra de fantasia Chinesa.
Tarde demais reparei que era mais um Wuxia Coreano e não o podia cancelar pois o dvd já vinha a caminho.
Ainda bem.

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Ainda bem porque este deve ter sido um dos filmes de pura Fantasia oriental de que mais gostei desde “The Promise”.
Aliás, [“The Restless“] faz lembrar um parente pobre desse filme Chinês. Parece um “The Promise” feito com pouco dinheiro mas tentando disfarçar ao máximo todo o pequeno orçamento com muita imaginação plástica ao melhor estilo cinema-photoshop.
Portanto se não gostaram de “The Promise”  esqueçam este filme.  [“The Restless“] segue o mesmo estilo como todos os excessos visuais extremamente artificiais que caracterizava o outro filme oriental só que em versão mais contida devido ás suas limitações de orçamento.
Para quem gostou do filme Chinês e quiser “mais do mesmo” tem aqui uma compra á altura e um Wuxia de pura Fantasia muito recomendável mesmo.

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Este não é um filme oriental para aquelas pessoas que detestam ver gajos a voar por tudo o por nada, lutas á espada sem qualquer lógica “credível” e muito menos é um filme para quem acha que o estilo “livro ilustrado” a Photoshop não tem muito a ver com cinema.
É verdade,  [“The Restless“] tem muitas fraquezas, não será um daqueles filmes asiáticos ou de fantasia que fica na memória pelo selo de qualidade, mas é definitivamente não só o melhor Wuxia Sul Coreano até ao momento, como principalmente é uma obra de Fantasia com um vasto mundo para o espectador explorar se decidir ignorar os seus defeitos e deixar-se levar pela atmosfera e principalmente pelo ambiente visual das suas geografias imaginárias.

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[“The Restless“] tem como título original, [“Joong-cheon“] que em Coreano significa qualquer coisa como “o mundo entre Mundos” e se quiserem uma analogia ocidental, todo este filme se passa naquilo que na religião Católica se poderá designar como “Purgatório“. Só que na tradição Sul-Coreana este lugar não é um conceito abstracto, mas um mundo cheio de vida e tão real como o nosso plano Terrestre. Apenas em Joong-cheon as regras da Natureza são ligeiramente diferentes.

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O filme narra a história (e as aventuras) de um guerreiro que na Terra pertencia a um esquadrão de caçadores de demónios e que um dia se vê lançado no mundo de Joong-cheon.
Acontece que para surpresa dos seus habitantes, esse guerreiro passeia-se pelo purgatório ainda vivo e claro que esse estranho facto tem uma explicação que deixarei para descobrirem quando virem o filme.
Ao chegar a Joong-cheon, o guerreiro encontra a mulher que amava na Terra mas ela não o reconhece apesar de todas as tentativas do heroi para que esta se lembre dele.  Tendo morrido de uma forma trágica quando foi queimada como bruxa ela não tem qualquer memória da sua vida terrestre, o que como imaginam é perfeito para alimentar o segmento romântico do filme.
Para além disto, óbviamente que a história conta com o vilão do costume que é um gajo mau que se farta mas se quiserem saber mais, vejam o filme pois eu não tenho paciência nenhuma para descrever estas coisas. Nem gosto, pois para mim metade do prazer em ver cinema está em não sabermos nada sobre o que vamos ver.

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Apenas referi este bocadinho de argumento para poder apontar logo aquilo que será talvez o maior problema de [“The Restless“].
Quando eu digo que este filme merecia ter pelo menos mais meia hora é porque precisava de ter tido esse tempo no início para poder apresentar-nos os seus personagens e infelizmente isso não acontece.
O argumento, entra logo a abrir e os personagens quase que nos caiem em cima em estado acelerado. De cada vez que a história nos apresenta uma nova pessoa, normalmente a montagem entra por uma sequência fragmentada, que, ou nos leva para uma cena de acção ou então para mais um flashback que tenta narrar em breves minutos (breves mesmo) todo o background da história do novo personagem.
Se isto torna os personagens secundários completamente redundantes, (os antigos “amigos”(?) do heroi por exemplo), também não ajuda nada a situar aquilo que supostamente é a alma do filme, ou seja a inevitável história de amor.

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[“The Restless“] tinha tudo para ter sido um Wuxia tão romântico e emocional quanto “An Empress and the Warriors“, mas falha nesse aspecto porque não dá tempo ao espectador de criar uma empatia com o passado dos personagens. E quando esse passado é essencial para criar emoção para a história presente, o filme nunca consegue transportar-nos verdadeiramente para o seu coração emocional.
No ecran tudo é visualmente muito bonito mas o facto de [“The Restless“] não conseguir puxar emocionalmente o espectador para o seu mundo torna todos os cenários em Photoshop ainda mais artificiais e é pena, pois este filme oriental pedia uma envolvência total e nunca nos consegue puxar verdadeiramente para dentro dele. Embora verdade seja dita que se nota perfeitamente o realizador a tentar criar emoção e dotar a história de alguma alma. Infelizmente a estrutura do argumento, a falta de tempo e uma montagem algo errática em alguns momentos torna a sua tarefa bem dificil.
Outra coisa que também não ajuda são as sequências de acção.
Infelizmente [“The Restless“] não é um filme Chinês e isso nota-se.

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Ao contrário dos Wuxias Chineses onde as coreografias de acção nos maravilham ou surpreendem com toda a sua variedade, este filme Sul Coreano nunca consegue chegar ao mesmo nível.
[“The Restless“] é essencialmente um filme de acção e possivelmente um dos mais dinâmicos filmes de pura Fantasia que poderão encontrar pela frente. No entanto todo o dinamismo nunca se traduz em variedade.
Ou seja, o filme tem acção, porrada de meia noite, gajos a voar por todos os lados, espadeirada quanto baste, mas tudo parece sempre mais do mesmo.
Enquanto um Wuxia Chinês nos impressiona pelas coreografias imaginativas, [“The Restless“] tenta impressionar-nos pelo estilo e pela pinta que tenta meter á força. É aqui que se nota que esta obra é mesmo um produto Sul Coreano e não Chinês.
Montagem televisiva ultra-rápida em estilo videoclip MTV, herois em poses cheias de tiques Anime e muito Cgi de plástico a embrulhar tudo a todo o momento.

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Aliás há um par de momentos no filme em que pensei que se calhar a compra do dvd não teria sido lá muito boa ideia. Isto porque algumas sequências ao mais puro estilo Anime ( a puxar para o Dragon Ball ), fizeram-me pensar por minutos que tinha comprado mais outro “Shinobi” e que as coisas iam descambar noutro clone em overdose de porrada Cgi. E vocês sabem o quanto eu gostei do Shinobi.
No entanto, felizmente as coisas compõem-se. E apesar do constante esforço que se nota no filme para meter estilo nas cenas de porrada a verdade é que o resultado final até poderia ter sido bem pior.
Estou para aqui a reclamar, mas [“The Restless“] se vocês quiserem ver um bom filme de porrada com muita Fantasia visual, têm aqui uma boa opção que conta inclusive com um par de sequências de acção muito entusiasmantes.
Por exemplo a cena em que o heroi com uma simples espada limpa sózinho o sebo a um exército de milhares de gajos feios é um verdadeiro prazer cinéfilo-chunga-estiloso e vale o filme se a esta altura vocês já tiverem deixado o cérebro algures.

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E pronto, essencialmente estamos conversados sobre os aspectos menos bons de [“The Restless“].
Quanto a coisas positivas…
Bem, para começar lá para o final a história de amor quase que resulta e ajudada por visuais lindissímos temos um vislumbre daquilo que o coração emocional do filme poderia ter sido se tivesse tido a tal meia hora de introdução de personagens que não teve.
E por falar em visuais… os cenários podem ser de Photoshop mas que são fabulosos isso são. Quem quiser um filme de Fantasia oriental, (já viu o “The Promise” ), e adorar histórias em que os herois percorrem em estilo road-movie uma variedade imensa de geografias imaginárias cheias de ambiente então não pode perder [“The Restless“].
Sente-se de facto que o mundo de Joong-cheon é um mundo á parte, não só mágico como imenso e muito imaginativo.

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Os cenários virtuais são espectaculares e muito vastos, a cenografia é excelente e muito atenta ao pormenor e a cor é usada de uma forma absolutamente perfeita, tornando este filme num verdadeiro Anime em “imagem real” como se estivessemos a ver uma graphic-novel pintada a óleo sempre em movimento.
Apesar de bastante plástico e muito artificial, quanto a mim nota alta não só para o design de todo o filme como principalmente pela imaginação que conseguiu colocar no ecran com um pequeno orçamento.
Nota positiva também para a banda sonora. Embora em alguns momentos tenha uns tiques de música contemporanea que me chateiam particularmente, noutras alturas consegue uma atmosfera perfeita para algumas sequências. Por mim o filme teria uma música mais épica que fizesse o ambiente abrir-se ainda mais, mas não se pode dizer que as melodias estraguem o filme.

E como tal…

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CLASSIFICAÇÃO:

Não será o melhor filme de Fantasia do mundo, mas quem gosta do género tem aqui uma excelente opção.
Se gostou de “The Promise”  e quiser mais do mesmo tem aqui o seu parente pobrezinho mas com muita substância e imaginação. Quem não gostou de “The Promise” se calhar é melhor evitar este filme a todo o custo.
Pode não ser Cinema com “C” grande mas é um excelente filme pipoca para quem procura um divertimento de Fantasia e gosta do estilo oriental.
Recomendo vivamente e leva quatro tigelas de noodles na boa apesar das suas falhas.
Se calhar merecia menos, mas é um filme de Fantasia divertido e não há muito deste estilo por aí.

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A favor: para quem gosta de explorar mundos de fantasia a partir do sofá da sala, tem muita imaginação, o conceito do mundo “purgatório” está muito variado e cheio de pormenores criativos, tem um excelente ambiente e passa a sensação de que o mundo é realmente vasto, usa muito bem os cenários naturais, apesar de plástico e artificial contém paisagens em estilo Photoshop fabulosas, as cores do filme são mágnificas e a cenografia está cheia de detalhes que ainda ganham mais vida a uma segunda visão, em algumas cenas de acção o uso do Cgi é mágnifico, a história de amor apesar de não agarrar o espectador tem um par de momentos bonitos, algumas cenas de acção são excelentes embora repetitivas, a breve cena de porrada em que um gajo devasta um exército á espadeirada é demais e completamente Anime/Manga, a banda sonora poderia ser mais épica mas não está mal. Quem joga “Perfect World” vai gostar muito deste filme que bem que se poderia chamar “Perfect World – The Movie” e ninguém iria queixar-se.
Contra: o filme precisava de pelo menos mais meia hora no início para apresentar os personagens como esta história merecia, os personagens são demasiado esquemáticos e sem grande alma ou personalidade, as histórias que tentam humanizar os personagens em estilo flashback não resultam, apesar de haver uma história para o vilão este acaba apenas sendo o mau do costume que só está no filme para morrer no fim, falta uma verdadeira carga dramática no filme e é pena, a montagem por vezes tenta contar muita coisa em segundos e como resultado os acontecimentos não têm grande substância nem conseguem contribuir para que os personagens sejam menos de cartão, a história de amor nunca atinge o seu potencial nem tem grande emoção salvo raros momentos, o espectador nunca é verdadeiramente transportado para dentro do filme, algumas cenas de acção são demasiado Shinobi/Dragon Ball e isso quase que estraga o ambiente do filme, embora muito dinâmicas todas as cenas de acção parecem sempre mais do mesmo, o filme tenta disfarçar a falta de variedade da acção com uma montagem acelerada estilo MTV em muitos dos momentos que pediam uma boa coreografia e em vez disso apenas têm estilo a mais, as poses Anime dos persongens quando andam á porrada acabam por perder a piada porque repetem-se constantemente, nunca se percebe se o filme quer ser um Wuxia de fantasia ou um Anime em imagem real e fica a meio caminho entre os dois.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=lXVNZqKd_Bo

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Comprar
Recomendo  a edição R1 americana.
Excelente imagem e som, com um óptimo documentário de making-of e tudo legendado em inglés.

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0929261/

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Se gostou deste poderá gostar de:

The Promise A Chinese Tall Story

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