Hk Forbidden Hero (HK: Hentai Kamen) Yûichi Fukuda (2013) Japão


Ainda há poucas semanas atrás atribuí pela primeira vez a classificação de zero tigelas de noodles a um filme neste blog e portanto depois de “Visage” eu pensei que pior que aquela desgraça não podia haver.
Bem-vindos a [“HK: Hentai Kamen – Forbidden Super Hero”].
Um filme de Cock-Fu.

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Sim, eu disse cock-fu. Não conhecem esta arte marcial milenar ?
Quando eu pensava que já tinha visto tudo no que toca a cinema inacreditável saído do oriente eis que o Japão decide mostrar-me mais uma vez que se calhar eu ainda não vi foi nada !
[“HK: Hentai Kamen – Forbidden Super Hero”] é um daqueles filmes que nem merece sequer zero tigelas de noodles, porque na verdade este filme não tem classificação possível.
Se calhar eu deveria arranjar por aqui uma outra escala de valor  para títulos como este pois uma obra assim é quase um género de cinema à parte !
Até eu que pensava que já tinha visto tudo o que havia para ser visto dentro do cinema chunga hilariante fiquei surpreendido.
Ao pé disto, coisas como “Sex is Zero“, “Sexual Parasite Killer Pussy” e “Sars Wars” parecem inocentes filmes da Disney.

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Na verdade eu estava a ver o raio do filme e só me perguntava se uma coisa como [“HK: Hentai Kamen – Forbidden Super Hero”] não poderá ser também classificada como cinema de autor…
Quer dizer, isto à primeira vista está nos antípodas do género, porque cinema mais ultra comercial penso que seria impossível alguém conseguir fazer; mas pessoalmente eu acho que o filme, está tão à frente mas tão à frente que ainda tudo o resto ainda vai atrás e já isto deu a volta a todos os géneros possíveis e imaginários da história do cinema, acabando inevitávelmente por tocar no estilo de cinema de autor…mas de uma forma totalmente diferente.

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Senão vejamos, [“HK: Hentai Kamen – Forbidden Super Hero”] é um série B japonês que mais parece um série Z a maior parte do tempo, tem um estilo tão alucinado e tão comercial que acaba por criar uma assinatura pessoal. Uma marca única. Um novo género cinematográfico por si só. E isto é dizer muito, considerando que eu já vi coisas como “Sars Wars” por exemplo…
Este é o tipo de filme que fica cravado na nossa memória, não só por tudo o que contém de genialmente inacreditável mas pelo próprio estilo de realização. Que na verdade não tem estilo nenhum. Ou tem…
Mau.
Ou se calhar é de génio. Ou genialmente mau.

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Aposto com vocês que eu quando vir a próxima…ehmobra…deste realizador eu nem precisarei de ler o nome de quem o fez para perceber que se trata de mais um filme de Yûichi Fukuda pois este desgraçado para o mal e para o bem já não me sai da cabeça tão cedo.
Portanto a partir do momento em que um gajo consegue um estilo tão demarcado e um produto tão genialmente mau (?) que se torna brilhante…para mim é um – autor – e quero lá saber dos génios da 7º arte que ganham festivais.
Este gajo é um génio.

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Eu não sou própriamente fã de filmes de super-herois mas abro uma excepção para  [“HK: Hentai Kamen – Forbidden Super Hero”] mesmo sem fazer a mínima ideia do que acho sobre ele. Não sei se isto será o pior filme que alguma vez vi, porque por outro lado é um sério candidato ao melhor filme lixo que me passou pela frente em muitos anos e um verdadeiro filme de culto á espera de ser descoberto. Perfeito para um destes dias também aparecer mencionado no meu blog de cinema de culto e FC, o esquecido… “Universos Esquecidos”…
Pelo que me apercebi, é a adaptação de um Manga já com um grande culto lá pelo Japão e se a BD for metade do que o filme conseguiu mostrar, então só pode ser absolutamente genial.

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[“HK: Hentai Kamen – Forbidden Super Hero”] tem a maior colecção de cenas parvas e inacreditáveis que vi em anos. Possivelmente um dos filmes com as piadas mais estúpidas que vi em muito tempo mesmo.
Mas por outro lado praticamente tudo nisto funciona à brava e consegue divertir o espectador porque quando pensamos que a história não pode descer mais baixo o filme entra por patamares de ver para crer.

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O que deve querer dizer que não vamos ver o remate americano deste filme tão cedo. A não ser que o Nicholas Cage aceite passear pelo set de cueca e meia de liga sexy e aí eu pagava para ver.
[“HK: Hentai Kamen – Forbidden Super Hero”] é o super heroi mais genial de todos os tempos. É uma espécie de Homem Aranha japonês que vai buscar os seus poderes quando coloca na cara cuecas usadas de colegiais e se transforma no Panties-Man o super-heroi mais ehm … sexy (?) de todos os tempos ?…

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Nada falta neste filme. Desde as poses hilariantes do personagem até aos piores super-vilões que alguma vez apareceram no género; tudo em  [“HK: Hentai Kamen – Forbidden Super Hero”]  parece estar feito para nos provocar estupefacção constante. Passamos o filme todo sem acreditar no que estamos a ver e se calhar é esse o grande truque do realizador para nunca percebermos como o raio do filme é do piorio. Ou será que não é ?… As cenas de luta são do mais rasca e amador possível, o suspanse não é para aqui chamado e tudo parece orquestrado para nos destruir o cérebro. Ah, e já agora se pensam que isto é uma cena gay qualquer, esqueçam, isto é muito mais à frente do que tudo aquilo em que vocês possam pensar.

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E quem pensa que o personagem do Panties-Man bate todos os recordes de qualquer coisa para lá de indiscritível então é porque ainda não viu a mãe do herói que é striper-sado-maso e ao mesmo tempo uma séria candidata ao personagem mais inútil de todos os tempos. Por outro lado é mais um boneco genial que dá ao filme uma estranha aura de qualquer coisa que eu também não consigo definir.
Cromos é que não faltam em  [“HK: Hentai Kamen – Forbidden Super Hero”] , o vilão usa trancinhas à Willie Nelson e come pernas de galinha como um porco javardo, os super vilões que aparecem a desafiar o jovem herói são de ver para crer e claro não podia faltar a miúda fofinha que está perdidamente apaixonada pelo Panties-Man.

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Eu estou para aqui a escrever mas na verdade estou a inventar coisas em modo automático para dizer, porque o cérebro ainda não recuperou e portanto esta review um dia destes ainda irá sofrer uma qualquer revisão radical quando eu me aperceber realmente do que acabei de ver.
[“HK: Hentai Kamen – Forbidden Super Hero”] não tem classificação possível.
O mesmo se pode dizer do uniforme deste super-heroi.

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É muito divertido, mas por outro lado também tem coisas menos boas…por exemplo, depois do choque inicial que apanhamos e do divertimento que provoca pela surpresa, a partir da primeira meia hora, o estilo é mais do mesmo e sofre inclusivamente de alguma falta de ritmo a meio da história quando o herói defronta pela primeira vez o herói-bizzaro seu arqui-super-inimigo. A coisa arrasta-se por tempo demais e o filme perde algum do seu fôlego (e imaginação) o que é pena.
Por outro lado nota-se claramente que isto não teve orçamento nenhum e ás vezes ficamos com a ideia de que o argumentista foi inventando à medida que se iam filmando cenas. A montagem é amadora, as cenas de luta são uma anedota e os efeitos digitais são os piores que alguma vez vi numa produção profissional; mas isso não importa de todo pois tudo faz parte do charme do próprio filme que parece estar em esforço constante para nos provar que ainda consegue ser pior do que aquilo que nós julgamos.

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A verdade é que este é um daqueles filmes que ou se odeia de morte ou nos divertimos totalmente com ele enquanto dura, apesar de se calhar também ter duração a mais. Se em vez de 1h45m tivesse tido apenas uns 80 minutos teria sido perfeito.
Como comédia sexual eu diria que se calhar seria genial, se a gente conseguisse ter tempo para rir.
Pela minha parte passei mais tempo estupefacto a olhar para o que aparecia no écran do que a achar graça ao suposto humor da história.  Mas fartei-me de rir à parva e não sei bem do quê.
O filme é hilariante porque é parvo como o raio mas para dizer a verdade eu nem me lembro dos gags que supostamente deveriam ser para rir…

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De qualquer forma é impossível não curtir um filme assim e eu pela minha parte mal posso esperar pela sequela.
Quem parece ter-se divertido muito a fazer isto foram os actores e aqui nota alta para o gajo que faz de super-heroi pois é preciso realmente ter tomates para se expor fisicamente da forma que o faz num filme como este.
E tomates acompanhados do resto são essencialmente a temática desta história e parte fundamental nos combates de Kung-Fu… ou Bolas-Fu… ou Dick-Fu ?…

Karaté com pilas !

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Hollywood suck on this !

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CLASSIFICAÇÃO

O que dizer de um filme inclassificável ?…
Se aguentarem o estilo, é imperdível. Se gostarem de super-herois e pensam que já não havia mais nenhum super-heroi que pudesse ser inventado, pensem duas vezes.
Três tigelas de noodles porque é bom demais, sendo mau como o raio mas provávelmente será o melhor filme de super-herois de todos os tempos e com todo o mérito. Por outro lado…não tentem fazer isto em casa…

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A favor: o conceito do personagem é genial, o uniforme é de ver para crer, o actor principal faz um trabalho excelente com um material potencialmente destruidor de carreiras, tem espírito de série B genuíno, é de ver para crer.

Contra:
é de ver para crer, a partir do meio sofre de várias quebras no ritmo narrativo e perde muita da piada pela repetição.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
https://www.youtube.com/watch?v=TozprFrnn10

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gif

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt2708764

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Se gostou, vai gostar certamente dos seguintes filmes abaixo.

capinha_sex-is-zero capinha_sars-wars capinha_killer_pussy   

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Cinema_oriental_no_facebook

 

Garoojigi (A Tale of Legendary Libido) Han-sol Shin (2008) Coreia do Sul


Ora aqui está o equivalente cinematográfico Sul Coreano daqueles emails “Enlarge your Penis” que todos gostamos de receber nas nossas caixas de correio.
Bem vindos a [“A Tale of Legendary Libido“], um filme sobre pilas.
Grandes.

[“A Tale of Legendary Libido“] poderia ser também um anúncio publicitário para o Viagra por exemplo e portanto para toda a gente que sempre quis ver um filme sobre penis gigantes e nunca o encontrou antes, tem aqui o filme da sua vida.
Não é o meu.
Não é o meu mas é um filme totalmente original e muito menos estúpido do que á primeira vista vocês poderão pensar com um tema destes.
Sim, todo o filme gira á volta de um gajo com uma pila enorme. No entanto aquilo que poderia descambar numa sucessão de gags sem grande imaginação na verdade é aqui usado para criar alguns momentos não só hilariantes como acima de tudo inesperados e visualmente muito criativos; o que torna [“A Tale of Legendary Libido“] numa inesperada proposta para quem procura uma comédia sexual oriental cheia de miudas giras e muito nuas aos pulinhos por todo o lado.

E garanto-vos, vocês nunca viram nada assim.
Quando eu pensava que já tinha visto tudo no que toca a comédias sexuais , tive que reorganizar as minhas ideias porque [“A Tale of Legendary Libido“] é realmente único e se calhar até criou aqui um género novo de cinema; uma espécie de filme de fantasia de temática sexual mas sem monstros ou batalhas…apesar de meter feiticeiros e magia.
Anteriormente dentro do cinema oriental só tinha encontrado uma comédia sexual digna de nota pela sua ousadia e invenção no que toca a gags com sexo, o “Sex is Zero” de que já falei aqui no blog.
Acontece que este [“A Tale of Legendary Libido“] está no entanto numa liga á parte e só não se torna um clássico instantaneo por causa de um grave problema que passarei a explicar mais adiante.

Essencialmente a primeira metade do filme é absolutamente genial em todos os aspectos. A história é parva como o raio, mas resulta, os gags são originais, muito criativos e por demais hilariantes num par de vezes. Tudo isto muito graças ao próprio trabalho do realizador que encena as sequências mais inimagináveis envolvendo miudas nuas, gajos esfomeados e mulheres mais velhas digamos…necessitadas…

Visualmente [“A Tale of Legendary Libido“] é um filme extraordinário pela forma como cada imagem está cuidada e cada plano parece estar pensado para nos maravilhar com os mais pequenos pormenores dos cenários. Isto é fundamental para criar uma atmosfera de mundo encantado e aldeia perdida que faz com que este filme pareça na verdade uma história de Fantasia com deboche por todo o lado.
Imaginem o – Shire – dos Hobbits, mas onde toda a gente só pensa em sexo a todo o instante e onde tudo o que tenha pernas é perseguido; desde galinhas, cabras e até … ursos… quando as mulheres não se deixam apanhar e onde apesar de tudo os maridos não têm grande reputação entre elas.

É quase impossível descrever o quanto este filme é atmosférico. A primeira metade de [“A Tale of Legendary Libido“] conta não só com uma galeria de personagens hilariantes como principalmente está carregada de momentos visuais que os fará fazer ficar com vontade de fazer pausa a todo o instante só para admirar a natureza em redor. E não estou a falar das miudas orientais fofinhas sem roupa, dos seios flutuantes e de tudo o mais que vocês nem imaginam que acontece nesta história.

Os gags são muito engraçados, não só porque funcionam no papel, mas porque muitas das vezes a piada está não no que acontece, mas na forma – como – acontece !
E esperem só até ver o que acontece na cena em que os homens vão todos para o rio á noite para ver miudas giras sem roupa. Vão perceber o que eu quero dizer a propósito da inventividade do realizador, também argumentista.

[“A Tale of Legendary Libido“] conta a história de um desgraçado ( curiosamente o mesmo actor de “See you after school” noutro papel de infeliz).
Este triste marginalizado pela aldeia inteira vende bolinhos de arroz e é constantemente desprezado pelas mulheres pois todas têm apenas olhos para o irmão do nosso triste heroi. E porquê ?
Bem porque ao contrário do seu irmão mais velho que foi abençoado pela natureza entre as pernas, o nosso desgraçado heroi tem fama não só de ter um membro minusculo como ainda por cima de ser impotente e logo vão perceber porquê.

Uma noite encontra um velho feiticeiro, uma espécie de “Gandalf” oriental do deboche que lhe revela que algures perto do totem presente no centro da aldeia está enterrada uma poção mágica que atribui virilidade a toda a gente que dela beber. Acontece que não se pode beber mais do que uma gota de cada vez devido á potência da bebida.
Obviamente que o nosso desgraçado heroi bebe a garrafa toda de seguida e os resultados não se fazem esperar.

[“A Tale of Legendary Libido“] tem uma primeira metade tão genial, divertida, criativa e hilariante que eu estava plenamente convencido que que iria atribuir a classificação máxima a este filme sem pestanejar sequer.
O ritmo é alucinante, as sequências surpreendem-nos a todo o instante e os personagens são hilariantes, com destaque particular para a mulheres esfomeadas da aldeia e que os vão divertir á brava de cada vez que aparecem ainda mais taradas que os homens do local.
Curiosamente para uma comédia sexual, tem muito pouco sexo…o que é estranho. Parece uma espécie de comédia sexual para a família com autocensura visual e onde se fala muito mas faz-se pouco. Não esperem algo como o que viram em “Sex is Zero“, embora tenha a sua quota de miudas orientais despidas e posições sexuais…e sexo com ursos…

Também tem um pormenor muito engraçado que se calhar não se nota logo mas dá uma atmosfera ainda mais curiosa á história. Tudo ao redor do nosso desgraçado heroi é hilariante num estilo totalmente over-the-top (onde nem faltam números musicais), no entanto o personagem principal é brilhantemente sempre apresentado num registo sério e quase dramático. [“A Tale of Legendary Libido“] é uma espécie de história intensamente dramática onde toda a comédia está no que se passa ao redor da tragédia do protagonista da história e não no facto do personagem ser constantemente caracterizado apenas como o palhaço do argumento como seria de esperar neste tipo de comédia sexual.

No entanto, para minha surpresa e grande desilusão não posso atribuir uma nota muito espectacular a este título.
Se calhar nem merece a classificação que lhe atribuo no final deste texto sequer por um simples motivo.
[“A Tale of Legendary Libido“] tem duas metades muito distintas que não encaixam de todo e não se percebe porquê.
A primeira metade é totalmente brilhante, mas a partir do meio do filme, mal o nosso heroi começa as suas proezas sexuais subitamente parece que todo o genial conceito original se esgotou.
Totalmente.
Quase que se pode dizer que demasiado viagra tornou este argumento impotente, o que é o pior que poderia ter acontecido num filme onde se falta tanto de sexo.

Não se percebe de todo o porquê depois de uma primeira parte tão boa na segunda metade a criatividade parece ter-se esgotado totalmente. Contém ainda bastantes piadas que nos fazem sorrir e até dar ainda umas boas gargalhadas, mas de repente sentimos que  já não estamos a ver o mesmo filme e toda a premisa incial parece ter-se esgotado em tudo.
Não só desaparece aquela criatividade nas piadas e tudo parece mais do mesmo, como inclusivamente a própria realização parece apagar-se.

[“A Tale of Legendary Libido“] entra por um caminho algo ambiguo. Ás vezes parece que vai querer ser um drama, outras uma história de amor fofinha ao estilo sul coreano, mas na verdade não tem bases para nada disso, porque essencialmente levou toda a genial primeira metade a definir um estilo de filme e um universo erótico-humoristico único que depois parece não ter mais interesse em prosseguir ou desenvolver.
Isto torna a segunda metade do filme algo arrastada, sem chama e até chata de seguir e até ao final a energia incial nunca mais volta a ser a mesma.

O segundo acto está por demais fragmentado e as coisas sucedem-se sem grande referência anterior na história o que cria a ideia que os personagens flutuam por episódios sem grande ligação ou justificação.
Pensei que isto teria sido impressão minha, mas curiosamente agora ao procurar informação no imdb sobre este filme reparei que o único comentário que lá está sobre este título também fala precisamente daquela sensação de piada esgotada e filme sem imaginação que percorre a segunda metade do argumento, portanto se calhar o filme tem mesmo esse problema.

Não quer dizer que o filme se torne mau, mas simplesmente não é já mais o mesmo e isso nunca deveria ter acontecido num título como este, pois se tivesse continuado a seguir a mesma fórmula até ao fim não deixaria de ser uma comédia excelente por causa disso. Assim como está torna-se algo muito decepcionante.
Curiosamente, 95% do trailer é precisamente montado com imagens da excelente primeira parte; o que só indica que alguém também se deve ter apercebido que havia algo já não tão engraçado na segunda metade e tentou evitar que essa sensação passasse logo para o espectador .

E sim, a primeira parte é tão boa onda, divertida e cheia de humor quanto aparenta no trailer, o que ainda torna a segunda metade do filme um desperdício maior apesar de conter um par de piadas hilariantes dispersas por entre a monotonia generalizada.

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CLASSIFICAÇÃO:

Provavelmente não merece uma classificação tão generosa, porque a segunda parte do filme é realmente decepcionante e desprovida de imaginação, mas leva quatro tigelas de noodles na mesma porque a primeira metade do filme é fantástica a todos os níveis.
E tem miudas fofinhas nuas, velhas taradas e sexo com animais.

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A favor: a primeira parte do filme é muito engraçada, a realização é fantástica na forma como ilustra alguns gags hilariantes, o gag do rio á noite é clássico, mais uma excelente interpretação do protagonista que parece ter-se especializado em personagens geek, parece um filme de Fantasia durante a primeira parte, como comédia sexual está muito bem conseguida e tem piadas bem mais inteligentes do que poderiamos esperar, está cheio de imagens fantásticas no que toca á criação de ambiente nos cenários, tem mamas a boiar…
Contra: a mudança de registo a partir da segunda metade do filme quase que o arruina pois parece que toda a imaginação do inicio foi deitada fora pela janela e tudo se torna por demais monótono e previsivel até, para uma comédia sexual sente-se uma certa auto-censura pois não contém propriamente muito sexo.

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Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=ArmK74hZN34

Comprar
http://www.yesasia.com/us/a-tale-of-legendary-libido-dvd-english-subtitled-taiwan-version/1014344788-0-0-0-en/info.html

Download – Está muito complicado voltar a encontrar uma boa cópia em torrents ou algo assim , mas podem ver o filme em várias partes no Youtube, embora com legendas em (agh) espanhol…
Também ainda não está disponível no AsianSpace.

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt1433775

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Se gostou, poderá gostar de:

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Saekjeuk shigong (Sex is Zero) Je-gyun Yun (2002) Coreia do Sul


Eu sei que existem inúmeras reviews deste filme espalhadas pela net que referem a história do mesmo.
Não se iludam, essas pessoas devem andar na droga.
Desafio qualquer pessoa a ver os primeiros 45 minutos de [“Sex is Zero“] e a tentar descrever-me o seu argumento.
Este filme é o caos absoluto ! Depois de ver [“Sex is Zero“] o mundo dividir-se-há entre aqueles que vão imediatamente comprar um bilhete de avião para a Coreia do Sul e os que riscarão aquele país de qualquer potencial rota turística para os próximos anos porque aqueles gajos estão tão á frente que se calhar pode ser perigoso para a saúde mental de um ocidental desprevenido.

Como descrever isto…
Eu que desde os anos 70 já devo ter visto todas as comédias porcas, desde o mais chunga filme cómico italiano, passando pelos israelitas “Gelado de Limão (elevado ao infinito)”, pelos franceses “Turma dos Repetentes”, pelos americanos “Animal House“, “Porkys 1, 2, 3″ mais toda a colecção de “American Pies” com subsequentes clones, pensava então que já tinha visto tudo e que já nada me espantava no que toca a comédias sexuais com adolescentes.
Até que vi o sul-coreano [“Sex is Zero“] este fim de semana.

Estou a tentar encontrar palavras para não tentar exagerar, mas quando eu pensava que já tinha visto tudo no que toca a gags sexuais, quando eu pensava que já não se poderia esticar mais a coisa sem roçar o XXX, [“Sex is Zero“] entra a matar com algumas das sequências mais criativas e inimagináveis que se poderia esperar num filme deste estilo.
Lembram-se da polémica e do debate moral que o primeiro “American Pie” suscitou na américa quando saiu ?  A cena em que o personagem do Jason Biggs, bem…moca uma torta em cima da mesa da cozinha suscitou na altura intermináveis debates sobre como a cena era chocante para as mentes dos teenagers, etc, etc, etc e como aquilo era uma coisa muito á frente na comédia etc, etc, etc.
Amadores.

Estes americanos são uns amadores, pois comparado com o que aparece em [“Sex is Zero“] todos os sketches do American Pie poderiam ser patrocinados pela Disney.
Se os americanos andaram todos chocados pelo Jason Biggs fornicar uma torta, o que dizer do hilariante ingrediente secreto para sandes destinadas a provocar efeitos afrodisíacos nas meninas orientais deste filme ?! E mais não digo.
[“Sex is Zero“] é um filme particularmente dificil de comentar aqui porque para o fazer de forma correcta eu teria de revelar porque razão a maior parte dos gags são hilariantes e isso estragaria logo metade do prazer em descobrirem este filme.

Posso dizer-vos no entanto que metade do fascínio desta comédia, não está propriamente no humor que apresenta mas mais naquele factor: – ” Eu não acredito que estes gajos estão a mostrar isto !!”.
Vejam [“Sex is Zero“] e passarão metade do tempo a exclamar coisas do género: – “Estes gajos têm mesmo lata !!”
Esta é uma comédia muito estranha que se torna hilariante, mais por aquilo que a gente nunca imagina que vai acontecer a seguir do que própriamente pelos gags. É dificil de explicar.

Não é própriamente a inovação das piadas sexuais que tornam o filme especial, mas sim a forma como elas são usadas e aparecem nos sítios mais inesperados tudo num ritmo verdadeiramente alucinante que nem dá tempo ao espectador respirar, ou muitas das vezes fechar a boca de espanto depois de mais outra exclamação do estilo: -“Eles não mostraram mesmo isto que eu vi pois não ?!”
Básicamente, uma coisa é certa, os jovens actores deste filme têm uma lata do caraças pela descontracção como abordam todas as situações mais inacreditáveis e humilhantes dos seus personagens.

Outra coisa que torna o filme diferente é o facto deste filme ter meninas nuas.
Muitas meninas nuas, semi-nuas, mamas, rabos, cenas de sexo quanto baste, etc.
Quem procurar por uma comédia com miudas orientais sem roupa  tem aqui não só um bom exemplo, como também um relativamente raro pois nudez feminina no cinema comercial oriental não é algo que se veja muito no cinema daquelas paragens, muito menos estando associada a um contexto tão sexualmente “explícito” como acontece neste [“Sex is Zero“] a todo o instante.
Esqueçam a imagem fofinha da miuda oriental, estas tipas são fofinhas mas têm mais hormonas aos saltos que o elenco masculino do filme todo reunido o que dá logo também uma outra vertente a esta comédia. [“Sex is Zero“] não é apenas mais um daqueles filmes com tipos atrás de gajas. Aqui elas também andam á caça de homens e sabem muito bem o que querem, para desgraça de muitos personagens que se metem nas piores situações por causa das miudas ao longo do filme todo.

E por falar em situações maradas, não recomendo que vejam este filme depois do jantar pois se são daquelas pessoas com estômago fraco fica aqui o aviso que [“Sex is Zero“] tem por base um humor primário do mais escatológico possível que envolve desde cenas com vomitado, a ratos ou a …bem… não digo. Boa sorte.
Fica só o aviso de que este filme é bem mais do que a comédia americana de suposta tendência politicamente incorrecta.
[“Sex is Zero“] nem se preocupa em fingir pois se querem gags politicamente incorrectos não procurem mais longe. E o engraçado nisto tudo é que resulta.
Tudo o que é de extremos neste filme parece extremamente natural. Tudo está dentro do contexto completamente anárquico e como tal contagia o espectador.
Muitos vão adorar o humor primário, muitos vão detestar mas não vão conseguir tirar os olhos do ecran porque precisam mesmo de ver o que poderá acontecer a seguir.

Pessoalmente, detesto humor deste estilo. Talvez porque quando era puto vi tantas comédias parvas de adolescentes que já não posso mais com piadas supostamente sexuais carregadas de hormonas imbecis.
No entanto tenho que confessar que abro uma grande excepção para [“Sex is Zero“].
Dentro do avacalhamento total este filme é capaz de ser bem uma obra prima do género.
E pode ser que um dia eu consiga até achar que isto tem uma história digna de ser resumida. Mas uma coisa de cada vez.

Mas este filme tem muito mais do que apenas gags nojentos. Aliás, tirando as piadas com cenas repulsivas consegue na verdade ir muito mais além do que muita comédia do género, tanto na maneira como usa o humor mas principalmente como inesperadamente usa o drama.
A última coisa que o espectador esperaria despois de passar pelo menos os primeiros 60 minutos de filme a ver cenas absolutamente avacalhantes em todos os sentidos seria de se deparar com um interlúdio sério e dramático na parte final do filme.
Súbitamente os dois personagens principais ganham vida.
Deixam de parecer os bonecos de cartão de comédia sexual adolescente estereotipada e inesperadamente tornam-se seres humanos reais levando imediatamente o espectador a interessar-se realmente pelo seu destino numa questão de segundos.

Aqui, nota alta para o realizador e para o argumento que souberam como ninguém, passar sem que nós nos dessemos conta de uma comédia desmiolada para um pequeno drama com alma sem sair do contexto caótico do filme.
Aliás, [“Sex is Zero“] tem uma cena que ainda não tinha visto em nenhum filme e ainda estou a tentar perceber como resulta tão bem mesmo tratando-se de algo no argumento que á primeira vista seria impossível de ligar de forma que pudesse funcionar. A verdade é que funciona não só bem, como acaba por ser dos momentos mais hilariantes do filme sem recorrer a piadas porcas.
É uma cena hilariante ao mesmo tempo que é muito triste e tudo resulta plenamente graças ao trabalho dos actores e naturalmente ao talento do realizador que tem aqui talvez a melhor cena do trabalho.
Isto poderá ser um pequeno *spoiler* mas preciso de explicar isto melhor. Trata-se da cena em que a protagonista recorre a uma clinica para fazer um aborto e arrasta o amigo com ela para se fazer passar por pai do seu filho. Acontece que o rapaz encheu o cabelo de compota de morango porque não tinha gel e durante toda a cena (realmente) triste e dramática em que se discute o aborto da rapariga o cabelo do rapaz está constantemente cheio de moscas o que cria um daqueles momento únicos em que já não sabemos se estamos a chorar por causa do drama ou por causa da comédia e quanto a mim é a cena do filme. */fim do spoiler*

Pela net, muita gente achou que o filme não precisava de uma parte dramática, pois até aí tinha sido apenas uma comédia desmiolada a abrir e quem apenas gosta desse tipo de filme não gostou que de repente os personagens enfrentassem um drama real.
Na minha opinião a parte dramática é precisamente aquilo que eleva esta comédia acima de muitas outras coisas ao estilo “American Pie”  sem cérebro, pois no meio de tanto caos , subitamente damos por nós realmente interessados naquela pequena história de amor.
Se há aqui um problema é se calhar o facto de que este bocado dramático deveria ter sido inserido mas era no “100 Days With Mr Arrogant” pois se esse filme tivesse tido um segmento dramático tão bom teria sido uma excelente comédia romântica, até porque os dois filmes são com a mesma actriz (em registros completamente diferentes).
Assim mesmo estando no [“Sex is Zero“] isso não chega para classificar o presente filme de comédia romântica porque na verdade é demasiado alucinada para isso, mesmo tendo um bom coração emocional apesar de tudo.

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CLASSIFICAÇÃO:

Apesar de me ter divertido muito com o filme, penso no entanto que não lhe posso dar mais que trés tigelas de noodles. Isto porque não é o tipo de filme que voltarei a rever muitas vezes e também porque já estou um bocado cansado de comédias sexuais adolescentes.
No entanto, não deixem esta minha classificação relativamente suave impedir que vejam  [“Sex is Zero“] pois é realmente uma comédia escatológica muitos furos acima de qualquer “American Pie”  e pelo meio ainda tem uma pequena história de amor com alma.
Se gostarem muito de comédias sexuais adolescentes podem acrescentar duas tigelas de noodles á minha classificação pois na verdade se vermos este filme apenas por esse prisma é realmente um produto cinco estrelas que lhes irá agradar certamente. E surpreender também.

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A favor: o caos absoluto do … “argumento” ? Muitos gags nojentos que resultam plenamente dentro do contexto do filme, a parte dramática tem alma e coração pois emociona-nos ao mesmo tempo que nos faz rir no meio da tristeza, tem meninas orientais nuas o que não se vê todos os dias num filme saído da Coreia do Sul, as piadas sexuais são literalmente um gozo, personagens masculinos e femininos em pé de igualdade sexualmente falando.
Contra: pode ter piadas um bocado nojentas para muita gente, algures nas partes finais o filme sofre uma quebra na montagem durante as sequências de ginástica e arrasta-se um bocado por minutos sem razão aparente, a realização não deslumbra e limita-se a seguir todas as fórmulas da comédia sexual adolescente que já vimos mil vezes…embora neste caso, isto tem muito que se lhe diga.

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NOTAS ADICIONAIS:

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=pXQ9YycK_MY

Comprar
Podem comprar esta óptima edição DVD na Amazon americana.

Imdb
http://www.imdb.com/title/tt0341555/

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Comédias semelhantes:

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Naesarang ssagaji (100 Days with Mr. Arrogant) Dong-yeob Shin (2004) Coreia do Sul


Este filme oriental é tão cute que mete vómitos.
Tem uma atmosfera tão…ehm, bem…fofinha que faz lembrar aqueles anime femininos em total modo histérico cheios de bonequinhas-colegiais aos gritos e risinhos por todo o lado e tudo embrulhado num estilo gráfico que se poderia designar por pop-caótico na melhor tradição moderna Coreana.
Isto quer dizer claro, que estamos na presença de mais outro clone de “My Sassy Girl” por isso bem-vindos a [“100 Days With Mr Arrogant“].

Desliguem o cérebro porque isto não é um filme para pensar e muito menos para ter lógica. Olhem para aqui como se estivessem a ver um anime e se não se incomodarem com o estilo de humor oriental a duzentos á hora vão divertir-se certamente.
Partindo deste presuposto, quanto a mim, diverti-me á brava a ver isto. Este é mais uma daquelas histórias que embora tenha a inevitável base previsível, a verdade é que o espectador não imagina nunca o que vai acontecer a seguir no que toca aos pormenores. Tudo pode acontecer e neste filme normalmente acontece.

Practicamente 70% do filme é composto pelas mais indescritiveis peripécias dos protagonistas que resultam num conjunto de bons gags sendo um par deles particularmente hilariantes.
Basicamente o que este filme tem é mesmo -muito boa onda – tornando-se no antídoto perfeito para aqueles dias tristes das nossas vidas pois o filme é na verdade tão estúpido que é impossível não sorrirmos ao ver tamanha sucessão de desgraças, planos falhados e momentos fofinhos quanto baste.

Os outros 30% do filme são o que o impede de ser realmente a grande comédia romântica que merecia ter sido pois a parte final é composta pela habitual e formulática reviravolta no estilo iniciado pelo “My Sassy Girl” mas que no caso deste [“100 Days With Mr Arrogant“] é aquilo que quase afunda o filme.
Isto porque ao contrário do original não há aqui qualquer equlíbrio entre o drama e a comédia ou criação de atmosfera romântica minimamente humanizada.
Estamos a ver uma comédia asiática completamente alucinante e de repente apanhamos com uma história de amor com contornos pretensamente sérios mas que está totalmente deslocada de tudo o que até então tinha acontecido no filme.
E para piorar as coisas, as motivações dos personagens dentro da habitual estrutura – boy finds girl- boy looses girl – boy gets girl again- aqui parecem saídas de um episódio dos Morangos com Açucar pois os protagonistas de repente transformam-se em verdadeiros adolescentes sem cérebro ao melhor estilo TVI, coisa que estranhamente até ali mesmo nos momentos mais malucos do filme não pareciam ser.

O problema é que tudo o que acontece nas partes cómicas tem o seu contexto próprio ao contrário da suposta sequência dramática que parece caír de pára-quedas só porque a fórmula pedia um romance parecido ao do “My Sassy Girl”.
Este filme é precisamente o exemplo perfeito de como não basta apenas ter um par de bons actores a desempenharem dois personagens divertidos para se conseguir a mesma magia que esteve presente na fórmula original. Há que ter um toque especial que falta óbviamente a este filme.

Mesmo com alguns gags absolutamente geniais (e que não ficariam nada mal se tivessem sido interpretados pela sassy girl original), este filme fica a meio caminho do seu potencial precisamente porque a parte romântica não tem alma.
Também em “My Sassy Girl” já se esperaria que os dois protagonistas acabassem juntos mas a grande magia do seu conceito original é que o realizador conseguiu realmente criar alguma dúvida no espectador precisamente porque os personagens são caracterizados como pessoas reais e é esse aqui o grande problema de [“100 Days With Mr Arrogant“] pois começa como um Anime de imagem real mas nunca consegue livrar-se dos seus personagens de cartão quando tenta ser algo mais.

Quando tenta enveredar pelo drama tudo cai por terra porque apesar dos “bonecos” resultarem a 100% nos excelentes momentos de comédia, nunca conseguem convencer-nos dos seus sentimentos o suficiente para que nos importemos com o seu drama na parte final do filme.

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CLASSIFICAÇÃO:

Resumindo, apesar da sua parte final a puxar para o drama romântico adolescente de pacotilha, a verdade é que [“100 Days With Mr Arrogant“] é uma comédia muito divertida, com gags delirantes embrulhados em sequências imaginativas e acima de tudo ultra-mega-cute o que transformam este filme em mais um daqueles produtos comerciais fofinhos de meter vómito mas que não nos deixa tirar os olhos do ecrã durante o tempo todo se decidirmos entrar no espírito da coisa e deixarmo-nos levar por ele.
Ao contrário de “S-Diary” (outro clone de “My Sassy Girl”), apesar da parte dramática não ter interesse pelo menos no que toca ás cenas de comédia [“100 Days With Mr Arrogant“] mantém sempre um ritmo constante com coisas divertidas a acontecerem a todo o instante e neste aspecto resulta particularmente bem melhor do que grande parte dos outros clones.
Totalmente recomendado se quiserem passar uns noventa minutos divertidos e uma boa opção para quem quer adicionar uma comédia á colecção. E se não esperarem muito da história de amor também não é por causa da sua fragilidade que vão deixar de se divertir com este filme.
Trés tigelas e meia de noodles porque enquanto filme não vale muito mais, mas como divertimento braindead recomendo vivamente.

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A favor: é um clone de “My Sassy Girl” mas no que toca á parte de comédia resulta plenamente, alguns gags são brilhantes, não tem medo de ser politicamente incorrecto, tem muito boa onda e é um daqueles filmes muito positivos que alegram qualquer dia cinzento, a actriz principal dá bem conta do recado e é muito divertida, os personagens secundários são muito engraçados nomeadamente as amigas da protagonista, o estilo fofinho caótico do filme assenta perfeitamente.
Contra: ao tentarem imitar demasiado “My Sassy Girl”, falharam por completo na parte dramática, pois os personagens de cartão nunca ganham a alma e a humanidade do “filme original” e como tal a sequência romântica não provoca nenhuma reacção emocional no espectador pois todo o “drama” mais parece ter saído dos Morangos com Açucar, do Rebelde Way ou de qualquer uma daquelas séries cheias de adolescentes “tios”/imbecis/fashion que infestam as nossas televisões nacionais.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=Er30pYSM8to

Imdb
http://www.imdb.com/title/tt0395677/

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My Sassy Girl

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