Quan qiu re lian (Love in Space) Tony Chan – Wing Shya (2011) China


Vi [“Love in Space”] quando saiu há um par de anos e apesar de ter sido o filme que me fez ter vontade de voltar a escrever para este blog na altura, lembro-me que apesar de ter gostado do que vi não lhe ia atribuir a nota excelente que desde já posso dizer que lhe vou dar agora.
A procura por filmes românticos orientais continua em alta neste blog como habitualmente e como há pelo menos quase três anos não recomendo por aqui um titulo do género achei que deveria voltar a este tipo de histórias com algo realmente especial e portanto na minha opinião [“Love in Space”] é a história de amor perfeita para lhes recomendar agora nesta nova fase do blog.

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Curiosamente aconteceu com este titulo o mesmo que me aconteceu com “Natural City”. Ou seja, da primeira vez que o vi, gostei mas achava que lhe faltava qualquer coisa para ser especial. O problema é que o raio do filme insistia em não me sair da cabeça ao mesmo tempo que me esquecia facilmente do que tinha visto de cada vez que o revia. E de cada vez que o revia ficava a gostar mais do filme e na verdade não tenho qualquer explicação lógica para isso.

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Se calhar é porque [“Love in Space”] é uma verdadeira manta de retalhos de pormenores com histórias entrecruzadas e a própria estrutura faz com que nos esqueçamos facilmente do que vemos semanas depois. Por outro lado não é tão complicado assim mas há aqui qualquer coisa de mágico neste pequena grande produção Chinesa…que sabe-se lá porquê durante este tempo todo eu tinha na ideia que era Sul Coreana…
Talvez porque o estilo de filme que encontramos aqui normalmente tem mais a ver com o cinema romântico Sul Coreano do que com o cinema chinês.

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[“Love in Space”] é um daqueles filmes verdadeiramente felizes. Não só porque resulta, mas porque é realmente um filme com um tom feliz fantástico e que se recomenda como cura para qualquer dia mais sombrio que vocês possam ter, pois é uma daquelas histórias que pode combater momentos de depressão apenas pelo seu visual e colocar um sorriso nos lábios do espectador quando acaba.

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Como comédia, se calhar nem tem momentos particularmente hilariantes, mas tem inúmeras sequências totalmente divertidas e tem o condão de numa única história conseguir equilibrar quatro tipos de clichés românticos que se cruzam e descruzam em personagens e situações paralelas que o espectador acompanha com imenso prazer sem conseguir encontrar um segmento preferido.

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Desde a pura comédia alucinada ao melhor estilo Sul Coreano que raramente se encontra no cinema romântico Chinês que costuma ser bem mais sério e até melancólico e sombrio até á aventura de ficção-científica numa versão quase cartoon e em conceito divertidamente percursora do filme “Gravity”, nada falta em [“Love in Space”] para divertir o espectador.

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Na primeira história a mais velha de três irmãs (astronauta) encontra-se numa estação orbital e tem o azar de ter como único colega de missão o seu ex-namorado o que leva a discussões sucessivas e gags non-stop em gravidade zero que são dos momentos mais espectaculares do filme pois os efeitos especiais em [“Love in Space”] são absolutamente perfeitos e nada ficam a dever ao melhor que se faz em Hollywood.
As cenas em gravidade zero são fantásticas e totalmente realísticas aproveitando certamente muito bem a experiência dos chineses a trabalharem com arames de suspensão.
Podem também contar com sucessivas referências a 2001 Odisseia no Espaço claro está, tudo em modo muito divertido e cheio de ambiente.

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A segunda história tem como protagonistas a irmã do meio que é totalmente germofóbica passando a vida a limpar tudo até á exaustão por causa dos virús que pode apanhar e que um dia conhece um rapaz que trabalha na recolha de lixo. A partir daqui já estão a ver o que se sucede com estes dois personagens; que na minha opinião têm uma das melhores químicas românticas dos últimos tempos neste tipo de cinema e protagonizam alguns dos momentos mais divertidos do filme também. Com especial destaque para a sequência em que os dois se vestem de cupido para tentarem ganhar um passatempo num programa de rádio. Ele com asas feitas de cartão retirado do lixo e ela com asas feitas de luvas médicas á prova de germes.

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A terceira história tem a ver com a irmã mais nova que é uma espécie de mega-estrela do cinema chinês mas que nem mesmo assim se livrou de receber o prémio para a pior actriz do ano. Para combater isso, resolve preparar-se muito bem para o próximo filme onde iria fazer de criada e portanto procura arranjar um emprego num café para tentar experenciar uma vivência real. Claro que por lá encontra um rapaz por quem se apaixona e por isso vocês já estão a ver o resto, até porque a rapariga está proíbida pelo agente de se envolver românticamente com quem quer que seja. Etc, etc, etc…
Este segmento é o mais tradicional de todas as pequenas histórias de amor, é o mais “sério” (mas não esperem um drama) e é aquele que mais se assemelha ao tipo de cinema romântico que vemos sair da Coreia do Sul e até do Japão.

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A quarta história envolve a mãe das três raparigas, viuva e cujo o cunhado a ama em segredo desde que esta, décadas atrás casou com o irmão deste, tendo o tio ficado solteiro para sempre por não ter tido coragem de se declarar quando eram novos.
Esta ao início parece ser o ponto fraco das histórias, mas garanto-vos que chegarão ao final do filme cativados por estes personagens mais maduros e que no fundo acabam por centralizar todo o enredo.

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Portanto muitos de vocês já estarão a dizer aí desse lado que já vimos isto mil vezes e portanto qual é a piada deste filme ? Bem, [“Love in Space”] para além do ambiente feliz que transmite é um daqueles filmes que está cheio de pormenores e muitos vocês só irão notar a uma segunda ou terceira visão tal como aconteceu comigo. É uma verdadeira tapeçaria de pequenos momentos que encaixam perfeitamente uns nos outros, com um ritmo fantástico e um timing para a comédia perfeito. Nunca tenta ser um filme daqueles para nos fazer apenas rir e consegue equilibrar tudo com personagens excelentes de que ficamos a gostar e temos pena de abandonar na cena final.

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Visualmente é absolutamente perfeito. O design gráfico e conceptual deste filme deve ser do melhor que me lembro de ter visto num produto do género, talvez desde o fabuloso (mas intensamente dramático) “Koizora – Sky of Love”. As cores em [“Love in Space”] estão cuidadas ao pormenor e nada é deixado ao acaso para criar a atmosfera certa para cada segmento que se torna visualmente único dentro de um filme que poderia facilmente ter descambado numa confusão visual demasiado abstracta mas tal nunca acontece.

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As cenas no espaço são fabulosas, o design e a iluminação nas sequências dentro da estação espacial são realmente do melhor e quase do outro mundo mesmo, tudo complementado por um cenário tecnológico perfeito e onde depois a própria banda sonora se encarrega de criar o resto da magia.
Antes que me esqueça, o uso da música neste filme é quase um personagem á parte, por isso recomendo vivamente que o vejam com a melhor qualidade audio possível pois [“Love in Space”] depende muito da música para nos remeter para o seu universo único.

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As histórias são simultâneamente passadas no espaço, na China e na Australia e cada segmento tem o seu tratamento visual próprio. As cenas na Austrália com o par romântico mais alucinado criam uma versão da realidade urbana deliciosamente simpática e cheia de momentos mágicos, (onde nem falta uma referência a “Manhatan” Woody Allen com a inevitável ponte em plano de fundo e os amantes no banco de jardim. As cenas na China são as mais nocturnas e talvez as mais encantadas até porque têm por base a ilusão do cinema na história de amor dos personagens e mais uma vez o uso da banda sonora é fundamental para criar uma envolvência com o espectador.

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Mas o que este filme tem é COR ! Há muito tempo que não via algo com uma paleta de cores tão bem explorada e esse detalhe é também aquilo que mais contribui para o ambiente ligeiro e descontraído destas histórias. [“Love in Space”] é um filme absolutamente luminoso em muitos sentidos.
Não será propriamente original nas suas histórias de amor, mas que raio, clichés há em todo o lado. O que seria do cinema de terror sem os tiques habituais que já vimos mil vezes mas que resultam sempre se forem bem geridos ? Porque haveria de ser problemático no cinema romântico ?…

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Também aqui agora neste tipo de histórias de amor totalmente fofinhas, o cerne da questão não está na ideia, mas sim na sua execução e na minha opinião [“Love in Space”] faz tudo muito bem e destaca-se por ser um produto único acima de tudo pela sua identidade visual mas também porque como romance consegue colocar quatro no écran quatro histórias e em todas elas o espectador ganha empatia com os personagens.

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Ainda por cima mesmo com todos os clichés consegue até ter algum suspanse, sabe-se lá como. Portanto na minha opinião este é um dos produtos românticos mais bem cozinhados dos últimos anos e um filme obrigatório para quem procura cinema oriental do género.
Ainda por cima não tenta ser mais do que é. Não se leva mais a sério do que deveria, não entra em dramatismos de pacotiha excessivos e nem precisa de nos atirar com a habitual tragédia/desgraça com uma doença qualquer  sempre tão popular no cinema romântico oriental para nos conseguir emocionar.

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Está tudo na forma como [“Love in Space”] sabe criar empatia com o espectador e posso garantir-vos que usam todos os truques e mais alguns de uma forma fantásticamente bem orquestrada que resulta em pleno para quem quiser deixar o cérebro á porta e simplesmente se divertirem com o tipo de histórias que já vimos mil vezes mas que se calhar nunca viram apresentada de uma forma tão feliz e colorida como nesta produção chinesa onde toda a gente está de parabéns.

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Quanto a coisas “negativas”…se vocês não podem com aquele estilo ultra-fofinho oriental, se calhar é melhor passarem á frente pois este filme é cute ao máximo.
Também houve alguém na net que disse que o filme não presta porque os astronautas não se comportam como astronautas reais e as cenas no espaço não são científicamente credíveis…what ?!! Eu nunca pensei que [“Love in Space”] pretendesse ser o 2001 Odisseia no Espaço. Isto não é suposto sequer ser um filme de ficção-científica julgo eu e como tal, deixem o cérebro á porta e divirtam-se pois se gostam de cinema romântico oriental , este é um daqueles que não devem perder de todo.

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E sendo assim vamos lá então passar ao que interessa.

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CLASSIFICAÇÃO

Uma das melhores comédias românticas que vi em anos recentes e um daqueles filmes que ganha a cada nova visão.
Portanto se não se assustarem com a falta de originalidade nas histórias de amor e não se importarem com a overdose cute presente em cada frame, têm aqui em [“Love in Space”] um produto muito simpático e acima de tudo um filme feliz totalmente coerente e que nunca se torna estúpido, forçado ou ridículo pois sabe equilibrar de forma perfeita o que tem para oferecer e mesmo apesar de ter sido realizado por duas pessoas e ser uma manta de retalhos com várias histórias por todo o lado o espectador nunca sente que está a ver um filme fragmentado.
Portanto e para evitar que eu mais tarde volte aqui para repensar novamente a minha classificação [“Love in Space”] leva logo cinco tigelas de noodles e um Golden Award pois de cada vez que revejo isto mais gosto dele, porque deixa-me sempre muito bem disposto e com vontade de criar coisas.

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A favor: O ambiente feliz, o design e iluminação de todas as cenas, a coerência entre todas as histórias mesmo sendo tudo tão dividido e aparentemente isolado, está cheio de gags divertidos e variados por todo o lado, a realização, a forma como a música é usada para nos fazer criar empatia com os personagens, os efeitos especiais são fabulosos, consegue apesar de tudo ter suspanse em alguns momentos mesmo quando já vimos o filme (?) várias vezes, a realização é excelente, a química entre todos os casais é simplesmente perfeita.

Contra: O trailer é fraquinho pois não consegue transmitir a verdadeira atmosfera das histórias por detrás do ambiente caótico de cartoon, é o tipo de filme que aquele pessoal que odeia atmosferas cute e fofinhas ao estilo oriental vai odiar de morte. I love it !

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NOTAS ADICIONAIS:

Comprar
Outro daqueles filme muito difíceis de encontrar em Dvd e estranhamente ainda mais complicado de o encontrar em Blu-Ray e não se entende porquê pois o visual deste filme está mesmo a pedir um tratamento de 1080P no máximo dos máximos.
Encontra-se em dvd na minha loja chinesa favorita, mas não faço ideia da qualidade da edição.
http://www.play-asia.com/love-in-space-paOS-13-49-en-70-4hn5.html

capa

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=iJQCmZRjZTQ

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt1856038

Imagens da rodagem.

Behind the scenes

Behind the scenes2

Behind the scenes3

Não vou colocar nenhum link para download pois estes nunca tardam em desaparecer e não pretendo deixar que o blog se inunde de broken links como já tenho muitos por aqui. De qualquer forma é só procurarem o filme em Torrents que o encontram facilmente. ;)

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Filmes semelhantes de que poderá gostar:

capinha_cyborg_she capinha_my-sassy-girl

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Cinema_oriental_no_facebook

O meu Top de Cinema Romântico Oriental.


Como practicamente, pelo menos 80% das visitas que chegam a este blog, chegam até cá procurando por cinema romântico oriental, achei que seria uma boa ideia colocar por uma ordem de gosto pessoal aqueles filmes que considero absolutamente obrigatórios, especialmente para quem chega agora ao género e não sabe por onde começar.
Isto porque muita gente que descobre agora as histórias de amor orientais acaba sempre por me perguntar afinal qual é para mim o melhor filme do género.
Portanto, aqui fica o meu TOP de filmes favoritos dentro do género.
A ordem é um bocado aleatória, embora 0s primeiros doze filmes que aqui apresento sejam para mim do melhor que poderão ver se quiserem começar por algum lado.

01º Be With YouClique aqui para ler a minha Review do filme e aqui para conhecerem a review do livro que não podem deixar de ler depois de verem o filme, vão por mim. 😉

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De todas as histórias de amor orientais que me passaram pela frente, esta será eventualmente a minha favorita por ser uma grande história de amor na sua simplicidade, com contornos de String Theory á mistura, montes de originalidade e um final fantástico cheio de imagens que nos ficam na memória.
Podem ir buscar o filme aqui, mas recomendo vivamente a compra do dvd se gostarem tanto quanto eu pois o DTS é excelente e este filme tem uma banda sonora impecável que merece ser ouvida com a melhor qualidade de som possível pois é parte integrante da força deste filme.
Podem encontrar a banda sonora aqui.

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02º Il MareClique aqui para ler a minha Review.

Um dos primeiros filmes que me fizeram ficar viciado em cinema romântico oriental pela sua atmosfera e originalidade.
É também outra daquelas histórias que irá agradar a quem gosta também de histórias sobre viagens no tempo, embora não seja propriamente um titulo de ficção-científica.
É mais um daqueles filmes que se recomenda vivamente que seja visto com excelentes condições sonoras pois a música é quase a terceira personagem do filme e este perde muito se o ouvirem em condições foleiras.
Ignorem o trailer oficial pois é absolutamente estúpido e vejam antes o videoclip para terem uma ideia do verdadeiro ambiente do filme (e embora esta música seja essencialmente pop, a banda sonora é quase toda de jazz).
Podem ir buscar o filme aqui mas se conseguirem encontrar esta edição ainda á venda recomendo a compra imediata, até porque vem com um CD extra com a mágnifica banda sonora do filme (que podem entretanto ir buscar aqui também).

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03º My Sassy GirlClique aqui para ler a minha Review.

O filme que inventou um estilo próprio dentro do cinema oriental e cujo o sucesso gerou cópias sem conta e nenhuma com a mesma magia do original. Outra grande história de amor que consegue misturar o drama com a comédia mais alucinada e nunca perde o equílibrio entre os dois géneros. A edição -directors cut- é capaz de ter minutos a mais pois perde o ritmo em alguns momentos, mas seja em que versão for este é outro daqueles filmes a não perderem se quiserem explorar o melhor do cinema romântico oriental. Videoclip aqui.
Podem ir buscá-lo aqui também com legendas PT/Br e façam o que fizerem, não vejam o remake americano antes de verem este original !
Para comprar o dvd, podem faze-lo aqui.

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04º The ClassicClique aqui para ler a minha Review.

Outro filme do mesmo realizador de My Sassy Girl, desta vez dentro do puro drama. Uma das melhores histórias de amor que poderão encontrar e que faz o milagre de transformar uma história adolescente aparentemente telenovelística sem interesse nenhum, num filme cheio de momentos inesquéciveis, com um twist genial e uma atmosfera visual poética que culmina num final perfeito que não irão esquecer.
Espreitem o trailer aqui. Quem vê isto nem imagina as reviravoltas que esta história vai ter pois ao contrário do que é habitual nos trailers de filmes americanos, aqui não dão sequer uma pista sobre o tipo de história que iremos encontrar.
Quem quiser a excelente Banda Sonora pode ir buscá-la aqui e o filminho aqui.

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05º Cyborg SheClique aqui para ler a minha Review.

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Este tornou-se definitivamente num dos meus filmes de ficção-científica favoritos (e não estava nada á espera disto). Usa todos os lugares comuns sobre histórias de viagens no tempo e consegue criar uma da melhores histórias de amor que vi nos últimos anos com recurso a um sem número de reviravoltas que resultam num filme único dentro do género. Mesmo quem não gosta de ficção-científica, se procura uma história de amor original e cheia de atmosfera e reviravoltas quanto baste não procure mais e veja Cyborg She. Mais uma vez o realizador de My Sassy Girl e The Classic, pega num género, introduz uma história de amor e tudo resulta em algo que não se consegue classificar mas que não deixa de ser fantástico.
NOTA: Não recomendo de todo que vejam o trailer antes de verem o filme !
Partam para isto totalmente ás escuras. 😉
Podem ir buscar o filme aqui com legendas em PT/Br ou comprar o dvd aqui.

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06º In the Mood for LoveClique aqui para ler a minha Review.

Este meu top, na verdade está truncado á partida pois na minha opinião qualquer um destes primeiros seis filmes que aqui lhes apresento para mim estará sempre no primeiro lugar de qualquer top, pois essencialmente apetece-me sempre reve-los e no caso deste In the Mood for Love isto também se aplica, pois este é outro daqueles filmes românticos absolutamente notáveis e de visão obrigatória que merece estar em primeiro lugar de qualquer lista.
No entanto, tenham em atenção pois por se incluir mais dentro do chamado cinema de autor poderá ser algo que afasta muito do publico que procura histórias “mais comerciais”, embora isto tenha muito que se lhe diga e por isso é melhor lerem a minha review sem falta para mais detalhes.
Podem espreitar aqui o trailer de In the Mood for Love, comprar o excelente dvd uk aqui ou então ir buscar o filminho aqui. E já agora também a banda sonora que é absolutamente hipnótica.
De qualquer forma este também leva a mais alta recomendação e já agora incluo logo aqui a sua “sequela” 2046 pois é outro absolutamente fantástico (trailer de 2046) e que não podem perder se gostarem de In the Mood for Love.

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07º Fly me to PolarisClique aqui para ler a minha Review.

Saindo do cinema de autor acima, seguimos para o seu mais extremo oposto e para Fly me to Polaris, possivelmente a história de amor mais ultra comercial de sempre pelo seu estilo absolutamente ultra-piroso e telenovelístico do piorio mas onde tudo resulta de forma fantástica e onde apanhamos com outra história que resulta a 100% cheia de magia e atmosfera especialmente na sua parte final que é de visão obrigatória para toda a gente que procura conhecer cinema romântico oriental.
Na falta de trailer fica aqui um videoclip.
Este é um dos filmes mais dificeis de se encontrar na net, seja á venda, seja para download, mas por agora penso que o encontrarão aqui, mas se calhar é melhor não demorarem muito tempo a ir buscá-lo.

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08º 5Centimeters per secondClique aqui para ler a minha Review

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Surpreendentemente este é um Anime e a prova definitiva de que o cinema de animação não tem que ser necessáriamente para crianças ou adolescentes apenas. 5 Centimeters per second, para mim é uma das melhores histórias de amor de sempre com uns primeiros 25 minutos inesquecíveis que vocês não podem deixar mesmo de ver se chegaram a este blog à procura de cinema romântico. Não se irão arrepender de todo com este pequeno filme de apenas 57 minutos mas que limpa o chão com muita longa metragem pseudo-romântica. Preparem os lenços.

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09º Midnight SunClique aqui para ler a minha Review.

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Este foi um dos filmes mais simpáticos que me apareceram pela frente no ano passado dentro do género romântico oriental e tornou-se definitivamente um dos meus favoritos.
Na verdade não parece ter nada de extraordinário á partida mas é uma daquelas histórias que nos agarra pela simplicidade e atmosfera total. Nem o final absolutamente previsível dentro do habitual estilo dramático oriental estraga a história. Aliás ainda a reforça e torna este filme num excelente pequeno produto comercial totalmente recomendável a quem procura histórias de amor e além disso é um excelente filme sobre adolescentes que não irá aborrecer nenhum adulto. Bem pelo contrário. Totalmente recomendado e um filme bonito na sua simplicidade com uma banda sonora impecável, especialmente se gostarem de baladas com guitarra acústica. Espreitem o trailer.
Podem ir buscá-lo aqui, (embora a cópia seja muito mázinha), por isso se gostarem, recomendo totalmente a compra do dvd pois por pouco mais de 5 euros ficam com o filme com uma qualidade técnica excelente e um som em DTS totalmente fantástico.

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10º Love in SpaceClique aqui para ler a minha Review

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Uma das mais simpáticas histórias de amor que encontrei até hoje no cinema oriental. Não tem nada de extraordinário mas tem uma onda tão positiva que se torna no antídoto perfeito para aqueles dias mais sombrios. Está muito bem filmado, os personagens são totalmente cativantes e o design é fabuloso. Para quem quiser um filme romântico que desta vez não tem absolutamente nada de tristeza pelo meio, este é o melhor título que poderão encontrar por aí. Curiosamente é uma produção chinesa embora eu tenha andado anos a pensar que isto era Sul Coreano. Recomendo vivamente.

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11º Sky of LoveClique aqui para ler a minha review

Já viram isto mil vezes, o ambiente é fofinho de meter vómito e tudo o que vocês imaginam que acontece, acontece mesmo.
No entanto, tem momentos fantásticos e muito crus que não são habituais neste tipo de histórias de amor com adolescentes e onde violação, bullying e aborto estão entre os temas desta história que os irá agarrar até ao segundo final pois é bem melhor do  que parece á primeira vista.
Podem ver o trailer aqui, ou ir buscar logo o filme aqui.
Não conseguem comprá-lo pois nesta altura está esgotado em todo o lado.

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12º A Time to LoveClique aqui para ler a minha review

Curiosamente um filme de que comecei por nem gostar particularmente dele quando o vi anos atrás pela primeira vez, mas que agora ao revê-lo me fascinou por completo.
Pode ser a milésima adaptação de Romeu & Julieta, desta vez em estilo oriental, mas não se deixem desmoralizar por isso pois esta versão mesmo assim, além de ter pilhas de atmosfera e imagens incríveis, ainda consegue ter suspanse romântico que os colocará em suspanse sobre o destino dos protagonistas até ao final.
Recomendo vivamente a quem não se importa com obras de ritmo lento e hipnótico, pois este também vale mesmo a pena.
Espreitem um trailer aqui. Podem comprá-lo aqui ou ir buscá-lo aqui.

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13º WindstruckClique aqui para ler a minha Review

Mais uma vez o realizador de The Classic, My Sassy Girl e Cyborg She, volta a recriar a magia e estamos na presença de outro titulo romântico oriental completamente inclassificável. O realizador mais uma vez,  alterna, a comédia, o drama, a acção e a típica história de amor como ninguém e há tanto para dizer sobre este titulo que o melhor é lerem a minha review detalhada, antes de verem o trailer ou irem buscar o filme aqui legendado em PT/Br.
Quem quiser comprar o dvd vai ter dificuldade em encontrá-lo pois este é outro daqueles filmes que parecem desaparecer a todo o instante.

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14º My Girl & IClique aqui para ler a minha Review.

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Este é um filme curioso dentro da minha lista, pois a primeira vez que o vi nem lhe achei particular piada.
Talvez porque a cena chave desta história não teve o impacto emocional presente na  primeira versão cinematográfica (o filme “Crying out love in the center of the world” produzido no japão alguns anos antes) e por isso fiquei com a impressão que esta versão não seria nada de especial.
No entanto por qualquer motivo as imagens deste filme não me saiam da cabeça e quando o revi já com outro olhar, a sua simplicidade cativou-me e hoje é um daqueles pequenos filmes que me apetece sempre rever e não tenho uma razão exacta para isso, (…leiam a minha review para mais detalhes).
My Girl & I essencialmente é mais um daqueles filmes simpáticos e este ganha imenso também pela atmosfera visual cheia de paisagens deslumbrantes e imagens que ficam na memória e por isso recomendo vivamente embora não tenha um pingo de originalidade.
Espreitem o trailer (com musica estúpida) e encontram o filme aqui.

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15º An Empress and the WarriorsClique aqui para ler a minha Review.

Embora á partida este filme pareça ter mais a ver com aqueles épicos de guerra medievais chineses a verdade é que se trata essencialmente de uma história de fantasia romântica que irá agradar certamente a quem procura uma boa variação dentro das histórias de amor orientais.
Espectaculares cenas de acção e um drama romântico ao melhor estilo oriental fazem deste filme uma excelente opção para quem quer ver algo diferente e procura uma história de amor cheia de atmosfera e que equilibra muito bem as cenas de acção com a parte dramática.
Espreitem o trailer aqui, podem ir buscar o filme aqui ou então comprar o excelente dvd (ou BluRay).

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16º Natural City
Clique aqui para ler a minha Review.

Apesar da classificação relativamente modesta que lhe atribuo na minha review, Natural City é um dos meus filmes favoritos por muitos motivos que poderão perceber quando lerem o meu texto.
É não só um excelente filme de ficção-científica, como ainda conta uma boa história de amor que contribui imenso para o poético final deste titulo que tem tudo para ser considerado uma espécie de BLADE RUNNER 2 apesar de uma ou duas coisas menos boas que o impedem de  ser uma obra prima dentro do género oriental como merecia.
Espreitem o trailer original aqui para poderem ter a verdadeira ideia da atmosfera do filme, antes que vejam o trailer “americano” onde se dá a ideia que isto é um filme de porrada estilo Matrix e onde se conta o filme todo como é costume.
Podem ir buscar o filme aqui, mas mais uma vez aviso, não vejam o trailer “americano” que está nessa página de download antes de verem Natural City. 😉
Está á venda na Amazon Uk também.

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17º FailanClique aqui para ler a minha review

Possivelmente o melhor drama produzido até hoje na Coreia do Sul e uma das histórias de amor com a estrutura mais original que surgiu nos últimos anos dentro do cinema oriental.
Um elenco fantástico, um filme triste mas com muita alma com um final devastador que os deixará em silêncio até ao fim dos créditos.
Totalmente obrigatório, mas pode não agradar a quem procura apenas um produto comercial nos moldes habituais pois esta não deixa de ser uma história de amor algo intimista.
De qualquer maneira é um filme fabuloso com duas interpretações memoráveis dos dois protagonistas que não devem perder se procuram cinema romântico original.
Podem ver o trailer (bem banal) aqui ou ir buscá-lo aqui, pois terão muita dificuldade em encontrá-lo em dvd actualmente numa boa edição.

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18º I won´t LoveCurta metragem/Videoclip

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Apesar disto não ser na verdade um filme mas sim um videoclip criado especificamente para esta música, muita gente ainda pensa que se trata da banda sonora de uma longa metragem devido a ser uma história de amor tão cinemática. Incluo-a aqui porque para mim é das melhores curtas metragens que vi dentro do cinema oriental. Adoro a história, os enquadramentos, a forma como a música está montada e o carísma das personagens. Em cinco minutos consegue ser muito mais poético e emocional do que muito filme de duas horas. E contém pequenas sequências de animação muito atmosféricas também. Uma das melhores histórias de amor orientais que poderão encontrar por aí. Com um final real triste. Uma da protagonistas suícidou-se um par de meses depois deste trabalho ter sido completado.
Vale a pena verem, quanto mais não sejam porque é um daqueles videoclips que está sempre a ser retirado do Youtube por queixas de muitos utilizadores americanos que afirmam que o video promove a indecência, a pedófilia e a homossexualidade. Aleluia irmãos !

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Concluindo.
Essencialmente estes são aqueles primeiros filmes que costumo recomendar a quem chega agora á procura de cinema romântico oriental e nunca viu nenhum titulo.
Posso apostar que se gostarem de pelo menos dois ou trés titulos desta lista, vão ficar com vontade de querer descobrir mais e por isso se vocês encontrarem algum filme do género que também recomendem, façam-me o favor de o indicar aqui no blog pois eu continuo sempre á procura de mais bons exemplos dentro deste cinema romântico do outro lado do mundo.

Mas há mais !
Fora estes que recomendo agora, as pessoas que visitam este blog sabem que existem muitos mais títulos que valem a pena serem vistos. Embora eu não os coloque no meu Top 10 de essenciais, todos esses filmes adicionais são excelentes opções para continuarem a descobrir o cinema romântico oriental e portanto, se chegam agora a isto e já viram o que acima recomendo, não deixem também de ver:
The Promise (TrailerDownload) # Madeleine – (TrailerDownload# Heaven´s Bookstore (TrailerDownload) # Lover´s Concerto (TrailerDownload) # Bungee Jumping of their Own (TrailerDownload) # Love Phobia (TrailerDownload) # Turn Left Turn Right (TrailerDownload) # The Floating Landscape (TrailerDownload) # 10 Promises to my Dog (TrailerDownload) # Rainbow Song (TrailerDownload) # Heavenly Forest (TrailerDownload) # Ashes of Time (TrailerDownload)

Estes são apenas um exemplo daquilo que eu considero o melhor que já recomendei no meu blog dentro do cinema romântico oriental. Não coloquei tudo aqui, apenas os titulos de que gostei mesmo muito, por isso podem continuar a explorar o blog pois ainda tenho mais uns quantos dramas românticos de que provavelmente irão gostar mais do que eu gostei e em breve colocarei aqui novas críticas dentro deste género tão popular entre tanta gente que visita este blog á procura de mais sugestões.
Obrigado a todos pelo apoio e espero que continuem a gostar do que também vou descobrindo.
E se encontrarem um filme romântico oriental que tenham achado fantástico, não se esqueçam de me dizer qualquer coisa. 😉

Heung joh chow heung yau chow (Turn Left Turn Right) Johnnie To/Ka-Fai Wai (2003) China


Desde o início deste blog que ando para falar neste filme asiático mas até agora nunca me apeteceu verdadeiramente escrever sobre ele e nunca percebi bem porquê.
Sendo assim, agora é que é e portanto bem-vindos a [“Turn Left, Turn Right“], provavelmente uma das histórias de amor mais – simpáticas – que encontrarão no cinema oriental.

Simpática, é mesmo a palavra certa para descrever esta história. É que o filme na verdade nem tem nada que o destaque pela negativa e talvez a pior coisa que se pode dizer de [“Turn Left, Turn Right“] é que podia ser um filme americano e não se notaria grande diferença.
Na verdade, agora que penso nisso, é bastante semelhante até ao posterior “Serendipity” com John Cusak…será coincidência ?

É complicado falar desta obra pois a descoberta dos seus pormenores é uma das grandes mais-valias deste filme oriental e não gostaria de revelar demais.
Acima de tudo, [“Turn Left, Turn Right“] tem mesmo muito boa onda e esse sentimento está sempre presente ao longo da sua duração o que lhe dá um charme muito especial e o distingue de tantas outras tantas histórias de amor que poderão encontrar no mercado.

A ideia para o argumento é extremamente simples mas está mesmo muito bem aproveitada e todo o filme tem uma estrutura milimétrica no desenvolvimento da narrativa que é absolutamente fascinante pela forma como usa os pequenos detalhes para nos agarrar, conseguindo manter um suspanse de roer as unhas  de cada vez que o destino troca mais uma vez as voltas aos protagonistas das formas mais imaginativas e inesperadas evitando novamente o seu reencontro até um ponto em que o espectador já nem sabe quando (ou se) este irá mesmo acontecer.

Á medida que a história avança, os pormenores divertidos multiplicam-se e os inúmeros caminhos cruzados que dão vida ao argumento tornam-se cada vez mais hipnotizantes não nos deixando tirar os olhos da história até ao seu desenlace final.
A maneira como duas pessoas vivem duas vidas semelhantes absolutamente paralelas chega até a dar que pensar se alguma vez  não nos terá acontecido algo semelhante naquele sentido em que se calhar já nos cruzamos com uma pessoa importante na nossa vida mas que nunca nos tocou por nunca termos sequer reparado nela.

Depois temos um final completamente alucinado ao melhor estilo oriental que só não estraga o filme porque quando tudo acontece o espectador já nem se importa com o que vê pois nessa altura só desejamos poder entrar para dentro do filme e juntar de uma vez por todas o par de protagonistas depois de acompanharmos tantos desencontros sucessivos.

Sem revelar muito disto, [“Turn Left, Turn Right“] conta a históra de duas pessoas, um rapaz e uma rapariga que vivem paredes meias em dois apartamentos contiguos mas nunca se encontram pois ambos saiem sempre de casa por portas diferentes e em direcções diferentes.
Um dia encontram-se num jardim, apaixonam-se trocam números de telefone e cada um vai á sua vida.

Entretanto o destino intervém e ambos perdem os contactos um do outro, nunca suspeitando que na realidade sempre foram vizinhos durante o tempo todo e continuam inclusivamente a dormir com a cabeça encostada á mesma parede todas as noites.
O tempo passa e após tentarem individualmente voltar a encontrar o outro sem qualquer resultado eis que surgem nas suas vidas duas novas pessoas.

Na vida do rapaz, entra agora uma entregadora de pizzas viciada em futebol completamente alucinada que imediatamente se apaixona por ele uma noite quando vai a sua casa e depois desse dia parece nunca mais descolar do local para desespero do jovem.
Na vida da rapariga surge um médico de sucesso que claro se interessa por ela romanticamente e que é capaz de tudo para a conquistar.
As coisas complicam-se ainda mais quando a entregadora de pizzas e o médico descobrem o interesse mútuo do par romântico um pelo outro e é aqui que o filme ganha um novo ângulo quando eles resolvem unir-se para se certificarem que os dois protagonistas nunca se possam mesmo encontrar.

Como se o destino já não fosse suficientemente cruel quando encena os mais geniais desencontros do par ao longo do filme, os dois eternos desencontrados ainda têm que contar com a verdadeira sabotagem romântico-terrorista dos seus respectivos obcecados pretendentes que não olham a meios para evitar que os dois apaixonados descubram que afinal vivem no prédio contíguo um do outro.

Obviamente que já estão a ver como tudo isto vai acabar; no entanto não imaginam os pormenores que os levarão até ao inevitável (?) final e que conseguem fazer com que [“Turn Left, Turn Right“] mantenha um suspanse absolutamente delirante até ao ultimo segundo quando tudo se resolve da maneira mais inesperada e completamente fora do contexto de uma forma que os irá surpreender e divertir.

Aliás, um pormenor curioso deste divertido filme oriental, é também o facto de mesmo a uma segunda ou terceira visão quando já sabemos de cor tudo o que acontece, damos no entanto por nós novamente em suspanse como se o estivessemos a ver pela primeira vez.
Isto só valoriza o discreto mas muito eficaz trabalho do realizador pois a sua gestão de todos os pormenores da história e a maneira como filma o argumento é absolutamente perfeita e resulta plenamente para divertimento do espectador.

Uma nota final para os actores e personagens. O par romântico embora não se afastando muito do habitual é totalmente cativante e credível no seu desespero apaixonado e isto ainda fica melhor quando como contraponto tem o par secundário de sabotadores-românticos num registo cartoon-Manga e que impede que o filme caia numa repetitição em que facilmente poderia ter resvalado tendo em conta a própria base labirintíca do argumento que assenta essencialmente no mesmo tipo de desencontros.

[“Turn Left, Turn Right“] não tem pontos negativos dignos dessa conotação.
Não é um filme asiático brilhante, falta-lhe algo para se tornar imprescindível pois talvez tenha tentado ser demasiado internacional para apelar ao mercado americano, mas não se pode negar que é um filme cativante e se calhar não precisa mais do que isso para ser mais uma história de amor totalmente recomendável e que fica muito bem em qualquer colecção romântica oriental.

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CLASSIFICAÇÃO:

Falta-lhe algo para ser inesquecivel mas é uma excelente comédia romântica cheia de personalidade e totalmente recomendável a quem procura algo do género e já viu tudo o que tenho recomendado.
Quatro tigelas e meia de noodles pois de certa forma é mais uma história de amor imprescindível.

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A favor: o argumento labirintico e a forma como cruza os diversos caminhos do destino dos protagonistas, os personagens da entregadora de pizzas+médico alucinados e os seus planos para evitarem o reencontro dos protagonistas, mantém o suspanse até ao final e agarra-nos mesmo que já tenhamos visto o filme muitas vezes antes, o desenlace é completamente estúpido pela falta de contexto na história que até então vimos mas resulta de uma forma genial e até hilariante por ser tão inesperada, é uma comédia romântica com muito charme e excelentes personagens não só secundários como até terciários se contarmos com a história de amor paralela envolvendo os senhorios dos protagonistas.
Contra: não tem nada que lhe dê uma identidade particularmente oriental e esforça-se demasiado por se parecer com um filme comercial americano dentro do estilo romântico. Não havia necessidade mesmo a produção estando ligada a uma Major americana como está.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailers
http://www.youtube.com/watch?v=bDP85dOe9BM
http://www.youtube.com/watch?v=8WyO77qW79A

Comprar
Infelizmente neste momento parece que o dvd está esgotado em todo o lado e já não vão encontrar á venda a edição que eu tenho. Cuidado com a edição japonesa do filme que ainda se encontra á venda pois não tem legendas em inglés.
Podem no entanto ver o filme se o forem buscar aqui. E a sua banda sonora também.

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0367174/

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Outros títulos românticos recomendados:

Be With You My Sassy Girl Il Mare The Classic Fly me to Polaris

Love Phobia concerto_capinha_73x cyborg_she_capinha_73x

ditto_capinha_73x midnightsun_capinha my_girl_and_i_minicapinha

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Naesarang ssagaji (100 Days with Mr. Arrogant) Dong-yeob Shin (2004) Coreia do Sul


Este filme oriental é tão cute que mete vómitos.
Tem uma atmosfera tão…ehm, bem…fofinha que faz lembrar aqueles anime femininos em total modo histérico cheios de bonequinhas-colegiais aos gritos e risinhos por todo o lado e tudo embrulhado num estilo gráfico que se poderia designar por pop-caótico na melhor tradição moderna Coreana.
Isto quer dizer claro, que estamos na presença de mais outro clone de “My Sassy Girl” por isso bem-vindos a [“100 Days With Mr Arrogant“].

Desliguem o cérebro porque isto não é um filme para pensar e muito menos para ter lógica. Olhem para aqui como se estivessem a ver um anime e se não se incomodarem com o estilo de humor oriental a duzentos á hora vão divertir-se certamente.
Partindo deste presuposto, quanto a mim, diverti-me á brava a ver isto. Este é mais uma daquelas histórias que embora tenha a inevitável base previsível, a verdade é que o espectador não imagina nunca o que vai acontecer a seguir no que toca aos pormenores. Tudo pode acontecer e neste filme normalmente acontece.

Practicamente 70% do filme é composto pelas mais indescritiveis peripécias dos protagonistas que resultam num conjunto de bons gags sendo um par deles particularmente hilariantes.
Basicamente o que este filme tem é mesmo -muito boa onda – tornando-se no antídoto perfeito para aqueles dias tristes das nossas vidas pois o filme é na verdade tão estúpido que é impossível não sorrirmos ao ver tamanha sucessão de desgraças, planos falhados e momentos fofinhos quanto baste.

Os outros 30% do filme são o que o impede de ser realmente a grande comédia romântica que merecia ter sido pois a parte final é composta pela habitual e formulática reviravolta no estilo iniciado pelo “My Sassy Girl” mas que no caso deste [“100 Days With Mr Arrogant“] é aquilo que quase afunda o filme.
Isto porque ao contrário do original não há aqui qualquer equlíbrio entre o drama e a comédia ou criação de atmosfera romântica minimamente humanizada.
Estamos a ver uma comédia asiática completamente alucinante e de repente apanhamos com uma história de amor com contornos pretensamente sérios mas que está totalmente deslocada de tudo o que até então tinha acontecido no filme.
E para piorar as coisas, as motivações dos personagens dentro da habitual estrutura – boy finds girl- boy looses girl – boy gets girl again- aqui parecem saídas de um episódio dos Morangos com Açucar pois os protagonistas de repente transformam-se em verdadeiros adolescentes sem cérebro ao melhor estilo TVI, coisa que estranhamente até ali mesmo nos momentos mais malucos do filme não pareciam ser.

O problema é que tudo o que acontece nas partes cómicas tem o seu contexto próprio ao contrário da suposta sequência dramática que parece caír de pára-quedas só porque a fórmula pedia um romance parecido ao do “My Sassy Girl”.
Este filme é precisamente o exemplo perfeito de como não basta apenas ter um par de bons actores a desempenharem dois personagens divertidos para se conseguir a mesma magia que esteve presente na fórmula original. Há que ter um toque especial que falta óbviamente a este filme.

Mesmo com alguns gags absolutamente geniais (e que não ficariam nada mal se tivessem sido interpretados pela sassy girl original), este filme fica a meio caminho do seu potencial precisamente porque a parte romântica não tem alma.
Também em “My Sassy Girl” já se esperaria que os dois protagonistas acabassem juntos mas a grande magia do seu conceito original é que o realizador conseguiu realmente criar alguma dúvida no espectador precisamente porque os personagens são caracterizados como pessoas reais e é esse aqui o grande problema de [“100 Days With Mr Arrogant“] pois começa como um Anime de imagem real mas nunca consegue livrar-se dos seus personagens de cartão quando tenta ser algo mais.

Quando tenta enveredar pelo drama tudo cai por terra porque apesar dos “bonecos” resultarem a 100% nos excelentes momentos de comédia, nunca conseguem convencer-nos dos seus sentimentos o suficiente para que nos importemos com o seu drama na parte final do filme.

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CLASSIFICAÇÃO:

Resumindo, apesar da sua parte final a puxar para o drama romântico adolescente de pacotilha, a verdade é que [“100 Days With Mr Arrogant“] é uma comédia muito divertida, com gags delirantes embrulhados em sequências imaginativas e acima de tudo ultra-mega-cute o que transformam este filme em mais um daqueles produtos comerciais fofinhos de meter vómito mas que não nos deixa tirar os olhos do ecrã durante o tempo todo se decidirmos entrar no espírito da coisa e deixarmo-nos levar por ele.
Ao contrário de “S-Diary” (outro clone de “My Sassy Girl”), apesar da parte dramática não ter interesse pelo menos no que toca ás cenas de comédia [“100 Days With Mr Arrogant“] mantém sempre um ritmo constante com coisas divertidas a acontecerem a todo o instante e neste aspecto resulta particularmente bem melhor do que grande parte dos outros clones.
Totalmente recomendado se quiserem passar uns noventa minutos divertidos e uma boa opção para quem quer adicionar uma comédia á colecção. E se não esperarem muito da história de amor também não é por causa da sua fragilidade que vão deixar de se divertir com este filme.
Trés tigelas e meia de noodles porque enquanto filme não vale muito mais, mas como divertimento braindead recomendo vivamente.

noodle2.jpg noodle2.jpg noodle2.jpg noodle2emeia.jpg

A favor: é um clone de “My Sassy Girl” mas no que toca á parte de comédia resulta plenamente, alguns gags são brilhantes, não tem medo de ser politicamente incorrecto, tem muito boa onda e é um daqueles filmes muito positivos que alegram qualquer dia cinzento, a actriz principal dá bem conta do recado e é muito divertida, os personagens secundários são muito engraçados nomeadamente as amigas da protagonista, o estilo fofinho caótico do filme assenta perfeitamente.
Contra: ao tentarem imitar demasiado “My Sassy Girl”, falharam por completo na parte dramática, pois os personagens de cartão nunca ganham a alma e a humanidade do “filme original” e como tal a sequência romântica não provoca nenhuma reacção emocional no espectador pois todo o “drama” mais parece ter saído dos Morangos com Açucar, do Rebelde Way ou de qualquer uma daquelas séries cheias de adolescentes “tios”/imbecis/fashion que infestam as nossas televisões nacionais.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=Er30pYSM8to

Imdb
http://www.imdb.com/title/tt0395677/

Comprar
Por agora só o encontro á venda na Amazon.com

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Comédias semelhantes:

My Sassy Girl

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Nae yeojachingureul sogae habnida (Windstruck) Kwak Jae-young (2004) Coreia do Sul


Alguém deveria proíbir este realizador de fazer mais filmes para o resto da vida porque isto assim não vale !
Este tipo chamado Kwak Jae-young parece estar empenhado em sabotar os esforços de quem tem blogs sobre cinema oriental pois quem gosta de aconselhar filmes tentando ter por base alguma lógica de classificação fica logo sem poder ter uma comparação coerente quando se depara com outro trabalho deste realizador porque o homem continua a produzir trabalhos únicos.
Este gajo insiste em continuar a surpreender até mesmo quando se imita a si próprio e cria uma obra que há primeira vista até nem parece ser dos seus melhores filmes.
Basicamente estou lixado.

Depois do que tinha lido pela net não estava á espera de que [“Windstruck“] fosse alguma coisa por aí além, porque desde o seu aparecimento as reviews parecem andar todas entre o bom e o medianamente alto mas quase nenhuma lhe atribui o mesmo valor que por exemplo “My Sassy Girl” alcançou na opinião da critica em geral surpreendendo toda a gente a quando do seu lançamento nas salas de cinema orientais.
Talvez esteja aí o problema. Isto de um realizador se estrear com algo realmente único e que define um estilo está mais que visto, tem de certeza as suas desvantagens pois parece que a partir desse momento qualquer coisa que ele faça a seguir será inevitávelmente comparado ao seu primeiro filme.

Neste caso parece que Kwak Jae-young carrega a maldição de não conseguir fazer mais nada que não seja imediatamente comparado desfavorávelmente com a inovação de “My Sassy Girl” e portanto por mais que este se esforce, para muitos críticos não pode existir mais nada depois do primeiro filme que alcançe o mesmo nível e portanto a partir daí a escala de valor foi sempre a descer.
Não posso discordar mais em absoluto !
Não posso discordar mais e por causa de me ter deixado influenciar pela quantidade de reviews menos espectaculares acabei por entrar na onda e só ontem me decidi a ver [“Windstruck“] também convencido que iria ser giro mas nada de extraordinário.
Resultado, acho que apanhei a surpresa do ano no que toca a filmes orientais pois realmente não estava nada á espera disto.

Se gostaram de “My Sassy Girl” então [“Windstruck“] é de visão mais que obrigatória por todos os motivos e mais alguns.
Primeiro porque depois da quantidade más de imitações que o original gerou (inclusivamente um remake americanoide), o realizador Kwak Jae-young parece que decidiu colocar ordem na casa e mostrar como se faz outro “My Sassy Girl” a sério, provando de uma vez por todas que não basta ter uma personagem estilo gaja-boé-da-maluca para criar boa comédia.  Com [“Windstruck“] Kwak Jae-young mais uma vez mostra que nem toda a gente pode ter o seu talento para realizar este tipo de cinema e que apesar de comerciais cada vez mais se pode dizer que os seus filmes são verdadeiros exemplo de cinema de autor pois o seu estilo já se torna completamente identificável.
Ainda a história não começou há minutos e percebemos logo que é um trabalho do mesmo autor de “My Sassy Girl” e “The Classic” porque na verdade não dá mesmo para imitar o que este tipo faz por muito simples e comercial que o seu Cinema pareça.

Actualmente não deve haver ninguém que equilibre tão bem a comédia e o drama como Kwak Jae-young o faz e isto é daquelas coisas que não dá mesmo para traduzir em palavras para quem nunca viu um trabalho deste realizador.
Nos seus filmes tudo pode acontecer como mais uma vez se demonstra claramente em [“Windstruck“], por exemplo na sequência do suícidio no cimo do prédio que é uma daquelas absolutamente indescritíveis.

E se pensam que estou aqui a revelar muita coisa vocês não fazem a mais pequena ideia do que vos espera quando virem este filme pois nunca viram uma cena sobre suícidio como esta.
[“Windstruck“] essencialmente é um “My Sassy Girl” parte 2 em versão não oficial (por muitos mais motivos do que vocês possam imaginar mas que não posso agora revelar).
Visto que dada a conclusão do “primeiro” filme não haveria grande hipótese de continuar a narrar a história dos dois primeiros personagens pois isso seria esticar demais a corda da credibilidade (até mesmo para este realizador), a solução que Kwak Jae-young parece ter encontrado foi a de contar uma nova história com mais ou menos a mesma estrutura e mais ou menos nos mesmos moldes.

Mas como nem tudo é o que parece, se vocês já estão a pensar que [“Windstruck“] volta a ser mais do mesmo… pois se calhar estão certos.
É mais do mesmo sim senhor, só que apesar de ter um estilo semelhante e um personagem principal bem sassy que podia ser o mesmo ,inclusivamente interpretado pela mesma actriz do filme original não pensem que vão ver uma repetição da mesma história.
É que se “My Sassy Girl” misturou como nunca a comédia adolescente com o drama romântico adulto num equílibrio absolutamente perfeito, desta vez [“Windstruck“] vai mais longe.
O novo filme é uma extraordinária (alucinante) e surpreendente mistura de:
– Comédia adolescente
– Cinema romântico extremamente poético
– Drama sobre a morte e a solidão do abandono
– Filme policial
– Comédia splapstick
– Cinema de gangsters
– Filme de porrada chunga (com explosões a condizer e tudo)
– Conto de fadas medieval (?!)
– Comédia romântica
– Filme sobrenatural
E acho que não me esqueci de nada…

E isto resulta ? Se resulta meus amigos.
Não só resulta como tudo neste argumento tem um equílibrio narrativo absolutamente extraordinário que leva ao extremo o estilo do realizador que já tinhamos visto em “My Sassy Girl” ou até mesmo no “The Classic”  onde numa breve cena de poucos minutos o realizador consegue fazer-nos rir e no segundo a seguir colocar-nos a chorar com uma facilidade como se aquilo que estamos a ver no ecran fosse a coisa mais fácil de conseguir fazer.
E neste [“Windstruck“] o efeito ainda é mais extendido pois na mesma cena além de nos conseguir fazer rir e chorar ainda nos coloca em suspanse ou até nos entusiasma com um par de cenas de acção á primeira vista completamente deslocadas de tudo o resto mas que no fundo pertencem perfeitamente ao universo que foi criado para este filme e onde só temos que aceitar as regras e divertirmo-nos com o que estamos a ver.

Uma coisa é certa [“Windstruck“] é um daqueles filmes orientais em que o espectador não consegue mesmo fazer ideia do que raio poderá acontecer a seguir pois pensamos que já vimos tudo quando nos cai outra coisa em cima que nos deixa a pensar que realmente há mesmo muita frescura e inovação no moderno cinema comercial Sul Coreano.
As semelhanças com “My Sassy Girl” são tantas no entanto, que muita gente já anda completamente baralhada sem saber se [“Windstruck“] é uma sequela ou uma prequela e não posso dizer muito mais sem estragar um dos melhores momentos deste filme.

E não, [“Windstruck“] não tem qualquer ligação a “My Sassy Girl“. A referência no filme é claramente uma in-joke, uma piada pessoal do realizador e um piscar de olho a toda a gente que certamente já se prepararia para acusar o filme de não passar apenas de mais uma imitação da anterior fórmula de sucesso e como tal o seu autor antecipa-se a isso colocando no filme uma das entradas mais geniais que vai deixar fascinada toda a gente que adorou “My Sassy Girl” e é definitivamente um dos pontos altos deste novo filme que fará as delícias de quem viu o “primeiro” antes de ver [“Windstruck“] e recomenda-se que assim seja.

Mais uma vez, prova-se que o cinema romântico sul-coreano está de boa saúde e continua a limpar o chão de uma forma quase humilhante com tudo aquilo que costuma passar por cinema romântico feito em Hollywood actualmente.
[“Windstruck“] no meio de toda a loucura que transporta no seu argumento tem coração, muita alma e poesia. Não só é cinema romântico de qualidade e cheio de humanismo como acima de tudo apresenta-nos mais uma original história de amor que irá certamente surpreender muita gente pois é muito raro encontrarmos um filme tão alucinado que nos consiga emocionar nos momentos mais inesperados como este filme consegue.

Na minha opinião este é mais uma daqueles filmes românticos orientais completamente obrigatórios e que devem quanto antes juntar á vossa colecção se forem fãs de histórias de amor originais, divertidas e muito humanas. Podem juntá-lo aos igualmente fabulosos ”The Classic“, “Be With You“,  “Fly me to Polaris“ , “Il Mare“ e claro, o mais que obrigatório “My Sassy Girl“.

Se [“Windstruck“] tiver uma falha, na minha opinião é o facto de se notar que é um produto concebido para fazer brilhar a actriz principal que entretanto se tornou uma estrela devido precisamente ao sucesso de “My Sassy Girl” e ao fenómeno de culto em que se tornou também “Il Mare“.
Tudo no filme gira mais do que nunca á volta da actriz principal e parece que não existe um enquadramento nesta nova obra que não esteja pensado para demonstrar a sensualidade e a beleza da rapariga. Não que isso me chateie muito, mas nota-se que ao contrário do primeiro filme este agora é uma produção que gira á volta de uma estrela principal.
Isto faz com que ao contrário do que acontecia em “My Sassy Girl“, o par romântico já não seja própriamente o centro do filme no que concerne ao trabalho de dois actores a interagirem em simultâneo.

Aqui, o personagem masculino serve mais para localizar as emoções da personagem feminina do que própriamente para também ocupar o centro da história, algo que está bem presente nas sequências de sonho em que básicamente quem brilha é a jovem actriz e tudo o resto está lá para servir as emoções da sua personagem.

Isto não será propriamente uma coisa negativa mas nota-se que apesar de parecer, se calhar [“Windstruck“] afinal não é uma cópia tão óbvia assim do primeiro filme do realizador pois em muitos momentos tem uma dinâmica diferente embora felizmente se mantenha sempre o excelente equilíbrio entre géneros e tanto a comédia como o drama continue a resultar em pleno.

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CLASSIFICAÇÃO:

Mais uma vez o realizador Kwak Jae-young acerta em cheio e eleva a fasquia da dificuldade ao criar um argumento ainda mais complexo que o do seu primeiro filme, pois desta vez practicamente triplicou a mistura de géneros numa única história.
É um daqueles filmes que cativa quem aceita as suas regras pelo simples facto de que nunca pára de surpreender o espectador até ao último minuto pois nunca sabemos o que poderá acontecer a seguir e isso é o seu maior trunfo.
Além disso estamos perante mais uma excelente e emocional história de amor cheia de originalidade, poesia e alma com personagens que acima de tudo parecem seres humanos reais mesmo por entre tamanha loucura que constantemente se passa no ecran perante os nossos olhos.
Completamente obrigatório em qualquer colecção de filmes românticos sem esquecer os igualmente fabulosos ”The Classic“, “Be With You“, “In The Mood For Love“, “Fly me to Polaris“, “My Blueberry Nights“, “2046“ e “Il Mare“.
Cinco tijelas de noodles e um Golden Award porque este é mais um daqueles filmes que na minha opinião rebenta qualquer escala, apesar de no início nem parecer nada de especial.

noodle2.jpg noodle2.jpg noodle2.jpg noodle2.jpg noodle2.jpg gold-award.jpg

A favor: tudo ! A inteligência do argumento, as duas personagens principais, casting e interpretações , banda sonora e o excelente equilíbrio entre a comédia alucinada e o mais poético drama romântico, a referência ao “My Sassy Girl” é absolutamente mágnifica.
Contra: tanta alucinação e tanta mistura de géneros num só único filme pode afastar muita gente que não se preparar logo de início para aceitar as regras que definem o próprio universo da história.

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Trailers
http://www.youtube.com/watch?v=B5BqUquq0jU

Comprar
Infelizmente este é um filme particularmente dificil de se arranjar actualmente, pois parece que todas as boas edições já se encontram esgotadas. Uma das melhores está ainda á venda na Amazon americana mas o seu preço é demasiado proíbitivo.
Amazon http://www.amazon.com/Windstruck-Directors-Cut-disc-set/dp/B000H0SSCU

Saiu também uma edição simples que vou comprar mas neste momento não posso dar ainda qualquer referência sobre a mesma.
SoDrama http://www.sodrama.com/store/catalog/product_reviews_info.php?products_id=503&reviews_id=92

IMDB
(cuidado com os *spoilers*)
http://www.imdb.com/title/tt0409072/usercomments

Filme na Web
Não tenho por regra fazer downloads de filmes orientais na internet, mas neste caso como queria muito vê-lo antes de o comprar e cinema oriental da Coreia do Sul não é própriamente algo que se encontre num videoclube português, achei que valia a pena procurá-lo na web.
Até porque devido ao fraco entusiasmo com que a crítica recebeu este filme, também eu não estava muito certo se iria gostar dele ao ponto de me arriscar a comprar o dvd á confiança (mesmo se o conseguisse encontrar á venda).
Sendo assim já que o encontrei na net e ainda por cima com legendas em Português recomendo que quem quiser espreitar o filme antes de o comprar se dirija até aqui para o filme e aqui para as legendas em Pt.
Se não gostarem, pouparão dinheiro, agora posso garantir-vos que se gostarem tanto quanto eu gostei também irão querer comprar o dvd original.
Por isso se algum de vocês encontrar uma boa edição a um preço decente digam-me qualquer coisa porque tenho receio de comprar a edição estranhamente simples que anda por aí e depois encontrar mais tarde uma boa re-edição da versão de dois discos que era a que eu gostaria mesmo de adquirir.

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Filmes semelhantes de que certamente irão gostar:

My Sassy Girl Il Mare The Classic Fly me to Polaris Be With You

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