The Assassination Classroom (Ansatsu kyôshitsu) Eiichirô Hasumi (2015) Japão


Se são daqueles que sempre pensaram que o que faltava no filme “Dead Poets Society/O Clube dos Poetas Mortos” eram umas pistolas e uns assassinatos então , [“The Assassination classroom“] é para vocês !

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Quando eu pensava que já tinha visto tudo, eis que o Japão volta à carga com mais um titulo absolutamente indiscritível e verdadeiramente inclassificável.
Por falta de tempo não costumo acompanhar o que se passa no mundo das séries Anime ou dos Manga, mas consta que este filme é a adaptação live-action de uma das mais populares séries animadas do momento em termos de objecto de culto.
Depois do filme, acho que vou ter mesmo que ver a série…

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Para aqueles que andam sempre a dizer que já não existem conceitos originais, tomem lá este.
Um extraterrestre que se parece com um polvo gigante amarelinho e com o rosto sorridente do -smile- um dia destroi mais de metade da lua (esculpindo-a para sempre em forma de meia-lua) e dirige-se para o nosso planeta Terra para voltar a fazer o mesmo, porque sim.
Para evitar que tal tragédia aconteça o governo do Japão faz um acordo com o alienígena e na troca deste poupar a Terra por mais uns meses, aceita dar-lhe emprego como professor de liceu.

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Sim, leram bem.
Mas não é um professor qualquer. É um professor de –assassinato– num liceu que treina os adolescentes para serem assassinos profissionais porque sim.
O objectivo na sala de aula, é por isso, assassinar o professor. Se não o conseguirem fazer até um determinado prazo, o extraterrestre amarelinho irá destruir também o planeta Terra porque lhe apetece.
Ainda está alguém aí ?… … …

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E mais; tudo isto parece passar-se numa espécie de Japão alternativo, ou pelo menos num futuro próximo onde a sociedade e o mundo escolar está dividido entre aqueles que têm boas notas nos estudos e por isso irão pertencer à elite e aqueles que são medianos mas que estão para sempre condenados a servir os ricos , um pouco como nas castas indianas.
Esses alunos são remetidos para a turma-E onde são treinados como assassinos para servir o governo.
Ah e a professora de Inglés chama-se “miss Bitch”.
Vic Bitch.

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E pronto, a partir daqui o que mais se pode dizer…
[“The Assassination classroom“] poderia ter sido um dos mais geniais filmes de…qualquer coisa…desde…ehm…qualquer outro…
O problema é que este filme tem pelo menos meia hora a mais e isso retira-lhe logo muito do divertimento que parece ir gerar à partida quando apanhamos com o conceito de tudo isto.

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Talvez porque tem a necessidade de apresentar inúmeras personagens ao mesmo tempo que tenta fundamentar este universo totalmente alucinado, [“The Assassination classroom“] acaba por gastar muito tempo naqueles momentos de exposição em que se fala muito sobre coisas em vez dessas coisas nos serem mostradas. Curiosamente isto parece ser a típica praga que assola grande parte do cinema live-action Japonês quando entra por este tipo de histórias mais Anime e [“The Assassination classroom“]  ressente-se disso, pois não fosse tão repetitivo na sua estrutura e tudo poderia ter sido fantástico. Algo me diz que a sequela (e sim vai ter sequela), irá ser bem mais consistente precisamente porque já não tem de apresentar personagens.

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É também um filme em termos geográficos muito restrito e tudo practicamente se passa ou dentro da sala de aula ou no recreio do liceu. Raramente abre a acção ou o drama para outro sitio qualquer salvo um par de breves momentos. Pessoalmente estou sempre á espera de ambientes épicos neste tipo de filme que se cola de certa forma ao estilo -super herois- de uma maneira ou de outra e quando isso não acontece sinto sempre que falta algo. Mas isto é uma opinião pessoal mesmo. De qualquer forma practicamente toda esta primeira história se passa dentro da sala de aula e pouco mais.

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Por outro lado, personagens completamente loucos é o que não falta por aqui. Desde o super-puto tipo Dragon Ball que voa e luta com os cabelos, até à colega de turma que é assim uma espécie de super computador em versão monólito do 2001 mas num estilo teenager fofinha; tudo em [“The Assassination classroom“] parece existir para desorientar o espectador apanhado de surpresa. Mas resulta ?
Por acaso até resulta. Até o puto esquisito tem pinta.

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Tirando a repetição constante das situações, algumas cenas que não levam a lado nenhum (os rapazes irem espreitar o dormitório das raparigas) e o excesso de diálogos de exposição, a verdade é que ainda sobra muita coisa realmente divertida que nos faz ficar hipnotizados sem conseguir sair de frente do ecran só para saber o que raio nos vai parecer pela frente de seguida.

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[“The Assassination classroom“] tem também a vantagem de contar com efeitos especiais fantásticos no seu geral. Algumas cenas de acção mais digitais resultam plenamente, a estética visual é totalmente Anime mas reproduzida em live-action e nada se pode apontar de negativo em termos técnicos a esta produção. Simplesmente esquecemo-nos muitas vezes que estamos a ver efeitos especiais e isso é o melhor que se pode dizer deste trabalho nesse aspecto.
A animação digital do personagem alienígena Kersensei é simplesmente espectacular e não conseguimos distinguir quando foi usada animação digital ou um efeito práctico com um boneco insuflável real no set.

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Todas as aventuras alucinantes do alien sorridente são acompanhadas por animação fabulosa, fluída e absolutamente notável, sendo este filme um bom exemplo para mostrar aquele pessoal que ainda pensa que só em Hollywood se fazem efeitos especiais a sério.
Quem gosta daquelas sequências de acção em estilo Dragon Ball ou Pokemon, vai delirar com algumas das cenas deste filme pois devem ser das mais fieis ao estilo Manga que vi até agora.

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[“The Assassination classroom“] é um filme de efeitos especiais, mas ao contrário de coisas como por exemplo “Transformers”, aqui os efeitos são sempre usados para complementar a história e não apenas para exibir o boneco (e ficamos a gostar muito do boneco sorridente também (apesar do riso irritante)). Teria sido muito simples terem entrado por esse caminho, mas felizmente que o argumento ainda se preocupa com os personagens. Infelizmente nem sempre resulta, pois são personagens a mais para duas horas de filme, mas pelo menos (embora algo vazios) nunca sentimos que estejam apenas por ali à deriva, pois alguns até têm momentos importantes, principalmente nas tentativas de assassinato do professor.

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O filme falha no entanto quando tenta dramatizar algumas situações, por exemplo no final. Há tanto personagem no filme que quando a história precisa de tentar meter alguma emoção para criar empatia com o espectador no que toca ao destino de certos personagens a coisa não resulta de todo e tudo parece metido a martelo porque era preciso e mais nada.
E não resulta porque precisamente não há grande desenvolvimento de personalidades ao longo da história. Todo o filme é focado no alien e como resultado o personagem mais humanizado acaba mesmo por ser ele. O que nem é particularmente negativo.

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Este é um filme muito estranho, não só pelo tema, mas pela estrutura. Na verdade não se passa grande coisa nele a não ser assistirmos constantemente às inumeras tentativas de assassinato do professor. Algumas divertidas, outras espectaculares, outras nem por isso.
Ha por aqui algures uma sátira politica e um comentário social, mas perde-se um bocado porque o que importa é mesmo o boneco amarelo. Por outro lado nem é grave, pois o que importa mesmo é mesmo o boneco amarelo e sendo assim…venha ele.

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Portanto [“The Assassination classroom“] recomenda-se a quem ? Bem, a quem conhece o Anime original talvez. Também se recomenda a quem quer ver um filme completamente alucinado pois a verdade é que é realmente uma ideia original muito bem executada técnicamente. Só pela originalidade vale a pena espreitarem.
Tem algum humor, é fofinho quanto baste e apesar da enorme quantidade de armas , não é propriamente um filme violento, embora tenha aqui e ali umas pitadas de politicamente incorrecto muito bem colocadas, o que só lhe fica bem.

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A verdade é que senti que há por aqui algo com um enorme potentencial, mas que fica a meio caminho precisamente porque isto é essencialmente um filme introdução.
Este universo tem de ser explicado, deixa pontas soltas no ar no final e tudo aponta para que a sequela resolva tudo o que fica a pairar nesta primeira parte.
Por outro lado, tem momentos divertidos e a sua originalidade é totalmente cativante.

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CLASSIFICAÇÃO:

Estava a pensar dar uma classificação menor a [“The Assassination classroom“] porque tem realmente meia hora a mais e as cenas de exposição tornam a história algo maçadora e repetitiva quando a história chega a meio; no entanto ninguém poderá negar a originalidade deste filme e só por isso merece ser destacado. Ainda por cima tecnicamente está fantástico e portanto é um daqueles que se recomenda a toda a gente que pensa que já viu tudo.

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Quatro tigelas de noodles porque sinto que a sequela deverá ser melhor, mas este vale pela originalidade acima de tudo.

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A favor: a originalidade e a loucura de todo o conceito, o personagem do alien amarelo é genial, os efeitos especiais digitais são de alta qualidade, boa fotografia, torna-se num filme verdadeiramente hipnótico a partir de certa altura.
Contra: deveria ser mais curto e ter menos momentos de exposição redundantes, é algo repetitivo quando passa a novidade do conceito, são duas horas onde não acontece grande coisa para além do que se repete constantemente e o final fica no ar.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER


IMDB

http://www.imdb.com/title/tt3853452

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Se gosta de filmes alucinados e originais:

capinha_the-great-yokai-war capinha_Mr-Go capinha_attack_the_gas_station capinha-happiness-of-the-katakuris capinha_20th

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Hk Forbidden Hero (HK: Hentai Kamen) Yûichi Fukuda (2013) Japão


Ainda há poucas semanas atrás atribuí pela primeira vez a classificação de zero tigelas de noodles a um filme neste blog e portanto depois de “Visage” eu pensei que pior que aquela desgraça não podia haver.
Bem-vindos a [“HK: Hentai Kamen – Forbidden Super Hero”].
Um filme de Cock-Fu.

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Sim, eu disse cock-fu. Não conhecem esta arte marcial milenar ?
Quando eu pensava que já tinha visto tudo no que toca a cinema inacreditável saído do oriente eis que o Japão decide mostrar-me mais uma vez que se calhar eu ainda não vi foi nada !
[“HK: Hentai Kamen – Forbidden Super Hero”] é um daqueles filmes que nem merece sequer zero tigelas de noodles, porque na verdade este filme não tem classificação possível.
Se calhar eu deveria arranjar por aqui uma outra escala de valor  para títulos como este pois uma obra assim é quase um género de cinema à parte !
Até eu que pensava que já tinha visto tudo o que havia para ser visto dentro do cinema chunga hilariante fiquei surpreendido.
Ao pé disto, coisas como “Sex is Zero“, “Sexual Parasite Killer Pussy” e “Sars Wars” parecem inocentes filmes da Disney.

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Na verdade eu estava a ver o raio do filme e só me perguntava se uma coisa como [“HK: Hentai Kamen – Forbidden Super Hero”] não poderá ser também classificada como cinema de autor…
Quer dizer, isto à primeira vista está nos antípodas do género, porque cinema mais ultra comercial penso que seria impossível alguém conseguir fazer; mas pessoalmente eu acho que o filme, está tão à frente mas tão à frente que ainda tudo o resto ainda vai atrás e já isto deu a volta a todos os géneros possíveis e imaginários da história do cinema, acabando inevitávelmente por tocar no estilo de cinema de autor…mas de uma forma totalmente diferente.

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Senão vejamos, [“HK: Hentai Kamen – Forbidden Super Hero”] é um série B japonês que mais parece um série Z a maior parte do tempo, tem um estilo tão alucinado e tão comercial que acaba por criar uma assinatura pessoal. Uma marca única. Um novo género cinematográfico por si só. E isto é dizer muito, considerando que eu já vi coisas como “Sars Wars” por exemplo…
Este é o tipo de filme que fica cravado na nossa memória, não só por tudo o que contém de genialmente inacreditável mas pelo próprio estilo de realização. Que na verdade não tem estilo nenhum. Ou tem…
Mau.
Ou se calhar é de génio. Ou genialmente mau.

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Aposto com vocês que eu quando vir a próxima…ehmobra…deste realizador eu nem precisarei de ler o nome de quem o fez para perceber que se trata de mais um filme de Yûichi Fukuda pois este desgraçado para o mal e para o bem já não me sai da cabeça tão cedo.
Portanto a partir do momento em que um gajo consegue um estilo tão demarcado e um produto tão genialmente mau (?) que se torna brilhante…para mim é um – autor – e quero lá saber dos génios da 7º arte que ganham festivais.
Este gajo é um génio.

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Eu não sou própriamente fã de filmes de super-herois mas abro uma excepção para  [“HK: Hentai Kamen – Forbidden Super Hero”] mesmo sem fazer a mínima ideia do que acho sobre ele. Não sei se isto será o pior filme que alguma vez vi, porque por outro lado é um sério candidato ao melhor filme lixo que me passou pela frente em muitos anos e um verdadeiro filme de culto á espera de ser descoberto. Perfeito para um destes dias também aparecer mencionado no meu blog de cinema de culto e FC, o esquecido… “Universos Esquecidos”…
Pelo que me apercebi, é a adaptação de um Manga já com um grande culto lá pelo Japão e se a BD for metade do que o filme conseguiu mostrar, então só pode ser absolutamente genial.

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[“HK: Hentai Kamen – Forbidden Super Hero”] tem a maior colecção de cenas parvas e inacreditáveis que vi em anos. Possivelmente um dos filmes com as piadas mais estúpidas que vi em muito tempo mesmo.
Mas por outro lado praticamente tudo nisto funciona à brava e consegue divertir o espectador porque quando pensamos que a história não pode descer mais baixo o filme entra por patamares de ver para crer.

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O que deve querer dizer que não vamos ver o remate americano deste filme tão cedo. A não ser que o Nicholas Cage aceite passear pelo set de cueca e meia de liga sexy e aí eu pagava para ver.
[“HK: Hentai Kamen – Forbidden Super Hero”] é o super heroi mais genial de todos os tempos. É uma espécie de Homem Aranha japonês que vai buscar os seus poderes quando coloca na cara cuecas usadas de colegiais e se transforma no Panties-Man o super-heroi mais ehm … sexy (?) de todos os tempos ?…

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Nada falta neste filme. Desde as poses hilariantes do personagem até aos piores super-vilões que alguma vez apareceram no género; tudo em  [“HK: Hentai Kamen – Forbidden Super Hero”]  parece estar feito para nos provocar estupefacção constante. Passamos o filme todo sem acreditar no que estamos a ver e se calhar é esse o grande truque do realizador para nunca percebermos como o raio do filme é do piorio. Ou será que não é ?… As cenas de luta são do mais rasca e amador possível, o suspanse não é para aqui chamado e tudo parece orquestrado para nos destruir o cérebro. Ah, e já agora se pensam que isto é uma cena gay qualquer, esqueçam, isto é muito mais à frente do que tudo aquilo em que vocês possam pensar.

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E quem pensa que o personagem do Panties-Man bate todos os recordes de qualquer coisa para lá de indiscritível então é porque ainda não viu a mãe do herói que é striper-sado-maso e ao mesmo tempo uma séria candidata ao personagem mais inútil de todos os tempos. Por outro lado é mais um boneco genial que dá ao filme uma estranha aura de qualquer coisa que eu também não consigo definir.
Cromos é que não faltam em  [“HK: Hentai Kamen – Forbidden Super Hero”] , o vilão usa trancinhas à Willie Nelson e come pernas de galinha como um porco javardo, os super vilões que aparecem a desafiar o jovem herói são de ver para crer e claro não podia faltar a miúda fofinha que está perdidamente apaixonada pelo Panties-Man.

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Eu estou para aqui a escrever mas na verdade estou a inventar coisas em modo automático para dizer, porque o cérebro ainda não recuperou e portanto esta review um dia destes ainda irá sofrer uma qualquer revisão radical quando eu me aperceber realmente do que acabei de ver.
[“HK: Hentai Kamen – Forbidden Super Hero”] não tem classificação possível.
O mesmo se pode dizer do uniforme deste super-heroi.

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É muito divertido, mas por outro lado também tem coisas menos boas…por exemplo, depois do choque inicial que apanhamos e do divertimento que provoca pela surpresa, a partir da primeira meia hora, o estilo é mais do mesmo e sofre inclusivamente de alguma falta de ritmo a meio da história quando o herói defronta pela primeira vez o herói-bizzaro seu arqui-super-inimigo. A coisa arrasta-se por tempo demais e o filme perde algum do seu fôlego (e imaginação) o que é pena.
Por outro lado nota-se claramente que isto não teve orçamento nenhum e ás vezes ficamos com a ideia de que o argumentista foi inventando à medida que se iam filmando cenas. A montagem é amadora, as cenas de luta são uma anedota e os efeitos digitais são os piores que alguma vez vi numa produção profissional; mas isso não importa de todo pois tudo faz parte do charme do próprio filme que parece estar em esforço constante para nos provar que ainda consegue ser pior do que aquilo que nós julgamos.

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A verdade é que este é um daqueles filmes que ou se odeia de morte ou nos divertimos totalmente com ele enquanto dura, apesar de se calhar também ter duração a mais. Se em vez de 1h45m tivesse tido apenas uns 80 minutos teria sido perfeito.
Como comédia sexual eu diria que se calhar seria genial, se a gente conseguisse ter tempo para rir.
Pela minha parte passei mais tempo estupefacto a olhar para o que aparecia no écran do que a achar graça ao suposto humor da história.  Mas fartei-me de rir à parva e não sei bem do quê.
O filme é hilariante porque é parvo como o raio mas para dizer a verdade eu nem me lembro dos gags que supostamente deveriam ser para rir…

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De qualquer forma é impossível não curtir um filme assim e eu pela minha parte mal posso esperar pela sequela.
Quem parece ter-se divertido muito a fazer isto foram os actores e aqui nota alta para o gajo que faz de super-heroi pois é preciso realmente ter tomates para se expor fisicamente da forma que o faz num filme como este.
E tomates acompanhados do resto são essencialmente a temática desta história e parte fundamental nos combates de Kung-Fu… ou Bolas-Fu… ou Dick-Fu ?…

Karaté com pilas !

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Hollywood suck on this !

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CLASSIFICAÇÃO

O que dizer de um filme inclassificável ?…
Se aguentarem o estilo, é imperdível. Se gostarem de super-herois e pensam que já não havia mais nenhum super-heroi que pudesse ser inventado, pensem duas vezes.
Três tigelas de noodles porque é bom demais, sendo mau como o raio mas provávelmente será o melhor filme de super-herois de todos os tempos e com todo o mérito. Por outro lado…não tentem fazer isto em casa…

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A favor: o conceito do personagem é genial, o uniforme é de ver para crer, o actor principal faz um trabalho excelente com um material potencialmente destruidor de carreiras, tem espírito de série B genuíno, é de ver para crer.

Contra:
é de ver para crer, a partir do meio sofre de várias quebras no ritmo narrativo e perde muita da piada pela repetição.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
https://www.youtube.com/watch?v=TozprFrnn10

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gif

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt2708764

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Se gostou, vai gostar certamente dos seguintes filmes abaixo.

capinha_sex-is-zero capinha_sars-wars capinha_killer_pussy   

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Hôrudo appu daun (Hold Up Down) Hiroyuki Tanaka (2005) Japão


Não fora a quantidade de piadas com Jesus Cristo presentes nesta divertida comédia japonesa e este [“Hold Up Down“] seria um sério candidato a remake americano.
Assim como está, dúvido que alguma vez vejam esta história em versão Hollywood pois o seu humor blasfemo teria certamente bastantes problemas com muito do público evangélico por terras do Uncle Sam com toda a certeza.

O que quer dizer que também não será própriamente um filme recomendado a pessoas mais religiosas ou que se ofendam facilmente com gags envolvendo o Jota Cê mais popular do planeta.
Quanto a mim contém algum do melhor humor blasfemo dos últimos tempos e só tenho pena que mesmo assim não seja tão ofensivo merecia ter sido, pois havia aqui material para ter sido ainda mais engraçado.

Na verdade apesar de conter algumas das melhores piadas com Jesus Cristo talvez desde “A Vida de Brian” dos Monty Python estas são na verdade até bem inofensivas para minha desilusão, pois muitos dos gags só teriam a ganhar se [“Hold Up Down“] tivesse tido coragem de ser menos politicamente correctos apesar de tudo, embora contenha gags hilariantes quanto baste envolvendo todas as situações inimagináveis com padres, psicopatas, policias malucos, ladrões azarados e Jesus deslizantes…

Este é um daqueles filmes que justifica plenamente a minha intenção original ao criar este blog para divulgar propostas cinematográficas originais daquelas que não se costumam encontrar nas salas com muita frequência; isto porque na verdade não se percebe bem que raio de filme é este.
Começa como sendo uma típica comédia de assaltos; uma espécie de – heist movie – em versão anárquica, estilo Pulp Fiction oriental em esteroídes algo contidos, mas logo entra por territórios completamente inesperados, tanto em estilo de argumento como em visual, o que levará a um par de bons momentos inesperados na segunda metade do filme quando entra por caminhos completamente parvos e totalmente inesperados.
O que torna [“Hold Up Down“] num daqueles titulos que nos agarra a partir do momento em que percebemos que na verdade não estamos a perceber o que raio estamos a ver e por isso precisamos mesmo de continuar a olhar para o ecran. Especialmente quando entra em cena o “Jesus Cristo” estilo picolé sobre rodas…

Mas [“Hold Up Down“] não vive apenas do humor blasfemo. Na verdade desde cedo se percebe que o seu estilo visual vai ser fundamental para que muitos dos gags tenham piada não pelo que se passa mas pela forma como muitas vezes os acontecimentos são filmados.
A sequência incial da esquadra de policia com todos os queixosos é um bom exemplo de como se pega em algo que no papel não passaria de um conjunto de personagens sem grande coisa para fazer e no entanto cria um momento de humor único envolvendo um turista perdido, um cidadão agredido, uma gaja boa vitima de assédio sexual, uma velhinha que perdeu um gato, um psicopata com um bastão e um “Jesus Cristo” assaltado frente a um par de policias totalmente ineptos.

Tudo numa sequência criativa que dura largos minutos em total plano fixo ao melhor estilo cinema-de-autor mas que aqui resulta num gag que essencialmente define o estilo visual que o filme irá tomar na forma como trata o humor da história.
[“Hold Up Down“] é por isso visualmente um filme muito estranho.
Para começar tem uma estrutura completamente imprevisível suportada por uma história daquelas que faz o espectador pensar a todo o instante que sabe o que vai acontecer , para de seguida lhe trocar as voltas  a todo o instante. É este um dos seus grandes trunfos para agarrar o espectador, isto porque se assim não fosse, o filme seria até demasiado estranho para poder ser considerado um comum filme comercial nos moldes a que estamos habituados devido á sua realização estilizada que nos lembra algo… a todo o instante…

Este é o tipo de filme que se tivesse sido produzido em Hollywood a máquina publicitária iria ter bastantes dificuldades em vendê-lo com um rótulo apontado a um target de audiências específico.
[“Hold Up Down“] tem um estilo visual e um ritmo tão estranho que não se enquadra própriamente no que estamos habituados a ver neste estilo de comédias totalmente anárquicas. Tem algumas semelhanças com “Men Suddenly in Black” mas se calhar consegue ir mais longe tanto nos momentos de humor como no próprio conceito.
Mas há mais.

Curiosamente o filme fazia-me lembrar aquele estilo “frio” do cinema de Stanley Kubrick mas em versão tresloucada a todo o instante. Até que percebi o porquê , o que me deixou bem surpreendido por não ter sido apenas impressão minha. E mais não posso dizer pois garanto-vos se conhecerem bem os filmes emblemáticos do realizador de Shinning vão curtir muito o que lhes vai aparecer pela frente na segunda metade da história pois se pensam que piadas com um Jesus Cristo seria o cúmulo da loucura nem imaginam o rumo que esta história toma a partir de certa altura com a sequência do casamento…

[“Hold Up Down“] é um daqueles titulos que valem mesmo a pena ser vistos pelo menos uma vez. Poderão não conseguir entrar fácilmente no seu estilo algo indefinido devido aos vários rumos que o argumento consegue tomar sem perder o fôlego e poderão até nem gostar do filme no final ou até achar-lhe grande piada. No entanto tenho a certeza que ficará na memória precisamente por ser tão diferente ao mesmo tempo que parece uma comédia de assalto típica.

Não procurem qualquer lógica na história. Não é para ter. É um daqueles filmes para curtir mesmo e não é para fazer sentido. Podia ser intitulado – “Mil e uma coisas para fazer com Jesus” – e vai agradar a toda a gente que tiver sentido de humor negro, gostar de filmes com policias, ladrões e … coisas do outro mundo em todos os sentidos.
Pode ser estípido como o raio, mas a ser alguma coisa poderá ser uma espécie de comédia dos Monty Python se alguma vez tivesse sido filmada pelo Stanley Kubrik e escrita pelo Quentin Tarantino, produzida no Japão.
Se estas referências lhes dizem alguma coisa não percam porque vale a pena.
Primeiro estranha-se, depois entranha-se.

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CLASSIFICAÇÃO:

Uma comédia cheia de momentos inesperados que muitas vezes até nem parece ter grande graça até que nos acerta com mais um gag totalmente inesperado para nos fazer rir á parva.
É um daqueles filmes para deixar o cérebro á porta e simplesmente curtir tudo o que de inesperado acontece nesta história que não tem ponta por onde se lhe pegue mas tem um grande sentido de humor negro de caríz biblico e até kung-fu sobrenatural. Além de ser uma história de policias e ladrões que também gostam de brincar com modelos de comboios e padres que de repente encontram Jesus na sua vida. E também mete um psicopata que ataca pessoas com bastões. E mais coisas inimagináveis…
Um filme bastante original que na verdade nem se consegue enquadrar em qualquer género, pois por vezes até parece cinema-de-autor para logo no momento a seguir se calhar até não.
Divertido quanto baste, inofensivo, braindead e muito criativo na forma como mistura géneros diferentes para um resultado que merece na boa cinco tigelas de noodles e só não leva um Gold Award também porque nem sei…

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A favor: a originalidade da estrutura da história, as piadas com “Jesus”, o inesperado de muitos gags, a realização que alterna entre o Kubrick pastilhado e o Tarantino na ganza, tem um argumento totalmente imprevisível, personagens alucinantes e completamente ilógicos, mistura uma quantidade de géneros num argumento que não tem ponta por onde se lhe pegue e faz tudo resultar num produto bem divertido.
Contra: na verdade não tem nada de negativo…poderá ser demasiado estranho para quem está habituado a um tipo de comédia mais comercial ao estilo ocidental, as piadas religiosas poderiam ter sido muito mais ácidas pois quanto a mim ficaram ainda demasiado politicamente correctas para o que eu gostaria que tivessem sido, a cena de acção com kung-fu parece demasiado longa, é original mas provavelmente não ficará na memória.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
NOTA: Não vejam o trailer antes de verem o filme pois vai quebrar muitas das surpresas visuais que fazem grande parte das piadas resultar pelo seu inesperado quando se vê o filme sem sabermos nada dele.
http://www.youtube.com/watch?v=h4tTAvgcGhs

Comprar
http://www.cdjapan.co.jp/detailview.html?KEY=JABM-8003

Download aqui.

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0461523

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