Mo gong ( Battle of Wits – aka – Battle of the Warriors) Chi Leung ‘Jacob’ Cheung (2006) China


No outro dia ao desiludir-me bastante com “Red Cliff“, lembrei-me que este era bastante semelhante a outro titulo mais antigo que eu tinha comprado há anos mas de que ainda não tinha falado aqui, pois por qualquer motivo é um daqueles dvds que nunca mais tinha revisto e como tal, decidi tirar o pó do disco a [“Battle of Wits“] porque esta é mesmo a altura certa para falar deste filme no blog até por uma questão de comparação entre títulos semelhantes.

Tanto “Red Cliff” como [“Battle of Wits“] são filmes de guerra semelhantes, porque essencialmente assentam mais sobre as estratégias de guerra, tácticas de movimentação de exércitos, planos de combate e intrigas políticas ou palacianas do que própriamente sobre herois e heroínas que vivem aventuras em mundos Wuxia ou de ambiente medieval e como tal são filmes com uma estrutura muito parecida.

Em ambos os casos, temos dois exércitos em confronto que se analisam um ao outro e onde a maior parte das cenas se passam naquela guerra de muralhas e paliçadas onde as estratégias de invasão se sobrepõem á sequências de acção pura e simples.
Também a nível de personagens os filmes se tocam pois tanto “Red Cliff” como [“Battle of Wits“] contam com os inevitáveis generais caracterizados da forma habitual, com os guerreiros heroicos em estilo solitário, grandes estrategas militares, imperadores decadentes ou corruptos e claro, com a miúda gira da história que neste caso também é muito boa a andar á bulha pelo meio das cenas de batalha, pois é uma oficial de cavalaria.

Achei portanto, que tanto “Red Cliff” como [“Battle of Wits“] poderiam ter sido o mesmo filme. Se se trocassem os cenários e o guarda roupa, provavelmente o resultado teria sido o mesmo nos dois filme e ambos manteriam a sua identidade apenas por causa de um grande pormenor que os distingue.
[“Battle of Wits“] ostenta muito menos opulência visual que “Red Cliff” e como tal não tem aquele sabor a grande épico cinematográfico que exala por todos os frames desse filme e que tornou a obra de John Woo imediatamente muito menos interessante na minha opinião; apenas porque por detrás de tanto estilo visual espantoso tudo aquilo sempre me pareceu demasiado plástico e como espectador nunca consegui entrar naquele mundo pois tudo me pareceu fabricado para cinema e muito pouco real.

Algo que não me aconteceu de todo agora em [“Battle of Wits“].
Ainda o filme não tinha começado á dez minutos e já eu me tinha esquecido que estava a ver um épico cinematográfico. Isto porque pura e simplesmente, nada em [“Battle of Wits“] nos lembra que são cenários contruidos para um filme e nada no estilo visual chama constantemente a atenção para o que aparece no ecrã.
Acompanhar [“Battle of Wits“] é como espreitar por uma máquina do tempo e contemplar o passado; ter acompanhado “Red Cliff” para mim foi como estar a desfolhar um livro sobre design e construção de cenários para cinema. Por muito que eu tenha adorado o fantástico estilo visual do filme de John Woo prefiro mil vezes a contenção estética de [“Battle of Wits“] e o estilo completamente natural dos ambientes e arquitecturas pois transportam o espectador para o passado. Não o deixam do outro lado da televisão a contemplar ambientes gráficos quando estes deveriam servir os personagens e não gritar – superprodução cinematográfica – a todo o instante.

Portanto, em comparação, nota alta para [“Battle of Wits“] logo por este início. Tudo nesta história parece visualmente real e quem gostou da estética realística e crua de Musa the Warrior tem aqui um filme muito semelhante gráficamente falando que  irá certamente agradar a quem procura este tipo de atmosfera visual.
Infelizmente a nível de argumento, também [“Battle of Wits“] é um daqueles filmes que me custa bastante a absorver, mas isto é uma questão de gosto pessoal pois como já referi em posts anteriores, o género de intriga politica e palaciana é algo que me aborrece de morte. Portanto para mim foi muito dificil arrastar-me pelos primeiros vinte minutos deste filme.

No entanto a sua atmosfera cativou-me e cedo também os personagens se começaram a delinear bem mais interessantes do que em por exemplo, mais uma vez “”Red Cliff“.
Não quero parecer estar aqui a ser muito duro com o filme de John Woo até porque gostei do que vi, mas é impossível não compará-lo com [“Battle of Wits“] pois são bastante semelhantes temáticamente e estruturalmente e como tal em termos de gosto puramente pessoal eu penso que esta produção bem menos extravagante é muito mais interessante.

Muita gente em reviews na net critica um pouco os personagens deste filme por causa de serem um bocado estereotipados e parecerem apenas ter sido criados para fazer brilhar as estrelas Pop chinesas que pelo visto entram nisto. Eu como não conheço nenhum destes gajos que entram nos papeis secundários, por mim estão todos muito bem e nem me pareceu sequer que o personagem do soldado arqueiro tenha sido criado para imitar o “Elfo Legolas” do “Lord of the Rings” embora perceba a razão de muita gente referir essa sensação pois o seu papel e dinâmica em [“Battle of Wits“] pode ser semelhante.
Como no entanto, a mim nem me pareceu que isto estrague própriamente o filme por mim que se lixe e passa á frente.

Coisas boas. [“Battle of Wits“] tem muito ambiente e conta com além de Andy Lau sempre seguro, também com o carismático actor sul-coreano que vocês vão reconhecer de “Musa the Warrior” onde personificava o velho e sábio guerreiro veterano e que neste caso faz de general invasor.
Se bem que este filme também seja cativante pelo facto de não ter herois e vilões mas sim, tal como em “Musa the Warrior“, apenas guerreiros em facções politicas opostas e sobre este detalhe [“Battle of Wits“] conta com uma simples e fascinante cena em frente da fortaleza cercada, onde os dois oponentes se encontram cara a cara e que define todo o tom da história; onde a haver vilões, estes serão claro está, os políticos que tudo manobram nos bastidores e que causarão mais mortos e tragédia do que quem faz a guerra por eles, o que não deixa de ser uma mensagem subliminar sempre interessante neste tipo de histórias.

E por falar em cenas de guerra, não só todas as batalhas têm um tom de guerra fascinante como ao vê-las nem me lembrei que estava a ver cenas coreografadas para um filme. Bem ao contrário do que me aconteceu em “Red Cliff” onde além de as cenas de invasão da parte final terem sabido a pouco e nem sequer terem sido particularmente impressionantes a nível criativo tudo me pareceu apenas guerra cinematográfica a todo o instante; coisa que nunca me aconteceu notar agora em [“Battle of Wits“].

Não só todas as cenas de invasão são muito variadas, como a nível de argumento as ideias para estratégias e planos de guerra são todas muito criativos e até bem surpreendentes em alguns momentos. E o melhor é que tudo isto é conseguido sem dar a impressão que estamos apenas a ver um filme, o que quanto a mim é o melhor trunfo que um épico histórico pode ter. Conseguir transportar o espectador para o passado e [“Battle of Wits“] consegue-o bastante bem na minha opinião.

A nível de história, não será propriamente algo tão interessante assim, e neste campo talvez até “Red Cliff” tenha tentado ser melhor e ir mais longe, mas [“Battle of Wits“] é essencialmente um filme sobre estratégias militares e sobre um combate de teimosias entre dois comandantes em ambos os lados da paliçada. A tal “battle of wits” que não tem uma verdadeira correspondente tradução directa na nossa lingua, mas que também se poderia traduzir por algo como “guerra de determinação” ou algo semelhante, pois é esse o coração do filme na sua essência.
[“Battle of Wits“] é um filme sobre dois homens, sobre os poderes que estão á sua volta e sobre o facto de só um deles poder sair vencedor de uma guerra que na verdade não tem qualquer sentido a não ser o de cimentar a sua honra e reputação ao melhor estilo filme de guerra medieval chinés.

Tudo gira á volta da invasão e defesa de uma cidade e tudo tem a ver com guerra, estratégia e politica, mas [“Battle of Wits“] tem ainda tempo para dedicar algumas sequências á inevitável história de amor. Neste caso, talvez mais para abrir o filme ao público feminino do que propriamente para criar algo memorável dentro do género romântico em filmes de guerra.
Por exemplo não encontrarão aqui a assumidamente romântica história de amor de “An Empress and the Warriors“, mas mesmo assim quem procura um toque de romantismo ao melhor estilo cinema oriental, penso que também irá ficar satisfeito com o que [“Battle of Wits“] tem para contar neste aspecto.
Tudo muito breve, mas resulta bem e humaniza o personagem de Andy Lau que até então mais parecia uma espécie de Obi-Wan-Kenobi da estratégia militar pois faz parte de uma ordem de guerreiros quase mística e do qual nunca se sabe muito ao longo de todo o filme.

As cenas românticas, são sempre muito secundárias e complementam bem toda a conversa estratégica, política e militarista do resto do argumento e ainda bem que os criadores deste filme as incluiram, porque conseguem criar uma carga de grande suspanse adicional no segmento final da história que agarra o espectador ao ecrã mesmo sem notarmos que não conseguimos desviar o olhar desses momentos. O desenlace romântico não foge muito ao habitual mas acaba também por transmitir um tom poético ao final de [“Battle of Wits“] o que é sempre bem-vindo.

Consta que isto é a adaptação de um Manga muito popular no Japão, mas como eu não o conheço nem nunca o li, não posso tirar grandes considerações sobre o mesmo. Por outro lado também acho que nem interessariam muito, pois mesmo que isto nem sequer seja uma grande adaptação da banda-desenhada, quanto a mim é um dos filmes mais interessantes de guerra em estilo super-produção que saiu da China recentemente e nesse aspecto bem mais carismático que “Red Cliff” sem precisar de tanta opulência gráfica para ser notado e apreciado.

Quem procura um épico de guerra chinés, penso que irá gostar bastante.
Na minha opinião, [“Battle of Wits“] talvez tenha duração a mais e não lhe fazia mal ficar sem uns quinze minutos talvez, isto porque se repete um pouco quando não há muito mais para dizer sobre honra, dedicação e patriotismo sem começar a tornar-se mais do mesmo. No entanto, como a história romântica intercala bem tudo o resto a coisa equilibra-se e não será por aqui que o filme perderá grandes pontos. Apenas poderia ter tido uma montagem mais dinâmica talvez.

Penso que irá agradar a quem procurar cenas de guerra medieval com grandes exércitos. As batalhas são muito variadas e divertidas, mesmo quando não são espectaculares. Neste campo é onde se nota o melhor do trabalho do realizador, pois penso que ele é fantástico a gerir toda a movimentação de figurantes e a transformar o pouco em muito.
Consegue algumas cenas bem espectaculares e acima de tudo divertidas pois são bem entusiasmantes ao longo de todas as cenas de guerra e quando um filme é essencialmente composto por cenas de batalha e pouco mais é notável como se consegue manter sempre equilibrado sem se tornar monótono.

Por outro lado, [“Battle of Wits“] não é um daqueles filmes de guerra com milhares de figurantes a lutar em cenas de exércitos gigantes no meio de planícies ou algo assim. É um filme de guerra de cerco e que se calhar já merece ser classificado como um sub-género dentro do cinema deste estilo.
Em vez de cenas épicas com milhares de figurantes temos cenas muito dinâmicas com algumas centenas de gajos a matarem e morrerem de todas as formas e mesmo assim, uma cena de cinco minutos de guerra deste filme tem mais entusiasmo do que quase duas horas de  “Mulan” o que já não é mau de todo.

Por falar em mau, [“Battle of Wits“] só tem uma coisa péssima.
Os maus efeitos digitais quase que arruinam algumas das cenas de batalha. Sejam a mostrar exércitos com soldadinhos feitos em CGI a marchar algo amadoramente em termos técnicos no que toca a animação, seja em muito fogo digital ou ainda em sequências inteiras com homens e cavalos tudo muito mal integrado na acção, por momentos ás vezes parece que [“Battle of Wits“] poderá tornar-se mesmo bastante foleiro e piroso quando tenta ser espectacular.
O que vale é que se calhar muita gente nem vai notar, pois felizmente são poucos e breves. Além disso a variedade do que acontece nas batalhas também contribui para distrair bastante o espectador e como tal penso que não se deve penalizar muito este filme por isto também.

Também poderia ter tido mais sangue. Num filme de guerra com tanta acção corpo a corpo e sequências em estilo cru com alguma violência tem muito pouca gente cortada aos bocados e practicamente nenhum sangue a espirrar; o que não deixa de ser estranho pois retira-lhe logo algum do dramatismo que poderia ter tido nas cenas de guerra. Se ás vezes sentirem que falta qualquer coisa no meio de tantas cenas de acção, já sabem. Falta sangue, pois surpreendentemente [“Battle of Wits“] é uma produção bastante politicamente correcta quando comparada com outras coisas semelhantes como “The Warlords” ou “Musa the Warrior“.

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CLASSIFICAÇÃO:

Não será propriamente o meu filme de guerra medieval chinês favorito, mas é uma boa alternativa a quem procura um bom épico neste estilo e gostou da atmosfera visual de por exemplo, “Musa the Warrior“.
Tem atractivos suficientes para divertir e é bem mais variado e épico que “Mulan” por exemplo sem sequer se esforçar por sê-lo. E aposto que irá agradar muito a quem procura um bom filme de guerra onde a estratégia de batalha é o centro da história e terá ficado tão desiludido com “Red Cliff” quanto eu fiquei.
Sendo assim, quatro tigelas e meia de noodles porque é mesmo muito bom e só não leva mais porque achei que tem duração a mais e arrasta-se algo pelo meio.

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A favor: excelente ambiente cénico pois nem nos lembramos que são cenários construídos para um filme, boas e muito variadas cenas de batalha com estratégias de combate divertidas e imaginativas além de muitas vezes serem empolgantes, excelente realização particularmente na gestão das cenas de acção e na forma como as narrativas se cruzam, os personagens não são originais mas são na sua grande parte muito carismáticos, dois excelentes actores como antagonistas, é um filme de guerra com alma e muito para dizer mesmo subliminarmente, boa e simpática história de amor que ainda consegue arrancar um excelente momento de suspanse na parte final.
Contra: tem duração a mais e talvez se repita em alguns pontos já antes abordados, arrasta-se um bocado a meio da sua duração, os efeitos digitais são muito fraquinhos mesmo em alguns momentos, os personagens poderiam ter sido mais originais embora eu compreenda que isto não seja nada fácil de fazer, falta-lhe sangue pois tem carnificina aos montes mas é demasiado politicamente correcto no uso de cenas gore e nem tem sequer uma decapitaçãozinha nem nada, é um bom filme mas não lhes ficará na memória pois falta-lhe qualquer coisa para ser realmente fantástico.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=WdX_cNu9dCw

Comprar DVD ou  BluRay na Amazon Uk bem baratinhos

Download aqui com legendas em PT/Br

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0485863

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Musa (Musa the Warrior) Sung-su Kim (2001) Coreia do Sul


Este foi um dos primeiros dvds orientais que eu comprei já há alguns anos atrás e um dos filmes que me fizeram ficar a gostar muito do cinema daquela parte do mundo.
Estou para falar de [“Musa the Warrior“] desde que criei este blog  e na verdade até era para ter sido o primeiro filme aqui comentado não fosse por uma coisa.

Na altura quando me preparava para escrever sobre esta obra de aventura medieval descobri que infelizmente a versão que eu tinha comprado não era a versão integral do filme. Apesar da edição dvd que eu tenho ser uma edição chinesa comprada na Play Asia (caixinha com excelente grafismo e muita pinta), não é no entanto a versão completa e portanto resolvi adiar o meu comentário sobre esta obra para um dia em que eu conseguisse ter acesso ao filme integral. Isto porque a montagem curta parece ter sido apenas criada para o mercado exterior ao da Coreia do Sul.

Quando vi [“Musa the Warrior“] pela primeira vez gostei muito mas não fiquei particularmente impressionado por aí além. Sempre achei que lhe faltava qualquer coisa mesmo sem saber na altura que havia uma versão bem maior.
Algo não batia certo. Practicamente todas as reviews que eu encontrava consideravam-no extraordinário e no entanto eu continuava a achá-lo uma boa aventura mas pouco mais e não percebia de todo porque isto era tão considerado por tudo quanto era sítio.

Ao investigar melhor depois apercebi-me que [“Musa the Warrior“] seria um filme com muito mais do que apenas excelentes sequências de acção, mas para meu azar só conseguia encontrar a versão curta á venda em dvd e nem em torrents se econtrava o original que parecia guardado a sete chaves na coreia do sul sabe-se lá porque razão.
Aliás, agora que vi finalmente a versão integral é caso mesmo para perguntar o que raio deu na cabeça de alguém para fazer uma versão curta disto apenas com as cenas de porrada, pois 25 minutos a menos fazem (e de que maneira) muita diferença nesta extraordinária história de honra e amizade ao melhor estilo oriental.

O dvd com a versão integral continua pelos vistos extinto em todo o lado excepto se o quiserem comprar na Austrália, embora também já exista um torrent com esta versão e portanto recomendo que o vão buscar aqui antes que volte a sumir.
[“Musa the Warrior“] na sua versão integral é um daqueles filmes que vocês precisam mesmo de ver, por muitas e variadas razões.
A Coreia do Sul não é conhecida por produzir Wuxias com a qualidade que costuma sair da China e é mais prolífera a deitar cá para fora filmes de porrada estilizados para adolescentes em estilo videogame do que própriamente tem conseguido criar épicos históricos memoráveis, por isso não deixa de ser uma verdadeira surpresa um filme como [“Musa the Warrior“] ter saído precisamente daquele país.

Embora na verdade, isto não seja propriamente um Wuxia no verdadeiro sentido da palavra e na realidade também não será um épico histórico apesar da espectacularidade das cenas de acção.
[“Musa the Warrior“] na sua versão original é um grande filme medieval até com uma surpreendente carga intimista devido á fantástica caracterização humana de todos os seus personagens a um nível que raramente se encontra em filmes de porrada medieval.

Contém possivelmente das melhores cenas de luta á espada e batalhas tradicionais que alguma vez vi dentro deste estilo. Há outros filmes com cenas de guerra fabulosas como por exemplo “The Warlords” e que em escala épica ultrapassam em muito o que se pode ver em [“Musa the Warrior“], mas isto é porque são filmes com centenas de figurantes nas cenas de batalha enquanto [“Musa the Warrior“] se centra mais em pequenas escaramuças e no combate homem a homem espada contra espada.
Se alguma vez pensaram como seria um verdadeiro filme de Conan o Bárbaro se este retratasse correctamente no ecran a carnificina individual que se encontra na banda desenhada não vão mais longe, pois este extraordinário filme de aventuras Sul Coreano é esse filme.

[“Musa the Warrior“] tem dos melhores, mais realísticos e mais crueis combates á espada que vi em cinema até hoje e provavelmente será dos filmes que melhor retrata a realidade destes ambientes históricos nesse sentido.
Até eu que já vi dezenas de épicos históricos com sangue quanto baste, fico surpreendido quando revejo [“Musa the Warrior“] e mais surpreendido fiquei agora que o revi na sua verdadeira versão pois contém ainda mais snippets de sangue explícito que a versão remontada para o ocidente largamente difundida pelo mundo quem nem imagina o que perde por só ter acesso apenas a 130 minutos de 154 originais.

Se procuram um filme com gente decepada, membros cortados de todas as maneiras e feitios e ainda com as decapitações mais viscerais de tudo o que já viram em cinema, não podem perder [“Musa the Warrior“] pois é dificil descrever em palavras a quantidade de sangue presente nas inúmeras batalhas. Sobretudo tem cenas de batalha individual que são mesmo de ver para crer e pela sua crueza, realismo e emotividade são o antídoto perfeito para quem já está farto de filmes de espada plásticos feitos em Hollywood onde o politicamente correcto se sobrepõe ao realismo de divertidas decapitações como deve de ser.

Mas nem só de tripas e sangue vive este filme. Se virem apenas a versão curta remontada de 130 minutos, essencialmente [“Musa the Warrior“] é apenas um movimentado filme de aventuras que no entanto tem um ritmo narrativo algo estranho. No entanto,  apesar da acção não pode ser totalmente atirado para a categoria de filmes de guerra ou porrada pura e simples. Isto porque como já referi , sente-se a falta de algo  mais na versão curta, mas nota-se que haverá algo por lá que não estamos a ver.
A versão curta apesar de funcionar bem enquanto filme de aventuras resulta num produto ambiguo apesar de tudo.
Agora, se vocês virem a versão integral vão ter uma boa surpresa e não é apenas por causa das quantidades adicionais de sangue no ecran.

[“Musa the Warrior“] na sua versão completa além de ter cenas de violência medieval incríveis, tem provavelmente a melhor caracterização de personagens que poderão encontrar num filme com estas características.
Aliás, os personagens são tão  bons que de repente as cenas de luta até ganham uma outra dimensão, pois muitos daqueles bonecos que na versão curta nos pareciam apenas figurantes colocados no filme para andarem á espadeirada subitamente tornam-se pessoas com que realmente nos importamos.
[“Musa the Warrior“] é extraordinário na forma como caracteriza toda a gente neste filme e a força dos seus personagens é sem sombra de dúvida a grande mais valia desta história simples mas que ganha uma dimensão dramática que não esperavamos que tivesse.

Não há um personagem neste filme de que não gostemos.
Toda a gente tem o seu momento e a sua função na história. Não só os personagens principais são excelentes como o cuidado colocado nos secundários é absolutamente notável o que dá uma dimensão dramática extraordinária á versão integral de [“Musa the Warrior“] que não encontramos de todo na versão curta, pois essencialmente os 25 minutos a mais que estão no filme completo são as cenas em que conhecemos as pessoas envolvidas na aventura.
Em [“Musa the Warrior“] até quando morre um figurante conseguimos sentir empatia com a pessoa pois todo o background é tão bem estruturado que confere uma profundidade única dentro de um filme que se calhar nem pedia mais do que ser aquilo que está na versão curta, ou seja apenas um bom filme de aventura medieval e no entanto consegue atingir o nível de um excelente drama na versão integral de forma inesperada.

Outra das coisas geniais a nivel de personagens em [“Musa the Warrior“] é o facto de não haver vilões de serviço. Não há maus, não há super-vilões e todo o conflito se passa essencialmente entre várias facções de pessoas que estão em guerra pelos motivos politicos e históricos habituais. No entanto toda a história de [“Musa the Warrior“] poderia ser contada do lado “dos vilões” que o espectador ganharia empatia com aqueles personagens também.
É quase um filme anti-guerra sem ser panfletário, pois foca bastante o facto de nem sequer os personagens saberem bem porque precisam de lutar e chega-se a notar o facto de que qualquer um destes soldados poderia mudar de campo que não faria difrença.
Isto é inclusivamente um pequeno sub-plot dentro da própria história principal que é bastante bem usado também para tornar bastante humano aquilo que é o mais próximo que este filme tem de um vilão. Um persoangem que também é apresentado como um comandante com grande sentido de honra e respeito pelo adversário, o que contribui bastante para a carga humanista da própria história e eleva este filme muito para lá do típico filme de porrada com espadas.

Na verdade [“Musa the Warrior“] é um dos melhores filmes com anti-herois de todos os tempos na minha opinião. Ninguém é verdadeiramente bom ou mau e toda a gente se comporta de uma forma bastante humana onde momentos de cobardia ou medo por se encontrar no meio de uma guerra se cruzam com feitos heroicos com honra e grande camaradagem e isto sente-se tanto do lado “dos herois” como do lado de quem os persegue e é um dos grandes pontos fortes deste filme.
A sua versão integral é para mim realmente a obra prima do cinema medieval que muitas reviews apregoavam há alguns anos atrás e eu não conseguia perceber a razão de tamanho elogío. A versão curta embora seja uma boa opção para quem procura apenas cenas de acção, não faz de forma nenhuma justiça ao poder dramático e emotivo da versão completa.

Curiosamente, este é também um filme diferente a nível de actores, pois encontramos a atlética e versátil Zhang Ziyi num papel dramático diferente do habitual. Ao contrário do que é costume e do que se esperava ela não tem em [“Musa the Warrior“] qualquer cena de luta, pois desta vez limita-se a fazer o papel da Princesa da história sem qualquer envolvimento nas sequências de batalha.
Muita gente lamenta esse facto mas quanto a mim foi uma boa opção, pois este personagem precisava de alguém com a qualidade dramática da actriz que pudesse humanizar aquela que é uma das personagens mais humanas e fascinantes da história sobre a qual gira toda a tragédia sem sentido.

Na verdade estou a tentar lembrar-me de algo realmente mau para referir sobre este título na sua versão integral e não consigo; com excepção de um pormenor que mencionarei no final do texto.
O guarda roupa é outro pormenor extraordinário por exemplo. Tudo neste filme tem texturas extraordinárias em tons sépia e ocre e dá uma atmosfera realística a [“Musa the Warrior“] onde nem sequer nos lembramos que estamos a ver actores vestidos com fatos de cinema e tudo nos parece real como se estivessemos a acompanhar um documentário histórico através de uma qualquer máquina do tempo.

Uma nota especial para a realização que soube como ninguém equilibrar as sangrentas cenas de luta espectaculares com os momentos mais dramáticos e humanos de toda a história com um estilo tão natural e orgânico que nem sentimos a presença do realizador por detrás da câmara; muito menos nos parece estarmos a acompanhar um argumento para cinema pois tudo nos parece extremamente real.
Além disso [“Musa the Warrior“] conta com uma colecção de cenários naturais que irá agradar bastante a quem gosta de ambientes orientais exóticos, especialmente se gostarem de aventuras passadas em desertos ou na Rota da Seda onde se misturam todo o tipo de culturas orientais. Não há grande variedade em termos de locais mas o que existe está fantástico e cheio de atmosfera, especialmente o forte em ruinas do final junto ao mar.

[“Musa the Warrior“] na minha opinião tem um pormenor muito fraco que se o filme não fosse tão bom poderia ter arruinado por completo todo o trabalho extraordinário que foi feito na criação de ambiente.
A banda sonora é péssima !
Muito, muito má mesmo !
Salvo o main theme e um par de melodias mais tradicionais ao longo do filme que são excelentes, tudo o resto é composto por ambientes sonoros com uma sonoridade totalmente contemporânea, onde até se usa e abusa do sintetizadores ao pior estilo anos 80.

Não compreendo de todo como raio se coloca uma música destas num filme deste. Até nos créditos finais, ainda mal estamos a absorver o excelelente final dramático entra-nos pelos ouvidos uma canção pop completamente deslocada de toda a atmosfera e isto é um bom exemplo do que acontece várias vezes ao longo do filme. Felizmente não nos colocam mais canções pop pelo meio mas é horrivel estarmos a ver uma sequência de acção fantástica de depois toda a envolvência musical é composta por melodias em estilo moderno e efeitos sonoros de sintetizador que parecem pertencer a tudo menos ao filme medieval que supostamente deveriam ajudar a ilustrar.
Não fosse tudo o resto em [“Musa the Warrior“] tão bom e esta banda sonora incompreensível teria arruinado por completo todo o trabalho da equipa de produção.
Salva-se o main theme que está no trailer, mas o resto das músicas é mesmo muito mau e completamente ilógico.

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CLASSIFICAÇÃO:

Não há muito mais que eu possa dizer além do que já referi nas linhas acima.
A versão integral de [“Musa the Warrior“] é absolutamente notável em todos os aspectos, salvo na banda sonora muito fraca.
Quem não procura mais que um bom filme de aventuras com alguma profundidade pode perfeitamente comprar o dvd com a versão curta de 130 minutos que ficará muito bem servido, embora essa não valha mais do que quatro tigelas de noodles se eu a fosse classificar aqui.
No entanto quem quiser ver um extraordinário filme medieval com lutas inesquéciveis, decapitações clássicas, sangue em baldes e tudo complementado por uma carga dramática fantástica onde até os personagens secundários são inesquecíveis não pode de forma nenhuma perder a versão integral que infelizmente ainda só se encontra apenas em torrents e é um verdadeiro mistério não ter sido esta a versão editada em dvd fora da Coreia do Sul.
De qualquer forma, cinco tigelas de noodles e um golden award para a versão integral de [“Musa the Warrior“] pois é absolutamente genial em todos os sentidos, excepto na péssima banda sonora.

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A favor: os personagens são fantásticos e todos têm o seu momento e importância para a história, o filme na sua versão inegral tem uma carga dramática excelente que nos faz ainda vibrar mais com as batalhas, não tem herois nem vilões mas apenas pessoas em guerra, tem as melhores cenas de luta á espada que encontrarão num filme medieval, decapitações inesquecíveis e montes de tripas e baldes de sangue por tudo o que é frame neste filme, grande sentido de aventura cruzando com um bom drama humano, tudo muito bem equilibrado por uma excelente realização e direcção de actores naturalmente, se gostam de paisagens com desertos vão adorar isto, grande guarda roupa, as cores e texturas por todo o lado e o ambiente totalmente realistico, tem uma boa história de amor embora bastante contida, esquecemo-nos que estamos a ver um filme e os 155 minutos da versão integral passam mais rápido que os 130 da versão reduzida.
Contra: salvo o main theme a banda sonora é do piorio com muitos sintetizadores e sonoridade contemporânea que quase arruinam toda a atmosfera visual desta obra prima medieval, curiosamente tem muitas semelhanças com o “Warriors of Heaven and Earth” e quem já tiver visto o outro não apanha surpresas nenhumas com o final deste [“Musa the Warrior“]

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=C7Vg1HcgL8U

Comprar a versão curta editada fora da Coreia do Sul (130 min)
Está a preço da chuva na Amazon Uk

Comprar Versão Integral na Austrália
http://www.ezydvd.com.au/item.zml/230719

Download da Versão Integral (154 min)

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0275083/combined

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Taegukgi hwinalrimyeo (The Brotherhood of War/Irmãos de Guerra) Je-gyu Kang (2004) Coreia do Sul


Lamento o atraso na colocação de novas reviews, mas tenho andado muito ocupado a publicitar o meu trabalho de banda-desenhada (podem descarregar os PDFs GRÁTIS no meu website) e por isso apesar de ter visto inúmero cinema oriental nas ultimas semanas tem sido complicado arranjar tempo para escrever. Mas vamos a isto…

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Como eu tenho a mania de que não gosto particularmente de filmes de guerra, mantive este dvd na prateleira (literalmente) desde o último Natal pois apesar de o ter comprado na amazon.uk junto com mais um par de filmes orientais em promoção nunca tive muita vontade de o ver.
Agora que já o vi trés vezes em menos de cinco semanas, se calhar gostei mesmo muito mais disto do que alguma vez pensei que iria admitir.

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Antes de mais, se calhar é melhor dizer logo que este filme tem uma boa edição em dvd portuguesa e de certeza que ainda o encontram á venda nos cestos de promoções dos hipermercados e wortens, pois há alguns meses pelo menos aqui pelo Algarve eram aos quilos a menos de €5 na altura. E eu burro, nem assim comprei o filme, pois como já disse, parece que tenho a mania de que não gosto de filmes de guerra e não me apeteceu comprar o dvd.
Não sejam burros como eu e se encontrarem a edição portuga disto á venda sugiro que se joguem a ela pois ao contrário da edição inglesa que eu tenho, a portuguesa até trás extras e tudo. O que é de estranhar pois normalmente as edições portuguesas de cinema oriental são do piorio.

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Rezam as crónicas que este filme foi criado pela mesma equipa técnica que produziu o impressionante “Assembly” e deixem-me dizer-vos que se nota !
Aliás, eu que fiquei absolutamente surpreendido com a escala épica das cenas de guerra desse filme posterior, devo dizer que se calhar ainda prefiro as sequências de batalha neste [“The Brotherhood of War“] pois têm uma atmosfera diferente, bem mais dramática, sangrenta e estão cheias de momentos politicamente incorrectos que  não são habituais num filme de guerra made-in-hollywood.

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Enquanto em “Assembly” a guerra era representada de uma forma épica com centenas de soldados aos tiros em [“The Brotherhood of War“] a violência é mostrada quase isoladamente num estilo caso a caso, criando um suspanse e uma angústia permanente no espectador pela quantidade de sequências com muito sangue, lutas corpo a corpo, tripas e baionetas quanto baste. Neste aspecto, o filme cumpre totalmente enquanto cinema de guerra e vão poder ver nele muita coisa que nunca viram mostrada desta forma.

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Isto não quer dizer que não tenha também os seus momentos épicos com imagens fabulosas. [“The Brotherhood of War“] está cheio de sequências com milhares de soldados em cenas de guerra grandiosas que irão agradar até ao mais devoto fã do Soldado Ryan.
Todo o filme tem um sentido épico único, até mesmo nas cenas em que não existe guerra no ecrã, isto porque cheira a super-produção por todo o lado e em cada frame que vemos temos sempre uma orquestração de personagens e ambientes em grande escala que não desapontará quem gosta de histórias maiores do que a vida.

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Mas a grande mais valia de [“The Brotherhood of War“], está no facto de apesar de ser um filme oriental visualmente esplendoroso, nunca se esquece dos seus personagens.
Como sabem, quanto a mim um dos grandes trunfos do cinema oriental face ás modernas produções americanas está no facto dos orientais conseguirem sempre dotar de humanidade até o mais simples personagem e também aqui não é excepção, pois as sequências podem ser espectaculares mas muito dessa espectacularidade vem do facto de haver um grande suspanse perante o destino dos personagens, isto porque o espectador fica realmente a gostar daquelas pessoas.

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Outro grande ponto positivo é que em [“The Brotherhood of War“], não existem maus nem bons.
Aliás, duvido que este filme alguma vez pudesse ter sido produzido na América onde as audiências-teste ditam os resultados do que se vê no ecran.
Se [“The Brotherhood of War“] tivesse sido alvo de um desses testes, aposto convosco que mais de metade das audiências americanas a meio do filme já nem haveriam de perceber quem era o heroi.
E pior ainda, haveria de haver pessoas que ficariam muito baralhadas pois nesta história nada é o que parece e muitos dos twists de argumento em [“The Brotherhood of War“] seriam suficientes para fazer com que muita gente não gostasse do filme porque os herois “são maus”. Resumindo nesta história não há herois de guerra á americana e logo irão perceber o que quero dizer quando acompanharem esta história fabulosa.

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Estamos perante um grande filme de guerra, com guerra, mas também sobre a guerra e sobre o que esta pode fazer a pessoas simples quando são confrontadas com uma realidade da qual não podem escapar.
Custa-me estar aqui a escrever sem lhes revelar logo grande parte da história, por isso se calhar é melhor estar calado e não dizer muito mais. Apenas lhes posso garantir que [“The Brotherhood of War“] é tudo menos uma narrativa com uma estrutura previsível e é esse o seu grande trunfo.
Até mesmo quando parece que vai tomar o partido da Coreia do Sul e vilanizar a Coreia do Norte, o argumento volta a surpreender com um par de twists que os vão deixar agarrados á cadeira e a questionar tudo e mais alguma coisa a partir desse momento até ao final.

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Já agora uma nota muito positiva para a parte romântica da história.
Nunca paro de me surpreender como o cinema oriental consegue criar histórias de amor grandiosas recorrendo na sua maioria das vezes a pormenores minimalistas que quase nem se notam ou parecem ser particularmente importantes.
Em [“The Brotherhood of War“] a parte dedicada ao romance dos protagonistas nem deve ocupar ao todo dez minutos de ecran num filme que tem mais de duas horas e meia, no entanto se gostam habitualmente de cinema oriental romantico, sugiro que espreitem também este filme, mesmo até que nem gostem de cinema de guerra pois não se irão arrepender.
Há mais humanidade em 10 minutos de sequências emocionais envolvendo o pequeno romance dos personagens nesta história do que em muitas supostas histórias de amor saídas do mercado americano ultimamente e portanto posso garantir-vos que se procuram um bom filme de guerra com uma pitada (tão pequena que nem se nota) de romance quanto baste [“The Brotherhood of War“] é o vosso filme. Preparem os lenços de papel.

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Não posso deixar de falar também na fantástica banda-sonora deste filme asiático feito na coreia do sul. Na verdade não há muito para dizer, apenas que a música é perfeita para enquadrar todo o ambiente e faz um trabalho excelente na criação de emotividade em muitas sequências. Como tal se gostam de grandes partituras orquestrais épicas com um sabor melodioso intermédio vão adorar também a música que ilustra esta história.

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CLASSIFICAÇÃO:

Uma verdadeira surpresa e um dos melhores filmes com guerra que alguma vez vi. Provavelmente um dos melhores filmes de guerra de todos os tempos dentro do cinema comercial. Como blockbuster poderá ser uma obra prima do cinema oriental pela sua qualidade de entretenimento que não fica nada atrás do que melhor se produz na América.
Joga perfeitamente com um sentido épico de espectáculo que nos diverte, horroriza e ao mesmo tempo nos emociona ao longo das suas duas horas e meia que passam num instante sem darmos por isso.
Cinco tigelas de noodles e um Golden Award porque este é um daqueles filmes que merece ser revisto.

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A favor: é assim que se faz um filme de guerra, mais uma vez o humanismo da caracterização dos personagens, o excelente trabalho de todos os actores com destaque para os protagonistas inclusivamente o actor mais velho, as constantes reviravoltas da história, a total variedade das sequências de acção que nunca se repetem ao longo de todo o filme, os fabulosos efeitos especiais a todos os níveis, ultra-violento e cheio de sangue e balas quanto baste, completamente politicamente incorrecto nos dias que correm no que toca á caracterização de “maus” e “bons”, contém uma minuscula mas inesquécivel história de amor que culmina num dos pontos altos de maior suspanse em todo o filme e os fará roer as almofadas, a banda sonora é excelente, fotografia idem, tem um ritmo narrativo perfeito que nunca se perde num emaranhado de sequências de guerra e onde há sempre espaço para os personagens respirarem, há já algum tempo que não via um filme Sul Coreano com uma cena de despedida numa estação de comboios e já estava a sentir falta disto. Ninguém filma cenas de despedida com comboios como os Sul Coreanos !
Contra: não escapa aquele estilo épico comercial a que inclusivamente estamos habituados no cinema americano no entanto neste caso isto nem sequer é algo particularmente negativo…apenas não me lembro de mais nada verdadeiramente detestável para referir. O estilo “fofinho” habitual nas histórias de amor orientais pode enervar quem não pode com isso apesar desta até ser apenas uma breve sequência.

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TRAILER

http://www.youtube.com/watch?v=DCnyJZafn-w&feature=related


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Comprar
A edição de 1 disco que eu comprei foi esta. Aproveitem porque está a menos de 4 libras. 😉
Brotherhood [DVD] [2004]

Sem extras mas com uma qualidade fantástica a nível de som e imagem.

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0386064/

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