Snowpiercer (Snowpiercer) Bong Joon-Ho (2013) Coreia do Sul – França – Eua – República Checa


Eu sei que este blog nos últimos tempos parece ser apenas sobre filmes que eu acho extraordinários, mas como não tenho tido muito tempo para ver cinema, tenho andado a tentar selecionar os títulos que me parecem mais prometedores e por acaso tenho acertado em cheio em coisas absolutamente fascinantes.
E atípicas também.

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Neste caso, [“Snowpiercer”] é não só um dos melhores filmes de ficção-científica que alguma vez me passaram pela frente como ainda por cima é mais um filme oriental que a um primeiro olhar parece ser apenas mais um produto americano made-in Hollywood. Que, diga-se já de passagem ainda não estreou nos States (e como tal parece que nem irá chegar a cinemas portugueses), porque os distribuidores ocidentais do outro lado do oceano exigem que o realizador corte pelo menos 25 minutos para tornar o filme menos denso em termos de história e focar-se mais na porrada imbecil como habitualmente.

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Até há alguns dias atrás eu nunca tinha visto qualquer publicidade sobre a sua existência, não fazia ideia que estava planeado sequer e curiosamente apesar de tentar andar a par sobre o mundo do cinema, nunca tinha visto qualquer menção a [“Snowpiercer”] em parte alguma até um amigo me recomendar o filme no outro dia; desconhecendo também por completo que isto seria cinema oriental.
O que não deixa de ser particularmente estranho, pois o filme está carregado de conhecidos actores ocidentais, não só europeus, como americanos e inclusivamente australianos.

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E um dos americanos é precisamente o mesmo actor que está bastante popular por causa dos filmes do Capitão América, por isso ainda mais surpreendido fiquei quando percebi quem era aquela cara que já tinha visto em algum lado e me deparei com uma estrela de Hollywood num filme Sul Coreano. Ainda por cima num papel de anti-heroi bastante negro que não passaria na censura do país da democracia e liberdade se o argumento deste filme tivesse dependido da aprovação de um qualquer executivo de estúdio cinematográfico habitual.

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Todo o conceito de [“Snowpiercer”] inclusivamente no tipo de produção, recordou-me imediatamente filmes orientais como “Virus” naquela “tradição” oriental/japonesa que havia em finais dos anos 70 quando contratavam estrelas ocidentais de toda a parte do mundo para as misturarem com actores asiáticos e criarem épicos de cinema catástrofe/aventura com um elenco enorme e totalmente multi-cultural.
[“Snowpiercer”]é um desses filmes e apesar de ser essencialmente um filme de grupo, acerta logo em cheio na forma como gere o seu elenco. Isto porque é um daqueles raros filmes em que todos os actores têm realmente um papel importante na história não se limitando a ser peças de cenário para fazer o herói brilhar, como aconteceria de certeza absoluta se isto fosse mais um típico enlatado americano.

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E de que trata este filme então ?
Bem, acima de tudo deixo ficar já aqui um aviso muito importante.
Se tal como eu nunca ouviram falar de [Snowpiercer], façam o que fizerem, não leiam nada sobre ele (além desta review sem *spoilers*), afastem-se de tudo o que lhes possa estragar as (muitas) surpresas que a progressão da história contém e sinceramente…meus amigos… não vejam o trailer antes de verem o filme também.
Curiosamente o trailer desta vez está bem feito e não estraga nada felizmente, mas acreditem-me, especialmente se gostarem de ficção-cientifica (estilo steampunk até), façam como eu fiz e partam para [Snowpiercer] sem tentar saber absolutamente nada sobre ele. Vão por mim. O impacto vai ser bem melhor.

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É que ainda por cima neste caso [“Snowpiercer”] está realmente carregado de surpresas. Não só na história, como uma das suas grandes mais valias, está no facto de ser um daqueles raros filmes em que por muito que tentemos imaginar o que pode acontecer a seguir, raramente conseguimos adivinhar o que vai aparecer no écran e isso é muito raro hoje em dia. O filme está carregado de surpresas não apenas no argumento escrito, mas principalmente conta com momentos visuais daqueles mesmo – WOW não estava mesmo nada á espera que isto aparecesse agora !!!

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[“Snowpiercer”] é um filme de Bong Joon-Ho, o mesmo realizador que fez o fantástico Sul Coreano “The Host” e que há alguns anos atrás redefiniu o cinema de monstros pela densidade e forma como mais do que mostrar o monstro, mostra como as personagens são afectadas por ele.
Curiosamente Bong Joon-Ho, conta de novo com os dois fantásticos actores principais de “The Host”, novamente no papel de pai e filha e em certas alturas não conseguimos evitar a sensação que a sua relação quase parece uma continuidade de um filme para o outro embora os seus personagens desta vez tenham um par de características bem particulares que não posso agora revelar.

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Outra coisa que adorei nesta história, foi a sua atmosfera visual numa mistura absolutamente perfeita entre o melhor da estética oriental e aquele estilo de banda-desenhada europeia do final dos anos 70 que já faz muita falta actualmente. Pelo que notei, adapta uma novela gráfica francesa actual que eu desconhecia em absoluto mas que no entanto me parece estar mais perto do estilo manga do que própriamente dentro da linha tradicional franco-belga.
No entanto, por outro lado, quem gosta daquele género de histórias de banda desenhada europeia com uma intensa aura negra passadas em futuros distópicos e um estilo visual a roçar a paleta de cores de autores de Bd como Bilal, ou Serpieri (com o seu Druuna por exemplo), vai adorar o que irá encontrar estéticamente em [“Snowpiercer”]. Em muitos momentos faz lembrar até o traço de Rosinsky (o autor de Thorgal), pois alguns cenários têm ali qualquer coisa de gráficamente familiar e vai encher as medidas de quem já tem saudades de uma boa estética de banda desenhada antes dos comics terem formatado tudo ao estilo americano sem um pingo de imaginação.

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Portanto, mais uma vez aviso. Afastem-se de tudo que lhes possa estragar as surpresas deste filme. Especialmente não tentem ver mais imagens sobre ele para além da fotos que lhes mostro neste blog.
Muitas das surpresas em [Snowpiercer] são visuais e vocês não querem dar cabo daquele momento de pura surpresa que há tanto tempo anda afastado do cinema comercial que nos chega da américa onde os trailers contam os filmes de uma ponta a outra.
Por isso se procuram um produto realmente diferente e onde podem voltar a sentir aquele ambiente de maravilhoso e de total imersão num mundo imaginário sem que lhes tenham estragado as reviravoltas todas este filme é o filme que procuraram durante muito tempo.

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[“Snowpiercer”] é também intensamente violento, por isso preparem-se os mais sensíveis. Contém aquele estilo de –crueldade– muito característico nas histórias intensamente dramáticas a que estamos habituados no cinema oriental e só por ali, nota-se que este é um daqueles produtos que não sofreu qualquer -suavização- por parte dos habituais censores de Hollywood que actualmente insistem sempre que um filme de terror tem que se “adaptar” todas as idades de modo a rentabilizar nas bilheteiras gringas e “gringadas” pelo mundo fora que tem que comer com essencialmente com a distribuição americana, que desde há décadas adora mutilar filmes “estrangeiros” cortando-os, remontando-os e destruíndo-os para se adaptarem áquilo que muitos executivos acham que deve ser –o gosto- mais rentável das plateias americanas e americanizadas.
Portanto, neste filme, a história é pesada, muitas surpresas podem até considerar-se chocantes e o politicamente incorrecto abunda.
E ainda bem, pois este mundo apocalíptico sem esses pormenores não seria o mesmo nem seria tão convicente.

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A história deste filme se não tivesse sido contada da forma que foi, teria perdido toda a sua alma e ainda bem que isto é do mesmo realizador Sul Coreano de “The Host” pois ele é especialista em criar cinema espectáculo tão impressionante quanto qualquer coisa saída de Hollywood sem no entanto se esquecer dos personagens.
Acima de tudo [“Snowpiercer”] é sobre as pessoas e vocês quando chegarem ao final da história vão lembrar-se de igual forma de todos os personagens e não apenas do -“herói”. Até porque heróis é coisa que não há por aqui.

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Resumidamente e sem lhes estragar nada, [“Snowpiercer”] conta a história de um comboio que percorre o planeta sem nunca parar (porque senão tudo congela), trilhando a única linha férrea mundial que existe, após a Terra ter mergulhado numa nova idade do gelo.
Em 2014 ao tentarem resolver o problema do aquecimento global espalhando um produto na atmosfera que iria agir com um escudo para radiações, essencialmente os políticos destruíram o mundo pois o produto teve um efeito tão bom que mergulhou a Terra numa temperatura glacial durante décadas tendo aniquilado a população mundial inteira com excepção das pessoas que conseguiram entrar num comboio experimental que tinha sido construído por um magnata dos transportes. O mesmo que agora vivendo na carruagem da frente é dono e senhor das vidas de todas as pessoas que vivem a bordo, o que inevitávelmente dá origem á típica história sobre regimes totalitários que o trailer indica mas que vai muito mais além daquilo que vocês possam imaginar.
Ah e se pensam que este é mais um daqueles em que depois se descobre que afinal havia mais sobreviventes algures pelo planeta e de seguida o herói encontra essa gente, há uma revolução e coisa e tal, esqueçam.
As 1000 pessoas do comboio são mesmo os últimos mil sobreviventes à superfície do planeta Terra.
Vão adorar.

Snowpiercer

[“Snowpiercer”] consegue ser ao mesmo tempo, uma história de ficção científica com um bom conceito, um filme de acção ao melhor estilo Hollywood e um drama intenso completamente politicamente incorrecto como há muito tempo não se via dentro do cinema do género.
Cada carruagem do comboio tem as suas características muito pessoais e que servem como metáfora para se falar sobre uma série de temas  pertinentes e onde muitas vezes até no meio das mais intensas cenas de acção não deixam o espectador parar de pensar. Óbviamente que um filme assim teria ir á tesoura nos Estados Unidos.

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Acima de tudo tem aquele factor surpresa que eu adoro encontrar no cinema e que é cada vez mais raro neste mundo. Este filme está cheio de pequenos detalhes que o enriquecem em muitos aspectos, (especialmente a uma segunda visão) e a minha vontade era aqui comentar detalhadamente sobre os melhores momentos, mas não o posso fazer. Num mundo onde os trailers com que somos bombardeados mesmo que não os queiramos ver nos retiram por completo o prazer da descoberta de um filme, neste caso se vocês se mantiverem longe de tudo o que lhes poderá destruir o mistério, então irão dar por bem empregue o vosso tempo e apanhar o queixo do chão umas quantas vezes ao longo de toda a história. Garanto-vos.
Afastem-se até das imagens do filme espalhadas pela net, pois algumas revelam boas surpresas em termos de personagens e vocês querem partir para [“Snowpiercer”] sem saberem nada dele.

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Como já referi isto é essencialmente um trabalho de grupo e não há propriamente um personagem principal embora alguns se destaquem. Para além dos actores sul coreanos de “The Host” que mais uma vez têm uma empatia absolutamente perfeita, a mistura com o elenco internacional cria uma sensação de realismo excelente; mas é Tilda Swinton que arrebata o filme em cada cena que aparece como a ministra fascista. Vão adorar odiar o seu personagem pois é ao mesmo tempo, ameaçador, cómico e trágico.

Snowpiercer

O -“Capitão América”- Chris Evans surpreendeu-me pois não esperava uma prestação tão intensa e perfeita de alguém que normalmente se vê limitado a entrar em pastilhas elásticas para adolescentes e pouco mais quando trabalha na américa. Tem um dos melhores monólogos do filme numa cena arrepiante só pela forma como o actor interpreta o texto e que acaba por ser outra das chaves da história, conduzindo-nos até ao seu final. Um final que quanto a mim deixa algo a desejar mas nem por isso é menos adequado, pois eu sinceramente numa história destas também não saberia bem como a terminar. O filme tem sempre tanto impacto a todo o momento, que inevitávelmente o final se calhar sofre um bocado por não ser própriamente surpreendente ou intensamente chocante.

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Nota especial também para a participação do “TintinJamie Bell com um personagem cativante numa prestação dramática excelente e para John Hurt e Ed Harris que com a sua habitual presença carismática dominam cada cena em que entram.
E claro também para todo o elenco secundário; algumas caras conhecidas inglesas e não só que povoam este úniverso bem negro mas muito bem imaginado e plenamente bem executado pela realização dinâmica e segura de Bong Joon-Ho num filme onde não se perde um fotograma na montagem e onde tudo, até o mais pequeno pormenor aparentemente desinteressante importa para o desenlace final e contribui para estar sempre um passo á frente do que o espectador pensa que vai acontecer.

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Portanto como não quero estragar o filme a ninguém fico-me por aqui e vamos a isto.

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CLASSIFICAÇÃO

Este filme entra directamente para a minha lista de filmes favoritos de ficção-científica pois é uma das melhores co-produções internacionais dos últimos anos e que demonstra bem o que se pode fazer dentro do cinema comercial quando não há interferência directa de Hollywood no seu processo criativo.
Quando eu pensava que já não havia imaginação dentro da ficção-científica cinematográfica; salvo raras excepções que normalmente são fracassos por tentarem sair da habitual fórmula a que os “adolescentes” comedores de milho estão habituados, eis que me deparo com [“Snowpiercer”]. Dos raros filmes de FC que são tão bons quanto um bom romance do género e portanto recomendo vivamente a quem procura algo fora do habitual que contorna hábilmente as inevitáveis cenas previsíveis e nos surpreende a cada instante até ao minuto final.
Cinco tigelas de noodles por mostrar que afinal ainda há gente a fazer ficção-científica adulta algures neste planeta.

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A favor: É ficção-científica para adultos a sério ao melhor estilo clássico, consta que é uma boa adaptação de uma nova BD europeia mesmo, não é nada politicamente correcto e é até bastante pesado e cruel em certas alturas chave, muito violento com baldes de sangue e tripas quanto baste, psicológicamente anda sempre na corda bamba entre até onde pode ir para não chocar demasiado o espectador ao mesmo tempo que o diverte pela espectacularidade de grande parte das cenas, está cheio de surpresas e não é tão previsível quanto poderão pensar, excelente cenas de acção, óptimos personagens, um design incrível com muita inspiração steampunk, um par de vilões extraordinários, agarra-nos do principio ao fim e nunca deixa de surpreender o espectador. Tem inclusivamente algum humor bem negro nos sítios mais inesperados.

Contra: Eu por mim ainda teria ido mais longe na violência e nas cenas repugnantes pois mesmo assim aposto que houve por aqui alguma contenção para não afugentar as plateias, não vai ter uma sequela e é pena; não ficamos com vontade de o rever muitas vezes e será um daqueles que veremos uma vez por ano ou algo assim simplesmente porque fica bastante na memória.

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CENSURA: O filme não foi lançado nos estados unidos e provavelmente irá ter uma distribuição muito pequena, porque o realizador Sul Coreano Bong Joon-Ho, se recusa a cortar os 25 minutos de cenas que a “censura” americana insiste de forma a que este possa ter uma classificação “mais familiar”, deixe de ser pesado e passe a ser mais “comercial“.
Será possível que ainda exista esta imbecilidade de tentarem destruir um filme absolutamente brilhante na sua forma original só para o adaptarem ás audiências americanas e pior, ás audiências  – americanizadas ?!!
Portanto se não for lançado nos estados unidos numa grande escala, muito certamente não chegará aos nossos cinemas pois todo o percurso de distribuição de cinema de grande público nas nossas salas está refém das políticas de distribuição controlas pelos estúdios de Hollywood.
Deve ser com políticas destas que esperam controlar a pirataria…

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NOTAS ADICIONAIS:

Trailer

https://www.youtube.com/watch?v=r6UmqNuMdY4

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Página oficial de Facebook
https://www.facebook.com/pages/Snowpiercer/304469566338971

Comprar
Ainda não existem edições inglesas e claro muito menos portuguesas. Apenas foi lançado em frança bem antes até de estrear no cinema cá pelo ocidente. Isto claro,  devido aos problemas de distribuição mundial porque esta é essencialmente controlada por Hollywood que exige cortes para colocar o filme nas salas americanas e americanizadas internacionais dos multiplexes que as companhias americanas controlam pelos nossos shoppings e não só.
A edição francesa á venda na amazon-fr, apesar de constar ser técnicamente excelente não contém legendas em inglés, (muito menos em portuga, claro), o que vai complicar o visionamento de muitos dos diálogos em Sul Coreano, pois o filme tanto é falado em inglés como em sul-coreano claro está, embora não sejam muitos.

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IMDB
http://www.imdb.com/title/tt1706620/

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Kiseichuu: kiraa pusshii (Sexual Parasite Killer Pussy) Takao Nakano (2004) Japão


Sexo e deboche.
Miudas orientais nuas, mamas por todo o lado e pouca-vergonha da boa quanto baste com boé de lésbicas de olhos em bico á mistura.
Agora é que este blog vai triplicar as visitas.
Bem-vindos a [“Sexual Parasite Killer Pussy“].
E não, vocês nunca viram nada assim.

Se calhar depois desta primeira imagem eu já nem precisava dizer mais nada mas…vocês nunca viram uma chungaria como esta e também nunca viram tanta gaja nua e tanto sexo numa recomendação deste blog.
Fica desde já aqui o aviso que este titulo não será própriamente recomendável ás minhas leitoras mais sensiveis.
Além disso este texto poderá tornar-se inclusivamente bastante chunga para condizer com o filme.
[“Sexual Parasite Killer Pussy“] é puro cinema exploitation que se assume como chungaria libidinosa para machos ainda mais grunhos desde o primeiro minuto e como tal só agradará aquele público que curtir o género e entrar neste universo sem qualquer preconceito pois aqui nada é para ser levado a sério.
É um titulo totalmente despretencioso e nota-se que o objectivo foi mesmo criar um produto que divertisse por (não) ser tão chocante, tendo o resultado sido brilhante na minha opinião e não estava nada á espera disto.

Este é o tipo de filme que se fosse bom, teria sido péssimo.
Como é péssimo, logo é totalmente genial. Porque é do piorio. Mesmo !
Tudo falha em [“Sexual Parasite Killer Pussy“] , logo tudo acerta em cheio porque nada funciona.
E se nada funciona temos um filme totalmente divertido a muitos níveis e este é um daqueles títulos em que se sente que os criadores se devem ter divertido bastante a fazer o pior que podiam para nosso prazer.

Tudo o que é cliché chunga está neste filme, a começar pelo sexo. Montes de sexo.
E se procuram um filme de terror, esqueçam. Isto só pode ser para rir.
Aliás, se este filme tem uma falha gravíssima é precisamente por causa do sexo.
Não por este estar sempre presente ;(o que foi, não gostam ?), mas porque alguém deveria ter tido coragem de ter ido mais longe embora seja esta indefinição que remeta este titulo para o género dos chamados Pink Films.
[“Sexual Parasite Killer Pussy“] só por um triz não é um filme porno totalmente hardcore e merecia ter sido.
Não me surpreenderia de todo se inicialmente tivesse sido pensado como tal.

Este titulo merecia ter sido um filme porno plenamente assumido, isto porque se assim fosse teriamos tido aqui um daqueles raros exemplos de cinema pornográfico que realmente cativaria o público não só pelo sexo mas porque seria um titulo divertido mesmo nas cenas onde não há miudas nuas a comerem qualquer coisa.
Aliás, nunca se percebe bem se [“Sexual Parasite Killer Pussy“] é uma história escrita para mostrar miudas e rapazinhos no deboche de dez em dez minutos com uma história de terror á mistura, ou se será uma história de terror com sexo inserido a martelo porque fica sempre bem mostrar umas gajas nuas a se comerem umas ás outras, a serem comidas pelo elenco masculino, ou a comerem o elenco masculino.

A esta altura vocês devem estar a pensar que já viram dezenas de filmes com adolescentes onde há sempre a inevitável cena com sexo ou pelo menos miudas com mamas boas á mostra por dá-cá-aquela-palha. Se estão a pensar nos habituais filmes de terror teen americanos, deixem-me dizer-lhes que as cenas de sexo neste [“Sexual Parasite Killer Pussy“] são um bocadinho mais ousadas do que costuma passar por erotísmo nas produções da terra do tio Sam e eu não estava nada á espera disto, pois pensava que ia encontrar o típico título de terror com monstros e adolescentes e mamas ao léu em moldes mais ocidentais mas filmado no Japão.

Fiquei com a ideia de que isto será inclusivamente uma daquelas produções com actores porno que querem dar o salto para o cinema-mainstream. Um pouco como os filmes “normais” em que a Tracy Lords, a Ginger Lynn ou o Ron Jeremy costumam entrar para mostrar que são mais do que um pedaço de carne, pois só assim consigo explicar até a própria ousadia sexual de alguns momentos presentes em [“Sexual Parasite Killer Pussy“].

As miudas em [“Sexual Parasite Killer Pussy“] têm mesmo um certo ar chunga natural o que só lhes fica bem.
Aliás, quando a melhor performance do filme vem do monstro de plástico a gente percebe logo que isto só pode ser um titulo de qualidade a sério.
Qual Casablanca qual quê ! Ainda me vêm falar dos clássicos ! Eu queria ver a Ingrid Bergman a representar da mesma forma com um alien com dentes a sair da vagina !
E depois ainda dizem que o pessoal do cinema chunga não sabe representar ! O mundo é muito injusto.
Por outro lado este é o filme certo para desmistificar aquele ar de miuda fofinha oriental a que estamos habituados nos filmes do Japão, porque pelo menos eu com aqueles grandes planos de mamas no ecran a todo o instante a meio do filme já nem me lembrava que “Be with You” existia !

Portanto meus amigos, (e quem sabe, amigas), se gostam de vaginas vão gostar deste filme.
Por outro lado, [“Sexual Parasite Killer Pussy“] pode dar cabo da vossa vida sexual por uns tempos.
Depois de verem isto, a vossa vida nunca mais será a mesma.
E já agora, nunca mais irão para olhar para Alien da mesma forma também pois inevitávelmente  irão sempre recordar-se que um dia viram um dos piores clones do género que alguma vez julgaram ser possivel e de repente o monstro a sair do peito de John Hurt já não lhes irá parecer tão fantástico assim. Nada se compara a uma boa vagina com dentes.

Possivelmente será um dos piores filmes que alguma vez vi e portanto ao contrário do que vocês pensam, este segue já com a minha mais alta recomendação apesar da nota mediana que irá levar no final.
[“Sexual Parasite Killer Pussy“] é tão mau, mas tão mau que se torna absolutamente divertido e irressistível e vai encher as medidas de todo o pessoal que costuma chegar até este blog á procura de filmes com miudas orientais nuas ou quem está á procura de um daqueles verdadeiros títulos de culto dentro do cinema oriental a pedir uma descoberta.
É este !
E só tem 60 minutos !!!
A sério.
É bem pequeno mas parece muito maior porque tem sempre tanta coisa a acontecer a todo o instante que nunca dá descanso ao espectador e por isso garanto-vos que se gostarem de cinema de baixo orçamento, têm aqui provavelmente a melhor produção sem-orçamento do cinema oriental que alguma vez poderão encontrar pela frente.

O que me leva ás coisas positivas.
Tem gajas nuas e sexo.
Adolescentes imbecis aos bocados, castrações á dentada, baldes de sangue e muito terror de meter medo.
Mais gajas e mais sexo.
Mamas.
Vaginas com dentes e meninas lesbianas orientais, o que é sempre bom.
E também tem indios da Amazónia.

Eu disse, indios da Amazónia.
Bem, na verdade, é apenas um indio da Amazónia.
E suspeito que não terá própriamente nascido no Brasil. Ou já agora, que viva na Amazónia. (Vide senhor á direita na foto acima.)
Será certamente o primeiro  indio nativo da Amazónia a ter nascido no Japão e a viver algures num jardim botânico em Tokio, o que só demonstra o cuidado que houve nesta produção carregada de localizações deslumbrantes e efeitos especiais que os irá fazer cair para o lado.
De tanto rir.

Depois de ver a criatura de [“Sexual Parasite Killer Pussy“] eu juro que nunca mais faço comentários depreciativos em relação aos milhares de Godzillas made-in-japan com os seus fantásticos efeitos especiais estilo Power Rangers.
Isto, porque este monstro vaginal presente agora neste filme bate tudo o que vocês possam imaginar no que toca a monstros de plástico.
E já lhes falei das cenas de acção e violência ?

[“Sexual Parasite Killer Pussy“] além de ser chunga sexualmente e parecer-se a todo o momento com um daqueles posters para camionistas mas com gajas que mexem as mamas, é também um verdadeiro filme do Rambo, onde não falta a clássica sequência em que o heroi, neste caso a heroína se arma com tudo o que tem á mão e mete uma fita na cabeça, aqui num excelente cruzamento entre John Rambo, Helen Rippley e puta da esquina.

Depois a rapariga entra por uma onda de violência verdadeiramente arrepiante quando se lança á caça das outras gajas boas que entretanto ficaram possuídas pelo monstro e numa cena extraordináriamente cruel, espanca (mas com muito carinho) a outra chavala chungosa do filme na melhor cena de espancamento com um tubo de metal que vocês alguma vez verão num filme para gajos de barba rija.

Entretanto, há mais umas mamas e umas cenas de quecas orientais pelo meio para não desanimar o pessoal.
Tudo regado a banhos de sangue e muito gore.
Se é que se pode chamar gore a isto, pois comparado com [“Sexual Parasite Killer Pussy“], o filme “Hell” made-in-tailandia é um verdadeiro Sexta-Feira 13.
Querem tripas ? Querem entranhas banhadas em sangue e verdadeiros momentos nojentos com pessoas decepadas ?
Não é aqui neste filme.

O que levam daqui são cenas geniais com tripas feitas de tubos e mangueiras pintadas de vermelho e uma castração hilariante quando um dos rapazinhos é literalmente comido por uma das miúdas.
E já agora, [“Sexual Parasite Killer Pussy“] dá um novo significado ao sexo-oral também.
Como podem ver este filme tem tudo ! Excepto cinema talvez…
Por isso como podemos não gostar desta obra-prima ?
Os melhores 60 minutos que vocês poderão passar a ver um filme se entrarem no espírito da coisa.

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CLASSIFICAÇÃO:

Vejamos…o filme é brilhante. Por isso não se deixem ficar pela minha singela classificação de apenas trés tigelas de noodles, até porque não poderia classificar isto de outra forma. Se curtem cinema de culto ultra-chunga, acrescentem-lhe mais um par de tigelas de noodles por vossa conta.
O filme é mau como o raio, mas é essa a sua grande força. Por outro lado é do piorio. Mas é bom.
E tem miudas chungosas orientais nuas em montes de deboche. E vaginas com dentes.
É boooooom !

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A favor:  É completamente chunga e um excelente exemplo daquilo que é designado por Pink films no japão, tem gajas nuas, tem sexo, tem meninas lesbianas, tem mais gajas nuas, tem mamas por todo o lado, tem mais meninas lesbianas, tem mais sexo, tem chungaria que nunca mais acaba, não tem orçamento nenhum, parece um soft-porno inacabado com montes de sangue e monstros á mistura, tem mais mamas, tem mais deboche, tem violência de cair a rir, efeitos nada especiais, e mais sexo, gajas nuas outra vez, quem sempre quis saber como é o interior de uma vagina não é aqui que vai encontrar a resposta, é um filme de terror que não mete medo, os monstros são de plástico e nota-se,  tem uma vagina com dentes, tem castrações á dentada, tem violência erótica com tubos e canos (não é isso seus tarados), tem mais sexo, não se leva a sério, tem apenas 60 minutos embora para mim a duração ideal seria 69 pois as cenas eróticas são mais ousadas do que é costume encontrarmos neste tipo de filmes de terror com adolescentes imbecis, quem gosta do Brain Dead ou Bad Taste de Peter Jackson não pode perder isto.
Contra: quem não percebe onde está a piada no cinema de culto ultra low-budget não vai conseguir olhar para este excelente exemplo do exploitation oriental  trinta segundos sequer, devia ter sido um porno totalmente assumido pois assim parece que lhe falta coragem de ter ido mais longe nas cenas de sexo.

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NOTAS ADICIONAIS:

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=vsgDN2AjN8w&feature=related

Comprar
http://www.amazon.com/Sexual-Parasite-Sakurako-Kaoru/dp/B000XSKDLU/ref=sr_1_3?ie=UTF8&qid=1314306110&sr=8-3

Download com legendas em PT/Br

IMDB

http://www.imdb.com/title/tt0434125/

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Narok (Hell) Tanit Jitnukul; Sathit Praditsarn; Teekayu Thamnitayakul (2005) Tailândia


A genialidade do cinema Tailândes para produzir filmes absolutamente inacreditáveis não pára de me surpreender embora  nada me preparasse para me divertir tanto num filme chamado [“Hell”].

Ainda estou a tentar perceber se o filme foi feito assim de propósito ou se isto deverá ser mesmo para rir.
É que pelo trailer pelo menos fiquei com a ideia de que alguém levou esta história mesmo muito a sério e [“Hell”] supostamente deveria ser um filme de absoluto terror aterrorizantemente aterrorizante que visaria explorar o pecador que há em nós, mas…
Então porque raio é que isto é uma das melhores comédias dos últimos anos ?

Estou muito baralhado. [“Hell”] é absolutamente hilariante e tem tanta coisa divertida que nem sei por onde pegar.
Para começar é um daqueles filmes maus como o raio e um titulo que encheria de orgulho o próprio Ed Wood se este tivesse nascido na Tailândia e fizesse filmes hoje em dia. Por outro lado, [“Hell”] acaba por nem ser tão mau quanto isso, porque até tem muitas coisas boas.

Tem um conjunto de personagens muito interessante e bem trabalhado que nos faz importar com o seu destino ao longo de toda a história. Além disso tem um ritmo narrativo excelente onde estão sempre a acontecer coisas e tudo o que acontece não só é diferente e criativo como interessante de seguir; o que não deixa de ser fascinante visto que pelo visto [“Hell”] teve trés realizadores por detrás da câmara para filmar 90 minutos de aventura e fantasia.
A verdade é que tudo resulta bastante bem e nem se nota que foi um trabalho tripartido por várias pessoas.

[“Hell”] começa bastante bem, com um prólogo de mais ou menos 15 minutos onde se conhecem as vidas normais dos protagonístas e onde nada remete para aquilo que depois o filme vai mostrar. Esse início está bastante bem trabalhado e em breves vinhetas percebemos logo que os personagens não só são bastante variados como as suas vidas e problemas cativam o espectador sem precisar de haver grandes diálogos ou momentos de exposição.

No entanto quando começam as sequências sobrenaturais é que as coisas aquecem (hehe) !
[“Hell”] conta a história de um grupo de pessoas que sofrem um acidente de automóvel e são levadas em coma para o hospital. Apesar de apenas um deles estar morto e ter ido parar ao inferno o problema é que a sua alma arrastou consigo os espiritos dos companheiros que se econtravam no limbo devido ao coma e toda a gente subitamente se vê transportada para o Inferno (esse mesmo) numa espécie de viagem de finalistas com muitas surpresas á mistura.

Quando estes chegam ao Inferno,  parece que de repente voltamos aos anos 80 e áqueles filmes que tentavam copiar Conan o Bárbaro de John Millius mas faziam-no sem orçamento nenhum filmando tudo numa pedreira local com montes de gente em tronco nu e machados de plástico. Como tal a primeira impressão que temos do Inferno enquanto espectadores é que o filme está lixado pois tudo vai ser do piorio dali para a frente.

Na verdade, é e não é.
Eu explico.
Tendo em conta a óbvia falta de orçamento de [“Hell”] não deixa de ser muito surpreendente constatarmos no ecran o esforço dos criadores deste filme para tentarem criar ambientes épicos larger than life sem terem dinheiro para o fazer correctamente.
Como tal, mal chegamos ao local onde as coisas começam a ficar quentes, constatamos que o Inferno é mesmo uma colecção de maus efeitos digitais no pior estilo Photoshop amador como já vem sendo tradição no moderno cinema Tailandês e onde parece que ninguém leu o manual de como se faz uma boa montagem digital.

Além disso, também não deixa de ser infernal termos que levar quase sempre com um incómodo filtro vermelho constante por cima de quase todas as sequências no exterior do Inferno. Sim, porque o Inferno também tem interiores.
Na verdade o Inferno parece ser um mundo de fantasia fascinante e onde se nota um grande esforço para tentar criar uma atmosfera infernal coerente a todo o instante por parte dos criadores do filme.
É como uma espécie de Terra Média (onde nem faltam uns gajos tipo Huruk-Hai), montada a Photoshop e filmada numa pedreira atrás do estúdio local, mas não há dúvida que a coisa até resulta bem melhor do que eu alguma vez esperaria quando me apareceram pela frente as primeiras sequências passadas no Inferno em [“Hell”].


Essencialmente ficamos a saber que o Inferno tem uma saída e que independentemente dos erros que tivermos cometido na Terra quando acabar a nossa pena lá , temos direito a uma nova reencarnação.
É assim como ir á tropa para os comandos, sofrermos como o raio na recruta mas depois seguir em frente depois de todas as torturas, o que não é um mau conceito, tendo em conta que na versão ocidental do local parece que a malta fica lá para sempre se for parar ao Inferno.
Neste não e como tal quando os herois descobrem esse pormenor todo o filme gira em volta da sua tentativa de voltar para casa, até porque quase todos foram lá parar por engano.

Tudo isto resulta bem em [“Hell”], a ideia está engraçada, nota-se o esforço para criar um mundo paralelo com identidade e a estrutura de filme de fantasia até quase resulta.
Então porque isto é tão hilariante assim ?
Bem para começar as cenas de terror são de cair a rir. [“Hell”] esforça-se tanto por ser um filme gore daqueles extremos ao nível nojento que á força de tanto exagero acaba transformado num desenho animado da Warner Bros com bocados de corpos a saltar por todos os lados.

As cenas de tortura em [“Hell”] são a melhor comédia involuntária dos últimos anos e são tão crueis e sangrentas que não conseguimos conter as gargalhadas, especialmente na sequência em que os herois exploram a área onde as almas pecadoras são retalhadas, sangradas, enforcadas, esquartejadas, queimadas vivas, violadas, etc, etc, etc.
Tudo hilariante!
A sério, este filme tem as cenas de terror mais cómicas dos últimos anos, precisamente porque parece levar tudo aquilo muito a sério e a ideia parece ter sido a de arrepiar o espectador tentando-o convencer a levar uma vida sem pecado, pois de outra maneira irá acabar neste sítio.
Aliás , toda a premisa em [“Hell”] é de que isto é uma história verdadeira. Acreditem se quiserem.

[“Hell”] é um filme tão pregador e moralmente educativo que mais parece um produto encomendado por uma daquelas igrejas evangélicas para assustar os fieis, pois isto é a típica e hilariante visão do inferno que costumam impingir e não tenho a mínima dúvida de que para muita gente [“Hell”] mais do que um filme de terror, será mesmo um documentário ! 🙂


Não há muito mais para dizer sobre isto. É divertidissimo, tem tanto aspecto positivo quanto negativo e mesmo assim, muito do negativo acaba por se tornar positivo. Isto porque esta coisa de se conseguir fazer um mau filme, tão mau que se torna genial não é para toda a gente mas estes tipos conseguiram-no plenamente.

[“Hell”] é genial em todos os sentidos porque é mau demais para ser verdade e no entanto resulta num nível completamente diferente do pretendido originalmente, aposto. É um série B de fantasia curioso, é uma comédia involuntária e pretende ser um filme de terror e esforça-se tanto por isso que a coisa segue exactamente o rumo oposto.
E ainda bem, pois nunca viram nada assim.
Eu por mim, depois disto só me apetece ir pecar.

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CLASSIFICAÇÃO:

Um verdadeiro filme de culto a pedir que seja descoberto.
Uma das melhores comédias involuntárias dos últimos tempos e mesmo assim consegue ser um filme de aventuras divertido com uma boa utilização do sobrenatural e algum drama bem inserido pelo meio.
É um produto muito estranho mas que resulta a vários níveis e vale mesmo a pena ser visto pelo menos uma vez, tanto por quem gosta de filmes de terror gore, como por quem quer ver um filme de fantasia com um conceito curioso.
Trés tigelas e meia de noodles, porque vale mesmo a pena e é bem mais divertido do que parece á primeira vista.

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A favor: bom grupo de personagens, conceito curioso e com detalhes bem desenvolvidos na história no que toca ao sobrenatural, tem baldes e baldes de sangue e pessoas a serem torturadas por todo o lado e por isso é hilariante porque nada resulta com o efeito de horror esperado, apesar do baixo orçamento a criação do mundo do Inferno está bem conseguida e variada quanto baste em termos de ambientes, tem um bom ritmo narrativo e está sempre a acontecer qualquer coisa divertida, tem tudo para se tornar num grande filme de culto pois é uma sangrenta e divertida aventura.
Contra: parece uma história moralista de propaganda cristã evangélica e poderá ser considerado um documentário serissímo por muito boa gente, parece um filme encomendado por um daqueles movimentos Pro-Vida hilariantes pois está cheio de contos morais e castigos infernais contra quem aborta, os efeitos especiais são do piorio, nota-se que não houve grande orçamento até para os cenários que apesar de variados são algo despidos de pormenores.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=GDde_REU-Bo

Comprar
http://www.play.com/DVD/DVD/4-/933740/Hell/Product.html

Download aqui com legendas PT/Br

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0467628

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