5 Centimeters per second – (O Manga / Banda Desenhada – Romance / Livro original) – Versão integral – (Japão) – Makoto Shinkai / Yukiko Seike


[“5 Centimeters per second”] será não só o meu anime favorito de todos os tempos como principalmente uma das melhores histórias românticas que alguma vez encontrei no cinema oriental, senão talvez até a melhor, ou pelo menos a que me mais me marcou (a par com “Be with You”, “Il Mare” e mais umas quantas). É também considerado umas das histórias de amor orientais mais tristes de todos os tempos (no bom sentido) e quem gosta dele sabe bem porquê. Se não sabem basta irem ao Youtube espreitar as centenas de comentários de pessoas de todas as idades que se identificaram com esta pequena grande história.

Manga - Makoto Shinkai

Entrei muito tarde no cinema de animação de Makoto Shinkai. Há anos que ouvia falar maravilhas daquele jovem realizador que tinha revolucionado a forma de fazer animação por trabalhar essencialmente de forma caseira, inicialmente sózinho no seu quarto, depois sem estúdio, em apartamentos alugados com uma pequena equipa de amigos que se desfaz a seguir a cada filme e um sem número de particularidades que pela qualidade final de cada obra mal custa a crer que tenha sido produzida dessa maneira. Pela sua obra ser essencialmente marcada por produção “caseira”; desde o verdadeiramente amador “Voices of a distant star“, feito por Shinkai completamente sozinho durante meses a trabalhar no seu quarto, até ao mais recente “Garden of Words”, o facto dos seus filmes costumarem ter curta duração sempre me afastou da compra dos dvds durante muito tempo pois apesar das reviews excelentes, custava-me dar dinheiro por 45/50 minutos de filme em média e na altura raramente se conseguia arranjar cópias em condições na internet para espreitar primeiro. No entanto a partir do momento em que arrisquei a primeira compra e vi “Voices of a distant star” fiquei estupefacto com a qualidade do trabalho de Makoto Shinkai e nunca mais parei de seguir todo o seu trabalho subsequente, tal como “The Place Promised on Our Early Days”, “Journey to Agartha” e mais recentemente “Garden of Words” (com review para breve).

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De todo o trabalho de Makoto Shinkai aquele que mais me marcou foi sem sombra de dúvida [“5 Centimeters per second”]; 50 minutos de verdadeira poesia visual com uma história romântica que hoje em dia é das mais populares de sempre dentro do cinema oriental, principalmente pelo seu final devastador que se tornou comentado em todo o lado pelo murro no estômago que os segundos finais provocaram e ainda provoca nos espectadores. Principalmente pela sua simplicidade. Se procurarem nos foruns de discussão ainda hoje muita gente especula sobre o destino dos personagens, o que terá acontecido depois e tudo o mais que possam imaginar de interpretações pessoais para esta história que cada espectador vive à sua maneira.

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Não que [“5 Centimeters per second”] seja propriamente uma história abstracta, mas na verdade o final teve tanto impacto na audiência, que muita gente parece ainda querer encontrar novas pistas para um desenlace final que todos gostaríamos de ver para aquela história de amor animada mas que se existisse hoje não estariamos aqui a falar dela. Ora acontece que curiosamente existem algumas pistas espalhadas visualmente ao longo do filme que não se notam a uma primeira visão (se nunca tiverem lido o Manga) e que podem realmente ser interpretadas de uma forma que eventualmente nem estará particularmente longe da verdade. Quero dizer com isto, que [“5 Centimeters per second”] tem realmente mais história para contar do que aquela que apareceu “filmada” em 50 minutos por Makoto Shinkai no filme original.

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E tem história para contar não em filme, ou em qualquer extra do dvd, mas sim no argumento original que acabou sendo reduzido na versão de cinema mas que se transformou há pouco tempo numa banda desenhada Manga e num respeitável volume com mais de 500 páginas, tal como se fosse um comum romance de prosa. E é precisamente esse Manga que eu venho aqui agora recomendar.

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O Manga, de [“5 Centimeters per second”] conta muito mais detalhes sobre a vida dos personagens e quem adorou o filme vai ficar fascinado com as histórias paralelas e com as motivações por detrás do que foi mostrado sobre cada história no filme original.

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O Manga é essencialmente o romance completo e percebe-se que muito provavelmente seria demasiado detalhado para funcionar como filme. Certamente se este argumento tivesse sido adaptado ao cinema de forma integral o impacto emocional do momento chave da história na versão animada, iria ficar um pouco diluído pois aqui na versão integral há tempo para se ficar a saber um pouco mais sobre os destinos dos personagens e até para introduzir personagens novos que acabam por justificar muito do que já se tinha visto no filme e que levou tanto fan a especular durante tanto tempo pela internet fora.

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O Manga é de compra e leitura obrigatória para toda a gente que adorou a versão de cinema já editada em dvd há alguns anos e à venda na amazon Uk. Tal como o filme “Be With You” ganha outra dimensão quando se lê o livro original (apenas) só depois de vermos o filme, também aqui em [“5 Centimeters per second”], a leitura do romance em forma de banda-desenhada dá uma nova perspectiva a toda aquela história que os fans bem conhecem. Não só reproduz todos os melhores momentos do filme, onde não falta um suspense gráfico que resulta plenamente até mesmo em Manga, como com mais de 500 páginas ainda tem tempo para desenvolver e responder a muitas das interrogações e especulações dos fans.

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Conta obviamente com o mesmo final demolidor do filme, mas aqui em Manga acaba por não ter tanto impacto por um simples motivo. O livro não termina nesse momento ao contrário do filme e mesmo subjectivamente dá-nos um segundo final para especular quando de repente inesperadamente se conclui a parte central da história… ou talvez não.

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Como todos os fans do filme original sabem, [“5 Centimeters per second”] tem 3 partes e essencialmente duas histórias de amor; sendo a segunda aquela que é considerada por muita gente a parte vazia da história. Ora bem, no Manga essa parte já tem uma razão de existir e esse segundo segmento de repente parece fazer outro sentido. Por outro lado, percebe-se perfeitamente que o segundo segmento no filme nunca poderia ser “concluído” pois esse epílogo iria retirar todo o fabuloso impacto emocional que encontramos na versão para cinema.

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Sendo assim, o que mais dizer. Se gostam do filme [“5 Centimeters per second”] este Manga é de compra totalmente obrigatória. É no entanto um livro para adultos. Não no sentido erótico, mas no sentido emocional. Este Manga não é a típica história de aventura para adolescentes mas sim um romance sólido e adulto bem pensado enquanto história de amor para um publico mais crescido e que não fica nada a perder em relação a muitos conceituados livros em prosa.

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O Manga é escrito por Makoto Shinkai mas não é desenhado por ele. Isto talvez porque o próprio realizador já disse que não gosta nada de desenhar bonecos e o que lhe move artisticamente é desenhar paisagens e ambientes (o que se nota perfeitamente no seu cinema) por isso deixa a bonecada humana para um dos seus colaboradores. Ao contrário do filme este Manga depende totalmente dos personagens e não dos ambientes e portanto é perfeitamente natural que a história tenha sido apenas escrita por Shinkai e não desenhada por ele na sua versão em banda desenhada. O livro é desenhado por Yukiko Seike mas todo o espírito de Makoto Shinkai está perfeitamente retratado principalmente pela poesia da própria escrita do autor.

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A diferença entre o livro e o filme está nos pormenores extra sobre cada história de amor, no final adicional e no facto do filme falar sobre emoções através dos ambientes visuais magistralmente desenhados e pintados por Makoto Shinkai enquanto o livro vai buscar a sua força á expressividade dos personagens.

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CLASSIFICAÇÃO Se gostam de [“5 Centimeters per second”] vocês sabem que têm mesmo que comprar este Manga. Não vale a pena resistirem porque vão adorar.

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Cinco tigelas de noodles e um Golden Award porque esta é daquelas histórias que rebenta qualquer escala seja de que forma for apresentada.

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a favor: tem a resposta para quase tudo o que sempre quiseram saber sobre o que ficou por dizer no filme original, graficamente tem uma estrutura fantástica e consegue surpreendentemente manter suspense romântico até mesmo para quem já conhece o filme de trás para a frente, a humanização dos personagens mais uma vez é do melhor como em todos os trabalhos de Makoto Shinkai e toda a escrita é verdadeiramente poética. Tem mais de 500 páginas excelentemente ilustradas e com uma narrativa visual brilhante na forma como consegue retratar emoções.

contra: o impacto emocional do final cinematográfico é diluído por ainda existir um novo final a seguir a esse, o novo final também poderá ser demasiado subjectivo para muita gente, (inclusivamente já gerou muita discussão sobre o que significa na internet). O impacto visual é menor em relação ao filme, pois o Manga é a preto e branco e a história não assenta emocionalmente nos ambientes ao contrário do que acontece no filme. Não que seja algo verdadeiramente mau, pelo contrário, mas Manga e filme são realmente dois produtos diferentes.

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NOTAS ADICIONAIS

COMPREM-NA AQUI EM ESPANHOL
https://www.amazon.es/Cm-Por-Segundo-Makoto-Shinkai/dp/8416476454/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1479487364&sr=8-1&keywords=5cm+por+segundo

COMPREM-NA AQUI EM INGLÉS
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A minha review do filme original
https://cinemasiatico.wordpress.com/2014/05/11/5-centimeters-per-second-byosoku-5-senchimetoru-makoto-shinkai-2007-japao/

A minha review alternativa no meu blog sobre Cinema de Culto
https://universosesquecidos.wordpress.com/2016/11/18/5-centimeters-per-second-byosoku-5-senchimetoru-makoto-shinkai-2007-japao/

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Trailer https://www.youtube.com/watch?v=wdM7athAem0

Clip Contém *Spoilers* Por outro lado, se não viram o filme, também não irão notar. E mesmo que notem, eu até lhes podia contar o final em detalhe que não lhes estragaria a beleza do filme. Estão por vossa conta. 😉

https://www.youtube.com/watch?v=FJmvvZk4C1A
com legendas
https://www.youtube.com/watch?v=egCHrY_gHGg

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Comprar dvd na amazon UK
https://www.amazon.co.uk/gp/product/B0037B2WP0/ref=as_li_tl?ie=UTF8&camp=1634&creative=6738&creativeASIN=B0037B2WP0&linkCode=as2&tag=cinaosolnas00-21

O filme também está disponível numa copia legendada no youtube, mas não recomendo que o vejam assim. Este filme pede mesmo um bom ecran e principalmente um bom sistema de som pois muita da sua emoção vem da forma como usa a música. Não vejam o filme num simples ecran de computador.

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Se gostar deste vai gostar certamente de:

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FB

Hanamizuki (Hanamizuki ) Nobuhiro Doi (2010) Japão


Já tinha saudades de uma boa love story oriental e estava à espera de encontrar mais um filme que valesse a pena recomendar.
Ora pois bem, [“Hanamizuki”] é o motivo perfeito para voltar ao blog, por vários motivos até.

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Estranhamente apesar de “Be With You” ser para mim a melhor história de amor japonesa ,(a par com o fabuloso 5cm per second) e definitivamente um dos melhores filmes românticos que alguma vez me passaram pela frente, nunca me lembrei de procurar mais trabalhos do mesmo realizador. Talvez porque “Be With You” me tenha marcado tanto que se calhar me esqueci que aquela história não era real e que tinha na verdade também um realizador por detrás.

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Deparei-me agora com [“Hanamizuki”] há poucos dias e para minha surpresa descubro no Imdb que é o mais recente filme de Nobuhiro Doi, precisamente o realizador de “Be With You”.
A procura por cinema romântico segundo as minhas estatísticas continua em alta por aqui mas há muito tempo que eu próprio não encontrava algo que valesse a pena recomendar pois o mercado romântico oriental está cheio de cinema do género mas raramente aparece algo que fuja à rotina ou tenha um toque especial.

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Ainda [“Hanamizuki”] mal tinha começado e já tinha captado a minha atenção pois curiosamente havia qualquer coisa nesta história que me fazia mesmo lembrar a atmosfera de 5cm per second e portanto já não consegui parar de ver.
Mais uma vez quem conhece o cinema romântico oriental já sabe com o que pode contar, pois também este filme não foge muito à regra em termos de história; no entanto mais uma vez também estamos na presença de mais um filme que se torna especial não pela história formulática mas sim pela forma como o realizador a desenvolve.

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[“Hanamizuki”] tem uma coisa de que não nos apercebemos de imediato mas que se torna evidente no decorrer do filme; tal como em 5cm per second também aqui temos uma história romântica que assenta apenas naquilo que é mais comum da vida de qualquer pessoa. [“Hanamizuki”] não usa ou abusa dos clichés melodramáticos que costumamos encontrar nos dramas orientais.

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Curiosamente, tudo está montado em situações que poderiam bem acontecer e todo o suspanse romântico nunca deixa de ser construído numa base sólida de realidade. Desta vez ninguém vai morrer de cancro a meio do filme como acontece no popular cliché romântico do cinema oriental. [“Hanamizuki”] não precisa de artifícios desses para nos manter agarrados ao ecran e continuar interessados na vida de todas as pessoas que vivem esta história.

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Tal como em “Be With You” a narrativa é calminha, os personagens levam o seu tempo a serem construídos e durante algum tempo parece que a história nem vai ser particularmente interessante.
Por outro lado, a partir de certa altura, por qualquer motivo não conseguimos deixar de seguir o que irá acontecer a seguir pois quando damos por nós estamos interessados mesmo na vida daqueles personagens.

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Até o habitual triângulo amoroso aqui, está naturalmente inserido e não é atirado à cara do espectador apenas para aumentar o estilo telenovela. Faz lembrar um pouco o mesmo tipo de estrutura que apareceu também em “Koizora Sky of Love”; precisamente com a mesma actriz, onde também havia um triângulo amoroso perfeitamente natural e sólidamente construido.

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A história é bem simples, um rapaz pescador apaixona-se por uma rapariga que vai estudar para a universidade longe de casa e todo o filme é sobre como será possível manter o amor vivo através da distancia que os separa. Mais um paralelismo com 5cm per second que não se fica por aí pois inclusivamente a cena das pétalas é semelhante, apenas agora não se trata de um Anime.
Nesta história não encontrarão as habituais piroseiras telenovelisticas com rivalidades entre familias, menina rica-menino pobre, traições foleiras e idiotices do género.

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Com uma história destas não havia grande motivo para suspanse, mas a verdade é que o filme consegue criar um clima de incerteza até ao seu desenlace pois nunca temos bem a certeza se a história de amor terá um final feliz. Não por impedimentos melodramáticos mas pelo natural desenrolar das vidas perfeitamente comuns dos protagonistas e de toda a gente que os rodeia nesta historia.

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Aliás, outro ponto positivo são os personagens secundários e as pequenas historias que ocorrem nas suas vidas. Alguns apenas com breve momentos de écran mas que no entanto são suficientes para que como espectadores fiquemos interessados na sua felicidade também, até pelo bom trabalho dos actores secundários.

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Resumindo, como eu tenho por hábito não revelar nada sobre os filmes que recomendo pois ainda sou do tempo em que o prazer de ir ao cinema estava em não sabermos nada sobre o filme em cartaz, também não irei dizer muito mais sobre [“Hanamizuki”].

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A principio nem ia dar uma grande nota a este titulo pois na verdade á primeira vista parecia não me ter marcado muito, mas a verdade é que o raio do filme não me sai da cabeça há vários dias e sendo assim se calhar é daqueles que ainda se irá tornar um titulo especial na minha colecção de cinema romântico.

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Talvez a única coisa que lhe retire algum brilho está no facto de na minha opinião ter duração a mais. Algures pelo meio arrasta-se um pouco e se o filme tivesse 15 minutos a menos se calhar teria sido a montagem ideal para a história sem precisarem de esticar tanto algumas pequenas cenas.

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De resto todo o filme contém algumas imagens fabulosas, boa fotografia e além disso é passado junto ao mar. Só por isso leva logo mais um ponto. Ainda por cima mete comboios e faróis e qualquer história romântica oriental que meta faróis para mim só pode ser boa.

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CLASSIFICAÇÃO

Embora nem de perto se aproxime do impacto que “Be With You” do mesmo realizador causa, este [“Hanamizuki”] é uma excelente história de amor baseada essencialmente em pequenos pormenores da vida do dia a dia e por isso funciona muito bem e recomenda-se. Era para lhe dar três tigelas e meia de noodles mas leva quatro porque estranhamente este filme não me sai da cabeça há dias.

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Se procuram bom cinema romântico oriental e já viram tudo o que tenho recomendado aqui neste blog, então juntem mais este à colecção pois é muito bom e recomenda-se.
Quatro tigelas de noodles na boa.

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A favor: mais uma vez a humanização dos personagens neste tipo de histórias de amor aparentemente simples, excelentes actores e óptimo casting, consegue manter um bom suspense romântico até ao final, tem um par de momentos emocionais fantásticos, bons personagens secundários que nem precisam mais tempo de ecran para funcionarem plenamente, tem um certo sabor a 5cm per second e quem tiver gostado desse irá querer ver [“Hanamizuki”], tem imagens que ficam na memória e uma fotografia que dá vida aos ambientes geográficos onde decorre a história.

Contra: não tem o mesmo impacto emocional que “Be With You” do mesmo realizador nem a atmosfera inesquecivel de 5cm per second, se calhar não precisava de ter 128 minutos para contar a mesma história.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
https://www.youtube.com/watch?v=Wy5tACEEopg

cover

Filme completo no Youtube
https://www.youtube.com/watch?v=ai1AtMFrKvU

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt162928

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Outros títulos românticos totalmente recomendados:

 Be With You My Sassy Girl The Classic Il Mare

 capinha_love_in_space Fly me to Polaris capinha_in-the-mood-for-love capinha_midnight-sun

concerto_capinha_73x cyborg_she_capinha_73x capinha_my-girl-and-i

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A moment to remember (Nae meorisokui jiwoogae ) John H. Lee (2004) Coreia do Sul


Update: Esta review foi actualizada a 1-6-2014 também com a classificação para a versão longa do filme, mais abaixo.

[“A Moment to remember”], intitula-se originalmente – “Uma borracha na minha cabeça” – e é um filme sobre Alzheimer. Sobre o que acontece quando as nossas memórias pura e simplesmente são apagadas e sobre o que resta daquilo que fomos; colocando a questão – “será que ainda somos nós” ?…O que é que nos define ?…
Se investigarem este título na net, irão notar que será provavelmente a história de amor Sul Coreana que mais tocou o público ocidental; o que o torna talvez no mais popular filme romântico de que ninguém ouviu falar. Isto claro quando comparado com o cinema que consumimos nesta nossa parte do mundo. Ia haver um remake americano em estilo telefilme, mas consta que ficou no limbo, por isso deixem-no estar que assim é que está bem.

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Até eu que sou um fã total de cinema romântico oriental, fiquei bastante surpreendido com a adoração da qual este filme é alvo em praticamente todo o lado. Isto porque apesar de ser uma história excelente, nunca pensei que tivesse algo de extraordinário que o pudesse colocar ao lado de outros títulos que adoro com por exemplo “The Classic” (com a mesma actriz), ou “Be With You” (para mim o melhor filme romântico de sempre no cinema oriental).

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[“A Moment to remember”] parece ter tocado muito toda a gente que o viu e pelo que me tenho apercebido as pessoas ficam bastante emocionadas com o choque que apanham ao verem a forma como o filme retrata um doente de Alzheimer. Estou em crer que quem não passa por uma situação semelhante não faz mesmo ideia da realidade ao redor da doença e portanto acredito que muita gente ao ver esta história não estava nada preparada para os seus pormenores…perturbantes. Até porque o filme, por debaixo da sua capa de história de amor comercial não hesita em colocar muitas questões pertinentes sobre o tema e uma das suas mais valias está precisamente na forma como aborda a doença sem pudor ou sem tentar ir mais para além daquilo que a doença já traz de dramático.

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Curiosamente eu comprei este Dvd há uns dez anos, pouco tempo depois do filme ter saído, só o tinha visto na altura e tem permanecido na minha prateleira de coisas a rever este tempo todo. Isto porque inicialmente eu não tinha ficado particularmente impressionado com ele quando o vi pela primeira vez. Lembro-me de ter gostado mas de não me ter atingido com a mesma força de coisas como “The Classic”, “Be With You”, “Il Mare” ou “My Sassy Girl” por exemplo. No entanto nunca me saiu da memória, há anos que ando para o rever e falar sobre ele aqui neste blog, mas precisava distanciar-me do seu tema a nível pessoal, para poder voltar a pegar neste filme.

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E isto porque na verdade, se calhar a principal razão porque o filme não me tocou particularmente da primeira vez que o vi, foi porque eu estaria com todas a minhas defesas sobre o tema do Alzheimer activadas no máximo e portanto estaria naturalmente predisposto a que uma história assim não me atingisse de forma tão forte quanto atingiu muito do público que ainda hoje considera [“A Moment to remember”] possívelmente o melhor filme romântico Sul Coreano.
E não podia atingir-me da forma que me atingiu agora quando o revi ontem, porque na altura a história de [“A Moment to remember”] retratava essencialmente a minha própria história e mostrava essencialmente o meu dia-a-dia nessa altura. Como tal eu próprio estaria anestesiado perante tudo aquilo que o filme mostra e pelo visto chocou e tocou os outros espectadores que evidentemente não estariam inteirados do que se passa á volta do mundo da doença de Alzheimer, não só a nível do doente mas principalmente da perspectiva do prestador de cuidados.

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Acreditem-me nada na história de [“A Moment to remember”] se encontra exagerado. Nada se encontra “trabalhado” de forma a servir de truque cinematográfico para fazer as plateias chorar. Se [“A Moment to remember”] é considerado demasiado melodramático por algumas pessoas e é acusado de ser demasiado xaroposo, açucarado ou demasiado “inventado”, então é porque essas pessoas nunca viveram uma situação como a que é mostrada no filme na sua vida real.
Eu vivi.
Posso garantir-lhes que [“A Moment to remember”] se tem algum defeito é porque suaviza demasiado muitas das situações.
Se [“A Moment to remember”] tivesse entrado pormenorizadamente por alguns momentos que mostra na história, este teria sido um filme de terror insuportável para muita gente e deixaria de ser uma história romântica que o público conseguisse aguentar emocionalmente.

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Se o que podemos ver nesta história de amor Sul Coreana, é melodramático demais para ser real, é porque felizmente 99% do mundo não tem que viver a situação retratada no filme no seu dia-a-dia.
Acreditem-me. A realidade é muito mais melodramática do que poderão encontrar nesta produção sul coreana.
Eu sei, porque eu a vivi com os meus pais e tal como acontece com o personagem de [“A Moment to remember”] eu nunca poderia de forma nenhuma ter escolhido desistir. Portanto, meus amigos esqueçam a ideia que a história de amor deste filme está demasiado exagerada ou açucarada. Quando muito estará até algo contida visto a produção óbviamente ter preocupações comerciais.

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Outra das coisas que lhe apontam é a velocidade da degeneração mental da personagem principal, pois no filme tudo parece acontecer demasiado rápido, mas aí penso que é apenas um problema de montagem e do próprio “pacing” narrativo da história. Se calhar teria sido mais claro se tivesse havido uma melhor identificação visual da passagem do tempo.
Aliás, essa passagem do tempo sente-se na resolução das duas pequenas mini-histórias paralelas do filme que de um momento para o outro aparecem resolvidas sem darmos por isso.
Descobri há tempo que [“A Moment to remember”] tem duas versões; a versão distribuída fora da Coreia do Sul e a versão -longa- original que passou nos cinemas da região, que segundo me recordo de ter lido terá uns vinte minutos de cenas a mais.

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O dvd que eu tenho tem quase duas horas mas tudo se foca essencialmente nos personagens principais. De acordo como que li, parece que a versão longa do filme desenvolve muito mais em detalhe toda a parte da história a propósito da mãe do protagonista e também explica muito do que acontece em relação ao seu velho tutor. Tanto a mãe, como o personagem do tutor aparecem quase do nada a meio do filme e tudo parece ramificar-se na direcção dessas pequenas histórias. No entanto deixa-se de conhecer quaisquer detalhes do seu desenvolvimento e subitamente no final do filme esses dois personagens reaparecem de uma forma totalmente diferente e com os conflitos resolvidos sem que nós tivéssemos visto alguma coisa sobre isso.
Segundo o que li há um par de anos atrás, as cenas que foram retiradas para fazer a versão curta focavam precisamente esse aspecto e sinceramente não sei porque raio fizeram uma versão curta, pois os personagens secundários mesmo assim aparentam ser muito fortes e seria interessante podermos ver como todo o seu arco dramático em relação ao protagonista masculino desta história tinha sido resolvido.

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Talvez por isso, a versão curta crie uma excessiva ilusão de velocidade na parte que retrata o desenvolvimento da doença de Alzheimer na jovem protagonista. O meu conselho quando virem o filme é que não pensem muito no assunto e assumam todo o processo degenerativo da sua condição como natural, até porque por experiência própria posso garantir-lhes que num caso como é retratado no filme, uma pessoa pode realmente mudar em pouco mais de um ano e portanto esqueçam aqueles comentários que dizem que tudo está demasiado dramatizado para se tornar melodramático. Não está.

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Esquecendo agora o tema do Alzheimer por momentos, como filme romântico [“A Moment to remember”] é realmente um triunfo.
O facto de ser um produto comercial não lhe retira de todo o mérito, porque acima de tudo ao contrário daquilo que costuma passar por cinema romântico made-in-hollywood, mais uma vez temos aqui uma história de amor oriental com personagens realmente vivos e com muita alma.
Cedo nos esquecemos que estamos a ver um filme, pois toda a gente nesta história poderiam ser pessoas reais e isto é uma das coisas que [“A Moment to remember”] faz muito bem.

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Inclusivamente, até em relação aos personagens secundários. A química entre os protagonístas e por exemplo o pai da jovem rapariga é excelente e nem por um momento nos lembramos que estamos a ver um trabalho de representação.
E por falar em representação, o trabalho dos dois actores que representam o casal do filme é absolutamente notável. [“A Moment to remember”] pode inclusivamente ser o exemplo perfeito daquilo que os Sul Coreanos melhor sabem fazer no que toca à criação de histórias de amor, por uma simples razão; ninguém melhor que eles sabem como criar personagens verdadeiramente humanos onde mal notamos que existe um trabalho de representação por de detrás. Este filme é mais uma verdadeira aula de como se consegue criar uma história com empatia no género romântico, inclusivamente sem precisar de fugir aos clichés do género. Está tudo na forma como se humaniza as relações e nesse aspecto o cinema da Coreia do Sul sabe muito bem o que faz.

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A primeira metade de [“A Moment to remember”] é extraordinária na forma como nos cativa para a relação daquelas duas pessoas e é um verdadeiro manual de como se criam personagens românticos aparentemente sem esforço algum. Tudo na história inicialmente nos agarra. A forma como o casal se conhece e todas as sequências e peripécias em que se envolvem até ficarem juntos são retratadas de uma forma fantástica, cheia de momentos de humor perfeitamente naturais e é impossível não ficarmos totalmente cativados pela vida daquelas duas pessoas.

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O realizador é brilhante na forma como usa o humor e o balança com pequenos vislumbres daquilo que irá ser uma tragédia. E faz isto tão bem, que mesmo já tendo visto o filme mais do que uma vez, dei por mim a desejar que nada de errado acontecesse com os protagonistas precisamente pela forma divertida e ligeira com que a relação deles está filmada logo ao inicio.
Depois a meio do filme o realizador tira-nos o tapete dos pés e (principalmente) o espectador que não sabe nada sobre a doença de Alzheimer apanha um choque de meia noite com o resto do desenvolvimento da história. Talvez por isso esta seja tão inesquecível para tanta gente.

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Pelo meio da parte trágica [“A Moment to remember”] consegue sempre inserir algum humor e nisso é um trabalho de mestre pois há partes do filme que balançam incrivelmente entre a comédia sul-coreana típicamente alucinada com o drama mais intenso. Quem teve a ideia de colocar o médico especialista de Alzheimer com aquele visual de cientista maluco em estilo Einstein colocou no filme um toque de génio, pois as cenas em que o personagem entra são ao mesmo tempo divertidas, tristes, trágicas, ligeiras e dramáticas. E ás vezes nem precisa aparecer muito tempo no écran para resultar em pleno.
Outro pormenor interessante é a forma como usa a música para criar ambiente e em particular música latina ao melhor estilo canção-cubana (?) em sequências que remetem bastante para o tipo de universo que encontramos em “In the Mood for Love” de Wong Kar Wai. Muito bom e diferente.

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[“A Moment to remember”] pode já ter alguns anos, mas continua realmente a ser uma das grandes histórias de amor Sul Coreanas. É o tipo de filme que inevitávelmente será sempre acusado de ser delicodoce e excessivamente comercial por ter sido cozinhado de modo a fazer com que as plateias chorem baba e ranho, mas eu sinceramente não entendo porque isso será motivo para se atacar o resultado, ou já agora este tipo de cinema em que os sul coreanos são mestres absolutos.
Se no cinema de terror ninguém se queixa quando todos os clichés estão bem usados e resultam em filmes assustadores, porque razão se deverá atacar o cinema romântico por ser melodramático se isso resultar em algo que toque realmente a alma das pessoas ?….
É que ao menos o melodrama no cinema oriental prácticamente resulta sempre em personagens realmente humanos. Tomara o cinema americano poder dizer o mesmo.
O filme é comercial ? É pois.
Melodramático ? Claro ! E neste caso com todo o direito pois a realidade que retrata é até bem mais melodramática do que eles apresentaram no écran.
E resulta ?
Se resulta !!!

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O final desta história é absolutamente demolidor pela forma subjectiva com que termina. Mesmo que o resto do filme não os impressione por aí além, se estiverem atentos aos pormenores e chegarem ao seu desenlace final sem gastarem umas boas fronhas de travesseiros, então é porque vocês não têm um batimento cardíaco e já estão mortos.
[“A Moment to remember”] é um título perfeito para justificar os segundos finais e de certa forma justifica plenamente este título permanecer na memória de tanta gente como uma das melhores histórias de amor saídas do cinema da Coreia do Sul nos últimos anos.

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CLASSIFICAÇÃO – para a VERSÃO CURTA (1hora e 57 minutos)

É realmente bem melhor do que eu me lembrava de ter sido quando o vi pela primeira vez há quase dez anos.
Se chegaram a esta blog procurando por cinema romântico oriental, então não perdem nada em começar por este título. Não será o meu favorito mas é uma das melhores histórias de amor que saíram da Coreia do Sul com toda a certeza, e até certo ponto, apesar de formulário é bem original pela forma séria como retrata a doença de Alzheimer.
Cinco tigelas de noodles forque é realmente excelente, especialmente nos minutos finais.
Não leva um Golden Award porque guardo a nota máxima para quando conseguir ver a versão integral um destes dias.

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A favor: a forma realística e sem preocupações politicamente correctas como retrata a doença de Alzheimer, a forma como a própria doença está usada para se contar uma história de amor formulática mas nem por isso menos cativante, o trabalho extraordinário dos actores, a química entre todos os personagens principais ou secundários, a primeira metade do filme e a forma como nos faz apaixonar por aquelas pessoas, a segunda metade do filme e a forma como destrói aquelas pessoas, a subtileza do humor nos momentos mais inesperados, a inesperada banda sonora com músicas latinas cria uma atmosfera romântica curiosa, os minutos finais da história e a imagem com que termina.

Contra: o constante – product placement – à Coca-Cola é um bocado evidente e até algo irritante por ser tão “forçado(?)“, aparentemente existem duas versões disto e a mais curta que é a que temos acesso tem alguns problemas de ritmo narrativo pois há cenas que aparecem e desaparecem sem grande explicação, na versão curta as histórias da mãe do protagonista e da sua relação com o seu mentor estão demasiado aceleradas, na versão curta a passagem do tempo não é bem demonstrada e cria a ilusão de que a doença da protagonista se desenvolve em pouco tempo, ainda há pessoas que pensam que a forma como a doença de Alzheimer está representada neste filme é exagerada…

NOTA: Estou a tentar encontrar o “directors cut” com a versão longa e conto conseguir ver o filme em breve. Assim que o vir podem contar com comentários adicionais sobre o mesmo aqui neste texto.

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—————————————UPDATE 1-6-2014———————————
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CLASSIFICAÇÃO – VERSÃO LONGA (2h e 25 minutos)

Acabei de ver finalmente a versão integral deste filme e como eu já esperava, a versão longa leva sem qualquer problema a classificação máxima.

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Além de tudo o que já referi na review a propósito da versão curta, esta versão integral resolve alguns dos buracos narrativos que agora deixam de existir.
Não só encaixam as cenas que estavam a menos envolvendo a mãe do protagonista como inclusivamente a passagem do tempo já se sente mais presente e real pois o filme inclui até bastantes pequenos pormenores sobre o que se passa no ambiente doméstico em redor quando alguém tem de prestar cuidados a um doente de Alzheimer.
Isto é mais uma vez dificil de explicar, mas além das cenas mais longas e que óbviamente tinham sido retiradas da versão curta; a meia hora de filme a mais inclui dezenas de breves momentos que ás vezes nem duram dois segundos no écran mas onde se visualizam muitos pormenores que só quem está neste momento a passar por uma situação semelhante ou tal como eu, passou por uma situação semelhante irá reconhecer e que no contexto do filme acabam por si só fazer toda a difrença, (por exemplo o maior destaque dado ás anotações por toda a casa (com que eu me identifico bastante)), entre muitos outros pormenores que dão realmente uma profundidade diferente à história.
Se a versão curta já era uma boa representação do que é a doença de Alzheimer, as dezenas de pequenos pormenores às vezes em meros segundos de écran na versão longa, fazem com que este filme practicamente não tenha falhas na forma como aborda a doença de Alzheimer ao contrário do que alguns críticos têm apontado. Mais uma vez volto a dizer. Se [“A Moment to remember”] é melodramático, não é por ter tiques de telenovela pirosa, mas sim porque a doença de Alzheimer É melodramática. E bem mais do que o próprio filme apresenta até. Confiem em mim.

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Meia hora faz uma grande diferença em termos de filme. Não o modifica própriamente e não perdem nada em ver apenas a versão curta mas não há dúvida que a versão longa é muito mais densa e bem mais cuidada. Inclusivamente o próprio “moment to remember” do filme ganha uma nova vida na versão grande, isto porque na versão pequena ficava-se com a ideia de que o momento especial do fim seria realmente toda a experiência da rapariga a partir do momento *spoiler* em que regressa à loja onde tudo começou. Na versão longa o ênfase está realmente naquilo que é o verdadeiro coração do filme no que toca à história de amor – a palavra “amo-te” – que não é colocada no centro do momento fulcral na versão curta por faltarem pequenos segundos de diálogo entre o pai da rapariga e o marido desta que já estão presentes na totalidade na versão longa. Como tal, o “moment to remember” na versão integral tem ainda um impacto maior por se tornar ainda mais simples e evidente. *fim do spoiler*.

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Portanto qual a versão a ver ? Qualquer uma delas, mas a versão longa é realmente mais profunda. Não só nos pormenores sobre o Alzheimer mas também na forma como solidifica a relação de todos os personagens ao longo do filme, inclusivamente dos secundários.
Por outro lado se vocês não estiverem muito por dentro do que é lidar com o Alzheimer se calhar não irão notar uma diferença substancial entre a meia hora a menos da versão curta e a meia hora  mais da versão longa.

Cinco tigelas de noodles e um Golden Award para a versão longa porque é realmente uma grande história de amor tendo por base uma situação real muito bem retratada ao longo de todo o filme.

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A favor: As cenas adicionais trazem nova vida a esta história e aprofundam bastante tudo o que parecia faltar na versão curta. O foco do momento final torna-se mais simples e ainda mais poderoso e inesquecível.

Contra: O personagem do mentor do protagonista continua um bocado á deriva apesar de tudo pois grande parte das novas cenas mais longas serviram essencialmente para aprofundar a relação entre o protagonista e a mãe.

 

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
O trailer contém spoilers mas sinceramente penso que não há qualquer problema pois não tem nada que vocês não estejam à espera e portanto não vai retirar o prazer e o impacto do filme.
https://www.youtube.com/watch?v=uo9WSLv-lzs&feature=kp

Videoclip
O mesmo vale para o videoclip. Com spoilers mas não vai estragar o filme, de todo.
https://www.youtube.com/watch?v=BP4cnZeubyg

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Comprar
A versão curta que eu tenho em dvd já está esgotada. Encontrei uma edição do director´s cut aqui…também esgotada, mas poderá aparecer de novo a qualquer momento. Estejam atentos.
http://www.yesasia.com/us/a-moment-to-remember-blu-ray-directors-cut-first-press-limited-edition/1024648818-0-0-0-en/info.html

Bluray na amazon.uk
http://www.amazon.co.uk/gp/offer-listing/B009P1VEPA/ref=dp_olp_0?ie=UTF8&condition=all

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0428870

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Outros títulos românticos totalmente recomendados:

My Sassy Girl capinha_love_in_space capinha_in-the-mood-for-love capinha_midnight-sun

Be With You Il Mare The Classic Fly me to Polaris

concerto_capinha_73x cyborg_she_capinha_73x capinha_my-girl-and-i

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…ing (…ing) Eon-hie Lee (2003) Coreia do Sul


Quando espreitei o IMDB a propósito deste filme esta manhã, a última coisa de que estava á espera era a de encontrar tão elevadas classificações por parte dos utilizadores, pois sinceramente estou quase convencido de que esta gente só pode ter visto um filme diferente do que eu vi ontem porque de outra forma não compreendo de todo a razão de tanto fascínio com este banal filme romântico.

[“…ing”] foi uma das histórias de amor sul-coreanas mais medianas que alguma vez me passaram pela frente e na minha opinião é o exemplo típico de que o facto de um filme romântico ser realmente cativante ou não, nem sempre precisa de passar por um argumento original.
É que [“…ing”] tem tudo no sítio, e tal como noutros títulos românticos não há aqui nada que já não tenhamos visto dezenas de vezes neste formato de histórias de amor; no entanto, mesmo com todos os ingredientes conhecidos, filmado da maneira mais tradicional possivel dentro deste género e contando com excelentes actores, este filme não me conseguiu cativar minimamente.

[“…ing”] não me provocou a mínima emoção e achei isto realmente muito estranho. Especialmente agora quando leio no IMDB que tanta gente se fartou de chorar com esta história ainda me estou a perguntar o que raio foi que eu não vi ?!!
É certo que o género está por demais batido, mas não é por uma história de amor seguir a mesma fórmula que um filme será menos interessante ou emocional. Mas então porque é que [“…ing”] me pareceu tão banal ?…

A partir de certa altura, fiquei mesmo com sensação de que isto seria uma daquelas produções ultra-comerciais totalmente encomendada pelos estúdios apenas para cumprir calendário e poder ter uma história romântica fofinha no seu catálogo de estreias de verão. Nem por um momento senti aqui aquele toque de que estaria a ver um projecto mais personalizado, pois uma coisa é certa, [“…ing”] está a milhas da identidade pessoal de um “My Sassy Girl“, de um “Il Mare“, ou até mesmo de um “Cyborg She” e como tal nunca me conseguiu cativar ao longo da sua duração pois sempre me pareceu que lhe faltava qualquer coisa.

Conta com um elenco excelente, personagens-tipo simpáticos e com um par de momentos cativantes, mas na minha opinião  nunca alcança qualquer tom emocional que tanta gente parece ter encontrado neste título.
[“…ing”] tem falta de qualquer coisa. A história é a típica tragédia adolescente sobre uma rapariga que está a morrer com uma doença rara qualquer que inclusivamente lhe deformou a mão mas que continua a tentar viver a sua vida o melhor que pode, sempre ajudada pela sua mãe que na verdade é a sua melhor amiga.
Um dia, um jovem alguns anos mais velho muda-se para a apartamento de baixo e tudo o que vocês imaginam que vai acontecer acontece.
Inclusivamente, o que seria de uma história de amor sul-coreana sem um twist ? [“…ing”] conta com uma pequena reviravolta algo inconsequente que mais parece ter lá ser metida a martelo porque a fórmula pedia que houvesse uma cena assim e portanto mesmo que lá não estivesse não haveria grande diferença.

Visualmente contém um par de imagens bonitas, mas também não surpreende ou cativa particularmente, talvez porque segue demasiado a própria cartilha de instruções para se criar cenas do estilo e como tal também aqui [“…ing”] não deslumbra.
É um filme estranho. Tem tudo no lugar certo, mas a fórmula desta vez não resulta e não se percebe bem porquê. Pelo menos eu não percebo.
Embora muita gente no Imdb pareça ter chorado baba e ranho com esta história fiquei com a ideia de que [“…ing”] só resultará bastante bem com aquele público que chega agora ao género oriental de histórias de amor em tom fofinho de meter vómito. Sinceramente não acredito que alguém que já tenha visto pelo menos metade das melhores obras que tenho recomendado aqui neste blog dentro deste género, consiga ficar tão impressionado com [“…ing”].

Quem nunca viu uma história de amor oriental e começar por este filme, muito provávelmente irá ficar totalmente fascinado com este romance, pois na verdade é um verdadeiro catálogo de tudo o que é bom no cinema asiático dentro deste género.
Contém suficientes diferenças entre o cinema americano supostamente romântico e o melhor do género oriental e por isso muito provávelmente será um filme surpreendente para que chega agora a este estilo de cinema e estaria convencido de que uma história de amor oriental seria igual ao que se produz de mais plástico em Hollywood.
Talvez tenha sido este o segredo do seu sucesso junto de muita gente, pois provávelmente funcionará bastante bem mesmo em termos emocionais se nunca viram uma história de amor comercial sul-coreana antes.

A protagonista é fantástica, a química entre ela e a actriz que faz de sua mãe é perfeita, tem um par de actores secundários muito engraçados, mas depois há qualquer coisa errada quando se trata da parte romântica, pois pelo menos a mim não me pareceu haver qualquer química entre o casal desta trágica história de amor e para mim essa foi a grande falha de [“…ing”].
Também senti que o argumento é algo paternalista e parece que a todo o instante o realizador e o argumentista nos estão a guiar pela mão indicando quando é a altura de rir, quando devemos chorar, etc. É certo que isto é uma característica comum a este género, mas neste filme senti que a presença do realizador se nota por demais, tentando tornar mais dramática uma história que na verdade nem tem alma suficiente para poder ser mais do que apenas uma tragédia adolescente pré-fabricada.

Não é um mau filme, é uma história de amor interessante com um par de momentos divertidos, mas se chegaram agora a este género há muito melhor por onde deverão começar e poderão muito bem deixar [“…ing”] para quando não tiverem mais nada para ver.
Muita gente fala também maravilhas da banda sonora, mas sinceramente nem me lembro dela para poder deixar aqui qualquer comentário relevante.

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CLASSIFICAÇÃO:

É um filme simpático, uma história de amor interessante mas pouco mais, parecendo uma espécie de equivalente do “Mulan” mas em versão história de amor sul coreana.
Não tem na verdade nada de realmente mau, mas também não tem nada de particularmente cativante e muito menos achei que será tão emocional quanto muita gente achou tendo em conta os comentários do IMDB.
Duas tigelas e meia de noodles por ser uma história de amor interessante e pouco mais pois foi uma dos romances mais banais e sem chama que já me passaram pela frente desde que cheguei a isto do cinema romântico oriental.

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A favor: não tem nada de verdadeiramente negativo.
Contra: falta-lhe qualquer coisa pois parece ter tudo no lugar certo mas não me provocou qualquer reacção emocional o que é bastante estranho pois não estava nada á espera disto numa história de amor sul-coreana, esforça-se demais por ser fofinho e muito trágico, talvez se note demasiado o esforço do realizador para manipular as emoções do espectador e isso tem exactamente o efeito contrário, o twist é interessante mas totalmente redundante, falta quimica romântica entre os protagonistas apaixonados.

PS: Para quem chega agora a este género romântico oriental, em vez de começar por este filme, recomendo vivamente que espreitem antes os títulos que recomendo no meu TOP DE CINEMA ROMÂNTICO ORIENTAL, por isso sigam o link. 😉

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=SSN1dAqJJPw

Comprar
http://www.dvdasian.com/_e/Korea/product/18132/_Ing_Special_Edition_Region_3_2_DVD_Set_.htm

Download aqui com legendas em Inglés

IMDB

http://www.imdb.com/title/tt0381838

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Outros títulos românticos (bem mais) recomendados:

Be With You My Sassy Girl Il Mare The Classic Fly me to Polaris

Love Phobia concerto_capinha_73x cyborg_she_capinha_73x

ditto_capinha_73x midnightsun_capinha my_girl_and_i_minicapinha

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Tada, Kimi wo Aishiteru (Heavenly Forest) Takehiko Shinjo (2006) Japão


Mas como é que estes gajos continuam a conseguir fazer isto ?!
Após dezenas de histórias de amor fofinhas sempre com uma base emocional semelhante o Japão consegue ainda pegar numa estrutura já usada mil vezes e no entanto voltar a surpreender pela humanidade dos desenlaces como se fosse a primeira vez que este tipo de argumentos estivesse a ser filmada.

Eu estou sempre a falar da mesma coisa no que toca a estas histórias de amor Japonesas (e Sul Coreanas também), mas é impossível recomendar mais uma boa história de amor cinematográfica saída daquelas bandas sem referir o habitual, pois continua a ser acima de tudo a principal diferença entre uma love-story oriental e o seu equivalente plástico produzido em Hollywood.
Mais uma vez temos pela frente um filme que não parece ser sobre nada de especial mas ao mesmo tempo consegue seguir rumos diferentes daquilo a que estamos habituados a ver no cinema ocidental do mesmo estilo. Se bem que dizer que existe um estilo semelhante no ocidente é esticar um pouco o conceito. Na verdade ninguém faz este tipo de histórias como os orientais e neste caso, mais uma vez os Japoneses.

Desta vez a minha proposta romântica chama-se [“Heavenly Forest“] e não sendo uma daquelas histórias de amor obrigatórias merece fazer parte da colecção de que gosta do género e já viu tudo o que tenho recomendado no blog.
O elevado número de pessoas que aqui chega procurando por histórias de amor demonstra que o género romântico oriental está vivo e recomenda-se por isso se o leitor só agora chegou a este cinema, até nem ficará mal servido se começar por ver [“Heavenly Forest“].
Não será completamente brilhante por qualquer motivo que ainda não consegui descortinar, mas é uma proposta muito boa para toda a gente que procurar um bom romance cinematográfico.
Surpreendentemente bem mais original do que aparenta pelo trailer ou mesmo até pelo que acontece na história durante a primeira hora de filme.

Se calhar é um filme que até irá agradar mais a quem já tiver visto muita coisa no género por uma simples razão.
Irá surpreender muito mais quem entra em [“Heavenly Forest“] totalmente convencido que já viu tudo isto mil vezes.
Isto porque mais uma vez temos outra história de amor adolescente (ou com jovens adultos) ao melhor estilo oriental e onde não falta o habitual twist no final.
Mas desta vez o próprio twist tem um sub-plot absolutamente simples que irá atingir como um tijolo na cabeça quem pensava que ia chegar ao fim tendo reparado em todos os pormenores, isto porque desta vez a surpresa não está na verdade na reviravolta mas sim na sua razão. E mais não digo.

[“Heavenly Forest“] conta a história de dois jovens universitários que ficam amigos porque ambos são pessoas solitárias e um dia se cruzam á beira de uma estrada (pelo visto no japão não é obrigatório os automóveis pararem numa passadeira se não quiserem).
Ela, uma rapariga que toda a gente considera estranha e algo nerd devido á forma infantil como se veste e age apesar de já ter 21 anos e ele um jovem solitário que se afasta das pessoas com medo que o cheiro de uma pomada que usa para um problema de pele lhe cause embaraços sociais. Como podem ver, isto começa logo de uma forma curiosa.

Quando começam a interagir no dia a dia, ambos descobrem a paixão pela Fotografia e a partir do momento que começam por explorar uma propriedade privada onde existe uma floresta isolada a sua amizade começa a ganhar raízes mais profundas. O problema é que o jovem alheio aos avanços amorosos da sua amiga, está no entanto apaixonado por uma colega de turma, a típica miúda gira e popular que já vimos mil vezes neste tipo de história.

Já vimos mil vezes neste tipo de história, mas nunca como em [“Heavenly Forest“].
Ao contrário do que seria de prever, desta vez temos aqui um triângulo amoroso absolutamente refrescante pela total ausência de drama, rivalidade ou tensões românticas estilo telenovela que estamos habituados a encontrar.
Quando tudo indicava que a partir do momento em que apareceu a miúda gira as coisas iam ficar absolutamente desinteressantes, os argumentistas usam esse novo personagem para humanizar também todos os colegas dos dois protagonístas do filme e criar um sub-plot sobre uma grande amizade entre colegas.

Por isso se também já esperavam que este personagem entrava na história para ser a bitch mimada e má como as cobras do costume, estão muito enganados e até vão gostar muito da rapariga.
Mais um pormenor dentro de uma história que apesar de simples não perde tempo em surpreender-nos constantemente precisamente pela simplicidade como nos apresenta sempre situações com que não contamos; o que não é de todo um feito menor num produto que á partida parece tão desinspirado e formulático, mas que está na verdade estruturado para nos esconder mesmo em frente da vista aquilo que depois irá causar o impacto emocional no fim da história.

[“Heavenly Forest“] contém pequenos pormenores e pequenas histórias paralelas (que só notarão a uma segunda visão, garanto-vos). No caso de toda a dinâmica entre os personagens principais e a rapariga gira da universidade [“Heavenly Forest“] ainda tem tempo para nos apresentar um dos momentos mais tocantes dentro da história de amor central quando, ainda a meio do filme este perde um momento a fazer-nos refletir sobre os caminhos das nossas próprias vidas numa sequência muito breve mas bonita em que se foca o valor da amizade no momento em que se assiste á despedida dos amigos quando concluiem a universidade. Uma cena que nem sequer precisaria de ter feito parte desta obra mas que lhe dá ainda mais humanismo e tornam o impacto emocional do final em [“Heavenly Forest“] ainda mais significativo.

Este é um daqueles filmes onde, como já disse, parece realmente que não se passa nada mesmo. Não existe uma relação romântica assumida própriamente dita entre os protagonistas, não verão – “I Love You” – por tudo quanto é canto e nem sequer há qualquer drama entre rivais pois toda a base de suspanse é construida através não do ciúme mas sim, da amizade. E sim [“Heavenly Forest“] tem suspanse romântico. Sabe-se lá como.
E é uma das mais valias deste filme.

[“Heavenly Forest“] é uma daquelas histórias que nós estamos a ver plenamente convencidos de que sabemos como irá acabar embora o facto de estar sempre a acontecer qualquer coisa diferente no ecran nos faça interrogar a todo o instante se saberemos mesmo tudo sobre a previsibilidade deste tipo de argumento…
Isto porque [“Heavenly Forest“] é um filme sobre pormenores.
E vocês nem imaginam como eu estou aqui a conter-me para não comentar os melhores, pois são precisamente esses que lhes estragaria por completo o emotivo final desta história.

[“Heavenly Forest“] tem tantos pormenores que vocês nem notarão pois estão tão bem disfarçados sobre a capa da banalidade quotidiana que lhes passarão todos ao lado até chegar o momento certo.
Como já disse, o twist neste filme é fácil de adivinhar, mas parece mesmo que os argumentistas estavam a dizer, – “ai pensam que toparam, tudo ? Pensam ? Tomem lá isto para não se armarem em espertos !”
Esta história é na verdade uma adaptação de um romance japonês com bastante sucesso e pelo que eu investiguei parece que este autor é especialista em escrever excelentes histórias de amor com base no que é mais banal no quotidiano e como tal não é de admirar que [“Heavenly Forest“] tenha resultado tão bem a esse nível apesar de parecer realmente um filme bastante normal e sem grande chama, especialmente para quem já viu muita coisa do género.
Não desistam porque irão gostar.

Na verdade, acho que é dificil não ficar hipnotizado com este filme. Até parece que os seus criadores percebendo que a história e a estrutura de [“Heavenly Forest“] poderia induzir em erro por ser algo tão formulático á primeira vista, decidiram usar então outros truques para nos prender a atenção.
Além do inesperado presente no argumento, este filme conta com imagens lindíssimas e não só nas cenas de floresta. Todo o filme parece estar filmado num formato widescreen tão largo que faz lembrar o velho formato empregue nos épicos estilo Ben-Hur da Hollywood clássica. O que não deixa de ser algo inesperado de ser empregue para filmar aquilo que parece uma simples história de amor adolescente.

[“Heavenly Forest“] contém uma profundidade de campo na sua maior parte das imagens que surpreende. Há paisagens incríveis neste filme, desde paisagens urbanas cheias de textura e movimento, até cenários absolutamente encantados nas partes em que os protagonistas exploram a sua floresta secreta longe da cidade. As cenas de floresta neste filme são absolutamente incríveis no que toca ao cuidado visual e quase que esperamos que apareça a qualquer instante um dragão ou uma fada pelo meio do filme que não nos surpreenderia de todo.

[“Heavenly Forest“] filma também Nova-York de uma forma refrescante e algumas das imagens mais bonitas desta obra são também captadas nos Estados Unidos mesmo no meio da Big Apple precisamente em alguns dos locais mais emblemáticos que já conhecemos de outros filmes e onde se faz uma homenagem visual a tudo desde “Manhattan” de Woody Allen , até “Once Upon a time in America” de Sergio Leone, o que só fica bem num filme que tem também como tema principal a paixão pela fotografia.
E por falar em fotografia, a cinematografia de [“Heavenly Forest“] é luminosamente fantástica. Este deve ser o filme mais refrescante visualmente que me lembro de ter encontrado em muito tempo. Não pela originalidade das imagens mas pelas cores que aparecem em cada frame e pelo tom caloroso a manhã de sol que percorre quase toda esta obra.

Antes que me esqueça, também, evitem ver o trailer deste filme antes de o conhecer e façam o que fizerem afastem-se da net e do google images no que toca a [“Heavenly Forest“] !!
Isto porque num filme sobre fotografia, uma das melhores cenas do final tem precisamente a ver com isso e a net, está cheio da emblemática imagem desta história que faz parte do emotivo final por isso não diminuam o impacto da história conhecendo de antemão a imagem ícone de toda esta história de amor e que está por todo o lado na net.
Fiquem-se pelas fotos que coloquei aqui neste texto, porque as selecionei cuidadosamente para não revelar nada de importante.

Sendo assim…

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CLASSIFICAÇÃO:

Quem procura mais uma boa história de amor oriental pode seguir para este bonito [“Heavenly Forest“] também.
Trés tigelas e meia de noodles porque é um filme com momentos muito bonitos e que vale mesmo a pena.
A única razão porque não lhe dou uma melhor nota é porque é um daqueles que não ficarão com muita vontade de o estar sempre a rever ao contrário de outras coisas que já recomendei por aqui.
No entanto não deixem que esta aparente singela classificação atribuída os impeça de procurar ver este filme pois vale mesmo a pena.

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A favor: parece um filme banal e formulático mas contém um par de boas surpresas que os irá espantar, a história de amor é muito boa e mais original do que parece, está cheio de pormenores que lhes vão cair em cima como um tijolo quando perceberem o motivo por detrás da reviravolta, contém imagens incriveis, as cenas do bosque são fabulosas em termos visuais, ás vezes parece um Anime romântico até porque a miúda fofinha parece saída de um desenho animado japonês mesmo, a cena do beijo a meio do filme é um espectáculo (embora a uma primeira visão não lhes cause a emoção que irá causar se o reverem depois de conhecerem tudo da história á volta desse momento), evita todos os estereotipos á volta de cenas de ciúmes ou rivalidades românticas e usa a miúda gira da universidade para criar um sub-plot sobre amizade que os irá tocar mesmo na sua brevidade, bons personagens, óptimo final.
Contra: parece um filme banal e formulático e demora algum tempo até nos agarrar especialmente se vocês já viram muito cinema romântico oriental (não desistam), por causa dessa estrutura algo normal e corriqueira mesmo até no final não é tão emocional como poderia ter sido (embora a concorrência nesse sentido seja forte com outros títulos como “My Sassy Girl”, “The Classic” ou “Il Mare” e portanto é sempre complicado criar algo com a mesma força.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
Recomendo que não vejam o trailer antes de verem o filme pois contém uma cena muito importante que lhe estragará o impacto emocional da parte final, mas se insistirem podem fazê-lo aqui.

Comprar
http://www.yesasia.com/global/heavenly-forest-dvd-hong-kong-version/1010701737-0-0-0-en/info.html

Download aqui com legendas em PT/Br

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0872022

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Outros títulos românticos recomendados:

Be With You My Sassy Girl Il Mare The Classic Fly me to Polaris

Love Phobia concerto_capinha_73x cyborg_she_capinha_73x

  

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