Visage (Visage) Ming-liang Tsai (2009) China – Taiwan – França


A menor classificação que dei a um filme por aqui até hoje foi de 1 tigela de noodles, mas já há muito que eu  procurava por algo realmente abjecto que tivesse a honra de inaugurar a pior classificação de sempre neste blog.
Só que isto pedia alguns critérios; sim porque eu não poderia atribuir a pior classificação de sempre apenas porque um filme era mau. A coisa teria de ir para além do mau, até porque filmes maus é coisa que não falta por aí.

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Muitos inclusivamente já me passaram pela frente e eu nem sequer os mencionei por aqui, porque sempre achei que nem valia a pena perder tempo com eles. Eram simplesmente maus e pronto. Pode-se até dizer, foram insignificantemente maus e sendo assim também teria sido injusto para muitos se eu tivesse feito reviews sobre eles. Apenas porque se eu atribuísse a pior classificação de sempre neste blog a um deles, em breve muitos nas mesma condições também teriam de ser mencionados e classificados como tal, o que retiraria qualquer força posterior á pior classificação de sempre.

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Não. A pior classificação de sempre teria de ser realmente bem merecida e para isso não bastava um filme ser fraco, desinteressante, ou mau. Muito menos poderia ser baseado em qualquer obra potencialmente mal filmada, até porque como comprovei agora com o filme que irei referir de seguida, o – filmar bem – não é para aqui chamado, pois não garante de todo um bom filme. Na verdade, o que não falta por aí são filmes geniais precisamente por muitos deles estarem tão mal filmados, montados ou produzidos que depois se tornam divertidissimos.

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Sendo assim como atribuir a pior classificação de sempre neste blog a um filme ?
É simples. Trés conceitos.
– A capacidade para – estupfactar – (sim eu sei, inventei agora um verbo novo);
– A capacidade para aborrecer de morte até moscas que já faleceram no ano passado;
– A capacidade para ser irritante como o raio ! Mas irritante ao ponto de sentirmos vontade de esmurrar o realizador e obrigar os produtores a explicarem onde estavam com a cabeça quando investiram nisto !

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Mas acima de tudo, aliado a estes três factores, o filme ideal para receber a pior classificação de sempre por aqui teria de ser pretensioso como o “#$#%”$ ! Pretencioso ao nível de – tá aqui, tá a levar um estalo na cara !
Bem vindos a [“Visage”], outro filme do realizador de “Goodbye Dragon Inn”, que já tinha sido um produto estranho mas ao menos não tinha ainda atingido o nível de –“instalação artística” que supostamente esta obra prima agora almejou alcançar…e pelo visto para muito crítico iluminado por aí, alcançou mesmo.
Aliás, segundo certa crítica iluminada, parece que [“Visage”] é de uma genialidade insuperável. Um filme onde se filma os momentos mortos que ocorrem entre uma história em vez de se filmar a história própriamente dita, o que tem deixado muito intelectual de festival de cinema europeu extasiado.

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Não tenho nada contra o conceito. Por acaso é uma boa ideia e nas mãos de Hong Kar Way poderia ser absolutamente poético, só que o realizador Ming-Liang-Tsai não é de todo Hong-Kar-Way embora o trailer desta obra até aponte para algo dentro do género, o que devo confessar, me fez ficar bastante interessado no filme.
Curiosamente o realizador aqui nesta entrevista refere que ofereceu o papel principal feminino á actriz Maggie Cheung e não entende porque esta recusou entrar no filme !!! (?!) Jura… Porque será…
Ainda bem que este dvd me foi oferecido por uma amiga minha que sabendo do meu interesse por cinema oriental, decidiu procurar um dvd que eu ainda não tivesse visto. Acertou em cheio. Pelo menos, o trailer é altamente !
[“Visage”] foi possivelmente um dos filmes mais irritantes que alguma vez vi. Mais que cinema é essencialmente uma instalação artística de duas horas e meia e é dificil descrever por palavras o quão pretensiosa esta coisa é.

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Na primeira meia hora de filme, iniciamos a “história” com um plano de uma chávena de bica em cima de uma mesa de café onde durante mais ou menos cinco minutos ouvimos conversas casuais. Depois passamos para o interior de uma cozinha de um apartamento onde assistimos a um homem lavando a loiça quando rebenta um cano e em tempo real durante largos minutos de plano fixo, assistimos ás tentativas do senhor para impedir que a água se espalhe pela casa.
Seguidamente com a casa toda alagada, a cena muda para aquilo que supostamente será o quarto onde está a mãe do senhor acamada e quase catatónica. O senhor aproxima-se da mulher, destapa-lhe a barriga e começa a aplicar-lhe uma pomada durante mais um par de minutos, até á altura em que a mulher lhe agarra na mão, a coloca dentro das suas cuecas e começa a masturbar-se com a mão do filho.

Eu repito…
O senhor aproxima-se da mulher, destapa-lhe a barriga e começa a aplicar-lhe uma pomada durante mais um par de minutos, até á altura em que a mulher lhe agarra na mão, a coloca dentro das suas cuecas e começa a masturbar-se com a mão do filho.

Bem, o filme [“Visage”] está classificado como – comédia – por isso, acho que esta foi a parte para rir.

É arte.
É metáfora.
É poesia.
É subversão.
É um statement sobre a solidão na terceira idade.
É um filme porno para doentes de alzheimer.
É cinema !
É só rir !

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E o cinema continua…lembrem-se que o filme vai no inicio e faltam ainda duas horas de looooooooooooooooooooooooooooooooonga metragem para nos extasiarmos com:
Cenas na neve com gente a correr numa floresta á volta de espelhos; cenas na neve com gente numa floresta a dançar á volta de espelhos; cenas na neve com gente numa floresta a cantar canções espanholas (mexicanas, venezuelanas(?)) á volta de espelhos e finalmente cenas na cidade… não, estava a brincar; são mais cenas na neve com gente numa floresta a falar ao telémovel. Está bem, estou a exagerar…é só uma pessoa a falar ao telemóvel. Numa floresta…com neve…e espelhos.
Na secção cenas sem neve…ainda numa floresta, temos a excitante sequência onde a meio da noite sabe-se lá porquê o realizador tem um encontro tipo cruising com outro tipo atrás das moitas e … bom, vocês já estão a ver a ideia. Grande momento de tensão sexual aqui também. Deve ser a parte de suspanse do filme. Ou a parte romântica, tipo – amo-te muito, joga-me a boca fachavor que eu tenho de passar á próxima cena sem qualquer lógica depois deste interlúdio em que fazemos o amor nas moitas.
Só é pena não sabermos porque tudo isto acontece. Não é o pseudo-erotismo gay que irrita, mas sim a total ausência de contexto para a cena existir !
Por outro lado, veados não faltam neste filme também…nos sítios mais inesperados…deve ser surrealismo inteligente concerteza…

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Pelo meio, temos a Flabella do Astérix que entra neste filme para fazer de gaja boa a cantar, gaja boa a ser apalpada por outras gajas boas e gaja boa para tapar vidros e espelhos com fita cola preta em tempo real por várias vezes, cortando e colando fita a fita enquanto olhamos maravilhados para esta treta a acontecer; o que naturalmente será outra metáfora inteligente sobre a negação da beleza ou uma estupidez qualquer. Ou então não…isto sou eu a armar-me.
Duas horas depois percebemos que o filme tem algo a ver com o Louvre pois aparece uma cena em que alguém sai de uma das suas paredes por debaixo de um quadro. Algo me diz que essa cena foi inserida à pressão quando o realizador se lembrou que o museu do Louvre tinha financiado esta -obra de arte- e ele ainda nem sequer tinha colocado nenhuma cena passada no seu interior.
É que o financiamento do Louvre teve por base a produção de obras de arte que tivessem a ver com o próprio museu. Devem ter ficado extasiados de contentamento quando descobriram que a única referência ao local foi o realizador ter mostrado uma parede com um quadro. Bora lá filmar uma parede porque ninguém nota e assim o Louvre entra “na história”. Fascinante. Tanta Arte junta é verdadeiramente sublime.

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E quando percebemos que gastamos tempo precioso da nossa vida a contemplar esta obra de arte, ainda somos brindados com um final magnifico em duas partes. Na primeira o realizador do filme dentro do filme está dentro de um saco de plástico, numa banheira rodeado por porcos abatidos pendurados em ganchos de um talho e uma gaja boa em bikini despeja-lhe concentrado de tomate em cima. Teoricamente a simbolizar sangue, digo eu que também sou iluminado. Depois várias raparigas desnudas dançam e apalpam-se ao seu redor em estilo dança indiana eventualmente simbolizando a deusa Khali com vários braços ou algo assim…(daqui pouco também já posso ir aos festivais extasiar-me)…
A cena muda para mais uma câmera fixa onde se vê um lago de jardim com gente a passar durante alguns minutos, aparece outro veado e o filme rola os créditos finais.

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Isto ultrapassa em muito todo o lixo intelectualoide pretensamente surrealista que já foi inclusivamente produzido cá por Portugal, um país que durante anos foi especialista em produzir “obras” semelhantes a esta maravilha. Aliás , [“Visage”] é tão mau e ridículo que poderia ser perfeitamente mais uma produção portuguesa destinada a mais um daqueles festivais para clubes de amigos onde se perpétua este tipo de cinema para conhecedores gourmet e que habitualmente é também produzido aqui neste meu Portugal à beira mar naufragado.
Em Portugal já filmamos de tudo; desde relva a crescer em tempo real, velhos a contarem pintelhos e até filmes com telas pretas (sim meus amigos do Brasil, Portugal fez um filme onde a tela está preta durante mais de metade da narrativa e os “espectadores” (ou)viam o filme (no escuro) como se fosse um … audio-book. No cinema. Chama-se “Branca de Neve” (a sério); procurem, vão “adorar”…e não o vosso televisor não estará estragado. O écran é mesmo para estar negro o tempo todo)…Como não podia deixar de ser, foi mais um filme do produtor portuga Paulo Branco, especialista em sustentar génios do cinema nacional que gastam dinheiro a fazer “instalações” cá por estas bandas e [“Visage”] não destoaria de todo de uma dessas obras de arte.

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Repito, [“Visage”]  é tão mau que podia perfeitamente ser um filme português !
O problema aqui nem é a total inexistência de uma história, mas sim a subjectividade da narrativa. Atiram-nos com vinhetas aparentemente isoladas (que se esticam por demais no tempo) e nunca há um contexto para as coisas acontecerem. Qualquer cena em tom níilista poderia ser atirada para esta montagem que não se notaria diferença. Estou seriamente convencido que o argumentista e realizador disto terá um grave problema existêncial. Se calhar queria ser realizador em Portugal mas nasceu Chinês !
Supostamente isto é suposto ser sobre as filmagens de uma versão de “Salomé” que está a ser produzida por uma equipa de cinema em França tendo por realizador um tipo Tailandês e portanto a coisa estará cheia de metáforas a condizer que farão paralelo com a obra pretensamente em produção; mas meus amigos…isto simplesmente não resulta.
E não resulta apenas pela inexistência de um contexto para as coisas acontecerem, mas principalmente por causa da aura “Artsy” que emana de cada fotograma desta coisa, como se o importante fosse a criação artística no sentido mais hermético e pessoal e não o filme.
Onde claro, nem sequer faltam as inevitáveis referências literárias que são o próprio equivalente em prosa desta maravilha cinematográfica.
Alguém se esqueceu que o cinema supostamente deveria ser feito para os espectadores e não apenas para contemplar o umbigo do realizador…pensando bem, se calhar este Ming até terá uma costela Portuguesa e não sabe…
Essencialmente esta obra de arte, estaria bem melhor numa daquelas galerias podres de modernas do que numa sala de cinema.

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É que na verdade não é o facto de [“Visage”] ser cinema de autor que enerva. Enerva por ser precisamente por causa de instalações artísticas como esta que o cinema de autor tem o mau nome que tem junto de muito público por cá !
Se eu pela minha parte não suporto cinema americano estilo Michael Bay, X-Men e pastilhas elásticas que tais por serem o exemplo perfeito da comercialidade levada a extremos secantes e previsíveis onde desaparece toda a magia do cinema, também não suporto o seu extremo oposto no que toca a cinema fora do circuito comercial. Esta coisa do cinema de autor para certos génios, ter que parecer obrigatóriamente muito hermético, inteligente e cheio de simbolismo tem um efeito tão mau e desinteressante como Hollywood só produzir pastilhas elásticas previsíveis sem graça.

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Aquela ideia de que um lixo intelectualoide e pretensioso como [“Visage”] será automáticamente um produto superior à pior pastilha elástica Hollywoodiana é precisamente a razão porque coisas como esta ainda continuam a ser produzidas sabe-se lá com que apoios, porque na verdade tão mau é o pior blockbuster gringo quanto a pretensiosa instalação artística seja de que país fôr.
Depois vêm com a história do “surrealismo” como se essa treta fosse a desculpa para tudo e quem não gosta, é porque não atinge o conceito, etc, etc, etc.
O facto de [“Visage”] se colar a Fellini em certas alturas não nos faz abrir a boca maravilhados pela audácia da homenagem; faz ter vontade de partir o écran o tempo todo ! E olhem que eu gosto muito de Fellini. Mais uma vez, isto é mesmo dificil de explicar. Só vendo mesmo.
O facto é que isto não se torna mais inteligente porque mete a martelo referências a tudo o que supostamente será “Arte” conceituadíssima. Acho que até há por aqui um toque de cinema no estilo Ken Russel algures… a atmosfera gélida de muitas cenas pseudo-eróticas tem ali qualquer coisa de cinema -artístico- inglés também…

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Portanto…
Capacidade para “estupefactar” o espectador desprevenido…
CHECK !
Aborrecer de morte até quem já está a dormir…
CHECK !
Irritar como o raio quem ainda consegue estar acordado…
CHECK !
Ser insuportávelmente pretencioso…
CHECK, CHECK , CHECK !

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Vão me perguntar se esta coisa não tem coisas positivas…
Tem sim senhor. O problema disto não é a realização mas sim o próprio conceito. O filme contêm alguns bons momentos esporádicos em termos visuais e a maneira como usa a música está bastante interessante, o que em certas alturas parece que vai fazer o filme descolar para algo realmente surreal e despretensioso.
Infelizmente depois voltamos à realidade…
Se ainda estivermos acordados…ou o televisor estiver intacto.

De qualquer forma como eu não percebo nada disto, aproveito desde já para deixar aqui também um link para uma review de um senhor que parece saber do que fala, caso queiram espreitar outra opinião antes de confirmarem as minhas conclusões finais…

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CLASSIFICAÇÃO

Tão mau que não merece sequer qualquer comentário adicional apenas desprezo por irritar por demais. Definitivamente o pior filme oriental que já me passou pela frente.
Tão mau que parece cinema Português com tudo o que o cinema-de-autor portuga acarreta. [“Visage”] está a esse nível e por vezes ultrapassa-o.
Foi o segundo pior filme de autor que vi nesta onda pseudo-surrealista.
O primeiro prémio continua a ir para um filme português de que um destes dias ainda falarei noutro blog, quando o tentar rever…

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Relembro que este [Visage] está classificado como – COMÉDIA… o que deve ser a única piada ligada ao filme… a não ser que a cena de incesto seja cómica e eu não apanhei o humor da coisa.

ZERO TIGELAS DE NOODLES

A favor: O trailer faz lembrar o melhor de um cruzamento entre uma homenagem a Fellini e o estilo Hong Kar Way na forma como usa a música; banda sonora com canções hipnóticas que dão um certo charme ao filme mas dura pouco.

Contra: Não passa de uma enorme e insuportável instalação artística cinematográfica ao pior nível, a total abstracção e subjectividade das sequências evidencia em demasia o esforço para mostrar o quanto este argumento será inteligente durante o tempo todo, é longo como o raio e parece maior por causa das típicas cenas onde se pode ficar a ver a relva a crescer durante dez minutos sem qualquer razão para isso…metafóricamente falando que eu também me quero armar em iluminado. Tenta ser subversivo e chocar pelo sexo mas depois nunca tem coragem suficiente para ir mais longe e fica a meio caminho entre um erotismo sem nexo e um porno que nunca foi feito, a fragmentação episódica da narrativa é absolutamente enervante, está cheio de diálogos que não servem para nada… a não ser que sejam -arte- e eu não tenha notado…Total desperdício dos excelentes actores franceses que sabe-se lá porque carga de água aceitaram participar nesta estupidez, consta que é uma comédia.

AVISO: Este filme pode prejudicar gravemente a vossa intenção de dar uma oportunidade ao cinema de autor. Não deixem que esta -obra de arte- os impressione, pois há cinema de autor muito divertido e empolgante. Se quiserem dar uma oportunidade ao género recomendo que comecem pelo cinema de Wong Kar Way pois actualmente é uma boa entrada. Ou então espreitem um Fellini dos anos 70 que é sempre bem mais divertido do que esta imitação imbecil e descaracterizada.

Se tiverem mesmo que ver isto, então recomendo que antes para se prepararem psicológicamente espreitem o bastante mais interessante “Goodbye Dragon Inn” do mesmo realizador e que embora não deixe de ser uma seca descomunal, ao menos não tem a aura pretenciosa de [“Visage”].

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NOTAS ADICIONAIS:

Trailer
https://www.youtube.com/watch?v=uQJRR7OxnC8

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Comprar na FNAC portuguesa
http://www.fnac.pt/Face-Visage-sem-especificar/a670634

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt1262420

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Kurenai no buta (Porco Rosso) Hayao Miyazaki (1992) Japão


[“Porco Rosso“] será porventura um dos filmes mais adultos de Miyazaki e também um daqueles de que as pessoas menos se lembram quando se fala da obra deste realizador.
Talvez por ter uma atmosfera tão poética e etérea enquanto dura, depois ao acabar é como um bom sonho do qual não conseguimos recordar os detalhes.

[“Porco Rosso“] é no entanto um filme que consegue agradar tanto aos mais novos como aos mais velhinhos.
Isto porque possivelmente terá algumas das melhores sequências de acção presentes no trabalho de Miyazaki e todas as idades vibram de igual maneira com os divertidos e fascinantes combates nos céus de uma Itália dos anos 20 onde se passa toda esta história cheia de poesia, aventura e muita nostálgia.

O público mais velho, especialmente quem não conhece o trabalho deste realizador, irá certamente surpreender-se com o tom melancólico que percorre uma história tão estranha quanto cativante e onde há inclusivamente espaço para um par de excelentes histórias de amor.  Histórias de amor que nunca acontecem mas que estão sempre presentes na relação do heroi com os personagens femininos de uma forma que torna [“Porco Rosso“] em algo único e fascinante dentro do próprio universo Miyazaki.

[“Porco Rosso“] conta a história das aventuras, ou das vivências de um piloto de aviões nos primórdios da aviação que cruza os céus de uma Itália nos anos 20 do século passado trabalhando como piloto, mercenário e aventureiro de aluguer.
Habita algures numa espécie de base secreta (bem conhecida de toda a gente), localizada numa ilha do mar adriático e onde vive uma existência solitária longe do mundo e de todos desde que uma maldição o transformou num porco.

Não procurem explicações para isto, pois não existem. É apenas a premissa da história, mas não se preocupem porque vocês nem se vão mais lembrar deste pormenor porque vão estar tão cativados com toda a atmosfera de [“Porco Rosso“] que pouco lhes vai importar a razão de estarem a ver um desenho animado com um porco que pilota aviões.

Toda a história gira á volta das proezas e rivalidades entre pilotos nessa época, onde não falta romântismo, uma pitada de sobrenatural e também espiritualidade quanto baste.
Especialmente no que toca á relação entre Porco Rosso e Gina a dona do Cabaret onde se econtram os pilotos que depois de viverem as suas aventuras todos convergem para adorar de longe a dona do local que os mantém a todos na linha.

Eu quase que aposto que quem conhece os livros de Richard Bach e gosta daquela atmosfera etérea e aerea das suas histórias passadas em biplanos, irá gostar muito de [“Porco Rosso“] também. Isto porque além do tom poético e literalmente flutuante ser bastante semelhante também a parte romântica da história tem aquele ambiente que não ficaria deslocado de um livro do autor de Fernão Capelo Gaivota.

Na verdade não há muito mais para dizer sobre este filme. [“Porco Rosso“] faz parte daquele período que para mim foi o melhor, mais variado e mais imaginativo do realizador e quanto a mim é outro dos seus títulos obrigatórios.
Está cheio de momentos humorísticos geniais e personagens memoráveis que os vai colar ao ecran do príncipio ao fim.
Destaque para a grande galeria de piratas do ar que acabam por criar um dos momentos mais nostálgicos nos segundos finais da história quando os revemos já idosos muitos anos depois da sua época aurea ter passado.

[“Porco Rosso“] para mim que trabalho em ilustração continua a ser uma das minhas grandes referências e provávelmente o grande responsável pelo meu estilo de bonequinhos infantís pois a partir do momento em que vi  pela primeira vez muitos anos atrás a hilariante sequência com as miudinhas raptadas no início da história a minha imaginação nunca mais foi a mesma.

Essa cena continua mesmo todos estes anos depois a ser um dos pontos altos do filme e um dos mais divertidos momentos humorísticos de Miyazaki pelo absurdo da situação e contraste entre a pureza das criançinhas e os piratas em total estado grunho com as suas metralhadoras gigantes.

Resumindo, obrigatório para quem não conhece.
Ainda mais para quem já nem se lembra bem dele.

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CLASSIFICAÇÃO:

Cinco tigelas de noodles e um Golden Award claro, acima de tudo pela originalidade, atmosfera e pela criação de um universo único até dentro da própria obra do realizador. Além disso é uma obra prima visual.

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A favor: a qualidade dos desenhos e a realização, excelentes sequências de acção, personagens variados e memoráveis, grande sentido de humor caótico, grande sentido de aventura, fantástica atmosfera romãntica e nostálgica, a banda sonora é demais, boa história de amor impossível, é um filme muito poético visualmente e emocionalmente, a sua história tem coisas para todas as idades, tem um final ambiguo perfeito e muito tocante.
Contra: Quem procura um Anime mais moderno não vai gostar disto pois este é um filme muito contemplativo e apesar das suas inúmeras cenas de acção o enfase da história está nos sentimentos dos personagens o que torna [“Porco Rosso“] num estranho filme que não será própriamente uma aventura de acção no estilo que muita gente esperará.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=fmyrWYrvF5s

Comprar na Amazon UK ou na Amazon.Com
Em Portugal pelo que vi, temos a mesma edição á venda e pode ser encontrada na FNAC.
O Livro com toda a arte do filme pode ser comprado aqui também.

Download aqui com legendas em PT/Br

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0104652

SEQUEL ?
http://timmaughanbooks.com/2009/06/02/miyazaki-to-draw-porco-rosso-sequel/

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Mah nakorn (Citizen Dog) Wisit Sasanatieng (2004) Tailândia


 

Não estava nada á espera que a surpresa cinematográfica deste ano de 2011, me viesse caír em cima vinda da Tailândia, mas foi o que aconteceu agora com este surpreendente e originalmente mágico [“Citizen Dog“].
E estranho como o raio também !

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Tinha este título na lista de filmes para ver há séculos mas até hoje nunca tinha tido muita curiosidade porque nunca pensei que um filme no mais puro estilo Photoshop, ainda por cima saído da Tailândia, pudesse ser algo tão extraordinário.
Adoro quando me aparecem estes filmes que me trocam as voltas e me surpreendem para além das expectativas.

Não tenho grande opinião do cinema Tailandês especialmente daquele que envolve muito trabalho com efeitos digitais, porque sinceramente practicamente tudo o que vi até hoje não me surpreendeu de todo pela positiva.
Depois de levar com coisas como “2022 Tsunami” e outros títulos Tailandeses que nem cheguei a referir ainda aqui por serem maus demais, a minha ideia sobre o cinema daquele país não é  própriamente a melhor pois sempre me pareceu demasiado esquizófrenico; com uma identidade demasiado marcada por múltiplas referências que na minha opinião raramente combinam de forma agradável ou eficaz numa linguagem visual que resulte.

Como eu sei que mais de metade das visitas a este blog, chegam até aqui á procura de sugestões para filmes românticos em estilo fofinho oriental, achei que estava na altura de recomendar mais outra coisa do género. O problema é que depois de já ter falado de prácticamente todas as minhas histórias de amor favoritas (até ao momento) por cá, queria voltar ao género com algo realmente que valesse mesmo a pena recomendar.

Como tal, em busca de novos estilos de histórias de amor resolvi insistir um pouco mais no cinema Tailandês e  voltar-me agora para o cinema romântico dessas paragens que ainda não explorei convenientemente por falta de boas referências.
E não podia ter começado melhor, pois [“Citizen Dog“] é absolutamente notável em todos os aspectos e um digno candidato de figurar no meu top de cinema fofinho futuramente.
Como descrever isto ?…

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[“Citizen Dog“] tem acima de tudo uma característica que o torna extraordinário logo á partida. É um daqueles filmes em que não conseguimos de todo imaginar o que irá acontecer a seguir e muito menos fazemos a mais pequena ideia do que nos irá aparecer pela frente na próxima cena !! E como este não existem já muitos filmes.
Começa logo bem, com um genérico que já é considerado dos mais criativos dos últimos tempos e um daqueles que as pessoas gostam de rever vezes sem fim; quanto mais não seja porque a melodia é genialmente hipnótica. Oiçam-na uma vez e vão ficar com esta canção na cabeça o dia inteiro.
Vale a pena espreitarem como o filme começa:

Se gostaram da atmosfera, vão gostar do filme. Ah, e o final tem uma versão rock alternativa da canção inicial que ainda é melhor.
[“Citizen Dog“] Tem outra característica fantástica. Podem até ver o trailer que irão surpreender-se na mesma com o resultado do filme no seu todo e não vão deixar de gostar muito de o seguir por já conhecerem algo sobre ele.
Isto se entrarem no espírito da coisa, porque [“Citizen Dog“] não é propriamente um filme …digamos, normal…

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Faz imediatamente lembrar o genial “Amélie” de  Jean Pierre Jeunet, tanto pela sua estética como pela sua estrutura narrativa que remete imediatamente para uma “Amélie” oriental.
No entanto [“Citizen Dog“] não é de forma alguma uma imitação pois tem uma identidade muito própria; inclusivamente o seu estilo oriental ainda o torna mais fascinante e divertido.
No entanto, se não gostaram de “Amélie” muito provavelmente também não irão gostar nada deste pois insere-se na mesma  onda.

Há filmes que têm efeitos especiais a mais e por isso são desastrosos enquanto cinema, no entanto aquilo que muita gente chama cinema-photoshop nem sempre pode ser usado de forma depreciativa e [“Citizen Dog“] é um excelente exemplo de como um filme não seria o mesmo se tivesse tido medo de usar e abusar da sua estética extremamente gráfica para não ser conotado negativamente com um filme de puros efeitos especiais.
[“Citizen Dog“] usa mas não abusa dos efeitos especiais digitais e assume plenamente a sua estética artificial.
Aliás, não só assume o estilo photoshop na sua plenitude como o usa de forma perfeita para criar a sua identidade cinemática. Apesar do excesso de imagens digitais, estas estão lá para servir a história e nunca o contrário.
Este mundo não seria o mesmo se o digital não existisse e assim aquilo que poderia ter destruido o filme, torna-se num dos seus grandes pontos altos.

Nem que seja para continuarmos a ver imagens tão bonitas desejamos continuar a acompanhar o filme até ao fim.
Já  “The Promise” tinha entrado deliberadamente pela estética artificial para reproduzir o seu mundo saido de um livro de conto de fadas e [“Citizen Dog“] faz aqui exactamente o mesmo, embora se calhar ainda o faça melhor.
É no entanto um filme com um visual extramente kitsh onde as cores em modo histérico predominam e a piroseira gráfica generalizada pode ser demasiado para muitos espectadores, por isso é preciso entrar na onda deste universo para apreciarmos realmente todo o trabalho incrível que existe neste pequeno e surpreendente filme saído inesperadamente da Tailândia.

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É que essencialmente estamos na presença de mais um conto de fadas, neste caso quase uma espécie de fábula urbana.
[“Citizen Dog“] é também um filme de Fantasia, mas não no estilo aventuras medievais a que estamos habituados, nem no estilo conto de fadas tradicional.
É sim uma espécie de conto de fadas moderno e visualmente tem momentos em que nos parece estarmos apenas a ler uma banda-desenhada com imagens em movimento.

 

Há de tudo neste filme. Herois apaixonados, princesas um bocadinho parvas, um motard-morto-vivo, um gajo que anda de autocarro para se esfregar nas gajas boas, um tipo que lambe tudo e muito mais que irão adorar descobrir.
E esperem só até ver a pequena Mam mais o seu ursinho de peluche !!
E mais não digo…para não ser acusado de pedófilo.

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[“Citizen Dog“] é um filme brilhante por muitos motivos, mas um dos mais fortes é o seu sentido de humor muito gráfico e original e onde nenhuma piada nos é atirada á cara, mas onde nos fartamos de rir quanto mais não seja pelo inesperado das situações e personagens.
Os gags são mais que muitos, e muitas vezes aparecem onde menos se espera. Podem ser uma frase, podem ser visuais e muitas das vezes estamos a rir mesmo quando o filme nem sequer nos parece tão cómico assim, o que não deixa de ser estranho.

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[“Citizen Dog“] é um filme muito estranho. Não se assume como uma comédia, mas tem momentos hilariantes, não será exactamente um filme romântico dentro dos moldes habituais mas tem por base uma história de amor, não é um filme de fantasia mas apresenta-nos um dos mais encantadores e originais universos paralelos urbanos do cinema recente, não é um drama mas ainda tem tempo para nos falar de um par de temas que darão bons motivos para conversas.

Visualmente é não só brilhante como tem momentos lindíssimos e com paisagens artificiais tão bonitas por todo o lado que é daquelas obras que vale a pena rever quanto mais não seja para poder captar melhor todos os detalhes presentes em cada enquadramento pois cada imagem desta história podia ser um quadro com vida própria.
Não é um filme musical, mas a música está sempre presente nas alturas certas e é quase uma personagem subliminar ao longo de toda a história.
[“Citizen Dog“] está cheio de pequenas melodias que quase não notamos mas que damos por nós com elas na cabeça depois do filme acabar. Não só a música do genérico não pára de tocar na nossa imaginação, como toda a banda sonora está cheio de pequenos interlúdios músicais que dão muita vida a este universo.

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[“Citizen Dog“] conta a história de um rapaz do campo que vem viver para a cidade onde conhece uma rapariga pela qual se apaixona. Como ela não lhe liga nenhuma o rapaz vai arranjando profissões sucessivas de modo a se adaptar ás necessidades da miuda e conseguir estar sempre presente na sua vida.
Mas a conquista não será fácil, pois ela só se interessa por um misterioso livro de capa branca que um dia encontrou e com o qual está totalmente obcecada.

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Leva o livro branco para todo o lado e o seu maior sonho é conseguir um dia perceber aquilo que insiste em continuar a ler mesmo não conhecendo a lingua na qual o texto está escrito. E isto é apenas o inicio da história.
Pelo meio ainda temos o tipo muito fixe que apesar de estar morto continua a andar de mota porque curte ser taxista-motard,  a avó do heroi que reencarnou numa osga e o amigo do heroi que anda de autocarro para se esfregar nas gajas boas em hora de …ponta.

Isto e tudo o mais que vocês nem imaginam até que o enigma do misterioso livro branco é resolvido e a coisa termina no inevitável happy-end.
Sim, porque [“Citizen Dog“] é um filme Tailandês, não é uma história Sul Coreana ou Japonesa por isso não esperem histórias de amor para chorar.
Este é um filme completamente boa onda, cujo o objectivo é fazer-nos felizes e como tal o resultado não poderia ser melhor.

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Desde as músicas totalmente cheias de boas vibrações, ao tom colorido do universo, ao humor que nos atinge em cheio nas sequências mais inesperadas, até á história de amor completamente diferente daquilo a que estamos habituados no cinema romântico oriental, tudo em [“Citizen Dog“] está orquestrado para nos fazer sentir bem.
É um filme fantástico para aqueles momentos mais tristes pois conseguirá colocar-lhes um sorriso no rosto e muito provávelmente irá meter-lhes a música do genérico na cabeça durante dias.
E garanto-vos que depois do filme acabar vocês voltarão ao genérico só para curtir a boa onda.

Depois de ter visto tantos maus exemplos de cinema Tailandês nos últimos anos, foi uma verdadeira surpresa ter encontrado um filme assim tão refrescante.
Não só tem uma identidade muito própria como consegue agarrar do primeiro ao último minuto.
Se calhar nem funciona particularmente bem enquanto história romântica; não irão ficar com [“Citizen Dog“] na memória pela história de amor em particular mas garanto-vos que se irão lembrar deste filme por muito tempo pelo resto.
Na verdade a ter alguma falha, na minha opinião, está no facto de tendo por base uma história de amor nunca levou esse registo a um nível que se calhar deveria ter levado.

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Não é por nos importarmos particularmente com a história de amor dos protagonistas que [“Citizen Dog“] resulta e se calhar deveria ter sido esse mais o seu ponto central, pois o filme parece estar algo fragmentado em dois actos. O primeiro em que conhecemos todo o universo do heroi e ficamos a saber da sua paixão pela rapariga e o segundo acto mais centrado na obsessão desta pela ecologia o que acaba por deixar para segundo plano o sentimento do heroi em relação ao seu amor.

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[“Citizen Dog“] apesar de ser uma comédia romântica, tem muito pouca emotividade no que toca á história de amor e por isso o final feliz não tem aquele impacto emocional que poderia ter tido.
Não tem, porque toda a história está carregada de uma boa onda tal, que nunca existe na verdade um núcleo dramático que nos fizesse duvidar por momentos do inevitável final feliz.
A faltar alguma coisa neste filme, falta-lhe algum suspanse romântico e o segmento final perde muita da emotividade que poderia ter tido na minha opinião.
De qualquer forma é um pequeno grande filme romântico com dezenas de outras coisas para ver e muito, muito bom humor com alguns gags particularmente inesperados e hilariantes até pela forma como são usados para fazer avançar a história.

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[“Citizen Dog“] está cheio de piadas mas todas colocadas cirurgicamente de forma a servirem para qualquer coisa no contexto geral.
Não parece, mas [“Citizen Dog“] é um daqueles filmes que pedem uma segunda e até uma terceira visão até que percebamos o quanto é bom e como está carregado de detalhes a que não prestamos atenção quando o vemos de forma desprevenida pela primeira vez.
De qualquer forma vocês voltarão a ele muitas vezes certamente, quanto mais não seja para curtirem o genérico. E se virem o genérico, têm de continuar a ver o resto, mesmo já sabendo o que acontece. E tudo acontece neste filme.
[“Citizen Dog“] é totalmente hipnótico. Único, divertido e visualmente brilhante.
Uma pequena grande surpresa saida da Tailandia á espera de ser descoberto hoje mesmo.

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CLASSIFICAÇÃO:

Absolutamente  obrigatório para quem gosta de bom cinema romântico com muita  imaginação visual.
Não estará propriamente na linha de um  ”The Classic“, “Be With You“, “My Sassy Girl”, “Fly me to Polaris“ ou “Il Mare“ mas é uma proposta totalmente diferente com um estilo de conto de fadas urbano que resulta plenamente e os irá divertir se gostaram por exemplo de “Amélie” de Jean Pierre Jeunet.

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Cinco tijelas de noodles e um Golden Award como selo de qualidade, sem qualquer hesitação por tudo e mais alguma coisa, apesar de eu ter ficado algo desapontado pela ausência de um conteúdo mais dramático na história de amor central.
No entanto finalmente aparece algo saído do cinema Tailandês que se destaca pela positiva e só por isso merece a nota máxima, até porque o filme é mesmo bom.

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Se gostarem deste e ainda não viram um dos filmes anteriores do mesmo realizador, o fabuloso “TEARS OF THE BLACK TIGER” nem sei do que estão à espera, pois é ainda melhor.

A favor: o estilo conto de fadas urbano, o visual do filme é fabuloso, cores incriveis e cada imagem é um quadro, tem um sentido de humor genial e contém momentos hilariantes, os personagens são inesqueciveis, nunca conseguimos adivinhar o que vai aparecer a seguir, arrisca ser politicamente incorrecto, a música é perfeitamente hipnótica, a abertura do filme é genial com uma sequência musical muito divertida, excelente exemplo de como se pode fazer cinema em total estilo photoshop sem perder qualidades cinemáticas, é um filme que se revê com prazer e onde se descobre sempre uma coisa nova a nova visão, excelente filme familiar também, finalmente um filme Tailandês em condições !!

Contra: quem não gosta do estilo gráfico excessivamente artificial não vai gostar disto, a história de amor não tem nenhum suspanse romântico ou um coração dramático tão forte quanto eu gostaria de ter visto  e como tal o final feliz perde alguma força.

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NOTAS ADICIONAIS:

Trailer 1

Trailer 2

Créditos finais

 

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Comprar
Eu bem que queria ter isto mas parece ser impossível de se encontrar actualmente.
Se souberem onde está á venda digam qualquer coisa.

Supreendentemente este é um dos raros filmes orientais que ainda se encontram na net, com legendas em Português.
Podem fazer o Download aqui !

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0444778/combined

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Filmes estéticamente semelhantes de que poderá gostar:

The Promise capinha_tears-o-the-black-tiger

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