Chronicles of the Ghostly Tribe (Jiu ceng yao ta) Chuan Lu (2015) China


Se há uma coisa que me irrita por demais no actual cinema blockbuster, seja de aventuras, ficção-científica ou super-herois, é esta nova moda de que um filme fica sempre em continuação. Parece que hoje em dia já ninguém filma aventuras fechadas, são sempre tudo trilogias, séries, episódios e fimes que acabam em cliffhangers que só se resolverão com sorte 1 ano depois se a primeira parte do filme tiver sido um sucesso.
[“Chronicles of the Ghostly Tribe”] sofre do mesmo mal…

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Pensava que isto seria um mal americano, mas agora também parece estar a alastrar ao cinema oriental, muito em particular ao cinema chinês.
Posto isto…agora que já reclamei…
[“Chronicles of the Ghostly Tribe”] é o filme de aventuras que “Indiana Jones & The Crystal Skulls” tinha a obrigação de ter sido.
Não está particularmente bem cotado no Imdb, mas isso já começa a ser tradição naqueles filmes que tentam ser algo mais do que apenas cumprir a norma.

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[“Chronicles of the Ghostly Tribe”] é baseado num romance de ficção-científica/aventura chinês de sucesso e nota-se. Tem aquela coisa especial de uma aventura que se sente não ter sido inventada ou escrita apenas para cinema mas que teve tempo para ser bem pensada, imaginada e estruturada, daquela forma que só os bons livros conseguem fazer. Como adaptação não faço ideia se estará correcta ou não, mas se isto é um exemplo do tipo de literatura escapista de aventura que se escreve actualmente pela china eu bem que gostaria agora de aprender a ler chinês pois os livros são exclusivos daquele país até ao momento.

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Não é a coisa mais original do mundo, vai buscar muitas influências e arquétipos do género a várias fontes (que não é o mesmo que imitar o que quer que seja), mas o seu ponto forte está na forma como mistura todos esses elementos e atira cá para fora um daqueles blockbusters de aventura com um sabor clássico, que Hollywood tinha o dever de voltar a lançar mas parece ser incapaz de o fazer há vários anos.

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[“Chronicles of the Ghostly Tribe”] está tão cheio de pormenores, sequências variadas de aventura e estilos de cinema, que na américa poderia perfeitamente ter sido retalhado em quatro ou cinco sub-plots e depois dariam certamente origem a um bom número de sub-blockbusters de médio orçamento produzidos a metro, sem alma, apenas baseados nos efeitos especiais e pouco mais; ou pior ainda, num estilo comics.
Algo que na minha opinião, esta aventura chinesa, apesar de toda a parafernália tecnológica que a envolve soube no entanto evitar muito bem. Embora se calhar não pareça.

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Apesar de ser uma amálgama quase non-stop de sequências de acção, cliffhangers tradicionais e mistérios sci-fi quanto baste nunca perde a noção de cinema espectáculo no melhor dos sentidos; daquele cinema cheio de efeitos especiais, mas que nunca esquece que os efeitos e as cenas de porrada não podem deixar de ter personagens e uma boa história  por detrás. Neste caso, se calhar mais elaborada do que propriamente original ou imaginativa no sentido mais tradicional mas nem por isso menos divertida.

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Este foi um daqueles que que me divertiu do principio ao fim pelo seu espírito de série-b mas criado com muitos meios e por nunca se levar a sério. É uma aventura clássica e pronto. Quem gosta de BD clássica nos moldes de um Blake & Mortimer a atmosfera visual disto por vezes faz lembrar bocadinhos dos albuns de banda desenhada, “O Enigma da Atlântida” ou “O Segredo do Espadão”, salvo as devidas diferenças entre o estilo moderno e o antigo de se narrar uma história.
Em alguns momentos tem um sabor a Indiana Jones da trilogia original, embora com estética moderna a piscar o olho ao Tomb Raider no bom sentido; pois [“Chronicles of the Ghostly Tribe”] é tudo o que aquele vazio baseado num dos meus jogos favoritos de todos os tempos alguma vez conseguiu ser.

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Quem gosta de cinema de aventuras clássico, com mundos perdidos, arqueologia proíbida e alguns monstros quanto baste tem em [“Chronicles of the Ghostly Tribe”] um dos melhores títulos do género que sairam em muito tempo.
Costumo queixar-me bastante que o cinema oriental produz excelentes histórias imaginativas em animação , mas depois quando entra pela live-action mostra-se totalmente incapaz de reproduzir a mesma magia. Não desta vez.
Isso acontece em particular no cinema japonês e se calhar este filme agora conseguiu evitar essa sina, porque estamos na presença de uma produção chinesa.

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Parece que o know-how acumulado por décadas a produzir épicos históricos de larga escala começa também a dar frutos noutro tipo de cinema “mais simples” saído da china e [“Chronicles of the Ghostly Tribe”] é o perfeito exemplo de uma mega-produção oriental que não fica a dever absolutamente nada ao melhor do que se faz técnicamente nos estados unidos actualmente.
Boa animação digital em muitas sequências e excelentes matte paintings compõem a escala épica desta aventura que vale a pena seguir só pela viagem que proporciona.

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No que toca a efeitos especiais está realmente muito bem servida, pois conta com algumas sequências absolutamente fantásticas em termos de acção mas também anima um par de monstros muito divertidos e impressionantes.
Óbviamente que nem tudo resulta e há alguns efeitos digitais melhores que outros, mas isso também acontece no cinema de Hollywood e ninguém parece queixar-se.
Neste caso embora tenha um par de sequências medianas, o resto da fasquia no que toca a efeitos é bastante elevada e se vocês gostam de cinema espectáculo apenas para verem efeitos especiais, vão ter muito com que se entreter aqui também.

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Curiosamente, não é um filme sobre Dragões embora possa parecer no poster, nem é uma espécie de Godzilla. Na verdade a história disto surpreendeu-me.
É passado na China entre 1978 e 1985, começa com uma sequência absolutamente fantástica de aventura arqueológica e exploração, transforma-se num filme de monstros, passa para algo que lembra os X-Files em estilo retro, entra pelo filme de viagem, transforma-se em filme de super-herois e acaba em cinema de acção e porrada com muitos efeitos especiais; não sem esquecer a inevitável história de amor oriental e algum humor muito bem colocado.

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Em termos de cenários é fabuloso. Aliás, não só contém paisagens fantásticas, como a variedade de localizações parece um nunca mais acabar de coisas a explorar o que num filme deste género só fica bem, pois enquanto espectadores nunca sabemos ver o que a história nos vai mostrar a seguir e isso é perfeito para criar aquele ambiente de aventura que nos faz sentir exploradores juntamente com os herois do filme.

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O design de produção é excelente, contém inumeros ambientes cheios de imaginação que demonstram que o concept design disto deve ter sido fascinante de se seguir.
Falha num cenário ou dois, daqueles mais digitais mas não é de todo grave pois a diferença não é suficiente para estragar a imersão do espectador na história. De resto nota alta para tudo o que envolve a parte técnica no que toca à criação de ambientes, design, guarda-roupa, atenção aos detalhes e pormenores incríveis por todo o lado na cenografia.
Aliás um dos pontos altos deste filme é precisamente estar cheio daqueles pormenores visuais que 99% daquele pessoal que emite opiniões sobre cinema no imdb nem repara.

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No que toca a localizações reais, quando o filme entra pela parte de viagem, as paisagens naturais são incrivelmente bem captadas pela magnifica fotografia que também está presente neste [“Chronicles of the Ghostly Tribe”]. Quem gosta de paisagens com desertos vai adorar. Aliás grande destaque mesmo para o detalhe que encontramos também nos cenários reais. Não só nos desertos como nas cidades (em ruínas ou não), este é um daqueles filmes que pede uma segunda visão só para admirar-mos a atenção dada ao detalhe em cada enquadramento.

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Hão de notar que apesar de tudo isto não lhe vou atribuir classificação máxima por uma simples razão.
Ou melhor, duas.
Como já disse, irrita-me isto ser outro daqueles filmes que nos deixa pendurados à espera da sequela, por outro lado se calhar o livro disto é enorme e portanto tinha mesmo que ser assim, mas no entanto como espectador não gosto nada desta moda das continuações.
A segunda razão tem a ver com aquilo que para mim é o ponto fraco do filme. Não que seja trágico ou muito mau, mas quando comparado com o resto devia ter estado à mesma altura, tendo em conta que isto supostamente será mesmo a adaptação de um livro.

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Os personagens não são muito interessantes.
E pelo facto dos personagens não criarem grande ligação com o espectador, isso faz até com que o filme pareça ter uma história mais banal do que na realidade até não tem.
[“Chronicles of the Ghostly Tribe”] pode parecer cinema mais plástico e formulático do que merecia parecer precisamente porque os personagens não resultam muito bem e pouco nos importamos com eles. Se calhar o mais carismático ainda é o comic-relief na pessoa do amigo do heroi quando o coração do filme deveria estar na relação dos protagonistas e nunca se sente isso.

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Os personagens, são muito variados, percorrem todos os clichés do género, heroi, miuda, cientista excentrico, amigo do heroi, agente dos serviços secretos, etc; mas nenhum deles cria grande empatia connosco enquanto espectadores. Por causa disto, a inevitável história de amor não tem propriamente grande tensão dramática e tinha o dever de ter tido, afinal estamos a falar de cinema oriental.
Muitos dos personagens parece estarem ali ou para serem carne para canhão, ou para servirem de comédia mas no conjunto geral uma aventura como esta pedia um grupo de herois carismáticos que não tem de todo.

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Talvez na segunda parte [“Chronicles of the Ghostly Tribe”] emende esta “falha”, pois afinal ainda vamos a meio da história e portanto é esperar para ver.
Por agora é apreciar o que o filme tem de bom enquanto cinema espectaculo em estilo pipoca comercial mas não menos divertida.
É um excelente filme de aventuras live-action a fazer lembrar um bocado os melhores romances de aventuras de Clive Cussler para quem sabe do que estou a falar. É assim uma espécie de romance que Cussler nunca escreveu nos moldes do seu livro de aventuras “Inca Gold” mas poderia ter muito bem escrito.

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CLASSIFICAÇÃO:

Como habitualmente nem vou contar nada da história pois podem ter uma ideia desta no trailer e eu defendo que um filme deve sempre ser visto sem sabermos absolutamente nada sobre ele. Se gostam de cinema de aventuras vejam [“Chronicles of the Ghostly Tribe”].
Eu diverti-me à brava. Só senti falta de uma ligação emocional aos personagens e isso retira-lhe logo bastantes pontos à classificação que deveria ter tido.

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Quatro tigelas e meia de noodles, pois é um óptimo filme de aventuras com reinos perdidos, arqueologia e monstros feios quanto baste nos moldes de Hollywood mas com identidade oriental própria quanto baste.

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A favor: a estética do filme em termos de uso da cor, bom sentido de aventura, história criativa, uma pitada de ficção cientifica curiosa, nunca sabemos ver o que nos irá mostrar a seguir, bons efeitos especiais no geral, excelente cinematografia e cenários fantásticos, muito divertido do início ao fim.
Contra: os personagens não são tão cativantes como tinham a obrigação de ter sido, alguns cenários digitais são apenas medianos. O filme fica em continuação.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt4819498

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Filmes “semelhantes” de que poderá gostar:

capinha_the-good-the-bad-the-ugly  The Myth

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Missing (Missing) Tsuy Hark (2008) China


Parece que ultimamente ando a dar nos filmes sobrenaturais/terror mas tem sido pura coincidência.
Na minha busca por histórias originais procuro sempre ver aquilo que mais me desperta a atenção e neste caso isso trouxe-me agora até [“Missing“].
Se eu procurava originalidade, originalidade foi aquilo que obtive o que só prova que se calhar ás vezes não é boa ideia conseguirmos aquilo que queremos.

Sabem aqueles filmes que nunca mais acabam ?
Aqueles que parecem durar para sempre, não por serem chatos mas porque de cada vez que nos preparamos para nos levantarmos da cadeira parece que afinal ainda há mais qualquer coisa para ver, e depois mais qualquer coisa, e mais e mais…
E mais.
E finalmente…
Ainda mais.
[“Missing“] é um desses filmes, mas testa a nossa paciência até ao limíte de uma forma que ainda não tinha encontrado.
Não há nada de errado com twists e reviravoltas quanto baste quando temos pela frente uma história que nos agarra. O pior é quando o argumento de um filme é tão desconjuntado e sem ponta por onde se lhe pegue que uma pessoa fica farta.
[“Missing“] é um filme assim. É a versão cinematográfica do Coelho da Duracell só que em versão “pilha dos chineses“.

E pior ainda é quando ficamos fartos, não porque a história seja desinteressante, mas porque na realidade tem tanto potencial que se torna extremamente irritante estarmos a acompanhar a sua total destruição no ecran sem conseguirmos tirar os olhos dele porque apesar de tudo há sempre mais qualquer coisa a surgir para nos tentar trocar as voltas.
Eu só me pergunto, com tanto que poderia ter sido feito á volta do primeiro argumento para cinema sobre as fantásticas ruínas de Yonaguni e o melhor que sai cá para fora á volta deste polémico e fascinante tema é um filme como [“Missing“] ?!! Mas que raio é isto ?!!

E menos ainda compreendo quando inclusivamente parece que a produção se deu ao trabalho de filmar sequências subaquáticas nas próprias ruínas de Yonaguni, que tem inclusivamente fama de não ser um local nada fácil para se mergulhar.
Para quê ?! [“Missing“]  poderia ter sido passado á volta de umas ruínas fictícias quaisquer filmadas no fundo de uma piscina em Hong Kong que não faria qualquer diferença para a história e eu detesto este sub-aproveitamento de potencialidades em cinema. A última foi a do Michael Bay no Transformers-3 quando usa a fascinante polémica da Apollo 11 + supostas ruínas lunares para introduzir mais robots gigantes para outra sessão de porrada, mas de hollywood já não se espera muito no que toca a imaginação.
A verdade é que [“Missing“] é uma desilusão e não é apenas por causa do sub-aproveitamento de Yonaguni. Seria bom que o fosse.

Começa muito bem, o genérico promete, a estética do filme tem qualquer coisa de estranho mas com uma boa identidade visual, os personagens parecem interessantes á partida e isto para não falar de toda a atmosfera que se gera logo á volta do mistério de Yonaguni e das boas cenas de mergulho captadas no local.
Vinte minutos depois do início, começamos a ter indícios de que qualquer coisa estranha se está a passar com o argumento mas nada nos prepara para a confusão geral de temáticas, géneros e ideias que nos cairá em cima no par de horas seguintes culminando naquele final absolutamente interminável que dura e dura e dura e dura …

Mas afinal o que há de tão errado em [“Missing“] ? Bem, na verdade tudo.
Na ideia de serem os mais originais possíveis, os criadores deste filme parece que se excederam um bocadinho e misturaram géneros que vistos isoladamente até poderiam ter funcionado bem, mas tal qual certos ingredientes nunca se conseguem misturar naturalmente numa receita, também aqui o bolo sai algo indefinido.

[“Missing“] (não) tenta ser um filme de aventuras, (não) tenta ser um filme de terror, (não) tenta ser um filme sobrenatural, (não) tenta ser um filme romântico e consegue falhar em tudo. Quanto mais houvesse mais este filme falharia redondamente e a partir de certa altura torna-se quase angustiante assistirmos aquilo que mais parecem tentativas do realizador e do argumentista para remendar um barco a se afundar do que a outra coisa qualquer e o pior é que parecem não querer desistir ! E dura, e dura, e dura…

Não é que o filme tenha falta de ritmo, o problema está mesmo na falta de ligação entre as ideias.
Como filme de aventuras (até mesmo ficção-científica) é nulo, continua como filme sobrenatural mas não se percebe qual é a ideia afinal, finalmente entra pelo filme de terror mas mais parece uma comédia que não dá vontade de rir e muito menos mete medo (embora contenha um susto excelente pelo meio) e termina em estilo thriller de acção com uma pitada de twilight zone que não tem ponta por onde se lhe pegue. Muito menos o tão esperado twist tem qualquer impacto pois nessa altura o espectador já está tão farto de tentar aturar esta história pela sua incoerência que já nada importa.
Mas a coisa não acaba aqui.

Depois da reviravolta final, ainda entra pelo drama psicológico durante alguns minutos e depois acaba em força em estilo de drama romântico oriental com uma particularidade.
Vocês nunca viram história de amor mais rasca, vazia e banal do que esta. Banal e extremamente irritante !
Este filme faz coisas como “Duelist“, “Bichunmoo” e “Shinobi” parecerem épicos românticos !!!
Ao longo de [“Missing“] a colagem ao género love-story é notório, mas isto ganha contornos de epidemia num dos múltiplos finais da história onde a suposta relação amorosa dos protagonístas se calhar deveria colocar-nos a chorar.
Pois bem, falharam redondadamente.
Por esta altura a gente só quer que eles se lixem  !

Há muito tempo que não via um filme que assenta essencialmente numa história pretensamente carregada de romantismo com tanta falta de emotividade !
A propósito querem saber do que trata [“Missing“] ?
A sério ? Ok, está bem…já que tem que ser…

Uma rapariga conhece e apaixona-se por um rapaz que tem uma irmã, vão todos numa expedição de mergulho a Yonaguni onde o rapaz sofre um misterioso acidente e desaparece. Obcecada por saber o que afinal aconteceu ao amor da sua vida a rapariga vai tentar resolver o mistério que entretanto mete fantasmas bonzinhos, assombrações manhosas, zombies, doentes mentais, psiquiatras que comem na tromba, cientistas que não servem para nada na história além de serem apunhalados pelas costas, gajas alucinadas , fantasmas secundários e montes de amor e choradeira romântica a um ponto que os irá fazer ir ás lágrimas.
De tédio.

No final disto tudo, eis que descubro a razão porque o filme era assim.
Afinal tudo [“Missing“] é mais um filme de Tsuy Hark e eu ainda não tinha reparado !!!
Aliás, só notei agora quando o fui procurar no IMDB e não deixa de ser fascinante como mais uma vez outro dos piores filme orientais que vi na minha vida tem a assinatura deste mesmo realizador !! (?!!)
Nunca hei de entender tanta reverência á volta deste tipo. Acho que nunca vi um filme deste homem que não fosse um produto todo desconjuntado e nem sei como não tinha reconhecido o estilo antes !
Talvez porque estou mais habituado a Tsuy Hark a (tentar) filmar histórias medievais , arte-marciais ou de fantasia wuxia do que própriamente histórias de amor supostamente fofinhas e não deixa de ser interessante constatar que Tsuy Hark afinal também NÃO sabe fazer filmes de aventura, muito menos de terror e espero sinceramente que não volte a tentar fazer outra história de amor.
Se for esta a primeira história de amor oriental que tiverem o azar de ver na vossa vida, olhem que o género não é todo assim !!!

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CLASSIFICAÇÃO:

Talvez a pior história de amor oriental que alguma vez vi e um péssimo exemplo do género para aquelas pessoas que tiverem o azar de começar por aqui  quando em busca de dramas românticos.
Um dos piores e menos assustadores filmes sobrenaturais ou de terror que vi até hoje em qualquer cinematografia.
Uma história completamente desconjuntada sem ponta por onde se lhe pegue e com um final que irrita mais do que emociona. Ou melhor, não emociona nada ! A não ser que a irritação possa ser considerada uma verdadeira emoção saída desta história.
Muito, muito mau e não é de forma nenhuma a história que as ruinas de Yonaguni estavam a pedir há tanto tempo.
Uma tigela e meia de noodles. Na verdade só vale uma, mas dou mais meia por ser passado em Yonaguni um dos meus locais misteriosos favoritos do planeta e é sempre bom ver imagens do local.

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A favor: o genérico, as cenas subaquáticas em Yonaguni, tem uma identidade visual interessante, tem um susto excelente !
Contra: é um emaranhado de boas ideias totalmente mal desenvolvidas, falha em todos os géneros que tenta introduzir a martelo, como filme de terror é quase para rir, é o pior filme romântico que me lembro de ter encontrado em muito muito tempo, tem finais múltiplos que nunca mais acabam numa tentativa de remendar um argumento já totalmente afundado, a quimica romântica entre personagens é nula, Yonaguni não serve para nada.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailers
http://www.youtube.com/watch?v=Bpic0qKzr0c&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=Bpic0qKzr0c&feature=related

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IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0896815/combined

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