A girl at my door (Dohee-ya) July Jung (2014) Coreia do Sul


FILME NÚMERO 200
Uma jovem comandante da polícia com um passado atribulado, é destacada para capitanear uma esquadra localizada numa remota região da Coreia do Sul onde os costumes ainda não acompanharam as leis modernas e onde qualquer estranho nunca é bem recebido pelos locais.
Ao chegar depara-se com uma miuda de 14 anos que pela vila piscatória é diáriamente abusada, espancada e torturada não apenas pelo padrasto como também pela avó perante o olhar impávido da população local que prefere ignorar o óbvio a reconhecer que um dos seus será capaz de tais actos.
Uma noite esta miuda bate à porta da jovem comandante da polícia pedindo-lhe ajuda.
E é tudo o que vocês precisam saber sobre [“A girl at my door”].

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[“A girl at my door”] inesperadamente foi um dos melhores dramas deste género que vi em muito, muito tempo e como tal, o filme que eu tinha planeado recomendar agora em comemoração da review número 200 aqui neste blog, acabou de ficar para depois. Sim, já escrevi sobre 200 filmes no “Cinema ao Sol Nascente”.
[“A girl at my door”] é o filme número 200 de que falo aqui neste blog e é a recomendação certa para comemorar duas centenas de reviews.

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É um daqueles filmes que nos agarra por completo e ao início não percebemos bem porquê, até porque visualmente ou em termos de narrativa nem parece ter muito de original para lá do que estamos acostumados a ver neste tipo de histórias sobre criancinhas espancadas pela família.
Acontece que [“A girl at my door”] tem um trunfo na manga. Não é bem um twist, mas trata-se do rumo que o argumento segue a partir de um determinado momento.
Quando percebemos o que vai acontecer isso ainda cria mais tensão na história pois agora somos nós que estamos á frente dos personagens.
A partir de uma certa cena, o espectador dá-se conta que este filme ou irá ter uma história espectacular até ao fim ou irá afundar-se por completo se não a souber aproveitar.
Tem uma história espectacular até ao fim.

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E mais uma vez é impossível para mim agora comentar este título da forma que gostaria pois para o poder fazer teria que revelar-lhes precisamente aquilo que os irá apanhar em choque frontal quando virem [“A girl at my door”].
E não, não é um filme de terror com um twist surpreendente. O twist aqui está no tom que a história segue e quando damos por nós já não conseguimos mais sair de frente do ecran; até porque nunca temos bem a certeza de como os personagens irão acabar. E os personagens são o grande trunfo deste filme, muito para lá da história propriamente dita.

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[“A girl at my door”] conta com interpretações fantásticas e incrívelmente intensas que nos deixa constantemente com os nervos à flor da pele e com vontade de roer o sofá de uma ponta a outra a todo o instante.
O trio de protagonistas é do melhor; ganhou com todo o mérito o direito à ovação em pé com que foi aclamado no festival de Cannes e merece por completo todos os prémios de representação arrecadados entretanto por onde o filme tem passado.

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Isto para além dos prémios que o filme ganhou tanto pela realização como pelo argumento.
Tudo merecido.
Mais uma vez o pequeno cinema independente dá cartas na qualidade e [“A girl at my door”] é um dos melhores exemplos de que se calhar cinema que nos prende do inicio ao fim  nem precisa de grandes orçamentos para nada quando tem uma equipa criativa por detrás de uma boa história.

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O elenco é perfeito para isto e nem nos lembramos que são actores. A miudinha é notável na forma como é ao mesmo tempo frágil e perturbante reagindo ao trauma da constante violência sem sentido na sua vida torturada; o padrasto vai dar-lhes cabo dos nervos (e este actor até então só tinha sido o heroi de comédias românticas ligeiras, o que não deixa de ser surpreendente); mas o grande destaque vai para a actriz Bae Doona (que provavelmente reconhecerão como Doona Bae no ocidente) e que já tinha aparecido naquele que é um dos meus filmes favoritos e para mim um dos melhores filmes (e história) de FC de todos os tempos – “Cloud Atlas” (dos irmão Washowski criadores de Matrix) – onde a actriz brilhou e fez vários personagens inesperados; tendo aparecido depois também mais recentemente no mediano –“Jupiter Ascending”– do mesmo par de realizadores ocidentais.
Curiosamente Bae Doona participou de graça em [“A girl at my door”] o que causou inclusivamente grande burburinho lá pela Coreia do Sul na altura da estreia.

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[“A girl at my door”] é também o filme de estreia da realizadora Sul Coreana, July Jung
e se este é o primeiro, mal posso esperar pelo segundo, pois o argumento agora também é dela e como estreia isto não podia ter corrido melhor.
A realização é fantásticamente invisível; a tal ponto que no início o filme nos parece simples demais e sem grandes qualidades por aí além. Toda a história é filmada de uma forma algo claustrofóbica por vezes, previligiando os espaços fechados e o vazio dos ambientes. Talvez para fazer com que o espectador também se sinta encurralado com os personagens. O que ao início parece uma fraqueza, na verdade vem depois a revelar-se precisamente o oposto.

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A verdade é que este é um daqueles filmes que não se nota que a câmera está lá.
Ao espreitarmos o making of com tanta gente atrás da câmera o tempo todo nas filmagens ainda nos deixa mais fascinados pelo ambiente solitário e angustiante que é captado à frente da lente, quando os bastidores do filme são absolutamente simpáticos.
Apesar de [“A girl at my door”] ser um filme essencialmente de actores, isto não quer dizer que de vez em quando também não se abra em escala para mostrar brevemente a atmosfera do bonito local onde a história é filmada. [“A girl at my door”] passa-se numa pequena vila piscatória com imensas ilhas no horizonte e todo o ambiente edílico ainda dá mais força dramática aos acontecimentos que o argumento retrata.

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Outro pormenor curioso é a maneira como a música é usada. Vão esquecer que lá está alguma coisa na banda sonora. Ela está lá, mas está nos pontos certos e portanto não esperem a típica banda sonora constante a que estamos habituados a ver nas produções americanas. Aqui a música complementa as emoções, não nos diz como nos devemos sentir. Ponto positivo que pouca gente irá notar mas que é também uma das mais valias desta pequena produção independente Sul Coreana, já multi-premiada.

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Se procuram um drama intenso, com uma história verdadeiramente bem pensada e que os fará ficar constantemente na incerteza de como se irá desenrolar, trocando-lhes as voltas um par de vezes (não pelas surpresas mas pelo rumo da história), então é este.
No entanto [“A girl at my door”] não é para todos os espíritos, como a única crítica negativa que está no imdb bem exemplifica. Haverá gente que de certeza irá odiar o filme só pela temática; portanto eu gostava de lhes dar um melhor aviso, mas não posso senão estrago-lhes o filme.

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Pessoas de moralidade sensível, abstenham-se. Se não suportam ver histórias de violência cruel contra crianças se calhar eu passava à frente e ia ver o filme com gatos que recomendei no post anterior em vez deste.
[“A girl at my door”] não será um filme de terror mas poderá assustar mais que todos os filmes de terror feitos em Hollywood com teenagers nos últimos anos. Ah e não esperem remake americano deste pois jamais passaria num cinema dos states.

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Também não é um drama nos moldes do fabuloso “Hope” que recomendei há dias. Enquanto esse é uma espécie de –“feel good movie”– [“A girl at my door”] insiste em ser um  verdadeiro –“feel like shit”, mas no melhor dos sentidos. Mais uma vez tenho que estar calado para não lhes estragar a história toda.
Se pretendem ver o filme, lembrem-se, afastem-se de tudo o que existe sobre ele na internet e vejam-no como eu vi. Sem saberem o que vão ver.
Podem ver o trailer à vontade pois está muito bem montado e define bem a ideia da história. Também podem ver o mini-making-of no final deste texto, pois é muito interessante e não contém qualquer spoiler.

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[“A girl at my door”] no entanto não é perfeito. Quanto a mim concordo com algumas reviews e também acho que falha mesmo um bocado na explicação da motivação para que o padrasto da miuda seja um animal tão grande para com a criança.
O argumento insere algumas razões mas sabem a pouco e parecem algo forçadas contrariando toda a imaginação do resto do argumento, pois na verdade não explicam a razão para tanta violência sobre a rapariga.
Por outro lado o filme mesmo assim já tem duas horas e muito provávelmente uma história paralela desenvolvida iria quebrar o ritmo dos acontecimentos dramáticos centrais por isso não é grave.

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Até porque o fica a menos na história pessoal da familia da miuda, sobra na intensidade cruel e completamente grunha da personalidade do seu padrasto; (não esquecer também a -avó-) e o actor dá muito bem conta do recado “preenchendo” algumas lacunas com a intensidade da sua prestação incrivelmente natural, assustadora e ao mesmo tempo totalmente credível e carismática.

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CLASSIFICAÇÃO:

Os dramas Sul Coreanos começam a surpreender-me (pela forma como trabalham velhos temas com uma estrutura muito actual e criativa) mas deste não estava nada à espera, especialmente quando os primeiros minutos pareceram tão simples e tudo indicava um drama curioso mas mediano. Enganei-me.

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Portanto [“A girl at my door”] leva sem sombra de dúvida também a classificação mais alta neste blog pois a história é do melhor para quem gosta de vibrar com temas intensos que agitam consciências.
Não irão rever isto muitas vezes, mas enquanto dura é de nos deixar em estado de trepidação até ao último minuto.
Cinco tigelas de noodles e um Golden Award porque só os actores valem o filme.

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A favor: as actrizes e o actor principal são excelentes, alguns secundários idem, a história começa de forma simples mas depois desenvolve-se de uma forma que nos agarra até ao minuto final, o local onde filmaram isto é muito bonito, a realização é excelente e nem damos por ela, o filme tem duas horas e nem damos por o tempo passar.
Contra: falta desenvolvimento na motivação da crueldade contra a rapariga por parte do padrasto pois a explicação presente não parece suficiente para que o tipo e o resto da família sejam umas bestas, contém um par de histórias muito terciárias que não encaixam também muito bem pela mesma razão de saberem a pouco em termos de pormenores para a motivação dos personagens ou acontecimentos (ver, o emigrante indiano por exemplo).

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER

 

MAKING OF

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt3661798

E agora passemos ao filme 201 , a ver quando chegamos por aqui aos 300.
Este blogo começou em 2008 e levou 8 anos para atingir 200 filmes, embora na verdade tenha estado parado mais de um ano por vários motivos.
Portanto vamos seguir em frente pois bons títulos para recomendar parecem não faltar ultimamente.

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Se gostou da intensidade deste , poderá gostar de:

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Hello, Schoolgirl (Soon-jeong-man-hwa) Jang-ha Ryu (2008) Coreia do Sul


Não. Isto não é um thriller sobre pedófilos babados que fazem esperas às miudas das escolas para lhes oferecerem chupa-chupas.
Mas podia…
No entanto, eu sei que [“Hello, Schoolgirl”] soa um bocado … creepy em estilo pedófilo… ou pelo menos indica logo que o filme vai ser daqueles fofinhos de meter vómito. Pois é…

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Acontece que este é mais do que isso também, sendo uma pequena surpresa e portanto tinha mesmo que o recomendar aqui. Não é obrigatório, mas é um excelente complemento se já viram tudo o que tenho recomendado de melhor neste género romantico oriental.
Além disso pertence àquele tipo de cinema típicamente sul-coreano que nem é comédia, nem é drama pois na verdade é quase um estilo à parte e quando é bem feito tem imenso charme o que é o caso.

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Vocês não sabem, mas eu vejo muitos mais filmes do que aqueles que normalmente até recomendo aqui neste blog. Inclusivamente tenho bastantes que já vi mas que por uma razão ou outra ainda não me apeteceu falar deles.
Pelo meio de tanto filme de vez em quando a minha procura por bom cinema romântico oriental para satisfazer os pedidos reflectidos nas estatísticas deste blog, faz com que me depare com bastantes filmes genéricos do género, pois a Coreia do Sul está cheia de produções assim e à partida parecem todas iguais, pois no oriente também se faz cinema banal.

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Já tenho visto muita coisa de que simplesmente nem vale a pena falar por aqui. Ás vezes nem são maus de todo, mas simplesmente não têm nada que me faça gastar tempo para falar bem ou mal desses títulos.
Por outro lado, este é mais um daqueles que me pedem para recomendar , pois a procura por filmes românticos continua em alta neste blog e sendo assim não podia deixar de passar este título. Simples mas que se recomenda.

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À primeira vista este [“Hello, Schoolgirl”] parecia mais do mesmo e o título não prometia muito também. No entanto deparei-me com alguns comentários pela net que o recomendavam pois parece que o trailer não transmitia a verdadeira essência da história. Sendo assim, fui espreitar e fiquei agradávelmente surpreendido.
Na verdade a principal razão porque estou agora aqui a falar de [“Hello, Schoolgirl”] é porque este é mais um excelente exemplo de um filme muito simpático e cheio de personalidade, mas que jamais seria produzido pelo cinema americano.
É mais um título daqueles que demonstra bem a diferença entre aquilo que são histórias românticas escritas no oriente e os enlatados produzidos a metro sem alma que passam por romance no habitual cinema saído do Hollywood comercial onde tudo tem que ter uma fórmula reconhecível e testada.

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Imagino os autores desta história a tentar encontrar financiamento para
[“Hello, Schoolgirl”] em Hollywood:

– Então e a vossa história é sobre o quê ?…
– Bem na verdade é sobre nada.
– Hm ?
– É sobre dois pares de protagonistas que se apaixonam, sobre guarda-chuvas, estações de metro e máquinas fotográficas.
– E sexo, mete tensão sexual ?
– Bem, o nosso protagonista tem 30 anos e apaixona-se por uma estudante de 18 anos e…
– Isso é  bom, isso é bom…já estamos a ver, máquinas fotográficas, estudantes de liceu, internet…sexo online.
– O senhor não está a perceber a ideia…Também temos um rapaz de de 22 que mente na idade para se aproximar de uma rapariga de 29 anos pois apaixonou-se por ela no metro e…
– Ah, vai ter triângulos amorosos com adolescentes já vi, sexo e…
– Não mete sexo.
– E traições ? Rivalidades , cornos…
– Bem, não… não há conflito entre os personagens de espécie alguma…temos a mãe da rapariga que fica um bocado incomodada por um homem de 30 anos gostar da sua filha e vai lá a casa para f…
– Ah… e esse gajo come a mãe da miuda ! Já estou a ver, a pita chega a casa  e encontra a mãe debaixo do trintão…já estou a ver , isto poderia chamar-se as… 30 Sombras da Traição … é bom, é bom…isto filma-se… já estou a ver a Natalie Portman…
– Mas… ela vai lá a casa só para falar com ele, porque…
– E depois têm a outra de 29 anos que também está desejando de saltar para cima do outro puto, não é ? Já estou a ver as bilheteiras … a polémica…
– Na verdade não. Não se passa nada disso…não há intrigas de qualquer espécie, apenas personagens que passeiam, vão ao cinema, tiram fotos, apanham chuva…
– Vão ao cinema ? Passeiam ?…
– … ehm…de mãos dadas…
– Está a brincar comigo… e accção, porrada, tecnologia ?!
– … e depois eles tiram bonecos de peluche de máquinas de jogos…
– Alguém que me chame o Michael Bay por favor !!!

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[“Hello, Schoolgirl”] distingue-se precisamente por isto. Mais uma vez estamos na presença de uma história romântica que não segue qualquer cliché que estamos habituados a ver no cinema americano; muito menos no cinema sobre adolescentes. [“Hello, Schoolgirl”] apesar do título teen, é mais um daqueles pequenos filmes que se calhar irá agradar muito mais aos mais crescidos, pelos sub-tópicos que aborda sem nunca nos atirar coisas à cara.

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[“Hello, Schoolgirl”] é uma história sobre diferença de idades, mas não da forma melodramática que vocês esperam, faz-nos pensar no assunto sem no entanto pregar qualquer moral ou manipular opiniões; é também um filme sobre o isolamento e a solidão que pode ocorrer na rotina das grandes cidades; ao mesmo tempo é sobre saudade e sobre a forma como esta se pode tornar numa prisão e impedir que coisas boas aconteçam porque não estamos a prestar atenção quando elas aparecem. E é um filme sobre o amor na forma mais simples, sem dramas, preconceitos ou convenções sociais.

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Tudo filmado por entre um argumento que parece nem existir. [“Hello, Schoolgirl”] não tem realmente qualquer tensão dramática da forma que estamos habituados a ver no cinema ocidental e no entanto consegue passar muitas das mesmas mensagens sem precisar de recorrer à tipica cena que já estamos fartos de ver. Aqui não há cruzamentos, mal-entendidos, separações por ciúmes, brigas adolescentes e teen angst ao estilo ocidental.

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[“Hello, Schoolgirl”] é uma história sobre crescer. Sobre o que isso acarreta, sobre o que traz de bom e sobre o que aquilo que parece bom na liberdade de sermos adultos também pode traduzir-se em solidão e incompatibilidade com o mundo em redor.
O filme tem uma duração muito anómala para este tipo de filmes. [“Hello, Schoolgirl”] parecia ser à partida uma daquelas comédias juvenis românticas Sul Coreanas que não chegam aos 90 e no entanto tem practicamente duas horas que passam a correr.
Quando damos por nós, estamos agarrados pelos personagens.

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Curiosamente contêm algumas surpresas, nomeadamente no que toca à resolução das histórias de amor…rapaz de 30, miuda de 29, rapaz de 23, miuda de 18… pronto, está visto onde elas se vão cruzar. Bem, na verdade como boa história de amor sul-coreana, também aqui há um twist. Não é nada do outro mundo, não esperem surpresa, mas justifica o coração emocional do filme e liga vários personagens secundários à trama principal…ou à aparente falta dela.
[“Hello, Schoolgirl”] é realmente um bom exemplo de como podem ser simples as histórias de amor orientais sem nos darem aquilo que sempre esperamos enquanto espectadores.

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Sendo assim, é mais um pequeno grande filme muito simpático que se recomenda vivamente. Os actores são carismáticos, a sua realidade é perfeitamente credível, as suas histórias criam empatia e é um daqueles filmes com alguns momentos fofinhos de meter vómito mas que no entanto resultam e nos fazem entrar para aquele mundo.

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É também um exemplo perfeito daquilo que eu costumo chamar “cinema telemóvel” e que só existe no oriente. Estamos mais uma vez na presença de uma história que só existe nestes moldes porque se inventaram as redes móveis, o wifi e as comunicações móveis. Sub-género em que os Sul Coreanos e os Japoneses são mestres, pois muitos dos diálogos cativantes são precisamente trocados gráficamente com sms no ecran entre os protagonistas em estilo pop-up colorido.

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CLASSIFICAÇÃO

Segundo li, parece que [“Hello, Schoolgirl”] é a adaptação de um Manga ou de um Anime televisivo de segunda linha mas de sucesso e pelo que consta é bastante fiel ao espírito do trabalho original em termos de personagens.
Independentemente de tudo é um título simpático que agradará a quem quiser mais um filminho romântico oriental, daqueles que é um prazer seguirmos até ao fim.
É melhor,  mais adulto e mais profundo do que aparenta no trailer.

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Trés tigelas e meia de noodles sem qualquer problema.

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A favor: é uma história com um sub-texto mais complexo do que aparenta, bons personagens, evita um par de clichés de forma excelente, boas interpretações, tudo muito simpático e duas boas histórias de amor que evoluiem de forma algo diferente do costume, agradará não apenas aos adolescentes mas talvez faça pensar um adulto ou dois.

Contra: o trailer faz o filme parecer mais adolescente do que na realidade é, a história muito simples com uma duração tão longa por vezes equivale a um ou dois momentos desnecessários que quebram um bocado o ritmo a meio do filme.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER


IMDB

http://www.imdb.com/title/tt1210837

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Outros títulos românticos de que poderá gostar:

Be With You Il Mare The Classic

Love Phobia cyborg_she_capinha_73x

concerto_capinha_73x My Sassy Girl

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5 Centimeters per second – (O Manga / Banda Desenhada – Romance / Livro original) – Versão integral – (Japão) – Makoto Shinkai / Yukiko Seike


[“5 Centimeters per second”] será não só o meu anime favorito de todos os tempos como principalmente uma das melhores histórias românticas que alguma vez encontrei no cinema oriental, senão talvez até a melhor, ou pelo menos a que me mais me marcou (a par com “Be with You”, “Il Mare” e mais umas quantas). É também considerado umas das histórias de amor orientais mais tristes de todos os tempos (no bom sentido) e quem gosta dele sabe bem porquê. Se não sabem basta irem ao Youtube espreitar as centenas de comentários de pessoas de todas as idades que se identificaram com esta pequena grande história.

Manga - Makoto Shinkai

Entrei muito tarde no cinema de animação de Makoto Shinkai. Há anos que ouvia falar maravilhas daquele jovem realizador que tinha revolucionado a forma de fazer animação por trabalhar essencialmente de forma caseira, inicialmente sózinho no seu quarto, depois sem estúdio, em apartamentos alugados com uma pequena equipa de amigos que se desfaz a seguir a cada filme e um sem número de particularidades que pela qualidade final de cada obra mal custa a crer que tenha sido produzida dessa maneira. Pela sua obra ser essencialmente marcada por produção “caseira”; desde o verdadeiramente amador “Voices of a distant star“, feito por Shinkai completamente sozinho durante meses a trabalhar no seu quarto, até ao mais recente “Garden of Words”, o facto dos seus filmes costumarem ter curta duração sempre me afastou da compra dos dvds durante muito tempo pois apesar das reviews excelentes, custava-me dar dinheiro por 45/50 minutos de filme em média e na altura raramente se conseguia arranjar cópias em condições na internet para espreitar primeiro. No entanto a partir do momento em que arrisquei a primeira compra e vi “Voices of a distant star” fiquei estupefacto com a qualidade do trabalho de Makoto Shinkai e nunca mais parei de seguir todo o seu trabalho subsequente, tal como “The Place Promised on Our Early Days”, “Journey to Agartha” e mais recentemente “Garden of Words” (com review para breve).

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De todo o trabalho de Makoto Shinkai aquele que mais me marcou foi sem sombra de dúvida [“5 Centimeters per second”]; 50 minutos de verdadeira poesia visual com uma história romântica que hoje em dia é das mais populares de sempre dentro do cinema oriental, principalmente pelo seu final devastador que se tornou comentado em todo o lado pelo murro no estômago que os segundos finais provocaram e ainda provoca nos espectadores. Principalmente pela sua simplicidade. Se procurarem nos foruns de discussão ainda hoje muita gente especula sobre o destino dos personagens, o que terá acontecido depois e tudo o mais que possam imaginar de interpretações pessoais para esta história que cada espectador vive à sua maneira.

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Não que [“5 Centimeters per second”] seja propriamente uma história abstracta, mas na verdade o final teve tanto impacto na audiência, que muita gente parece ainda querer encontrar novas pistas para um desenlace final que todos gostaríamos de ver para aquela história de amor animada mas que se existisse hoje não estariamos aqui a falar dela. Ora acontece que curiosamente existem algumas pistas espalhadas visualmente ao longo do filme que não se notam a uma primeira visão (se nunca tiverem lido o Manga) e que podem realmente ser interpretadas de uma forma que eventualmente nem estará particularmente longe da verdade. Quero dizer com isto, que [“5 Centimeters per second”] tem realmente mais história para contar do que aquela que apareceu “filmada” em 50 minutos por Makoto Shinkai no filme original.

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E tem história para contar não em filme, ou em qualquer extra do dvd, mas sim no argumento original que acabou sendo reduzido na versão de cinema mas que se transformou há pouco tempo numa banda desenhada Manga e num respeitável volume com mais de 500 páginas, tal como se fosse um comum romance de prosa. E é precisamente esse Manga que eu venho aqui agora recomendar.

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O Manga, de [“5 Centimeters per second”] conta muito mais detalhes sobre a vida dos personagens e quem adorou o filme vai ficar fascinado com as histórias paralelas e com as motivações por detrás do que foi mostrado sobre cada história no filme original.

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O Manga é essencialmente o romance completo e percebe-se que muito provavelmente seria demasiado detalhado para funcionar como filme. Certamente se este argumento tivesse sido adaptado ao cinema de forma integral o impacto emocional do momento chave da história na versão animada, iria ficar um pouco diluído pois aqui na versão integral há tempo para se ficar a saber um pouco mais sobre os destinos dos personagens e até para introduzir personagens novos que acabam por justificar muito do que já se tinha visto no filme e que levou tanto fan a especular durante tanto tempo pela internet fora.

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O Manga é de compra e leitura obrigatória para toda a gente que adorou a versão de cinema já editada em dvd há alguns anos e à venda na amazon Uk. Tal como o filme “Be With You” ganha outra dimensão quando se lê o livro original (apenas) só depois de vermos o filme, também aqui em [“5 Centimeters per second”], a leitura do romance em forma de banda-desenhada dá uma nova perspectiva a toda aquela história que os fans bem conhecem. Não só reproduz todos os melhores momentos do filme, onde não falta um suspense gráfico que resulta plenamente até mesmo em Manga, como com mais de 500 páginas ainda tem tempo para desenvolver e responder a muitas das interrogações e especulações dos fans.

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Conta obviamente com o mesmo final demolidor do filme, mas aqui em Manga acaba por não ter tanto impacto por um simples motivo. O livro não termina nesse momento ao contrário do filme e mesmo subjectivamente dá-nos um segundo final para especular quando de repente inesperadamente se conclui a parte central da história… ou talvez não.

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Como todos os fans do filme original sabem, [“5 Centimeters per second”] tem 3 partes e essencialmente duas histórias de amor; sendo a segunda aquela que é considerada por muita gente a parte vazia da história. Ora bem, no Manga essa parte já tem uma razão de existir e esse segundo segmento de repente parece fazer outro sentido. Por outro lado, percebe-se perfeitamente que o segundo segmento no filme nunca poderia ser “concluído” pois esse epílogo iria retirar todo o fabuloso impacto emocional que encontramos na versão para cinema.

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Sendo assim, o que mais dizer. Se gostam do filme [“5 Centimeters per second”] este Manga é de compra totalmente obrigatória. É no entanto um livro para adultos. Não no sentido erótico, mas no sentido emocional. Este Manga não é a típica história de aventura para adolescentes mas sim um romance sólido e adulto bem pensado enquanto história de amor para um publico mais crescido e que não fica nada a perder em relação a muitos conceituados livros em prosa.

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O Manga é escrito por Makoto Shinkai mas não é desenhado por ele. Isto talvez porque o próprio realizador já disse que não gosta nada de desenhar bonecos e o que lhe move artisticamente é desenhar paisagens e ambientes (o que se nota perfeitamente no seu cinema) por isso deixa a bonecada humana para um dos seus colaboradores. Ao contrário do filme este Manga depende totalmente dos personagens e não dos ambientes e portanto é perfeitamente natural que a história tenha sido apenas escrita por Shinkai e não desenhada por ele na sua versão em banda desenhada. O livro é desenhado por Yukiko Seike mas todo o espírito de Makoto Shinkai está perfeitamente retratado principalmente pela poesia da própria escrita do autor.

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A diferença entre o livro e o filme está nos pormenores extra sobre cada história de amor, no final adicional e no facto do filme falar sobre emoções através dos ambientes visuais magistralmente desenhados e pintados por Makoto Shinkai enquanto o livro vai buscar a sua força á expressividade dos personagens.

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CLASSIFICAÇÃO Se gostam de [“5 Centimeters per second”] vocês sabem que têm mesmo que comprar este Manga. Não vale a pena resistirem porque vão adorar.

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Cinco tigelas de noodles e um Golden Award porque esta é daquelas histórias que rebenta qualquer escala seja de que forma for apresentada.

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a favor: tem a resposta para quase tudo o que sempre quiseram saber sobre o que ficou por dizer no filme original, graficamente tem uma estrutura fantástica e consegue surpreendentemente manter suspense romântico até mesmo para quem já conhece o filme de trás para a frente, a humanização dos personagens mais uma vez é do melhor como em todos os trabalhos de Makoto Shinkai e toda a escrita é verdadeiramente poética. Tem mais de 500 páginas excelentemente ilustradas e com uma narrativa visual brilhante na forma como consegue retratar emoções.

contra: o impacto emocional do final cinematográfico é diluído por ainda existir um novo final a seguir a esse, o novo final também poderá ser demasiado subjectivo para muita gente, (inclusivamente já gerou muita discussão sobre o que significa na internet). O impacto visual é menor em relação ao filme, pois o Manga é a preto e branco e a história não assenta emocionalmente nos ambientes ao contrário do que acontece no filme. Não que seja algo verdadeiramente mau, pelo contrário, mas Manga e filme são realmente dois produtos diferentes.

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NOTAS ADICIONAIS

COMPREM-NA AQUI EM ESPANHOL
https://www.amazon.es/Cm-Por-Segundo-Makoto-Shinkai/dp/8416476454/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1479487364&sr=8-1&keywords=5cm+por+segundo

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A minha review do filme original
https://cinemasiatico.wordpress.com/2014/05/11/5-centimeters-per-second-byosoku-5-senchimetoru-makoto-shinkai-2007-japao/

A minha review alternativa no meu blog sobre Cinema de Culto
https://universosesquecidos.wordpress.com/2016/11/18/5-centimeters-per-second-byosoku-5-senchimetoru-makoto-shinkai-2007-japao/

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Trailer https://www.youtube.com/watch?v=wdM7athAem0

Clip Contém *Spoilers* Por outro lado, se não viram o filme, também não irão notar. E mesmo que notem, eu até lhes podia contar o final em detalhe que não lhes estragaria a beleza do filme. Estão por vossa conta. 😉

https://www.youtube.com/watch?v=FJmvvZk4C1A
com legendas
https://www.youtube.com/watch?v=egCHrY_gHGg

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Comprar dvd na amazon UK
https://www.amazon.co.uk/gp/product/B0037B2WP0/ref=as_li_tl?ie=UTF8&camp=1634&creative=6738&creativeASIN=B0037B2WP0&linkCode=as2&tag=cinaosolnas00-21

O filme também está disponível numa copia legendada no youtube, mas não recomendo que o vejam assim. Este filme pede mesmo um bom ecran e principalmente um bom sistema de som pois muita da sua emoção vem da forma como usa a música. Não vejam o filme num simples ecran de computador.

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Se gostar deste vai gostar certamente de:

capinha_voices-of-a-distant-star capinha-the_place_prmised_in_early days capinha_agartha ——————————————————————————————————————

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Hanamizuki (Hanamizuki ) Nobuhiro Doi (2010) Japão


Já tinha saudades de uma boa love story oriental e estava à espera de encontrar mais um filme que valesse a pena recomendar.
Ora pois bem, [“Hanamizuki”] é o motivo perfeito para voltar ao blog, por vários motivos até.

Hanamizuki review

Estranhamente apesar de “Be With You” ser para mim a melhor história de amor japonesa ,(a par com o fabuloso 5cm per second) e definitivamente um dos melhores filmes românticos que alguma vez me passaram pela frente, nunca me lembrei de procurar mais trabalhos do mesmo realizador. Talvez porque “Be With You” me tenha marcado tanto que se calhar me esqueci que aquela história não era real e que tinha na verdade também um realizador por detrás.

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Deparei-me agora com [“Hanamizuki”] há poucos dias e para minha surpresa descubro no Imdb que é o mais recente filme de Nobuhiro Doi, precisamente o realizador de “Be With You”.
A procura por cinema romântico segundo as minhas estatísticas continua em alta por aqui mas há muito tempo que eu próprio não encontrava algo que valesse a pena recomendar pois o mercado romântico oriental está cheio de cinema do género mas raramente aparece algo que fuja à rotina ou tenha um toque especial.

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Ainda [“Hanamizuki”] mal tinha começado e já tinha captado a minha atenção pois curiosamente havia qualquer coisa nesta história que me fazia mesmo lembrar a atmosfera de 5cm per second e portanto já não consegui parar de ver.
Mais uma vez quem conhece o cinema romântico oriental já sabe com o que pode contar, pois também este filme não foge muito à regra em termos de história; no entanto mais uma vez também estamos na presença de mais um filme que se torna especial não pela história formulática mas sim pela forma como o realizador a desenvolve.

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[“Hanamizuki”] tem uma coisa de que não nos apercebemos de imediato mas que se torna evidente no decorrer do filme; tal como em 5cm per second também aqui temos uma história romântica que assenta apenas naquilo que é mais comum da vida de qualquer pessoa. [“Hanamizuki”] não usa ou abusa dos clichés melodramáticos que costumamos encontrar nos dramas orientais.

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Curiosamente, tudo está montado em situações que poderiam bem acontecer e todo o suspanse romântico nunca deixa de ser construído numa base sólida de realidade. Desta vez ninguém vai morrer de cancro a meio do filme como acontece no popular cliché romântico do cinema oriental. [“Hanamizuki”] não precisa de artifícios desses para nos manter agarrados ao ecran e continuar interessados na vida de todas as pessoas que vivem esta história.

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Tal como em “Be With You” a narrativa é calminha, os personagens levam o seu tempo a serem construídos e durante algum tempo parece que a história nem vai ser particularmente interessante.
Por outro lado, a partir de certa altura, por qualquer motivo não conseguimos deixar de seguir o que irá acontecer a seguir pois quando damos por nós estamos interessados mesmo na vida daqueles personagens.

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Até o habitual triângulo amoroso aqui, está naturalmente inserido e não é atirado à cara do espectador apenas para aumentar o estilo telenovela. Faz lembrar um pouco o mesmo tipo de estrutura que apareceu também em “Koizora Sky of Love”; precisamente com a mesma actriz, onde também havia um triângulo amoroso perfeitamente natural e sólidamente construido.

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A história é bem simples, um rapaz pescador apaixona-se por uma rapariga que vai estudar para a universidade longe de casa e todo o filme é sobre como será possível manter o amor vivo através da distancia que os separa. Mais um paralelismo com 5cm per second que não se fica por aí pois inclusivamente a cena das pétalas é semelhante, apenas agora não se trata de um Anime.
Nesta história não encontrarão as habituais piroseiras telenovelisticas com rivalidades entre familias, menina rica-menino pobre, traições foleiras e idiotices do género.

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Com uma história destas não havia grande motivo para suspanse, mas a verdade é que o filme consegue criar um clima de incerteza até ao seu desenlace pois nunca temos bem a certeza se a história de amor terá um final feliz. Não por impedimentos melodramáticos mas pelo natural desenrolar das vidas perfeitamente comuns dos protagonistas e de toda a gente que os rodeia nesta historia.

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Aliás, outro ponto positivo são os personagens secundários e as pequenas historias que ocorrem nas suas vidas. Alguns apenas com breve momentos de écran mas que no entanto são suficientes para que como espectadores fiquemos interessados na sua felicidade também, até pelo bom trabalho dos actores secundários.

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Resumindo, como eu tenho por hábito não revelar nada sobre os filmes que recomendo pois ainda sou do tempo em que o prazer de ir ao cinema estava em não sabermos nada sobre o filme em cartaz, também não irei dizer muito mais sobre [“Hanamizuki”].

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A principio nem ia dar uma grande nota a este titulo pois na verdade á primeira vista parecia não me ter marcado muito, mas a verdade é que o raio do filme não me sai da cabeça há vários dias e sendo assim se calhar é daqueles que ainda se irá tornar um titulo especial na minha colecção de cinema romântico.

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Talvez a única coisa que lhe retire algum brilho está no facto de na minha opinião ter duração a mais. Algures pelo meio arrasta-se um pouco e se o filme tivesse 15 minutos a menos se calhar teria sido a montagem ideal para a história sem precisarem de esticar tanto algumas pequenas cenas.

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De resto todo o filme contém algumas imagens fabulosas, boa fotografia e além disso é passado junto ao mar. Só por isso leva logo mais um ponto. Ainda por cima mete comboios e faróis e qualquer história romântica oriental que meta faróis para mim só pode ser boa.

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CLASSIFICAÇÃO

Embora nem de perto se aproxime do impacto que “Be With You” do mesmo realizador causa, este [“Hanamizuki”] é uma excelente história de amor baseada essencialmente em pequenos pormenores da vida do dia a dia e por isso funciona muito bem e recomenda-se. Era para lhe dar três tigelas e meia de noodles mas leva quatro porque estranhamente este filme não me sai da cabeça há dias.

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Se procuram bom cinema romântico oriental e já viram tudo o que tenho recomendado aqui neste blog, então juntem mais este à colecção pois é muito bom e recomenda-se.
Quatro tigelas de noodles na boa.

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A favor: mais uma vez a humanização dos personagens neste tipo de histórias de amor aparentemente simples, excelentes actores e óptimo casting, consegue manter um bom suspense romântico até ao final, tem um par de momentos emocionais fantásticos, bons personagens secundários que nem precisam mais tempo de ecran para funcionarem plenamente, tem um certo sabor a 5cm per second e quem tiver gostado desse irá querer ver [“Hanamizuki”], tem imagens que ficam na memória e uma fotografia que dá vida aos ambientes geográficos onde decorre a história.

Contra: não tem o mesmo impacto emocional que “Be With You” do mesmo realizador nem a atmosfera inesquecivel de 5cm per second, se calhar não precisava de ter 128 minutos para contar a mesma história.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
https://www.youtube.com/watch?v=Wy5tACEEopg

cover

Filme completo no Youtube
https://www.youtube.com/watch?v=ai1AtMFrKvU

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt162928

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Outros títulos românticos totalmente recomendados:

 Be With You My Sassy Girl The Classic Il Mare

 capinha_love_in_space Fly me to Polaris capinha_in-the-mood-for-love capinha_midnight-sun

concerto_capinha_73x cyborg_she_capinha_73x capinha_my-girl-and-i

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Cinema_oriental_no_facebook

O meu Top de Cinema Romântico Oriental.


Como practicamente, pelo menos 80% das visitas que chegam a este blog, chegam até cá procurando por cinema romântico oriental, achei que seria uma boa ideia colocar por uma ordem de gosto pessoal aqueles filmes que considero absolutamente obrigatórios, especialmente para quem chega agora ao género e não sabe por onde começar.
Isto porque muita gente que descobre agora as histórias de amor orientais acaba sempre por me perguntar afinal qual é para mim o melhor filme do género.
Portanto, aqui fica o meu TOP de filmes favoritos dentro do género.
A ordem é um bocado aleatória, embora 0s primeiros doze filmes que aqui apresento sejam para mim do melhor que poderão ver se quiserem começar por algum lado.

01º Be With YouClique aqui para ler a minha Review do filme e aqui para conhecerem a review do livro que não podem deixar de ler depois de verem o filme, vão por mim. 😉

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De todas as histórias de amor orientais que me passaram pela frente, esta será eventualmente a minha favorita por ser uma grande história de amor na sua simplicidade, com contornos de String Theory á mistura, montes de originalidade e um final fantástico cheio de imagens que nos ficam na memória.
Podem ir buscar o filme aqui, mas recomendo vivamente a compra do dvd se gostarem tanto quanto eu pois o DTS é excelente e este filme tem uma banda sonora impecável que merece ser ouvida com a melhor qualidade de som possível pois é parte integrante da força deste filme.
Podem encontrar a banda sonora aqui.

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02º Il MareClique aqui para ler a minha Review.

Um dos primeiros filmes que me fizeram ficar viciado em cinema romântico oriental pela sua atmosfera e originalidade.
É também outra daquelas histórias que irá agradar a quem gosta também de histórias sobre viagens no tempo, embora não seja propriamente um titulo de ficção-científica.
É mais um daqueles filmes que se recomenda vivamente que seja visto com excelentes condições sonoras pois a música é quase a terceira personagem do filme e este perde muito se o ouvirem em condições foleiras.
Ignorem o trailer oficial pois é absolutamente estúpido e vejam antes o videoclip para terem uma ideia do verdadeiro ambiente do filme (e embora esta música seja essencialmente pop, a banda sonora é quase toda de jazz).
Podem ir buscar o filme aqui mas se conseguirem encontrar esta edição ainda á venda recomendo a compra imediata, até porque vem com um CD extra com a mágnifica banda sonora do filme (que podem entretanto ir buscar aqui também).

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03º My Sassy GirlClique aqui para ler a minha Review.

O filme que inventou um estilo próprio dentro do cinema oriental e cujo o sucesso gerou cópias sem conta e nenhuma com a mesma magia do original. Outra grande história de amor que consegue misturar o drama com a comédia mais alucinada e nunca perde o equílibrio entre os dois géneros. A edição -directors cut- é capaz de ter minutos a mais pois perde o ritmo em alguns momentos, mas seja em que versão for este é outro daqueles filmes a não perderem se quiserem explorar o melhor do cinema romântico oriental. Videoclip aqui.
Podem ir buscá-lo aqui também com legendas PT/Br e façam o que fizerem, não vejam o remake americano antes de verem este original !
Para comprar o dvd, podem faze-lo aqui.

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04º The ClassicClique aqui para ler a minha Review.

Outro filme do mesmo realizador de My Sassy Girl, desta vez dentro do puro drama. Uma das melhores histórias de amor que poderão encontrar e que faz o milagre de transformar uma história adolescente aparentemente telenovelística sem interesse nenhum, num filme cheio de momentos inesquéciveis, com um twist genial e uma atmosfera visual poética que culmina num final perfeito que não irão esquecer.
Espreitem o trailer aqui. Quem vê isto nem imagina as reviravoltas que esta história vai ter pois ao contrário do que é habitual nos trailers de filmes americanos, aqui não dão sequer uma pista sobre o tipo de história que iremos encontrar.
Quem quiser a excelente Banda Sonora pode ir buscá-la aqui e o filminho aqui.

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05º Cyborg SheClique aqui para ler a minha Review.

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Este tornou-se definitivamente num dos meus filmes de ficção-científica favoritos (e não estava nada á espera disto). Usa todos os lugares comuns sobre histórias de viagens no tempo e consegue criar uma da melhores histórias de amor que vi nos últimos anos com recurso a um sem número de reviravoltas que resultam num filme único dentro do género. Mesmo quem não gosta de ficção-científica, se procura uma história de amor original e cheia de atmosfera e reviravoltas quanto baste não procure mais e veja Cyborg She. Mais uma vez o realizador de My Sassy Girl e The Classic, pega num género, introduz uma história de amor e tudo resulta em algo que não se consegue classificar mas que não deixa de ser fantástico.
NOTA: Não recomendo de todo que vejam o trailer antes de verem o filme !
Partam para isto totalmente ás escuras. 😉
Podem ir buscar o filme aqui com legendas em PT/Br ou comprar o dvd aqui.

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06º In the Mood for LoveClique aqui para ler a minha Review.

Este meu top, na verdade está truncado á partida pois na minha opinião qualquer um destes primeiros seis filmes que aqui lhes apresento para mim estará sempre no primeiro lugar de qualquer top, pois essencialmente apetece-me sempre reve-los e no caso deste In the Mood for Love isto também se aplica, pois este é outro daqueles filmes românticos absolutamente notáveis e de visão obrigatória que merece estar em primeiro lugar de qualquer lista.
No entanto, tenham em atenção pois por se incluir mais dentro do chamado cinema de autor poderá ser algo que afasta muito do publico que procura histórias “mais comerciais”, embora isto tenha muito que se lhe diga e por isso é melhor lerem a minha review sem falta para mais detalhes.
Podem espreitar aqui o trailer de In the Mood for Love, comprar o excelente dvd uk aqui ou então ir buscar o filminho aqui. E já agora também a banda sonora que é absolutamente hipnótica.
De qualquer forma este também leva a mais alta recomendação e já agora incluo logo aqui a sua “sequela” 2046 pois é outro absolutamente fantástico (trailer de 2046) e que não podem perder se gostarem de In the Mood for Love.

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07º Fly me to PolarisClique aqui para ler a minha Review.

Saindo do cinema de autor acima, seguimos para o seu mais extremo oposto e para Fly me to Polaris, possivelmente a história de amor mais ultra comercial de sempre pelo seu estilo absolutamente ultra-piroso e telenovelístico do piorio mas onde tudo resulta de forma fantástica e onde apanhamos com outra história que resulta a 100% cheia de magia e atmosfera especialmente na sua parte final que é de visão obrigatória para toda a gente que procura conhecer cinema romântico oriental.
Na falta de trailer fica aqui um videoclip.
Este é um dos filmes mais dificeis de se encontrar na net, seja á venda, seja para download, mas por agora penso que o encontrarão aqui, mas se calhar é melhor não demorarem muito tempo a ir buscá-lo.

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08º 5Centimeters per secondClique aqui para ler a minha Review

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Surpreendentemente este é um Anime e a prova definitiva de que o cinema de animação não tem que ser necessáriamente para crianças ou adolescentes apenas. 5 Centimeters per second, para mim é uma das melhores histórias de amor de sempre com uns primeiros 25 minutos inesquecíveis que vocês não podem deixar mesmo de ver se chegaram a este blog à procura de cinema romântico. Não se irão arrepender de todo com este pequeno filme de apenas 57 minutos mas que limpa o chão com muita longa metragem pseudo-romântica. Preparem os lenços.

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09º Midnight SunClique aqui para ler a minha Review.

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Este foi um dos filmes mais simpáticos que me apareceram pela frente no ano passado dentro do género romântico oriental e tornou-se definitivamente um dos meus favoritos.
Na verdade não parece ter nada de extraordinário á partida mas é uma daquelas histórias que nos agarra pela simplicidade e atmosfera total. Nem o final absolutamente previsível dentro do habitual estilo dramático oriental estraga a história. Aliás ainda a reforça e torna este filme num excelente pequeno produto comercial totalmente recomendável a quem procura histórias de amor e além disso é um excelente filme sobre adolescentes que não irá aborrecer nenhum adulto. Bem pelo contrário. Totalmente recomendado e um filme bonito na sua simplicidade com uma banda sonora impecável, especialmente se gostarem de baladas com guitarra acústica. Espreitem o trailer.
Podem ir buscá-lo aqui, (embora a cópia seja muito mázinha), por isso se gostarem, recomendo totalmente a compra do dvd pois por pouco mais de 5 euros ficam com o filme com uma qualidade técnica excelente e um som em DTS totalmente fantástico.

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10º Love in SpaceClique aqui para ler a minha Review

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Uma das mais simpáticas histórias de amor que encontrei até hoje no cinema oriental. Não tem nada de extraordinário mas tem uma onda tão positiva que se torna no antídoto perfeito para aqueles dias mais sombrios. Está muito bem filmado, os personagens são totalmente cativantes e o design é fabuloso. Para quem quiser um filme romântico que desta vez não tem absolutamente nada de tristeza pelo meio, este é o melhor título que poderão encontrar por aí. Curiosamente é uma produção chinesa embora eu tenha andado anos a pensar que isto era Sul Coreano. Recomendo vivamente.

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11º Sky of LoveClique aqui para ler a minha review

Já viram isto mil vezes, o ambiente é fofinho de meter vómito e tudo o que vocês imaginam que acontece, acontece mesmo.
No entanto, tem momentos fantásticos e muito crus que não são habituais neste tipo de histórias de amor com adolescentes e onde violação, bullying e aborto estão entre os temas desta história que os irá agarrar até ao segundo final pois é bem melhor do  que parece á primeira vista.
Podem ver o trailer aqui, ou ir buscar logo o filme aqui.
Não conseguem comprá-lo pois nesta altura está esgotado em todo o lado.

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12º A Time to LoveClique aqui para ler a minha review

Curiosamente um filme de que comecei por nem gostar particularmente dele quando o vi anos atrás pela primeira vez, mas que agora ao revê-lo me fascinou por completo.
Pode ser a milésima adaptação de Romeu & Julieta, desta vez em estilo oriental, mas não se deixem desmoralizar por isso pois esta versão mesmo assim, além de ter pilhas de atmosfera e imagens incríveis, ainda consegue ter suspanse romântico que os colocará em suspanse sobre o destino dos protagonistas até ao final.
Recomendo vivamente a quem não se importa com obras de ritmo lento e hipnótico, pois este também vale mesmo a pena.
Espreitem um trailer aqui. Podem comprá-lo aqui ou ir buscá-lo aqui.

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13º WindstruckClique aqui para ler a minha Review

Mais uma vez o realizador de The Classic, My Sassy Girl e Cyborg She, volta a recriar a magia e estamos na presença de outro titulo romântico oriental completamente inclassificável. O realizador mais uma vez,  alterna, a comédia, o drama, a acção e a típica história de amor como ninguém e há tanto para dizer sobre este titulo que o melhor é lerem a minha review detalhada, antes de verem o trailer ou irem buscar o filme aqui legendado em PT/Br.
Quem quiser comprar o dvd vai ter dificuldade em encontrá-lo pois este é outro daqueles filmes que parecem desaparecer a todo o instante.

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14º My Girl & IClique aqui para ler a minha Review.

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Este é um filme curioso dentro da minha lista, pois a primeira vez que o vi nem lhe achei particular piada.
Talvez porque a cena chave desta história não teve o impacto emocional presente na  primeira versão cinematográfica (o filme “Crying out love in the center of the world” produzido no japão alguns anos antes) e por isso fiquei com a impressão que esta versão não seria nada de especial.
No entanto por qualquer motivo as imagens deste filme não me saiam da cabeça e quando o revi já com outro olhar, a sua simplicidade cativou-me e hoje é um daqueles pequenos filmes que me apetece sempre rever e não tenho uma razão exacta para isso, (…leiam a minha review para mais detalhes).
My Girl & I essencialmente é mais um daqueles filmes simpáticos e este ganha imenso também pela atmosfera visual cheia de paisagens deslumbrantes e imagens que ficam na memória e por isso recomendo vivamente embora não tenha um pingo de originalidade.
Espreitem o trailer (com musica estúpida) e encontram o filme aqui.

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15º An Empress and the WarriorsClique aqui para ler a minha Review.

Embora á partida este filme pareça ter mais a ver com aqueles épicos de guerra medievais chineses a verdade é que se trata essencialmente de uma história de fantasia romântica que irá agradar certamente a quem procura uma boa variação dentro das histórias de amor orientais.
Espectaculares cenas de acção e um drama romântico ao melhor estilo oriental fazem deste filme uma excelente opção para quem quer ver algo diferente e procura uma história de amor cheia de atmosfera e que equilibra muito bem as cenas de acção com a parte dramática.
Espreitem o trailer aqui, podem ir buscar o filme aqui ou então comprar o excelente dvd (ou BluRay).

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16º Natural City
Clique aqui para ler a minha Review.

Apesar da classificação relativamente modesta que lhe atribuo na minha review, Natural City é um dos meus filmes favoritos por muitos motivos que poderão perceber quando lerem o meu texto.
É não só um excelente filme de ficção-científica, como ainda conta uma boa história de amor que contribui imenso para o poético final deste titulo que tem tudo para ser considerado uma espécie de BLADE RUNNER 2 apesar de uma ou duas coisas menos boas que o impedem de  ser uma obra prima dentro do género oriental como merecia.
Espreitem o trailer original aqui para poderem ter a verdadeira ideia da atmosfera do filme, antes que vejam o trailer “americano” onde se dá a ideia que isto é um filme de porrada estilo Matrix e onde se conta o filme todo como é costume.
Podem ir buscar o filme aqui, mas mais uma vez aviso, não vejam o trailer “americano” que está nessa página de download antes de verem Natural City. 😉
Está á venda na Amazon Uk também.

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17º FailanClique aqui para ler a minha review

Possivelmente o melhor drama produzido até hoje na Coreia do Sul e uma das histórias de amor com a estrutura mais original que surgiu nos últimos anos dentro do cinema oriental.
Um elenco fantástico, um filme triste mas com muita alma com um final devastador que os deixará em silêncio até ao fim dos créditos.
Totalmente obrigatório, mas pode não agradar a quem procura apenas um produto comercial nos moldes habituais pois esta não deixa de ser uma história de amor algo intimista.
De qualquer maneira é um filme fabuloso com duas interpretações memoráveis dos dois protagonistas que não devem perder se procuram cinema romântico original.
Podem ver o trailer (bem banal) aqui ou ir buscá-lo aqui, pois terão muita dificuldade em encontrá-lo em dvd actualmente numa boa edição.

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18º I won´t LoveCurta metragem/Videoclip

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Apesar disto não ser na verdade um filme mas sim um videoclip criado especificamente para esta música, muita gente ainda pensa que se trata da banda sonora de uma longa metragem devido a ser uma história de amor tão cinemática. Incluo-a aqui porque para mim é das melhores curtas metragens que vi dentro do cinema oriental. Adoro a história, os enquadramentos, a forma como a música está montada e o carísma das personagens. Em cinco minutos consegue ser muito mais poético e emocional do que muito filme de duas horas. E contém pequenas sequências de animação muito atmosféricas também. Uma das melhores histórias de amor orientais que poderão encontrar por aí. Com um final real triste. Uma da protagonistas suícidou-se um par de meses depois deste trabalho ter sido completado.
Vale a pena verem, quanto mais não sejam porque é um daqueles videoclips que está sempre a ser retirado do Youtube por queixas de muitos utilizadores americanos que afirmam que o video promove a indecência, a pedófilia e a homossexualidade. Aleluia irmãos !

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Concluindo.
Essencialmente estes são aqueles primeiros filmes que costumo recomendar a quem chega agora á procura de cinema romântico oriental e nunca viu nenhum titulo.
Posso apostar que se gostarem de pelo menos dois ou trés titulos desta lista, vão ficar com vontade de querer descobrir mais e por isso se vocês encontrarem algum filme do género que também recomendem, façam-me o favor de o indicar aqui no blog pois eu continuo sempre á procura de mais bons exemplos dentro deste cinema romântico do outro lado do mundo.

Mas há mais !
Fora estes que recomendo agora, as pessoas que visitam este blog sabem que existem muitos mais títulos que valem a pena serem vistos. Embora eu não os coloque no meu Top 10 de essenciais, todos esses filmes adicionais são excelentes opções para continuarem a descobrir o cinema romântico oriental e portanto, se chegam agora a isto e já viram o que acima recomendo, não deixem também de ver:
The Promise (TrailerDownload) # Madeleine – (TrailerDownload# Heaven´s Bookstore (TrailerDownload) # Lover´s Concerto (TrailerDownload) # Bungee Jumping of their Own (TrailerDownload) # Love Phobia (TrailerDownload) # Turn Left Turn Right (TrailerDownload) # The Floating Landscape (TrailerDownload) # 10 Promises to my Dog (TrailerDownload) # Rainbow Song (TrailerDownload) # Heavenly Forest (TrailerDownload) # Ashes of Time (TrailerDownload)

Estes são apenas um exemplo daquilo que eu considero o melhor que já recomendei no meu blog dentro do cinema romântico oriental. Não coloquei tudo aqui, apenas os titulos de que gostei mesmo muito, por isso podem continuar a explorar o blog pois ainda tenho mais uns quantos dramas românticos de que provavelmente irão gostar mais do que eu gostei e em breve colocarei aqui novas críticas dentro deste género tão popular entre tanta gente que visita este blog á procura de mais sugestões.
Obrigado a todos pelo apoio e espero que continuem a gostar do que também vou descobrindo.
E se encontrarem um filme romântico oriental que tenham achado fantástico, não se esqueçam de me dizer qualquer coisa. 😉