Kumo no mukô, yakusoku no basho (The Place Promised in Our Early Days) Makoto Shinkai (2004) Japão


Existem filmes que são simplesmente poéticos.
[“The Place Promised in Our Early Days“] é uma dessas obras, porque por detrás de toda a sua atmosfera técnologica contém também muita humanidade na maneira como os seus personagens cruzam emoções ao longo de uma história que na realidade não serve para muito mais a não ser para nos mostrar a intimidade de cada um deles.

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Existem filmes que podem ser chatos como o caraças !
[“The Place Promised in Our Early Days“] é uma dessas obras porque  toda a sua atmosfera técnológica parece  não levar a lado nenhum e contém momentos em que o paleio científico em demasia quebra a beleza da narrativa emocional dos personagens de uma forma que ainda parece mais despropositada quando se chega ao final do filme e ficamos com a sensação que a vertente de thriller e ficção-científica da história afinal não foi a lado nenhum.

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Este foi um daqueles raros filmes que me custaram imenso a ver. Comprei-o meses atrás no mesmo pack que continha o excelente “Voices of a Distant Star” e por mais de cinco vezes tentei vê-lo de uma ponta á outra nunca conseguindo aguentar mais do que uma meia hora seguida sem me deixar dormir. O que é estranho, pois desde os primeiros minutos se percebe que [“The Place Promised in Our Early Days“] é um dos melhores Anime que andam por aí, independentemente do seu potencial para curar insónias ou não.
Na verdade sempre que o tentei ver foi noite dentro e se calhar este é um daqueles filmes que não deve de forma nenhuma ser visto fora de horas porque todas as suas mágnificas qualidades acabam por não ser suficientes para evitar um bocejo no espectador que se arrisque a ver isto a altas horas da noite.

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No entanto, não deixem que este meu comentário os desencoraje pois [“The Place Promised in Our Early Days“] é um daqueles filmes que merecem mesmo ser vistos, quer gostem de Anime ou não. Na verdade irá certamente agradar mais até aquelas pessoas que não gostam de Anime, pois não contém nenhuma das estruturas habituais neste tipo de cinema que habitualmente atrai os chamados fãs do género. Não tem sequências de porrada com montagem rápida e uma multitude de planos estáticos sucessivos, não tenta meter estilo Anime, não tem maus nem bons, não tem vilões com superpoderes, nem tem nada daquilo a que o habitual espectador está habituado a ver. Tem apenas muita atmosfera.

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Acima de tudo [“The Place Promised in Our Early Days“], é cinema. Esqueçam o Anime.
O facto de ser um filme de animaçao é algo completamente secundário.
[“The Place Promised in Our Early Days“] é puro cinema-de-autor. Cenas chatas e “vazias” cheias de interpretações existenciais incluidas. Muito.
Por isso não esperem encontrar aqui um Samurai-X, DragonBall ou Naruto, porque Naruto é que este filme não é.

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É sim uma obra com uma beleza visual fabulosa e um produto muito dificil de descrever, pois é um daqueles filmes que mesmo quem não gosta, nunca o esquece.
Essencialmente é uma história de amor e amizade de contornos filosóficos e muito existencialistas, perfeita para agradar até ao mais exigente intelectual de café e onde o espectador é levado por caminhos que o próprio argumento nem parece estar a seguir.

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Se por um lado parece estarmos na presença de uma pura história de ficção-científica totalmente hardcore, na verdade esse detalhe não tem qualquer importância para o que se pasa na verdadeira história. [“The Place Promised in Our Early Days“] poderia ser passado no seculo XIV que não se notaria diferença no resultado final.
Este filme tem mesmo uma característica muito interessante, pois demonstra claramente que boas histórias existenciais cheias de humanidade e realismo psicológico não têm necessáriamente que estar apenas ligadas a temas ditos, – sérios e realísticos – baseados no dia-a-dia do homem comum á la woody allen mas podem perfeitamente surgir de contos extremamente tecnológicos e de conceitos saidos da mais pura fantasia sem nunca perderem a sua base.

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Mas não se deixem assustar pelas minhas palavras. Este é um Anime com uma história mais profunda do que aparenta, com um trio de personagens com uma densidade psicológica sólida e cativante, mas acima de tudo é um filme muito bonito que deixa marcas no espectador. E isto é muito dificil de explicar a qualquer pessoa que ainda não tenha visto a obra mas [“The Place Promised in Our Early Days“] tem mesmo qualquer coisa de especial.

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Talvez seja a sua simplicidade por detrás de uma suposta complexidade.
Pois por entre uma narrativa cheia de emaranhados quânticos e paleio ciêntifico sobre universos paralelos quanto baste, o que sobressai é uma sensação de poesia que nos deixa a flutuar numa espécie de transe contemplativo até mesmo quando a história chega ao seu abrupto e “incompleto(?)” final.

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Visualmente mais uma vez o filme é uma obra prima da ilustração. Desta vez o realizador já não fez todo o filme sózinho fechado no quarto (ver “Voices of a Distant Star“), teve uma equipa profissional com quem trabalhar, mas o seu estilo continua presente por cada fotograma.
Continua o ênfase nas paisagens, o que me agrada mesmo muito, pois compreendo perfeitamente a paixão do realizador pelas mesmas porque também eu lhes dou a mesma importância nos meus próprios trabalhos.

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[“The Place Promised in Our Early Days“] como o realizador diz nas entrevistas é uma história contada por paisagens.
Ao contrário dos outros Anime, nos filmes de Makoto Shinkai não são os personagens e os seus dramas que humanizam o argumento pelas suas acções. É sim o ambiente de cada sequência que cria o estado emocional na narrativa e portanto não há imagem neste filme que não esteja baseada num background extremamente detalhado e na sua maioria das vezes muito bonito e cheio de poesia visual.
E antes que me esqueça, a banda sonora é absolutamente perfeita, cheia de momentos subliminares e com um tema que espelha por completo toda a poesia presente nas paisagens e nas emoções dos personagens. Adorei a musica deste filme.

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A nível artistico, o uso de cor neste filme é absolutamente notável e portanto se vocês se interessam por ilustração este é mais um daqueles que não devem perder pois é uma verdadeira escola de desenho e pintura. Tudo o que vocês possam querer saber sobre iluminação e enquadramentos num background ou numa paisagem podem aprender num filme de Makoto Shinkai. O que não deixa de ser fascinante pois tudo isto é essencialmente um trabalho de alguém que começou como auto-didacta e contemplarmos os seus filmes é como disfrutarmos do triunfo do talento e do empenho sobre um qualquer curso superior muitas vezes tão sobrevalorizado, especialmente nesta terra. O trabalho deste realizador é um verdadeiro exemplo da vitória do talento sobre “o canudo”.
Nunca deixo de me surpreender como alguns dos melhores cineastas actuais no mundo nunca passaram por qualquer escola e Makoto Shinkai é ainda mais um a fazer companhia a por exemplo Hong-Kar-Way com todo o mérito.

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Já devem ter notado que mais uma vez eu não conto nada sobre a história. Na verdade este é mais um daqueles que na minha opinião deve ser apreciado por quem não sabe muito sobre ele e sendo assim… 😉
Essencialmente é mais uma vez um filme sobre o isolamento e a solidão, como parece ser a marca deste realizador mas não deixem que isto os deprima pois a história é bem positiva.

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CLASSIFICAÇÃO:

Só não lhe dou a nota máxima com um Golden Award incluido porque ainda acho que tem algum incoerência no ritmo da narrativa e a parte de ficção-científica é completamente redundante. O que me decepcionou pois adoro ficção-científica baseada em fisica quântica e estava a espera de mais no argumento. Embora depois de o ver tenha a perfeita consciência que o filme nem sequer é sobre isso pois o que importa são mesmo os personagens.
Este é mais um daqueles filmes de hora e meia que certamente teria sido muito melhor se tivesse sido uma curta metragem de meia hora como foi o primeiro filme do mesmo realizador.

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Estamos na presença de um filme que quase não se pode dizer que seja de animação, porque tal como no primeiro trabalho do realizador também aqui toda a estrutura do mesmo é baseada quase em imagens estáticas em estilo “slide” onde só apenas um pequeno pormenor é animado e tudo se sucede como se estivessemos a ver uma espécie de banda-desenhada no ecran em que muito pouca coisa se move. Contém com inúmeras cenas de diálogos em que a imagem nem se mexe durante segundos a fio.
Sendo assim leva “apenas” cinco tigelas de noodles, porque é um dos melhores Anime que poderão encontrar no mercado, mas atenção porque não será de certeza um filme que agrade a todos, pois o seu estilo cinema-de-autor poderá afastar muita gente.

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A favor: a poesia visual e toda a caracterização psicológica dos sentimentos dos personagens principais, a banda sonora é lindíssima e não se nota, artisticamente é um dos mais bem desenhados Anime que andam por aí no que toca a paisagens pormenorizadas, é um daqueles filmes bonitos que não conseguimos explicar porquê a quem ainda não o viu, fica na memória mesmo quando pensamos que não gostamos muito dele.
Contra: não esperem uma resolução para a parte da história de ficção-científica/thriller, tem cenas a mais que na verdade não servem para muito, tem alguns problemas de ritmo e alguns personagens de cartão que não servem para muito, o final pode deixar muito a desejar a quem espera encontrar uma resolução qualquer para o mistério ou para a aventura e só irá encontrar a conclusão da parte emocional dos personagens.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=07186dk9CPk

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Comprar edição especial
http://www.amazon.com/Shinkai-Collection/dp/B000BKSJ5W/ref=pd_bbs_2?ie=UTF8&s=dvd&qid=1220623921&sr=8-2
Recomendo vivamente esta edição em dvd pois além do filmes [“The Place Promised in Our Early Days“] e [“Voices of a Distant Star“] contém ainda um par de extras muito interessantes como por exemplo o primeiro desenho animado feito por Shinkai e que pelo visto já se tornou um filme de culto. Chama-se “She and her cat” e como já notaram é um filme sobre gatos. É uma pequena experiência a preto e branco cheia de atmosfera e também aqui o dvd tem o filme em 3 versões sendo a de maior duração a versão de 5 minutos.
Mas o melhor desta edição é mesmo os dois livros impresos em papel de excelente qualidade onde se narra visualmente com dezenas de esboços e desenhos a cores do próprio realizador todo o making-of dos dois filmes. Absolutamente imperdível para quem se interessa por desenho.


IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0381348/

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Lian zhi feng jing (The Floating Landscape) Miu-suet Lai (2003) China


[“The Floating Landscape“] é um filme oriental tão estranho quanto especial.
Estranho porque ao contrário do que o videoclip dá a entender não é de forma nenhuma a típica história de amor ultra-fofinha ao estilo oriental mas sim uma obra que se situa algures entre um filme de autor intímista e a love-story comercial embora nunca se defina por completo.  Isto contribui para que seja um produto cinematográfico com um certo charme que só lhe fica bem quando comparado com todas as outras histórias de amor que inundam o mercado pois estamos na presença de um filme asiático diferente.

Especial também, porque essa diferença mais uma vez mostra que actualmente ninguém produz melhores histórias de amor do que o oriente pois conseguem acima de tudo humanizar os personagens e torná-los pessoas reais sem precisar de entrar em diálogos excessivamente dramáticos e telenovelísticos. Mais uma vez estamos na presença de uma história de amor em que a palavra “amar” practicamente nem aparece no argumento e tudo é nos mostrado pela imagem.

Mas este filme na minha opinião também é especial porque é um daqueles que nos puxa para ele muito depois de o termos visto. No meu caso, da primeira vez que o vi não gostei particularmente, pois estava á espera de encontrar no filme o mesmo ambiente do videoclip e fui surpreendido com uma obra bem mais intimista e mais de acordo com o trailer oficial que ainda não tinha visto na altura.
No entanto, mesmo não tendo gostado particularmente de [“The Floating Landscape“] a verdade é que este filme insistia em não me sair da cabeça, (um pouco como aconteceu com “Madeleine“). E isto mais uma vez essencialmente devido á sua atmosfera, algo que é agora um bocado dificil de explicar a quem ainda não viu o filme.

 

Aparentemente [“The Floating Landscape“] é uma obra asiática muito simples. A história é intrigante mas nem por isso particularmente misteriosa, isto porque o espectador percebe logo muito antes dos personagens o significado do enigma que os confunde e este facto retira logo todo o suspense que o desenlaçe poderia ter, o que me desiludiu quando vi o filme pela primeira vez.
No entanto, a uma segunda visão já conhecendo bem a estrutura da narrativa a verdade é que [“The Floating Landscape“] revela-se numa obra especial e com muitos bons motivos para agradar a quem procura uma história de amor diferente do habitual cinema oriental do género.
Diferente no ambiente, pois além de contar com dois personagens cativantes e tão simples que parecem pessoas reais ainda se passa numa das cidades mais atmosféricas que me lembro de ver no cinema.

O filme passa-se algures numa das muitas cidades industriais costeiras da China e ao contrário do que possam pensar esta não tem nada de extraordinário. Não é um local ao estilo de Paris ou Roma, não tem nenhuma característica que a torne parte de qualquer roteiro turístico mundial obrigatório, mas tem uma coisa absolutamente fascinante e que a transforma no cenário perfeito para ser palco da história deste filme.
A melhor maneira de descrever o seu ambiente será dizer-vos que em certos momentos parece um local perdido onde o tempo corre mais devagar e em certos momentos parece uma cidade saída de um desenho animado de Hiyao Miyazaki.
Além do par romântico, a cidade é a terceira personagem do filme e apesar da localização geográfica nem ter qualquer relevância para a história neste caso a luz com que esta é sempre fotografada cria uma atmosfera realmente bonita que contrasta um pouco com a frieza e a melancolia  presente no próprio desenrolar da narrativa.

É que uma das características estranhas deste filme está precisamente no seu equílibrio entre dois tons narrativos extremamente distintos. Se por um lado [“The Floating Landscape“] tem um lado poético e bonito na forma como usa as cores da cidade para ilustrar a relação dos dois protagonistas, por outro tem também momentos intimístas extremamente frios e algo perturbantes que parecem até deslocados do resto do filme. Se numas alturas assume claramente um estilo de cinema de autor noutros momentos parece querer colar-se ao registro oriental mais comercial. Isto cria um ambiente algo incerto, pois enquanto espectadores nunca sabemos se a seguir vamos ter uma cena ligeira ou então mais uma sequência com outra daquelas cargas de tristeza contemplativa que nos fazem querer cortar os pulsos.
E por falar nisso…
Já agora chamo a atenção para a inesperada e muito gráficamente explícita cena de tentativa de suicidio envolvendo um pulso, uma lâmina de barbear, veias e muito sangue que aparece nos momentos iniciais do filme e que poderá ser um bocado incomodativa para muita gente.
Dentro do contexto da história entende-se a razão da cena estar lá, mas a verdade é que é algo realmente inesperado quando o videoclip nos remetia para um filme muito mais ligeiro do que na realidade [“The Floating Landscape“] é em alguns momentos.

Esta estranha alternância entre um ambiente comercial descontraído e uma atmosfera negra intímista  muito triste e deprimente é uma das coisas que mais nos confunde nesta obra e ao mesmo tempo se calhar é aquilo que também torna [“The Floating Landscape“] num filme que não se esquece, especialmente se gostarmos de histórias de amor originais e bem contadas.
Um factor muito importante que contribui imenso para a atmosfera é tmbém a banda sonora.
Mais uma vez, se esperam encontrar algo no estilo da música que aparece no videoclip esqueçam, pois essa canção nem entra na história. Em vez de uma banda sonora ligeira, todo o filme é pontuado por uma atmosfera sonora bastante minímalIsta (quase de música erudita) e que reflete muito bem principalmente o clima de intensa tristeza que percorre muitas partes da história.
Embora ao mesmo tempo também consiga ilustrar os momentos alegres mas de uma forma igualmente intímista, por isso já sabem, [“The Floating Landscape“] é tão diferente que até a própria música não é aquilo que se esperaria mas mais uma vez isto contribui para tornar o filme numa história de amor especial que merece ser vista pelo menos uma vez.

E como se o filme não fosse já suficientemente estranho, se calhar é melhor dizer também que este mete um par de sequências em desenho animado, mas sobre isto não vou dizer muito mais, até porque vocês precisam ter algo para apreciar de fresquinho e os momentos animados presentes em [“The Floating Landscape“] apesar de breves contribuem também para aquele estranho equilibrio entre cinema de autor, cinema comercial e para a originalidade do filme.

Basicamente  [“The Floating Landscape“] conta a história de uma rapariga que depois do namorado ter morrido de uma rara doença genética mesmo assim não consegue deixar de o amar. Após uma tentativa de suicídio como forma de se sentir mais perto do jovem que faleceu ela resolve viajar até á cidade natal do namorado com o objectivo de conseguir encontrar o local real que este representou um dia num desenho e que significava muito na sua vida.
Ao chegar lá encontra um jovem carteiro que a guia pela cidade e a tenta ajudar a encontrar esse local presente na ilustração mas sempre sem grande sucesso, (embora para o espectador seja mais que óbvio). Durante esse processo vocês, já estão a ver o resultado e claro que o jovem carteiro se apaixona pela rapariga que entretanto não consegue largar a obsessão de encontrar a paisagem desenhada pelo namorado e com isso nem repara no amor e na possibilidade de um novo futuro feliz que o jovem carteiro lhe poderia proporcionar.

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CLASSIFICAÇÃO:

Apesar da minha classificação relativamente baixa quando comparada com a de outras histórias de amor que já apresentei neste blog não se deixem desmoralizar. Na verdade se calhar [“The Floating Landscape“] até é capaz de merecer mais mas a verdade é que a estranha indefenição entre estilos de cinema lhe retira muito da força que merecia ter tido.
No entanto continua a ser uma boa história de amor e que merece ser vista ou até fazer parte de qualquer colecção de quem gosta de cinema romântico oriental e não receie encontrar um filme algo frio em certos momentos.
Até porque a atmosfera (quando não é fria e deprimente como o %&#”) é quase mágica e a química entre os dois protagonistas é excelente. Tivesse o estilo de filme sido mais bem definido e [“The Floating Landscape“] poderia até ser um daqueles filmes obrigatórios. Assim fico-me apenas pelo muito recomendável. Mas recomendável mesmo, pois é uma excelente alternativa a todos os outros filmes do género romântico oriental que tenho recomendado até agora.
Trés tigelas e meia de noodles, porque mesmo assim é muito bom (de uma forma estranha).

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A favor: a química entre os actores, os personagens muito humanos e reais, a maneira como a cidade está filmada, tem uma atmosfera muito poética apesar de algo melancólica até nas partes mais bonitas, as breves ilustrações da sequência animada, por entre o ambiente triste contém um par de sequências românticas bonitas sem precisar de recorrer a diálogos de telenovela para mostrar emoção, apesar de estranho e por vezes muito deprimente é um filme que nos fica na memória pelos seus pequenos aspectos muito positivos.
Contra: a realização não deslumbra e esforça-se demasiado para ser um daqueles filmes de autor inteligentes, a banda sonora é muito boa mas pode ser bastante triste e não tem nada a ver com a balada comercial do videoclip, a carga emocional negativa que percorre todo o filme quase que anula o ambiente romântico que a história supostamente pretende ter, não sabe se quer ser um filme de autor ou uma love-story comercial, não é uma obra que estejamos sempre a querer voltar a ver ao contrário de filmes como “Be With You“, “The Classic” ou “Il Mare“ e pode decepcionar quem espera algo mais essencialmente comercial.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=lzU1DNLRNxI

Videoclip
http://www.youtube.com/watch?v=6pnWBQ6jnqM&feature=related

Comprar
A edição que tenho é esta. Contém um pequeno making of muito interessante mesmo apesar dos extras não estarem legendados em inglés. Apenas o filme está legendado, mas tem uma boa cópia e é uma boa compra para quem quiser comprar mais uma boa história de amor oriental.
http://www.play-asia.com/paOS-13-71-7l-49-en-15-the+floating+landscape-70-3g1.html

Podem também encontrá-la á venda na Amazon.com a um bom preço.

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0377923/

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Outros títulos românticos recomendados:

Be With You My Sassy Girl Love Phobia

Il Mare The Classic Fly me to Polaris

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