The Assassination Classroom (Ansatsu kyôshitsu) Eiichirô Hasumi (2015) Japão


Se são daqueles que sempre pensaram que o que faltava no filme “Dead Poets Society/O Clube dos Poetas Mortos” eram umas pistolas e uns assassinatos então , [“The Assassination classroom“] é para vocês !

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Quando eu pensava que já tinha visto tudo, eis que o Japão volta à carga com mais um titulo absolutamente indiscritível e verdadeiramente inclassificável.
Por falta de tempo não costumo acompanhar o que se passa no mundo das séries Anime ou dos Manga, mas consta que este filme é a adaptação live-action de uma das mais populares séries animadas do momento em termos de objecto de culto.
Depois do filme, acho que vou ter mesmo que ver a série…

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Para aqueles que andam sempre a dizer que já não existem conceitos originais, tomem lá este.
Um extraterrestre que se parece com um polvo gigante amarelinho e com o rosto sorridente do -smile- um dia destroi mais de metade da lua (esculpindo-a para sempre em forma de meia-lua) e dirige-se para o nosso planeta Terra para voltar a fazer o mesmo, porque sim.
Para evitar que tal tragédia aconteça o governo do Japão faz um acordo com o alienígena e na troca deste poupar a Terra por mais uns meses, aceita dar-lhe emprego como professor de liceu.

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Sim, leram bem.
Mas não é um professor qualquer. É um professor de –assassinato– num liceu que treina os adolescentes para serem assassinos profissionais porque sim.
O objectivo na sala de aula, é por isso, assassinar o professor. Se não o conseguirem fazer até um determinado prazo, o extraterrestre amarelinho irá destruir também o planeta Terra porque lhe apetece.
Ainda está alguém aí ?… … …

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E mais; tudo isto parece passar-se numa espécie de Japão alternativo, ou pelo menos num futuro próximo onde a sociedade e o mundo escolar está dividido entre aqueles que têm boas notas nos estudos e por isso irão pertencer à elite e aqueles que são medianos mas que estão para sempre condenados a servir os ricos , um pouco como nas castas indianas.
Esses alunos são remetidos para a turma-E onde são treinados como assassinos para servir o governo.
Ah e a professora de Inglés chama-se “miss Bitch”.
Vic Bitch.

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E pronto, a partir daqui o que mais se pode dizer…
[“The Assassination classroom“] poderia ter sido um dos mais geniais filmes de…qualquer coisa…desde…ehm…qualquer outro…
O problema é que este filme tem pelo menos meia hora a mais e isso retira-lhe logo muito do divertimento que parece ir gerar à partida quando apanhamos com o conceito de tudo isto.

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Talvez porque tem a necessidade de apresentar inúmeras personagens ao mesmo tempo que tenta fundamentar este universo totalmente alucinado, [“The Assassination classroom“] acaba por gastar muito tempo naqueles momentos de exposição em que se fala muito sobre coisas em vez dessas coisas nos serem mostradas. Curiosamente isto parece ser a típica praga que assola grande parte do cinema live-action Japonês quando entra por este tipo de histórias mais Anime e [“The Assassination classroom“]  ressente-se disso, pois não fosse tão repetitivo na sua estrutura e tudo poderia ter sido fantástico. Algo me diz que a sequela (e sim vai ter sequela), irá ser bem mais consistente precisamente porque já não tem de apresentar personagens.

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É também um filme em termos geográficos muito restrito e tudo practicamente se passa ou dentro da sala de aula ou no recreio do liceu. Raramente abre a acção ou o drama para outro sitio qualquer salvo um par de breves momentos. Pessoalmente estou sempre á espera de ambientes épicos neste tipo de filme que se cola de certa forma ao estilo -super herois- de uma maneira ou de outra e quando isso não acontece sinto sempre que falta algo. Mas isto é uma opinião pessoal mesmo. De qualquer forma practicamente toda esta primeira história se passa dentro da sala de aula e pouco mais.

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Por outro lado, personagens completamente loucos é o que não falta por aqui. Desde o super-puto tipo Dragon Ball que voa e luta com os cabelos, até à colega de turma que é assim uma espécie de super computador em versão monólito do 2001 mas num estilo teenager fofinha; tudo em [“The Assassination classroom“] parece existir para desorientar o espectador apanhado de surpresa. Mas resulta ?
Por acaso até resulta. Até o puto esquisito tem pinta.

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Tirando a repetição constante das situações, algumas cenas que não levam a lado nenhum (os rapazes irem espreitar o dormitório das raparigas) e o excesso de diálogos de exposição, a verdade é que ainda sobra muita coisa realmente divertida que nos faz ficar hipnotizados sem conseguir sair de frente do ecran só para saber o que raio nos vai parecer pela frente de seguida.

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[“The Assassination classroom“] tem também a vantagem de contar com efeitos especiais fantásticos no seu geral. Algumas cenas de acção mais digitais resultam plenamente, a estética visual é totalmente Anime mas reproduzida em live-action e nada se pode apontar de negativo em termos técnicos a esta produção. Simplesmente esquecemo-nos muitas vezes que estamos a ver efeitos especiais e isso é o melhor que se pode dizer deste trabalho nesse aspecto.
A animação digital do personagem alienígena Kersensei é simplesmente espectacular e não conseguimos distinguir quando foi usada animação digital ou um efeito práctico com um boneco insuflável real no set.

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Todas as aventuras alucinantes do alien sorridente são acompanhadas por animação fabulosa, fluída e absolutamente notável, sendo este filme um bom exemplo para mostrar aquele pessoal que ainda pensa que só em Hollywood se fazem efeitos especiais a sério.
Quem gosta daquelas sequências de acção em estilo Dragon Ball ou Pokemon, vai delirar com algumas das cenas deste filme pois devem ser das mais fieis ao estilo Manga que vi até agora.

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[“The Assassination classroom“] é um filme de efeitos especiais, mas ao contrário de coisas como por exemplo “Transformers”, aqui os efeitos são sempre usados para complementar a história e não apenas para exibir o boneco (e ficamos a gostar muito do boneco sorridente também (apesar do riso irritante)). Teria sido muito simples terem entrado por esse caminho, mas felizmente que o argumento ainda se preocupa com os personagens. Infelizmente nem sempre resulta, pois são personagens a mais para duas horas de filme, mas pelo menos (embora algo vazios) nunca sentimos que estejam apenas por ali à deriva, pois alguns até têm momentos importantes, principalmente nas tentativas de assassinato do professor.

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O filme falha no entanto quando tenta dramatizar algumas situações, por exemplo no final. Há tanto personagem no filme que quando a história precisa de tentar meter alguma emoção para criar empatia com o espectador no que toca ao destino de certos personagens a coisa não resulta de todo e tudo parece metido a martelo porque era preciso e mais nada.
E não resulta porque precisamente não há grande desenvolvimento de personalidades ao longo da história. Todo o filme é focado no alien e como resultado o personagem mais humanizado acaba mesmo por ser ele. O que nem é particularmente negativo.

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Este é um filme muito estranho, não só pelo tema, mas pela estrutura. Na verdade não se passa grande coisa nele a não ser assistirmos constantemente às inumeras tentativas de assassinato do professor. Algumas divertidas, outras espectaculares, outras nem por isso.
Ha por aqui algures uma sátira politica e um comentário social, mas perde-se um bocado porque o que importa é mesmo o boneco amarelo. Por outro lado nem é grave, pois o que importa mesmo é mesmo o boneco amarelo e sendo assim…venha ele.

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Portanto [“The Assassination classroom“] recomenda-se a quem ? Bem, a quem conhece o Anime original talvez. Também se recomenda a quem quer ver um filme completamente alucinado pois a verdade é que é realmente uma ideia original muito bem executada técnicamente. Só pela originalidade vale a pena espreitarem.
Tem algum humor, é fofinho quanto baste e apesar da enorme quantidade de armas , não é propriamente um filme violento, embora tenha aqui e ali umas pitadas de politicamente incorrecto muito bem colocadas, o que só lhe fica bem.

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A verdade é que senti que há por aqui algo com um enorme potentencial, mas que fica a meio caminho precisamente porque isto é essencialmente um filme introdução.
Este universo tem de ser explicado, deixa pontas soltas no ar no final e tudo aponta para que a sequela resolva tudo o que fica a pairar nesta primeira parte.
Por outro lado, tem momentos divertidos e a sua originalidade é totalmente cativante.

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CLASSIFICAÇÃO:

Estava a pensar dar uma classificação menor a [“The Assassination classroom“] porque tem realmente meia hora a mais e as cenas de exposição tornam a história algo maçadora e repetitiva quando a história chega a meio; no entanto ninguém poderá negar a originalidade deste filme e só por isso merece ser destacado. Ainda por cima tecnicamente está fantástico e portanto é um daqueles que se recomenda a toda a gente que pensa que já viu tudo.

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Quatro tigelas de noodles porque sinto que a sequela deverá ser melhor, mas este vale pela originalidade acima de tudo.

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A favor: a originalidade e a loucura de todo o conceito, o personagem do alien amarelo é genial, os efeitos especiais digitais são de alta qualidade, boa fotografia, torna-se num filme verdadeiramente hipnótico a partir de certa altura.
Contra: deveria ser mais curto e ter menos momentos de exposição redundantes, é algo repetitivo quando passa a novidade do conceito, são duas horas onde não acontece grande coisa para além do que se repete constantemente e o final fica no ar.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER


IMDB

http://www.imdb.com/title/tt3853452

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Se gosta de filmes alucinados e originais:

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The Green Slime (The Green Slime) Kinji Fukasaku (1968) Japão


Se costumam visitar o meu outro blog “Universos Esquecidos” que por força da falta de tempo também tem andado um bocado esquecido já devem ter lido esta review, mas para toda a gente que ainda não reparou no filme fica aqui este re-post agora no Cinema ao Sol Nascente por muito estranho que isto lhes possa parecer.
Eu sei que pelas imagens do filme não se nota, mas a verdade é que [“The Green Slime“] é uma produção Japonesa do final dos anos 60, apesar de não irem encontrar um único japonês no ecrã. Na verdade estão todos dentro dos fatos de borracha que simulam as criaturas invasoras.

Este é não só um daqueles filmes do piorio, como também um verdadeiro antepassado de “Aliens” e “Armageddon“. Começa quando uma equipa de astronautas é enviada para destruir um asteroide em rota de colisão e acaba em cenas de porrada genialmente rídiculas em que uma estação espacial é invadida por uma quantidade enorme de alienígenas que se reproduzem de cada vez que são atingidos.
Os monstros são na realidade uma forma de vida indígena do asteroide destruído e entraram na estação porque um dos astronautas encontrou uma espécie de baba verde nojenta na superficie do rochedo e a trouxe para bordo quando regressaram da missão.
Naturalmente aquele green slime como seria de esperar, evolui até se transformar numas criaturas ameaçadoras que são uma espécie de polvo com muito olhos e não ficariam nada deslocadas num episódio do “Espaço 1999“.

Na verdade, pensando bem [“The Green Slime“], parece uma espécie de Espaço 1999 cheio de porrada mas em estilo Austin Powers e é talvez isso que hoje em dia ainda lhe dá mais encanto. E não falta sequer uma personagem semelhante á Dra Helena Russel mas em versão Bond-Girl.
É muito dificil descrever este filme a quem nunca o viu, pois [“The Green Slime“] é um daqueles produtos que se nota á distância que foi feito no final dos anos 60 devido ao seu estilo completamente psicadélico e muito groovy baby.  Garanto-vos no entanto que é muito divertido.

Estéticamente parece um episódio de Thunderbirds mas com actores de carne e osso em vez de marionetes com fios.
Embora na verdade não se note grande diferença.
É que os actores deste filme são verdadeiramente canastrões. E quando não são eles os canastros os figurantes tratam de os substituir ao andarem á deriva pelos cenários sem saber bem o que estão ali a fazer durante as cenas de acção. O que cria situações paralelas muito engraçadas, pois se repararem bem em alguns momentos de tensão, os personagens principais estão a dar tudo para parecer estar realmente em perigo, mas depois olhamos para os figurantes e nota-se perfeitamente o contraste pois a metade deles deve estar mais a pensar o que raio estão ali a fazer com aqueles capacetes de zundap na cabeça em vez de estar no quartel militar onde os foram buscar para brincar aos soldados espaciais.

Mas a coisa mais assustadora e realmente incrível deste [“The Green Slime“] nem sequer são os temíveis invasores alienígenas ou as estonteantes cenas de acção.
A coisa que mete mais medo, é o cabelo do heroi !
É que meus amigos, nem uma marionete dos Thunderbirds consegue ter um cabelo tão bem penteado durante o tempo todo.

E por falar em heroi, acho que nunca vi um gajo tão detestável e estúpido num filme espacial. Além de ser um autêntico porco chauvinista (mas elas gostam), é um verdadeiro fascista arrogante que toma as decisões mais hilariantes e contraditórias ao longo de toda a história sem se preocupar com o que acontece aos seus homens desde que o seu cabelo não perca o efeito de laca constante.
O tipo parece-se ligeiramente com uma mistura entre Charlton HestonRonald Reagan o que de certa forma até tem a ver com a personalidade do personagem.
Embora o gajo seja verdadeiramente detestável, não deixa de ser engraçado ver que nos anos 60 aquela composição de personagem seria o equivalente ao heroi do filme. E não é que o gajo se safa no fim e fica com a miuda ?

Tudo o que é mau em [“The Green Slime“] é aquilo que o torna num clássico absoluto e num verdadeiro representante daquilo que normalmente associamos aos clichés dos filmes de ficção científica clássica, monstros de borracha e miudas a gritarem.
E curiosamente mais uma vez, tudo aquilo que associamos a clichés do género acaba por estar, não num filme americano mas outra vez numa produção de fora dos Estados Unidos, tal como já tinha acontecido em “Planeta Bur“.
No entanto, isto é um filme absolutamente imperdível, pois momentos geniais não faltam e é um daqueles que merecem verdadeiramente o titulo de grande clássico do lixo. Ainda por cima é lixo bem produzido.

Os cenários são muito diversificados e óbviamente cheiram a cartão pintado por todo o lado, os efeitos especiais têm fios quanto baste e os monstros de borracha não poderiam estar melhor.
Agora, alguém me explica porque razão é que os soldados precisam de andar de carrinho de golfe nos corredores da estação espacial quando as distâncias são incrivelmente curtas e toda a gente passa por eles muito mais rápido seguindo a pé ? E porque é que os carrinhos de golfe têm um tubo de escape ?
Já lhes disse que o cabelo do heroi nunca se move ?

Ah e não percam também as cenas em que os herois com fatos espaciais atendem o telefone e comunicam encostando o auscultador ao capacete. Este futuro é só técnologia.
[“The Green Slime“] foi uma produção que saiu no mesmo ano que “2001 Odisseia no Espaço” e é absolutamente notável constatarmos as diferenças estéticas entre ambos.

No meio de tudo isto não conseguimos deixar de nos espantar como o conceito de “Aliens” já estava presente neste [“The Green Slime“], pois todas as cenas de porrada nos corredores da estação remetem imediatamente para o filme de James Cameron o que dão actualmente uma nova vida a esta aventura espacial com espírito de Austin Powers.
E claro, as cenas no asteroide parecem uma versão antiga do filme “Armageddon” o que misturadas com o estilo “Aliens” dá origem a um produto muito engraçado.

No entanto nem tudo é bom porque é mau.
Há partes más que são realmente más e como tal contribuem para que [“The Green Slime“], não seja tão bom quanto deveria ser, sendo mau.
Faz sentido ?
O filme nem tem 90 minutos mas mesmo com tanta porrada ás vezes parece bem mais longo, talvez por esta não ter qualquer suspanse devido á sua ingenuídade e isso tornar redundantes algumas cenas que se calhar antigamente funcionavam, mas actualmente já estão extremamente datadas até mesmo para o espectador que como eu gosta deste tipo de filmes e normalmente se diverte com eles.

O facto de ser um filme japonês também lhe dá uma identidade um pouco indefinida, pois segue toda aquela estética de Godzilla mas tem um ritmo narrativo algo errático o que torna o facto dos actores serem todos estrangeiros, nomeadamente americanos, franceses e italianos num pormenor ainda mais curioso pois muitos parecem um bocado á deriva em todo o argumento e nenhum é usado plenamente, chegando alguns a ter menos tempo de ecran do que o próprio cabelo do heroi facho-chauvinísta.

Mas não deixem que isto os impeça de espreitar este [“The Green Slime“], pois é um verdadeiro filme de culto com quase tudo no lugar e onde nem faltam as estações espaciais penduradas por fios, as cenas de tiroteio no espaço ou os incendios no vácuo com as chamas a deslocarem-se para cima.
E claro, os diálogos atrozes e situações completamente ilógicas, que quase que tornam imprevisível aquilo que já se espera que vamos ver.

Uma nota curiosa também para o facto de já nesta altura terem arriscado um bocadinho de gore, com algumas cenas óbviamente contidas, mas que não deixam de criar um ambiente ainda mais campy que só fica bem a um filme que mete monstros horríveis a matarem pessoas em grandes quantidades.

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CLASSIFICAÇÃO:
Um verdadeiro filme de culto dentro da ficção científica clássica e tão ridiculo que se torna hipnótico.
Uma nota especial para a banda sonora verdadeiramente Austin Powers que lhes vai ficar na cabeça para sempre de tão má que é.
Apesar de muitas fragilidades merece quatro tigelas de noodles, pois é realmente uma peça única dentro deste género de cinema. Ainda por cima é outro produto oriental completamente desmiolado e só isso vale uma tigela adicional, portanto leva quatro e não trés.

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A favor: tudo é absolutamente mau e como tal tudo é bom, os cenários de cartão, os polvos de borracha, o conceito do green slime enquanto cena nojenta, as cenas de tiroteio no espaço com muitos fios e astronautas, as cenas ao estilo “Armageddon” na superficie do asteroide, é um antepassado do “Aliens” e nota-se, a música é do piorio, parece um episódio do “Espaço 1999” mas com porrada a duzentos á hora, os efeitos especiais são absolutamente maus e portanto isso é muito bom pois este filme não resultaria com efeitos a sério.
Contra: os actores são uns canastrões, o heroi é um machista facho da pior espécie e sem um pingo de empatia com o espectador, o ritmo narrativo do filme nem sempre resulta plenamente e muitas das vezes o filme arrasta-se um pouco até nas cenas de acção, a mistura entre o estilo japonês de fazer cinema e a tentativa de criar algo ao género de Hollywood não resulta plenamente.

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NOTAS ADICIONAIS:

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=g79_ljVC5Wk

Videoclip
http://www.youtube.com/watch?v=vKESo2ofEcw

Actualmente este é um daqueles filmes muito dificeis de encontrar em dvd e até mesmo em torrents só se arranja a versão ripada do canal Turner Classic Movies num formato pan&scan.
Por isso boa sorte e se conseguirem encontrar uma edição em dvd á venda digam qualquer coisa.

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0064393/

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As Aventuras do Príncipe Ziph – BD completa com 200 páginas


Olá a todos, demorou mas parece que consegui e a minha banda-desenhada de fantasia está finalmente terminada.
Após cinco anos a desenhar,deixo-vos o resultado final da minha Bd a ser editada em breve no formato hardcover.
Poderão encontrar mais detalhes sobre o projecto nas páginas finais do livro quando clicarem na capa.

Nota: as pranchas que agora podem ler se clicarem na capa acima, são de uma versão ainda não totalmente corrigida por isso poderão encontrar algumas gralhas ortográficas ou letras em falta.
A versão final que enviei agora para impressão do livro já se encontra sem problemas.
Se tudo correr bem esta Bd, estará  á venda na Amazon.com dentro de algumas semanas.

Sendo assim, eu sei que isto não tem a ver com cinema oriental, mas…como terminei a Bd, isso significa que dentro de alguns dias estarei de volta aqui ao blog com novas reviews de cinema asiático.
Entretanto vão lendo a minha bdzinha fachavor e têm muito para ler afinal são 200 páginas desta coisa. 😉

Luis

Ekkusu bonbâ (Starfleet – X-Bomber) Michio Mikami – Noriyasu Ogami (1980) Japão


Ora muito bem, já que ontem falei de “ERA UMA VEZ O ESPAÇO” lembrei-me agora de que ando há meses para também escrever sobre “X-BOMBER”, mais propriamente [ “X-BOMBER : O ESQUADRÃO DAS ESTRELAS”] como era conhecido em Portugal quando passou por cá bem no inicio dos anos 80 também.

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Aviso já que este texto lhes poderá parecer particularmente esquizofrénico por um simples motivo; há neste momento duas maneiras de se escrever sobre a série “X-BOMBER”, talvez até … duas e … meia se contarmos com a versão que vimos em Portugal num certo sentido…

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Até há bem poucos anos esta série era tão rara quanto “ERA UMA VEZ O ESPAÇO”, pois nem em VHS foi editada por cá e como tal durante anos foi uma aventura espacial que teve apenas de permanecer nas nossas memórias de infância mais recônditas; isto porque [ “X-BOMBER : O ESQUADRÃO DAS ESTRELAS”] parece ser aquela tal série de que muita gente se recorda de ter visto mas de que muito poucas pessoas já têm uma ideia clara sobre o que viram.
Talvez porque passava durante as tardes a horários algo erráticos semanalmente e portanto muitos de nós nem a devem ter conseguido ver por ordem do principio ao fim quando passou na RTP1 quase quatro décadas atrás…ainda eu não tinha sequer televisão a cores e portanto todas as minhas memórias disto eram até hoje a preto e branco !!
Boy I´m old !!

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STARFLEET DVD

Recentemente há uns quatro ou cinco anos, surgiu no mercado uma edição inglesa de uma coisa intitulada “STARFLEET” e que para alegria de muitos fãs trouxe de novo [ “X-BOMBER : O ESQUADRÃO DAS ESTRELAS”] até junto de nós.
Ou quase…
Já lá vamos…
Não há duvida que “STARFLEET” na sua edição UK foi realmente produzida para agradar ao fãs apesar dos episódios parecerem ter sido gravados num mau VHS. Mais parecem cópias pirata de segunda geração do que uma moderna e supostamente remasterizada edição para DVD.

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A caixa que os Ingleses produziram no entanto é excelente no que toca a material adicional criado especialmente para a edição e especialmente apontado para os fãs. Os dvds contêm alguns extras interessantes que valem a pena ser vistos especialmente por quem gostava da série em criança.

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Inclusivamente contêm um pequeno documentário informativo sobre a versão Inglesa que explica muita coisa no que toca às variações entre versões e também porque é quase impossível existir actualmente uma edição que não pareça um VHS.
Detalhes adiante.
[ “X-BOMBER : O ESQUADRÃO DAS ESTRELAS”] na sua versão/edição “STARFLEET” UK em DVD foi uma edição particularmente cuidada e que tentou realmente oferecer o máximo pelo dinheiro que custva.
Para além dos inevitáveis e inúteis postais que costumam acompanhar estas coisas para enfeitar, temos desta vez também direito a um (inútil) poster todo cool e ainda a um pequeno livro com montes de informação sobre a série e resumos de todos os episódios.

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Mas o melhor de tudo é o inesperado extra (que oficialmente nem estava previsto) e  que consiste num livro de banda desenhada com 56 páginas a cores contendo uma aventura inédita que vai fazer as delícias dos fãs.
Esta história de Banda Desenhada foi editada em Portugal em 1983 em album (que eu já tinha também); por isso se vocês o tiverem comprado nessa altura o livro é o mesmo só que agora foi lançado num formato pequeno estilo dvd.
Apesar de eu ainda possuir a edição portuguesa desta banda desenhada comprada na época, fiquei muito satisfeito por encontrar agora a sua reedição em inglês incluída neste pack de dvds impressa em papel de alta qualidade. Sendo este ainda o principal motivo pelo qual até recomendo a compra desta fascinante edição de colecionador a todos os fãs…
Mas “STARFLEET” tem um problema…
STARFLEETNÃO É [ “X-BOMBER : O ESQUADRÃO DAS ESTRELAS”].
Ou pelo menos não é o [ “X-BOMBER : O ESQUADRÃO DAS ESTRELAS”] que nós vimos.

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STARFLEET” é a montagem Inglesa produzida de raiz a partir de fragementos de vários episódios Japoneses originais. Não só contêm inúmeras diferenças em termos de estrutura como a própria história foi alterada na altura em Inglaterra para conseguirem editar a série por completo com o material que tinham disponível para o fazer.
Além disso, todo o arquivo de som usado na versão UK “STARFLEET” não tem nada a ver com o que podemos ouvir na versão original.
Se auditivamente “STARFLEET” lhes soar a deja-vu, é porque todos os seus sons são os mesmos que foram usados em “ESPAÇO 1999” !
Mesmo. A remontagem inglesa não só é estruturalmente inédita como soa completamente diferente em relação à série original Japonesa em todos os sentidos. Sendo o pior deles a inacreditavelmente dobragem em lingua inglesa que foi produzida na Inglaterra; a um nível que só ouvindo mesmo.
Mas novamente…já lá vamos…

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PERDIDOS NO ESPAÇO

Se virem o documentário que acompanha a edição UK, é o próprio criador Japonês a referir que versão de “X-BOMBER” que conhecemos no ocidente ( e por “ocidente” ele refere-se especificamente apenas a -Inglaterra- pois é esse o contexto geográfico do documentário ) foi apenas uma montagem alternativa com uma história ligeiramente diferente da original tendo sido totalmente imaginada, estruturada e produzida em Inglaterra por uma equipa inglesa, com base nos episódios originais que puderam ser adquiridos.
Os ingleses recuperaram as imagens originais, mas tiveram que reescrever todo o guião porque inclusivamente as traduções para inglés dos scripts para os episódios originais enviadas do Japão eram tão más e ineptas que se optou por recriar todo o áudio da série de raiz a partir de um argumento puramente britânico; tentando adaptar os conceitos originais e respeitando mais ou menos o produto e a história originais.
Isto porque porque na altura em que “X-BOMBER” foi vendida para Inglaterra toda a série original ( juntamente com todos os bonecos e cenários ) perderam-se num incêndio no Japão quando o estúdio ardeu por completo; muito antes desta alguma vez ter sido exportada para Inglaterra na sua forma completa. Foi também por esta razão que nunca houve uma segunda temporada de “X-BOMBER“.

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X-BOMBER, PORTUGAL E FALSAS MEMÓRIAS…falsas…

Durante anos andou pela internet a polêmica à volta das versões que vimos ou não vimos no ocidente. Por causa do que está dito no documentário criou-se o mito urbano de que a série original nunca terá sido exibida fora do Japão; isto porque na altura o próprio criador da série estava convencido disso.
A versão que vimos em Portugal foi a versão Japonesa original e devemos mesmo ter sido o único país a fazê-lo na altura. Por causa da insistência de muita gente, outros tantos fãs decidiram escavar mais fundo e tentar perceber o que se passava em toda esta embrulhada, pois a coisa chegou ao ponto de muita gente pensar inclusivamente que a versão original em Japonês tinha sido uma falsa memória.
Graças a Portugal, não foi.

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Até porque a própria RTP numa retrospectiva sobre programação antiga na RTP Memória mostrou sequências de “O ESQUADRÃO DAS ESTRELAS” retiradas dos seus arquivos e estas corresponderam realmente àquilo que muitos de nós sempre soubemos. A versão que vimos em Portugal foi mesmo a versão original integral falada em Japonês.
Não foi a versão UK.
E contrariamente ao que o próprio criador da série pareceu acreditar ser verdade quando gravou a entrevista para o documentário da remontagem UK, afinal a versão original de “EKKUSU BONB” ainda andava por aí.
Aliás a confusão é tanta sobre o destino desta série que a Internet continua cheia de sites com imensa informação errada contraditória; também muito por culpa do que vem nos extras dos DVDs UK e do facto de lá fora ninguém fazer ideia de que em Portugal vimos mesmo a versão falada em Japonês.

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Aliás, [ “X-BOMBER : O ESQUADRÃO DAS ESTRELAS”] foi uma das primeiras séries do género a não passar dobrada quando a sonoridade da lingua Japonesa ainda era por aqui uma enorme novidade e também por isso este universo pareceu desde logo tão alienígena a todos nós.
Portugal viu realmente a versão Japonesa.
Na internet onde tudo é para sempre e tudo se recupera, a verdade é que até há bem pouco tempo ainda havia maneira de se obter a versão japonesa integral por download.
Pessoalmente nem consigo imaginar onde alguém foi buscar a versão original para a postar na internet num único torrent, mas a verdade é que até há uns três ou quatro anos atrás conseguiamos ainda encontrar a versão que vimos por cá.
Sem legendas.
De espécie alguma.

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Eu tenho-a e foi um amigo meu Brasileiro que me a localizou naquilo que na época me pareceu também um servidor brasileiro pois o torrent estava num site bem manhoso…
E sim a versão Japonesa contém o episódio final de que eu tão bem me lembrava ( pois um amigo tinha-o gravado em BETAMAX na altura ) contrariamente à versão remontada ligeiramente diferente que irão encontrar na montagem UK que Inglaterra viu e que está nos DVDs “STARFLEET”.
Ainda pensei que a versão original tivesse sido colocada no ar por alguém de Portugal mas não faço a mínima ideia, pois o facto é que nem em Português existem legendas para [ “X-BOMBER : O ESQUADRÃO DAS ESTRELAS”].
 Ou pelo menos até há um par de anos não existiam.
Em inglês também parecem não existir pois pelo menos no ano passado ainda eram inúmeros os fóruns onde se pediam legendas em Inglês para “EKKUSU BONB”.
Tenho que investigar se já existem pois nunca mais as procurei, visto que estou sem poder aceder ao meu disco onde tinha guardado a série original há meses pois este precisa de reparação devido a um pico de corrente que me ia lixando os meus backups de trabalho todos também.

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MÚLTIPLA PERSONALIDADE

Portanto falar agora de [ “X-BOMBER : O ESQUADRÃO DAS ESTRELAS”] vai ser complicado para mim… isto porque tudo aquilo que tenho para referir de bom e de mau é retirado tanto da versão UK “STARFLEET” como da versão original “EKKUSU BONB”.
Sendo assim, a coisa irá dividir-se mais ou menos desta forma… o que for mencionado de mau regra geral deriva do meu visionamento de “STARFLEET” ( penoso por vezes…com aquela dobragem e som de “ESPAÇO 1999” ); o que eu apontar de bom será essencialmente o reconhecimento daquilo que a própria série no seu conceito e versão original tiveram de extraordinário e continuam a ter.
Por isso estão por vossa conta para tentar perceber sobre o que estarei eu a falar.
Eu avisei que isto ia ser esquizofrénico…

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Vai ser dificil para mim ser verdadeiramente imparcial por isso ficam desde já sobre aviso que tudo isto poderá ser algo subjectivo para quem não viu esta série quando passou por cá (em Portugal) por volta de 1983.
Sendo assim meus amigos, se estiverem nesta altura pelos vossos (avançados)  40´s e tais, gostarem de ficção cientifica e tiverem adorado [ “X-BOMBER : O ESQUADRÃO DAS ESTRELAS”] quando eram crianças, podem estar descansados que num certo sentido esta série não envelheceu e é realmente tão boa quanto vocês se lembram de um ponto de vista artesanal, quase.

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É quase uma obra prima nas suas limitações técnicas, apesar de apenas podermos apreciar a série actualmente através de cópias muito más a nível de som e imagem. Embora a “versão pirata” com a série original sacada em Torrent seja inclusivamente superior à versão legal com a remontagem UK disponível em DVD o que não deixa de ser curioso.
Como tal se já eram fãs disto em crianças, muito provavelmente irão gostar de rever a aventura na sua versão original ; ( esqueçam a versão UK ).
Especialmente se ainda hoje gostarem de Anime e tiverem memórias de quando a série passou em Portugal, ou tal como eu tiverem um amigo com uma cópia BETAMAX por aí perdida no sotão.

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SPACE OPERA JAPONESA PRE-ANIME

Podem não ter essa impressão de qualidade se agora forem ver alguns segmentos no Youtube mas acreditem-me que por detrás daquelas imagens bastante envelhecidas ( e da atroz dobrarem Inglesa / qualidade de imagem VHS do pior ) continua uma das melhores séries não só Anime de  ficção-científica como também dentro do género da space-opera que poderão ter o prazer de ver ainda hoje em dia partindo do principio que conseguem apanhar a versão Japonesa em torrents.
Mesmo se tal como eu ( até mesmo em crianças ), nunca gostaram de séries com marionetas e fios como os clássicos Thunderbirds de Gerry Anderson ( que eu abomino desde sempre ) podem ter a certeza que o velhinho [ “X-BOMBER : O ESQUADRÃO DAS ESTRELAS”] continua ( pelo menos na minha opinião ) a ser realmente bem superior, não só tecnicamente como principalmente a nível de argumento e desenvolvimento de história.
Isto porque está série tal como “ERA UMA VEZ O ESPAÇO” também foi pioneira no formato story-arc em que todos os episódios contam essencialmente uma única história.
Se no entanto até gostam de Thunderbirds mas nunca viram  [ “X-BOMBER : O ESQUADRÃO DAS ESTRELAS”] meus amigos eu nem pensava duas vezes em procurar por isto também; mesmo que não o tenham visto em crianças.

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[ “X-BOMBER : O ESQUADRÃO DAS ESTRELAS”] continua a ser por muitas razões uma das melhores e talvez mais esquecidas space-operas dos anos 80. Independentemente de ser um produto de “animação” é acima de tudo um grande filme de aventuras espaciais com quase 12 horas combinando o estilo de história e desenvolvimento de personagens Anime ( do qual foi pioneiro ) com o que mais divertido havia em StarWars na altura.
Juntamente com “STARCRASH” e “STARCHASER”, [ “X-BOMBER : O ESQUADRÃO DAS ESTRELAS”] será sempre para mim das melhores aventuras espaciais em espirito de space-opera clássica que surgiram graças ao sucesso de StarWars numa época em que este último ainda era conhecido em Portugal como “A Guerra das Estrelas” e muitos estúdios tentavam imitá-lo de várias formas, não sendo os Japoneses excepção.

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[ “X-BOMBER : O ESQUADRÃO DAS ESTRELAS”] é portanto uma dessas “imitações” que surgiram nos nossos ecrans no inicio dos anos 80.
Embora na verdade, mesmo tendo ido buscar muito do entusiasmo das batalhas espaciais a StarWars foi uma série que soube manter (e criar) uma identidade muito própria, tendo conseguido seguir um padrão ocidental sem perder as suas características orientais.
Ao mesmo tempo que contava com todos os clichés da space-opera ocidentais onde não faltavam inúmeras batalhas espaciais com raios laser por todo o lado, também soube trabalhar aquele estilo de personagens que depois se tornaram habituais na estrutura Anime moderna. Antes de “Robotech“, foi inclusivamente a primeira série a focar-se numa história de amor entre os protagonistas com um final dramático quanto baste.

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Não há muito que eu possa dizer sobre a história pois na verdade não foge muito daquilo que vocês certamente esperarão se conhecem as características da space-opera; invasões extraterrestres, batalhas espaciais e vilões estilo Darth Vader quanto baste tudo regado com muitas batalhas no espaço, sequências de aventura com muitos tiros e neste caso também o inevitável robot gigante estilo Transformers, afinal estamos a falar de uma produção japonesa.

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LOVE STORY

Esta série porventura terá sido das primeiras a criar o tipo de empatia com o espectador que hoje reconhecemos nas séries de animação orientais através da humanização dos personagens. A relação romântica entre os personagens principais de [ “X-BOMBER : O ESQUADRÃO DAS ESTRELAS”] foi um marco que surpreendeu toda a gente na altura pois manteve até ao último episódio o suspense sobre o seu desfecho e *Spoiler* terá sido a primeira história sem final feliz em que o par romântico não acabou junto; *fim do spoiler* o que surpreendeu meio mundo habituado a desfechos hollywoodescos já nessa altura e um choque para todas as criancinhas.

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O LP “da série”…

Uma coisa curiosa na versão Uk, é o facto do próprio Brian May (esse mesmo, o dos Queen) ter composto uma música para a nova banda sonora e que é aquela que termina cada episódio. Essa canção foi editada em Portugal em disco pois alguém teve a perspicácia de achar que a coisa ligado a um músico dos Queen iria certamente dar lucro quando X-BOMBER estava a bombar por cá.
Os mais velhinhos devem recordar-se da capa do LP que saiu na altura em Portugal com toda a banda sonora da série apoiando-se na popularidade dos Queen, precisamente na mesma época em que também por cá era bastante popular a banda sonora de Flash Gordon composta pelos mesmos.
O facto de no entanto esta também pertencer essencialmente à versão UK é a explicação para que muitos de nós na altura ao ouvirmos o raio do disco não tivéssemos encontrado musicalmente muita coisa que estivesse realmente ligada com o [ “X-BOMBER : O ESQUADRÃO DAS ESTRELAS”] que estávamos a ver na TV para lá da capa do disco !

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E por falar em banda sonora, pá…o que é aquilo ?!
A música eletrónica composta em Inglaterra para a versão “STARFLEET” é do mais piroso, datado (e descaracterizado) que possam imaginar !
Se a versão UK tem algo realmente foleiro é precisamente levarmos com aquilo durante os episódios. A música cantada pelo Brian May essa então é tão má que eu próprio fiquei surpreendido, pois na altura em que a série passava por cá e o disco até passava na rádio e no final dos créditos associados ao licenciamento português, para aproveitar a onda até me lembro daquilo soar bem aos meus ouvidos de 13 aninhos…

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STARFLEET Vs EKKUSU BONBÂ

Como decidir então o que (re)ver ?
Bem, se não tiverem outra hipótese e quiserem mesmo ter um cheirinho de algo muito especial da vossa infância então só lhes resta espreitar EKKUSU BONBÂ na sua versão STARFLEET.
Meus amigos eu sei que a série parece muito datada, e se virem algumas cenas no Youtube a fraca qualidade da suposta remasterização das imagens para a versão inglesa também não ajuda nada, mas garanto-vos que se conseguirem colocar isso de lado e mergulharem no primeiro disco se calhar até mesmo hoje, quem não conhece esta produção ( mas gosta de sci-fi e cinema de animação ou produções com marionetas ) ao fim do quarto ou quinto episódio poderá dar por si completamente agarrado porque sejamos honestos, os ingleses conseguiram remontar um produto particularmente bom que vai agradar por completo a quem gosta de Anime e ainda mais a quem procura uma boa space-opera á moda antiga e não se deixa assustar pelo visual todo em marionetas.

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Não deixa de ser um feito extraordinário, os criadores de [ “X-BOMBER : O ESQUADRÃO DAS ESTRELAS”] terem conseguido extrair mais drama e emoção de um grupo de bonecos de madeira do que muitas vezes se vê em filmes com supostos actores de carne e osso. Esse mérito ninguém lhes tira; até mesmo na versão horrível falada em inglês.
Á medida que a série avança e a história se vai desenrolando damos por nós a importarmo-nos com aqueles bonecos e o facto de terem rostos completamente inexpressivos não é impedimento para que na conclusão não estejamos também já a torcer para que as suas “vidas” tenham um final feliz.

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O grande problema da versão UK quando comparada com as vozes Japonesas no original está no casting mesmo !
Certas escolhas para as vozes dos vilões ou a própria abordagem ao redor do personagem foram mesmo bastante más pois os actores esforçam-se demasiado por fazerem -“vozes de boneco-animado”- e isso retirou logo por completo toda a tensão que o original que vimos em Portugal conseguiu ter na altura.
Felizmente que isto não aconteceu com os protagonistas herois que apesar de tudo se mantiveram num registo natural mas o facto de toda a vertente dramática em termos de caracterização de vilões ser tão ridiculamente “abonecada” acaba por retirar imensos pontos positivos à versão inglesa e pode ser o principal factor para que vocês hoje em dia não consigam ver e ouvir vinte minutos daquilo sem lhes apetecer deitar a série toda fora.
 O facto de STARFLEET também soar a ESPAÇO 1999 não ajuda nada…

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Portanto… ver STARFLEET horrivelmente sonorizado em Inglês com uma banda sonora atroz, uma canção de Brian May de fazer queimar discos na praça publica e o arquivo de som do Espaço 1999 ou ver “EKKUSU BONB” com a estrutura e a aventura original que vimos em Portugal mas agora sem legendas de qualquer espécie ?…
Eu por mim prefiro a versão Japonesa e na verdade legendas neste tipo de produto também são mais um hábito do que uma necessidade pois não há muito que não se perceba nisto em termos visuais visto a estrutura original ser tão bem feita e executada.
A versão tuga [ “X-BOMBER : O ESQUADRÃO DAS ESTRELAS”] com legendas em PT infelizmente não existe mais; a série nunca voltou a passar e segundo o que me apercebi na referência da RTP há anos atrás acho que a televisão portuguesa nem a tem sequer em arquivo completa.

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Por isso estão por vossa conta.
Seja em que versão for, penso no entanto que [ “X-BOMBER : O ESQUADRÃO DAS ESTRELAS”] é algo sempre a espreitar por todos aqueles que viram a série em crianças, pois apesar de envelhecida continua a ter uma certa magia que nunca mais foi repetida o que torna esta aventura ainda hoje num produto único dentro da ficção-científica televisiva.

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EFEITOS ESPECIAIS

Não posso terminar sem deixar de referir que esta série é um excelente exemplo de como com imaginação se conseguem transcender enormes limitações técnicas.
É que especialmente hoje em dia, em certas alturas [ “X-BOMBER : O ESQUADRÃO DAS ESTRELAS”] mais parece um filme de marionetas amador produzido com excelente resultado algures no quintal de alguém, do que um produto profissional; e num certo sentido continua a ser precisamente esse o seu grande trunfo.
Quanto mais não seja, olhar agora depois destes anos todos para esta série de um ponto de vista técnico aumenta mais a minha admiração por este trabalho e ainda estou a tentar perceber como conseguiram sequências tão dinâmicas com fantoches de madeira e maquetas de naves espaciais que poderiam ter sido construídas por qualquer um de nós com habilidade para moldar e esculpir.
Tudo sem computadores para ajudar.
Apenas madeira, fios e imaginação.

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O criador da série referia nos extras da edição UK na altura que gostaria de poder voltar a [“X-Bomber“] e criar uma versão moderna para poder aproveitar os avanços da informática, mas sinceramente por muito espectacular que fosse não creio que voltasse a ter a mesma magia de um produto como este produzido numa época em que ainda nem o ZX-Spectrum existia e o gráfico de computador mais avançado eram as barras e a bolinha do Pong a preto e branco claro.
[ “X-BOMBER : O ESQUADRÃO DAS ESTRELAS”] tal como “ERA UMA VEZ O ESPAÇO” envelheceu muito mal em muitos aspectos, mas continua a ser no entanto uma proposta como poucas dentro do universo da ficção-científica para todas as idades mesmo ainda hoje, pois também ele é produto de uma altura em que a televisão para crianças ainda não era apenas uma enorme comercial de product placement para vender merdas a putos…
Por outro lado… temos aquela música de Brian May…criada a martelo…
My god…

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CLASSIFICAÇÃO

Agora é que a coisa se complica… isto vai ter desta vez não apenas dois tipos de classificação mas três; por razões óbvias e para eu poder ser realmente justo.


1. A VERSÃO ORIGINAL – EKKUSU BONBÂ – ( Que passou em Portugal )

Se vocês viram a série X-BOMBER quando crianças:

Se puderem colocar as vossas mãos na versão Japonesa, vocês querem mesmo rever isto

A versão original é verdadeiramente uma obra prima da space-opera e é absolutamente notável o que conseguiram obter pendurando umas marionetas inexpressivas com fios e fazendo com que isto pareça o filme amador mais profissional de todos os tempos.
Tem pilhas de falhas e vários aspectos foleiros que estão incrivelmente datados hoje em dia mas a sua alma não envelheceu e para mim é uma das poucas séries que se compara a “ERA UMA VEZ O ESPAÇO” ou “CONAN O RAPAZ DO FUTURO” suas contemporâneas na altura e que com todo o mérito formam uma das melhores trilogias de ficção-cientifica para todas as idades que já existiram na televisão.

Quatro Tigelas de Noodles

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Não leva mais apenas pelo mesmo motivo que atribuo três a “ERA UMA VEZ O ESPAÇO” no meu outro blog.
[ “EKKUSU BONB” /“X-BOMBER : O ESQUADRÃO DAS ESTRELAS”] precisava mesmo de um bom tratamento Bluray de remasterização que nos permitisse apreciar-lo hoje em dia em toda a sua glória.

Infelizmente actualmente só temos acesso a cópias que são verdadeiramente rascas e muita da sua magia acaba inevitavelmente por se perder quando somos obrigados a passar horas contemplando imagens de muito má qualidade.

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2. A VERSÃO REMONTADA INGLESA – STARFLEET

Se não encontram a versão original.

Apesar de tudo o que a versão inglesa tem de mau, o facto de contar uma história mais simples e com uma estrutura diferente, o facto de ter um péssimo voice acting por vezes aliado a uma banda sonora simplesmente asquerosa por entre desastres de Brian May e um score de sintetizador Casio daqueles que não lembra ao diabo hoje em dia, não lhe retira um certo mérito.
Se vocês espreitarem o documentário que vem nos DVDs até ficarão a admirar a malta que em Inglaterra pegou nisto para criar a sua versão STARFLEET.
Pegar em material completamente fragmentado e ridiculamente traduzido em inglês a um ponto tal que ninguém percebia nada do que lá estava escrito em relação ao script, pegar em dezenas de episódios fragmentados onde faltavam sequências inteiras ( que tinham ardido nas cópias originais segundo o estúdio ) , remontar tudo aquilo de uma forma coerente, sonorizar tudo com a biblioteca de som de Espaço 1999 e tentar criar um produto novo que no entanto respeitasse o mais possível a versão original que todos julgavam perdida num certo contexto é uma tarefa de mestre.
Sendo assim…

Três Tigelas de Noodles para a versão UK remontada

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Apesar de todas as suas falhas, se X-BOMBER é algo que lhes diz alguma coisa e não tiverem acesso à versão original Japonesa, eu não hesitaria em comprar a caixa com a edição especial STARFLEET à venda na amazon.uk; até porque só pela banda desenhada e qualidade do próprio design da caixa com todos os extras possíveis vale mesmo a pena pois foi realmente uma edição criada para fãs e não uma coisa atirada às três pancadas.

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3. X , QUÊ ?!…

Para quem nunca ouviu falar de [“X-BOMBER“]:

Se gostarem de cinema de animação Japonês e quiserem espreitar um produto que definiu muitos dos clichés que hoje conhecem nas histórias modernas do género, então não vão mais longe.
Até por razões históricas devem ver isto.
E não recomendo que saquem episódios da net pois muito do que anda por aí também são rips de velhos Vhs com uma imagem ainda pior do que a nova “remasterização” para o dvd que saiu este mês de Fevereiro de 2009.
Se gostarem de StarWars (o original) e quiserem um bom exemplo de um clone contemporâneo produzido numa época em que não havia nada semelhante em [“X-BOMBER“] ( seja em que versão for ) têm tudo; muitas batalhas espaciais, muitas naves e inúmeros momentos de aventura clássica em 24 episódios que souberam manter uma constante variedade de episódio para episódio.
A imagem continua fraquinha não interessa onde, a dobragem inglesa poderia ser melhor, a série tem uma atmosfera antiquada que pode passar quase por amadora mas o resultado final é bastante bom até na sua versão UK, STARFLEET.
Claro que recomendo a versão original mas não sei se ainda existe algures pela net.

Duas Tigelas de Noodles

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Leva “apenas” duas tigelas para quem não conhece, apenas porque o seu estilo retro poderá desagradar a quem já cresceu a ver essencialmente efeitos especiais feitos em CGI.
 Também porque não envelheceu bem e a qualidade das cópias que existem por aí também não os irá entusiasmar por aí além

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A favor: o sabor a StarWars original, apesar de retro o resultado técnico é notável e ultrapassa por completo todas as suas limitações, muitas cenas de batalha espaciais entusiasmantes, cenas de acção cheias de charme apesar das suas limitações técnicas, excelente design de cenários e ambientes, os personagens vão ganhando alma e humanidade á medida que a história se desenvolve, mantém muitas incertezas até ao desenlace final, definiu regras para a introdução de drama em séries juvenis, o design das naves foi inovador para a época, apesar de ser um clone StarWars tem uma identidade completamente japonesa, os fãs de Espaço 1999 vão achar piada aos sons da série serem os mesmos na versão Uk, cada episódio tem pouco mais que vinte minutos e a montagem é sempre excelente fazendo brilhar uma realização de mestre. Mesmo quem (tal como eu) detesta as séries de animação de Gerry Anderson estilo Thunderbirds tem muito boas hipóteses de vir a adorar isto por isso não deixem que o facto de ser uma série de marionetas os afaste.

Contra: é uma série infanto-juvenil e como tal nunca chega a ser tão profunda como poderia ter sido, não agarra o espectador imediatamente e apenas nos apercebemos que a história é bem melhor do que parece lá para o quinto ou sexto episódio, algumas das marionetas são horriveis (mesmo), a banda sonora da versão inglesa está mais que datada e não tem sequer um tema memorável, a música cantada pelo Brian May deve ser o equivalente á musica pimba daquela época e é do piorio, as vozes escolhidas para os vilões são ridiculas e estragam o suspense nos momentos dramáticos, a imagem e o som do dvd não são famosos mesmo estando supostamente remasterizados.

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NOTAS ADICIONAIS

VIDEOS de exemplo

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COMPRAR EDIÇÃO UK – VERSÃO UK – STARFLEET
A qualidade de imagem e som são apenas razoáveis apesar da publicitada remasterização mas não há duvida que esta foi uma edição realmente produzida para agradar ao fãs.
A caixa é excelente e os dvds contêm alguns extras interessantes e que valem a pena ser vistos especialmente por quem já conhecia e gostava da série embora o seu contexto abranja apenas o que se passou à volta da versão inglesa.

https://www.amazon.co.uk/gp/product/B00171EE9E?ie=UTF8&tag=cinaosolnas-21&linkCode=as2&camp=1634&creative=6738&creativeASIN=B00171EE9E

É uma edição particularmente cuidada em DVD e que nos tenta oferecer o máximo pelo dinheiro que custa (e vale o preço). Para além dos inevitáveis e inúteis postais que costumam acompanhar estas coisas, temos desta vez também direito a um (inútil) poster todo cool e ainda a um pequeno livro com montes de informação sobre a série e resumos de todos os episódios.
Mas o melhor de tudo é o inesperado extra (que oficialmente nem estava previsto) e  que consiste num livro de banda desenhada com 56 páginas a cores contendo uma aventura inédita que vai fazer as delícias dos fãs.

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IMDb
http://www.imdb.com/title/tt0307741/

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