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No Man´s Sky

PORQUE NO MAN´S SKY É O MELHOR JOGO QUE JOGUEI ATÉ HOJE
…e porque poderá ser perfeito para si também.

Para a maioria dos gamers e apreciadores de videogames foram 5 anos de espera e expectativa desde que Sean Murray e a Hello Games apresentaram pela primeira vez o conceito de No Man´s Sky ao mundo até que em Agosto de 2016, este fascinante e viciante ” jogo”  foi  finalmente lançado no mercado (PS4/PC);  para grande entusiasmo de muitos, mas inevitávelmente também bastante desprezo de tantos outros.


Desprezo esse que me ultrapassa de todo. Não percebo esta tendência de internet onde de repente torna-se moda atacar o que quer que seja, só porque soa muito cool ser do contra.Parece que escrever comentários negativos no youtube sobre um produto que nem sequer tiveram tempo de explorar em profundidade é aquilo que passa hoje em dia por rebeldia adolescente. Nada que me tenha surpreendido, pois desde há muito que esperava esta reacção quando o jogo fosse lançado. A internet está cada vez mais previsível.

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UMA QUESTÃO DE PERSPECTIVA
Para a maioria dos gamers da nova geração que nasceu num mundo já com internet, consolas e computadores (em casa !!),  podem ter sido cinco longos anos de espera; mas praticamente nenhuma dessas pessoas que hoje estão na casa dos 20 e poucos anos (inicios de 30) se dá conta, é que cinco anos de antecipação e espera não foram nada quando comparados com as várias décadas que muitos de nós tivemos de esperar para ver algo como “No Man´s Sky” tornar-se uma realidade.

Não foram 5 anos meus amigos.
Foram 35 anos de espera !

35 anos entre isto…


… e isto !

 

Há neste momento no mundo um nicho de jogadores (com mais de 40 anos) que aguardaram mais de três décadas por uma experiência assim em termos de jogo video.
Esta review é especialmente dedicada a essa faixa de público específica na qual eu me encontro hoje com 46 anos.
Jogadores que nasceram em 1970 ou a meio da década de 70.
Que eram putos com ideias e imaginação própria já formada quando os anos 80 surgiram de repente nas nossas vidas e trouxeram a revolução técnica que está na base da modernização dos videogames actuais.

Jogadores que exploravam os primórdios dos jogos em casa quando de repente o Pac Man, ou o Defender em 2D um dia começaram a tentar dar o salto para um tímido “3D” ainda um bocadinho … aldrabado.
Sim, porque mesmo nessa altura já haviam programadores a pensar nisso e a testar rotinas para superar as limitações dum ZX Spectrum 48K ou 128K se nos reportarmos aqui à europa onde esta máquina foi bem popular ; contrariamente ao que aconteceu nos EUA, mais dominados pelos Amstrad e Commodore.

O que quero fazer lembrar aos novos leitores que me leiem agora, é que há um nicho de jogadores que no início dos anos 80 estiveram “lá” quando a magia começou a ser real e a parecer-se com algo mais do que aquilo que só viamos descrito na ficção científica em livros, pois nem em cinema estas coisas apareciam ainda.
Quem saltou os anos 70 e  já nasceu em 1980 falhou esta época e perdeu por completo a oportunidade de se maravilhar com o aparecimento dos videogames e magia que trouxeram aos televisores, porque só se tornou adolescente a meio dos anos 90 quando tudo já tinha acabado. Isto porque nos anos 90 o mundo já era muito diferente.
A verdadeira época da magia terminou por volta de 1986/87 e quem não viveu essa altura jamais perceberá o que estou aqui a tentar dizer…
A partir do início dos anos 90 os computadores pessoais começaram a tornar-se algo cada vez mais real e comum, coisa que até então não passava de fantasia para praticamente toda a gente.

Um dia até apareceram umas coisas chamadas PC e tudo. Computadores que eram iguais àqueles “a sério” que apareciam nos escritórios às vezes mas que agora dava para ter em casa !! E não precisávamos de ser ricos para ter um, pois de repente até se podia comprar uma coisa dessas a prestações e tudo!
Comparativamente, era infinitivamente mais díficil para um pré adolescente colocar as mãos num ZX Spectrum por volta de 1984 do que alguém que tivesse a mesma idade dez anos mais tarde quando começaram a surgir os primeiros Pcs caseiros, muito mais comportáveis para as carteiras das famílias em termos comerciais.
Um ZX Spectrum 48K em 1984 era essencialmente um brinquedo para familias ricas ou para pais que fizesssem grandes sacríficios para poder oferecer aos filhos uma máquina esquisita daquelas. Por isso até surgiram na versão mais fraquinha de 16K, aquela que a minha mãe me pode comprar na altura a muito custo e que mesmo assim me permitia jogar a coisas como o Jet Pack ou o Death-Chase “3d”.

As novas gerações nunca farão ideia de como era difícil ter uma tecnologia daquelas em casa, trinta anos atrás numa altura em que a magia pagáva-se muito caro.
Quem já por cá andava na alvorada dos videogames antes de 1980;  quem com 7 anos de idade teve oportunidade de ver o Star Wars original no cinema quando estreou em 1977 em Portugal e especialmente, quem ficou estupefacto quando nos anos 70 brincou com uma coisa chamada PONG numa máquina estranha com um televisor a preto e branco, algures num café ou numa tasca onde se enfiavam moedas de 5 escudos;  e onde maravilha das maravilhas um gajo até conseguia controlar dois rectângulos brancos que batiam numa bolinha que se movia à nossa vontade, ( reproduzindo aquela sensação de magia que tinhamos visto em “A Guerra das Estrelas” no cinema na semana anterior ou podiamos ver todas as semanas no “Espaço 1999” na televisão; essas pessoas hoje com mais de 40 anos sabem que neste momento só há duas maneiras de se escreverem reviews sobre No Man´s Sky:


Ou se escreve e analisa o jogo em função daquilo que é hoje o mercado de videogames sendo essa a típica abordagem que se encontra tanto em quem o adora como em quem já o detesta.
Ou então se aprecia o que temos pela frente de uma perspectiva muito mais nostálgica; histórica até, com base em algum conhecimento que parece estar ausente nas próprias reviews profissionais que falam actualmente sobre os pros e os contras de NMS. Quanto a mim perante um produto como este com características tão particulares a segunda forma é a única que verdadeiramente poderá apreciar NMS pelo que ele traz.

No Man´s Sky é um jogo que apareceu tarde demais mesmo estando à frente do seu tempo. NMS é um jogo que pedia um público daqueles à antiga. Um público que estivesse mais interessado em disfrutar verdadeiramente do que o jogo propõe e se esforçou tanto para dar aos jogadores, em vez de estar agora a dissecarem-no como sendo apenas mais um produto daqueles que está na moda, mas que urge despachar e completar o mais rapidamente possível, pois para a semana vai sair outro jogo e ninguém tem tempo para perder com tanta oferta permanente para consumir.

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Ultrapassa-me esta tendência assustadora de que mal um jogo sai 90% dos jovens gamers parecem estar mais interessados em gastar o jogo todo de uma vez, tentando completá-lo o mais rapidamente possivel ( e passar à “vítima” seguinte ) do que realmente parar para apreciar a criatividade artística e a profundidade que um trabalho como este se esforça tanto por apresentar a um público que não o merece. Um público tão viciado em -hypes- e adrenalina consumista de gratificação instântanea que nem sequer já tem capacidade cognitiva para se aperceber das mais valias de um jogo assim. Porque isso requere tempo para parar um bocado e simplesmente contemplar o que está na frente..
Parece que anda tudo em modo multi-tasking tentando jogar a tudo ao mesmo tempo, o mais rápidamente possível. O que importa num jogo já não é jogá-lo a fundo durante meses disfrutando do seu sentido de aventura e descoberta, mas explorá-lo rápidamente durante dias.

99.99.999999% das reviews que encontrarão sobre NMS nos media são fruto de uma crítica especializada (ou não) escrita por uma geração que quando nasceu começavam a aparecer todas as coisas que definem hoje o nosso mundo na sua vertente moderna.
Tal como niguém com menos de 26 anos conseguirá conceber como seria um mundo onde não existiam telemóveis ou internet ( onde “ninguém” tinha amizades estrangeiras do outro lado do mundo e quando muito coheciamos uns tipos na cidade ao lado ); também esta geração nunca teve a oportunidade de experiênciar a magia e a inovação que foram os primeiros video jogos em “3D” quando estes começaram timidamente a surgir por volta de 1984/85.

A maioria tentando funcionar muitas vezes em pouco mais que apenas 48K de RAM, naqueles que seriam os primeiros computadores com a capacidade de reproduzir jogos que surgiram no mercado e nas nossas casas por volta de 1984.
Com um “3D” inicialmente totalmente baseado em linhas geométricas de “arame” sem qualquer aspecto “sólido” evoluindo um pouco mais tarde para uma versão primitiva de “cell shadding”; mesmo assim, de repente um dia os jogos deixaram todos de ter que se parecer com um Manic Miner, um Chuckie Egg ou um Jet Set Willy (ZX Spectrum) e podiam passar agora ser algo mais que apenas a típica aventura de plataformas com um boneco aos saltos.
Agora o “3D” agora poderia ser usado para se criarem MUNDOS !!!

 


Um verdadeiro acto de magia totalmente incompreensível para quem na altura em 1984/85 tinha, 12,13,14 anos e que de repente graças a um ZX Sinclair Spectrum na Europa ou a um Amstrad/Commodore nos EUA deixou um dia de precisar deslocar-se até uma casa de máquinas arcade para sentir a adrenalina dessa magia virtual. Isto porque apareceram à venda nas lojas (de electrodomésticos) umas máquinas com botões e cassetes que sabe-se lá como, com um gravador carregavam jogos quase tão giros como aqueles que existiam “nas casas de máquinas”/Arcades da nossa esquina; (locais de reputação duvidosa sempre envoltos em fumo e ambientes escuros não aconselháveis a menores.

Os videogames em casas Arcade estavam proibidos a menores de 18 anos em Portugal nessa época e toda a gente que teve 12 anos no inicio dos anos 80 foi certamente expulso de inúmeros estabelecimentos por ser menor.
Aliás era praticamente um desporto da pré-adolescência, tentarmos entrar numa “casa de jogos” e conseguir colocar a nossa moeda na máquina do Pac Man ou do Xevious sem sermos expulsos do local mal fossemos localizados pelos empregados, que qual robots sentinelas do No Man´s Sky estavam sempre à caça de jogadores que tentavam por todos os meios jogar a coisas que segundo a Lei portuguesa não eram para a sua idade, em locais onde uma criança de 12  estava proíbida sequer de passar da porta ).

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NO MAN´S SKY – ELITE REENCARNADO
No Man´s Sky é a prova de que a reencarnação existe.
NMS é o ELITE que toda a gente sempre quis ter quando jogava à sua versão de 48K no ZX Spectrum durante horas a fio em 1984 mas nunca julgou vir a ser possível técnicamente durante a nossa própria permanência neste mundo.

As novas gerações de gamers nunca irão entender isto mas , NMS é a representação visual exacta daquilo que todos nós há 30 anos,  já “viamos” na nossa imaginação quando viajávamos pelo espaço contemplando durante horas a fio o mesmo écran preto com dezenas de pixels brancos arremessados na nossa direcção (fingindo serem estrelas).
Pelo meio tentávamos “disparar” umas linhas brancas contra umas “naves” em triângulo “3D (transparente)” sempre que não estávamos a estampar-nos contra um hexágono rotativo também composto de linhas brancas com um rectângulo no meio que fazia de “porta do hangar”;  o mesmo “hangar”  que causava constantes fúrias nos jogadores pois “aterrar” numa estação era praticamente impossível sem nos estamparmos e perdermos toda a carga.

Aterrar no Elite era tão bom e gratificante que ficavamos todos contentes quando o conseguia-mos e o computador nos mostrava um entusiasmante ecran preto cheio de letras a dizer que tinhamos entrado na estação com sucesso.
As estações espaciais dos nossos universos eram lindos ecrans pretos cheios de texto que nos dizia o que “estavamos a ver”.

Esqueçam os cenários.Querem gráficos ? Imaginem os vossos.

Por iso agora, acho particularmente hilariante as opiniões negativas em reviews do NMS pela internet fora e em particular no Youtube, referirem sempre que falta alguma variedade em termos visuais no ambiente dos planetas gerados aleatóriamente pelo jogo.

Ao menos em NMS podemos mesmo caminhar por mundos “reais”, temos estações espaciais em que podemos mesmo “entrar”, temos sistemas solares com planetas que são mais do que um circulo branco com um nome num fundo preto e temos extraterrestres que conseguimos ver.
Há 35 anos atrás, em ELITE tínhamos écrans pretos com pontos e linhas brancas e écrans pretos e vermelhos com toneladas de informação escrita sobre o que podíamos vender ou comprar em cada estação espacial e viajávamos “pelo espaço” durante horas e dias por écrans pretos de estação espacial para estação espacial (sempre igual) entre algumas dezenas de hexagonos que “orbitavam” planetas e pronto.

Mais nada.
E era um jogo do caraças ! Ultra viciante !!

Talvez porque ELITE ainda contava com uma geração de jogadores que precisava mesmo ter imaginação própria quando jogava a qualquer título.
Aliás, parte do fascínio dos primeiros tempos pelos videojogos tinha a ver com o facto de que 99% das vezes os jogos pareciam-nos mais espectaculares do que na realidade eram !
Isto porque a nossa própria imaginação era sempre chamada a tapar todos os buracos visuais que a técnologia primitiva não tinha capacidade de esconder.

A nossa própria imaginação pessoal tinha o condão de tornar o videogame mais limitado no melhor universo virtual do… universo !

Apenas porque aquilo que imaginávamos ao jogar era mesmo criação pessoal nossa; era o nosso cérebro a fazer já -“procedural generation”- dando-nos imagens únicas que mais ninguém podia ver,  numa altura em que algo assim em termos técnologicos para um videogame estaria a anos luz de distância e a própria ciência garantia que nem nos próximos 100 anos a coisa poderia evoluir a tal ponto. Por isso todos nós estavamos intimamente ligados à nossa imaginação pois dependiamos dela para as nossas próprias brincadeiras. Até mesmo as “informáticas”.
Tudo numa época onde a referência visual mais próxima que podíamos ter para imaginar o que quer que fosse seria talvez a nossa colecção de BD ( banda-desenhada de verdade e verdadeiramente variada; bem antes dos comics de super heróis americanos inundarem Portugal e terem tornado tudo formulático para a geração seguinte que  já cresceu a pensar que -comics- são o mesmo que banda-desenhada), o que serão o expoente máximo da imaginação.
Por isso, quando jogavamos a um jogo espacial como ELITE, um circulo branco num fundo preto era para nós um planeta com um visual tão espectacular como aquele que tinhamos visto no Star Wars meses atrás no cinema (sim porque não havia cá cinema em casa..era a pré-história meus amigos). A nossa imaginação encarregava-se de nos dar mundos virtuais e provavelmente hoje continuam a ser os melhores que alguma vez vi.

Portanto eu quando leio ou vejo agora um video em que alguém diz que NMS podia ter mais variedade visual não sei se aquilo é para rir ou para chorar.
E posto isto vamos à minha opinião concreta e detalhada sobre No Man´s Sky.

“NO MAN´S SKY “

A MINHA OPINIÃO PESSOAL sobre a versão PS4
A minha primeira impressão  foi a pior possível.
Tive azar de começar aleatoriamente num mundo que me parecia sem grande interesse e andei perdido durante uma meia hora no fundo de ravinas todas iguais, no meio das piores paisagens que curiosamente até agora encontrei em NMS.
Ainda por cima os primeiros gráficos que contemplei pareciam saídos de um jogo mediano da PS2 de há quinze anos atrás; o terreno era desinteressante, as texturas simples, os animais pareciam não se integrar no tipo de ambiente, a animação era primitiva, encalhava nas rochas mais proeminentes, etc, etc, etc.
Ah e depois o jogo crashou…
Estive sinceramente a pensar desistir mesmo muito decepcionado.
Ainda por cima até perceber a mecânica dos menus de criação de objectos andei por ali em modo de total aborrecimento pois detesto jogos com -crafting- em demasia e estava quase a desligar a consola para nunca mais voltar a olhar para este produto.
Muita gente tem apontado que a principal grande falha de NMS é a de que não tem um tutorial padrão que nos faça perceber que o jogo está apenas a começar.Isto faz com que muitas das reviews negativas que andam por aí sejam essencialmente baseadas numa primeira impressão tão negativa quanto a que eu tive inicialmente.

 Se NMS dá um tiro no pé, é porque realmente precisa que um jogador invista pelo menos umas cinco ou seis horas nele, até perceber qual a sua verdadeira natureza e qual o seu verdadeiro valor. Isto numa altura em que todos os jovens gamers querem é uma recompesação sensorial imediata é um risco tremendo para uma companhia como a Hello Games. Por outro lado ainda bem que tiveram a coragem de deixar o jogo assim. Filtra imediatamente as pessoas que percebem a intenção por detrás da aventura daquelas que se calhar estarão melhor a jogar ao Assassins Creed.

É realmente verdade que por causa da sua natureza aleatória na forma como gera cada etapa, NMS corre muitas vezes o risco de apresentar umas primeiras horas aborrecidas como o raio para muita gente caso tenham o azar de começar numa zona sem qualquer interesse como eu comecei.

Por isso mesmo muita review por aí diz que o jogo é uma seca, ou pior um plágio do Minecraft no espaço quando este é bem mais do que isso.
O problema é que o verdadeiro NMS só se revela ao jogador muitas horas depois de termos começado a jogar. Arriscaria dizer que antes de passarem pelo menos 10 horas a jogá-lo não vão captar a sua originalidade e a sua verdadeira essência.
A explorar verdadeiramente cada planeta percorrendo o solo e não apenas o céu ou tentando saltar de sistema solar em sistema. NMS não é um jogo para ser jogado assim.

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Ora isto num mundo cheio de jovens gamers que esperam ter adrenalina aos quilos a partir do segundo zero num videogame, uma adaptação a um gameplay totalmente descontraído é uma experiência que os desconcerta por completo e que muitos nem admitem dar quaquer hipótese.

 Daí a quantidade de reviews negativas, que sem qualquer fundamento acusam NMS de ser uma experiência vazia e repetitiva quando este é muito , muito mais do que isso. O problema é que NMS é um jogo que requer paciência e num mundo cheio de jogadores que não têm pachorra para perder umas horas se estas não lhes trouxerem estimulos de adrenalina imediatos, uma experiência como esta está irremediávelmente condenada a ter que sofrer com as piores reviews bem antes do jogo ter sido devidamente explorado.

Há gente que parece não conseguir encaixar no cérebro que o objectivo do jogo não é o de chegar rapidamente ao centro da galáxia, mas sim o de EXPLORAR cada mundo e divertir-se apenas pelo sentimento de descoberta que proporciona a quem é capaz de parar um bocado.

Contribuindo para essa frustração inicial com o ritmo do jogo, é realmente verdade que NMS em termos de tutorial não nos dá grande ajuda.
Atira-nos para este universo sem grande informação e pronto, estamos por nossa conta até mesmo para aprender a jogar.
O que para jogadores como eu, que não tenho qualquer fascínio por jogos de estratégia pura (baseada em menus de troca de items) fez logo com que eu também ficasse de pé atrás quando instalei este universo pela primeira vez na minha PS4 à hora zero do dia de lançamento oficial.
Quer dizer… que raio ! Eu tinha comprado NMS para explorar planetas e no entanto atiram-me logo de inicio com pelo menos umas horas de gameplay inicial baseadas apenas em -crafting-, manipulação de menus e ecrans estáticos ?! Isto era um jogo de exploração ou uma simulação do Windows ?

Mas … como tinha comprado o jogo, lá me forcei a continuar por mais um bocado.
Surpreendentemente, passado algum tempo dou por mim a funcionar com a mecânica dos menus de forma muito natural sem o ter notado e melhor ainda, dou por mim no alto de uma montanha ao por do sol.
Fiquei rendido automaticamente a NMS.

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Por detrás do vale realmente foleiro e totalmente desinteresaste estava uma paisagem épica absolutamente de cortar a respiração.
A partir desse segundo já não havia como desistir. Fiquei viciado.
Tinha mesmo que saber o que estava por detrás da próxima montanha e da próxima e da próxima.

No processo fui descobrindo segredos, apanhando material e quando dei por mim já tinha tudo pronto para sair do planeta e viajar pela primeira vez para o espaço.
Mesmo assim ainda continuei no primeiro mundo por mais algum tempo pois a esta altura estava já completamente rendido a este jogo e aquela fórmula tão simples.
Da primeira vez que joguei era para ter explorado isto por alguns minutos e sem saber como acabei por jogar mais de 5 horas seguidas madrugada dentro.
Há décadas que não havia um jogo que me tivesse feito algo assim. Nem dei pelo tempo passar. Mesmo com as suas pequenas condicionantes técnicas…e supostas “falhas” tão arrassadas actualmente em certas reviews.

Sim é verdade, as reviews negativas têm razão, o frame-rate ás vezes fica fraquinho pois 30 frames por segundo para algum detalhe elevado em certos mundos faz com que o jogo por momentos pareça mais lento na forma como a camera se move.
Sim, idealmente isto merecia era ter sido a 60 frames  e sim, se compararmos com os mais recentes jogos de topo com animação ultra realística, NMS pode perder na comparação, especialmente no que toca à animação de criaturas, etc, etc, etc.
Têm toda a razão sim senhor.
Até o campo de visão devia ter sido maior pois o jogo pode provocar realmente grandes tonturas.
E sim, é verdade, muito do cenário por vezes pode aparecer de repente em estilo Pop-Up a fazer lembrar o que acontecia quando surgiu a N64 há duas décadas atrás.
E isso importa ?
NÃO.

Como está, nada nas suas limitações técnicas impede que a experiência de jogar a NMS seja algo menor. Muito pelo contrário.
Nem pensamos nas limitações técnicas do jogo quando estamos maravilhados a explorar uma geografia extraordinária num planeta alienígena qualquer.
Defeitos técnicos ? Podia estar melhor…

Hum ?!…

Sinceramente estou-me perfeitamente a borrifar para esses aspectos.
Podia ser melhor tecnicamente ?

Se calhar podia… do I care ? NO !

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Se calhar se NMS tivesse sido um jogo feito por uma super empresa com os habituais 600 empregados que tipicamente compõem as equipas de produção dos grandes blockbusters videogame da actualidade seria tecnicamente melhor.

Não me importo minimamente com isso. Aprecio simplesmente NMS pelo que é e não pelo que deveria ter sido.
Meus amigos, ainda por cima NMS foi criado por uma equipa de 13 pessoas !!

Criaram um universo inteiro de uma forma que nunca foi apresentada ao público e ainda há gente que não fica surpreendida com algo assim ? Na era da internet parece que todos os gamers agora são especialistas informáticos, “treinadores de bancada” em versão gamer incapazes de dar valor a um trabalho destes e isso é absolutamente desconcertante.
A pequena equipa de Sean Murray criou um universo que funciona particularmente bem, mesmo tendo em conta alguns crashes que costumam ainda ocorrer na versão de lançamento PS4 ( mas que não nos fazem perder nada de especial do que já juntamos com o nosso gameplay).
Por isso eu por mim não tenho problema nenhum em perdoar qualquer limitação ou defeito técnico quando o que NMS me dá é um universo inteiro por explorar livremente. Especialmente um universo onde nunca sabemos o que iremos ver a seguir. Jogar a isto, aterrar num planeta novo, traz-me à memória a mesma sensação que tinha em criança quando todas as semanas as naves do Espaço 1999 aterravam num planeta alienígena novo. Não eram as histórias que me fascinavam, eram os mundos novos a cada aterragem. Com NMS passa-se exactamente o mesmo e para mim é esse o seu grande trunfo e fascínio.

Até agora nenhum suposto aspecto técnico horrivelmente negativo teve qualquer influência no prazer que me tem dado jogar ao jogo e como tal sinceramente quero lá saber das limitações técnicas. Nem entram no meu pensamento quando estou a percorrer “a pé” paisagens como a de baixo onde tudo o que podem ver na imagem pode ser alcançado se caminharem até lá. Tal como numa caminhada real. Tudo neste jogo, existe. Se está no ecran , pode ser acedido e explorado.

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Outra coisa que parece provocar grande angustia na comunidade de gamers da geração mais nova é o “problema” da falta de interactividade com outros jogadores.

Pessoalmente estou-me borrifando para o multiplayer !

NÃO TEM MULTIPLAYER ?! ÓPTIMO !!
O mundo actualmente parece só ter jogos multiplayer, anda tudo ligado “socialmente” através de jogos e para mim o facto de NMS ser essencialmente uma experiência solitária é a sua grande mais valia.
O jogador sente-se mesmo como um descobridor totalmente isolado do resto, o que contribui imenso para o sentido de aventura. Por muitos momentos sinto-me como um daqueles astronautas do cinema de FC dos anos 50 que costumavam despenhar-se sempre sózinhos em mundos alienígenas.

Eu detestaria estar a jogar a isto em parceria com outra pessoa, pois estou farto até aos cabelos de multiplayer e de mmorpgs.
Em principio haverá planos fa Hello Games para incluírem algo que torne a experiência mais interactiva em futuros updates mas para mim pouco importa que o façam ou não.

Eu se alguma vez encontrar um gajo no meio do jogo, dou-lhe um tiro e vendo os seus orgãos no mercado negro galácrico; mesmo que NMS venha a permitir multiplayer tradicional duvido que eu venha alguma vez a seguir essa vertente. Poderei testar para ver como funciona, mas dúvido que o faça por sistema. Se há uma coisa que me fartou por completo dos Mmorpgs era aquela necessidade constante de ter que “socializar” com outros jogadores virtuais para conseguir avançar na aventura e poder explorar novos cenários. A última coisa que eu quero é que NMS se comece a parecer com o típico Mmorpg. Por isso multiplayer para mim dispenso.
Mesmo que fosse para o testar, nunca antes de completar o jogo sózinho pelo menos uma vez.
Felizmente que uma das grandes mais valias em NMS é precisamente a liberdade de escolha no tipo de caminho que seguimos e portanto espero que  a vertente multiplayer se aparecer continue a dar essa liberdade de escolha.
Portanto multiplayer ou não, para mim é algo que nem sequer devia poder contar actualmente para se fazerem  análises justas a este titulo, pois os seus criadores desde o início que disseram que a intenção seria a de criar um universo inteiro para uma clássica experiência single-player.

Quanto a mim conseguiram-no perfeitamente e eu não podia estar mais satisfeito com o que este jogo nos dá.

Entre as reviews negativas nota-se que outros tantos parecem estar decepcionados com o gameplay pois á primeira vista é por demais semelhante ao do Minecraft, embora para já sem a capacidade de construirmos coisas; (em breve irá dar para fazer isso também).
Sinceramente para mim não há gameplay mais viciante do que uma mecânica de jogo simples.

Jogos como um TETRIS agarram-nos durante horas e não precisam de muito para o fazer.

Se há algo que eu detesto nos modernos videogames hoje em dia é que todos parecem estar interessados em parecer-se mais com um blockbuster de acção made in Hollywood do que nos dar uma jogabilidade baseada em algo simples ao velho estilo pegar e largar sem precisarmos de perder horas a jogar a um titulo até conseguirmos gravar o precurso por exemplo.
Pessoalmente considero que NMS mesmo sem uma história linear tem muito mais interesse em termos de “argumento” que qualquer um dos supostos títulos de ponta, muito mais vazios mas que cinematicamente enganam o olho.

NMS não tem um pingo de originalidade, é essencialmente um ELITE cruzado com o MINECRAFT em ambiente INTERSTELLAR (o filme) e pronto.
Não precisa ser mais nada.
Não vejo porque isto é um problema. Quem não gostar do estilo, o que não faltam por aí são jogos baseados em historia, missões e acção para optarem por eles.

Agora não me venham dizer que NMS não funciona por ser simples , porque funciona.
E bem !

Ainda por cima é um daqueles jogos que tanto podemos jogar cinco minutos como cinco horas e isso está a ser cada vez mais raro hoje em dia.

Os combates são básicos porque o jogo não pede mais do que isso e portanto para mim o estilo arcade está óptimo. É um excelente complemento para a vertente de exploração e contemplação que podemos seguir caso queiramos escolher ser exploradores em vez de mercenários ou comerciantes.

NMS pode ser um jogo arcade de acção se quisermos ser piratas, pode ser um jogo de estratégia comercial se seguirmos a vertente de trader ou pode ser uma experiência quase em estado Zen se optarmos apenas por explorarmos o universo e ir catalogando descobertas à medida que vamos avançando planeta a planeta até eventualmente chegarmos ao centro da galáxia como supostamente é o objectivo de NMS. É um universo aberto onde podemos fazer o que quisermos e jogar ao nosso próprio ritmo sempre com coisas para descobrir constantemente.

O que me leva a outra coisa que eu acho absolutamente inclassificável em muitas das reviews negativas actualmente pelo youtube.
O jogo saiu há menos de uma semana, tem biliões de planetas por explorar mas o universo parece estar cheio de gamers mais interessados em saltar o mais rápido possivel de planeta em planeta para completar a parte central do jogo do que em disfrutá-lo naquilo para que foi criado; a exploração !

Depois vêm dizer que o jogo crasha porque saltaram dez sistemas solares seguidos e aquilo rebentou !

Se calhar é porque os próprios criadores do jogo pensavam que as pessoas queriam mesmo jogá-lo e não avançarem etapa a etapa o mais rápido possível sem sequer olharem para o que lá está, não ?!
O facto do gameplay permitir uma total liberdade até na escolha das etapas que podemos jogar, não quer dizer que o objectivo seja saltar todas elas e apenas andar a tentar percorrer o mapa galáctico o mais rápido possível com saltos de hyperdrive para chegar ao centro da galáxia antes de toda a gente e ver “o final” !

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SE O JOGO “não presta”, A CULPA É VOSSA.
Apesar dos jogos em estilo “open world” estarem actualmente na moda, em termos técnicos nunca deve ter existido um jogo com um mundo artificial tão imenso e verdadeiramente aberto até hoje.
O universo em NMS é realmente infinito, podemos visitar tudo o que quisermos, tudo o que está no ecran pode ser “fisicamente” alcançado e não existem barreiras de qualquer espécie que nos impeçam de ir verificar “pessoalmente” qualquer detalhe que encontremos numa paisagem planetária ou em qualquer ponto do universo visivel.

O “problema” é que esta mecânica de jogo, dá tanta liberdade ao jogador, que inclusivamente lhe permite apreciar a mecânica do gameplay da forma que quiser. E isto tem causado muita confusão na cabeça daqueles jogadores que sem terem um jogo baseado em missões já não sabem o que fazer com ele. São estes principalmente os jogadores que acusam NMS de ser um produto vazio.

É apenas “vazio” porque essas pessoas não sabem o que fazer com ele e nunca conseguirão aproveitar as suas potencialidades.
NMS não tem gameplay ?! NMS não tem nada para fazer ?…
A sério ?!!

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É incrível como tanta review negativa aponta o facto de terem completado o jogo num instante e terem ficado muito desapontados com o que viram no fim.
O jogo é aquilo que fazemos dele. O jogo revela-se bom ou mau na forma como utilizamos a sua mecânica de espaço aberto. Se não sabem o que fazer num universo tão detalhado e cheio como este, a culpa não é dos criadores do jogo. Eles deram-lhes um universo para explorar, não é um universo para completar.
O prazer de NMS está na viagem e não no destino.

Será que alguém se esqueceu que NMS não tem um final mas múltiplos finais e segundo a Hello Games estes variam em conteúdo dependendo daquilo que cada jogador faz e acumula em termos de experiência durante a exploração de cada mundo ?!
É que é precisamente a exploração aquilo que irá determinar o tipo de experiência final de cada jogador !
Haver já reviews negativas tendo por base o argumento de que o final do jogo não tem piada só demonstra que quem fez essas reviews, teve tanta pressa em “completar” NMS que depois na verdade não o jogou como deveria ter sido jogado.

NMS é um jogo de exploração. Exploração a pé, principalmente. Não é um jogo para saltarmos em hyperespaço de estrela em estrela sem explorarmos o que existe em cada sistema ! Aposto que nem a Hello Games alguma vez pensou que houvessem gamers tão desejosos de esgotar a experiência que preferissem dar cabo de toda a filosofia do gameplay em vez de a apreciarem.
Por outro lado tendo em conta o perfil típico do jovem gamer que encontramos em modo troll pelo youtube … se calhar seria pedir demais que houvesse tanta gente com a capacidade de disfrutar de um jogo tão brilhante quanto este da forma para a qual foi criado.

Muita gente parece pensar que basta sobrevoar os mundos e encontra tudo o que escondem e tudo o que conta para os levar até aquele final que desejam ver.

Não basta.

Se acham que NMS é um jogo vazio, então joguem-no e explorem verdadeiramente o que está por descobrir em cada mundo. Se NMS é um vazio então é sinal absolutamente evidente de que não o estão a  jogar.

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EXPLOREM A PÉ !
O jogador em NMS tem mesmo que explorar, principalmente a pé.

Façam isso, absorvam toda a sua mitologia ( textos misteriosos, ruínas arqueológicas inesperadas e um par de … “anomalias” que vale a pena descobrir e chegarão ao fim do dia tendo percebido como são ridiculas e irrealisticas todas as reviews negativas que actualmente cascam forte e feio em NMS.

Isto porque tanta gente saltou de sistema solar em sistema solar tão rapidamente que depois ficaram desapontados com o que lhes apareceu como final.
Duh !!

É na vertente Explorador que para mim NMS brilha como nunca vi nenhum jogo brilhar.
Sim é verdade, há muitos jogos com paisagens mais realísticas, gráficos de melhor resolução, etc. Não me interessa.
O facto disto contar com a tão badalada tecnologia da “Procedural Generation” torna-o verdadeiramente um jogo de sonho para toda a gente que um dia sonhou ter um ELITE em que pudesse realmente viajar por um universo “a sério”.
Para a geração dos 40 anos que sempre quis experienciar algo assim, desde já digo que vale totalmente a pena comprar uma PS4 apenas para jogar a No Man´s Sky.
Eu próprio tinha deixado os videogames de parte há anos, practicamente não conseguia estar mais do que uns dez minutos em frente a um jogo actualmente e no entanto estou completamente rendido a NMS.
Nunca em 35 anos de jogos video houve até hoje um produto que me tenha agarrado 4 horas por noite desde a hora zero do seu lançamento.

Quanto mais não seja pelo que consegue pelo seu lado técnico. Pena tenho eu de na altura em que estava no liceu não ter tido um professor que me dissesse que a matemática servia para criarmos universos destes !

 É incrível mas ainda há gente que não percebeu que nada neste jogo existe pré-concebido para além do design dos elementos base que compõem cada item.
Todo o jogo e tudo o que aparece é gerado matemáticamente de forma espontânea para cada jogador quando chegamos a um local.
Isto permite que NMS possa realmente gerar um universo inteiro pois as coisas só aparecem quando as alcançamos e portanto nada está guardado gráficamente em qualquer base de dados num mapa de jogo à espera que cheguemos a essa parte do jogo.
NMS tem biliões de planetas e sistemas solares.

Uma coisa assim nunca poderia ser criada à unha por quem criou este verdadeiro simulador espacial de escala épica.
Os próprios criadores do jogo não fazem a mínima ideia do que irão ver quando jogam ao  jogo que construiram.
Não fazem ideia de como serão os planetas, que variações irão encontrar em termos de aliens, como são os sistemas solares ou sequer onde ficam.
É como se Deus, tivesse criado uma fórmula matemática que gerou um universo e Ele próprio não fizesse ideia de que os seres humanos existem pois ainda “não encontrou” o nosso mundo.

Se a própria existência de NMS não coloca imediatamente questões filosóficas bastante interessantes não sei o que o fará.

UM UNIVERSO INTEIRO.
NMS é uma recriação virtual de um universo em tamanho real e inclusivamente é nas cenas espaciais que a maioria das vezes nos deixa absolutamente estupefactos com a beleza das imagens.

A primeira vez que descolamos de um planeta deixa-nos estupefactos.
Todas as cenas no espaço são absolutamente lindíssimas e parecem saídas do melhor do cinema de animação de Ficção-Científica.
As viagens pelos buracos negros podiam ter saido de filmes como Interstelllar ou 2001 a Space Odissey.
O estilo algo cartoon do jogo também ajuda a criar uma identidade gráfica particularmente cativante, pois pessoalmente prefiro um visual assim ao habitual estilo modernaço em que tudo parece saído de um filme de porrada ultra high-tech em modo ultra deprimente.

Como está NMS para mim, visualmente está perfeito.

Já andam por aí opiniões decepcionadas porque os planetas têm todos uma base/template geográfica semelhante e por isso a variedade de mundo para mundo não parece tão vasta quanto a que tinha sido prometida…
O que eu acho uma parvoíce.
Em Marte também há montanhas e vales iguais ao que temos na Terra; apenas por cá temos mais detalhes nos terrenos.
Se a Lua tivesse árvores se calhar também se pareceria com algo diferente mesmo tendo montanhas e vales que poderiam ser terrestres não fosse o ambiente em que estão.
Por isso desvalorizar NMS porque supostamente deveria ter “mais variedade” nos mundos quanto a mim é algo que me ultrapassa.
Especialmente num universo com uma escala destas.
Aposto que no nosso próprio universo real, o que não devem faltar são planetas esteticamente iguais ao nosso planeta Terra. Apenas terão estatisticamente alguns pormenores diferentes eventualmente.
E é nisto também que NMS assenta em termos de criação de mundos no que toca a uma fórmula para produzir variedade.

NMS tem variedade quanto baste e pelo que tenho explorado pelo menos 90% dos mundos que encontrei foram absolutamente únicos, especialmente aqueles onde há mesmo muita vida. Esses são verdadeiramente extraordinários.
Estou plenamente satisfeito com a variedade que tenho encontrado nas paisagens até agora.Aliás, basta fazerem uma ronda pelos milhares de écrans que já existem espalhados pela net com os planetas que as pessoas têm descoberto e se aquilo não é variedade de ambientes em mundos alienígenas com características e variações extraordinárias então não sei do que as pessoas estavam á espera.
O jogo apresenta um estilo visual fechado e constante mas também a natureza tem o seu estilo visual que depende de factores que depois aplica em termos de variações, precisamente como está na base destes jogo.

NMS apenas tem um bilião de variáveis a menos na forma como “a sua mãe-natureza” detalha cada mundo na altura em que o gera a partir de fórmulas matemáticas que definem e física por detrás do universo.
Por isso de forma a manter o jogo estável, muitos dos elementos gráficos base inerentes à própria mecânica do jogo, precisam mesmo de ser semelhantes.
O que não quer dizer que não encontremos mundos absolutamente extraordinários e incrivelmente variados !!!

APENAS UM DETALHE…
Pessoalmente em termos de variedade só acho que há uma coisa que deviam mesmo melhorar. NMS tem muita falta de edifícios e bases com um design diferente.
O mesmo tipo de design aparece sempre em todos os tipos de planetas e por causa disso se calhar muita gente fica com a sensação de que os mundos parecem todos iguais.

Também acho que quebra muito aquela magia de um mundo alienígena quando de repente encontramos por lá outra base planetária exactamente igual ao que já vimos nos últimos vinte planetas que exploramos anteriormente

NMS precisa urgentemente de arquitectura diferente tanto no exterior dos edificios como para o interior. Se NMS parece visualmente repetitivo é apenas naqueles momentos em que entramos outra vez “na mesma” base espacial, “vezes e vezes sem conta”; não importa em que planeta estejamos.

Isto é realmente talvez a única coisa que me decepcionou até agora pois faz com que os mundos pareçam mais semelhantes do que na realidade são.
O que vale é que pelo menos em termos de ruinas alienígenas até ao momento todas têm sido diferentes, bem misteriosas e atmosféricas.
A Hello Games só precisa agora de dar este tipo de variedade simples às bases planetárias e espaciais. Façam isso  e NMS parecerá logo imediatamente menos repetitivo aos olhos do jogador causal.
Ah, e já agora… que tal também permitirem cascatas de água nos cenários ? Seria fabuloso encontrar algo assim naqueles cenários épicos também !
E também aumentarem as raças alienígenas inteligentes. Quatro raças e culturas num universo tão grande vai parecer muito pouco a longo prazo. A não ser que haja algo escondido na manga.
De qualquer forma este pequeno detalhe não significa que eu esteja desapontado com a variedade de cenários. Muito, muito pelo contrário.

MUNDOS POR DESCOBRIR.
Tenho encontrado coisas fabulosas. Mais uma vez repito…EXPLOREM os planetas a pé.

A sobrevoá-los não irão ter a noção que que lá está em termos de segredos por descobrir. E os planetas são para explorar durante horas; não minutos.
Se isso faz com que levem um ano a completar NMS em vez de o completar numa semana, óptimo; só significa que estarão a jogá-lo da forma para a qual foi pensado.
O que os jogadores das novas gerações não percebem é que NMS é um universo para ser explorado, não é um jogo para ser completado … ou jogado … no sentido tradicional , porque completar o jogo não é o objectivo e muito menos é aquilo que nos dá prazer. NMS é um jogo para quem gosta de caminhar na vida real, para quem o sentido de explorar é mais importante do que a recompensa de completar uma missão igual a tantas outras em tantos outros jogos.

Eu já passei mais de 10 horas a caminhar num único planeta sem fazer absolutamente NADA para avançar no jogo. Apenas caminhar pelos mundos, explorar, descobrir segredos e espécies alienigenas e tirar “fotos” das incríveis paisagens.
É esse o grande atractivo de um game engine como o que NMS proporciona. É um jogo que recompensa quem dedica tempo a cada mundo e quem adora saber o que estará por detrás “daquela colina” e da próxima… e da próxima e da seguinte…

Houve um maluco que parece ter passado 30 horas apenas no planeta do inicio ! Um tipo que captou plenamente o espírito deste jogo. NMS é esse tipo de experiência. Permite-nos divertir-nos a explorar apenas um unico mundo se assim o quisermos. Por isso quando certas reviews negativas dizem que não há nada de interessante para fazer no jogo, eu só posso me surpreender com tal afirmação.
Muito certamente será o mesmo tipo de público que acha que o cinema só presta se for um blockbuster da moda cheio de porrada, made in hollywood que estiver na moda.

TIP: Não tenham medo de largar a vossa nave e caminhar km em qualquer direcção. Não precisam de voltar para trás depois.
Há sempre uma base por perto onde poderão depois chamar a vossa nave automáticamente que voará até ao local onde estão.
Usem o vosso scanner enquanto caminham ou procurem um farol que lhes indique em que direcção estão cada um desses locais.

Tanto os “shelters” como as colónias maiores que costumam ter pistas de aterragens têm sempre um controlo que permite chamar a vossa nave.
Isto não é algo fácil logo no início, pois precisam fazer -crafting- de alguns objectos que dão acesso à tecnologia que mostra estas coordenadas, mas umas cinco horas depois de começarem a jogar já terão encontrado muito daquilo que precisam para se orientar nesta parte do gameplay.
Essencialmente não se restrinjam a explorar os mundos ficando apenas ao redor da vossa nave. Partam para o planeta e distânciem-se à vontade. Há sempre um local algures onde podem apanhar a nave novamente.

Toda a gente que o está a jogar disfrutando do que tem realmente para oferecer ainda está na fase inicial do jogo.

Num universo de biliões de planetas ainda há muito para descobrir e os próprios criadores do jogo disseram que a variedade e as coisas estranhas iriam aumentar à medida que estivéssemos pertos do centro da galáxia pois nunca se coloca o melhor nas primeiras etapas e alguns dos videos já mostram essa variedade incrível que poderemos vir a encontrar também. Por isso as reviews que reclamam da variedade visual dos planetas nesta fase não têm qualquer sentido.
Ainda não encontrei nenhum planeta com anéis mas segundo Sean Murray eles irão aparecer a partir de certa altura.
Já encontrei uma das novas luas que vieram com o novo patch por exemplo.

Com excepção daqueles mundos mais “lunares” e rochosos, no que toca a planetas alienígenas cheios de vida ainda não encontrei nada que me tivesse decepcionado em termos de variedade. Por muito reconhecível que um mundo seja, se explorarem bem, há sempre algo de novo por lá para descobrir.

Quem não estiver a explorar não está a jogar ao jogo. É tão simples quanto isto.

Mesmo sendo mercenário ou comerciante. A exploração é a alma do gameplay e acreditem-me NMS contém surpresas por revelar em muitos mundos.
Parem por minutos. Fiquem no topo de uma montanha e contemplem o por-do-sol.

Para mim o grande vicio nisto é o de continuar num planeta por 3 horas quando já podia seguir para outro e prosseguir as etapas da aventura mas no entanto continuo a caminhar pelas paisagens apenas porque muitas são absolutamente incríveis e é como estar dentro de um filme interactivo.

Não é por nada que o primeiro trofeu que eu ganhei em NMS foram dois sucessivos sobre exploração a pé. E isto ainda no primeiro mundo de início que curiosamente até achei bem fraquinho.
Vão por mim, a exploração a pé de um mundo daqueles cheio de vida em NMS compensa em termos de gameplay. Não revelarei mais do que isto, pois não lhes irei retirar o prazer da descoberta que já tenho tido.

NMS NÃO TEM CRIATURAS GRANDES !!
O exemplo perfeito do quanto as review negativas que andam por aí são apenas baseadas numa experiência superficial de quem testou o jogo e passou á frente está no argumento de que NMS contrariamente ao que foi publicitado não tem criaturas enormes estilo dinossauro.
Ai não ?
Se calhar se esses reviewers tivesse passado mais de 250 horas a percorrer cada planeta em detalhe, cada colina, cada montanha, cada vale que se pode visitar em NMS, se calhar digo eu, já tinham começado a encontrar criaturas grandes.

Eu só depois de explorar mais de 15 planetas, tendo passado uma média de quatro horas em cada mundo caminhando sem destino é que encontrei o meu primeiro mundo habitado por bichos realmente enormes !!
Os tais que as criticas negativas dizem por aí que não existem porque eles não viram nenhuma enquanto pulavam de planeta em planeta superficialmente .

Hmmmmm.

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 Será que NMS só começa a mostrar o que esconde quando os jogadores realmente dedicam tempo a explorar os mundos em profundidade em vez de terem pressa de chegar ao centro da galaxia ?…

Num universo com biliões de planetas à disposição, num jogo cheio de segredos por descobrir enterrados em cada mundo, não tinha lógica os criadores do jogo espetarem com todas as criaturas enormes logo desde o início !
Outra falsa acusação nas reviews negativas é a de que em NMS nunca se vêem grandes grupos de animais de espécies diferentes ao mesmo tempo , contrariamente ao que se podia ver nos trailers do jogo. Falso.
Mais uma vez posso testemunhar que estes grupos de animais começam agora a surgir nos novos mundos que tenho encontrado. Normalmente apanho um bicho do tamanho de um T-Rex e depois à sua volta existem inúmeras pequenas espécies em redor na paisagem.
Por isso esqueçam aquelas críticas que acusam o jogo de ser algo muito diferente do que prometia. Explorem !

Só lhes digo que NMS tem mais história do que parece ter sido anunciado… ou do que aquilo que muitas reviews negativas criadas por quem já supostamente pensa que completou o jogo apregoam.

Especialmente se vocês gostam de mistérios arqueológicos com uma pitada de filosofia á mistura… só têm que explorar BEM os ambientes e aposto que mais tarde ou mais cedo vão deparar-se com “a narrativa” que certamente irá ligar o gameplay ao objectivo final do jogo no que toca ao que iremos construir para ver quando alcançarmos o centro da galáxia.

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CONCLUÍNDO…
Voltando ao início para concluir, NMS é tudo o que um puto de 14 anos em 1984 sonhava ter quando brincava durante horas com jogos como ELITE, STARSTRIKE 3D ou mais tarde DRILLER para o ZX Spectrum.

Todos os mundos que sempre sonhamos um dia explorar com a liberdade total de ir onde quisermos num jogo, agora tornaram-se realidade em NMS. Todas as cenas espaciais que imaginamos quando jogávamos a StarStrike I e II no ZX Spectrum no inicio dos anos 80 agora estão ao alcance dos nossos dedos. Todos os combates espaciais em modo arcade que gostaríamos um dia de ter visto, hoje são parte de NMS e quase que ainda parece um sonho.

Para quem como eu começou em 1984 a passar horas a fio jogando a um STARSTRIKE 3D num computador de 48k com gráficos wireframe ( e “bips” por som), deparar-se agora com combates espaciais arcade no modo em que NMS proporciona é um verdadeiro sonho de criança.
Especialmente porque são absolutamente cinemáticos e deixam-nos completamente imersos neste universo virtual.
Já agora nem de propósito. A música e principalmente o som em NMS são absolutamente perfeitos. A profundidade de sons nos planetas é incrivel, a música gerada em modo ” procedural generation” também resulta muito bem e tudo em termos de atmosfera sonora contribui para nos colocar por completo num universo alienígena 100% real. A faltar alguma coisa serão talvez vozes nos alienigenas ou consolas interactivas que encontramos pelo caminho.

É verdade que a mecânica dos combates espaciais não é nada de especial como dizem as reviews que atacam o jogo; mas é puro arcade, resulta bem e consegue ter momentos de adrenalina entusiasmantes.
Em particular quando sobrevoamos cruzadores espaciais gigantes ao mesmo tempo que disparamos lasers por todo o lado e somos atacados por piratas espaciais que executam as manobras mais espectaculares. Para mim chega perfeitamente.

A última coisa que eu queria num jogo como NMS seria complexidade na forma como nos deslocamos no espaço ou no que acontece quando combatemos contra naves espaciais, por isso também não entendo o que se passa com as critícas negativas nestes aspecto pois o jogo tem o estilo de combate espacial que melhor se adequa a tudo o resto.
Por mim está fantástico e um destes dias ainda deixo de ser explorador e parto para a porrada só para andar pelo espaço a dar tiros em cruzadores espaciais carregados de riquezas. É simples ? É.
Mas é totalmente atmosférico e um verdadeiro milagre para quem se lembra do que era jogar em 3D nos jogos espaciais de há 35 anos atrás.

Falei pouco das cenas espaciais porque na verdade em termos de combate , limitei-me a ser destruído durante um ataque de piratas do espaço pois não tenho armas de jeito na nave ainda, mas deixem que lhes diga que o entusiasmo em termos de exploração no espaço também não é de todo menor quando comparado com o que se pode fazer nos planetas.

 Há muitos locais para aceder, paisagens espaciais de tirar o fôlego, armadas de naves gigantes para contemplar , atacar ou ajudar, asteróides quanto baste onde ir buscar minério e um sem número de bases espaciais, naves alienígenas misteriosas, o enigmático ATLAS que tem um visual fabuloso no espaço, etc, etc, etc.

Ou seja, mais uma vez, tudo o que vocês alguma vez desejaram ter em ELITE com uma profundidade real que dantes só em sonhos.

Aliás quanto a mim, NMS em termos visuais tem outra grande mais valia que certamente passará despercebida a quem não trabalha em ilustração.

NMS : UMA OBRA PRIMA DA ILUSTRAÇÃO !
Eu enquanto ilustrador profissional ( vejam o meu portfólio em www.icreateworlds.net ), encontrei um NMS uma ferramenta inesperada no que toca ao planeamento e inspiração para por exemplo ilustrações que tenham a ver com paisagens imaginárias.

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 Ao podermos enquadrar as nossas próprias caminhadas conseguimos utilizar as paisagens de tirar o fôlego que encontramos em NMS quase como verdadeiros tutoriais de ilustração ou ferramenta de esboço no que toca à forma como se pode compor uma paisagem.

O que me leva aquilo que neste momento é para mim a única grande falha de NMS !

A ÚNICA GRANDE FALHA DE NMS.
Não sei se dará para fabricar algo assim mais adiante na aventura, mas para mim num jogo em que a exploração é o mote da aventura é uma falha indesculpável não contarmos desde o início com “uma máquina fotográfica” para colecionarmos “memórias” de todos os locais bonitos que visitamos e descobrimos quando caminhamos durante horas por um planeta alienígena só pelo prazer de explorar.

 Um jogo como NMS deveria permitir logo à partida que pudéssemos ter uma galeria onde colecionar os nossos melhores momentos de descoberta – para mais tarde recordar.
Talvez até usar essa galeria para guardar localizações dentro do jogo de forma a podermos voltar ao nosso planeta favorito um dia ( no modo de jogo livre, por exemplo).

Portanto  eu espero que adicionem em breve uma camera fotográfica ou máquina de filmar pois num jogo de exploração um equipamento assim para mim é indispensável e nem sei como raio não nos deram sequer um mísero télemovel com uma câmera para levarmos nos nossos passeios.
Até porque não há só montanhas para explorar em NMS.
Os planetas estão cheios de cavernas, lagos, oceanos e muitas paisagens subaquáticas para explorarmos.
Practicamente tudo merece ser “fotografado”.

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É O MELHOR JOGO QUE JOGUEI ATÉ HOJE sem qualquer sombra de dúvida.

Dentro da perspectiva que referi, neste momento não há dúvida que para mim NMS é o melhor jogo a que alguma vez  joguei desde que comecei a jogar video games em 1983/84.

Tendo passado por tudo, desde (ARCADE) Pong, Pac Man, Xevious; (ZX SPECTRUM) Manic Miner, Jet Pack, Elite, Starstrike 3D; (SUPER NINTENDO) Super Mario, Zelda, Secret of Mana, Starfox; (SEGA SATURN) Panzer Dragoon; (N64) Super Mario 64 , Pilotwings; (PS1/PC/PS2…) Tomb Raider, Wipeout, Doom, Quake; GTA,World of Warcraft, etc, etc, etc, etc… não há duvida que No Man´s Sky aos 46 anos de idade conseguiu o feito de me colocar em frente a uma consola durante várias madrugadas em que o tempo voa e as horas passam.

Nunca joguei tanto tempo a um jogo como estou a jogar a este; o que ainda torna mais absurdas aquelas reviews que dizem que quanto mais se joga,  mais NMS se torna repetitivo e desinteressante… (What ?!!) … Algo me diz que algures, alguém não estará a jogar a isto como deveria ser jogado…

Não é o gameplay,  é a experiência e o vício que provoca a quem entra no espírito da coisa e se deixa levar pelo prazer da exploração apenas.
Nada como em NMS alguma vez conseguiu provocar aquela ideia de que : “Vou só ali ver o que está por detrás daquela colina … e depois páro… … … … … ” !
Ultrapassou totalmente as minhas expectativas sobre tudo o que tinha visto à volta do hype NMS e posso dizer que estou 300% satisfeito com a compra.
Não é um jogo que recomende a toda a gente, mas quem quiser uma experiência única e uma variante aos inúmeros títulos disponíveis no mercado NMS pode ser uma boa alternativa.

Para quem sempre quis saber como seria o ELITE dos tempos do ZX Spectrum se fosse feito hoje em estilo descontraído e modo arcade, tem em NMS a melhor resposta possível a essa questão.

O vosso sonho tornou-se realidade e dessa perspectiva NMS é um jogo totalmente de compra obrigatória.

Eu tinha deixado de jogar videogames há anos e no entanto quando percebi que NMS finalmente poderia vir a ser o clássico simulador espacial com que eu sempre sonhei , comprei a PS4 apenas para jogar a este jogo e estou totalmente satisfeito.
Na PS4 até agora só encontrei um jogo que também adorei por completo, “Alien Isolation” pois é tão bom e tão assustador quanto qualquer dos filmes, mas não há dúvida que NMS está a ser uma experiência em termos de jogo extraordinária.

Superou tudo o que esperava encontrar num videogame e ainda só vou no início da exploração.
No momento em que escrevo isto , cheguei à primeira estação espacial do ATLAS seis sistemas solares depois de começar o jogo três dias atrás.
Ontem encontrei a minha primeia “anómalia” espacial (descubram por vossa conta) e hoje encontrei as coordenadas do primeiro buraco negro que supostamente será um atalho para o centro da galáxia…algo que irei explorar esta madrugada certamente.

Futuramente esta review poderá ser actualizada assim que eu estiver mais avançado na aventura NMS.

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LET´S SEE WHAT´S OUT THERE !!
Vamos ver o que está lá fora.

Por causa desta ideia de querer guardar imagens das melhores paisagens que descobri, achei que seria engraçado criar um site ; uma página de FB para servir de arquivo às minhas explorações.

Afinal num universo virtual com biliões de planetas , será fácil esquecer a maior parte dos locais onde estivemos.

CLIQUEM AQUI PARA ACEDEREM AO GRUPO – Explorers Guild

Por isso e porque como ilustrador interessa-me totalmente utilizar o NMS como uma própria ferramenta de trabalho nem que seja por inspiração e sendo assim isto por aqui vai servir para ir guardando referências visuais enquanto for explorando o universo do jogo.

Quem quiser partilhar imagens das suas próprias viagens espaciais é só juntar-se ao grupo e mostrar o que também conseguiu descobrir.

www.icreateworlds.net