“KEEPER OF DARKNESS” (“Tor dei gui mou yan”) Nick Cheung (2015) China


Este será mais um post em paralelo com o meu blog sobre cinema esquecido porque é inevitável visto estarmos a falar de um filme que irá passar ao lado de practicamente toda a gente.
É também o título perfeito para começarmos em grande este ano de 2017 aqui no blog.
Enquanto meio mundo há algum tempo atrás andava horrorizado a discutir quão mau era, ou iria ser o novo filme “Ghostbusters” eu descobria um dos filmes sobrenaturais mais surpreendentes dos últimos tempos, [“KEEPER OF DARKNESS”].

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E o que tem uma coisa a ver com a outra ? Bem…
Pessoalmente nunca hei de entender a fama de “Ghostbusters” e só encontro explicação para o sucesso por ter sido um dos filmes mais carregados de efeitos especiais a aparecer numa época em que os efeitos eram uma novidade nunca vista naqueles moldes e levavam muita gente ás salas só para verem raios e explosões animadas quanto baste pois os blockbusters modernos ainda estavam na sua infância e eram por isso uma novidade.
Nunca fui minimamente fascinado pelo franchise “Ghostbusters”, em 1984 não me disse grande coisa (mesmo tendo-o visto no cinema aos 14 anos) e para lá de achar o conceito muito original sempre detestei aqueles personagens.
O facto de hoje o filme tresandar ao pior dos anos 80 em termos de Hollywood ainda agravou mais o meu desprezo actual de todas as vezes que ao longo dos anos o tentei rever. Para mim “Ghostbusters” para mim sempre foi um franchising frustrante, pois sempre achei que haveria por ali algures uma boa história bem mais criativa para ser contada e há muito tempo que eu pensava que aquele conceito sobrenatural com fantasmas e caçadores de espíritos poderia ser algo divertido.
Por isso gostei agora tanto de [“KEEPER OF DARKNESS”]

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[“KEEPER OF DARKNESS”] é o “Ghostbusters” sério ( e a sério ) que eu sempre achei que deveria ter sido feito.
Não porque [“KEEPER OF DARKNESS”] envolva um grupo de “super-heróis” quotidianos que cacem fantasmas mas porque esta aventura Chinesa também é toda construída à volta da ideia de que partilhamos o nosso quotidiano com almas penadas; apenas não as conseguimos ver.
Nós não, mas algumas pessoas sim.
E [“KEEPER OF DARKNESS”] gira precisamente à volta de uma dessas pessoas; um tipo com capacidades –mediúnicas– que volta e meia vê-se envolvido em confrontos e exorcismos com todo o tipo de ectoplasmas chatos como o caraças que insistem em possuir ou assombrar o cidadão comum.

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Mas não pensem que o nosso herói aqui é uma espécie de versão masculina da personagem “Melinda Gordon” na série “Ghost Whisperers” empenhada em ajudar alminhas perdidas. Aqui o nosso exorcista de serviço – Fatt – tem conecções à máfia de rua de Hong-Kong, é amigo de um bando de vândalos mafiosos que percorrem as ruas “mafiando” ao mesmo tempo que tentam praticar algumas boas acções pelo caminho também; ( porque é bom para o Karma ) e vive com o fantasma de uma miúda que não quer partir “para o Outro-Lado” porque está apaixonada por ele e não quer ainda reencarnar.

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Tudo isto quando pelo meio de um par de exorcismos que correm de forma irregular Fatt detecta que apareceu nas ruas um novo espírito sedento de vingança e que pretende eliminar um por um todos os exorcistas das redondezas até chegar à pessoa responsável pela sua morte anos atrás num incêndio.
Para ajudar à festa, temos ainda o ajudante de Fatt, uma espécie de mafioso de quinta categoria em estilo-fashion-mete-nojo-hilariante mas que quer desesperadamente conseguir tornar-se também num exorcista e uma jornalista, que ao tentar desmascarar Fatt como impostor acaba por descobrir um mundo com que nunca sonhou e pelo meio apaixonar-se sem esperar. 
Mas há mais !

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Há mais, mas até já falei demais. Como sabem não gosto nada de contar as histórias dos filmes por aqui pois para mim um filme deverá ser visto sem saberem nada ou o mínimo sobre ele, mas desta vez precisava colocar a minha opinião dentro de um contexto concreto.
A verdade é que [“KEEPER OF DARKNESS”] tem mesmo um certo sabor a “Ghostbusters”, tanto nas cenas divertidas de exorcismo com os fantasmas, como na forma como usa a comédia com bom efeito até para fazer a narrativa avançar de um ponto a outro.

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Mas se [“KEEPER OF DARKNESS”] tem uma coisa absolutamente fascinante é o facto de conseguir equilibrar um monte de géneros dentro de uma só história e fazer tudo combinar sabe-se lá como !
Este filme numa questão de segundos consegue passar de uma comédia de efeitos especiais a drama pesado, consegue passar de cinema de aventura a cinema de terror ( com um par de bons arrepios pelo meio ), passa por um estilo blockbuster misturado com o cinema-de-Crime quando navega por ambientes com marginais mafiosos e ainda tem tempo para nos dar uma das melhores histórias de amor saídas do cinema chinês dos últimos anos.

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Aliás, se [“KEEPER OF DARKNESS”] funciona tão bem a todos os níveis e em todos os géneros que inclui no seu argumento desde o início é porque no seu coração está uma história de amor absolutamente divertida em modo fofinho oriental com dois protagonistas únicos.
Boas histórias de amor saídas do oriente normalmente partem do Japão ou da Coreia do Sul que tornaram o género quase numa forma de arte mas a China nunca conseguiu criar grande empatia quando tenta entrar por uma atmosfera de romance no seu cinema. 
Embora já tenha havido algumas excepções quando procuramos por cinema Chinês normalmente esperamos mais encontrar bons épicos históricos ou cinema de acção.

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Ora desta vez e tal como já aconteceu com “A TIME TO LOVE” ou “LOVE IN SPACE”, [“KEEPER OF DARKNESS”] acerta em cheio no coração emocional do filme. 
A história de amor entre Fatt e a fantasminha apaixonada que assombra o seu apartamento vai buscar o melhor do drama de “A time to Love” com a comédia contida mas romanticamente divertida de “Love in Space” e consegue momentos verdadeiramente atmosféricos que criam uma grande empatia com espectador e centralizam também todos os outros aspectos que compõem o filme.

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A fantasma pode ser fofinha mas ainda nos prega um susto valente ou dois bem colocados e o seu registo varia também entre a comédia e o drama algo angustiante por vezes numa questão de segundos, o que demonstra claramente que o realizador de [“KEEPER OF DARKNESS”] sabe muito bem o que está a fazer conseguido transportar o espectador ao longo da história numa verdadeira montanha russa de emoções inesperadas nos momentos mais inesperados também.

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[“KEEPER OF DARKNESS”] tem também um certo sabor ao cinema de Wong Kar Wai, o que só lhe fica bem neste caso. Não que a tentativa de homenagem a um certo estilo bem reconhecível seja por demais persistente mas nota-se aqui e ali a influencia do realizador de “In the Mood for Love” e isto sempre no melhor dos sentidos.
Quem gosta do cinema de Wong Kar Wai vai gostar deste filme por razões estéticas também. Aliás nem falta aqui Karina Lau, uma das actrizes recorrentes do cinema de Wai.
Se Wong Kar Wai um destes dias decidisse filmar algo bem mais comercial poderia inclusivamente criar a sequela para este filme pois o seu estilo iria enquadrar-se bastante bem.

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Acima de tudo estamos na presença de mais um filme com cenas espectaculares e montes de efeitos digitais que não se esquece do principal.
Os personagens e a humanização dos mesmos.
Se falha em alguma coisa será apenas no vilão pois a sua história ( e motivações ) no final acabam por parecer que não se integram tão bem quanto todo o resto do filme até ao desenlace final da aventura…

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Talvez por isso [“KEEPER OF DARKNESS”] seja um daqueles filmes com múltiplos finais, como se o realizador tivesse consciência de que parte de aventura nem sequer fosse o mais importante e resolvesse acabar a história do filme de uma forma mais humana.
A gente agradece.
 E o final “final” também é fixe.
Agora o que eu quero mesmo é uma sequela.

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CLASSIFICAÇÃO

Se procuram por cinema sobrenatural com almas penadas e um sabor a aventura urbana com um toque de terror, drama, comédia e uma excelente love story para rematar não vão mais longe.
 Ignorem as más reviews no IMDb pois como de costume foram postadas por americanos que se trocam todos quando não percebem de que género é um filme.
[“KEEPER OF DARKNESS”] é original, divertido, assustador, espectacular, dramático e tocante.
Tudo num único filme que resulta muito bem.

Cinco Tigelas de Noodles e um Gold Award


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Se calhar nem merece o Gold Award pois tem um par de falhas que lhe retira alguns pontos na história central envolvendo o vilão sobrenatural, mas a verdade é que este foi um dos filmes Chineses que mais me divertiu nos últimos anos.

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Comprei o Bluray na China ( região zero ) e acho que ainda gostei mais dele agora que o revi do que quando o vi pela primeira vez; pois da primeira vez a mistura de géneros pode deixar-nos um bocado aturdidos e impedir-nos de notarmos como [“KEEPER OF DARKNESS”] é realmente bom; por ser também algo único dentro do género.

A favor: a mistura entre géneros que funciona perfeitamente sabe-se lá como, o sentido de humor negro, a historia de amor, a química romantica dos protagonistas, as cenas assustadoras , a atmosfera sobrenatural, os personagens, a carga dramática , as cenas de acção, os efeitos especiais, mais uma vez a humanização dos personagens.

Contra: algum CGI podia ser melhor, a parte dramática ao redor do vilão parece algo deslocada do resto do filme e sente-se que está um bocadinho forçada para poder encaixar.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER
Nota:
o filme não é o blockbuster de acção que aparenta no trailer. É bem mais contido e intimista contrariamente ao espectáculo de efeitos que o trailer aparenta mostrar.

IMDb
http://www.imdb.com/title/tt5157030/

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“Busanhaeng” (“Train To Busan”) Sang-ho Yeon (2016) Coreia do Sul


O que se pode dizer de mais um filme de zombies que ainda não tenha sido dito sobre o género ?…
Bem para começar, [“TRAIN TO BUSAN”] terá sido o primeiro filme com mortos-vivos a sair de Cannes com uma reputação melhor do que a que tinha quando chegou ao festival e agora que Hollywood vai fazer um remake disto; ( para quê ?!!! ), recomendo vivamente que o procurem e vejam-no quanto antes.
E sim, é tão bom quanto parece no trailer.
Aliás, é melhor.

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É verdade, o que se pode dizer de mais um filme de zombies que ainda não tenha sido dito sobre o género ?…
Bem sobre [“TRAIN TO BUSAN”] pode dizer-se que não tem um pingo de originalidade no conceito, pois obviamente que todos nós já vimos isto milhões de vezes antes mas conta logo á partida com uma coisa que o cinema oriental sabe fazer muito bem e que o difere de todos os plásticos que Hollywood poderá produzir quando aparecer o inevitável remake
[“TRAIN TO BUSAN”] tem personagens verdadeiramente cativantes.

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Como habitualmente no cinema oriental, nem o caos de uma história como esta, nem o monte de efeitos especiais que isto mete faz com que a pirotecnia se sobreponha aquilo que importa. Os personagens.
Contrariamente ao que acontece normalmente no cinema espectáculo de Hollywood onde os bonecos estão lá apenas para enquadrar as cenas de porrada, efeitos e acção, em [“TRAIN TO BUSAN”] são as cenas de porrada, os efeitos e a acção que enquadram um grupo de pessoas.
Pessoas com que começamos por nem ter grande empatia, mas que sabe-se lá como a meio do filme já estamos realmente a torcer pelas suas histórias pessoais.
Em alguns momentos isto faz lembrar inclusivamente outro grande filme de monstros Sul Coreano, o excelente “THE HOST” de que já falei por aqui há alguns anos.

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[“TRAIN TO BUSAN”] não tem absolutamente nada de original a não ser o facto de ser cinema puramente oriental precisamente na forma como consegue humanizar cada uma daquelas pessoas que acompanhamos e talvez tenha sido por isso que causou tanto impacto em Cannes, pois o público ocidental não está habituado a acompanhar personagens bem construídos neste tipo de cinema saído de Hollywood e por isso terá ficado bastante surpreendido.
[“TRAIN TO BUSAN”] é um daqueles filmes que quando acaba nos deixa completamente exaustos psicológicamente e mais do que torcermos pelos heróis da história , torcemos pela história daquelas pessoas que a meio do filme esquecemos por completo que são ficção.

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Estranhamente [“TRAIN TO BUSAN”] irá agradar até a quem se calhar não gosta de filmes com zombies, especialmente se essas pessoas tiverem visto e adorado outro filme Sul Coreano fabuloso, o drama “HOPE”. Quem gostou de “HOPE” irá gostar deste; apenas este mete mortos vivos pelo meio.
Á primeira vista podem não ter nada a ver mas [“TRAIN TO BUSAN”] cria exactamente o mesmo tipo de empatia que aquela outra história também sobre pai e filha conseguiu criar em toda a gente que apanhou com ela de surpresa quando saiu e a tornou já no filme de culto oriental que é.
Portanto meus amigos, mesmo que os mortos vivos não sejam a vossa coisa favorita, se calhar eu espreitava quanto antes [“TRAIN TO BUSAN”].
Especialmente antes de Hollywood vomitar cá para fora mais um remake atroz de outro filme oriental e os trailers gringos lhes estragarem o suspense todo.
Não percam [“TRAIN TO BUSAN”] enquanto este ainda é único.

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Consta que este filme já se tornou no maior êxito comercial de todos os tempos por aquelas bandas da Coreia do Sul o que só demonstra que para algo assim ter acontecido, [“TRAIN TO BUSAN”] tem mesmo que ter muito mais conteúdo e conseguir criar mais empatia do que se apenas fosse o típico filme de zombies em que toda a gente passa o tempo todo a correr de mortos vivos.
E mais uma vez, [“TRAIN TO BUSAN”] não tem nada de original. 
A sua originalidade está na empatia que cria pois ficamos mesmo a gostar dos personagens.

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[“TRAIN TO BUSAN”] é capaz de ter sido dos filmes com mais adrenalina que vi pelo menos nos últimos dois anos dentro de um certo tipo de thriller.
É o tipo de filme que nos deixa a tremer por todos os lados com cada situação que apresenta. Não só pela forma como a montagem cria uma sensação de claustrofobia fantástica mesmo em espaços abertos como principalmente na forma variada como apresenta e inventa situações de nos fazer roer o sofá de uma ponta á outra pois nunca temos bem a certeza se alguém irá morrer a seguir.

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Até porque depois [“TRAIN TO BUSAN”] também não é propriamente politicamente correcto.
Aposto tudo o que vocês quiserem em como Hollywood quando refizer isto, irá sem qualquer sombra de dúvida mudar o final, porque os americanos não irão aguentar o contexto dramático verdadeiramente intenso desta história e que mais uma vez a distingue do habitual.

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[“TRAIN TO BUSAN”] é um excelente cruzamento entre, a adrenalina de “SNOWPIERCER” ou de “THE TERROR LIVE“, o contexto de “THE HOST” ( curiosamente ambos do mesmo realizador ), o suspense de “MIDNIGHT FM” , a tensão de “FLU” e a empatia de “HOPE”; apenas mete mortos vivos á mistura.
Se gostaram de qualquer um dos filmes que mencionei atrás, irão gostar de [“TRAIN TO BUSAN”] porque tal como em todos esses filmes também o espectador nunca tem bem a certeza do que irá ver a seguir.
É essa a grande mais valia de [“TRAIN TO BUSAN”].
Numa história já vista mil vezes consegue ser imprevisível em muitos aspectos, especialmente a nível de destino de personagens.
Não se livra dos clichés é certo, mas esses vêem inevitavelmente por arrasto com a fórmula deste tipo de filmes com mortos vivos e se fossem evitados [“TRAIN TO BUSAN”] já não seria um verdadeiro filme de zombies.

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Tal como aconteceu quando o muito intenso “28 Days Later” de Danny Boyle estreou anos atrás, irá haver gente que acusará [“TRAIN TO BUSAN”] de não ser um verdadeiro filme de mortos vivos porque também aqui estes mortos correm como o raio e não andam feitos estúpidos em modo … ehm, zombie em câmera lenta pelos cenários.
Estes mortos estão muito vivos, extremamente activos e incrivelmente raivosos o que dá a [“TRAIN TO BUSAN”] uma adrenalina raramente encontrada no género.

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Não só a realização é fantástica pois todo o ritmo narrativo está excepcionalmente bem cozinhado para nos ir perturbando apenas quanto baste antes de nos jogar com baldes de adrenalina em cima, como [“TRAIN TO BUSAN”] nem precisa de pregar sustos com SOM ALTO para meter medo.
Aliás, este filme não recorre a nenhum desses truques baratos, porque nem precisa.
A meio da história já estamos tão arrepiados com o sobe e desce dos níveis de adrenalina que qualquer coisa nos assusta.
Nem o filme precisa de ser particularmente gore embora não fuja dele.

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Curiosamente [“TRAIN TO BUSAN”] não é mesmo muito gore.
Consegue assustar e meter impressão sem precisar de meter propriamente nojo e por isso nunca abusa dos efeitos prostéticos ao contrário do que costumamos ver neste tipo de cinema hoje em dia.
 Não precisa.
[“TRAIN TO BUSAN”] tem uma coisa diferente. Não sei se terão contratado contorcionistas para alguns papeis de zombies mas a expressão corporal destes mortos vivos é não só completamente original como extraordinariamente expressiva.
Muitos deles arrepiam-nos só com os movimentos que fazem.
[“TRAIN TO BUSAN”] tem definitivamente uma das melhores coreografias no que toca a movimento de multidões que vi ultimamente neste tipo de cinema.

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É também o filme perfeito para quem ficou muito decepcionado com aquele vazio chamado “World War – Z” ( talvez uma das piores adaptações de um bom livro de sempre também ).
Brad Pitt não entra nisto, nem precisa.
Um bom filme de mortos vivos só precisa de criatividade nas situações e de saber como provocar grande adrenalina no espectador. Nesse campo mais do que meter medo [“TRAIN TO BUSAN”] mete-nos os nervos em franja até mais com o que imaginamos do que com aquilo que vemos e essa subjectividade é aquilo que fará sempre um bom filme de terror.

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CLASSIFICAÇÃO

[“TRAIN TO BUSAN”] é obrigatório se gostam de filmes com zombies.
Já viram isto mil vezes mas se calhar ainda tem muita coisa que não viram.
Se para vocês o cinema de terror tem que ter mais coisas para mostrar do que apenas coisas que metem medo então vão adorar a empatia que cria com os personagens ao melhor estilo que só o cinema oriental é capaz de nos dar.

Cinco Tigelas de Noodles e um Gold Award


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Pode não ser um daqueles filmes para rever muitas vezes, pode já nem ter suspense á segunda vez que o virmos, mas da primeira é uma verdadeira montanha-russa emocional e de adrenalina que diverte do princípio ao fim e não precisa mais do que isso para ser excelente.

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A Favor: a adrenalina que provoca, o suspense, não é politicamente correcto, as cenas de acção, a humanização dos personagens, a criancinha actriz é fantástica, intercala de forma excelente o drama com o thriller de zombies.

Contra: já viram isto mil vezes em termos de conceito. Vai ter remake americano sabe-se lá para quê…

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER

COMPRAR
Está em pre-order na amazon uk. Sai em bluray no mês de Fevereiro.
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https://www.amazon.co.uk/gp/product/B01KZFXJKW/ref=as_li_tl?ie=UTF8&camp=1634&creative=6738&creativeASIN=B01KZFXJKW&linkCode=as2&tag=cinaosolnas00-21
IMDb

http://www.imdb.com/title/tt5700672

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E se gostaram deste não vão querer perder:
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“CITY OF LIFE AND DEATH” ( “Nanjing! Nanjing!”) Chan Lu (2010) CHINA


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“Warning: This film hurts”

Começa assim uma review no IMDb para [“City of Life and Death”] e provavelmente deveria ter sido esta a tagline oficial do filme, pois essencialmente a frase resume tudo.
Não podia ter havido melhor filme para eu regressar aqui ao blog depois de alguns meses de pausa e também para comemorar ter ultrapassado as 400.000 leituras; mas [“City of Life and Death”] está a revelar-se ser uma das reviews mais difíceis de escrever que já coloquei aqui nestes anos todos, pois é realmente um daqueles filmes que tem que ser visto.

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Se espreitarem abaixo a minha classificação final para este título vão encontrar uma nota máxima excedida com mais um Gold Award do que costumo atribuir quando um filme para mim rebenta a escala.
Tenho a certeza que não irão voltar a encontrar uma nota assim por aqui tão cedo pois não me deparo todos os dias com filmes assim.
Na verdade acho que nunca tinha visto nada como isto e já perdi a conta aos dramas sobre guerra que me passaram pela frente. Aliás tendo em conta que isto é um filme de 2010 ainda me pergunto como raio [“City of Life and Death”] me passou completamente ao lado. Só o vi agora porque encontrei o bluray na amazon Uk bem baratinho e resolvi espreitar sem saber nada sobre o filme. Mal sabia eu o que me ia cair em cima.

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[“City of Life and Death”] é para mim o melhor filme que até hoje recomendei neste blog sem qualquer sombra de dúvida. Se eu medir a minha admiração pelo cinema através do impacto que um título me provoca, (seja pela parte técnica, pela história e tudo mais), então este terá sido o filme que mais me marcou talvez nas últimas décadas e não estava nada á espera disto.
Não me lembro da última vez que vi um filme que tivesse transmitido uma empatia tão grande e criado uma tensão tal, a ponto de a meio eu ter que fazer uma pausa para poder respirar e aconteceu agora com [“City of Life and Death”].

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O filme narra os acontecimentos que levaram á devastação da cidade de Nanking em 1937 quando o sul da China foi invadido por tropas Japonesas com intenções expansionistas e é apenas baseado em relatos de sobreviventes, nos diários deixados pelos protagonistas da verdadeira história e na recriação das imagens documentais mais importantes que se conhece dos filmes contrabandeados na época para fora da região por membros do partido Nazi chocados com o massacre que ocorreu. Sim, Nazis chocados com o que viram.
Se nunca ouviram falar no tema, aposto que só com esta, ficaram curiosos.

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[“City of Life and Death”] recria umas boas dezenas de momentos dramáticos e de horror que se sucediam em Nanking quando um par de comandantes Japoneses decidiram exterminar toda a população com requintes de tortura que, dizem os Historiadores nem os próprios Nazis conseguiram igualar; isto porque os Alemães criaram um sistema de extermínio sistematizado enquanto que os Japoneses mataram tudo o que lhes aparecia pela frente sem qualquer critério e com requintes de tortura inimagináveis até para o III Reich na altura.

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Curiosamente a história do massacre de Nanking não é de perto nem de longe tão conhecido como tudo o que envolveu os campos de concentração Alemães, talvez porque a realidade inacreditável do que por lá se passou tenha chegado primeiro aos olhos de Hitler; mas isto são pormenores que recomendo vivamente que se interessem por conhecer vendo pelo os bons documentários que existem sobre o assunto ( e mais um par de filmes de que irei falar em breve também por aqui).

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[“City of Life and Death”] tem a intenção de recriar apenas os relatos dos sobreviventes (vítimas e agressores) concentrando a narrativa num grupo de personagens baseados em pessoas reais sempre que possível embora juntando também alguns testemunhos compostos noutros mais secundários de forma a poder reproduzir o mais fielmente possível visualmente toda a tragédia absolutamente inacreditável que se passou em seis semanas de terror que tenho a certeza fará até muito adepto de cinema de horror se afundar na cadeira quando vir o que foi conseguido neste filme em termos de crueldade. Especialmente se depois compararem algumas das imagens recriadas em [“City of Life and Death”] com as imagens filmadas na altura; isto porque inclusivamente os Japoneses tinham por hábito filmar tudo o que faziam e portanto filme da época para recriar é coisa que nunca faltou. O problema foi mesmo decidir o que incluir no filme.

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Por causa disso [“City of Life and Death”] é uma história com uma narrativa que inicialmente se estranha mas depois já não conseguimos largar. [“City of Life and Death”] é essencialmente contado sempre que possível por imagens, pela recriação dos eventos e só quando mesmo necessário é que os diálogos são usados.
Desenganem-se quem pensar que isto é um qualquer exercício estilístico de cinema de autor armado em inteligente. [“City of Life and Death”] apenas não segue uma estrutura comum para uma história de cinema porque não se quer parecer com uma história de cinema. Muito menos quer ser cinema americano.

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[“City of Life and Death”] quer parecer-se com uma máquina do tempo.
Quer chocar o espectador até à medula.
Não pelo choque gratuito apenas porque sim mas para nos fazer prestar uma atenção diferente daquela que teríamos prestado se estivéssemos apenas a ver um dos bons documentários que há sobre o tema e distanciados no conforto do sofá de algo que aconteceu há mais de meio século.
[“City of Life and Death”] quer quebrar a distância que há entre o espectador e um produto visual.

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[“City of Life and Death”] quis transformar-nos a todos em testemunhas.
Como se tivéssemos viajado no tempo e estivéssemos lá presentes em Nanking quando o Japão cometeu atrocidades que fazem um filme do SAW parecer um conto da Disney, mas sem podermos fazer nada para mudar a história.
Se o cinema é uma máquina do tempo provavelmente [“City of Life and Death”] será uma das mais incríveis viagens que realizou em muitos anos no que toca a colocar o espectador no local do acontecimento.

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E consegue. Nas suas duas horas e meia faz-nos esquecer por completo que estamos a ver cinema. Para começar foi todo filmado a preto e branco com vários níveis de grão e tratamento de imagem dependendo do que pretendia mostrar para de uma forma subliminar criar no espectador todo o tipo de reacções viscerais aquilo que mostra sem pudores.
Depois apesar de ter uma estrutura aparentemente episódica consegue ligar cada personagem de uma forma absolutamente notável o que nos transmite uma perspectiva global sobre tudo o que aconteceu sempre com a intenção de ser o mais fiel aos documentos e testemunhos em que se baseia, mesmo quando usa um par de personagens “fíciticios” para poder condensar os acontecimentos num momento ou dois.

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Talvez por isso [“City of Life and Death”] ao contrário do que muita gente na China esperava e apesar do horror inacreditável que os personagens Japoneses infligem em toda a cidade, estes não são apresentados apenas como monstros. Os Japoneses aqui não são vilões de um filme de guerra ou tortura; [“City of Life and Death”] apresenta os monstros que há na humanidade mas também joga com a humanidade que pode haver num monstro. O que não caiu nada bem, tendo inclusivamente o realizador e família sido alvo de ameaças de morte na China por ter tido a coragem de mostrar todos os personagens como seres humanos e não apenas como heróis ou vilões.
O filme quase que foi impedido de estrear mas foi salvo por um próprio membro do Partido Comunista que o apoiou dentro do Governo.
O filme saiu e segundo li foi um sucesso incrível de bilheteira por todo o lado.
Todo o lado excepto no ocidente claro, pois não foi distribuído por Hollywood, então não existiu claro. Muito menos em Portugal.
Muita gente na China ficou chocada pelo filme mostrar Japoneses com sentimentos quando a ferida Nanking ainda é algo totalmente contemporâneo no país.

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Não só o realizador na China, como os actores Japoneses foram alvo de ameaças de morte. Isto porque no Japão existe ainda hoje em dia uma corrente ultra-nacionalista que venera os assassinos de Nanking como heróis nacionais e semi-deuses e não gostaram nada de ver um filme como [“City of Life and Death”] ser o sucesso que parece ter sido por toda a ásia, excepto no Japão onde continua ainda proibido, porque oficialmente o massacre de Nanking pelos Japoneses nunca aconteceu e inclusivamente está totalmente banido dos livros de história. Nenhum aluno liceal no Japão alguma vez conhecerá de forma oficial o que o seu país fez décadas atrás porque tudo o que se refere a Nanking está simplesmente apagado da memória popular desde á décadas, excepto nos templos que foram eregidos aos comandantes – herois – que foram elevados a estatuto de semi-deuses no Japão apesar de tudo o que se passou.

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[“City of Life and Death”] levou 4 anos a ser filmado e foi uma verdadeira odisseia em termos de produção. Para começar os actores Japoneses que aceitaram participar no projecto tiveram a sua vida complicada , quase ao ponto de terem sido proibidos de sair do país para trabalharem no filme. A coisa só não se complicou mais porque o governo Japonês teve a inteligência de não agitar muito o assunto publicamente para que o tema Nanking não fosse de repente alvo de atenção dos media locais.
Nenhum actor Japonês de topo aceitou participar no filme; uns porque tiveram medo, outros porque foram proibidos de o fazer pelos próprios agentes.
Todos os actores Japoneses em [“City of Life and Death”] eram até este filme sair, actores de segunda linha, principiantes ou figuras televisivas mais ou menos anónimas. O que não se nota, pois as suas prestações são absolutamente geniais.

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Do lado Chinês, [“City of Life and Death”] tem a particularidade de ter contado com 20.000 voluntários que se prontificaram a entrar no filme. Sim, leram bem.
20.000 voluntários entre estudantes universitários e população anónima que quis entrar na produção em homenagem a tudo o que se passou décadas atrás; o que como imaginam deu ao realizador material humano mais que suficiente para encenar cenas de massacres que não lhes irão sair tão cedo da memória.
Quando em [“City of Life and Death”] virem cenas com milhares de pessoas no écran, não são efeitos especiais, nem é CGI.
É simplesmente incrível e assustador quando nos lembramos que [“City of Life and Death”] recria factos reais que podemos depois comparar nos documentários.
Como por exemplo os três dias em que os Japoneses assassinaram 300.000 pessoas de seguida, fuzilando, decapitando, queimando e enterrando vivos todos os soldados Chineses capturados a quando da invasão inicial da cidade.
E isto foi apenas o começo.
O pior veio mesmo depois. Não em número mas em horror.

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Já vi muito cinema pesado, mas acho que nunca tinha visto cenas de violação como [“City of Life and Death”] nos mostra.
Eu pensava que as cenas de violação em “Ensaio sobre a Cegueira” baseado no livro de Saramago eram potentes até ver isto há dois dias.
Eu que sou essencialmente imune a filmes de terror ultra violentos, tive que fazer uma pausa a meio do filme para tentar assimilar o que via e dizer a mim próprio que isto era apenas cinema. Mesmo baseado numa realidade… apenas cinema…

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Sinceramente não sei se muitas espectadoras aguentarão passar do meio de um filme como  [“City of Life and Death”] a partir do momento em que se foca nas cenas de violações com mulheres e crianças. Não é pela forma explícita do que mostra, mas pelo incrível aspecto psicológico do que envolve essas sequências que são tudo menos cenas politicamente correctas e principalmente porque a história vai construíndo subliminarmente o suspense até rebentar de uma forma ainda mais grotesca do que poderiamos estar á espera.
Não posso explicar isto melhor sem estragar o impacto dessa parte da história, mas quero deixar aqui o aviso ao público feminino pois duvido que alguma vez tenham visto algo no contexto em que [“City of Life and Death”] encena todas as incríveis cenas de violação. Não mostra as 20.000 mulheres que a História registou como vítimas mas também não mostra apenas uma ou duas…
Quem se impressione facilmente, avance com cuidado seja de que género for.

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Aliás quase parece mentira mas [“City of Life and Death”] está censurado.
O Governo Chinês até mais do que proibir , pediu ao realizador que não incluísse tudo o que estava nas filmagens originais da época, pois acharam que se o filme fosse demasiado minucioso politicamente ainda hoje em dia a coisa podia dar para o torto.
Por essa razão [“City of Life and Death”] não inclui o duelo de decapitações que dois comandantes Japoneses fizeram durante dois dias onde decapitaram cada um mais de 100 pessoas; homens, mulheres e crianças  para ver quem matava mais Chineses num curto espaço de tempo.
Essas cenas foram filmadas mas não foram incluídas na montagem final.

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E [“City of Life and Death”] também não inclui as partes de violação das mulheres grávidas que depois foram esquartejadas e cujo as barrigas foram abertas para que os bebés fossem retirados e decepados na hora como se fossem carne para um talho pelos soldados Japoneses.
Essas nem sequer foram filmadas, porque o próprio elenco não aguentava.
Mas não pensem que [“City of Life and Death”] é um filme mais suave por não incluir essas partes.
As sequências em que os soldados vagueiam pelas ruas e invadem as casas à procura de sexo constante sem olhar a meios e ao que fazem ás mulheres e crianças , são suficientes para que muita gente desista pura e simplesmente de acompanhar a história até ao final. [“City of Life and Death”] volto a dizer, acredito ser um filme particularmente duro para o público feminino.

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“Warning: This film hurts” – Acreditem que sim.
[“City of Life and Death”] é duro. Tão duro que mais provavelmente irão estar tão chocados com o que testemunham que mal se lembrarão de respirar; quanto mais ainda ter tempo para derramar lágrimas. Não é um daqueles para chorar baba-e-ranho pela simples razão de que para ter vontade de chorar precisamos de estar a respirar em condições…
O filma magoa de formas como eu não me lembro de ter visto… talvez nunca numa produção de cinema. Precisamente porque não se sente como sendo um filme.
A tal ponto que alguns actores tiveram acompanhamento de psiquiatras no set,  durante as filmagens e tudo teve de ser espaçado a intervalos que permitissem uma descompressão para que os intervenientes na produção pudessem respirar o mundo real por momentos. Inclusivamente houve pessoas que desistiram pois não aguentaram e precisaram simplesmente de se afastar definitivamente.

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Mas se [“City of Life and Death”] é algo tão dificil assim, porque razão deve o leitor querer ver este título ?
Para além do que representa em termos históricos todo o acontecimento, [“City of Life and Death”] visualmente é um filme incrível. Até mesmo representando um horror inimaginável consegue estar cheio de imagens lindíssimas do ponto de vista cinematográfico.
Terá talvez a melhor fotografia a preto-e-branco desde Casablanca ou Manhattan , se não for até melhor e um estilo narrativo que torna o filme numa verdadeira experiência emocional interactiva.
Está cheio de personagens inesquecíveis, momentos humanos fabulosos e ainda um par de histórias de amor a sério sem Hollywoodices à mistura. Além disso tem um final que posso dizer aqui sem spoilers, é positivo e portanto não irão sair de [“City of Life and Death”] chocados apenas porque sim. O filme pode ser negro mas tudo aponta para uma luz ao fundo do túnel que irão sentir plenamente satisfatória quando lerem nos créditos finais sobre o que aconteceu a cada uma das pessoas.

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Irão sair de [“City of Life and Death”] a pensar e irão pensar neste filme e em tudo o que representa por dias e dias a fio. Até porque tendo em conta o que se passa hoje em dia no nosso próprio mundo , isto é tudo menos ficção em muitos aspectos.
Além disso como eu já disse, [“City of Life and Death”] não é um torture-porn de forma alguma. Tudo tem um propósito.
É mil vezes mais assustador do que praticamente tudo o que vocês viram até hoje no suposto cinema de terror gringo sem sombra de dúvida, vão torcer-se todos nas cadeiras mas duvido que consigam tirar os olhos do écran.
Especialmente se já conhecem os documentários ou já leram algo sobre o assunto.

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Está cheio de actores orientais com prestações incríveis, figurantes absolutamente perfeitos e conta ainda com um pequeno grupo de actores ocidentais que interpretam os médicos, jornalistas, diplomatas e pessoal que rodeava o empresário Nazi que no meio de todo o caos acabou por salvar também a vida a mais de 200.000 chineses; embora  [“City of Life and Death”] não seja exactamente sobre este pormenor pois é algo já bastante focado noutras produções mas nem por isso limita as interpretações daquele pequeno grupo de actores com personagens ocidentais simples mas totalmente carismáticos, com destaque para quem interpreta o empresário Nazi – John Rabe.
Quanto a mim [“City of Life and Death”] deveria ser daqueles filmes obrigatórios desde logo nas escolas pois se o cinema tem o poder de influenciar tudo ao seu redor, este é um título para moldar consciências desde cedo; especialmente na era da informação onde anda tanta gente desenformada. É um daqueles filmes que deveriam ser mostrados aos putos, fechar toda a gente numa sala e á chave e só abrir a porta para levar algum desmaiado para o Hospital ou quando o filme acabasse. Tratamento de choque em termos moldar consciências não deve haver melhor que isto.
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CLASSIFICAÇÃO

Apesar do que procurei descrever acima [“City of Life and Death”] foi um dos raros filmes que na minha vida me deixou sem palavras. Nem ar.
Por isso é para mim o melhor título oriental que já recomendei neste blog e não poderia ter aparecido filme melhor para eu comemorar aqui as 400.000 visitas de Cinema ao Sol Nascente.

Cinco Tijelas de Noodles + um Gold Award + um Gold Award EXTRA como excepção.

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Recomendo vivamente que explorem depois , ou até antes os documentários que existem sobre o tema. Estão cheios de imagens que depois verão recriadas no filme o que ainda lhes causará mais impacto.
É que por incrível que pareça, o filme foi alvo de censura e parece que está bastante suave comparado com o que aconteceu na realidade. Na China foi bastante atacado por ter suavizado demais o que se passou realmente.
Links abaixo.
A favor: a fotografia a preto-e-branco é incrível, a realização não podia ser melhor, os actores idem, as cenas de guerra são espectaculares como habitualmente no cinema de guerra oriental, as cenas de horror vão muito para lá de assustar ou impressionar, a escala épica de tudo o que aparece no écran, a quantidade de figurantes, o final positivo, não tem maus nem bons, poderia ter sido um filme-propaganda muito facilmente e nunca entra por aí, a importância do cinema enquanto guardião de uma memória colectiva em filmes como este.

Contra: haverá cínicos por aí e muito homem de barba rija que irá achar que a exposição dos horrores recriados neste filme são apenas manipulação e exploração de emotividade com toda a certeza. Os nerds picuinhas da História irão apontar este ou aquele detalhe que teve de ser comprimido no filme por questões dramáticas embora a crítica especializada tenha sido unânime no que toca à atmosfera geral e á qualidade da recriação histórica de todo o acontecimento.
O Japão continua oficialmente a negar que tais eventos tenham acontecido.
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NOTAS ADICIONAIS

DOCUMENTÁRIO

TRAILER

COMPRAR DVD – REGIÃO 2 – EDIÇÃO UK
Apenas a 2 libras neste momento (3-11-2016) !!!
dvd

https://www.amazon.co.uk/gp/product/B003S4LEPA/ref=as_li_tl?ie=UTF8&camp=1634&creative=6738&creativeASIN=B003S4LEPA&linkCode=as2&tag=cinaosolnas00-21

 

COMPRAR BLURAY – REGIÃO B (2) – EDIÇÃO UK
bluray

https://www.amazon.co.uk/gp/product/B003S4LEPU/ref=as_li_tl?ie=UTF8&camp=1634&creative=6738&creativeASIN=B003S4LEPU&linkCode=as2&tag=cinaosolnas00-21

IMDb
http://www.imdb.com/title/tt1124052

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Artigo sobre o filme.

http://english.cri.cn/6666/2009/04/21/1461s477172_1.htm

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Se gostou deste poderá gostar de:

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Sadako 2 – 3D (Sadako 3D 2) Tsutomu Hanabusa (2013) Japão


Muita gente conhece a trilogia original da série “Ringu” iniciada practicamente há vinte anos atrás no Japão; “Ringu”;”Ringu 2″ e “Ringu Zero”, mas curiosamente penso que os filmes seguintes não serão tão populares; pelo menos eu desconhecia que existiam mais dois filmes paralelos à série. Não continuam a trilogia inicial de forma directa mas complementam-na.
Para já existem dois títulos; o primeiro “Sadako” que eu ainda não vi e esta sequela [“Sadako 2 -3D”] que na verdade é a segunda metade da nova história iniciada com o primeiro filme “Sadako” e que segundo dizem as críticas é até bastante superior à primeira parte.

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Anos atrás por volta de 1998, mais ou menos pela mesma altura em que eu comecei a descobrir o cinema oriental, surgiu o fenómeno “Ringu” realizado por Hideo Nakata.
Quem se interessa por cinema de terror oriental, não conseguiu certamente escapar a este filme inicial que além de inventar um género ainda acabou por ter remake americano com direito a sequelas e tudo; seja na versão original, seja na versão americana.
Pessoalmente na altura “Ringu” foi uma grande decepção para mim, pois comprei-o em dvd (juntamente com o 2) confiando em todas as reviews ocidentais que me garantiam que este seria um dos filmes mais assustadores de sempre, mas na verdade embora eu tenha gostado do filme não foi um título que me assustou por aí além, (e a sequela muito menos pois é péssima; a fazer lembrar os velhos tempos do “Exorcista 2: O Herege” nos anos 70, possívelmente a mais estúpida sequela de sempre para um filme de terror). O terceiro filme “Ringu Zero” não vi, mas sei que narra as origens da maldição apresentada no primeiro filme, explica a história do poço, etc.
Na verdade não tinha grande entusiasmo para voltar a ver esta série, mas deparei-me no outro dia com este título [“Sadako 2 -3D”] e resolvi espreitar, desconhecendo por completo que se tratava de mais um título “Ringu” pois nem tinha reparado no título sequer.

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Desde já lhes digo uma coisa, nunca vi um 3D assim !!!
Isto vai ser agora muito complicado de explicar agora sem o poder demonstrar, mas vão por mim, se virem este [“Sadako 2 -3D”] em 3D no maior televisor que conseguirem, (o meu é um LG de 55″), garanto-vos que irão ficar absolutamente espantados com os efeitos tridimensionais deste filme. MESMO.

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Eu sei que o mercado está cheio de 3D, eu próprio já vi uns impressionantes (“Mr Go”;”Guardians of the Galaxy”;”John Carter”), mas nunca tinha visto um 3D que nos mostrasse coisas “realmente” fora do televisor (ao melhor estilo holograma a flutuar no ar) e nos desse tempo para conseguir admirar o que nos mostra, (pois mantém os melhores efeitos em ecran durante largos segundos para podermos admirar; não nos atira apenas coisas à cara).

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A imagem acima não é exagero publicitário. Vão por mim. Mesmo que já tenham visto muito 3D, garanto-vos que [“Sadako 2 -3D”] irá ser o melhor que pelo menos até ver irão conseguir experienciar no conforto do lar. Apenas arranjem bastante espaço na vossa frente para que o filme lhes coloque uma data de coisas dentro das vossas salas em muitos dos melhores momentos. Há uma cena estilo holograma no ar que é incrivel. Ou a cena da mão do cadáver por exemplo.

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Não só [“Sadako 2 -3D”] resulta incrivelmente bem quando faz com que saiam coisas de dentro do televisor como em termos de profundidade de imagem é absolutamente incrível. Vejam este filme em 3D e a vossa tv irá transformar-se literalmente numa janela e quase que irão pensar que é só meter um pé e entrar pelo filme a dentro.
[“Sadako 2 -3D”] no Japão foi alvo de uma intensa campanha publicitária baseada precisamente na qualidade do 3D que iria apresentar e não desilude.

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Se isto resulta assim em casa num TV 3D de grande ecran, imagino que em cinema deve ter sido do outro mundo mesmo. Por isso a expressão “3D” desta vez faz mesmo parte do título e não é apenas uma referência à alternativa. Neste caso a alternativa é a versão 2D simples e não o contrário.

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Curiosamente estes japoneses pensam em tudo e parece que foi lançada também no mercado uma app que permitia ver o filme nos telemóveis e tablets também usufruindo de um certo 3D especialmente pensado para a visualização do filme nos aparelhos móveis, o que para mim não faz sentido pois se isto é suposto ser um filme de terror é para ser visto sózinhos no escuro e não a olhar para um ecran de um tablet a caminho do trabalho. Mas os japoneses é que sabem.
Mas vamos a isto, [“Sadako 2 -3D”] é bom ou não ?

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Bem, não faço ideia porque razão isto me acontece, mas nenhum filme da série “Ringu” me assusta minímamente. O que é estranho pois por exemplo, “JU-On” dá-me completamente cabo dos nervos por mais vezes que o reveja e até “A Tale of Two Sisters” não sendo exactamente o típico filme de terror me arrepia em muitos momentos.
Curiosamente já também o original “Dark Water” de Hideo Nakata nunca me assustou particularmente.
Portanto, [“Sadako 2 -3D”] não me meteu medo absolutamente nenhum. Talvez por ser tão prevísivel nem sequer a grande quantidade de sustos que tenta pregar me apanhou particularmente de surpresa. Embora ver coisas “inesperadas” realmente a saltarem (MESMO) de dentro do ecran, tenha o seu efeito…particular.

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No entanto, não posso dizer que [“Sadako 2 -3D”] seja um mau filme de terror. Se gostam da série “Ringu” para mim, dos que vi este foi o melhor, talvez até melhor em termos de história que o título original que inventou esta moda de miudas com cabelos negros escorridos sobre a face que saltam do nada para nos pregar sustos.
Tem inclusivamente uma cena de pânico no metro bem divertida e que só peca por ser muito curta. E também se sente que houve aqui neste filme alguma contenção nas cenas gore pois não será um título particularmente “nojento” apesar do muito sangue que mostra.

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Portanto, penso que este novo título cumpre muito bem tudo o que é cliché desta saga e até se esforça por ser algo inovador. O estilo tragédia-gótica tem a sua piada, dá grande identidade visual ao filme e o argumento na minha opinião é bastante interessante de se seguir. Especialmente, porque até mesmo quem não viu o primeiro “Sadako” irá conseguir olhar para isto como uma história fresca pois muitas das coisas anteriores são referenciadas e nunca parecem estar inseridas apenas a martelo. Gostei do equílibrio.
Ah e tem a melhor criancinha fofinha-creepy desde a Carol Anne do Poltergeist original.

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Aliás, [“Sadako 2 -3D”] quando não nos está a impressionar com o 3D, consegue dar-nos uns arrepios consideráveis,  bastando para isso que nos mostre cenas com a criancinha que consegue prever as mortes das pessoas com os seus desenhos perturbantes.
Aliás em muitos momentos este filme faz recordar o Poltergeist original (esqueçam o reboot moderno fachavor); a miudinha é “satânica” quanto baste ao mesmo tempo que é verdadeiramente vulnerável o que cria uma boa incerteza no espectador durante algum tempo até ao desenlace final.

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A história, como referem algumas críticas, é boa, mas pode ser algo ilógica em certos momentos. Não vi o primeiro filme e no entanto não tive dificuldade em seguir a história deste segundo, mas também senti que [“Sadako 2 -3D”] tentava ser muitas coisas ao mesmo tempo. No entanto, penso que se manteve sempre coerente até mesmo quando não fazia sentido, se é que isto faz sentido.

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De resto, se já viram “Ringu” ou qualquer filme “Ring” na sua versão americana, já viram isto e não vão surpreender-se com nada. É apenas mais do mesmo. Banhos de sangue, sustos, miudas tétricas de cabelos longos, som enervante e muita gente aos gritos depois de verem videos malditos. Por outro lado tem um gostinho gótico que lhe dá um sabor diferente e é sempre divertido. Não é um filme chato. É apenas simples.

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Se o virem apenas em 2D tradicional, sinceramente não penso que devam ir a correr ver isto, a não ser que gostem muito de filmes “Ringu”. O que eleva este título à categoria de obrigatório é mesmo o 3D; até para quem normalmente não se impressiona com a tecnologia. Este está mesmo bem conseguido.

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CLASSIFICAÇÃO:

Como filme de terror não tem nada de especial nem o acho particularmente assustador. Já viram isto mil vezes e não tem qualquer surpresa.

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Como filme em 3D é o melhor que alguma vez vi. Se o virem em 2D e gostarem muito de cinema de terror, [“Sadako 2 -3D”] é um produto simples mas sólido.
Se não gostam de cinema de terror mas quiserem ver como todos os filmes 3D deveriam ser então devem pelo menos espreitar este.
Três tigelas de noodles pelo filme, mas levaria na boa a classificação máxima pelo uso acertado e verdadeiramente impressionante do 3D.

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A favor: o 3D é incrível, história interessante, miudinha arrepiante, é um bom filme “Ringu” sem mais nem menos, não precisam ver o primeiro Sadako para acompanhar a história.
Contra: não mete medo nenhum, os sustos são do mais prevísivel que há e não assustam de todo, se não o virem em 3D é apenas mais um filme igual a tantos outros dentro deste mesmo género.

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TRAILER

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt2440362

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Filmes semelhantes e 100% orientais de que poderá gostar:

A Tale of Two Sisters Dark Water
kairo73x100 capinha_infection capinha_sigaw capinha_pactivitytokionights

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The Forest (The Forest) Jason Zada (2016) Usa/Sérvia/Japão


Se há uma coisa que acabou de vez com o cinema de terror norte-americano foi esta tendencia dos ultimos anos em que os filmes do género saídos de Hollywood têm de ser fabricados para todos os públicos e serem obrigatóriamente PG-13 para não assustar as criancinhas.
[“The Forest“] é portanto o típico exemplo desta moda.
[“The Forest“] é assim, um filme de terror que não mete medo absolutamente nenhum.

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Por esta altura já devem estar a perguntar-se porque raio estou a falar de [“The Forest“] , neste blog. Bem, há várias razões que me levam novamente a esticar aqui o contexto da página; (tal como já aconteceu antes com por exemplo “The Messengers“, um bocado pelo mesmo motivo).
Neste caso o realizador não é oriental, a produção principal é norte americana, mas é uma história ambientada no Japão; (filmada em parte no Japão), com um elenco japonês em practicamente todos os papeis secundários (onde se fala Japonês) e é também um filme sobre a misteriosa Floresta Aokigahara localizada no sopé do monte Fuji, onde milhares de Japoneses se dirigiram para cometer suícidio ao longo de várias décadas.
[“The Forest“] enquanto filme, apesar de todas as suas falhas consegue desde logo algo que eu não esperava; tem ambiente e em alguns momentos poderia muito bem ser cinema de terror Japonês. Aliás, aí sim teria sido certamente arrepiante como o raio.

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Há outro motivo pelo qual eu achei interessante destacar o filme agora aqui, mas ficará para daqui a pouco mais à frente e já vão perceber porquê.
Ainda bem que eu não vi o trailer antes de ver [“The Forest“], pois se o tivesse feito certamente não teria tido qualquer interesse em ver o filme, especialmente depois da sucessão de banalidades que aparece na apresentação.
A julgar pelas reviews que tinha lido, [“The Forest“] não carregava propriamente grande reputação e portanto também eu fui ver isto já preparado para desancar forte e feio neste título. Principalmente por não meter medo ao menino Jesus. E isso é o pior que pode acontecer a um filme que supostamente deveria ser de terror. Ainda por cima com um tema destes.

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Agora que vi o trailer depois de ter visto o filme, constato que pelo menos umas cinco ou seis sequências que aparecem na apresentação felizmente nem sequer fazem parte da montagem final do filme. Óptimo !
Quem resolveu cortar essas cenas que se revelam imediatamente formuláticas e banais no trailer, fez muito bem pois [“The Forest“] só ganhou com isso.
Portanto, se virem o trailer, não se preocupem; não tem spoilers, até porque muito do que aparece lá não entra na versão de cinema e o filme segue uma linha algo diferente; linha essa que me surpreendeu agradavelmente.

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Em vez de criar um clima de terror, [“The Forest“] parece achar que meter medo é igual “a pregar mais um daqueles sustos” (sem tensão nenhuma) com o som MUITO ALTO de cinco em cinco minutos, como manda a cartilha das pastilhas elásticas hollywoodescas sem um pingo de inspiração.
Este filme está cheio de cenas daquelas que supostamente deveriam ter uma grande tensão mas a gente já sabe exactamente que tipo de susto vem a seguir e pior, quando é que esse susto “inesperado” vai aparecer !
Olha, mais um. Booo !
Ai que medo. Que terror.
Vários sustos que aparecem no trailer não fazem parte do filme, o que mais uma vez é positivo, pois o que sobra já é por demais infantil e desinspirado em termos de clima de pseudo-terror.
Então mas onde é que isto funciona ?

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Bem, [“The Forest“] a partir do momento em que o espectador percebe que isto é terror para crianças, baseado em saltos com SOM ALTO e máscaras de látex para mortos-vivos de plástico que aparecem “subitamente” por tudo e por nada ; há aqui uma boa história algures.
Tivesse este titulo sido apresentado como sendo um thriller de mistério e não como filme de terror e se calhar muitas das reviews que agora o arrassam por completo tinham reparado nas suas qualidades.
Porque as tem.
[“The Forest“] além de trabalhar bastante bem o enigma sobre o desaparecimento da irmã da protagonista, tem um certo sabor a filme de aventura que lhe dá uma aura especial.

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Para começar eu que pensava que ia ver mais outro daqueles filmes com gente a correr às escuras por florestas durante a noite perseguida por psicopatas, zombies ou fantasmas em geral, surpreendeu-me o facto de [“The Forest“] se passar na sua grande parte durante o dia. E é aí que funciona melhor enquanto thriller de mistério. Não quero aqui detalhar o porquê, porque se virem o filme vão gostar de perceber qual o rumo do argumento e acompanhar a forma como cria permanentes pequenas reviravoltas que nos deixam incertos sobre o destino dos personagens durante largos minutos.

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Normalmente neste tipo de cinema de “terror” para crianças PG-13 a coisa não passa de uma contagem decrescente em termos de cadáveres até que sobra uma pessoa; acontece que em [“The Forest“] essa fórmula tem alguma substância mais e eu não estava à espera que o argumento tivesse tido esse cuidado. Não só os personagens são interessantes, como ainda damos por nós a torcer por eles, o que não é mau de todo para um filme de terror que falha redondamente em assustar quem quer que seja.

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Não mete medo, mas olhem para isto como um thriller e vão perceber que a intriga funciona bem, inclusivamente até à revelação final em jeito de cinema sul-coreano, que embora simples me apanhou de surpresa, pois não me apercebi logo da coisa no momento.
Portanto [“The Forest“] recomenda-se, não como cinema de terror, mas como um bom filme de mistério com muitos “sustos” parvos à mistura, mas que nem por isso estragam o tom enigmático que funciona muito bem graças aos personagens cativantes. O que para um filme americano a tentar colar-se ao género japonês, até nem está mau de todo.

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Agora o que eu não esperava era que me apetecesse ver isto duas vezes e há uma boa razão para vocês depois também o fazerem; mesmo que não gostem por aí além do filme. E já explico mais à frente (na parte dos *spoilers*) o porquê.
Para já deixem-me recomendar isto da forma habitual.

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CLASSIFICAÇÃO:

Esqueçam que isto é suposto ser um filme de terror. Como thriller de mistério funciona bem a vários níveis e não é de todo o mau filme que muita review por aí pinta para grande surpresa minha. Gostei muito de o acompanhar, gostei de várias coisas (até) no final formulático e sendo assim recomendo que se procuram histórias de mistério espreitem esta; (já irei explicar mais à frente nos *spoilers*).

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Três tigelas e meia de noodles porque é um produto algo híbrido que funciona muito bem a um determinado nível enquanto que se afunda por completo como filme de terror que não consegue ser de todo.
No entanto é suficientemente bom para espreitarem pois acaba por estar muitos furos acima do típico cinema de “terror” para teenagers habitualmente saído de Hollywood nestes moldes.

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A favor: consegue transportar-nos para aquela floresta no Japão mesmo não tendo sido um filme totalmente filmado lá, as paisagens originais estão muito bem recriadas se compararmos com os verdadeiros locais até a nível de arquitectura, o enigma é se calhar mais complexo do que aparenta a uma primeira visão, como thriller funciona bem e até tem um certo sabor a aventura, surpreendentemente as melhores cenas são passadas durante o dia e tem poucos momentos estereotipados com gente a correr por florestas durante a noite, aliás tem menos clichés do que parece ter no trailer, os personagens são cativantes e felizmente conta com um elenco japonês para dar mais autenticidade à história e ao ambiente, o argumento é melhor do que parece e joga muito bem com um clima de incerteza, grande parte das cenas parvas e formuláticas que estão no trailer não aparecem de todo no filme e só por isso vale o destaque.
Contra: se procuram um filme de terror procurem noutro lado, é “terror” PG-13 para familias americanas irem ao cinema com baldes de pipoca “assustarem-se muito” mas sem sangue de estilo gore, tudo o que é suposto ser clima de terror não passa de momentos de SOM ALTO “repentino” quase de cinco em cinco minutos. Até podemos acertar o relógio pelos “sustos”.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER (com inúmeras cenas que não entram no filme)

Documentário sobre a verdadeira Aokigahara Forest

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ATENÇÃO: se têm alguma intenção de ver este filme não leiam ABSOLUTAMENTE NADA do que vou escrever a partir do aviso vermelho de *spoilers* a seguir.
Leiam só a partir dos titulos verdes depois desta secção.
Vão por mim, irão olhar para este filme de uma forma que se calhar nem imaginam.

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Eu próprio não me apercebi disto na história, mas há alguém no IMDB com uma interpretação do que aconteceu neste filme deveras intrigante e que os fará ficar com vontade de rever em pormenor [“The Forest“] mal leiam a sua visão do que realmente aconteceu neste enigma.
Não costumo dar muita atenção a estas re-interpretações para filmes mas tenho que concordar que depois de ler o que o Author: jarora2213″ escreveu na sua favorável review do filme, já não consigo pensar na história da mesma forma que eu tinha pensado.

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Na altura também tinha ficado com a ideia de pontas soltas, mas se calhar, jarora2213 tem razão e somos nós que pelo facto de estarmos tão decepcionados com a falta de terror deste título que acabamos por não dar grande atenção às pistas que estão espalhadas pela história e que se calhar tornam [“The Forest“] num argumento mais complexo e criativo do que nos parece à primeira vista. A interpretação de jarora2213  [“The Forest“] quase que me transporta ao “The Sixth Sense”; e de repente o filme parece bem melhor. Daí estar agora também a recomendá-lo no blog.

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Estão preparados ? Não leiam isto antes de verem o filme. MESMO !

SPOILERS * SPOILERS  * SPOILERS * SPOILERS * SPOILERS
A partir deste momento irei parafrasear muito do texto ou do sentido original descrito pelo utilizador jarora2213 na sua review de IMDB.

Ao acompanhar este filme não consegui deixar de sentir que esta história seria mais complexa do que aparentou à primeira vista. Sinto que este filme é mais uma história sobre doença mental do que será um filme de terror sobrenatural envolvendo os pretensos espiritos maléficos da floresta de  Aokigahara que na verdade nunca existem na história.

Comecemos pelos factos, temos a personagem principal, Sara e a sua irmâ gemea idêntica Jess. Uma noite quando em crianças estavam ao cuidado da avó, soam dois tiros que todas ouvem e logo procuram investigar a origem dos disparos. Quando com a sua avó descem por um lance de escadas que leva até à cave de sua casa, esta grita-lhes “tapem os olhos!”.
Isto porque o que tinha acontecido minutos antes fora o pai das miudas ter assassinado a mãe delas com um tiro de caçadeira e de seguida ter-se suicidado.

Sara fechou os olhos e nunca viu o banho de sangue, mas Jess viu tudo ao pormenor.

Portanto eis o que eu acho ser a grande revelação encoberta na história do filme.
Nunca houve uma irmã gemea. Jess (ou Sara)  nunca existiu.

Penso que devido à experiência traumática na sua infância Sara (ou Jess)  dividiu-se mentalmente em duas pessoas num típico exemplo do sindroma da dupla personalidade. Sara passou assim a ser, Sara e Jess alternadamente.
Sara afirma por várias vezes durante o filme que sente remorsos profundos por nunca ter “ajudado” Jess a carregar o fardo de ter visto os cadáveres dos pais a quando do banho de sangue naquela noite. Penso que essa convicção será apenas um lugar interior dentro de si. Um refúgio psicológico. Um trauma que carrega desde esse dia.
Esta teoria faz sentido , se vocês prestarem atenção a várias pistas que o realizador e o argumentista deixaram espalhadas pelo filme de propósito(?).
Aqui vão as 5 principais:

1. Logo no início do filme vemos uma cena em que Sara desce um lance de escadas que também conduzem a uma cave. Nessa cave está uma tenda amarela. Do exterior conseguem-se ver duas sombras de criança distintas no interior da tenda mas quando Sara a abre, só lá está uma menina.

2. Quando Sara comunica ao seu namorado que precisa de ir ao Japão em busca da irmã, este reage com uma expressão algo distante mas ao mesmo tempo preocupada. Parece algo cansado mas não está particularmente chocado com o anúncio de que uma pessoa da familia desapareceu no estrangeiro.
Pode interpretar-se isto comu sendo um sinal de que alguém sabe que a outra pessoa tem realmente um problema psicológico e de forma a tentar acalma-la, tenta não a contrariar para não criar resistência.
(Curiosamente também eu notei que havia aqui algo estranho no diálogo algo frio que inicia este filme, pois a relação destas duas pessoas não me pareceu saudável ou romântica por aí além; pensei inclusivamente que isso depois viesse a ser parte do cliché habitual quando Sara conhece “o heroi” da história, mas na verdade esse sub-plot nunca existe. Mais tarde quando o namorado vai ao Japão para a trazer de volta para casa, a partir desse momento parece já alguém realmente caloroso e preocupado com a pessoa que ama, contrariamente ao que acontece no frio diálogo inicial que estabelece a relação destes dois personagens até de uma forma algo -clínica-).

3. À noite na floresta Sara encontra a rapariga japonesa que lhe diz para não confiar em Aiden e isso torna-a totalmente paranoica durante o resto do filme sempre que estão juntos.
Quando ela lhe pede o telemóvel  para ver ser Aiden tem realmente algumas fotografias da irmã, Aiden nega alguma vez ter encontrado Jess e olha para Sara realmente perplexo com o que está a acontecer. A fotografia que Sara “vê” no telemóvel de Jess será então na realidade o rosto dela própria, apenas Sara a interpreta como sendo a da sua irmã; sua segunda personalidade.
(Daí o cabelo preto quando esta é salva; na sua verdadeira personalidade de Jess; no final da história e retirada da floresta, tendo a personalidade “ferida” de “Sara” ficado para sempre retida na floresta em jeito de expiação da sua própria dor ).

4. Perto do fim. Na cena da cabana quando Sara nas costas de Aiden comunica com Jess através da porta e trocam bilhetes por debaixo da fresta onde Jess lhe diz que Aiden a irá matar, se notarem bem, a letra de Jess é exactamente a mesma letra de Sara.
É neste momento que interiormente Sara “deixa Jess” sair e ataca Aiden que continua sem perceber a razão de tanta paranoia à sua volta.
Também nessa altura “naturalmente”, a porta da cave da cabana, (mais uma vez, outra cave), mostra-se afinal aberta sem razão aparente; Jess não se encontra em lado nenhum e embora o filme aponte para uma explicação sobrenatural , o mais certo é tudo apenas se passar na mente de Sara influenciada pelas histórias de fantasmas que envolvem as lendas locais da floresta.
Quando Sara desce as escadas para a cave encontra novamente APENAS uma única criança que está a assistir à morte dos pais. Sara grita para a miuda correr escada acima ao mesmo que o seu pai em modo morto-vivo a agarra, obrigando Sara a usar a faca e a cortar a carne para se soltar, pensando estar a cortar o pai para este a largar quando está na realidade a cortar o seu pulso no fundo de umas escadas que não levam a lado nenhum enquanto imagina toda a cena em que revive o assassinato da mãe e o suicidio dos pais.
isto confirma a teoria de que supostamente apenas “Jess” teria visto a morte dos pais, quando Sara se auto-convenceu de que ela própria nunca tinha visto nada e criou Jess para sofrer o trauma por ela própria.

5. Quando Sara consegue escapar da cabana, curiosamente o filme de repente muda para uma cena em que vemos Jess finalmente perdida na floresta (até aí nunca a tinhamos visto na história depois de se “perder”); surpreendentemente apesar de desorientada “Jess” não parece particularmente atacada por fantasmas ou qualquer coisa sobrenatural, apenas se encontra perdida, tal como ela própria refere no final quando é salva pela equipa de resgate onde está o namorado de “Sara”.
Na sequência em que ambas correm pela floresta em direcção ás luzes da equipa de resgate, a montagem do filme mostra-as em paralelo sem nunca se encontrarem, mas correndo practicamente no mesmo local.
Quando Rob o namorado a abraça trata-a por Sara embora “Sara” não responda, (pois “Sara” ficou na floresta para sempre, pois (afinal) era Sara e não Jess que sofria durante tantos anos por ter visto a morte dos pais); quando Rob, a trata por Jess, esta é a personalidade que responde. Na cabana Sara tinha enfrentado a realidade finalmente e admitido interiormente que tinha sido ela a ver a morte dos pais e não “Jess”, daí fazer sentido que “Jess” tenha saido da floresta eventualmente “curada” por ter deixado toda a sua dor presa no interior na pessoa da sua personalidade “Sara”. Por isso “Jess” diz que já não consegue ouvir a voz de “Sara”, o que fecha o circulo do inicio onde o mote da procura de Sara tem a ver com a voz que ouve constantemente no seu interior e que indica que a irmã ainda está “viva”. Ou seja, até enfrentar a realidade e perceber que só existe uma única pessoa que viu os assassinatos; para “Sara” foi “Jess” quem sofreu. A questão que fica no ar é se Sara se chama Sara ou se Jess será realmente o seu verdadeiro nome.

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FINAL DOS *SPOILERS* FINAL DOS *SPOILERS* FINAL DOS *SPOILERS*
FINAL DOS *SPOILERS* FINAL DOS *SPOILERS* FINAL DOS *SPOILERS*

Portanto meus amigos, já podem ler este bocadinho a seguir se ainda não viram o filme.
Como podem ver se calhar por detrás de um mau e banal filme de terror, estará aqui um argumento bem melhor do que aparenta à primeira vista. Não me admirava nada que os criadores desta história tivessem mesmo a intenção de apresentar um mistério assim de uma forma mais evidente, mas aposto que algum executivo de qualquer estudio em Hollywood deve ter achado tudo muito confuso e terá ordenado que se focassem mais no “terror sobrenatural” do que na história “confusa” sobre o enigma das “duas irmãs”.
Por isso, pela minha parte, já não consigo olhar para este filme da forma simplista que muito reviewer que o ataca por ser um péssimo filme de terror o está a fazer nas reviews espalhadas na net.

the forest 08

Certa, ou não, a verdade é que a teoria do utilizador jarora2213 no IMDB mudou por completo a minha primeira visão desta história. Penso realmente que o argumento pode mesmo ser interpretado desta maneira, especialmente tendo em conta que tudo o que são cenas realmente parvas presentes no trailer não estão depois no filme e o facto de apesar dos sustos imbecis estarem espalhados pelo filme (se calhar mais para agradar ao estudio em hollywood do que outra coisa), a verdade é que mesmo desconhecendo toda esta interpretação eu sempre senti que havia por ali um bom thriller de mistério.
Revendo o filme, as pistas apontadas pela interpretação de jarora2213 estão realmente todas lá, por isso meus amigos, volto a dizer, [“The Forest“] não é o melhor filme do mundo, mas recomenda-se vivamente por muitos e variados motivos.
Vejam-no pelo menos uma vez.

the forest 13

Pode não ser cinema oriental no sentido mais puro, mas se calhar tem mais a ver com o seu espírito e menos a ver com Hollywood do que aparenta à primeira vista.

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