“Feng shen bang” ( “League of Gods” ) Koan Hui (2016) China


O cinema de fantasia Chinês como [“LEAGUE OF GODS”] tem dois grandes problemas para conseguir vingar no ocidente; o primeiro problema está no total desconhecimento do público ocidental do que são os contos populares chineses de pura fantasia e da sua própria importância na história deste género. Isto porque quem conhece a literatura de fantasia chinesa que chegou cá ao longo dos anos essencialmente na forma de livros de contos sabe o quanto esta é incrivelmente rica em detalhes, ambientes, acontecimentos, acção e até bastante aventura onde não faltam “quests” variadas ao melhor estilo moderno.
[“LEAGUE OF GODS”] apesar de estar longe de ser um exemplo perfeito de uma certa maneira de ver o género da Fantasia, tem no entanto alguns pontos positivos dentro do cinema imaginativo Chinês.

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[“LEAGUE OF GODS”] o filme é novamente , ( tal como “A CHINESE TALL STORY” ou “THE MONKEY KING II” já tinham sido ) mais uma representação visual de outra narrativa épica da literatura clássica Chinesa e encontrará o seu público por cá no ocidente principalmente nos espectadores que tiveram a sorte de crescer lendo algumas boas lendas naqueles objectos que costumavamos chamar de livros e que as crianças dantes tinham nas mãos antes dos tablets.
Esse público não estranhará o facto do moderno cinema de Fantasia Chinês parecer andar sempre em modo histérico no que toca ao seu visual e á sua estrutura narrativa, pois só agora com a democratização do CGI é possível tornar “reais” muitas daquelas coisas que dantes só podíamos imaginar lendo as descrições nos contos populares porque estes eram tão detalhados que até há bem pouco tempo nem Hollywood se quisesse os conseguiria reproduzir fielmente. Foi preciso mesmo o digital ter surgido pois isto com matte paintings tradicionais e cenários de madeira nunca iria lá.
Mas este é também o segundo problema…

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O segundo problema está precisamente na estrutura deste tipo de versões cinematográficas que aos olhos do público ocidental parecerão sempre exageradas e totalmente sem nexo porque assentam numa narrativa levada ao extremo por cenas de acção e efeitos digitais num modo incrivelmente histérico que se tornará verdadeiramente insuportável numa questão de segundos para quem não estiver de todo habituado ao género.
E sim, o género da Fantasia Chinesa tem regras muito próprias.
Totalmente diferentes das da Fantasia ocidental bem mais contida mas também muito mais formulática em termos de conceitos visuais e por isso bem menos imaginativa.
No entanto pode até dizer-se que o cinema de Fantasia Chinês actualmente é tão rápido que faz coisas como a série “Transformers” do Michael Bay ( verdadeiramente um dos meus ódios de estimação ) parecerem cinema de autor para intelectuais de café.
[“LEAGUE OF GODS”] é no entanto um festival ( de “fake” )  CGI apresentado á velocidade da luz que poderá assustar muita gente que tentar ver este filme sem preparação contextual prévia.

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Curiosamente recentemente também o americano “GODS OF EGYPT”, um ( excelente ) filme de fantasia ocidental (neste género ) mas totalmente Hollywoodesco foi trucidado na crítica e na maior parte da opinião pública ( que como carneiros se limitaram a seguir a moda de ódio do momento na internet )  precisamente por apresentar um estilo bem longe daquele encontrado na Fantasia ocidental e muito, muito semelhante ao estilo Chinês; coisa que poucos compreenderam e muitos menos ainda conseguiram apreciar.
“GODS OF EGYPT” com aquele argumento só podia ter sido mesmo adaptado como se fosse um verdadeiro livro ilustrado oriental, mas muito pouca gente percebeu isso.
Na realidade “GODS OF EGYPT” na sua essência foi precisamente uma tentativa uma tentativa de descolar o género – Fantasia – produzido no ocidente da já muito cansada e estereotipada fórmula americana Dungeons & Dragons. Uma fórmula que há décadas não passa de uma cópia muito simplificada das estruturas narrativas originais que Tolkien popularizou nos seus livros; grupo de heróis, anão, feiticeiro, hobbits ou semelhantes, elfos e afins, rapariga mercenária, etc, etc, etc…
“GODS OF EGYPT” em vez disso optou por uma estrutura bem típica do conto de fadas oriental , longe de todos os clichés ocidentais e bem próximo da representação visual das Mil-e-Uma-Noites  numa representação moderna. Uma estrutura onde a acção é por demais acelerada a todo o instante porque só podia ser assim para resultar enquanto livro ilustrado cinematográfico no estilo oriental.
Não resultou, pois nem os críticos perceberam a origem da inspiração do realizador Alex Proyas, nem o público tinha qualquer referência que lhe permitisse perceber que um caos visual não tem necessariamente que ser um caos mal controlado, tal como se demonstra de certa forma até mesmo agora em [“LEAGUE OF GODS”] e já tinha ficado bem claro em “THE MONKEY KING II” ou “THE PROMISE”; ambos exemplos fabulosos de como o conto de fadas oriental pode também traduzir-se em excelentes propostas dentro da aventura de Fantasia.

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E ninguém controla melhor o caos cinematográfico actualmente dentro do cinema de Fantasia do que os Chineses que já se estão a tornar verdadeiros mestres num estilo de Fantasia ultra plástica ( em total modo “fake” verdadeiramente assumido ) mas com grande inventividade visual. Um estilo que não faz mais do que reproduzir finalmente todos aqueles ambientes esplendorosos e extravagantes que habitaram as páginas dos seus contos durante séculos sem fim e só agora finalmente graças ao ( excessivo ) uso de CGI podem finalmente ver a luz do dia em toda a sua glória.

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Os mesmos contos que, curiosamente inventaram o conceito que temos hoje dos super-heróis modernos.
Os “X-Men” podem ter aparecido nos Estados Unidos , mas a sua fórmula estava presente da forma moderna que conhecemos hoje em dia já nos contos populares da China de há muitos séculos atrás, mais precisamente no seu épico de fantasia “Journey to the West” que é assim uma espécie de “Lusíadas” Chinês e que engloba não só a narrativa central como também muitos contos paralelos dos quais [“LEAGUE OF GODS”] faz inclusivamente parte como se fosse uma lua orbitando um planeta.
Não é [“LEAGUE OF GODS”] que se parece com um filme dos X-MEN, são os X-MEN que muito provavelmente sem querer foram imaginados segundo arquétipos heróicos pertencentes a lendas tradicionais que inclusivamente já contam com muitas e muitas centenas de anos. Milhares até, no caso oriental.

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Uma das características mais fascinantes na literatura de Fantasia Chinesa, especialmente evidenciada nos seus contos, é o facto de em muitos momentos se parecer verdadeiramente com uma space-opera totalmente moderna ao melhor estilo Star Wars.
Por exemplo o clássico da literatura chinesa, “Journey to the West” está carregado de aventuras no espaço, naves espaciais que combatem com raios laser, criaturas mecânicas, “Vimanas” que percorrem os céus, cidades flutuantes que desafiam a gravidade e tudo o que vocês possam imaginar de mais tecnológico hoje em dia.
Tudo escrito há muito tempo atrás numa China totalmente distante.

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Muito público ocidental quando olha para um título como [“LEAGUE OF GODS”] não consegue mesmo passar para além do ataque sensorial que este provoca com visuais que não dão descanso aos olhos e sequências de acção que não dão descanso ao cérebro; tudo acompanhado com efeitos digitais que vão do pior ao melhor do que se faz hoje em dia numa questão de décimos de segundo não dando sequer tempo ao cérebro para processar o que está a ver.
Mas será isto um ponto negativo do cinema de Fantasia Chinês actual ?…
Porque é que o mesmo público que aguenta o pior de filmes como “Transformers” ou vazios absolutos e formuláticos como “X-Men” e pimbalhadas da Marvel ( até mesmo em Comics ) depois é o primeiro a acusar filmes como [“LEAGUE OF GODS”] de serem maus filmes ?
Apenas porque aparentam fazer o mesmo… mas com o triplo da velocidade, já são insuportáveis ?…
Ou será porque não são falados em inglês ?…

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Pode parecer insuportável mas contrariamente ao que acontece no cinema americano onde se encenam intermináveis cenas de lutas com robots gigantes em cenários quotidianos e desinspirados onde não há mais nada para ver a não ser porrada, filmes como [“LEAGUE OF GODS”] compensam plenamente a sua histérica estrutura com uma criatividade visual absolutamente excepcional.
[“LEAGUE OF GODS”] não é de todo tão bom quanto “THE MONKEY KING II” ou “THE PROMISE” foram e pede realmente que o espectador perceba as regras deste tipo de cinema ou chegue até ele sem ideias pré-concebidas para poder ser devidamente apreciado; mas pelo meio do seu “vazio” narrativo estão um conjunto de excelentes ideias que irão agradar a quem procura uma aventura de Fantasia com ambientes absolutamente inéditos. O que hoje em dia não é tão comum quanto isso.
[“LEAGUE OF GODS”] acima de tudo consegue uma coisa que o torna vencedor logo á partida.Consegue transportar-nos verdadeiramente para um outro mundo.

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Um mundo de Fantasia tão diferente do que estamos habituados e que irá fazer as delícias de quem procura uma aventura que se passe em geografias imaginárias onde cada cenário é uma surpresa e onde cada surpresa está carregada de tantos detalhes que só a uma segunda visão conseguirão saborear tudo o que a produção imaginou e colocou no écran.
Visualmente [“LEAGUE OF GODS”] é absolutamente um espanto e só por isso vale a pena espreitarem. Tem também um certo sabor a “THE NEVERENDING STORY” pois algumas paisagens poderiam pertencer ao mundo de “Fantasia” onde Bastian mergulhou, sem destoar de todo, o que só lhe fica bem. Será verdadeiramente um dos melhores “livros ilustrados” que já vi no cinema oriental.

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Está carregado de paisagens fabulosas, é muito variado nos cenários e inclusivamente tem uma das melhores fortalezas que alguma vez vi onde no segundo acto acontece uma das batalhas mais originais entre uma armada de naves espaciais invasoras e os defensores do castelo pela forma como as defesas da fortaleza actuam para destruir os invasores. Será talvez até a melhor parte da história e só é pena não durar mais.
É uma ideia fantástica carregada de imaginação na forma como está executada mas não posso revelar nada aqui para não estragar o filme a quem consiga chegar até essa parte sem desistir a meio.
Isto porque [“LEAGUE OF GODS”] pode ter muitas mais valias em termos criativos, mas é um filme que cansa !
Cansa mesmo !

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Até eu que adoro este estilo oriental de filmar Fantasia fiquei exausto de olhar para isto só na primeira hora.
Aliás, há muito tempo que isto não acontecia mas quando eu julgava que já tinham passado pelo menos duas horas de filme, descobri que [“LEAGUE OF GODS”] ainda nem sequer tinha chegado a meio !!
Neste aspecto faz lembrar tanto o primeiro “THE MONKEY KING” quanto o original “A CHINESE TALL STORY” que sofrem exactamente do mesmo mal.
É que acontece tanta coisa, mas tanta coisa , mas tanta, tanta coisa só na primeira hora que dava para encher toda a trilogia do THE HOBBIT e ainda sobrava.
O que cria uma estranha sensação no espectador pois parece que já estamos a ver o filme há séculos quando ainda nem sequer passaram 60 minutos desde que tudo começou.
Filmes como [“LEAGUE OF GODS”] são definitivamente a prova de que o tempo é mesmo relativo e quase que se podem realizar experiências de física quântica com eles.

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Portanto para mim é muito difícil classificar este filme.
Por um lado divertiu-me por completo em muitos aspectos, por outro é um filme dificil de recomendar a toda a gente pois muito público irá ficar bastante chocado ou extremamente exausto só nos primeiros dez minutos quando a aventura abre com uma cena de invasão e batalha a trezentos à hora e nos baralha por completo. Tudo se passa á velocidade da luz e o espectador não tem qualquer contexto para perceber bem onde raio está a história daquilo !! É como se tivessemos entrado a meio de um filme de Star Wars sem conhecer absolutamente nada sobre aquele universo e levar com sequências intermináveis de efeitos visuais sem contexto.
Habituem-se, pois o resto de [“LEAGUE OF GODS”] é ainda muito, muito pior neste campo. Se procuram por uma narrativa que lhes dá momentos para respirar e absorverem o que estão a ver, esqueçam. Não está nisto.
Se me perguntarem qual é  a história do filme neste momento não sei responder. Não me lembro absolutamente nada do que vi. Mete uma feiticeira e um tipo que voa, uns monstros e é isso…

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[“LEAGUE OF GODS”] sofre de uma gritante falta de ritmo narrativo porque se calhar tem ritmo a mais. Terá porrada a mais e exposição a menos. Bem que eles tentam explicar coisas ao mesmo tempo que entram por desenfreadas sequências de acção mas tudo é tão caótico que nem conseguimos prestar atenção nem á acção, nem á história, nem aos detalhes. A nada.
Por exemplo “GARM WARS: THE LAST DRUID” também recorreu à ideia de usar as cenas de porrada para contar bocados da história, mas ao menos nesse filme a coisa até resultou mais ou menos.  [“LEAGUE OF GODS”] bem tenta, mas não chega lá. São coisas a mais a acontecerem, ao mesmo tempo que o filme tenta contar uma história pelo meio de intermináveis efeitos CGI.
É aqui que [“LEAGUE OF GODS”] falha redondamente.
Está bem que isto tem a ver com o estilo Chinês de filmar Fantasia mas desta vez é por demais, pois até eu achei que esticaram a corda ao máximo. Se vocês não gostaram de “GODS OF EGYPT” por o considerar vazio, plástico e rápido demais é melhor nem sequer tentarem ver [“LEAGUE OF GODS”].
Mesmo.
Em certas alturas faz lembrar o pior de “WARRIORS OF ZU MOUNTAIN“, um dos primeiros filmes de Fantasia que modernizou o género, anos atrás.

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[“LEAGUE OF GODS”] tem outro problema…
Há por ali um dos personagens mais enervantes desde Jar-Jar-Binks… o bébé.
Este boneco é absolutamente insuportável e praticamente não serve para nada a não ser para depois “quando cresce”,  representar mais um “dos X-Men” nas sequências de acção.
Ainda por cima é protagonista de uma das cenas de porradaria digital mais inúteis alguma vez filmadas.
Trata-se de uma sequência de pancadaria passada no fundo do mar em que o bébé luta , usando peidos e bufas contra um exército de homens-sereia e caranguejos gigantes.
Eu disse, luta usando peidos e bufas.
A sério.

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É este o grande problema de [“LEAGUE OF GODS”].
Não está no facto de ser mau porque é um filme a duzentos á hora dentro do estilo do cinema de Fantasia Chinês. É mau porque apesar de controlar bem o caos no que toca ás partes de acção ( algumas são mesmo um espectáculo de adrenalina ), depois não sabe o que fazer com a história e com as cenas que deveriam ter servido para nos fazer interessar pelos personagens mas que na verdade não servem para nada.
Não há um único personagem interessante nesta história a não ser a feiticeira vilã que é um espectáculo !

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O resto são bonecos com tanto carisma quanto um gráfico da PS2 num daqueles jogos que mais ninguém joga.
Ou são inúteis e não servem para nada ou são simplesmente irritantes e não servem para nada; ( os dois bébés digitais… só á estalada por exemplo )…
Excepção para a planta faladora que é engraçada e poderia ter salvo o filme mas não lhe dão suficiente destaque.

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Outra coisa curiosa nesta aventura é a constante mudança de tom. Ora estamos a ver um filme de acção e Fantasia em modo -sério- ora entra por um estilo de desenho animado que mais parece saído de um cartoon Warner Bros com o Road Runner.E quando o melhor personagem de [“LEAGUE OF GODS”] é a centopeia do deserto que aparece a meio da história tentando mastigar os herois quando estes cruzam um deserto, algo está realmente errado com este argumento.

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Essencialmente estamos na presença de uma aventura que até dentro do próprio género a que pertence poderia ter saído melhor.
Tem muita coisa excelente mas depois o resto complica um bocado o resultado e como tal não é mesmo tão bom quanto deveria ter sido. Ou se calhar é… estou totalmente confuso.
Ainda por cima o filme termina com a história a meio e vamos ter sequela para completar a aventura que fica completamente pendurada precisamente no melhor.

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CLASSIFICAÇÃO



[“LEAGUE OF GODS”] por um lado é divertido e se vocês gostam do estilo Chinês de filmar Fantasia é imperdível; por outro se não gostam, ou não conhecem, se calhar eu começaria antes por “THE MONKEY KING II” ou “THE PROMISE” antes de passarem a este…
Pessoal com epilepsia é melhor nem tentarem ver isto…
ou qualquer filme de Fantasia Chinês…

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Parece-se bastante com uma versão moderna de “A CHINESE TALL STORY”; o estilo é semelhante, o caos também; apenas tem efeitos digitais superiores.
Quem detestou “GODS OF EGYPT” abstenha-se por completo.
Não irá encontrar qualquer coisa positiva neste título e muito menos irá compreender porquê precisa deste estilo para se enquadrar bem no género que representa.

Três tigelas de noodles.

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Provavelmente até merece quatro apesar de tudo ( e dentro de um certo contexto ), mas para já fico por aqui, até porque isto vai ter uma sequela e portanto quando eu tiver oportunidade de conseguir ver a história completa logo repensarei a minha classificação.
Para já se procuram cinema de Fantasia diferente [“LEAGUE OF GODS”] é um bom filme e apesar das suas muitas falhas irá divertir quem procura entrar verdadeiramente num mundo que nunca visitou.

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Tem alguns momentos de acção excelentes. Outros nem por isso.
Mas visualmente é realmente um espectáculo.
Quem também julga o cinema pela qualidade dos efeitos especiais não irá gostar disto, pois varia entre o espantoso e o atroz numa questão de segundos e pode baralhar muita gente que não compreenderá que [“LEAGUE OF GODS”] é supostamente um livro ilustrado digitalmente e precisa dessa artificialidade para resultar.

A Favor: transporta-nos mesmo para um mundo que nunca vimos, as geografias imaginárias são fabulosas a fazer lembrar o melhor de “THE NEVERENDING STORY”, algumas sequências de acção e efeitos são geniais, a realização tem alguns momentos fantásticos na forma como gere todo o caos digital e consegue manter um bom espírito de aventura clássica, o design do filme é absolutamente do outro mundo desde o guarda roupa ao adereços tudo é incrível e muito imaginativo, boa banda sonora também, as naves, os palácios, os montes, os vales, tudo o que aparece no écran a todo o instante.

Contra: os personagens são um vazio absoluto, tenta contar uma história com demasiado caos pelo meio e em muitas partes do filme a coisa não funciona de todo, parece três vezes maior do que é porque mete tanta coisa a acontecer que quase nem queremos acreditar no que vemos quando ainda nem passou uma hora de filme, tem personagens absolutamente irritantes como os bebés que não servem para nada, tem pelo menos uma sequência de porrada digital totalmente inútil debaixo de água, o bébé vence um exército utilizando peidos e bufas debaixo de água, fica a meio quando acaba e não conclui absolutamente nada. Sinceramente acho que nem conseguiria resumir a história se me lembrasse dela…

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER CHINES

TRAILER OCIDENTAL

COMPRAR BLURAY
Não o compram pois não está ainda á venda, mas podem encontrá-lo aqui.

IMDb
http://www.imdb.com/title/tt5481184

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Dragon Nest (Dragon Nest: Warriors’ Dawn) Yuefeng Song (2014) China/EUA


Se espreitarem a minha review para [“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] no Imdb, hão de notar que lhe atribuí a incrível classificação máxima de 10 estrelas.

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Muita gente pensará que fiquei maluco, pois o que não faltam por aí são animações muito superiores tecnicamente ou no que quer que seja. Como raio me atrevi a dar uma nota tão alta a este filme no Imdb quando nem sequer aqui lhe irei atribuir a nota máxima ?
Bem, é tudo uma questão de contexto.
Passo a explicar.

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[“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] quando comparado com o que de melhor se faz com muito dinheiro, se calhar não vale mesmo uma classificação tão alta. Acontece que a mim surpreendeu-me precisamente porque [“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] não é uma produção de orçamento milionário e no entanto consegue atingir alguns patamares de qualidade ao longo de toda a narrativa que se calhar nem precisaria de atingir se o objectivo fosse apenas o de criar um desenho animado para vender aos putos em dvd mais tarde.

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Não só este filme consegue ter momentos de grande adrenalina como consegue o impossível de contar uma história com personagens interessantes de se seguir, sem se desviar um milimetro do típico cliché Dungeons & Dragons que já vimos mil vezes e que normalmente é logo garantia de que o resultado será um lixo.
Surpreendentemente não desta vez, o que na minha opinião torna [“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] num excelente exemplo de como se calhar pode haver um bom resultado até mesmo com uma história já vista mil vezes. Está tudo na execução; principalmente na realização e este caso é particularmente interessante, pois a ultima coisa que eu esperava quando comecei a ver isto é que uma animação de segunda linha com um argumento já mil vezes batido e ainda por cima baseado num videogame fosse alguma coisa de jeito. E muito menos fosse apelativo para adultos.

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Sim para quem não sabe, [“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] é baseado num popular mmorpg chinês chamado precisamente “Dragon Nest” e que eu próprio joguei algumas vezes online durante algum tempo. Não costumo ter tempo ou paciencia para videogames online (e detesto jogar em computador), mas este “Dragon Nest” cativou-me pelo aspecto gráfico, pois desde o início sempre criou um mundo de fantasia bastante baseado num estilo de desenho animado que me atrai particularmente enquanto ilustrador. Foi precisamente esse mesmo estilo visual a fazer lembrar um livro de contos ilustrados, que me fez ir espreitar o filme quando descobri que existia. Isso e o facto de ser uma produção de animação chinesa. Apesar de também contar com capital americano, a execução é essencialmente made-in-china e logo isso deu a [“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] um estilo diferente daquilo que estamos habituados a ver no típico cinema de animação ocidental ou saído de hollywood.

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Numa altura em que a maioria das produções de fantasia, particularmente em desenho animado segue sempre a mesma história já vista milhares de vezes, na verdade eu não esperava grande coisa quando comecei a ver o filme, mas logo desde os primeiros minutos houve algo que notei de especial nele.
O que me chamou a atenção foi precisamente o facto de [“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] ser um filme de acção intensa e totalmente non-stop desde o inicio. Normalmente isto é logo sinónimo de grande seca e repetição constante, mas desta vez o que achei extraordinário logo desde os primeiros minutos é que a acção não estava lá apenas para impressionar mas serve principalmente como veículo narrativo para contar a história. E isso é muito dificil de se fazer. Mais ainda é haver verdadeiro desenvolvimento de personagens enquanto as cenas de porrada mais caótica acontecem no ecran.

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Resumindo, logo desde o início [“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] surpreendentemente não me pareceu de todo um filme vazio, destinado apenas a entreter as crianças.
Havia aqui algo muito interessante para agarrar o adulto que gostasse de cinema e principalmente o adulto que se interessar por ilustração pois o conteúdo visual desta história é particularmente interessante pelo seu estilo storybook ilustrado ao longo de toda a aventura.

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É verdade que a história deste filme é tudo menos original, os personagens são todos sem excepção apenas o típico cliché do D&D ou dos jogos de MMORPG, mas surpreendentemente funcionam muito bem desta vez pois quem dirigiu isto sabe perfeitamente como tirar partido daquilo que parece banal a uma primeira visão. É quase como se esta animação tivesse sido realizada por um bom director de actores que percebe que a magia não está apenas nos efeitos ou nas cenas de aventura mas principalmente nos personagens. Surpreendentemente [“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] contém personagens com grande carísma e era a última coisa que eu esperava.

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Cada uma das suas personalidade cliché está muito bem integrada na narrativa central e cada desenvolvimento de personagem marca um ponto importante na história, serve como reviravolta ou apresenta uma revelação importante. Se isto não tivesse sido assim, um filme como este teria sido uma seca infantil descomunal, pois de certeza que teriam apresentado os poderes da cada personagem, apresentavam a missão e depois o resto seria uma sucessão de cenas de porrada estilo D&D intermináveis até ao confronto final com o vilão do costumo e pronto, the end.
Não em [“Dragon Nest: Warriors´Dawn”].

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Em [“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] as cenas de acção são a cola que une toda a estrutura da história. Não só funciona, como  vão evoluindo até se tornarem absolutamente extraordinárias pela adrenalina que conseguem transmitir, especialmente nas cenas de grande batalha. Todas as cenas de acção são diferentes, muito imaginativas em termos de coreografia e acima de tudo muito bem realizadas; tudo ajudado por uma montagem excelente que se calhar passa despercebida.

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Pode-se dizer que [“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] é um verdadeiro filme de acção e muito cinema live-action deveria aprender aqui como se usam cenas de porrada pura e dura para fazer avançar uma história sem precisar de ser uma parvalheira sem qualquer conteúdo ao pior estilo Michael Bay por exemplo. Tomara muito cinema de Hollywood saber usar a acção como esta quase anónima produção de médio orçamento chinesa o sabe fazer. Nenhum fotograma se perde e tudo tem um propósito na narrativa da aventura mais estereotipada que vocês alguma vez poderão ver tão bem estruturada.

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Isto é um filme muito bem planeado meus amigos. Pode parecer apenas mais outro filme para criancinhas mas [“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] é realmente um produto comercial muito bem realizado. A última coisa que eu esperaria de um filme animado obscuro baseado num videogame que nem sequer é particularmente popular por estas bandas.
Foi um dos melhores filmes de acção que vi no ano passado e não estava nada á espera disto. Na verdade já ando para recomendar esta aventura há muitos meses por aqui, mas queria voltar a ver o filme para ter a certeza que não tinha imaginado coisas. Desde lá já o revi quatro vezes e continua a divertir-me plenamente com as suas qualidades. Sendo assim estava na altura de o recomendar por cá.

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Em [“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] todos os personagens criam uma empatia com o espectador e realmente nos importamos com eles em todas as cenas de batalha em que se envolvem pois nada nos garante que não morram a seguir e isso foi uma das coisas que mais gostei nesta produção animada. Ainda estou a tentar perceber como os criadores desta animação que mal tem 80 minutos conseguiram encontrar forma de dotar os bonecos com tanta vida. Especialmente quando em pelo menos 85% do filme temos cenas de acção e aventura carregadas de adrenalina e humor. Àprimeira vista não haveria espaço para desenvolvimento de personagens no sentido mais tradicional, onde normalmente a acção pára para que aconteçam momentos de exposição e no entanto não é pelos personagens que este filme iria afundar. Quem filmou isto sabe como contar uma história.

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[“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] é mais um bom exemplo de como o cinema oriental sabe criar personagens realmente humanos que criam verdadeira empatia com o espectador e contam com um carísma absolutamente natural até quando não passam de bonecos animados como é o caso. O cinema oriental mostra bem como se criam personagens com que nos importamos, até mesmo quando estes são um dragão que mal tem um par de linhas de diálogo para dizer.

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No seu todo, acho que [“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] é um excelente filme de fantasia. Não tem um pingo de originalidade no que toca ao conceito ou a sua história, mas o que faz, faz mesmo muito bem e a sua originalidade está em conseguir fazer tudo resultar de uma forma que nos diverte e surpreende pela qualidade que foi aqui atingida mesmo quando tudo parece não passar de mais um daqueles desenhos animados destinados aos dvds de promoção no fundo das prateleiras em supermercados.
[“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] devia ser um versadeiro case study de como se cria cinema de acção com alma independentemente de ser animação ou não.

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Os personagens são variados, os ambientes são perfeitos e apesar de não ter muita variedade ou mostrar um mundo muito grande, ainda conta com um par de boas paisagens de fantasia que ficam no olho e na memória pois em termos de design [“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] soube ir buscar o melhor do estilo visual do jogo e expandir os melhores elementos o melhor que o seu orçamento o permitiu certamente.
No entanto em termos de geografia, sente-se alguma limitação, isto porque o seu mundo de fantasia parece muito bonito mas na maioria das vezes sentimos que estamos apenas a ver alguns vislumbres de um universo mais vasto que merecia ter sido mostrado e nunca nos é aberto como deveria ou merecia ter sido. Restrições de orçamento certamente.
De qualquer forma, eu adorei.
Só há uma coisa neste filme que eu detestei.
O final abrupto.

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Estava a divertir-me à brava com isto, esperando por um epílogo final realmente impactante que tivesse a ver com todo o tom do filme quando de repente…ACABOU !
[“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] acaba de uma forma tão repentina que sinceramente pensei que isto seria o primeiro episódio de uma série televisiva qualquer.
Soube agora ao preparar-me para esta review, que vai sair, ou já existe uma sequela, pois o filme parece ter sido um sucesso lá pela China e parece que já há continuação. Óptimo !

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Muito provavelmente se procurarem por este filme irão apenas a versão dobrada em Inglés quando o seu original é em Mandarim. Na verdade a versão inglesa não me chateou particularmente. É diferente da original, mas ambas têm os seus pontos altos e baixos e ambas funcionam melhor numas alturas do filme do que outras. Neste caso será portanto uma questão de escolha. Se encontrarem a versão chinesa original , óptimo; se virem apenas a versão dobrada em inglés também não será por aí que deixarão de apreciar este pequeno filme que provavelmente passou ao lado de muita gente.

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Até porque lembrem-se , [“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] é uma produção chinesa e não é anime japonês. Embora contenha óbvias influências de vários sitios , o facto deste filme não ser nem japonês nem americano, faz com que tenha um estilo diferente daquele que estamos habituados a ver e quanto a mim isso é excelente.

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CLASSIFICAÇÃO:

[“Dragon Nest: Warriors´Dawn”] é um excelente filme de fantasia para quem procura cinema do género, independentemente de ser desenho animado ou não e independentemente de ter a história menos imaginativa de todos os tempos. Consegue superar tudo isso para nos dar uma aventura de animação que não irá aborrecer os adultos de morte (se se interessarem por fantasia) e ao mesmo tempo irá agradar às crianças.

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Cinco tigelas de noodles porque tudo o que faz, faz muito bem e não precisava de ter feito para ser um produto comercial rentável.

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A favor: usa a acção para criar desenvolvimento de personagens e fazer avançar a história, os personagens são excelentes e criam grande empatia com o espectador, a história parece básica como o raio mas contém bons momentos de humor (até para adultos) que a fazem destacar-se da comum banalidade que encontramos neste tipo de aventura para crianças.
Boa animação (num estilo diferente), adoro o estilog gráfico e a cor, bons cenários, aventura divertida e um filme muito boa onda em todos os aspectos.
Contra: acaba de repente, algumas pessoas no imdb parecem não perceber que animação de qualidade não tem que ser sempre igual ao que a Pixar faz e não há mal nenhum por o estilo visual de um filme se parecer com o que existe no videogame original. Se para vocês o bom cinema não pode passar sem uma história original esqueçam este pois não tem um pingo de originalidade no seu argumento. Sente-se que o mundo de fantasia poderia ter sido mais mostrado no ecran e no entanto as paisagens grandiosas são sempre algo limitadas talvez devido à falta de orçamento para criar mais detalhes para este mundo.

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NOTAS ADICIONAIS:

TRAILER

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt2911342

Comprar em DVD
http://www.amazon.co.uk/Dragon-Nest-Warriors-Dawn-DVD/dp/B00W5AVE9Y/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1457288499&sr=8-1&keywords=dragons+nest

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Kiki’s Delivery Service – Majo no takkyûbin – Takashi Shimizu (2014) Japão


[“Kiki´s Delivery Service”] logo à partida é um daqueles filmes de que me apetecia gostar mesmo muito !
Practicamente tal como aconteceu com toda a gente que conhece o filme animado original, também eu fiquei absolutamente surpreendido quando descobri que alguém tentou passar esta história para live-action.

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Mais surpreendido fiquei, quando descobri que a pessoa que o tentou fazer foi precisamente Takashi Shimizu que é bem mais conhecido por provocar ataques cardíacos a quem pensa que não tem medo de filmes de terror através dos seus excelentes JU-ON.
Portanto encontra-lo agora por detrás das câmeras naquela que é provavelmente uma das histórias japonesas mais emblemáticas e fofinhas de todos os tempos é algo com que eu não contava de todo.

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Para quem não sabe [“Kiki´s Delivery Service”] na sua origem é um dos mais populares (e esgotados) romances para crianças Japoneses publicado em 1985. Apesar de ser algo praticamente desconhecido aqui pelas bandas do ocidente, o livro original lá pelo Japão é quase uma espécie de Harry Potter muuuuuuito antes de Harry Potter, isto em termos tanto de popularidade como de criatividade.
No entanto, [“Kiki´s Delivery Service”] por cá ficou bastante popular não pelo livro mas pelo trabalho de Hayao Miyazki que em 1989 adaptou pela primeira vez o romance original Kiki ao cinema tendo produzido a obra prima que é a sua versão anime “Kiki´s Delivery Service” que não só na minha opinião mas de muita gente é simplesmente um dos melhores desenhos animados e filmes para todas as idades de todos os tempos; só comparado a outras produções do realizador, como “My Neighbour Totoro” ou “Laputa Castle in the Sky”, talvez.

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Por isso quando se soube que iria haver um remake em live-action para [“Kiki´s Delivery Service”], toda a gente ficou em enorme expectativa, pois com uma história destas a coisa tanto poderia ser brilhante como dar seriamente para o torto.
O que ninguém esperava é que ficasse a meio termo e isso é quase pior do que ter realmente dado para o torto.
Estranhamente esta nova versão é verdadeiramente decepcionante em muitos aspectos, enquanto que noutros nos dá um breve vislumbre da magia que poderia e deveria ter tido !

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Logo do início apetece-nos mesmo gostar muito de [“Kiki´s Delivery Service”]. Eu próprio nos primeiros 15 minutos achei que lhe iria atribuir sem sombra de dúvida pelo menos cinco tigela de noodles na minha apreciação final. Mal podia esperar que o filme acabasse para dizer ao mundo o quão genial esta nova versão era.
Infelizmente passados mais quinze minutos percebi que algo estava sériamente errado com este filme.

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Comecemos pelo que tem de positivo.
Embora não tente adaptar de forma óbvia o mundo desenhado por Hayo Miyazaki é perceptível que este foi inevitávelmente uma inspiração inicial para o design de produção desta adaptação live-action. E ainda bem. Infelizmente não podemos contar com aquela maravilhosa cidade em estilo steampunk victoriano que nos deslumbrou a partir do meio da adaptação Anime, até porque duvido que houvesse orçamento para recriar algo assim, mas a verdade é que apesar da ausência de balões e dirigiveis no céu, continua a sentir-se algo de especial nos cenários que representam a ilha para onde Kiki vai trabalhar.
Se esta versão ainda consegue ter alguma magia, muito deve à cenografia de certas pequenas sequências em que Kiki voa ou interage com as pessoas da cidade para onde vai viver.

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Incialmente as cenas passadas na aldeia onde Kiki nasceu também são visualmente muito bonitas, mágicas e atmosféricas. Sente-se um ambiente demasiado plástico por causa do óbvio CGI de alguns cenários que depois não ligam bem com o set design interior, mas nem isso quebra a primeira boa impressão que temos com o visual da história.

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Também gostei da escolha para interpretar a Kiki. Esta actriz tem sido algo atacada pela sua caracterização decepcionante de um personagem que toda a gente estava habituado a ver em animação, mas na minha opinião penso que não é por causa dessas óbvias diferenças que [“Kiki´s Delivery Service”] se torna um filme muito mais decepcionante do que deveria ter sido.
Esta Kiki, também é apontada como sendo demasiado velha para o papel. Nisso é verdade, a rapariga não parece própriamente ter 12 anos e está um bocadinho demasiado madura para um papel tão infantil, mas penso que é algo que enquanto espectadores acabamos por ultrapassar porque acho que a jovem actriz trouxe muita vida e frescura a este personagem. A alma do personagem está lá.

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Uma coisa que é absolutamente fabulosa nesta produção são as paisagens naturais que este filme mostra e para mim só peca não terem mostrado ainda mais. Não sei até que ponto estes locais apresentados existem realmente, mas se existirem com esta beleza eu por mim mudava-me já para aqui hoje mesmo, pois isto em termos de inspiração para o meu trabalho de ilustração seria absolutamente fantástico.
Curiosamente na internet não se encontram imagens destes bocados do filme e portanto não lhes posso demonstrar como são realmente bonitas e mágicas todas as localizações naturais por onde Kiki voa na sua vassoura de bruxinha.

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O que me leva a coisas menos boas…ou talvez não.

Os efeitos especiais em [“Kiki´s Delivery Service”] oscilam entre o excelente em pequenos breves segundos que mostram Kiki a voar por cima de algumas paisagens fabulosas e o atroz ! Mas atroz mesmo !!!
Inicialmente os cenários CGI medianamente produzidos já tinham sido um pequeno alerta de que este filme provavelmente não teria tido um bom orçamento para coisas desta, mas nada me preparava para montagens contra ecran verde dignas de um filme do inicio dos anos 90 numa produção de 2014. Muito menos ainda numa produção como [“Kiki´s Delivery Service”] que pedia acima de tudo um orçamento bem generoso para bons efeitos especiais !!

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E não é porque os efeitos especiais orientais sejam regra geral obrigatoriamente piores do que o que se faz em Hollywood. Muito pelo contrário. O que não faltam por aí são excelentes exemplos de óptima animação CGI em cinema japonês contemporâneo (este blog está cheio deles) e portanto não se percebe porque precisamente um filme como [“Kiki´s Delivery Service”] que depende realmente muito de excelente efeitos para ser eficaz se espalha ao comprido mesmo onde deveria ter brilhado mais.

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Filmar [“Kiki´s Delivery Service”] sem dinheiro para efeitos especiais é quase como tentar produzir os novos Star Wars com um orçamento de série-B caseiro.
Algumas cenas em que Kiki voa na sua vassoura são absolutamente péssimas e o problema é que isso retira imediatamente o espectador adulto de dentro daquela atmosfera mágica que nos deveria conseguir iludir do principio ao fim.
Aliás, tal como muita gente já comentou, o grande problema desta nova versão de [“Kiki´s Delivery Service”] é que na sua essência é um produto que só conseguirá agradar verdadeiramente a crianças pequenas; enquanto que a versão anime de 1989 é uma adaptação realmente para todas as faixas etárias apesar de ser um produto animado.
Esta nova versão de [“Kiki´s Delivery Service”] está imediatamente datada e ainda nem sequer tem um ano.
As sequências de acção na aventura final são completamente desinteressantes porque por esta altura já o espectador não aguenta ver mais CGI e montagens amadoras e só pensa em ir rever o desenho animado original para recuperar.

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Eu não conheço o livro mas sei que também Miyazaki em 1989 não adaptou o romance de forma integral ou particularmente fiel ao texto do romance. O que me leva a pensar que se calhar ele estava muito certo.
Isto porque se esta nova versão live-action estiver bem mais próxima do conteúdo do livro, então foi bom a versão animada ter ignorado toda a parte da história que aparece agora nesta produção moderna. Pessoalmente depois de ver este filme fiquei sem vontade nenhuma de ler o livro…

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A partir do momento em que Kiki chega à sua cidade adoptiva, toda a história deixa de se parecer com o que vimos no Anime de Miyazaki e entra por uma série de sequências episódicas absolutamente desinteressantes, com vários sub-plots que aparentemente pretendem mostrar a evolução e amadurecimento emocional da personagem mas só aparecem no écran como cenas dramáticas absolutamente falhadas, pois o filme nunca se decide o que quer ser; se um drama se uma história de magia.
O sub-plot sobre a antiga bruxa que perdeu a vontade de cantar é absolutamente de nos colocar a dormir a meio por exemplo. Se isto está no romance original, ainda bem que a versão Anime ignorou esta sequência pois quebra o ritmo da narrativa de uma forma que simplesmente não resulta em filme. Para agravar a actriz que faz de bruxa ex-cantora não tem qualquer carisma e parece inclusivamente estar a fazer um frete por ter entrado nesta produção para crianças.

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Para piorar as coisas, [“Kiki´s Delivery Service”] a partir do meio parece ser também sobre o salvamento de um hipopótamo noutro sub-plot que não lembra ao diabo e onde ainda por cima encontramos um dos grandes exemplos do pior CGI animado nesta produção. É de ver para não querer crer no que vemos.
Mau, mau, mau !

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E por falar em  diabo; pior ainda é o gato da Kiki !!!
Aquele que era um dos personagens que mais alma tinham no desenho animado e um dos bonecos mais fofinhos de sempre no cinema japonês ( a par com Totoro ), aqui em [“Kiki´s Delivery Service”] a gata Jiji, é nos apresentada como uma espécie de gato dos infernos. Um bichano que só pode estar possuído pelo demónio, feio como o raio, inesperadamente antipático e totalmente incapaz de criar qualquer empatia com o espectador, o que na minha opinião é verdadeiramente o grande tiro no pé deste filme.
Comparem só o gato do filme com a sua versão cute do Anime. Qual destes gatos é que vocês usariam no vosso ritual satânico preferido ?

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[“Kiki´s Delivery Service”] até poderia ter tido os efeitos mais foleiros de sempre (quase); os sub-plots até poderiam ser desinteressantes (são), mas agora o que nunca, nunca deveria ter tido era uma total ausência de carisma nos personagens ! Muito menos ter representado a gata Jiji da forma que é caracterizada neste filme !!
E é melhor nem me perguntarem a opinião também sobre a animação deste boneco…

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Tirando Kiki, todos os personagens em [“Kiki´s Delivery Service”] ou são irritantes como o raio, ( o idiota marido da padeira não serve para nada; a padeira idem ), ou são absolutamente desinteressantes e um total vazio dramático ( as adolescentes da cidade ) ou pior ainda estão lá para criar drama forçado sem qualquer razão ( a sobrinha da bruxa cantora, o tratador de animais do zoo ).
[“Kiki´s Delivery Service”] falha enquanto filme, não por todas as suas fraquezas técnicas mas acima de tudo nas suas fraquezas dramáticas, pois nunca por qualquer momento sentimos que Kiki está numa situação que nos interesse seguir; ao contrário do que acontecia no desenho animado.

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Até o personagem do rapaz que quer aprender a voar aqui é absolutamente estéril em termos dramáticos. E pior ainda é apresentado como um convencido sem qualquer empatia com o que o rodeia e nem por um instante nos interessamos por ele enquanto espectadores ou nos importamos com o seu destino.
Depois a história entra por um climax final sem qualquer nexo; a atmosfera muda para uma espécie de aventura na selva envolvendo cientistas e hipopótamos feridos e tudo nos faz perguntar a todo o instante onde está aquele [“Kiki´s Delivery Service”] que toda a gente queria ver numa adaptação moderna para cinema…

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Como muita gente já sabe, o filme conta a história de Kiki, a pequena bruxinha que vem de uma longa linhagem de bruxas que têm por tradição ajudar os humanos. Quando uma bruxinha faz treze anos esta deverá abandonar o lar dos pais, pegar na sua vassoura e ir viver ( e trabalhar ) sózinha durante um ano inteiro numa cidade onde precisem dos seus serviços e é o que acontece. Kiki muda-se para uma bonita vila à beira mar, mas nem tudo corre bem quando tenta ser aceite pela população.

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Entre hipopótamos sem interesse, bruxas que perderam a vontade de cantar e adolescentes irritantes a única coisa que se salva são mesmo os ambientes naturais lindíssimos e algumas breves sequências de vôo que surpreendentemente estão com montes de atmosfera e por momentos nos fazem pensar que o filme irá finalmente descolar e tornar-se absolutamente mágico.
Não vai.

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Portanto, [“Kiki´s Delivery Service”] tinha tudo para ser um filme inesquecível e é realmente um daqueles títulos de que apetece MESMO gostar muito, mas infelizmente passamos o tempo todo à procura de bons momentos que por vezes duram um segundo ou dois em tempo de ecran quando todo o filme deveria ser verdadeiramente mágico tal como o Anime de Myiazaki o foi em 1989.
É com muita pena minha que esta versão não irá ficar para a história e só ficará na minha memória porque adoro a adaptação anterior em desenho animado.

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CLASSIFICAÇÃO

Eu queria mesmo, mesmo gostar disto mas tenho que admitir que o filme é realmente decepcionante, acima de tudo porque um filme sobre magia, com um personagem fantástico como Kiki a bruxinha deveria ser verdadeiramente mágico e não é.

E pior ainda, [“Kiki´s Delivery Service”] nem sequer é verdadeiramente mau. Apenas é desinteressante. Mais valia que fosse insuportável e seria mais fácil cascar nele pelas suas falhas. Assim como está é apenas uma grande desilusão.

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Mesmo assim três tigelas e meia porque enquanto filme para crianças nem é mau de todo. Apenas deveria ter sido mais que um filme para crianças, tal como a versão Anime surpreendentemente consegue ainda ser.

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A favor: as paisagens naturais da ilha são incríveis, as cenas iniciais na aldeia da Kiki são um bom começo para o filme, os cenários da ilha e da vila para onde Kiki vai viver são muito bonitos e atmosféricos, tem uma boa fotografia que consegue tirar bom proveito da luz e da cor bonita que percorre toda a história, em termos de design notam-se algumas boas influências do próprio anime mas consegue ter uma identidade própria, algumas cenas de vôo (por breves segundos) são fantásticamente atmosféricas e entusiasmantes, a protagonista embora um bocadinho velha demais é uma boa Kiki.

Contra: a caracterização dramática de todos os personagens é um vazio, há personagens demasiado inúteis que não servem para nada, os sub-plots de argumento tornam o filme demasiado episódico e nunca o sentimos como sendo uma única história, o sub-plot com a bruxa cantora não tem qualquer interesse, a sequência de aventura envolvendo o hipopótamo é imbecil demais, os efeitos especiais são muito muito fracos com destaque para as péssimas animações CGI e as montagens amadoras com óbvio écran verde, é essencialmente um produto que só agradará mesmo muito a crianças quando deveria ter o mesmo apelo universal do desenho animado.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt2865558

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Se gostou deste vai gostar certamente de:

   capinha_totoro

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The Monkey King (Xi you ji: Da nao tian gong) Pou-Soi Cheang (2014) China


Quando em dois minutos de trailer não se vê uma única referência a qualquer história e apenas levamos com intermináveis sequências ultra mega cool de porradaria digital em estilo carton a gente sabe que isto só pode ser…
Não faço ideia…

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Aviso já que esta review vai ser totalmente esquizofrénica por isso não se espantem com as contradições.
Se há uma coisa que eu detesto mais do que galinhas são macacos. Especialmente macacos em filme.
Deve ser um trauma dos seriais do Tarzan dos anos 30 com a célebre Chita que vi em pequeno mas qualquer filme com chimpanzés, macacos e afins faz-me imediatamente mudar de canal. Especialmente documentários.
Portanto, um filme chamado [“The Monkey King”] não estaria propriamente na minha lista de prioridades cinematográficas.
O problema é que eu não resisto a filmes de fantasia chineses e as cores deste cativaram-me por completo no trailer. Como tal lá fui eu ver o filminho porque não podia continuar a ignorá-lo…apesar do macaco…

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Também me chamou logo a atenção por se tratar de mais outra adaptação de um texto clássico oriental que me fascina desde há muito quando li a primeira história baseada nele em criança.
O personagem do Rei Macaco, tem uma razão de ser e apesar de eu continuar a acha-lo absolutamente irritante e ridículo por outro lado percebo qual é a sua base o que me faz apreciar este filme de uma forma diferente do espectador comum que desconhece totalmente o contexto cultural em que um blockbuster chinês como este se insere.
Portanto, a minha relação com um filme como [“The Monkey King”] é algo confusa por vários motivos.
Se por um lado o acho insuportável e totalmente secante pelo excesso de acção a todo o instante, por outro lado o seu universo cativa-me. Especialmente o universo visual que conseguiram desencantar para esta nova versão cinematográfica.

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[“The Monkey King”] para quem não sabe assenta naquilo que é um dos grandes clássicos da literatura na China. Uma espécie de poema épico tradicional que narra os feitos mais incríveis de alguns heróis míticos dentro da cultura chinesa, entre os quais o popular –Monkey King.
Esta já é uma de entre várias versões que ao longo dos anos foram produzidas mas é definitivamente a mais cativante…ao mesmo tempo que nos consegue aborrecer de morte também.
Tal como já acontecia com um filme semelhante, o imensamente popular lá pela china, “A Chinese Tall Story” que também é baseado no mesmo texto épico e do qual eu já falei por aqui no meu blog alguns anos atrás.

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Se quiserem fazer uma comparação e me estiverem a ler em Portugal, esta aventura em [“The Monkey King”] é apenas um segmento de uma história bem mais épica ainda (se é que tal parece possível), pertencente a uma história conhecida como “Journey to the West” e que segundo consta pelas bandas da China toda a gente sabe de cor porque é ensinada ás crianças tal como nós aqui pelo ocidente ensinamos histórias como a branca de neve, o capuchinho vermelho, a bela adormecida, etc, etc, etc.
Acontece que neste caso, “Journey to the West” não é apenas uma história infantil mas pertence desde logo á própria literatura máxima dentro da cultura chinesa e em muitos locais é inclusivamente tida como um relato histórico e até religioso.
Imaginem que nós aqui em Portugal em vez de contarmos histórias infantis ás nossas crianças lhe contávamos aventuras retiradas de “Os Lusíadas” de Luis de Camões e não andarão muito longe do conceito.

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Com a diferença que em termos de imaginação “Journey to the West” limpa o chão com qualquer canto lusitano por mais imaginativo que possa parecer aos olhos de qualquer portuga patriota, pois o nosso –Adamastor– levaria uma carga de porrada até do personagem mais insignificante que se pode encontrar no épico de fantasia chinês.
Ainda por cima macacos me mordam, se “Journey to the West” não terá qualquer coisa a ver com os épicos indianos no estilo Marabahata, epopeias vedicas e narrativas idênticas saídas dos primórdios do tempo na India. Isto porque a quantidade de elementos de “fantasia” e “ficção-científica” é semelhante em muitas das narrativas e ao contrário do que por exemplo acontece com os Lusiadas em Portugal, “Journey to the West” está cheio de referências a mundos exteriores, civilizações avançadas e todo um manancial de pormenores que não destoariam do próprio Star Wars.

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Essas referências foram muito bem evidenciadas também no ultra histérico “A Chinese Tall Story” (que em português significa algo como “Um conto chinês exagerado”) que contém sequências espaciais e tecnológicas que não destoariam de uma qualquer space-opera moderna apesar de tudo ter sido baseado nas ideias já presentes nos textos clássicos da cultura chinesa há mais de mil anos.
Se “A Chinese Tall Story” em grande parte assenta também bastante em civilizações técnologicamente avançadas, onde não faltam “Vimanas” ao melhor estilo indiano (talvez a justificar a sequência totalmente Bollywood do inicio daquele filme e ligando culturalmente a base das suas histórias tradicionais); em [“The Monkey King”] o destaque vai mais para o lado de pura fantasia ao melhor estilo conto popular chinês onde nem falta um genial dragão oriental e grandes paisagens épicas.

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O que dá num cruzamento bastante feliz entre algo como o velhinho “The Neverending Story/A Historia Interminavel”, o cinema Wuxia oriental e um design digital semelhante ao que se tornou popular pelo ocidente com “Avatar”, (embora este tenha ido inspirar-se em conceitos orientais já existentes para definir a sua identidade gráfica) e portanto isto é como um ciclo onde tudo volta a casa.

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Portanto [“The Monkey King”] é essencialmente um filme de fantasia oriental. Com tudo o que tem de típicamente exagerado dentro deste género de filmes que só os chineses parecem saber como cozinhar com sucesso.
Talvez por isso, por ter uma identidade e um estilo tão marcadamente chinês, o filme seja totalmente trucidado no ocidente, acusado de total falta de coerência, exageros sem nexo, história sem ponta por onde se lhe pegue, etc.
Na verdade concordo com tudo.
Por outro lado, para conseguirmos apreciar devidamente este tipo de cinema há que deixar não só o cérebro à porta como toda a nossa bagagem cultural e referências ocidentais têm que ser momentaneamente colocadas de parte.
E é isto que 99% do público pura e simplesmente não consegue fazer ainda e como tal é totalmente incapaz de apreciar o que há de bom neste género de filmes verdadeiramente únicos pelo que eles são. Um conto popular chinês na melhor tradição daquela parte do mundo.

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O que se passa com o público ocidental é que devido à popularidade do estilo “Dungeons & Dragons” cozinhado pelos americanos a partir do modelo inventado por Tolkien nos anos 30 e 40, este não consegue conceber outra fórmula de fantasia que não seja a habitual – quest- com um grupo de heróis, um feiticeiro, um elfo, um anão, etc.
Dê por onde der, por mais que remisturem os ingredientes, no ocidente toda a fantasia de consumo popular vai sempre beber á mesma fórmula. As pessoas estão totalmente formatadas para olharem apenas para o estilo Tolkien com sendo o único género de fantasia que pode existir; da mesma forma que há alguns anos atrás devido ao sucesso do Star Wars original, muita gente pensava que o género da Space-Opera era a única ficção-científica que devia existir e tudo o que não encaixasse na fórmula popularizada (e não inventada) por George Lucas não era digno de consideração popular.

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Actualmente o desprezo pela fantasia chinesa no ocidente é total, apenas porque ela não assenta nas fórmulas ocidentais. As pessoas querem ver –quests– com elfos e anões e nem conseguem perceber que existe um outro género de fantasia bem mais antigo e que até já foi bem popular gerações atrás através de livros; – o conto de fadas chinês.
Só a expressão –conto de fadas– é suficiente para fazer logo metade dos espectadores –muito machos– argumentarem imediatamente que não vêem filmes para crianças e só querem é X-Men e Transformers porque isso é que Hollywood lhes dá permissão gostarem sem correrem o risco de serem apontados como esquisitos pelos amigos ao lado que fingem ser tão homens quanto eles.
Como tal, o conto popular chinês actualmente no ocidente não só é completamente ignorado e desconhecido como depois quando aparece um produto como [“The Monkey King”] é simplesmente atacado e ridicularizado porque não imita os filmes do Peter Jackson.

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O que é pena, pois finalmente como está plenamente demonstrado em [“The Monkey King”] a técnologia chegou a um ponto onde a reprodução dos universos de fantasia dos contos de fada chineses finalmente é totalmente possível.
Só é pena que o espectador ocidental já não tenha referências que lhe permitam dar valor a produtos como este apenas porque nada do que podem ver no écran se encaixa na ideia pré-definida que Hollywood selou há muito na cabeça das últimas gerações sobre o que deverá ser um filme de fantasia.

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O que não quer dizer que muita da culpa desta situação também não seja dos chineses.
Por exemplo, filmes como [“The Monkey King”] são uma verdadeira oportunidade perdida para a china tentar penetrar no mercado de cinema de fantasia cá pelo ocidente. É são uma oportunidade perdida porque os filmes não fazem qualquer tentativa para – ensinar – as modernas audiências a gostar de novo da magia que se pode encontrar nos contos populares chineses. Ou seja, eu não digo que transformassem este tipo de cinema de fantasia nos Avengers, mas penso que pelo menos poderiam tentar incluir referências suficientes nas histórias de forma a que houvesse algo que o moderno público ocidental pudesse imediatamente identificar para conseguir criar uma empatia com o filme. Tanto a nível de argumento como no próprio estilo das cenas de acção. Essencialmente acalmar um bocadinho o CGI histérico à velocidade da luz…talvez ajudasse a que os espectadores ocidentais conseguissem até ver o filme e tudo…

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Eu compreendo que o estilo de cinema de fantasia em versão conto de fadas chinês tenha as suas regras mas por outro lado é essa pureza que os chineses mantêm neste tipo de filmes que os prendem ainda no ghetto dos épicos de fantasia chineses isolados do mundo que se calhar teria muito a ganhar em redescobrir a incrível imaginação que existe nos contos tradicionais do oriente.
[“The Monkey King”] é bem o exemplo disso.
Na verdade o raio do filme pode-se dizer que é do pior !
São duas horas em velocidade ultra acelerada e em total regime visual histérico que uma pessoa quase que tem um colapso nervoso. Epilépticos mantenham-se afastados.
Tudo aquilo que vocês podem ver no trailer, é o filme.
Mais nada.

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Imaginem que o trailer durava duas horas.
Aí têm o filme.
Ao fim de meia hora vocês já estão com vontade de clicar no botão de fast-forward e só com muita força de vontade é que a maioria de vós não o irá fazer. Ou então porque já estarão a dormir.
O que é um contrasenso total. Como raio é que um filme com tanta acção pode dar tanto sono ?!
Quando o virem vão entender. Se ainda estiverem acordados.
Aliás, se já viram o “A Chinese Tall Story”, percebem perfeitamente o que estou a tentar dizer agora.
[“The Monkey King”] tem tanta porrada, mas tanta porrada, tanto efeito especial digital mas tanto efeito especial digital que peca por excesso. Aliás, na verdade não há mais nada a não ser CGI histérico durante as duas horas deste filme, o que quer dizer que em duas horas de “história” devemos ter 110 minutos de cenas de acção.
Volto a dizer, vejam o trailer. O filme é o trailer durante duas horas sem parar.
Nem mais, nem menos.

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Insuportavel ?
Horrivel ?
Ridiculo ?
Mau como o raio com CGI do pior ?
Claro que sim !
E história tem ?
Claro que não !

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Ou melhor, tem.
Mas sofre do pequeno problema de mais uma vez ser baseada naquilo que na sua forma original é um épico literário gigante e como tal, se “A Chinese Tall Story” cometeu o erro de tentar incluir centenas de sequências diferentes de forma a conseguir reproduzir pelo menos as primeiras partes da história original e falhou redondamente por tentar encaixar á força tudo num curto espaço de tempo, também [“The Monkey King”] se espalha ao comprido mas pelo motivo contrário.
Essencialmente [“The Monkey King”] adapta apenas um bocadinho da odisseia épica. Talvez a parte mais “intimista” da coisa o que retêm a acção praticamente no mesmo sitio o tempo todo.

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Enquanto em “A Chinese Tall Story” o espectador viajava por mundos e cenários sem conta, aqui em [“The Monkey King”] limitado-nos a acompanhar as intermináveis cenas de acção praticamente nos mesmos três ou quatro sítios. Montanhas, céu, floresta dos macacos, reino celestial, inferno e pouco mais. Pode parecer muito, mas acreditem-me, não é suficiente para dar variedade á história. Ou manter-nos acordados a partir do meio do filme.
Uma história que praticamente não existe, pois todo o filme gira á volta do Monkey King, da forma como cresce, como é treinado, como desafia os deuses, como lida com os demónios e pouco mais. O resto é CGI a duzentos á hora durante os restantes 110 minutos ou algo assim.
Verdade seja dita que o CGI evoluiu bastante no cinema chinês.
[“The Monkey King”] já não se parece com um enorme jogo da Playstation ONE…
Agora parece-se com um enorme jogo da Playstation 4 !
Volto a repetir; nada do que eu possa descrever aqui lhes poderá dar ideia do quanto este filme se torna verdadeiramente insuportável, sendo um verdadeiro teste à nossa paciência enquanto espectadores.

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Isto pode querer parecer que eu estou a concordar com tudo o que os ocidentais dizem quando atacam o filme pela net, mas não é bem assim. Isto porque por outro lado [“The Monkey King”] tem coisas absolutamente fascinantes.
Para começar anda sempre na corda bamba entre o – vou mas é desligar esta porcaria – e o – pá, eu tenho mesmo que ver o que vai acontecer a seguir !
É que visualmente se alguma vez houve um conto de fadas plenamente bem ilustrado esse conto de fadas é esta versão de [“The Monkey King”].

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O filme conta com imagens absolutamente incríveis e verdadeiras obras primas da ilustração digital para cinema.
Se a ideia foi a de criar um livro ilustrado cinematográfico, [“The Monkey King”] acerta em cheio pois independentemente de algum CGI ser do pior, a verdade é que em termos de design de produção será provavelmente o filme de tantasia oriental mais bem desenhado que alguma vez vi. E já vi muitos.
E também não perde nada em comparação com que se se faz em fantasia no ocidente. Apenas lembrem-se, isto é um conto de fadas chinês e tem uma estética própria totalmente tradicional. Isto é suposto ter este visual !

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As cores neste filme são absolutamente incríveis. O design dos cenários, o guarda roupa e até alguns efeitos de maquilhagem fazem com que mais do que um filme [“The Monkey King”] seja um dos melhores livros ilustrados que alguma vez vi no écran.
Tivesse este filme uma história a condizer e poderia ter sido o melhor filme de fantasia dos últimos anos competindo na boa com o melhor da fantasia ocidental como o Lord of the Rings/Hobbit, independentemente das diferenças de estilo.
Infelizmente a história disto é não só, muito pouca como é totalmente desinteressante e se calhar mais uma vez a culpa está na sua pureza pois é apenas um bocadinho muito pequenino de um imenso conto popular chinês e como tal deixará o público ocidental de olhos em bico sem dúvida nenhuma.
O filme pressupõe demasiado que o espectador já conhece o poema épico “Journey to the West” e confia que este preencha na sua imaginação tudo aquilo que não é mostrado ou referido. Ora isto pode funcionar muito bem na China pois toda a gente conhece o conto de trás para frente, mas [“The Monkey King”] apresentado ao público ocidental nunca se aguentaria de todo pois as pessoas não irão conseguir apreciar o que tem de bom por detrás de todo o estilo histérico que nos deixa sem conseguir respirar a todo o momento e muito menos mostra qualquer indício de que [“The Monkey King”] faz na realidade parte de um épico tão grande que precisaríamos pelo menos de mais uns 20 filmes como este para o abranger de uma ponta a outra.
A Chinese Tall Story” tentou fazê-lo em duas horas. [“The Monkey King”] nem tentou.

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Ao contrário do que também vem sendo habitual agora no cinema de fantasia, [“The Monkey King”] mantêm-se também essencialmente como um conto de fadas infantil.
Nunca se nota um esforço para fazer com que esta história possa apelar também aos mais crescidos e por isso muito do que falha aqui, falha porque além do excesso de porrada e efeitos, também não há muita coisa interessante para ver a nível de desenvolvimento de personagens e nunca agarra o público adulto como deveria.
O filme é claramente um filme para crianças, mas se calhar mais uma vez esta é a minha percepção enquanto ocidental, pois aposto que muito adulto na china ao ver isto ficou absolutamente maravilhado com o resultado, simplesmente porque cresceu com esta história e de certeza que acompanhou as suas várias versões cinematográficas e televisivas ao longo dos anos. Das quais esta é definitivamente a melhor.
Não há como fugir. Goste-se ou não, a verdade é que técnicamente o filme é um espectáculo e em IMAX 3D deve ter sido do outro mundo mesmo.

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Quem gosta de coisas como o Dragon Ball ou o Naruto, provavelmente vai amar este filme para o resto da vida, pois [“The Monkey King”] tem os melhores combates áereos em estilo anime que alguma vez vi num filme de “imagem real”…embora isto de imagem real seja discutível neste caso…
No entanto, as batalhas são totalmente imaginativas, absolutamente impressionantes e as sequências de porrada finais são verdadeiramente épicas e entusiasmantes, mesmo apesar do vazio dos personagens.
O problema não está nas cenas de acção, mas sim no facto de o filme nunca dar descanso e portanto tudo o que deveria ser do outro mundo, passa muito rápidamente a cansar se não fizermos um intervalo para ir beber um café a meio do filme só para recuperar o cérebro e trazer os olhos de volta.

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E os ouvidos.
[“The Monkey King”] fez-me lembrar porque razão eu detesto macacos. É uma sorte o meu televisor ainda estar intacto pois este filme tem sem sombra de dúvida o protagonista mais irritante que alguma vez vi num filme de fantasia. Sim, ainda pior, muito pior que o Jar-Jar-Binks nos asquerosos Star Wars modernos. Se acharam Jar-Jar-Binks insuportável nada os irá prepararar para os guinchos e tiques macacoides infantis do Monkey King !
De jogar o televisor ao rio.
Ah e a suposta –love story– com a “raposa” também não ajuda…eu adoro filmes fofinhos mas com macacos destes sinceramente não há pachorra. Mal empregada raposa…

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Portanto afinal o que dizer disto ?
Pá, adorei.
Eu sei.
Eu sei que isto tem tudo para ser do pior. E é.
Eu sei que não se consegue aguentar muito tempo sem entrar em stress total.
E sim, o CGI nota-se que é CGI !!
Este filme ou levava uma das piores classificações de sempre aqui ou levava a nota máxima se calhar pelos mesmos motivos. Por isso se calhar é melhor ficarmos pelo meio.

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É que eu nos momentos em que estava acordado adorei tudo o que está visualmente representado neste filme e tenho que admitir que [“The Monkey King”] não me sai da cabeça desde que o vi portanto se calhar devo ter gostado mais do que estou preparado para admitir.
Se calhar foi porque fechou em grande. Adorei o último minuto do filme !
Sim, o último minuto. E porquê ?
Porque [“The Monkey King”] termina exactamente da mesma forma que “A Chinese Tall Story”.
Até parecem imagens do mesmo filme. O que faz com que [“The Monkey King”] seja uma espécie de prequela ou pelo menos mostre o que aconteceu em simultâneo com o outro filme sobre  “Journey to the West” unificando este universo de fantasia que ainda será inspiração para muito cinema, desta vez em mais dois filmes totalmente separados e sem qualquer relação entre si mas que ligam as duas histórias numa só de forma que quase parece combinada. Recomendo portanto que antes de verem [“The Monkey King”] vejam sem sombra de dúvida “A Chinese Tall Story”.

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CLASSIFICAÇÃO:

Possivelmente o pior filme de fantasia oriental que já vi, (se não contarmos com o “Zu Warriors” ou  “Shinobi“) o que o torna automáticamente eventualmente também no melhor que vocês poderão ver. Confusos ? Eu não. Ou talvez sim…
Se já viram o antigo “A Chinese Tall Story” e gostaram, então este é de visão obrigatória pois não só é mais do mesmo como técnicamente é bastante superior embora não menos plástico ou artificial.
Como podem constatar no IMDB, ou se ama ou se odeia.

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Trés tigelas de noodles que certamente irão aumentar de futuro pois eu ainda não sei se adorei isto ou detestei porque o raio do filme não me sai da cabeça e apetece-me revê-lo…acho… É um bom filme, ou se calhar até não. Estão por vossa conta.

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A favor: é o filme de fantasia mais colorido que alguma vez vi, parece um livro ilustrado em movimento e nesse aspecto é uma obra prima visual, o design de produção é excelente e até o guarda roupa tem identidade, a caracterização do monkey king é tão boa que quem fala mal dos efeitos deste filme nem se lembra que á frente do actor está um personagem que só existe porque se calhar os efeitos não são tão maus quanto aparentam, alguns momentos de luta são verdadeiramente empolgantes e por vezes o filme torna-se divertidissimo para quem gosta de ver combates estilo Dragon Ball em live action, o final da história está perfeito pois faz a ligação com muito do que já foi mostrado sobre o épico “Journey to the West” em filmes produzidos anteriormente sem qualquer relação com este agora.

Contra: o excesso visual em tudo pode ser demais para muita gente, não dá descanso ao espectador com tanta luta e tanto CGI em modo histérico a todo o minuto, os personagens são um vazio absoluto ou então são irritantes como o raio, o estilo demasiado infantil pode afastar o público adulto num segundo mal percebe que o desenvolvimento de personagens é nulo, adapta apenas um segmento pequenino de uma história épica gigantesca, as lutas acabam por se tornar repetitivas, não há grande variedade de cenários, duas horas disto testa a paciência de um chinês !

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
https://www.youtube.com/watch?v=zCj-XP5cjOY

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Themonkeyking05 Themonkeyking04

Comprar
Ainda não está à venda por estas bandas ocidentais.

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt1717715

Minha review do “A Chinese Tall Story” que os irá ajudar a situar Monkey King no tempo desta fantasia.
https://cinemasiatico.wordpress.com/2008/04/08/ching-din-dai-sing-a-chinese-tall-story-jeffrey-lau-2005/

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Filmes semelhantes que lhes poderão interessar:

A Chinese Tall Story Shinobi The Promise capinha_zu_warriors_from_the_magic_mountain_01

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Cinema_oriental_no_facebook

The DropBox – a caixa dos bébés da Coreia do Sul


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É Sul Coreano, (ainda) não é um filme, mas aposto que não temos de esperar muito para que venha a ser. Especialmente por aqueles lados…isto é material do melhor para um futuro drama Sul Coreano e quem sabe até uma base para uma love story como só eles sabem fazer.
Entretanto, é um caso fascinante que nos recorda que se calhar ainda há por aí muita gente de valor neste planeta que está no local certo na altura certa.

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http://www.faithit.com/baby-box-rescue-seoul-south-korea-brave-pastor-disabilities/