Sondagem – Quantos filmes deste blog já viram ?


A título de curiosidade, a partir de agora esta sondagem estará presente no fundo da página com a lista de filmes mas de qualquer forma agradecia que participassem para eu ter uma ideia do quanto vocês começaram a explorar o cinema que recomendo.

Mo gong ( Battle of Wits – aka – Battle of the Warriors) Chi Leung ‘Jacob’ Cheung (2006) China


No outro dia ao desiludir-me bastante com “Red Cliff“, lembrei-me que este era bastante semelhante a outro titulo mais antigo que eu tinha comprado há anos mas de que ainda não tinha falado aqui, pois por qualquer motivo é um daqueles dvds que nunca mais tinha revisto e como tal, decidi tirar o pó do disco a [“Battle of Wits“] porque esta é mesmo a altura certa para falar deste filme no blog até por uma questão de comparação entre títulos semelhantes.

Tanto “Red Cliff” como [“Battle of Wits“] são filmes de guerra semelhantes, porque essencialmente assentam mais sobre as estratégias de guerra, tácticas de movimentação de exércitos, planos de combate e intrigas políticas ou palacianas do que própriamente sobre herois e heroínas que vivem aventuras em mundos Wuxia ou de ambiente medieval e como tal são filmes com uma estrutura muito parecida.

Em ambos os casos, temos dois exércitos em confronto que se analisam um ao outro e onde a maior parte das cenas se passam naquela guerra de muralhas e paliçadas onde as estratégias de invasão se sobrepõem á sequências de acção pura e simples.
Também a nível de personagens os filmes se tocam pois tanto “Red Cliff” como [“Battle of Wits“] contam com os inevitáveis generais caracterizados da forma habitual, com os guerreiros heroicos em estilo solitário, grandes estrategas militares, imperadores decadentes ou corruptos e claro, com a miúda gira da história que neste caso também é muito boa a andar á bulha pelo meio das cenas de batalha, pois é uma oficial de cavalaria.

Achei portanto, que tanto “Red Cliff” como [“Battle of Wits“] poderiam ter sido o mesmo filme. Se se trocassem os cenários e o guarda roupa, provavelmente o resultado teria sido o mesmo nos dois filme e ambos manteriam a sua identidade apenas por causa de um grande pormenor que os distingue.
[“Battle of Wits“] ostenta muito menos opulência visual que “Red Cliff” e como tal não tem aquele sabor a grande épico cinematográfico que exala por todos os frames desse filme e que tornou a obra de John Woo imediatamente muito menos interessante na minha opinião; apenas porque por detrás de tanto estilo visual espantoso tudo aquilo sempre me pareceu demasiado plástico e como espectador nunca consegui entrar naquele mundo pois tudo me pareceu fabricado para cinema e muito pouco real.

Algo que não me aconteceu de todo agora em [“Battle of Wits“].
Ainda o filme não tinha começado á dez minutos e já eu me tinha esquecido que estava a ver um épico cinematográfico. Isto porque pura e simplesmente, nada em [“Battle of Wits“] nos lembra que são cenários contruidos para um filme e nada no estilo visual chama constantemente a atenção para o que aparece no ecrã.
Acompanhar [“Battle of Wits“] é como espreitar por uma máquina do tempo e contemplar o passado; ter acompanhado “Red Cliff” para mim foi como estar a desfolhar um livro sobre design e construção de cenários para cinema. Por muito que eu tenha adorado o fantástico estilo visual do filme de John Woo prefiro mil vezes a contenção estética de [“Battle of Wits“] e o estilo completamente natural dos ambientes e arquitecturas pois transportam o espectador para o passado. Não o deixam do outro lado da televisão a contemplar ambientes gráficos quando estes deveriam servir os personagens e não gritar – superprodução cinematográfica – a todo o instante.

Portanto, em comparação, nota alta para [“Battle of Wits“] logo por este início. Tudo nesta história parece visualmente real e quem gostou da estética realística e crua de Musa the Warrior tem aqui um filme muito semelhante gráficamente falando que  irá certamente agradar a quem procura este tipo de atmosfera visual.
Infelizmente a nível de argumento, também [“Battle of Wits“] é um daqueles filmes que me custa bastante a absorver, mas isto é uma questão de gosto pessoal pois como já referi em posts anteriores, o género de intriga politica e palaciana é algo que me aborrece de morte. Portanto para mim foi muito dificil arrastar-me pelos primeiros vinte minutos deste filme.

No entanto a sua atmosfera cativou-me e cedo também os personagens se começaram a delinear bem mais interessantes do que em por exemplo, mais uma vez “”Red Cliff“.
Não quero parecer estar aqui a ser muito duro com o filme de John Woo até porque gostei do que vi, mas é impossível não compará-lo com [“Battle of Wits“] pois são bastante semelhantes temáticamente e estruturalmente e como tal em termos de gosto puramente pessoal eu penso que esta produção bem menos extravagante é muito mais interessante.

Muita gente em reviews na net critica um pouco os personagens deste filme por causa de serem um bocado estereotipados e parecerem apenas ter sido criados para fazer brilhar as estrelas Pop chinesas que pelo visto entram nisto. Eu como não conheço nenhum destes gajos que entram nos papeis secundários, por mim estão todos muito bem e nem me pareceu sequer que o personagem do soldado arqueiro tenha sido criado para imitar o “Elfo Legolas” do “Lord of the Rings” embora perceba a razão de muita gente referir essa sensação pois o seu papel e dinâmica em [“Battle of Wits“] pode ser semelhante.
Como no entanto, a mim nem me pareceu que isto estrague própriamente o filme por mim que se lixe e passa á frente.

Coisas boas. [“Battle of Wits“] tem muito ambiente e conta com além de Andy Lau sempre seguro, também com o carismático actor sul-coreano que vocês vão reconhecer de “Musa the Warrior” onde personificava o velho e sábio guerreiro veterano e que neste caso faz de general invasor.
Se bem que este filme também seja cativante pelo facto de não ter herois e vilões mas sim, tal como em “Musa the Warrior“, apenas guerreiros em facções politicas opostas e sobre este detalhe [“Battle of Wits“] conta com uma simples e fascinante cena em frente da fortaleza cercada, onde os dois oponentes se encontram cara a cara e que define todo o tom da história; onde a haver vilões, estes serão claro está, os políticos que tudo manobram nos bastidores e que causarão mais mortos e tragédia do que quem faz a guerra por eles, o que não deixa de ser uma mensagem subliminar sempre interessante neste tipo de histórias.

E por falar em cenas de guerra, não só todas as batalhas têm um tom de guerra fascinante como ao vê-las nem me lembrei que estava a ver cenas coreografadas para um filme. Bem ao contrário do que me aconteceu em “Red Cliff” onde além de as cenas de invasão da parte final terem sabido a pouco e nem sequer terem sido particularmente impressionantes a nível criativo tudo me pareceu apenas guerra cinematográfica a todo o instante; coisa que nunca me aconteceu notar agora em [“Battle of Wits“].

Não só todas as cenas de invasão são muito variadas, como a nível de argumento as ideias para estratégias e planos de guerra são todas muito criativos e até bem surpreendentes em alguns momentos. E o melhor é que tudo isto é conseguido sem dar a impressão que estamos apenas a ver um filme, o que quanto a mim é o melhor trunfo que um épico histórico pode ter. Conseguir transportar o espectador para o passado e [“Battle of Wits“] consegue-o bastante bem na minha opinião.

A nível de história, não será propriamente algo tão interessante assim, e neste campo talvez até “Red Cliff” tenha tentado ser melhor e ir mais longe, mas [“Battle of Wits“] é essencialmente um filme sobre estratégias militares e sobre um combate de teimosias entre dois comandantes em ambos os lados da paliçada. A tal “battle of wits” que não tem uma verdadeira correspondente tradução directa na nossa lingua, mas que também se poderia traduzir por algo como “guerra de determinação” ou algo semelhante, pois é esse o coração do filme na sua essência.
[“Battle of Wits“] é um filme sobre dois homens, sobre os poderes que estão á sua volta e sobre o facto de só um deles poder sair vencedor de uma guerra que na verdade não tem qualquer sentido a não ser o de cimentar a sua honra e reputação ao melhor estilo filme de guerra medieval chinés.

Tudo gira á volta da invasão e defesa de uma cidade e tudo tem a ver com guerra, estratégia e politica, mas [“Battle of Wits“] tem ainda tempo para dedicar algumas sequências á inevitável história de amor. Neste caso, talvez mais para abrir o filme ao público feminino do que propriamente para criar algo memorável dentro do género romântico em filmes de guerra.
Por exemplo não encontrarão aqui a assumidamente romântica história de amor de “An Empress and the Warriors“, mas mesmo assim quem procura um toque de romantismo ao melhor estilo cinema oriental, penso que também irá ficar satisfeito com o que [“Battle of Wits“] tem para contar neste aspecto.
Tudo muito breve, mas resulta bem e humaniza o personagem de Andy Lau que até então mais parecia uma espécie de Obi-Wan-Kenobi da estratégia militar pois faz parte de uma ordem de guerreiros quase mística e do qual nunca se sabe muito ao longo de todo o filme.

As cenas românticas, são sempre muito secundárias e complementam bem toda a conversa estratégica, política e militarista do resto do argumento e ainda bem que os criadores deste filme as incluiram, porque conseguem criar uma carga de grande suspanse adicional no segmento final da história que agarra o espectador ao ecrã mesmo sem notarmos que não conseguimos desviar o olhar desses momentos. O desenlace romântico não foge muito ao habitual mas acaba também por transmitir um tom poético ao final de [“Battle of Wits“] o que é sempre bem-vindo.

Consta que isto é a adaptação de um Manga muito popular no Japão, mas como eu não o conheço nem nunca o li, não posso tirar grandes considerações sobre o mesmo. Por outro lado também acho que nem interessariam muito, pois mesmo que isto nem sequer seja uma grande adaptação da banda-desenhada, quanto a mim é um dos filmes mais interessantes de guerra em estilo super-produção que saiu da China recentemente e nesse aspecto bem mais carismático que “Red Cliff” sem precisar de tanta opulência gráfica para ser notado e apreciado.

Quem procura um épico de guerra chinés, penso que irá gostar bastante.
Na minha opinião, [“Battle of Wits“] talvez tenha duração a mais e não lhe fazia mal ficar sem uns quinze minutos talvez, isto porque se repete um pouco quando não há muito mais para dizer sobre honra, dedicação e patriotismo sem começar a tornar-se mais do mesmo. No entanto, como a história romântica intercala bem tudo o resto a coisa equilibra-se e não será por aqui que o filme perderá grandes pontos. Apenas poderia ter tido uma montagem mais dinâmica talvez.

Penso que irá agradar a quem procurar cenas de guerra medieval com grandes exércitos. As batalhas são muito variadas e divertidas, mesmo quando não são espectaculares. Neste campo é onde se nota o melhor do trabalho do realizador, pois penso que ele é fantástico a gerir toda a movimentação de figurantes e a transformar o pouco em muito.
Consegue algumas cenas bem espectaculares e acima de tudo divertidas pois são bem entusiasmantes ao longo de todas as cenas de guerra e quando um filme é essencialmente composto por cenas de batalha e pouco mais é notável como se consegue manter sempre equilibrado sem se tornar monótono.

Por outro lado, [“Battle of Wits“] não é um daqueles filmes de guerra com milhares de figurantes a lutar em cenas de exércitos gigantes no meio de planícies ou algo assim. É um filme de guerra de cerco e que se calhar já merece ser classificado como um sub-género dentro do cinema deste estilo.
Em vez de cenas épicas com milhares de figurantes temos cenas muito dinâmicas com algumas centenas de gajos a matarem e morrerem de todas as formas e mesmo assim, uma cena de cinco minutos de guerra deste filme tem mais entusiasmo do que quase duas horas de  “Mulan” o que já não é mau de todo.

Por falar em mau, [“Battle of Wits“] só tem uma coisa péssima.
Os maus efeitos digitais quase que arruinam algumas das cenas de batalha. Sejam a mostrar exércitos com soldadinhos feitos em CGI a marchar algo amadoramente em termos técnicos no que toca a animação, seja em muito fogo digital ou ainda em sequências inteiras com homens e cavalos tudo muito mal integrado na acção, por momentos ás vezes parece que [“Battle of Wits“] poderá tornar-se mesmo bastante foleiro e piroso quando tenta ser espectacular.
O que vale é que se calhar muita gente nem vai notar, pois felizmente são poucos e breves. Além disso a variedade do que acontece nas batalhas também contribui para distrair bastante o espectador e como tal penso que não se deve penalizar muito este filme por isto também.

Também poderia ter tido mais sangue. Num filme de guerra com tanta acção corpo a corpo e sequências em estilo cru com alguma violência tem muito pouca gente cortada aos bocados e practicamente nenhum sangue a espirrar; o que não deixa de ser estranho pois retira-lhe logo algum do dramatismo que poderia ter tido nas cenas de guerra. Se ás vezes sentirem que falta qualquer coisa no meio de tantas cenas de acção, já sabem. Falta sangue, pois surpreendentemente [“Battle of Wits“] é uma produção bastante politicamente correcta quando comparada com outras coisas semelhantes como “The Warlords” ou “Musa the Warrior“.

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CLASSIFICAÇÃO:

Não será propriamente o meu filme de guerra medieval chinês favorito, mas é uma boa alternativa a quem procura um bom épico neste estilo e gostou da atmosfera visual de por exemplo, “Musa the Warrior“.
Tem atractivos suficientes para divertir e é bem mais variado e épico que “Mulan” por exemplo sem sequer se esforçar por sê-lo. E aposto que irá agradar muito a quem procura um bom filme de guerra onde a estratégia de batalha é o centro da história e terá ficado tão desiludido com “Red Cliff” quanto eu fiquei.
Sendo assim, quatro tigelas e meia de noodles porque é mesmo muito bom e só não leva mais porque achei que tem duração a mais e arrasta-se algo pelo meio.

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A favor: excelente ambiente cénico pois nem nos lembramos que são cenários construídos para um filme, boas e muito variadas cenas de batalha com estratégias de combate divertidas e imaginativas além de muitas vezes serem empolgantes, excelente realização particularmente na gestão das cenas de acção e na forma como as narrativas se cruzam, os personagens não são originais mas são na sua grande parte muito carismáticos, dois excelentes actores como antagonistas, é um filme de guerra com alma e muito para dizer mesmo subliminarmente, boa e simpática história de amor que ainda consegue arrancar um excelente momento de suspanse na parte final.
Contra: tem duração a mais e talvez se repita em alguns pontos já antes abordados, arrasta-se um bocado a meio da sua duração, os efeitos digitais são muito fraquinhos mesmo em alguns momentos, os personagens poderiam ter sido mais originais embora eu compreenda que isto não seja nada fácil de fazer, falta-lhe sangue pois tem carnificina aos montes mas é demasiado politicamente correcto no uso de cenas gore e nem tem sequer uma decapitaçãozinha nem nada, é um bom filme mas não lhes ficará na memória pois falta-lhe qualquer coisa para ser realmente fantástico.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=WdX_cNu9dCw

Comprar DVD ou  BluRay na Amazon Uk bem baratinhos

Download aqui com legendas em PT/Br

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0485863

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Hua Mulan (Mulan) Jingle Ma/Wei Dong (2009) China


Antes de mais se esperam encontrar o dragão vermelho da Mulan nesta versão é melhor voltarem para o desenho animado da Disney, porque isto aqui só tem cavalos e mesmo assim [“Mulan“] não parece ter tido verba para comprar muitos.
Vi este filme apenas há alguns dias e já nem me lembro grande coisa dele, por isso vamos lá ver se não me esqueço de mencionar algum detalhe importante neste texto.

Se virem o trailer, podem ficar com a ideia de que isto é uma das habituais super-produções chinesas, mas desenganem-se, pois se isto é um épico histórico,  [“Mulan“] será o épico histórico mais mediano que alguma vez vi.
Nota-se um esforço constante para parecer mais grandioso do que na realidade é e talvez seja esse o seu grande problema. Ou seja, [“Mulan“] preocupa-se mais em tentar parecer algo que se nota á distância que não é do que em contornar as suas limitações.

No entanto começa muito bem. Ainda o filme não começou há dez minutos e já estamos a adorar os personagens, o que não deixa de ser notável, especialmente quando outros filmes realmente épicos como “Red Cliff” gastam 300 minutos e os personagens não criam a mesma empatia com o público.
A actriz principal que dá corpo e alma á heroína histórica, está perfeita e nunca será por causa dela que [“Mulan“] filme, perde qualquer ponto pois ela é uma Mulan excelente.
O resto do elenco também é bastante cativante. No que toca aos herois da história, os personagens são simples mas com personalidades divertidas e interessantes que nos mantêm interessados nos seus destinos ao longo da narrativa e portanto também não é por aqui que o filme pode ser penalizado.

O vilão no entanto, é um bocado ridiculo e estereotipado e esta caracterização subitamente retira [“Mulan“] da carga dramática que pretende ter pois quando os vilões estão em cena, tudo mais parece saído de uma banda desenhada do que própriamente do épico histórico dramático que eu pensava que este filme queria ser e isto não tem grande lógica.
[“Mulan“] é também estranho enquanto épico de guerra pois tem uma atmosfera de filme para adolescentes demasiado carregada, o que me muito me surpreendeu.
Em muitas alturas fez-me lembrar o “Starship Troopers” mas sem aliens, pois tudo gira á volta dos soldados adolescentes, das suas aventuras na guerra e dos seus amores e desamores.

Tudo em [“Mulan“] sabe a pouco. Os personagens são interessantes e carísmaticos mas depois a história não é particularmente interessante, nunca se definindo entre o épico de guerra que não consegue ser pois não tem escala suficiente ou a história de amor oriental que não funciona particularmente bem porque depois tem um filme de guerra pelo meio e as duas coisas nunca se ligam muito bem.

E por falar em escala, as batalhas em [“Mulan“] podem parecer muito épicas no trailer, mas sabem a pouco e são incrivelmente repetitivas e redundantes. Tudo é filmado em pequenos takes onde se tentar dar a impressão de que existem muitos figurantes e onde se predominam as sequências de luta á espada corpo a corpo no meio de muito pó para que o realizador não tenha que mostrar que tem menos figurantes nas batalhas do que quer fazer crer.

Como tal sente-se sempre que falta alguma coisa naquilo que deveria ser a parte espectacular do filme e no entanto apesar de não se poder propriamente dizer que falha, não deixa de ser estranhamente mediana e até desinteressante em muita alturas, o que não é algo particularmente bom para se dizer sobre um filme que supostamente deveria contar uma épica história de guerra.

Na verdade não há muito mais para dizer sobre [“Mulan“].
Boa fotografia, um par de imagens bonitas, uma história sem grande chama e sequências de acção medianas e desinspiradas.

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CLASSIFICAÇÃO:

Não tem nada de particularmente mau, mas se vocês já viram muitos épicos históricos não vão ficar nada impressionados com este pois é por demais mediano em tudo.
Trés tigelas de noodles pois é um bom filme, mas vão esquece-lo rapidamente e dúvido que lhes apeteça rever isto tão cedo quando há tanta coisa espectacular no mercado.

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A favor: excelente trabalho da actriz principal como Mulan, os personagens cativam o espectador ainda o filme mal começou, o design das armaduras é muito cool, tem algumas cenas de acção engraçadas.
Contra: o vilão parece saido de uma banda desenhada banal, a história de amor não cativa particularmente e é suposto ser o coração emocional do filme, as cenas de batalha são muito pouco épicas e repetitivas, não há grande variedade de ambientes cénicos e tudo parece não sair do mesmo lugar, parece um filme para adolescentes com armaduras e pouco mais tem que agarre quem procure um épico histórico mais adulto.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=gTAETFTIo_I

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http://www.amazon.co.uk/Mulan-DVD-Wei-Zhao/dp/B003ATD7OY/ref=sr_1_3?ie=UTF8&qid=1306765339&sr=8-3
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Download aqui com legendas em PT/Br

OST em mp3

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt1308138/

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The Promise

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Chi bi/Chi bi xia: Jue zhan tian xia (Red Cliff / Red Cliff 2 – Versão Integral Original com 300 minutos) John Woo (2008/2009) China


Comecei a ver [“Red Cliff“] no início de Janeiro e curiosamente embora tenha gostado do primeiro dvd, quando o primeiro  filme acabou não fiquei com vontade nenhuma de continuar a acompanhar esta saga apesar de ter deixado a história a meio e como tal só me decidi a ver o segundo disco ontem quase seis meses depois porque achei que estava na altura de falar sobre este título tão popular por aqui.
Se este blog não existisse é bem provável que não visse o resto do filme tão cedo o que não deixa de ser estranho até para mim que não costumo deixar coisas destas a meio.

Portanto, como já imaginam [“Red Cliff“] não me impressionou por aí além.
No entanto percebo porque tem tanto hype á sua volta, pois além de ser o regresso de John Woo á China visualmente é na verdade extraordináriamente apelativo e na minha opinião é precisamente o aspecto visual que cria aquela ilusão de que esta saga será a tal obra prima que muitos gostariam que fosse mas que não é de forma alguma.

Talvez John Woo tenha apanhado alguns maus hábitos por ter passado 16 anos a fazer filmes nos Estados Unidos pois [“Red Cliff“] é um claro exemplo de uma super-produção onde o estilo se sobrepõe e muito á substância. Neste caso, se calhar em vez do estilo poderemos até dizer que a opulência se sobrepõe á substância, pois garanto-vos que vão ficar impressionados com a escala visual deste épico sobre estratégia de guerra.

Por outro lado, épicos históricos saídos da China é coisa que não falta no mercado e cenas de batalha com milhares de figurantes já todos nós vimos muitas também e como tal nem nisso [“Red Cliff“]  difere muito do que é costume, nem na verdade acrescenta o que quer que seja de novo. Pelo contrário até.
No entanto, [“Red Cliff“]  é fantástico a criar a ilusão de que tudo é espantosamente  épico e apesar de se notar que falta ali qualquer coisa a todo o instante, o espectador consegue acompanhar com interesse toda a história precisamente porque visual não lhe falta.

Ficamos  essencialmente hipnotizados pelo estilo gráfico deste filme que é absolutamente fantástico embora em muitas alturas pareça bastante plástico o que contradiz um pouco aquela ideia de reconstituição histórica que pretende ser pois os seus ambientes são tão gráficos e artificiais que perdem muito da naturalidade que costumamos encontrar nos ambientes da maior parte dos épicos históricos orientais.
[“Red Cliff“]  é uma saga militar grandiosa mas sente-se constantemente o lado cinematográfico presente, naquele sentido em que apesar da opulência não se livra daquele sabor a cenário para cinema.

Ao contrário do que costuma acontecer-me com estes filmes, [“Red Cliff“]  não me transportou minimamente para dentro do seu universo e nunca por um momento me fez esquecer que estava a ver um filme, pois enquanto espectador sempre me senti totalmente distanciado do que estava a acontecer no ecran e isso para mim é o pior que me pode acontecer quando estou a ver uma história deste estilo.
Por mais que uma vez, dei por mim a olhar para o relógio do leitor para ver se ainda faltava muito para aquilo acabar e não foi por desejar que [“Red Cliff“]  durasse mais uns minutos. Isto aconteceu-me tanto na primeira parte como na segunda.

Como alguém também já referiu algures numa review,  [“Red Cliff“] não consegue criar qualquer empatia entre os espectadores e os personagens, pois pouco nos importamos com o seu destino, salvo uma ou duas excepções.
São muitos e variados mas na verdade podem morrer todos que pouco importa e por isso há aqui qualquer coisa que falha. Nota-se uma excessiva tentativa de caracterização nuns (o que alonga o filme em cenas inconsequentes que muitas vezes parecem desnecessárias), enquanto outros que até são importantes para a carga dramática da história pouco tempo têm de ecran e são apenas usados como peões nas extraordinárias coreografias de movimentação de exército para que o espectador possa saber quem é quem.

Nota-se uma tentativa de humanizar alguns deles através do recurso ao drama romântico pelo meio da história, mas as histórias de amor também não têm qualquer interesse ou atmosfera. Uma perde-se totalmente pelo meio de tanta estratégia militar e outra perde demasiado tempo a ser totalmente previsivel sem conseguir construir uma base emocional que a fizesse resultar no inevitavel desfecho e como tal pouco nos importa quando este acontece.

[“Red Cliff“]  também não se define bem enquanto género. Não é de forma nenhuma um filme de aventuras ou de acção medieval apesar das suas inúmeras sequências porque essas cenas apenas complementam as intrigas palacianas do costume e as sequências de estratégia militar. Por isso não esperem encontrar em [“Red Cliff“]  um blockbuster com um ritmo definido ou um espírito de aventura e preparem-se para intermináveis minutos onde se conta essencialmente uma história sobre estratégia política e militar que á força de não ter própriamente personagens cativantes se torna algo aborrecida e até demasiado técnica em certos aspectos.
Por outro lado quem gostar muito de estratégia militar, tem aqui em [“Red Cliff“]  provavelmente o melhor filme de todos os tempos, pois toda a sua acção gira á volta de tácticas de movimentação de exércitos, intrigas políticas, alianças e traições.

O que me leva a outra coisa que me desapontou e muito. Esperava muito mais de [“Red Cliff“]  nas cenas de acção tendo em conta que isto é um filme de John Woo. Não que estas não sejam espectaculares, mas não vão encontrar nada que já não tenham visto noutros filmes antes e como tal não vão encontrar aqui cenas de acção que os deixem completamente fascinados pela inovação.
Todas as batalhas são fantásticas, mas falta-lhes alguma identidade pois a sua espectacularidade vem mais do estilo gráfico do filme e da quantidade estúpida de figurantes no ecran do que própriamente nos cativam por nos preocuparmos com o rumo da história ou com os personagens que estão envolvidos nas lutas.

Até porque grande parte das vezes as batalhas são travadas pelos figurantes enquanto os personagens principais ficam sentados a controlar as estratégias á distância num épico jogo de xadrez humano. Isto salvo excepções claro mas não consegui evitar sentir um total distanciamento das cenas de acção de [“Red Cliff“], o que muito me surpreendeu , pois estava preparado para me divertir totalmente com as batalhas épicas destes filmes e tal não aconteceu de forma alguma ao nível que eu esperava e que já encontrei antes em filmes como “The Warlords” por exemplo, onde a escala e a produção poderá ser menor mas a eficácia cinematográfica é bem superior porque conseguiu criar uma ilusão de realísmo que John Woo não conseguiu reproduzir de todo.

Notei uma gritante falta de sangue nestas batalhas. Em muitos momentos parecia que estava a ver um filme americano. Batalhas gigantes, montes de gente á espadeirada mas muito poucos salpicos e cabeças cortadas.
Isto depois de já ter visto tanta batalha extraordináriamente realística ultimamente em épicos de menor escala faz com que [“Red Cliff“]  ainda pareça ser uma produção mais plástica e desinteressante do que merecia ter sido.
Não quero dizer com isto no entanto, que as cenas de acção sejam chatas, não são; apenas a fama do filme faz com entremos nele á espera de uma coisa e depois não surpreende de todo e salvo raras excepções nem notamos que isto será um filme de John Woo pois falta-lhe alguma identidade.

Com tudo isto, pode parecer que detestei este filme e na verdade isso não é assim. [“Red Cliff“]  tem alguns momentos fantásticos. Por exemplo, todas as ideias para estratégias de batalha são absolutamente geniais e quanto a mim , o plano para os herois conseguirem arranjar flechas extra para os exércitos é dos momentos mais divertidos e brilhantes da história que marca definitivamente o que há de melhor nesta saga.
O primeiro filme também tem uma cena de batalha fabulosa com outra táctica de movimentação de exércitos incrível e que os irá surpreender. Curiosamente será talvez a melhor batalha do filme todo e surpreendeu-me não terem guardado este momento para o final da história pois todas essas cenas de guerra no primeiro [“Red Cliff“]  são bem mais entusiasmantes que o plástico ataque final que supostamente deveria ser o climax do filme e no entanto sabe a pouco.
Tal como os mais de 300 minutos de duração que a versão integral contém apesar de terem muita coisa positiva.

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CLASSIFICAÇÃO:

[“Red Cliff“] mesmo não sendo aquele acontecimento cinematográfico que tanta gente gostaria que fosse, é no entanto um bom filme sobre estratégia militar e intriga politica e palaciana que apesar do seu argumento algo disperso ainda contém um par de boas surpresas no que toca á parte de espionagem entre exércitos que os irá divertir.
Será talvez vitima do próprio peso de mostrar que é um épico histórico gigantesco e como tal a megalómania dos cenários e dos efeitos gráficos sobrepõe-se ao divertimento, o que é pena.
De qualquer forma, quatro tigelas de noodles porque é bastante bom mesmo e irá agradar muito a quem gosta de coisas sobre estratégia militar.

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A favor: visualmente é sumptuoso e com uma escala épica incrível a nível de produção, está cheio de paisagens fabulosas, a batalha do primeiro disco é fantástica e muito criativa, as cenas de espionagem são divertidas e com bastante humor o que foi algo inesperado de encontrar num filme tão sério sobre alianças e estratégias militares, uma das love-stories quase resulta e é divertida de seguir, contém um par de sequências de acção individuais muito boas mesmo, a cena do roubo das flechas no segundo disco é absolutamente clássica e muito engraçada, um elenco fabuloso que se esforça por dar vida a personagens que não cativam particularmente.
Contra: esforça-se demasiado para nos fazer notar que é um épico a todo o instante e com isso torna-se muito artificial, tem cenas longas e desnecessárias que repetem informação que já se sabe, não cria qualquer empatia com os personagens salvo uma ou duas excepções, muita acção mas não se percebe bem que tipo de filme estamos a ver, falta-lhe sangue, a batalha final não tem nada de surpreendente, nota-se o CGI e isso retira-nos automáticamente do ambiente do filme nos raros momentos em que quase conseguimos abstrair-nos de que estamos a ver um filme.

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Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=GPF6jaaBW7M&feature=related

Comprar Blu-Ray bem baratinho na Amazon Uk- Contém os dois filmes
http://www.amazon.co.uk/Cliff-Special-Blu-ray-Tony-Leung/dp/B002GDM2S2/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1306617909&sr=8-1

Download Red Cliff com legendas em PT/Br
Download Red Cliff 2 com legendas em PT/Br

IMDB – Red Cliff
http://www.imdb.com/title/tt0425637/
IMDB – Red Cliff 2
http://www.imdb.com/title/tt1326972/

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Puen yai jon salad (Pirates of Langkasuka, aka Queens of Langkasuka – aka The Tsunami Warrior, aka Legend of the Tsunami Warrior) Nonzee Nimibutr (2008) Tailândia


Quem procura um equivalente oriental de “Os Piratas das Caraíbas” provavelmente irá achar bastante piada a este [“Queens of Langkasuka“] que também poderia ter como sub-titulo ” O meu canhão é maior que o teu !”

Essencialmente estamos na presença de uma aventura cheia de gajos machos que essencialmente dependem do tamanho …dos canhões… para impressionarem a maralha e conquistar o reino de Langkasuka.
Um reino que é assim uma espécie de gráfico feito em Photoshop localizado numa qualquer paisagem turística balnear algures na Tailândia.

Se virem mais abaixo, notarão que não atribuo grande classificação a [“Queens of Langkasuka“].
Na verdade o filme não tem nada de realmente mau, apenas também não tem nada de extraordináriamente bom que o faça ser algo mais do que apenas um filme de aventuras realmente muito interessante e vagamente agradável de seguir.
Isto porque a ter alguma falha de maior, na minha opinião essa falha está no facto de não ser uma aventura particularmente divertida e tinha o dever de o ter sido !

AVISO: Não se deixem enganar pelo trailer. O filme não é tão espectacular e muito menos tão divertido como parece e o apregoado orçamento de 20 milhões de dólares em vez de ser uma mais valia torna-se algo bastante negativo quando o resultado é o que se vê. Mais valia nem terem colocado essa no trailer, pois se [“Queens of Langkasuka“] passasse por filme de baixo orçamento ainda poderia ter alguma desculpa pelas suas falhas.

Em termos de ingredientes nada falta a [“Queens of Langkasuka“]. Reinos distantes, piratas maus, piratas bons, princesas, paisagens exóticas, batalhas navais, porrada com espadas, porrada sem espadas, herois clássicos, princesas guerreiras, forças mágicas, forças menos mágicas, feiticeiros tipo Obi-Wan-Kenobi, homens místicos, uma Força misteriosa, cenas subaquáticas, batalhas épicas, background histórico com Holandeses e mais uma vez Portugueses á mistura, miúdas fofinhas, história de amor, drama romântico, intriga palaciana, cientistas malucos, batalhas áereas (estilo X-Wing atacando Death-Star), canhões pequenos, canhões grandes, baleias, peixinhos e eu sei lá que mais !!!

Este filme tem tanta coisa que a única coisa que não tem é sexo.
Até tem gajos que parecem portugueses  por todo o lado. Não só (actores portugas?!) desta vez a representarem aliados históricos tal como acontecia já noutra produção Tailandesa “A Lenda de Suriyothai” como macacos me mordam se este senhor abaixo não parece o Sr Manuel da mercearia !!

Precisamente por ter muita coisa, [“Queens of Langkasuka“] cai exactamente na mesma armadilha em que caiu o filme anterior que comentei ontem aqui neste blog e que podem encontrar no post abaixo deste.
[“Queens of Langkasuka“] tenta ter demasiado conteúdo e acaba por não conseguir integrar todas as suas boas ideias no tempo que tem para contar uma história. Este filme parece ser um grande catálogo de todos aqueles conceitos que adoramos em filmes de piratas com uma pitada de Fantasia á mistura que só lhe fica bem, mas depois não passa disso.

Tem personagens a mais, situações a mais, sub-plots que nunca mais acabam e nunca são devidamente desenvolvidos, os vilões são de cartão, os herois são mais que muitos e as cenas e acção não conseguem pontuar devidamente tanta confusão.
O pior nisto tudo, é que [“Queens of Langkasuka“] poderia ter sido uma aventura divertida de seguir mesmo com todas estas referências mal alinhavadas, mas pura e simplesmente não é. Por uma simples razão…

[“Queens of Langkasuka“] leva-se demasiado a sério !
Enquanto, por exemplo “Piratas das Caraíbas” optou pelo humor e a própria aventura parece a todo o instante piscar o olho aos maus filmes e serials antigos, [“Queens of Langkasuka“] tenta entrar a todo o instante pelo drama profundo. Pela tragédia seríssima e pior ainda quer desesperadamente mostrar que é acima de tudo um épico histórico ! E quando eu digo épico, quero mesmo dizer ÉPICO histórico !

A todo o instante nota-se no ecran o esforço da produção para mostrar serviço e [“Queens of Langkasuka“] leva toda a sua duração a atirar á cara do espectador que estamos MESMO a ver UM ÉPICO histórico. Quer queiramos, quer não, isto é UM ÉPICO HISTÓRICO meus amigos !
Perceberam ? Olhem para as paisagens ÉPICAS, olhem para o guarda roupa ÉPICO, olhem para as cenas de acção ÉPICAS ! E as batalhas navais, olhem só para as batalhas ÉPICAS !!
E efeitos especiais. Já lhes falamos dos efeitos especiais ?! Eu quase que arriscaria a dizer que são ÉPICOS também !

O problema é que tudo isto resulta de uma forma artificial e distrai daquilo que deveria ser o coração do filme, ou seja os seus personagens e a sua história.
Se no meio de todas as ideias que [“Queens of Langkasuka“] contém, tivessem escolhido umas trés ou quatro e tivessem feito um par de filmezinhos mais sem tanta pretenção a épico histórico, se calhar a coisa tinha resultado bastante bem e teriamos agora uma simpática trilogia de piratas made-in-tailândia.

Assim, como está ao tentarem concentrar demasiado conteúdo embrulhado em tanto desejo óbvio para que o filme seja considerado um épico, acabaram por dar um tiro no pé na minha opinião e [“Queens of Langkasuka“] perdeu não só toda a personalidade apesar do esforço em contrário evidente como se tornou numa aventura algo insípida de seguir, para não dizermos até chata e bastante aborrecida apesar de visualmente conter bastantes momentos muito bons que a todo o momento nos parecem querer garantir que estamos enganados e que o filme é realmente melhor do que aquilo que nos parece.

Ainda o filme não ia a meio e eu já estava farto da suposta aventura. Há algo no ritmo desta história que não resulta e ainda não percebi bem o quê. As cenas de acção tentam entrar pelo estilo de pancadaria executada em trabalho de arames ao melhor estilo Wuxia Chinês, mas depois o que transparece é isso mesmo, cenas de acção executadas em trabalho de arames evidente e sem grande rasgo criativo nas coreografias ou qualquer momento particularmente espectacular que nos faça entrar dentro do filme ao contrário do que acontece nos verdadeiros épicos históricos chineses.

A sensação com que se fica é que mais uma vez, o cinema Tailândes tentou ir para além do seu orçamento e esticou-o tanto para tentar tornar um filme opulento que acabou por criar um produto algo hibrido. Se por um lado visualmente conta com uma fotografia fantástica (a cor do filme é incrível em muitos momentos), tem inúmeras sequências filmadas em cenários naturais oceanicos lindíssimos cheios de atmosfera e contém um excelente design de produção em prácticamente todos os pormenores, por outro parece que tentou ter efeitos demasiados especiais com o dinheiro que restou e estes acabam por ridicularizar de alguma forma o resultado final e quebrar toda a magia da aventura.

É dificil entrarmos no suspanse de uma sequência quando de repente encontramos uma quantidade de montagens fotográficas criadas “de forma amadora” em Photoshop pelo meio.
Isto aliado ao excesso de referências do argumento, faz com que o filme perca muita da força que merecia ter tido pois [“Queens of Langkasuka“] tinha tudo para ser um grande filme de piratas e princesas; no entanto chega a ser chato de seguir mesmo apesar do seu ritmo diabólico em alguns momentos.

Simplesmente porque pouco nos importam os personagens ou os seus problemas e isso é o pior que podia ter acontecido a um filme cheio de piratas que tinham pelo menos o direito de ser bem mais divertidos ou pelo menos assustadores e não são nem uma coisa nem outra.

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CLASSIFICAÇÃO:

Quem procura um filme de piratas orientais acho que deve espreitar isto. Não é brilhante, nem sequer é particularmente divertido mas é o que se pode arranjar e até tem bastantes atractivos para que possam gostar de o acompanhar. Apenas me parece que não irão certamente ficar totalmente fascinados por isto.
É um filme muito interessante mesmo, mas tinha o dever de ter sido fantástico ou pelo menos fantásticamente divertido, afinal estamos a falar de um filme com piratas.
Duas tigelas e meia por ser uma proposta interessante que vale a pena espreitarem mas pouco mais.

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A favor: está cheio de boas ideias, tem um bom design de produção, boa fotografia (cores fantasticas em muitos momentos), excelentes ambientes em cenários naturais junto ao oceano, óptimo visual e guarda roupa a condizer.
Contra: não se deixem enganar pelo trailer pois o filme é chato e sem qualquer chama, as boas ideias nunca são aproveitadas no seu potencial, tem ideias a mais, personagens a mais, estranhamente não é um filme divertido, a love-story não interessa para nada, os efeitos digitais têm um estilo demasiado amador, as cenas de acção não têm personalidade e são sempre mais do mesmo, tenta desesperadamente ser um ÉPICO histórico a todo o momento e não se cansa de nos apontar o porquê a todo o instante.

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NOTAS ADICIONAIS:

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=_NhG3TVxStE

Comprar
http://www.amazon.com/Legend-Tsunami-Warrior-Blu-ray-Libby/dp/B00393SFTI/ref=atv_avod_discplus?ie=UTF8&m=ATVPDKIKX0DER

Download aqui

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt1262945/combined

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