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Baahubali: The Beginning (Baahubali: The Beginning) S.S. Rajamouli (2015) India

2 comentários


Ahhh, “Baahubali – O Começo”; por onde começar…
Há cinema bom e há cinema mau. Há ainda aquele cinema que de ser tão mau se torna automaticamente bom. Depois há o cinema Indiano…

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E como muita gente sabe Bollywood é um caso à parte.
Se a física quântica procura a prova da existência de universos paralelos, não procurem mais, vejam uns filmes de Bollywood porque está lá tudo.
Ainda hoje me pergunto, o que raio é o cinema Indiano e porque razão produções  como este [“Baahubali – The Beginning”] parecem insistir em continuar a contribuir para a minha confusão. Mais espantoso ainda é os filmes de Bollywood serem actualmente o cinema mais rentável do mundo. Para quem pensa que é o cinema americano, recomendo que leiam uns artigos sobre o assunto e irão surpreender-se com o dinheiro que o cinema Indiano faz pois nem irão acreditar. Avatar é para amadores em termos de fazer guito à parva no box-office.

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Como devem ter notado este irá ser o primeiro filme Indiano a figurar neste blog. Na verdade não deixa de ser cinema asiático também, mas é o primeiro que comento porque pura e simplesmente desta vez não consigo deixar de fazê-lo.
[“Baahubali – The Beginning”] não é o primeiro filme Indiano que vi tentando encontrar algo que valesse a pena divulgar aqui, mas é definitivamente o primeiro que na minha opinião vale a pena recomendar.
Mas não se entusiasmem. Eu disse, recomendar.
Não disse para irem vê-lo.
Recomendo que façam qualquer coisa com ele, recomendem-no a amigos que gostem MESMO de cinema Bollywood, podem sacá-lo, gravá-lo e até vê-lo mas estarão por vossa conta e não me responsabilizo pelos danos cerebrais nos leitores que não estão habituados ao estilo Indiano de fazer cinema.

Por outro lado depois de verem este trailer, vocês não vão conseguir escapar por isso nem tentem resistir.

Então ? Dá vontade de ver ou não dá ?
Parece ser um filme de fantasia altamente não é ? Ah pois é.
Este trailer está realmente um espectáculo mas cuidado, toda a adrenalina entusiasmante que aparece nesta montagem promocional está particularmente ausente do filme. O tom do filme não é de todo o tom magnifico que encontram na sua apresentação.
Então isto afinal é o quê ?
Bem, [“Baahubali – The Beginning”], é um filme de fantasia Indiano. Consta que é a produção mais cara de sempre em Bollywood e nota-se.
Se o quiserem classificar será assim o –Lord of the Rings- indiano tendo por base todo o imaginário fabuloso daquele país e nesse aspecto faz um trabalho magnifico ao passar para o grande écran todo aquele sentido épico que sempre imaginamos nas sagas relativas aos textos do Mahabharata e restantes narrativas Vedicas da India.

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Se gostam mesmo muito de filmes Indianos provavelmente nunca viram algo assim no género , podem parar de ler este texto e irem ver isto porque irão adorar.
Para quem não conhece (ou não suporta) cinema Indiano, ainda há muito para dizer. Portanto, vamos começar pelo que este filme tem de bom.
[“Baahubali – The Beginning”] visualmente é tudo o que podem ver no trailer e mais ainda.
Esta história de fantasia tem definitivamente um dos melhores designs de produção dos últimos anos e ainda parece melhor por tudo se passar num universo tão particularmente Indiano e culturalmente muito enraizado nas suas narrativas épicas.
Embora seja um filme incrivelmente colorido, depois de nos acostumarmos ao estilo visual berrante que pode desorientar-nos no inicio, podem ter a certeza que visualmente[“Baahubali – The Beginning”] é um espectáculo e só por isso é de visão obrigatória para quem se interessa não só por fantasia como principalmente para toda a gente que gosta de concept design ou ilustração.

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As paisagens são fabulosas e mesmo apesar de muita coisa tresandar obviamente a photoshop, na sua maioria é trabalho de photoshop do bom. Os matte paintings são lindíssimos em muito dos momentos estendendo paisagens naturais até um nível de fantasia fabuloso que não fica nada a dever ao melhor que se pode ver numa produção americana.
O tom de  [“Baahubali – The Beginning”] é claramente o de um livro ilustrado, uma espécie de iluminura de um veda transposto para o grande écran e nesse aspecto o CGI está particularmente bem usado em quase todo o filme embora não escape também a muitos momentos algo fraquinhos; mas isso acontece igualmente em muito cinema americano e ninguém se queixa, por isso deixem-se de tretas e apreciem o esforço que foi colocado para produzir este universo pois este mundo de fantasia indiano é fascinante e muito real.

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Em termos de design, fica aqui também o meu destaque para uma das melhores cidades de fantasia que apareceram no cinema do género desde Minas Tirith nos filmes de Peter Jackson. Temos aqui um caso em que uma complexa maqueta CGI foi criada para o cenário deste filme e parece ter sido explorada até ao último pixel. Quero com isto dizer que  [“Baahubali – The Beginning”] parece a todo o momento querer mostrar que o dinheiro que gastaram está todo no écran e nota-se. A maqueta da cidade parece que foi filmada de todos os ângulos e todo o filme está cheio de pequenos segmentos introdutórios de cenas que se iniciam cheios de ambiente porque começam sempre com uma visualização de um qualquer pormenor do cenário que termina onde começa a acção.
A arquitectura e a as cores em particular são fabulosas.

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O mesmo vale para o guarda roupa que como seria impensável num filme indiano não podia ser outra coisa senão espectacularmente colorido e imaginativo.
Como bom épico de fantasia que se preze também  [“Baahubali – The Beginning”] tinha que ter uma batalha com milhares de guerreiros à espadeirada no final e neste aspecto, embora não resulte particularmente bem em termos de adrenalina por razões que explicarei mais adiante, a verdade é que em termos de design, uso de cgi e ambiente geral o conflito final também é um dos pontos altos do filme, pois tecnicamente também não fica atrás do que se faz actualmente no cinema épico fora da India.

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E perguntam vocês…mas então  [“Baahubali – The Beginning”] é bom ?
Sim ou não ?
Bem… “nim”…

O cinema indiano é realmente algo à parte. Ou temos estômago para tanto estilo kitsh em modo “azeiteiro” e entranhamos tudo aquilo como uma experiência cultural e seguimos em frente ou então está tudo perdido e a coisa torna-se verdadeiramente secante , especialmente quando a coisa dura duas horas e meia que mais parecem quatro.
No que me toca, estou a meio termo. Normalmente tento entrar em “modo indiano” mas a verdade é que depois lá pelos 50 minutos de filme já começo a pensar que se calhar não me apetece ver aquilo tudo. Aconteceu mais uma vez neste filme também e estava com muita esperança que desta vez fosse diferente por causa de ter gostado tanto do trailer.
Mas mais uma vez também  [“Baahubali – The Beginning”] conta com certos pormenores que me irritam por demais no cinema Indiano e que sinceramente custo muito a ultrapassar.
E não, não estou a falar das cantilenas pindéricas azeiteiras dos moçoilos de bigode e das raparigas roliças que cantam e dançam por tudo e por nada nos filmes indianos.

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Isto porque surpreendentemente, desta vez  [“Baahubali – The Beginning”] é um filme indiano atípico. Talvez porque os produtores querem mesmo tentar projectar esta aventura no circuito de distribuição ocidental, as cantigas para o ar foram reduzidas apenas a dois momentos musicais ao longo do filme inteiro, o que não deixa de ser inesperado. Eu estava à espera de encontrar pelo menos umas 15 canções com dança ao longo do filme e isso não acontece de todo. A música está presente, mas está mais a servir de banda sonora nalguma montagem que faz avançar a narrativa do que propriamente encalha a história parando tudo para que os actores cantem e dancem como de costume. Desta vez a coisa é diferente para melhor.

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A primeira cantoria irritante (com uma canção pimba do mais kitsh e foleiro que possam imaginar), só aparece aos 50 minutos de filme e mesmo essa cena está bastante bem contextualizada dentro de um sonho do herói, o que na verdade alarga o tempo do filme mas não interfere na narrativa principal. Agora meus amigos, preparem o cérebro e o saco de vómito para o “videoclip” em estilo Jardim do Éden que lhes irá aparecer pela frente. Não digam que não avisei. Só as roupinhas do heroi valem o clip.

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A segunda cantoria com dança, acontece quase uma hora depois da primeira e tem lugar numa cena que mostram as bailarinas do palácio do vilão do filme. É uma breve cena musical que na verdade parece maior do que é porque é uma seca para quem como eu não suporta estas coisas no cinema Indiano, pois esta é longa demais e encalha a narrativa sem necessidade nenhuma.
E pronto em cantorias ficamos por aqui.

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Para minha surpresa neste filme, o problema desta vez não está em conseguirmos suportar os intermináveis números musicais. O problema agora tem mais a ver com a história e com os personagens.
Ou melhor, mais uma vez um filme como  [“Baahubali – The Beginning”] falha nas suas pretensões de se ocidentalizar porque não consegue fugir do estilo (pseudo) “dramático” em permanente estado de “overacting” em modo trágico dos actores/personagens.
Ou seja, o problema em  [“Baahubali – The Beginning”] é que os personagens não têm qualquer interesse porque não existe qualquer suspense e muito menos tensão dramática nesta aventura.
Os actores bem se esforçam, permanentemente aos berros, a chorar baba e ranho, a sofrerem imenso ao melhor estilo “Floribela”, ou então no registo oposto; em total modo de “comédia” azeiteira com gags de humor forçado onde inclusivamente os personagens parecem estar a dizer para o espectador … agora é para rir. Ou pior … a ser charmosos para o ecran !! Tipo, sou podre de bom !

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Não resulta. Mais uma vez o tradicional tom Indiano de caracterizar personagens e situações em modo ultra-melodramatico, versão esteroide não resulta fora da India.
Aquilo que para o público indiano será drama intenso, para um ocidental é uma verdadeira anedota.
Não tenho duvidas nenhumas que é esse tom que o público na India procura encontrar nos seus “dramas”, mas aos olhos do publico ocidental toda a carga dramática que deveria criar interesse na história pura e simplesmente desaparece para quem não tiver qualquer ligação com a cultura Indiana, porque o suposto dramatismo é tão extremo e ridiculo que anula por completo qualquer personagem ou situação que deveria ser de tensão.
Por exemplo, imagino o publico indiano a vibrar de ódio e suspense para com o vilão e a bater palmas com o herói , mas acreditem-me, para o público ocidental aquilo será humor involuntário do mais pindérico.

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O problema de  [“Baahubali – The Beginning”] está nos personagens. Simplesmente não resultam dramaticamente, são de uma piroseira total em termos cómicos e depois as suas histórias pessoais no decurso da própria narrativa principal são completamente sem nexo. Mais uma vez, tenho a certeza que isto resultará plenamente na India, mas por cá, meus amigos , certas cenas chegam a atingir momentos insuportáveis em que só apetece ligar para o argumentista e perguntar qual era a ideia. E eu nem costumo ser muito picuínhas com estas coisas. Acontece que em  [“Baahubali – The Beginning”] tudo parece desconexo, ilógico ou simplesmente piroso, o que destrói por completo qualquer carga dramática que a história pedia para ser minimamente interessante de seguir.
Não é. Esta história não tem qualquer interesse porque o tom de piroseira constante anula qualquer empatia com um publico que não tenha afinidades com a cultura indiana.

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[“Baahubali – The Beginning”] não cria qualquer empatia com o espectador em termos de personagens e até naquilo que costuma ser o forte no cinema oriental (pelas bandas do Japão ou da Coreia do Sul), as suas boas histórias de amor muito humanizadas e cheias de carísma, no caso deste filme Indiano, esqueçam. É pior que todos os filmes do Twilight juntos. Eles amam-se porque são muito giros e gostam um do outro e tá feito.
Não é este o caminho para a ocidentalização do cinema Indiano.
O excelente design e bons efeitos digitais não servem de nada se depois não conseguem sair do estereotipo Indiano na forma como desenham personagens de cartão em qualquer interesse pois nunca sentimos que aquelas pessoas estão em perigo, ou a viver um drama real.

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Temos o herói que em estilo moisés foi salvo de morrer afogado num rio e criado por camponeses até que se torna um bigode com pernas muito óleoso em termos de carisma azeiteiro com tiques de mandar olhares charmosos para a camera, temos o vilão que é mau porque sim e que usurpou o trono do monarca bom, temos a ex-raínha que vive prisioneira na praça da cidade acorrentada há mais de 25 anos à espera do filho que perdeu um dia, temos o escravo que por motivos de honra contribui mais para a desgraça de toda agente quando podia ter resolvido a situação e ter escapado há muito tempo, temos personagens árabes que não servem para nada (pelo menos para já), temos grupos de rebeldes que podiam estar num filme dos Monty Python e temos a Keira Knightley… ooops, perdão, a pirata das caraíbas… quer dizer a –princesa guerreira– que é uma psicopata do caraças e não tem problemas em decapitar soldados que se renderam ao melhor estilo radical islâmico (mas é boa moça).

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E por falar em decapitar, sangue visceras e tudo o que gostariamos de ver numa batalha.

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[“Baahubali – The Beginning”] tem montes de sangue, gargantas cortadas, decapitações e coisas assim ao longo de todo o filme. Isto até chegar à batalha final.
Depois estranhamente no conflito entre os dois exércitos… há lâminas por todo o lado mas nem uma gota de sangue. Os soldados levam espadeiradas e apenas saltam no ar em estilo banda desenhada do Asterix ou total modo cartoon da Warner Bros.
Em vez do filme continuar com gore sangrento como seria de esperar, isso não acontece de todo e de repente a batalha do final, que já tinha pouco suspense, fica ainda menos interessante pois o filme resolve entrar em auto-censura (?) precisamente nesse momento no que respeita a gente cortada aos bocados e ao sangue que (não) mostra.

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E já lhes falei do – “CGI” ?…
Não ?
Bem me parecia.
Mas não vão acreditar nesta.

Em  [“Baahubali – The Beginning”] sempre que aparece uma cena com animais (estes são todos criados em animação digital renderizada).
Até aqui tudo bem, certo ?
Errado.
Em  [“Baahubali – The Beginning”] sempre que aparece uma cena com animais, de repente surge no canto inferior esquerdo um pequeno logotipo a dizer precisamente “CGI” !!!!
Juro !!!

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Acontece primeiro numa cena em que o vilão mata um touro numa arena em estilo tourada Indiana e depois volta a acontecer precisamente no meio das cenas de batalha no final do filme !! Ora se estas já não têm qualquer adrenalina por tudo se parecer tão politicamente correcto e “infantil”, (além dos personagens sem interesse), imaginem agora que de cada vez que a camera muda de ângulo, se o breve take mostrar um cavalo, um touro, ou outro bicho qualquer no meio da batalha de repente lá está ao canto do écran “CGI” !!!
Parece anedota !!!

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Ah, depois o filme acaba a meio.
Ok, está bem, chama-se  [“Baahubali – The Beginning”], mas não pensei que fosse literalmente o inicio e nos deixasse pendurados.
A segunda parte sai ainda este ano.

Ah, mas acaba com um bom twist.
Eu fiquei com vontade de ver o resto e ainda não sei bem porquê. Muito provavelmente porque preciso recuperar do choque pindérico que esta produção provoca.
Sendo assim, vamos a conclusões.

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CLASSIFICAÇÃO para quem gosta de cinema Indiano:

Se gostam de cinema Indiano mesmo a sério e conseguem suportar todos aquele clichés tradicionais, acho que vão adorar [“Baahubali – The Beginning”] pois contém todas as formulas de Bollywood mas com menos canções desta vez.
De qualquer forma se gostam de cinema daquela parte do mundo, acho que nunca viram nada nesta escala e irão gostar pois é capaz de ser realmente a maior produção de sempre em Bollywood e nota-se bem a todo o instante no ecran.
Se aguentam a piroseira oleosa reinante, esta produção valerá mesmo a classificação de excelente.

Cinco tigelas de noodles.
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Para os outros…😉

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CLASSIFICAÇÃO para quem não gosta ou não conhece cinema Indiano

Se não têm paciência para cinema Indiano…  [“Baahubali – The Beginning”] é apenas uma boa tentativa Indiana de criar um espectáculo de fantasia que só falha porque ter bom design e bons efeitos especiais não chega quando o estilo dramático continua a ser culturalmente restrito ao que o público indiano considera desenvolvimento de personagens. Com muita pena minha leva apenas três tigelas de noodles, porque é (subjectivamente) bom e vale a pena tentarem vê-lo pelo menos uma vez se gostam de cinema de fantasia; mas só é “bom” porque nota-se no écran o esforço da produção para criar um bom espectáculo de aventura a nível visual.
Infelizmente depois falha por completo a nível dramático.

Tres tigelas de noodles.
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Avancem com cuidado. [“Baahubali – The Beginning”] se calhar nem sequer merecerá três tigelas de noodles, mas por agora fica assim e vamos ver o que acontece na segunda parte um dia destes. Não será um filme que irei rever tão cedo, provavelmente nunca.

A favor: O ambiente visual do filme, o design da cidade de fantasia e as paisagens matte painting em geral. Não tem momentos musicais aos montes ao contrário do que costuma acontecer nos filmes indianos onde cantam e dançam por tudo e por nada. Algumas cenas de acção são divertidas. Se gostam de cinema kitsh vão adorar.

Contra: A carga dramática não existe (no “melhor” estilo exagerado do cinema indiano), os personagens são na sua maioria um vazio absoluto ilógicos e sem qualquer carisma, sem personagens a história cai por terra e perde o interesse porque toda a gente que aparece no écran está em permanente modo de –overacting– ao pior estilo cinema indiano numa historia onde os maus são muito maus e os bons são muito bons. Por causa disto, a batalha final não tem qualquer impacto ao contrário do que aparenta no trailer. Anda muita gente à porrada de um lado para o outro mas falta adrenalina às sequências pois é tudo muito anónimo em termos de acção (os vilões não nos interessam porque não os conhecemos o suficiente; os herois são um vazio absoluto). O desiquilibrio entre as varias cenas gore ao longo do filme; muito sangue inesperado na primeira metade do filme mas depois na guerra do final não há sangue em lado nenhum e tudo parece um cartoon sem chama. Mete “orcs” indianos… Sempre que aparecem animais no filme aparece também um logotipo ao canto do écran a dizer “CGI” o que se torna não só ridículo mas distrai a atenção de tudo o resto nesse momento. Sem tem uma banda sonora orquestral, nem me lembro. Os (poucos) momentos musicais são uma piroseira ao pior estilo Bollywood. A história de amor que supostamente seria um dos pontos centrais da narrativa não tem qualquer emotividade, carisma ou interesse. Parece um filme ainda maior do que já é. O trailer é melhor que o filme pois tem a adrenalina e o ambiente de aventura entusiasmante que depois não existe em [“Baahubali – The Beginning”].

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer

Trailer da segunda parte:

Comprar Blu-ray
http://www.amazon.co.uk/Bahubali-Hindi-English-Subtitles-Regions/dp/B0156J9O8I/ref=sr_1_2?s=dvd&ie=UTF8&qid=1456006658&sr=1-2&keywords=bahubali

Comprar Dvd
http://www.amazon.co.uk/Bahubali-Hindi-English-subtitles-Blockbuster/dp/B015TUBDME/ref=sr_1_1?s=dvd&ie=UTF8&qid=1456006658&sr=1-1&keywords=bahubali
IMDB
http://www.imdb.com/title/tt2631186/combined

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Filmes “semelhantes” de que poderá gostar:

A Chinese Tall Story The Promise The Myth Shinobi

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Cinema_oriental_no_facebook

 

Autor: Alcaminhante

Chamo-me Luis, tenho 45 anos e sou desenhador gráfico/ilustrador de profissão. www.icreateworlds.net Trabalho essencialmente como freelancer em ilustração tradicional e também em criação gráfica destinada á internet. Também trabalho em Banda Desenhada e quem quiser ir buscar os pdfs grátis do meu livro "As Aventuras do Príncipe Ziph" , sigam para aqui: http://icreateworlds.net/banda-desenhada-quadrinhos-gratis Interesso-me essencialmente por cinema, literatura, fotografia e longas caminhadas ao ar livre o mais longe de centros urbanos possível. De preferência junto ao mar e em praias isoladas. Tenho actualmente um blog sobre Cinema Oriental, outro sobre Ficção-Cientifica e ainda um site sobre Marte que podem encontrar aqui: http://www.o-enigma-de-marte.info Espero que gostem das sugestões e voltem sempre. Luis

2 thoughts on “Baahubali: The Beginning (Baahubali: The Beginning) S.S. Rajamouli (2015) India

  1. Depois de ler tudo isso, fiquei na duvida, sera que vejo o filme ou não rs

  2. Ehm…. se tiver mesmo que ser vê… boa sorte.🙂

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