Mais uma particularmente curiosa que vale a pena espreitarem, saida do oriente.
e depois , mais detalhes aqui….
Mais uma particularmente curiosa que vale a pena espreitarem, saida do oriente.
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Os Chineses reinventaram o slasher-movie !
Quando eu pensava que nada já haveria para fazer neste género eis que me surge pela frente uma coisa como esta.
Bem-vindos a [“Dream Home“] provavelmente o primeiro filme de terror sobre a crise imobiliária alguma vez produzido.
Digam-me lá que nunca sonharam com um apartamento localizado num sitio como este abaixo ?
Eu odeio Slashers.
Nunca percebi a piada daqueles filmes em que um gajo com uma faca limpa um a um os personagens da história cortando-os ás fatias e é um género que sempre me deu sono.
Nunca percebi a importância de “Halloween” de John Carpenter e filmes como “Sexta Feira 13” se me conseguirem manter acordado só me dão vontade de pegar numa faca e xinar os autores do produto também. E a isto nem “Psycho” escapa.
Este tipo de filmes nunca me interessaram de todo, nem que fossem consideradas inovadoras obras primas do cinema pois estou-me borrifando para uma suposta cinéfilia obrigatória.
Por outro lado não tenho nada contra adolescente boas em t-shirts molhadas a serem esfaqueadas por ordem de entrada mas sinceramente sempre achei os slashers das coisas mais desinteressantes alguma vez produzidas pelo cinema pois não me recordo de alguma vez ter sentido qualquer suspanse ao ver um titulo do género na sua fórmula americana adolescente mais pura.
Por isso agora [“Dream Home“] surpreendeu-me bastante.
Primeiro não estava nada á espera que este filme fosse um slasher-movie, pois fui vê-lo sem saber nada sobre ele e estava convencido que seria algo semelhante a “Dark Water” ou uma simples história de fantasmas passada em apartamentos assombrados.
Quando o filme entra logo nos primeiros minutos pelo puro slasher-filma dentro fiquei bastante surpreendido e ainda mais surpreendentemente, desde o primeiro massacre nunca mais consegui desviar a atenção desta história pois tudo parecia por demais bizarro e estranhamente cativante.
[“Dream Home“] não é propriamente um filme normal sobre psicopatas. Esqueçam o “Psycho”, o Jason ou até o Hannibal Lecter. A tipa deste filme deve ser o melhor psicopata de todos os tempos pela forma aparentemente arbitrária como despacha com naturalidade e simplicidade todas as pessoas que se intrometem entre ela e o seu sonho de poder comprar um apartamento com vista para o mar em Hong Kong.
Nota alta para a actriz principal e para um personagem tão cativante quanto repulsivo que alterna algures entre uma normalidade a explodir de frustração e o carrascos mais sádico que vocês poderão alguma vez ter visto desde “Audition“; curiosamente outra mulher aparentemente simpática.
A história acaba por ser cativante porque pelo meio da carnificina, na verdade [“Dream Home“] é um drama num formato episódico onde por entre flash-backs que nos explica porque razão a miuda decide limpar o sebo a tudo o que mexe num bloco de apartamentos inteiro, ainda há espaço para um estilo de filme que tem muito pouco a ver com o que esperariamos encontrar num slasher-movie.
Na verdade não há muito mais para dizer sobre isto. É um filme totalmente claustrofóbico e torna-se fascinante porque é realmente um filme de terror baseado na crise económica o que lhe dá uma actualidade bem divertida e talvez por isso até muita gente na net classifique este filme como comédia negra. A mim não me deu grande vontade de rir, mas se calhar foi porque estava demasiado espantado com a originalidade de todo o conceito e demasiado arrepiado com mulheres grávidas a esvairem-se em sangue e asfixiadas com aspiradores em modo de sucção…
Sim, porque não se esqueçam que isto é um filme de terror. E terror que funciona não só porque mete nojo enquanto filme gore, mas porque realmente a atmosfera da história e a própria caracterização da personagem principal muito contribuem para que depois as cenas com tripas e baldes de sangue ainda nos pareçam mais angustiantes.
Se gostam de cenas de tortura completamente indiscritíveis têm aqui o vosso melhor filme a seguir talvez a “Ichhi The Killer” e, claro, “Audition“.
E se pensam que já tinham visto tudo no que toca a cenas de tortura e banhos de sangue, se calhar é porque ainda não viram [“Dream Home“]. O impacto não está propriamente no gore , mas sim na parte psicológica que o envolve o que torna este filme numa história completamente eficaz que os vai arrepiar e confundir.
Confundir porque ás vezes irão ficar sem perceber o que raio se pode passar mais a seguir e como poderão as próximas cenas de tortura poderem vir a ser ainda mais angustiantes do que a anterior.
Isto porque o filme abre logo bem nesse aspecto. Mal a primeira cena de tortura com o segurança apareceu, percebi logo que [“Dream Home“] tinha qualquer coisa de muito especial e até original que felizmente soube manter até ao fim.
Há de tudo nisto, espancamentos, droga, sexo oral, sexo kamasutrico, meninas orientais nuas, mulheres grávidas que se esvaiem em sangue, adolescentes cortados aos bocados com tripas para fora, tiros na cabeça, castrações á faca, penis decepados em grande plano, mais sexo, tábuas pela nuca, etc, etc, etc num manancial de horrores físicos em tom totalmente doentio que não se recomenda de todo a quem se impressiona com este tipo de cenas ou tem estômago fraco.
E parece que também tem comédia. Dizem.
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CLASSIFICAÇÃO:
Provavelmente não irei voltar a ver isto tão cedo, mas não há dúvida que estamos na presença de um produto de horror bem original e muito eficaz.
Não só é um excelente filme gore de terror, um óptimo e muito original slasher-movie (quem diria…) mas ainda tem espaço para ser um drama eficaz que embrulha bastante bem todo o horror á volta da personagem principal que na verdade só quer que lhe deixem comprar uma casa nova aproveitando a crise do mercado.
Sendo assim, não posso deixar de lhe dar cinco tigelas de noodles pois pode não ser um daqueles que nos apeteça ver mais do que uma vez, mas enquanto dura vai mantê-los interessados, horrorizados e fascinados.

A favor: a personagem principal é fantástica, as cenas de tortura são angustiantes e cheias de momentos surpreendentes, tem sangue e visceras que nunca mais acabam, boa atmosfera e excelente utilização dos cenários para criar suspanse. Parece que foi baseado num caso real…bolas, bolas, bolas !!!
Contra: estranhamente o filme nem tem 100 minutos sequer mas pareceu-me ter duas horas no mínimo por isso há algo que falha a nível narrativo e talvez o drama precisasse de ter sido apresentado de uma forma mais dinâmica.
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NOTAS ADICIONAIS
Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=o4dD1Fvw6XI
Comprar
Baratinho na Amazon Uk em DVD.
Download aqui com legendas em PT/Br
IMDB
http://www.imdb.com/title/tt1407972/
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O que raio estão Geoffrey Rush e Kate Bosworth a fazer num filme Sul Coreano de cábois com ninjas filmado na Nova Zelândia ?!!!
De vez em quando aparecem-me pela frente filmes que me fazem ficar absolutamente frustrado por nunca ter tido oportunidade de os ver antes numa sala de cinema e [“The Warrior´s Way“] é o mais recente exemplo disto pois é simplesmente espectacular em todos os sentidos e não estava nada á espera de encontrar algo assim.
Mais uma vez se demonstra que no que toca a filmes pipoca, está mais que na altura de Hollywood colocar os olhos no outro lado do mundo para aprender como se fazem produtos realmente divertidos e carismáticos sem orçamentos gigantes e onde mesmo pelo meio de tanta artificialidade visual com efeitos especiais aos quilos conseguem criar-se histórias com alma e cheias de identidade.
[“The Warrior´s Way“] surpreendentemente foi um dos filmes de aventuras mais divertidos, cativantes e até originais que vi em muito tempo (pelo menos desde “Humanities End” no ano passado) e um dos melhores produtos pipoca que vi este ano; senão talvez o melhor.
Essencialmente estamos na presença de algo que a pertencer a um género será ao Anime (em imagem real), pois [“The Warrior´s Way“] é essencialmente um Western com Ninjas, artes marciais em ambiente steampunk e filmado em modo gráfico ao melhor estilo cinema-photoshop , que embora usado anteriormente noutros filmes orientais muito antes de Hollywood o ter ido buscar, foi apenas popularizado no ocidente por causa do “300” de Zack Snyder.
Na verdade, estéticamente esta produção com cowboys e ninjas estranhamente é bem mais parecida com o francês “Vidocq” do que até com “300”, por isso se viram esse relativamente obscuro filme com Gerard Depardieu (que até estreou em Portugal no cinema) e gostaram dele quase que aposto que vão adorar [“The Warrior´s Way“].
Não sei quem é que resolveu cozinhar este conceito para um Western com Ninjas, mas o facto disto ainda por cima ser uma co-produção Sul Coreana e Neo Zelandesa, torna [“The Warrior´s Way“] logo em algo completamente inesperado e aposto que essa mistura de culturas não é alheia ao carísma único que sobressai deste pequeno grande filme de aventuras cheio de pormenores divertidos, muita acção e atmosfera extraordinária.
Como alguém disse numa review algures na net, [“The Warrior´s Way“] é um daqueles filmes, cheios de momentos “YES!”. Quero isto dizer que é uma daquelas aventuras cinematográficas em que por mais de uma vez nos apetece saltar do sofá em estilo Ninja também pois cria uma empatia extraordinária com o espectador que entra no espírito da coisa e não tem grandes preconceitos com o estilo extremamente digital que é usado para criar todo o visual da história.
Aliás, [“The Warrior´s Way“] é outro daqueles produtos que demonstra bastante bem que o excesso de efeitos especiais ou de artificialidade não tem que obrigatóriamente destruir um filme; ao contrário do que estamos habituados a encontrar na forma como o cinema americano lida com as novas técnologias onde cada pipoca cinematográfica é mais vazia do que a anterior.
Aqui temos um excelente exemplo de que o -Cinema- enquanto arte, não precisa de estar ausente dos filmes pipoca e podem haver excelentes produtos ultra comerciais que não só equilibram as novas tecnologias com as formas mais tradicionais de narrar um argumento, como essencialmente poderão criar produtos cinematográficos com tanta qualidade quanto o dito cinema tradicional sempre foi capaz de fazer antes da chegada do digital.
Se a vocês a simples menção ao cinema digital os fizer querer desde já deixar este filme de lado, não o façam antes de o espreitar. Particularmente se gostarem de cinema de aventura.
Não se preocupem porque apesar de overdose de efeitos especiais e carradas de estilo artificial presentes em [“The Warrior´s Way“] , isto tem mais alma e identidade em cinco minutos do que os trés novos Star Wars juntos conseguiram em mais de dez horas de design gráfico sem personalidade.
Isto porque [“The Warrior´s Way“] pode ser uma demonstração gigante de pirotecnia digital, mas não depende da técnica para nos cativar. Sabe antes, construir bons personagens que dá gosto acompanhar do principio ao fim e onde ao melhor estilo Sul Coreano ainda há espaço para um twist ou dois que cativa o espectador ainda mais.
Não esperem grandes surpresas no argumento, mas podem contar com um pormenor ou dois que os irá surpreender certamente.
Acho que não há um personagem nesta história que não seja interessante. Tudo é tão bem pensado a nível de protagonistas que até os secundários e inclusivamente os figurantes são fascinantes e têm o seu momento para brilhar no meio de tudo o que acontece na narrativa.
Isto acontece porque [“The Warrior´s Way“] parte logo de uma boa base. Soube construir um universo á parte e fê-lo tão bem que depois foi simples colocar nesse mundo qualquer personagem porque seria quase impossível que este não resultasse bem.
Até o facto de isto ser um Western com Ninjas em estilo cinema de aventuras clássico, nos parece a coisa mais natural do mundo logo a partir dos primeiros minutos mal o heroi chega á velha cidade cheia de cowboys feios porcos e maus.
O ambiente deste mundo digital por vezes parece saído de uma canção de Tom Waits e se forem fãs do cantor/compositor vão perceber o que quer dizer mal vejam o filme e olharem para os personagens que envolvem o circo e o parque de diversões localizado atrás da cidade. Nem vale a pena dizer mais nada sobre isto porque quem gostar de Tom Waits, vai logo perceber a referência que estou aqui a tentar fazer.
Por outro lado –freaks– de todo o género é coisa que não falta em [“The Warrior´s Way“]. Desde os ninjas orientais ao fantástico Coronel, passando pelo inevitável pistoleiro aposentado e á miúda gira da cidade que perdeu toda a familia anos atrás, a galeria de personagens é não só totalmente cativante quanto são os desempenhos dos actores que as habitam.
Geoffrey Rush está totalmente fantástico (e irreconhecível) no papel do bêbado da cidade que foi outrora um grande pistoleiro e Kate Bosworth é totalmente cativante num personagem semelhante ao de Keira Knightley em “Os Piratas das Caraíbas” mas que resulta bem melhor aqui no contexto desta história bem mais simples.
O resto do elenco é perfeito, desde o heroi do filme que nos cativa logo de início, passando pelo fabuloso vilão -Coronel- que consegue criar tanto bons momentos de humor quanto de tensão e suspanse, até aos restantes habitantes da cidade, toda a gente tem aqui um desempenho cheio de energia que passa para o espectador a todo o instante e torna esta aventura por demais entusiasmante á medida que o filme avança para a sua conclusão.
Ah, [“The Warrior´s Way“], além de ser um western com ninjas é ainda um filme com bébés.
E esqueçam os habituais personagens de bébés fofinhos irritantes que habitualmente conseguem tornar pastosos muitos argumentos com potencial. Muitas das melhores cenas deste filme envolvem o bébé da história que está practicamente presente em todos os gags por vezes hilariantes e não raras vezes cheios de suspanse também que irão encontrar em muitos momentos desta aventura onde só faltam mesmo é indios.
Até a história de amor nos cativa. Talvez fruto da sensibilidade de um realizador Sul Coreano, pois não esquecer que apesar de tudo isto ainda é um filme oriental…apesar de ás vezes nos esquecermos disso por ser essencialmente falado em inglés.
Não esperem um grande romance, mas podem contar com a habitual sensibilidade presente nas love-stories sul-coreanas desta vez aplicada a um ambiente bem diferente mas que funciona perfeitamente para intercalar entre os momentos de acção ou as partes mais humorísticas
Visualmente o filme tem momentos fabulosos.
O digital aqui é usado de forma perfeita para criar um universo á parte da melhor maneira e nunca parece excessivo.
A artificialidade do filme poderá não agradar a quem já decidiu que odeia filmes digitais, mas podem ter a certeza que desta vez todos os “excessos” visuais estão lá para tornar [“The Warrior´s Way“] numa espécie de livro ilustrado e não apenas para serem exibidos á parva.
Os ambientes e as paisagens desta história são uma das grandes razões porque este universo funciona tão bem e se torna bem mais credível do que poderiamos esperar num conceito tão maluco quanto este de ninjas, cowboys e bébés.
Nota máxima para o digital na minha opinião portanto, pois este filme não seria o mesmo sem ele.
É quase um personagem tão importante quanto os de carne e osso.
E por falar em carne e osso, as cenas de acção são totalmente entusiasmantes e espectaculares. As coreografias são criativas, há sangue quanto baste e nem a estética Anime as torna menos cativantes.
Além disso são muito variadas, há espadas por todo o lado, punhais, tiros de pistola, tiros de metralhadora, murros, pontapés nas trombas, dinamites e bébés pelo ar. Brilhante.
Nem o uso algo excessivo do – slow motion- em alguns momentos estragam aquilo que [“The Warrior´s Way“] consegue apresentar e quanto a mim como filme de acção é simplesmente fabuloso e bem mais original na forma do que aparenta á primeira vista.
Resumindo, se procuram um Western oriental, [“The Warrior´s Way“] é tudo aquilo que sempre quiseram ver num filme assim mas nunca encontraram em “Sukyiaki Western Django” ou sequer em “The Good The Bad The Weird” pois acerta em tudo aquilo em que os outros titulos falharam.
Acima de tudo é realmente divertido ao mesmo tempo que não se esquece também de homenagear alguns dos clássicos do western em pequenos pormenores ao longo da história para depois subverter tudo quando mete, bébés, ninjas e … palhaços pelo meio…
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CLASSIFICAÇÃO:
Portanto, com grande surpresa minha leva mesmo a classificação máxima pois adorei este filme e não estava nada á espera disto.
Não há muito mais que eu possa dizer, é original, é bem mais coerente enquanto filme do que aparenta á primeira vista e é completamente divertido. Possivelmente o melhor filme pipoca que vi este ano.
Eu por mim vou comprar isto para o Natal pois este é um daqueles que não quero de todo apenas ter em cópia sacada da net.
Cinco tigelas de noodles e um golden award porque é brilhante na sua simplicidade e um filme que ainda irei rever muitas vezes sem dúvida nenhuma.

A favor: a originalidade da estrutura da história e o conceito maluco com ninjas e cowboys que resulta plenamente, a realização é excelente e usa como ninguém a estética Anime em imagem real para criar um produto totalmente cativante, visualmente é fabuloso, personagens cativantes, Geoffrey Rush no seu melhor num papel feito á medida, as cenas com o bébé são hilariantes por vezes, excelente vilão, consegue ter suspanse na previsibilidade, não se leva a sério, fantásticas cenas de acção com muita variedade e criatividade, excelente uso do digital que nunca se sobrepõe á história, é um filme plástico com muita alma e personalidade, tem uma boa história de amor apesar de simples e já vista mil vezes.
Contra: tem dois minutos a mais no fim, pois aquele epílogo era perfeitamente dispensável e quebra o tom emocional do final da história só para voltar a meter um estilo Anime que desta vez destoa negativamente por parecer forçado e realmente artificial ao contrário do que aconteceu ao longo do resto do filme onde tuda a narrativa permaneceu totalmente orgânica. Não há ainda uma sequela ?…
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NOTAS ADICIONAIS
Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=fSVpW-Lw_i8
Comprar
Está á venda bem baratinho na Amazon.uk por isso é aproveitar em DVD ou em Blu-ray.
Download aqui com legendas em PT/Br
IMDB
http://www.imdb.com/title/tt1032751
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Só mesmo os Sul Coreanos para filmar uma história de amor entre uma rapariga que se quer matar e um assassino profissional que lida com a sua profissão como se fosse o emprego mais banal do mundo.
[“Kiss Me, Kill Me“] é mais uma proposta romântica bastante curiosa e que pela forma como está filmada é na realidade bem mais original do que pode aparentar á primeira vista.
Para começar [“Kiss Me, Kill Me“] é bem dificil de classificar. Não é própriamente uma comédia normal, ou o típico filme romântico fofinho ao estilo oriental mas também não é um drama ou sequer um filme de acção. Talvez seja uma comédia negra mas ao mesmo tempo tem uma certa carga triste intimista que quase anula o efeito de algumas das piadas bem conseguidas por sinal.
Por outro lado não deixa de conter alguns gags hilariantes nos locais mais inesperados e os dois protagonistas á medida que história se desenvolve vão ganhando uma química excelente no ecrã.
A estrutura é bem mais original do que aparenta, porque [“Kiss Me, Kill Me“] é um daqueles filmes em que nunca sabemos bem o que vai acontecer a seguir e mesmo quando adivinhamos, há sempre qualquer coisa que se mete pelo meio trocando as voltas ao espectador por mais do que uma vez; o que tem como efeito secundário o filme pular entre géneros com uma facilidade bastante natural que lhe dá um certo carísma.
Na sua essência não é uma comédia, mas está cheio de piadas cirurgicamente colocadas nos momentos mais inesperados para nos fazer rir, ás vezes até nos momentos mais tristes e dramáticos. E vice-versa.
[“Kiss Me, Kill Me“] enquanto filme romântico não se insere bem naquilo que o espectador espera quando o vê pela primeira vez, mas é isso que ao mesmo tempo lhe dá uma grande personalidade.
Contém cenas de acção interessantes, suspanse quanto baste e um par de twists ao melhor estilo cinema romântico Sul Coreano, que embora não sejam propriamente inesperados são sempre bem-vindos e neste caso ajudam a tornar esta história num bom filme romântico a não perder por quem gosta do género e quer ver algo que ainda não viu neste estilo de histórias. Não porque seja muito original mas porque a sua força está nos muitos pormenores que estão espalhados pelo argumento e bem ilustrados pela própria realização do filme.
E por falar em realização, ao contrário do que aconteceu em “Daisy“, um filme á primeira vvista semelhante no que toca a histórias de amor com assassinos profissionais, aqui em [“Kiss Me, Kill Me“] a estética nunca se sobrepõe á história mesmo o filme tendo um estilo visual particularmente diferente por força até de alternar bastante entre vários géneros de história. Nunca se sente também que a história esteja fragmentada por causa disso, o que só revela o bom trabalho do realizador a equílibrar os vários diferentes elementos.
Em certas alturas, o tipo de humor negro faz lembrar bastante o hipnótico e bastante esquecido “Sweet Rain“. Até a parte da história á volta do submundo do crime tem algumas semelhanças na forma como o humor é usado para criar momentos inesperados ás vezes nas alturas de maior suspanse e tensão.
O tom da história de amor algo desconcertante remete imediatamente [“Kiss Me, Kill Me“] para algo semelhante ao que poderão ver em “Castaway on the Moon” pois até o próprio ambiente do filme tem certas semelhanças.
Como thriller de acção resulta , pois toda a história á volta da profissão do protagonísta é cativante quanto baste, como comédia negra tem bastantes momentos humorísticos inesperados que os vão fazer rir nos momentos mais inclassificáveis, como filme dramático – sério – consegue uma carga intimista algo tocante na forma como lida com o tema da solidão e finalmente como história de amor vai nos cativando é medida que as coisas se sucedem.
Embora na minha opinião, a parte romântica não resulte logo do início; coisa que não demora muito a ser reparada e a partir da hilariante damático-cómica sequência do passeio no parque de diversões duvido que alguém que veja este filme não fique logo a torcer pelos protagonistas.
Sabem aquelas cenas românticas típicas em que um casal enamorado passeia pelo jardim, anda nos carrosseis do parque de diversões, come algodão doce, etc ? Já viram isso antes certo ? Errado.
Nunca como neste filme e é bem divertida pela forma como falha redondamente por ser a sequência mais anti-romântica de todos os tempos neste contexto e ao mesmo tempo cimenta a relação dos protagonistas dando a volta por completo aos clichés do género.
Essencialmente não há muito mais para dizer sobre [“Kiss Me, Kill Me“] sem correr o risco de estragar o prazer da descoberta.
O trailer dá uma ideia mais cómica e caótica do estilo de filme do que na realidade este é, mas mesmo assim se procuram mais uma história de amor Sul Coreana e tal como eu ficaram um bocado desiludidos com “Daisy” que tem uma temática semelhante, se calhar poderão curtir muito este filme.
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CLASSIFICAÇÃO:
É mais uma boa história de amor Sul Coreana a juntar á colecção por todos vocês que chegam a este blog á procura de filmes do género. Não será inesquecível mas enquanto dura é interessante e tem alguns bons momentos tanto a nível dramático como a nível de suspanse e comédia negra.
Sendo assim é um daqueles filmes do qual não se pode dizer grande coisa negativa. Não deslumbra mas é competente e tem um certo carísma que só lhe fica bem e o distingue de tantos outros títulos semelhantes.
Quatro tigelas de noodles pois vale a pena espreitarem nem que seja uma vez.

A favor: está cheio de gags humoristicos nos sitios mais inesperados, a sequência do parque de diversões é um gag tão trágico quanto original e bem divertido, a história de amor resulta e ainda tem tempo para um twist engraçado, os protagonístas têm carísma, as cenas de acção são interessantes e o filme consegue ter algum suspanse, não será um clone mas nota-se grande influência (bem aproveitada) do estilo “My Sassy Girl” que já se tornou incontornável no moderno cinema de comédia romântica Sul Coreano.
Contra: não tem nada que o torne um grande filme por aí além, tem uma carga triste e algo intimista que se calhar seria dispensável (ou talvez não), não fica na memória.
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NOTAS ADICIONAIS
Trailer – em tom mais ligeiro do que o filme é na realidade.
http://www.youtube.com/watch?v=5EF_838Ka_Y
Download aqui – com legendas em inglés.
IMDB
http://www.imdb.com/title/tt1430619
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Outros títulos românticos recomendados:
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Ora aqui está o equivalente cinematográfico Sul Coreano daqueles emails “Enlarge your Penis” que todos gostamos de receber nas nossas caixas de correio.
Bem vindos a [“A Tale of Legendary Libido“], um filme sobre pilas.
Grandes.
[“A Tale of Legendary Libido“] poderia ser também um anúncio publicitário para o Viagra por exemplo e portanto para toda a gente que sempre quis ver um filme sobre penis gigantes e nunca o encontrou antes, tem aqui o filme da sua vida.
Não é o meu.
Não é o meu mas é um filme totalmente original e muito menos estúpido do que á primeira vista vocês poderão pensar com um tema destes.
Sim, todo o filme gira á volta de um gajo com uma pila enorme. No entanto aquilo que poderia descambar numa sucessão de gags sem grande imaginação na verdade é aqui usado para criar alguns momentos não só hilariantes como acima de tudo inesperados e visualmente muito criativos; o que torna [“A Tale of Legendary Libido“] numa inesperada proposta para quem procura uma comédia sexual oriental cheia de miudas giras e muito nuas aos pulinhos por todo o lado.
E garanto-vos, vocês nunca viram nada assim.
Quando eu pensava que já tinha visto tudo no que toca a comédias sexuais , tive que reorganizar as minhas ideias porque [“A Tale of Legendary Libido“] é realmente único e se calhar até criou aqui um género novo de cinema; uma espécie de filme de fantasia de temática sexual mas sem monstros ou batalhas…apesar de meter feiticeiros e magia.
Anteriormente dentro do cinema oriental só tinha encontrado uma comédia sexual digna de nota pela sua ousadia e invenção no que toca a gags com sexo, o “Sex is Zero” de que já falei aqui no blog.
Acontece que este [“A Tale of Legendary Libido“] está no entanto numa liga á parte e só não se torna um clássico instantaneo por causa de um grave problema que passarei a explicar mais adiante.
Essencialmente a primeira metade do filme é absolutamente genial em todos os aspectos. A história é parva como o raio, mas resulta, os gags são originais, muito criativos e por demais hilariantes num par de vezes. Tudo isto muito graças ao próprio trabalho do realizador que encena as sequências mais inimagináveis envolvendo miudas nuas, gajos esfomeados e mulheres mais velhas digamos…necessitadas…
Visualmente [“A Tale of Legendary Libido“] é um filme extraordinário pela forma como cada imagem está cuidada e cada plano parece estar pensado para nos maravilhar com os mais pequenos pormenores dos cenários. Isto é fundamental para criar uma atmosfera de mundo encantado e aldeia perdida que faz com que este filme pareça na verdade uma história de Fantasia com deboche por todo o lado.
Imaginem o – Shire – dos Hobbits, mas onde toda a gente só pensa em sexo a todo o instante e onde tudo o que tenha pernas é perseguido; desde galinhas, cabras e até … ursos… quando as mulheres não se deixam apanhar e onde apesar de tudo os maridos não têm grande reputação entre elas.
É quase impossível descrever o quanto este filme é atmosférico. A primeira metade de [“A Tale of Legendary Libido“] conta não só com uma galeria de personagens hilariantes como principalmente está carregada de momentos visuais que os fará fazer ficar com vontade de fazer pausa a todo o instante só para admirar a natureza em redor. E não estou a falar das miudas orientais fofinhas sem roupa, dos seios flutuantes e de tudo o mais que vocês nem imaginam que acontece nesta história.
Os gags são muito engraçados, não só porque funcionam no papel, mas porque muitas das vezes a piada está não no que acontece, mas na forma – como – acontece !
E esperem só até ver o que acontece na cena em que os homens vão todos para o rio á noite para ver miudas giras sem roupa. Vão perceber o que eu quero dizer a propósito da inventividade do realizador, também argumentista.
[“A Tale of Legendary Libido“] conta a história de um desgraçado ( curiosamente o mesmo actor de “See you after school” noutro papel de infeliz).
Este triste marginalizado pela aldeia inteira vende bolinhos de arroz e é constantemente desprezado pelas mulheres pois todas têm apenas olhos para o irmão do nosso triste heroi. E porquê ?
Bem porque ao contrário do seu irmão mais velho que foi abençoado pela natureza entre as pernas, o nosso desgraçado heroi tem fama não só de ter um membro minusculo como ainda por cima de ser impotente e logo vão perceber porquê.
Uma noite encontra um velho feiticeiro, uma espécie de “Gandalf” oriental do deboche que lhe revela que algures perto do totem presente no centro da aldeia está enterrada uma poção mágica que atribui virilidade a toda a gente que dela beber. Acontece que não se pode beber mais do que uma gota de cada vez devido á potência da bebida.
Obviamente que o nosso desgraçado heroi bebe a garrafa toda de seguida e os resultados não se fazem esperar.
[“A Tale of Legendary Libido“] tem uma primeira metade tão genial, divertida, criativa e hilariante que eu estava plenamente convencido que que iria atribuir a classificação máxima a este filme sem pestanejar sequer.
O ritmo é alucinante, as sequências surpreendem-nos a todo o instante e os personagens são hilariantes, com destaque particular para a mulheres esfomeadas da aldeia e que os vão divertir á brava de cada vez que aparecem ainda mais taradas que os homens do local.
Curiosamente para uma comédia sexual, tem muito pouco sexo…o que é estranho. Parece uma espécie de comédia sexual para a família com autocensura visual e onde se fala muito mas faz-se pouco. Não esperem algo como o que viram em “Sex is Zero“, embora tenha a sua quota de miudas orientais despidas e posições sexuais…e sexo com ursos…
Também tem um pormenor muito engraçado que se calhar não se nota logo mas dá uma atmosfera ainda mais curiosa á história. Tudo ao redor do nosso desgraçado heroi é hilariante num estilo totalmente over-the-top (onde nem faltam números musicais), no entanto o personagem principal é brilhantemente sempre apresentado num registo sério e quase dramático. [“A Tale of Legendary Libido“] é uma espécie de história intensamente dramática onde toda a comédia está no que se passa ao redor da tragédia do protagonista da história e não no facto do personagem ser constantemente caracterizado apenas como o palhaço do argumento como seria de esperar neste tipo de comédia sexual.
No entanto, para minha surpresa e grande desilusão não posso atribuir uma nota muito espectacular a este título.
Se calhar nem merece a classificação que lhe atribuo no final deste texto sequer por um simples motivo.
[“A Tale of Legendary Libido“] tem duas metades muito distintas que não encaixam de todo e não se percebe porquê.
A primeira metade é totalmente brilhante, mas a partir do meio do filme, mal o nosso heroi começa as suas proezas sexuais subitamente parece que todo o genial conceito original se esgotou.
Totalmente.
Quase que se pode dizer que demasiado viagra tornou este argumento impotente, o que é o pior que poderia ter acontecido num filme onde se falta tanto de sexo.
Não se percebe de todo o porquê depois de uma primeira parte tão boa na segunda metade a criatividade parece ter-se esgotado totalmente. Contém ainda bastantes piadas que nos fazem sorrir e até dar ainda umas boas gargalhadas, mas de repente sentimos que já não estamos a ver o mesmo filme e toda a premisa incial parece ter-se esgotado em tudo.
Não só desaparece aquela criatividade nas piadas e tudo parece mais do mesmo, como inclusivamente a própria realização parece apagar-se.
[“A Tale of Legendary Libido“] entra por um caminho algo ambiguo. Ás vezes parece que vai querer ser um drama, outras uma história de amor fofinha ao estilo sul coreano, mas na verdade não tem bases para nada disso, porque essencialmente levou toda a genial primeira metade a definir um estilo de filme e um universo erótico-humoristico único que depois parece não ter mais interesse em prosseguir ou desenvolver.
Isto torna a segunda metade do filme algo arrastada, sem chama e até chata de seguir e até ao final a energia incial nunca mais volta a ser a mesma.
O segundo acto está por demais fragmentado e as coisas sucedem-se sem grande referência anterior na história o que cria a ideia que os personagens flutuam por episódios sem grande ligação ou justificação.
Pensei que isto teria sido impressão minha, mas curiosamente agora ao procurar informação no imdb sobre este filme reparei que o único comentário que lá está sobre este título também fala precisamente daquela sensação de piada esgotada e filme sem imaginação que percorre a segunda metade do argumento, portanto se calhar o filme tem mesmo esse problema.
Não quer dizer que o filme se torne mau, mas simplesmente não é já mais o mesmo e isso nunca deveria ter acontecido num título como este, pois se tivesse continuado a seguir a mesma fórmula até ao fim não deixaria de ser uma comédia excelente por causa disso. Assim como está torna-se algo muito decepcionante.
Curiosamente, 95% do trailer é precisamente montado com imagens da excelente primeira parte; o que só indica que alguém também se deve ter apercebido que havia algo já não tão engraçado na segunda metade e tentou evitar que essa sensação passasse logo para o espectador .
E sim, a primeira parte é tão boa onda, divertida e cheia de humor quanto aparenta no trailer, o que ainda torna a segunda metade do filme um desperdício maior apesar de conter um par de piadas hilariantes dispersas por entre a monotonia generalizada.
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CLASSIFICAÇÃO:
Provavelmente não merece uma classificação tão generosa, porque a segunda parte do filme é realmente decepcionante e desprovida de imaginação, mas leva quatro tigelas de noodles na mesma porque a primeira metade do filme é fantástica a todos os níveis.
E tem miudas fofinhas nuas, velhas taradas e sexo com animais.

A favor: a primeira parte do filme é muito engraçada, a realização é fantástica na forma como ilustra alguns gags hilariantes, o gag do rio á noite é clássico, mais uma excelente interpretação do protagonista que parece ter-se especializado em personagens geek, parece um filme de Fantasia durante a primeira parte, como comédia sexual está muito bem conseguida e tem piadas bem mais inteligentes do que poderiamos esperar, está cheio de imagens fantásticas no que toca á criação de ambiente nos cenários, tem mamas a boiar…
Contra: a mudança de registo a partir da segunda metade do filme quase que o arruina pois parece que toda a imaginação do inicio foi deitada fora pela janela e tudo se torna por demais monótono e previsivel até, para uma comédia sexual sente-se uma certa auto-censura pois não contém propriamente muito sexo.
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Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=ArmK74hZN34
Comprar
http://www.yesasia.com/us/a-tale-of-legendary-libido-dvd-english-subtitled-taiwan-version/1014344788-0-0-0-en/info.html

Download – Está muito complicado voltar a encontrar uma boa cópia em torrents ou algo assim , mas podem ver o filme em várias partes no Youtube, embora com legendas em (agh) espanhol…
Também ainda não está disponível no AsianSpace.
IMDB
http://www.imdb.com/title/tt1433775
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