The Forbidden Kingdom (The Forbidden Kingdom) Rob Minkoff (2008) EUA/Italia/China


Quando eu me preparava para cascar forte e feio  neste título eis que sou obrigado a engolir as minhas ideias pré-concebidas pois não contava nada com isto.
Depois do deboche que foi o post anterior, falemos então de [“The Forbidden Kingdom“], um filminho de artes marciais americano para toda a família…produzido por uma italiana (Rafaela De Laurentis) e rodado com uma equipa internacional cheia de chineses. Na china.

Quando vi pela primeira vez o trailer disto, na altura em que o filme saiu, fiquei plenamente convencido de que iria ser um filme de que nunca iria falar aqui no blog. Primeiro porque era um produto directamente ligado a Hollywood, depois o heroi era o típico puto americano e portanto não me parecia um bom candidato para ser comentado num blog como este.

Além disso o trailer parecia-me um vazio e nem o facto desta história contar com Jet Li contracenando com Jackie Chan me deu grande motivo para espreitar aquilo que essencialmente mais me parecia um hibrido falhado entre o melhor do cinema oriental e aquilo que os americanos achariam que o cinema oriental supostamente deveria ser.
Ou seja, porrada de karaté com gajos de olhos em bico e um heroi americano para salvar a China.

Ao longo do tempo, comecei a notar que muitos blogs e sites sobre cinema oriental acabavam sempre por falar deste filme mas para dizer a verdade acho que nunca li uma review sequer e como tal continuei a ignorar [“The Forbidden Kingdom“] até há dois dias atrás.
Descobri este dvd em promoção no Hipermercado Jumbo aqui em Portugal apenas a 1.99€ a edição de 2 discos e não resisti. Era agora ou nunca.
Como tinha comprado o dvd, lá tinha então que ver o filme, mas parti para ele plenamente convencido de que iria ver um pedaço de plástico do piorio.
Enganei-me.

Quer dizer, mais ou menos.
É um pedaço de plástico mas … não é que o raio do filme é surpreendentemente uma pequena grande aventura de fantasia muito divertida ?!! Desta não estava á espera.
Para começar não estava á espera que tivesse um ambiente visual tão fantástico e detalhado.
No que toca ao aproveitamento de paisagens naturais [“The Forbidden Kingdom“] está de parabéns. Esta aventura soube mesmo criar uma atmosfera de mundo de fantasia muito para além daquilo com que eu estava a contar.
Ou seja, mesmo quando as paisagens são aumentadas por CGIs, tudo tem um visual fascinante, muito imaginativo e cheio de ambiente, o que começou logo por ser um ponto extremamente positivo num filme que não pedia mais do que ser uma colecção de cenas de porrada chinesa filmada por um americano.

A verdade é que [“The Forbidden Kingdom“] conta com um universo realmente muito bem concebido que nos faz mergulhar numa china antiga de fantasia quase como se fosse uma espécie de Terra Média oriental (inclusivamente a expressão é usada no filme para descrever a geografia desse mundo).

Adorei e fiquei logo plenamente cativado por todo o visual daquele universo imaginário. Este filme contém algumas das melhores e bonitas paisagens criadas para um mundo de fantasia cinematográfico que alguma vez vi num produto americano e nota-se que houve mesmo muito cuidado na criação de toda a geografia imaginária de modo a dar ao espectador um bom palco para todas as cenas de kung-fu. Gostei.
[“The Forbidden Kingdom“] visualmente é uma espécie de cruzamento entre “The Promise” e “The Restless” com um certo sabor a “The Neverending Story” oriental, embora sem qualquer criatura fofinha pelo meio.

Como eu não esperava um titulo violento ou minimamente realístico a nível de cenas de guerra e batalhas, o facto do filme ser totalmente limpinho no que toca a cenas de sangue e tripas pelos ares comuns nos épicos medievais orientais, também não me chateou muit0 que [“The Forbidden Kingdom“] fosse essencialmente uma aventura para toda a família no mais básico estilo americano.
Isto porque o filme pode ser um título quase para crianças, mas tem o mérito de não alienar o público adulto que goste do género de fantasia e aprecie particularmente filmes orientais com muito kung-fu á mistura.

[“The Forbidden Kingdom“] tem tudo para agradar ao público mais jovem, mas por outro lado está carregado de referências visuais para fazer com que o pessoal que já conhece bem outros titulos do género oriental possa olhar para esta aventura americana como uma espécie de caça ao tesouro.
Nota-se que quem criou este produto hibrido entre várias culturas e estilos de cinema conhece bem o que foi produzido no cinema clássico oriental do género no passado e resolveu polvilhar todo o argumento por demais simples a uma primeira vista com dezenas de pequenos pormenores que homenageiam tudo desde á série “Monkey”, aos filmes com o “Drunken Master” e até ao próprio cinema de Tsuy Hark.

Portanto, se vocês gostarem muito de filmes de kung-fu e conhecerem bem os titulos clássicos vão conseguir curtir muito mais [“The Forbidden Kingdom“] do que qualquer outra pessoa que não consome cinema do oriente, pois este filme está cheio de sequências que não são mais do que homenagens aos produtos originais. E resulta.
Por isso nota positiva também para o facto do argumento parecer muito básico, mas na verdade conter mais substância do que aparenta.

Ok, tem um heroi adolescente americano que não serve para nada.
Podia ter-se feito este filme sem recorrer a qualquer referência americana que este resultaria na mesma, mas afinal há que vender isto ao público ocidental e claro que não bastaria contar com Jet Li e Jackie Chan para fazer o filme render nas bilheteiras americanizadas do mundo inteiro. Tinha que haver um heroi americano teenager.

Surpreendentemente, apesar do personagem ser perfeitamente dispensável nisto tudo, a verdade é que temos em [“The Forbidden Kingdom“] um bom personagem adolescente que contrariamente ao que eu esperaria não é de todo um daqueles adolescentes saídos de uma boys-band para vender posters ás meninas que costumam polvilhar este tipo de filmes mais infantís.

Na verdade o heroi teen deste filme até é um tipo simpático e que podia ser perfeitamente uma pessoa comum. Até aqui nota-se um cuidado da produção para criar um personagem central que se integrasse na narrativa e não recorreram apenas a uma estrela com carinha laroca para fazer suspirar o público teenager. Obviamente que é um bocado estéreotipado, mas está definido dentro das próprias regras deste tipo de história e consegue realmente o feito de ser um adolescente num filme americano que não dá cabo dos nervos ás audiências adultas que já não podem mais com High School Musicals.

De resto não há muito mais para dizer, além de que muita gente parece ter ficado algo decepcionada porque o primeiro encontro cinematográfico de duas lendas como Jet Li e Jackie Chan tenha ocorrido num filme tão pouco violento e tão ligeiro, mas a mim não me chateou minimamente. Embora verdade seja dita me pareça (até pelo making of) que ambos entraram nisto mais pelo cheque do que por qualquer outra razão.

Penso que tanto Jet Li, como Jackie Chan cumprem perfeitamente, as suas sequências de luta são muito criativas visualmente, divertidissimas de acompanhar e ambos os personagens têm carísma suficiente para conseguirem uma boa química no ecran quando ambos estão presentes e acho que ambos equilibram muito bem o filme ao redor do personagem teen principal.
Ah, e a miúda é fofinha quanto baste também.

Uma nota positiva para o realizador. Sinceramente não estava nada á espera que um filme americano conseguisse captar aquela magia de um produto oriental no que toca a este género de cinema de kung-fu mas penso que o realizador está de parabéns.
Além de dotar [“The Forbidden Kingdom“] de uma identidade própria, conseguiu equilibrar muito bem aquilo que os americanos supostamente devem achar que deverá ser um filme de kung-fu com o melhor daquilo que realmente é um bom filme de kung-fu. Mesmo kung-fu para crianças.

Os personagens nunca andam perdidos, o filme tem um ritmo excelente e montes de atmosfera e  nem o facto dos vilões serem totalmente de cartão impede que o produto final seja uma aventura de fantasia muito divertida que consegue demonstrar o que pode haver de melhor no cinema pipoca americano e oriental sem ter que sacrificar nenhuma das suas características.
[“The Forbidden Kingdom“] é assim uma espécie de aventura totalmente série-B, mas filmada com muito dinheiro.

O facto de tudo ter sido filmado na China, também ajudou imenso e já agora recomendo vivamente que espreitem os pequenos documentários de making of se comprarem a edição de dois discos que eu tenho. O segundo disco com extras não tem mais de meia hora , mas contém um par de pormenores de bastidores que vão gostar de conhecer, dos quais destaco a fantástica cidade cenário que existe na china e que os vai deixar fascinados.

A propósito, se tiverem uma sensação de dejá-vu ao verem [“The Forbidden Kingdom“] no que toca a cenários…é porque  já viram muitos deles em filmes como “Curse of the Golden Flower” por exemplo. Apenas agora neste filme estão decorados de forma ligeiramente diferente o que permitiu á produção fazer com que esta aventura de fantasia pareça ter custado mais a produzir do que na realidade custou em orçamento. Muitas das coisas já existiam construidas na china para outros filmes e por isso também vão curtir prestar atenção aos cenários e tentar lembrarem-se onde é que já os viram antes.

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CLASSIFICAÇÃO:

É um filme básico, é pipoca total, não tem nada que os impressione na história e o suspanse dramático é totalmente inexistente, mas lá que é uma pequena grande aventura de fantasia isso é. Acima de tudo é um filme simpático e muito divertido para quem decidir entrar no espírito da coisa. Bem melhor do que aparentava ser no trailer e totalmente recomendável a quem procura um bom filme de familia dentro do género de fantasia passado num mundo imaginário visualmente fantástico e cheio de identidade.
Ainda pensei dar-lhe apenas trés tigelas de noodles, mas a verdade é que estaria a ser injusto se não lhe atribuisse mais uma e portanto fica com quatro. É um filme simples mas como cinema puramente pipoca é muito bom mesmo.
Não peçam muito dele e vão gostar. Especialmente se comprarem o dvd edição dupla a 1.99€ como eu comprei nos Hipermercados Jumbo em promoção especial.

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A favor: cenários e ambientes de fantasia muito atmosféricos e visualmente criativos, personagens simpáticos e com carísma no ecran, espectaculares coreografias de acção criativas quanto baste, é uma aventura de fantasia muito divertida embora banal, está carregado de referências a filmes clássicos orientais, é um bom filme pipoca “oriental” surpreendentemente bem realizado por um americano.
Contra: não tem qualquer suspanse seja a que nível for, não tem um pingo de originalidade, os vilões são totalmente de cartão.

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NOTAS ADICIONAIS:

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=e66Og0lOCcE

Comprar
DVD – http://www.amazon.co.uk/Forbidden-Kingdom-DVD-Jackie-Chan/dp/B001EY5VJQ/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1314827804&sr=8-1
BluRay – http://www.amazon.co.uk/The-Forbidden-Kingdom-Blu-ray/dp/B001D07Q2Q/ref=sr_1_2?ie=UTF8&qid=1314827804&sr=8-2
Se estiverem em Portugal devem encontrar o dvd duplo á venda nos Hipermercados Jumbo por 1.99€ (neste mês de Agosto de 2011).

Download aqui com legendas me PT/Br

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0865556/combined

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Filmes “semelhantes” de que poderá gostar:

A Chinese Tall Story The Myth The Promise

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Kiseichuu: kiraa pusshii (Sexual Parasite Killer Pussy) Takao Nakano (2004) Japão


Sexo e deboche.
Miudas orientais nuas, mamas por todo o lado e pouca-vergonha da boa quanto baste com boé de lésbicas de olhos em bico á mistura.
Agora é que este blog vai triplicar as visitas.
Bem-vindos a [“Sexual Parasite Killer Pussy“].
E não, vocês nunca viram nada assim.

Se calhar depois desta primeira imagem eu já nem precisava dizer mais nada mas…vocês nunca viram uma chungaria como esta e também nunca viram tanta gaja nua e tanto sexo numa recomendação deste blog.
Fica desde já aqui o aviso que este titulo não será própriamente recomendável ás minhas leitoras mais sensiveis.
Além disso este texto poderá tornar-se inclusivamente bastante chunga para condizer com o filme.
[“Sexual Parasite Killer Pussy“] é puro cinema exploitation que se assume como chungaria libidinosa para machos ainda mais grunhos desde o primeiro minuto e como tal só agradará aquele público que curtir o género e entrar neste universo sem qualquer preconceito pois aqui nada é para ser levado a sério.
É um titulo totalmente despretencioso e nota-se que o objectivo foi mesmo criar um produto que divertisse por (não) ser tão chocante, tendo o resultado sido brilhante na minha opinião e não estava nada á espera disto.

Este é o tipo de filme que se fosse bom, teria sido péssimo.
Como é péssimo, logo é totalmente genial. Porque é do piorio. Mesmo !
Tudo falha em [“Sexual Parasite Killer Pussy“] , logo tudo acerta em cheio porque nada funciona.
E se nada funciona temos um filme totalmente divertido a muitos níveis e este é um daqueles títulos em que se sente que os criadores se devem ter divertido bastante a fazer o pior que podiam para nosso prazer.

Tudo o que é cliché chunga está neste filme, a começar pelo sexo. Montes de sexo.
E se procuram um filme de terror, esqueçam. Isto só pode ser para rir.
Aliás, se este filme tem uma falha gravíssima é precisamente por causa do sexo.
Não por este estar sempre presente ;(o que foi, não gostam ?), mas porque alguém deveria ter tido coragem de ter ido mais longe embora seja esta indefinição que remeta este titulo para o género dos chamados Pink Films.
[“Sexual Parasite Killer Pussy“] só por um triz não é um filme porno totalmente hardcore e merecia ter sido.
Não me surpreenderia de todo se inicialmente tivesse sido pensado como tal.

Este titulo merecia ter sido um filme porno plenamente assumido, isto porque se assim fosse teriamos tido aqui um daqueles raros exemplos de cinema pornográfico que realmente cativaria o público não só pelo sexo mas porque seria um titulo divertido mesmo nas cenas onde não há miudas nuas a comerem qualquer coisa.
Aliás, nunca se percebe bem se [“Sexual Parasite Killer Pussy“] é uma história escrita para mostrar miudas e rapazinhos no deboche de dez em dez minutos com uma história de terror á mistura, ou se será uma história de terror com sexo inserido a martelo porque fica sempre bem mostrar umas gajas nuas a se comerem umas ás outras, a serem comidas pelo elenco masculino, ou a comerem o elenco masculino.

A esta altura vocês devem estar a pensar que já viram dezenas de filmes com adolescentes onde há sempre a inevitável cena com sexo ou pelo menos miudas com mamas boas á mostra por dá-cá-aquela-palha. Se estão a pensar nos habituais filmes de terror teen americanos, deixem-me dizer-lhes que as cenas de sexo neste [“Sexual Parasite Killer Pussy“] são um bocadinho mais ousadas do que costuma passar por erotísmo nas produções da terra do tio Sam e eu não estava nada á espera disto, pois pensava que ia encontrar o típico título de terror com monstros e adolescentes e mamas ao léu em moldes mais ocidentais mas filmado no Japão.

Fiquei com a ideia de que isto será inclusivamente uma daquelas produções com actores porno que querem dar o salto para o cinema-mainstream. Um pouco como os filmes “normais” em que a Tracy Lords, a Ginger Lynn ou o Ron Jeremy costumam entrar para mostrar que são mais do que um pedaço de carne, pois só assim consigo explicar até a própria ousadia sexual de alguns momentos presentes em [“Sexual Parasite Killer Pussy“].

As miudas em [“Sexual Parasite Killer Pussy“] têm mesmo um certo ar chunga natural o que só lhes fica bem.
Aliás, quando a melhor performance do filme vem do monstro de plástico a gente percebe logo que isto só pode ser um titulo de qualidade a sério.
Qual Casablanca qual quê ! Ainda me vêm falar dos clássicos ! Eu queria ver a Ingrid Bergman a representar da mesma forma com um alien com dentes a sair da vagina !
E depois ainda dizem que o pessoal do cinema chunga não sabe representar ! O mundo é muito injusto.
Por outro lado este é o filme certo para desmistificar aquele ar de miuda fofinha oriental a que estamos habituados nos filmes do Japão, porque pelo menos eu com aqueles grandes planos de mamas no ecran a todo o instante a meio do filme já nem me lembrava que “Be with You” existia !

Portanto meus amigos, (e quem sabe, amigas), se gostam de vaginas vão gostar deste filme.
Por outro lado, [“Sexual Parasite Killer Pussy“] pode dar cabo da vossa vida sexual por uns tempos.
Depois de verem isto, a vossa vida nunca mais será a mesma.
E já agora, nunca mais irão para olhar para Alien da mesma forma também pois inevitávelmente  irão sempre recordar-se que um dia viram um dos piores clones do género que alguma vez julgaram ser possivel e de repente o monstro a sair do peito de John Hurt já não lhes irá parecer tão fantástico assim. Nada se compara a uma boa vagina com dentes.

Possivelmente será um dos piores filmes que alguma vez vi e portanto ao contrário do que vocês pensam, este segue já com a minha mais alta recomendação apesar da nota mediana que irá levar no final.
[“Sexual Parasite Killer Pussy“] é tão mau, mas tão mau que se torna absolutamente divertido e irressistível e vai encher as medidas de todo o pessoal que costuma chegar até este blog á procura de filmes com miudas orientais nuas ou quem está á procura de um daqueles verdadeiros títulos de culto dentro do cinema oriental a pedir uma descoberta.
É este !
E só tem 60 minutos !!!
A sério.
É bem pequeno mas parece muito maior porque tem sempre tanta coisa a acontecer a todo o instante que nunca dá descanso ao espectador e por isso garanto-vos que se gostarem de cinema de baixo orçamento, têm aqui provavelmente a melhor produção sem-orçamento do cinema oriental que alguma vez poderão encontrar pela frente.

O que me leva ás coisas positivas.
Tem gajas nuas e sexo.
Adolescentes imbecis aos bocados, castrações á dentada, baldes de sangue e muito terror de meter medo.
Mais gajas e mais sexo.
Mamas.
Vaginas com dentes e meninas lesbianas orientais, o que é sempre bom.
E também tem indios da Amazónia.

Eu disse, indios da Amazónia.
Bem, na verdade, é apenas um indio da Amazónia.
E suspeito que não terá própriamente nascido no Brasil. Ou já agora, que viva na Amazónia. (Vide senhor á direita na foto acima.)
Será certamente o primeiro  indio nativo da Amazónia a ter nascido no Japão e a viver algures num jardim botânico em Tokio, o que só demonstra o cuidado que houve nesta produção carregada de localizações deslumbrantes e efeitos especiais que os irá fazer cair para o lado.
De tanto rir.

Depois de ver a criatura de [“Sexual Parasite Killer Pussy“] eu juro que nunca mais faço comentários depreciativos em relação aos milhares de Godzillas made-in-japan com os seus fantásticos efeitos especiais estilo Power Rangers.
Isto, porque este monstro vaginal presente agora neste filme bate tudo o que vocês possam imaginar no que toca a monstros de plástico.
E já lhes falei das cenas de acção e violência ?

[“Sexual Parasite Killer Pussy“] além de ser chunga sexualmente e parecer-se a todo o momento com um daqueles posters para camionistas mas com gajas que mexem as mamas, é também um verdadeiro filme do Rambo, onde não falta a clássica sequência em que o heroi, neste caso a heroína se arma com tudo o que tem á mão e mete uma fita na cabeça, aqui num excelente cruzamento entre John Rambo, Helen Rippley e puta da esquina.

Depois a rapariga entra por uma onda de violência verdadeiramente arrepiante quando se lança á caça das outras gajas boas que entretanto ficaram possuídas pelo monstro e numa cena extraordináriamente cruel, espanca (mas com muito carinho) a outra chavala chungosa do filme na melhor cena de espancamento com um tubo de metal que vocês alguma vez verão num filme para gajos de barba rija.

Entretanto, há mais umas mamas e umas cenas de quecas orientais pelo meio para não desanimar o pessoal.
Tudo regado a banhos de sangue e muito gore.
Se é que se pode chamar gore a isto, pois comparado com [“Sexual Parasite Killer Pussy“], o filme “Hell” made-in-tailandia é um verdadeiro Sexta-Feira 13.
Querem tripas ? Querem entranhas banhadas em sangue e verdadeiros momentos nojentos com pessoas decepadas ?
Não é aqui neste filme.

O que levam daqui são cenas geniais com tripas feitas de tubos e mangueiras pintadas de vermelho e uma castração hilariante quando um dos rapazinhos é literalmente comido por uma das miúdas.
E já agora, [“Sexual Parasite Killer Pussy“] dá um novo significado ao sexo-oral também.
Como podem ver este filme tem tudo ! Excepto cinema talvez…
Por isso como podemos não gostar desta obra-prima ?
Os melhores 60 minutos que vocês poderão passar a ver um filme se entrarem no espírito da coisa.

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CLASSIFICAÇÃO:

Vejamos…o filme é brilhante. Por isso não se deixem ficar pela minha singela classificação de apenas trés tigelas de noodles, até porque não poderia classificar isto de outra forma. Se curtem cinema de culto ultra-chunga, acrescentem-lhe mais um par de tigelas de noodles por vossa conta.
O filme é mau como o raio, mas é essa a sua grande força. Por outro lado é do piorio. Mas é bom.
E tem miudas chungosas orientais nuas em montes de deboche. E vaginas com dentes.
É boooooom !

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A favor:  É completamente chunga e um excelente exemplo daquilo que é designado por Pink films no japão, tem gajas nuas, tem sexo, tem meninas lesbianas, tem mais gajas nuas, tem mamas por todo o lado, tem mais meninas lesbianas, tem mais sexo, tem chungaria que nunca mais acaba, não tem orçamento nenhum, parece um soft-porno inacabado com montes de sangue e monstros á mistura, tem mais mamas, tem mais deboche, tem violência de cair a rir, efeitos nada especiais, e mais sexo, gajas nuas outra vez, quem sempre quis saber como é o interior de uma vagina não é aqui que vai encontrar a resposta, é um filme de terror que não mete medo, os monstros são de plástico e nota-se,  tem uma vagina com dentes, tem castrações á dentada, tem violência erótica com tubos e canos (não é isso seus tarados), tem mais sexo, não se leva a sério, tem apenas 60 minutos embora para mim a duração ideal seria 69 pois as cenas eróticas são mais ousadas do que é costume encontrarmos neste tipo de filmes de terror com adolescentes imbecis, quem gosta do Brain Dead ou Bad Taste de Peter Jackson não pode perder isto.
Contra: quem não percebe onde está a piada no cinema de culto ultra low-budget não vai conseguir olhar para este excelente exemplo do exploitation oriental  trinta segundos sequer, devia ter sido um porno totalmente assumido pois assim parece que lhe falta coragem de ter ido mais longe nas cenas de sexo.

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NOTAS ADICIONAIS:

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=vsgDN2AjN8w&feature=related

Comprar
http://www.amazon.com/Sexual-Parasite-Sakurako-Kaoru/dp/B000XSKDLU/ref=sr_1_3?ie=UTF8&qid=1314306110&sr=8-3

Download com legendas em PT/Br

IMDB

http://www.imdb.com/title/tt0434125/

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Sondagem – Quantos filmes deste blog já viram ?


A título de curiosidade, a partir de agora esta sondagem estará presente no fundo da página com a lista de filmes mas de qualquer forma agradecia que participassem para eu ter uma ideia do quanto vocês começaram a explorar o cinema que recomendo.

Kokuhaku (Confessions) Tetsuya Nakashima (2010) Japão


Num par de reviews algures pela net alguém disse que assistir a [“Confessions“] é como ser atropelado por um Iceberg.
Eu próprio não poderia ter escolhido melhor expressão para classificar o impacto deste filme.

Refere-se também que este é um daqueles filmes que apesar dos prémios e de todo o reconhecimento que está a ter pelo mundo fora, muito certamente continuará a ser totalmente ignorado nos estados unidos e principalmente não se prevê uma distribuição americana tão cedo.
O que quer logo dizer que continuará desconhecido em Portugal porque nunca chegará ás salas “americanizadas” do resto do mundo. Especialmente no nosso país será um daqueles  filmes que estará condenado a aparecer um dia editado em dvd, retalhado em 4:3 e á venda naqueles cestos de promoções de kung-fu que os hipermercados têm por tendência classificar como cinema oriental por altura do Natal e afins.

O que é pena, pois [“Confessions“] é um daqueles filmes que nos faz perceber que afinal se calhar ainda não vimos tudo no que toca a cinema criativo e ainda existem maneiras cativantes e originais de se contar uma história. Especialmente uma história como esta que há partida não pedia mais que uma típica abordagem quase policial até.

Essencialmente [“Confessions“] começa quando uma professora de liceu no último dia de aulas perante a sua turma refere que a sua pequena filha de quatro anos foi encontrada afogada morta há pouco tempo numa piscina. Todos os indícios segundo a policia apontaram para que tudo não tenha passado de um acidente quando a criança caiu na água, mas na verdade a jovem professora tem outra explicação. A sua pequena filha foi assassinada num acto de bullying, os assassinos são precisamente dois alunos da sua própria turma, ela sabe quem eles são, em que carteiras estão sentados e preparou uma vingança inesquecível para fazer pagar bem caro a morte da sua bébé.

Digam lá se isto não é uma ideia fantástica para um filme de suspanse ?
E mais politicamente incorrecta não poderia ser. Se há um filme que jamais seria feito em Hollywood seria este e por isso ainda bem que existe cinema Japonês que mais uma vez marca pontos não só pela audácia como pela própria originalidade como todo o filme está estruturado.

Quem pensa que já tem uma ideia de como a história irá evoluir ,então é porque ainda não viu [“Confessions“].
Quem ainda não viu [“Confessions“] pensa que já viu tudo e não poderá ser surpreendido.
Este filme tem logo muita coisa boa á partida. Muitas vezes o cinema moderno é minimizado pela crítica por questões técnicas , por se parecer mais com um videoclip ou um anúncio publicitário do que com aquilo que é a formula clássica de se filmar e montar um filme.

É verdade que o estilo MTV ou a estética – “comercial de shampoo“- muitas das vezes é a morte de um bom projecto. O que não falta por aí , particularmente saído de Hollywood são videos musicais podres de chiques ou comerciais gigantes disfarçados de cinema mais interessados na estética que vende os produtos cuidadosamente colocados no meio das cenas do que em contar uma história e por isso é bom de repente encontrar pela frente um filme como [“Confessions“].

Estamos perante um trabalho que não só não esconde as suas influências visuais como as sabe usar de uma forma fascinante para criar um clima de tensão ainda mais angustiante do que esperariamos. Isto porque todos nós estamos habituados a ver nos comerciais e videoclips aquelas imagens fantásticamente estilizadas mas estas normalmente estão associadas ao prazer. A algo que nos querem vender ou a uma atmosfera de divertimento ou até sensualidade.
É aqui que [“Confessions“] também brilha.

Como se já não bastasse a história ser fantástica e com uma estrutura labirintica fascinante que os vai colocar a pensar sobre o assunto da violência infantil e a justiça de uma vingança, [“Confessions“] usa uma estética que normalmente associamos a coisas positivas para nos causar ainda mais arrepios na espinha á medida que a história se vai desenrolando e as revelações macabras se vão sucedendo.
Este filme pode inclusivamente ser considerado um filme de terror. Não assusta mas arrepia até á medula e apenas pela forma como desenvolve todos os pormenores referentes a uma das melhores e mais perturbantes vinganças que vi filmadas até hoje.

[“Confessions“] está cheio de imagens absolutamente fascinantes. É um daqueles filmes que apetece fazer pausa de cinco em cinco segundos só para apreciar o cuidado de cada imagem e há aqui milhares de frames que lhes ficarão na memória de certeza absoluta. A sua estética incialmente muito estranha aliada a uma estrutura narrativa ainda mais original poderá parecer-lhes á partida algo muito artificial, mas garanto-vos que quando chegarem ao fim nem se lembram de criticar esta obra por ser mais um daqueles produtos –made in photoshop– que muitas vezes aparecem pelo mercado.

O filme é frio como o raio, mas ao mesmo tempo é gélidamente poético. Está carregado de sequências lindissimas , muitas em slow-motion que os fará por momentos esquecer até a temática arrepiante do argumento. Nota máxima também portanto a nível visual.
[“Confessions“] pela sua estrutura bastante diferente do habitual poderá não ser um filme para todos, pois não deixa de ser automáticamente inserido numa certa categoria de cinema-de-autor pois de outra forma não poderia deixar de ser porque isto é comercial mas ao mesmo tempo é tão diferente que poderá não ser bem assim.

[“Confessions“] é comercial no sentido em que o fabuloso “Magnólia” de Paul Thomas Anderson também o (não) era.
Aliás, se gostaram de “Magnólia” pela forma como entrelaçou a estética, a história e a música não vão mais longe, [“Confessions“] é o vosso filme.
Imaginem um “Magnólia”  sobre psicopatas infantís, misturado com um ambiente gélido próximo de um “Requiem for a Dream” de Darren Aronofsky e uma pitada de “Battle Royale” sem esquecer um cheirinho de cinema de autor próximo do “All About Lily-Chou-Chou” ; e tudo isto cozinhado dá exactamente [“Confessions“] sem tirar nem pôr.

Pode ser um filme complicado de ser seguido para quem está habituado a um estilo mais ocidental, mas experimentem porque certamente a sua história cheia de momentos arrepiantes irá agarrá-los concerteza e duvido que alguma vez vejam um remake americano disto. Muito menos ganhará um Oscar apesar de ser um dos filmes concorrentes por melhor filme estrangeiro.

Tem uma estética fabulosa, uma montagem fragmentada fascinante e interpretações mágnificas onde não se pode sequer destacar ninguém pois desde a personagem da professora até aos jovens assassinos, todos brilham num argumento particularmente dificil com interpretações que os irá surpreender. Se houvesse um prémio para uma interpretação colectiva num filme, se calhar o elenco de [“Confessions“] merecia levar todas as estátuas para casa pois toda a gente está absolutamente perfeita neste filme.

Como nota menos positiva, na minha opinião apenas falha na sequência final onde todo o novelo da intriga vai sendo revelado. Não pela forma como as revelações nos são apresentadas, mas porque penso que é a única altura do filme em que o estilo visual quase que se sobrepõe á substância.
Todo aquele momento deveria ser principalmente sobre a história e o seu climax final mas acaba por ter que competir pela atenção do espectador com o estilo visual pois é nesses últimos dez ou quinze minutos onde o realizador mais abusa da própria artificialidade de uma estética de comercial de TV que na minha opinião deveria ter dado lugar de destaque á história e não ao visual por muito bom que ele continue a ser.

De qualquer forma [“Confessions“] é um filme do caraças que vocês não deverão perder, especialmente se o tema do bullying lhes interessa e alguma vez pensaram no que fariam se um dia tivessem um filho que fosse vitima de agressões por parte de colegas até morrer ás suas mãos. Depois disto, irão ficar a pensar, garanto-vos.
E congelados também.

Curiosamente parece que o realizador disto pregou uma valente surpresa a toda a gente, pois até ter feito este filminho de arrepiar a espinha ele apenas tinha filmado comédias ligeiras naquele estilo parvo ultra histérico muito popular no japão, tendo ficado conhecido graças ao sucesso de “Kamikaze Girls” de que falarei mais tarde neste blog.

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CLASSIFICAÇÃO:

Não será propriamente um filme que andarei a rever muitas vezes e provávelmente não o irei ver novamente tão cedo mas não há dúvida que é um daqueles totalmente imperdível e completamente obrigatório para quem pensa que já não haveria muito mais para dizer sobre bullying  juvenil ou infantil.
Cinco tigelas de noodles e um golden award claro, embora congelados…

noodle2.jpg noodle2.jpg noodle2.jpg noodle2.jpg noodle2.jpg gold-award.jpg

A favor: a originalidade da estrutura da história, a frieza e a coragem de se escrever uma história assim, os personagens e as incriveis interpretações dos actores, a montagem do filme é fantástica, visualmente tem momentos fabulosos que chegam a ser poéticos, é um filme de terror arrepiante sem o ser, é cinema de autor que não se arma em inteligente.
Contra: pode ser demasiado intimista para quem procura uma história  mais comercial ao estilo ocidental, a sequência final abusa demasiado da estética quando o desenlace da história não precisava desse pormenor para dividir atenções.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
Ignorem este trailer estúpido, pois a sua atmosfera não tem nada , mas nada a ver com o que acontece no filme e não se percebe de todo a razão do trailer de um filme como este ter sido montado assim de uma forma que quase parece uma comédia japonesa hilariante.
http://www.youtube.com/watch?v=Vnws8ZymxME
Se calhar talvez para fazer com que [“Confessions“] se parecesse mais com os habituais filmes ligeiros do realizador que desta vez criou algo totalmente inesperado que não deve ter encaixado bem nos planos do estúdio que porventura esperaria mais do mesmo e levou com este bloco de gelo cinematográfico em cima.

Comprar
http://www.amazon.co.uk/Confessions-DVD-Takako-Matsu/dp/B004KISO60

Podem ir buscá-lo aqui com legendas em PT/Br

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt1590089/

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