Ôdishon (Audition) Takeshi Miike (Japão) 1999


O facto de ir agora falar de  mais um filme que poderá ser classificado de terror é pura coincidência novamente e prometo que dentro em breve coloco aqui novidades dentro do cinema mais romântico. Por outro lado…[“Audition“] não deixa também fazer parte do género…por isso vamos a isto…
Desde que inaugurei o blog há um par de anos que a minha intenção sempre foi a de falar deste filme, mas porque na altura [“Audition“] era por demais falado por todo o lado achei melhor guardar esta sugestão para mais tarde.

O que eu gostava era de ter visto a cara de quem primeiro foi ver [“Audition“]  sem saber absolutamente nada dele !
Eu imagino o choque que devem ter apanhado na altura em que nem sequer o cartaz seria particularmente reconhecivel ou pelo menos passaria ao lado de muita gente.
Por isso agora, é pena que as próprias capas das edições dvd dêem logo a entender que isto não será propriamente um filme fofinho pois este é um daqueles titulos que certamente poderiam provocar ataques cardíacos a muita gente que chegasse até ele totalmente ás escuras.

Quando comprei o dvd muitos anos atrás, fi-lo sem querer saber nada sobre a história e apesar de ter uma ideia de que seria algo perturbante consegui no entanto partir para [“Audition“]  sem saber o que me esperava.
E resultou ! A primeira vez que vi este filme conseguiu dar-me mesmo, mas mesmo cabo dos nervos no melhor dos sentidos enquanto produto de tensão absoluta.
Por isso estou agora aqui a recomendá-lo também, especialmente a todos vós que gostam de emoções fortes.
Façam-me apenas uma coisa.

Se nunca prestaram muita atenção a [“Audition“]  ou não sabem nada dele, continuem assim e por favor nem sequer vejam o trailer.
Aliás, se nunca viram este filme, não sabem nada dele e pretendem vê-lo, então recomendo vivamente que parem de ler este texto neste preciso momento e só voltem cá depois de terem visto esta obra fascinante pois não me responsabilizo pelos *SPOILERS* que poderão vir a seguir.
Se ainda não viram o filme, vão vê-lo e voltem cá mais tarde.

Essencialmente estamos na presença de um titulo com uma estrutura muito interessante.
Começa quase como uma comédia romântica ao melhor estilo oriental e termina de uma forma que só visto mesmo para horror de todos aqueles que têm um coração fraco e pensavam que [“Audition“] seria mais um filme fofinho oriental muito romântico e positivo.

Atenção aos *spoilers* a partir daqui, mas há que contar um bocado desta história para poder dar uma ideia mais precisa daquilo que dá grande força a este filme.
Um produtor viúvo e com um filho pequeno, um par de anos após a sua mulher ter morrido de cancro, é convencido por um amigo a procurar uma nova relação para amenizar a sua solidão e ambos resolvem criar um casting para um projecto fictício apenas com o propósito de conhecer algumas raparigas e encontrar aquela que poderá ser a candidata perfeita a ganhar o coração do senhor.

Tudo isto é apresentado com uma atmosfera muito ligeira onde inclusivamente se inserem momentos de humor com sequências que não destoariam daquilo que se vê no pior dos candidatos aos “Idolos” na televisão e que são realmente divertidas. Nesta altura ainda não sabemos, mas isto é uma verdadeira armadilha á predesposição do espectador para depois Takashi Miike, lhe trocar as voltas mais tarde.

O plano dos dois amigos resulta. Encontram uma rapariga que aparenta ser perfeita para o solitário produtor e a partir daqui [“Audition“] entra por um registo de comédia romântica não muito diferente do que estamos habituados dentro do cinema oriental.
Relação bonita, miuda fofinha quanto baste e tudo parece apontar que estejamos na presença de uma grande história de amor.

Tudo, menos uns interlúdios em por breves momentos se mostra o que se passa na casa da rapariga nas alturas em que está sózinha e que faz com que o espectador comece a ter dúvidas de que [“Audition“] seja própriamente o filme romântico que parecia á primeira vista…
Por outro lado, se isto não é um filme romântico o que raio é que o espectador pensa que poderá acontecer a seguir ?…
É este sentimento que Takashi Miike consegue criar no espectador e que faz com que a partir de certa altura já não consigamos tirar os olhos do ecran.

Por um lado queremos acompanhar a relação romântica dos protagonístas e torcemos para que o viúvo alcance a felicidade pois o senhor é apresentado como sendo uma óptima pessoa, por outro sentimos que há por ali um mistério que precisamos desvendar.
Quando a verdade é revelada já é tarde demais, tanto para o protagonista como para o espectador, ambos apanhados na teia de sedução da cativante miuda oriental e é aqui que o filme resulta.

Pessoalmente eu penso que esta rapariga deve ter tido sérios problemas em conseguir arranjar namorado por muito tempo depois de ter participado neste filme !
Por mais que a gente saiba que isto é ficção, eu consigo imaginar a cara do seu namorado na vida real assim a olhar para ela de lado só no caso de…nunca se sabe…

Se [“Audition“] começa de forma ligeira em tom de comédia romântica e vai aumentando de suspanse pelo meio, quando chega ao final torna-se num filme algo indiscritível.
Não porque mostre até muito, afinal há filmes visualmente mais arrepiantes do que este, mas o facto é que o clima de tensão e suspanse criado pelo realizador é tão elevado que  mais uma vez repito, isto não é um filme apropriado para cardíacos de forma alguma.

E tudo ainda se torna mais arrepiante precisamente porque  Takashi Miike não se esqueceu de nos apresentar o personagem principal como sendo uma pessoa excelente e que não merecia de forma nenhuma o que lhe cai em cima, o que cria automáticamente grande empatia com o público e triplica a tensão sem precisar sequer de recorrer a coisas mais chocantes para nos arrepiar.

O acto final de [“Audition“] é fantástico e não vão conseguir tirar os olhos do ecran torcendo para que tudo acabe bem até ao último segundo.
Curiosamente, até aí, o filme tem uma estrutura que o torna algo lento, quase próximo de um registo de cinema-de-autor , mas usa essa fórmula para ir criando tensão bocadinho a bocadinho sem dar a entender ao espectador que é isso que está a acontecer e portanto quando o caótico capitulo final acontece tudo parece ainda mais arrepiante.

Essencialmente [“Audition“] é um filme fantástico em vários sentidos.
Não é algo que nos apeteça rever muitas vezes, mas é um daqueles perfeitos para mostrar a amigos incautos, especialmente aqueles que nunca ouviram falar do filme.
Ah e se gostam de seringas, vão adorar !

Se quando virem isto andarem durante algum tempo a dizer . “kidikidikidikidikidi !” também não se admirem !
Brrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr !
Depois de [“Audition“] vocês vão desconfiar de todas as miúdas fofinhas na histórias de amor orientais, afinal, a gente sabe lá o que pode acontecer por aquelas bandas…

Só para terem uma ideia, parece que quando isto foi apresentado no Festival de Rotterdam em 2000 teve o maior número record de espectadores que abandonaram a sala antes do filme acabar e na estreia na Suiça um deles teve de sofrer assistência médica pois desmaiou durante a projecção ! Lindo !

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CLASSIFICAÇÃO:
Um dos filmes de suspanse e terror mais eficazes que poderão ver e uma história que arrepia sem precisar de recorrer aos típicos clichés do género para nos assustar. Em vez de um filme sobrenatural , Takashi Miike arrepia-nos com uma “comédia romântica” ao seu estilo e é isso que faz com que vocês nunca tenham visto nada como [“Audition“].
É um daqueles filmes perfeitos para mostrar aos amigos que não suspeitarem de nada (ou para matarem parentes ricos do coração) embora o seu registo algo lento possa afastar muita gente desta obra prima da tensão porque não tem uma estrutura de cinema-pipoca a que estamos habituados no ocidente.
Não desistam e serão recompensados com um final absolutamente inesquecível que os fará olhar de lado para as vossas namoradas durante os próximos dias após isto…afinal, nunca se sabe meus amigos…nunca se sabe…
Cinco tigela de noodles por ser perfeito na sua execução e só não lhe dou mais um Gold Award em cima porque não é um filme que me apeteça muito estar sempre a rever…seria doentio…muito doentio…embora isto para muita gente possa até ser considerado uma comédia…malucos.

A favor: quem não conhece nada sobre o filme irá apanhar a surpresa da sua vida no que toca a histórias românticas orientais, como filme romântico resulta e como filme arrepiante idem, a actriz principal disto nunca mais arranja namorado na vida, contém bons momentos de humor bem colocados na história, a parte final é fantástica e vai fazer-vos roer todas as almofadas do sofá, assusta sem precisar de recorrer a psicopátas com faquinhas ou a temáticas sobrenaturais, mete pedófilia quanto baste e seringas á descrição o que mais vocês querem num filme romântico ?
Contra: tem uma estrutura inicial mais parecida ao que se associa ao cinema-de-autor do que própriamente a um típico filme de terror comercial a que estamos habituados no ocidente e isso poderá afastar muita gente que nem chegará ao capítulo final da história, por outro lado se sofrerem do coração este não é um bom filme para verem sózinhos também, pode ser algo doentio para muito boa gente…

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer – contém *spoilers*
http://www.youtube.com/watch?v=yhsrsWcEspc

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IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0235198/combined

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A Tale of Two Sisters  Dark Water

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Puen yai jon salad (Pirates of Langkasuka, aka Queens of Langkasuka – aka The Tsunami Warrior, aka Legend of the Tsunami Warrior) Nonzee Nimibutr (2008) Tailândia


Quem procura um equivalente oriental de “Os Piratas das Caraíbas” provavelmente irá achar bastante piada a este [“Queens of Langkasuka“] que também poderia ter como sub-titulo ” O meu canhão é maior que o teu !”

Essencialmente estamos na presença de uma aventura cheia de gajos machos que essencialmente dependem do tamanho …dos canhões… para impressionarem a maralha e conquistar o reino de Langkasuka.
Um reino que é assim uma espécie de gráfico feito em Photoshop localizado numa qualquer paisagem turística balnear algures na Tailândia.

Se virem mais abaixo, notarão que não atribuo grande classificação a [“Queens of Langkasuka“].
Na verdade o filme não tem nada de realmente mau, apenas também não tem nada de extraordináriamente bom que o faça ser algo mais do que apenas um filme de aventuras realmente muito interessante e vagamente agradável de seguir.
Isto porque a ter alguma falha de maior, na minha opinião essa falha está no facto de não ser uma aventura particularmente divertida e tinha o dever de o ter sido !

AVISO: Não se deixem enganar pelo trailer. O filme não é tão espectacular e muito menos tão divertido como parece e o apregoado orçamento de 20 milhões de dólares em vez de ser uma mais valia torna-se algo bastante negativo quando o resultado é o que se vê. Mais valia nem terem colocado essa no trailer, pois se [“Queens of Langkasuka“] passasse por filme de baixo orçamento ainda poderia ter alguma desculpa pelas suas falhas.

Em termos de ingredientes nada falta a [“Queens of Langkasuka“]. Reinos distantes, piratas maus, piratas bons, princesas, paisagens exóticas, batalhas navais, porrada com espadas, porrada sem espadas, herois clássicos, princesas guerreiras, forças mágicas, forças menos mágicas, feiticeiros tipo Obi-Wan-Kenobi, homens místicos, uma Força misteriosa, cenas subaquáticas, batalhas épicas, background histórico com Holandeses e mais uma vez Portugueses á mistura, miúdas fofinhas, história de amor, drama romântico, intriga palaciana, cientistas malucos, batalhas áereas (estilo X-Wing atacando Death-Star), canhões pequenos, canhões grandes, baleias, peixinhos e eu sei lá que mais !!!

Este filme tem tanta coisa que a única coisa que não tem é sexo.
Até tem gajos que parecem portugueses  por todo o lado. Não só (actores portugas?!) desta vez a representarem aliados históricos tal como acontecia já noutra produção Tailandesa “A Lenda de Suriyothai” como macacos me mordam se este senhor abaixo não parece o Sr Manuel da mercearia !!

Precisamente por ter muita coisa, [“Queens of Langkasuka“] cai exactamente na mesma armadilha em que caiu o filme anterior que comentei ontem aqui neste blog e que podem encontrar no post abaixo deste.
[“Queens of Langkasuka“] tenta ter demasiado conteúdo e acaba por não conseguir integrar todas as suas boas ideias no tempo que tem para contar uma história. Este filme parece ser um grande catálogo de todos aqueles conceitos que adoramos em filmes de piratas com uma pitada de Fantasia á mistura que só lhe fica bem, mas depois não passa disso.

Tem personagens a mais, situações a mais, sub-plots que nunca mais acabam e nunca são devidamente desenvolvidos, os vilões são de cartão, os herois são mais que muitos e as cenas e acção não conseguem pontuar devidamente tanta confusão.
O pior nisto tudo, é que [“Queens of Langkasuka“] poderia ter sido uma aventura divertida de seguir mesmo com todas estas referências mal alinhavadas, mas pura e simplesmente não é. Por uma simples razão…

[“Queens of Langkasuka“] leva-se demasiado a sério !
Enquanto, por exemplo “Piratas das Caraíbas” optou pelo humor e a própria aventura parece a todo o instante piscar o olho aos maus filmes e serials antigos, [“Queens of Langkasuka“] tenta entrar a todo o instante pelo drama profundo. Pela tragédia seríssima e pior ainda quer desesperadamente mostrar que é acima de tudo um épico histórico ! E quando eu digo épico, quero mesmo dizer ÉPICO histórico !

A todo o instante nota-se no ecran o esforço da produção para mostrar serviço e [“Queens of Langkasuka“] leva toda a sua duração a atirar á cara do espectador que estamos MESMO a ver UM ÉPICO histórico. Quer queiramos, quer não, isto é UM ÉPICO HISTÓRICO meus amigos !
Perceberam ? Olhem para as paisagens ÉPICAS, olhem para o guarda roupa ÉPICO, olhem para as cenas de acção ÉPICAS ! E as batalhas navais, olhem só para as batalhas ÉPICAS !!
E efeitos especiais. Já lhes falamos dos efeitos especiais ?! Eu quase que arriscaria a dizer que são ÉPICOS também !

O problema é que tudo isto resulta de uma forma artificial e distrai daquilo que deveria ser o coração do filme, ou seja os seus personagens e a sua história.
Se no meio de todas as ideias que [“Queens of Langkasuka“] contém, tivessem escolhido umas trés ou quatro e tivessem feito um par de filmezinhos mais sem tanta pretenção a épico histórico, se calhar a coisa tinha resultado bastante bem e teriamos agora uma simpática trilogia de piratas made-in-tailândia.

Assim, como está ao tentarem concentrar demasiado conteúdo embrulhado em tanto desejo óbvio para que o filme seja considerado um épico, acabaram por dar um tiro no pé na minha opinião e [“Queens of Langkasuka“] perdeu não só toda a personalidade apesar do esforço em contrário evidente como se tornou numa aventura algo insípida de seguir, para não dizermos até chata e bastante aborrecida apesar de visualmente conter bastantes momentos muito bons que a todo o momento nos parecem querer garantir que estamos enganados e que o filme é realmente melhor do que aquilo que nos parece.

Ainda o filme não ia a meio e eu já estava farto da suposta aventura. Há algo no ritmo desta história que não resulta e ainda não percebi bem o quê. As cenas de acção tentam entrar pelo estilo de pancadaria executada em trabalho de arames ao melhor estilo Wuxia Chinês, mas depois o que transparece é isso mesmo, cenas de acção executadas em trabalho de arames evidente e sem grande rasgo criativo nas coreografias ou qualquer momento particularmente espectacular que nos faça entrar dentro do filme ao contrário do que acontece nos verdadeiros épicos históricos chineses.

A sensação com que se fica é que mais uma vez, o cinema Tailândes tentou ir para além do seu orçamento e esticou-o tanto para tentar tornar um filme opulento que acabou por criar um produto algo hibrido. Se por um lado visualmente conta com uma fotografia fantástica (a cor do filme é incrível em muitos momentos), tem inúmeras sequências filmadas em cenários naturais oceanicos lindíssimos cheios de atmosfera e contém um excelente design de produção em prácticamente todos os pormenores, por outro parece que tentou ter efeitos demasiados especiais com o dinheiro que restou e estes acabam por ridicularizar de alguma forma o resultado final e quebrar toda a magia da aventura.

É dificil entrarmos no suspanse de uma sequência quando de repente encontramos uma quantidade de montagens fotográficas criadas “de forma amadora” em Photoshop pelo meio.
Isto aliado ao excesso de referências do argumento, faz com que o filme perca muita da força que merecia ter tido pois [“Queens of Langkasuka“] tinha tudo para ser um grande filme de piratas e princesas; no entanto chega a ser chato de seguir mesmo apesar do seu ritmo diabólico em alguns momentos.

Simplesmente porque pouco nos importam os personagens ou os seus problemas e isso é o pior que podia ter acontecido a um filme cheio de piratas que tinham pelo menos o direito de ser bem mais divertidos ou pelo menos assustadores e não são nem uma coisa nem outra.

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CLASSIFICAÇÃO:

Quem procura um filme de piratas orientais acho que deve espreitar isto. Não é brilhante, nem sequer é particularmente divertido mas é o que se pode arranjar e até tem bastantes atractivos para que possam gostar de o acompanhar. Apenas me parece que não irão certamente ficar totalmente fascinados por isto.
É um filme muito interessante mesmo, mas tinha o dever de ter sido fantástico ou pelo menos fantásticamente divertido, afinal estamos a falar de um filme com piratas.
Duas tigelas e meia por ser uma proposta interessante que vale a pena espreitarem mas pouco mais.

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A favor: está cheio de boas ideias, tem um bom design de produção, boa fotografia (cores fantasticas em muitos momentos), excelentes ambientes em cenários naturais junto ao oceano, óptimo visual e guarda roupa a condizer.
Contra: não se deixem enganar pelo trailer pois o filme é chato e sem qualquer chama, as boas ideias nunca são aproveitadas no seu potencial, tem ideias a mais, personagens a mais, estranhamente não é um filme divertido, a love-story não interessa para nada, os efeitos digitais têm um estilo demasiado amador, as cenas de acção não têm personalidade e são sempre mais do mesmo, tenta desesperadamente ser um ÉPICO histórico a todo o momento e não se cansa de nos apontar o porquê a todo o instante.

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NOTAS ADICIONAIS:

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=_NhG3TVxStE

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IMDB
http://www.imdb.com/title/tt1262945/combined

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Missing (Missing) Tsuy Hark (2008) China


Parece que ultimamente ando a dar nos filmes sobrenaturais/terror mas tem sido pura coincidência.
Na minha busca por histórias originais procuro sempre ver aquilo que mais me desperta a atenção e neste caso isso trouxe-me agora até [“Missing“].
Se eu procurava originalidade, originalidade foi aquilo que obtive o que só prova que se calhar ás vezes não é boa ideia conseguirmos aquilo que queremos.

Sabem aqueles filmes que nunca mais acabam ?
Aqueles que parecem durar para sempre, não por serem chatos mas porque de cada vez que nos preparamos para nos levantarmos da cadeira parece que afinal ainda há mais qualquer coisa para ver, e depois mais qualquer coisa, e mais e mais…
E mais.
E finalmente…
Ainda mais.
[“Missing“] é um desses filmes, mas testa a nossa paciência até ao limíte de uma forma que ainda não tinha encontrado.
Não há nada de errado com twists e reviravoltas quanto baste quando temos pela frente uma história que nos agarra. O pior é quando o argumento de um filme é tão desconjuntado e sem ponta por onde se lhe pegue que uma pessoa fica farta.
[“Missing“] é um filme assim. É a versão cinematográfica do Coelho da Duracell só que em versão “pilha dos chineses“.

E pior ainda é quando ficamos fartos, não porque a história seja desinteressante, mas porque na realidade tem tanto potencial que se torna extremamente irritante estarmos a acompanhar a sua total destruição no ecran sem conseguirmos tirar os olhos dele porque apesar de tudo há sempre mais qualquer coisa a surgir para nos tentar trocar as voltas.
Eu só me pergunto, com tanto que poderia ter sido feito á volta do primeiro argumento para cinema sobre as fantásticas ruínas de Yonaguni e o melhor que sai cá para fora á volta deste polémico e fascinante tema é um filme como [“Missing“] ?!! Mas que raio é isto ?!!

E menos ainda compreendo quando inclusivamente parece que a produção se deu ao trabalho de filmar sequências subaquáticas nas próprias ruínas de Yonaguni, que tem inclusivamente fama de não ser um local nada fácil para se mergulhar.
Para quê ?! [“Missing“]  poderia ter sido passado á volta de umas ruínas fictícias quaisquer filmadas no fundo de uma piscina em Hong Kong que não faria qualquer diferença para a história e eu detesto este sub-aproveitamento de potencialidades em cinema. A última foi a do Michael Bay no Transformers-3 quando usa a fascinante polémica da Apollo 11 + supostas ruínas lunares para introduzir mais robots gigantes para outra sessão de porrada, mas de hollywood já não se espera muito no que toca a imaginação.
A verdade é que [“Missing“] é uma desilusão e não é apenas por causa do sub-aproveitamento de Yonaguni. Seria bom que o fosse.

Começa muito bem, o genérico promete, a estética do filme tem qualquer coisa de estranho mas com uma boa identidade visual, os personagens parecem interessantes á partida e isto para não falar de toda a atmosfera que se gera logo á volta do mistério de Yonaguni e das boas cenas de mergulho captadas no local.
Vinte minutos depois do início, começamos a ter indícios de que qualquer coisa estranha se está a passar com o argumento mas nada nos prepara para a confusão geral de temáticas, géneros e ideias que nos cairá em cima no par de horas seguintes culminando naquele final absolutamente interminável que dura e dura e dura e dura …

Mas afinal o que há de tão errado em [“Missing“] ? Bem, na verdade tudo.
Na ideia de serem os mais originais possíveis, os criadores deste filme parece que se excederam um bocadinho e misturaram géneros que vistos isoladamente até poderiam ter funcionado bem, mas tal qual certos ingredientes nunca se conseguem misturar naturalmente numa receita, também aqui o bolo sai algo indefinido.

[“Missing“] (não) tenta ser um filme de aventuras, (não) tenta ser um filme de terror, (não) tenta ser um filme sobrenatural, (não) tenta ser um filme romântico e consegue falhar em tudo. Quanto mais houvesse mais este filme falharia redondamente e a partir de certa altura torna-se quase angustiante assistirmos aquilo que mais parecem tentativas do realizador e do argumentista para remendar um barco a se afundar do que a outra coisa qualquer e o pior é que parecem não querer desistir ! E dura, e dura, e dura…

Não é que o filme tenha falta de ritmo, o problema está mesmo na falta de ligação entre as ideias.
Como filme de aventuras (até mesmo ficção-científica) é nulo, continua como filme sobrenatural mas não se percebe qual é a ideia afinal, finalmente entra pelo filme de terror mas mais parece uma comédia que não dá vontade de rir e muito menos mete medo (embora contenha um susto excelente pelo meio) e termina em estilo thriller de acção com uma pitada de twilight zone que não tem ponta por onde se lhe pegue. Muito menos o tão esperado twist tem qualquer impacto pois nessa altura o espectador já está tão farto de tentar aturar esta história pela sua incoerência que já nada importa.
Mas a coisa não acaba aqui.

Depois da reviravolta final, ainda entra pelo drama psicológico durante alguns minutos e depois acaba em força em estilo de drama romântico oriental com uma particularidade.
Vocês nunca viram história de amor mais rasca, vazia e banal do que esta. Banal e extremamente irritante !
Este filme faz coisas como “Duelist“, “Bichunmoo” e “Shinobi” parecerem épicos românticos !!!
Ao longo de [“Missing“] a colagem ao género love-story é notório, mas isto ganha contornos de epidemia num dos múltiplos finais da história onde a suposta relação amorosa dos protagonístas se calhar deveria colocar-nos a chorar.
Pois bem, falharam redondadamente.
Por esta altura a gente só quer que eles se lixem  !

Há muito tempo que não via um filme que assenta essencialmente numa história pretensamente carregada de romantismo com tanta falta de emotividade !
A propósito querem saber do que trata [“Missing“] ?
A sério ? Ok, está bem…já que tem que ser…

Uma rapariga conhece e apaixona-se por um rapaz que tem uma irmã, vão todos numa expedição de mergulho a Yonaguni onde o rapaz sofre um misterioso acidente e desaparece. Obcecada por saber o que afinal aconteceu ao amor da sua vida a rapariga vai tentar resolver o mistério que entretanto mete fantasmas bonzinhos, assombrações manhosas, zombies, doentes mentais, psiquiatras que comem na tromba, cientistas que não servem para nada na história além de serem apunhalados pelas costas, gajas alucinadas , fantasmas secundários e montes de amor e choradeira romântica a um ponto que os irá fazer ir ás lágrimas.
De tédio.

No final disto tudo, eis que descubro a razão porque o filme era assim.
Afinal tudo [“Missing“] é mais um filme de Tsuy Hark e eu ainda não tinha reparado !!!
Aliás, só notei agora quando o fui procurar no IMDB e não deixa de ser fascinante como mais uma vez outro dos piores filme orientais que vi na minha vida tem a assinatura deste mesmo realizador !! (?!!)
Nunca hei de entender tanta reverência á volta deste tipo. Acho que nunca vi um filme deste homem que não fosse um produto todo desconjuntado e nem sei como não tinha reconhecido o estilo antes !
Talvez porque estou mais habituado a Tsuy Hark a (tentar) filmar histórias medievais , arte-marciais ou de fantasia wuxia do que própriamente histórias de amor supostamente fofinhas e não deixa de ser interessante constatar que Tsuy Hark afinal também NÃO sabe fazer filmes de aventura, muito menos de terror e espero sinceramente que não volte a tentar fazer outra história de amor.
Se for esta a primeira história de amor oriental que tiverem o azar de ver na vossa vida, olhem que o género não é todo assim !!!

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CLASSIFICAÇÃO:

Talvez a pior história de amor oriental que alguma vez vi e um péssimo exemplo do género para aquelas pessoas que tiverem o azar de começar por aqui  quando em busca de dramas românticos.
Um dos piores e menos assustadores filmes sobrenaturais ou de terror que vi até hoje em qualquer cinematografia.
Uma história completamente desconjuntada sem ponta por onde se lhe pegue e com um final que irrita mais do que emociona. Ou melhor, não emociona nada ! A não ser que a irritação possa ser considerada uma verdadeira emoção saída desta história.
Muito, muito mau e não é de forma nenhuma a história que as ruinas de Yonaguni estavam a pedir há tanto tempo.
Uma tigela e meia de noodles. Na verdade só vale uma, mas dou mais meia por ser passado em Yonaguni um dos meus locais misteriosos favoritos do planeta e é sempre bom ver imagens do local.

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A favor: o genérico, as cenas subaquáticas em Yonaguni, tem uma identidade visual interessante, tem um susto excelente !
Contra: é um emaranhado de boas ideias totalmente mal desenvolvidas, falha em todos os géneros que tenta introduzir a martelo, como filme de terror é quase para rir, é o pior filme romântico que me lembro de ter encontrado em muito muito tempo, tem finais múltiplos que nunca mais acabam numa tentativa de remendar um argumento já totalmente afundado, a quimica romântica entre personagens é nula, Yonaguni não serve para nada.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailers
http://www.youtube.com/watch?v=Bpic0qKzr0c&feature=related
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Hum ?!!!

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Uma empregada vai ser mãe dos meus filhos !


Pequeno interlúdio para divulgar o meu blog dedicado a quem como eu também gosta muito de música da boa !

Visitem-me e mandem links das vossas músicas favoritas também.

Sigaw (The Echo) Yam Laranas (2004/2008) Tailândia/Usa


Esta recomendação vai ser feita de uma forma diferente do habitual, e será uma espécie de dois-em-um, até porque a forma como cheguei até [“Sigaw“] seguiu o caminho inverso do que é habitual.

Há um par de meses atrás vi um filme de terror americano recente que me ficou na memória, tanto pelo excelente estilo visual como pela história atmosférica bem contada e perturbante.
Chamava-se “The Echo” e chamou-me a atenção pelo sentido estético dos enquadramentos, pois na habitual enxurrada daquilo que hoje passa por cinema de terror saído dos estados unidos não tem sido muito comum aparecerem produtos dentro do género que não pareçam mais do telefilmes.
Acontece que “The Echo” logo desde o início contrariava essa forma de filmar e na verdade até pensei que o filme deveria ter sido um fracasso pois nem a sua montagem se enquadrava dentro do estilo videoclip MTV habitual em Hollywood nem tinha própriamente teenagers com psicopatas mas contava uma boa e velha história de fantasmas.

Tudo em “The Echo” contraria um pouco aquilo que tem sido o cinema de terror para o grande público (americanizado) e inclusivamente a sua atmosfera algo melancólica (doentia até) resultou numa obra com um tom muito triste que não é de forma nenhuma recomendável para quem procura apenas divertir-se com um normal filme pipoca.
De qualquer forma, eu gostei mesmo muito de “The Echo”, pois acima de tudo está cheio de bons momentos de tensão e sequências arrepiantes quanto baste.
O conceito, embora não tenha sido particularmente original usou muito bem os clichés mais clássicos das típicas histórias de fantasmas e quando o filme acabou eu estava não só arrepiado (deprimido até), mas convencido que o realizador tinha criado um filme relativamente único dentro das produções modernas americanas e que seria dificil alguém ter feito melhor do isto com esta história.
Até que descobri uma coisa…

E não é que esta produção americana era na verdade outro remake de mais um filme oriental ?!!
“The Echo” é nem mais nem menos do que a versão para ocidentais consumirem de um filme Tailandes chamado [“Sigaw“] produzido no outro lado do mundo quatro anos antes.
Mas há mais !
E não é que o realizador do remake americano é o mesmo realizador do filme original ?!
Hollywood mais uma vez, foi beber á fonte e contratou o autor original para refazer a sua própria obra de modo a agradar ao público ocidental. Tal como já tinha acontecido com o remake do “Ju-On”.
Neste caso, como nunca ouvi falar alguma vez deste “The Echo”, e pelo próprio estilo algo intimísta (e deprimente) do próprio remake, aposto que o tiro saiu pela culatra aos produtores americanos e muito provavelmente o remake deve ter fracassado brutalmente nas salas e ido directamente para dvd.

Nunca irei entender esta moda dos americanos refazerem filmes que já são extraordinariamente bons no seu país de origem só porque o público gringo não sabe ler legendas. Normalmente a coisa dá para o torto e quando não dá, como aconteceu com “The Echo” o resultado ganha contornos quase de cinema de autor e é inevitável que o remake falhe totalmente nas bilheteiras ocidentais que esperam sempre mais do mesmo e não conseguem mais prestar atenção a um filme feito essencialmente por planos fixos e sem montagem de quinhentos frames por segundo ou cenas de acção a bombar de x em x tempo.
Eu gostei muito de “The Echo” e em termos visuais , penso que é bem superior ao original [“Sigaw“], até porque os meios de produção foram outros, nomeadamente no que toca á fotografia que é fantástica no remake; no entanto, quando eu pensava que “The Echo” já era suficientemente perturbante ao ver o original nada me preparava para o que me ia cair em cima.

Depois de vermos uma versão de qualquer história, é muito raro que o original cause o mesmo impacto, pois afinal o efeito surpresa do argumento já se perdeu e practicamente não há muito mais que nos possa assustar mesmo tratando-se de um filme de terror.
Isto pensava eu !
Comecei a ver [“Sigaw“] na maior descontração sem lhe prestar grande atenção, (até porque depois das fantásticas imagens cuidadas do remake, a qualidade visual do original parecia muito pobre em comparação).
No entanto, o filme começa logo com um plano realmente assustador. A primeira imagem do prédio onde toda a história se passa nesta versão original, bem que pode entrar directamente para uma galeria das mais emblemáticas sobre casas assombradas do Cinema.
Logo por aí comecei  a ter um vislumbre de que se calhar o filminho até nem iria ser tão levezinho quanto eu pensava mas nada me preparava para o que viria a seguir.

[“Sigaw“] é assustador como o raio !
“The Echo”, mete medo, mas é aquele medo á americana. Ou seja, está tudo tão bem filmado, todas as imagens são tão bem cuidadas que o espectador acaba por estar a ver a história numa posição de terceira pessoa, isto é, sem se deixar realmente envolver pelo que se passa no ecran. E depois a atmosfera triste, melancólica e deprimente também ajuda a suavizar um bocado a história principal. Isto porque “The Echo” conta ainda com um novo sub-plot completamente desnecessário que não existe em [“Sigaw“] e que distrai demasiado as atenções do horror principal que o filme original tão sabe orquestrar.

[“Sigaw“] é assustador como o raio, mas não é por ser própriamente por ser uma história de fantasmas. Não há nada neste filme que vocês não tenham visto já dezenas de vezes neste género de cinema e inclusivamente para um filme que não é americano, o realizador usa e abusa dos típicos sustos estilo Hollywood com SOM ALTO REPENTINO  nos locais mais esperados o que poderia ter sido uma péssima opção.
[“Sigaw“] é assustador como o raio, porque não depende desses truques para meter medo, mas porque o medo é gerado pela própria atmosfera da história. Se calhar mais do que medo, será apropriado dizermos que [“Sigaw”] é uma história perturbante e é isso que a faz resultar enquanto filme de terror. Isto até poderia ser um filme sem qualquer cena sobrenatural que garanto-vos ia dar-lhes cabo dos nervos na mesma !

Essencialmente [“Sigaw“] é uma história sobre violência doméstica.
Mas uma história sobre violência doméstica, com uma intensidade que os fará ficar sem respiração em alguns momentos, pois tem sequências absolutamente terríficas que nem se comparam ao que acontece depois na versão bem mais politicamente correcta filmada para o remake americano onde tudo é bem mais encenado, plástico e cinematográfico ao contrário da crueza que existe no original e que os fará não conseguir tirar os olhos do ecrã a partir de certa altura mesmo se já viram o remake antes.

Básicamente o filme conta a história de um rapaz que vai viver para um apartamento onde tem por vizinhança um polícia violento que maltrata a sua mulher e filha ao mesmo tempo que se sente uma presença sobrenatural em todo o ambiente do andar onde vivem. No mesmo piso vive também outra pessoa que conhece bem os maus tratos a que a mulher do polícia está sujeita mas que pouco fez ou continua a fazer para tentar impedir que a situação continue.
Temos ainda, um senhorio, a namorada do heroi e a criancinha filha da rapariga maltratada. Tudo gira á volta do medo que toda a gente tem do polícia violento e de como as pessoas se podem unir para interferir neste tipo de situações. Além disso, o filme mete criancinha e  todos nós sabemos que quando um filme de terror mete criancinhas a coisa só tem que ficar ainda melhor e como se as cenas de violência doméstica não fossem desde logo brutalmente intensas pelo suspanse que provocam o realizador ainda resolve pregar-nos um par de arrepios com corredores ás escuras e menininhas na penumbra. Brrrrrr !

Portanto, eu adorei [“Sigaw“] e quanto a mim é um daqueles títulos que pode muito bem figurar entre os melhores filmes de casa assombrada de todos os tempos. O remake “The Echo” é muito bom, mas não se compara aos nervos que este filme original consegue provocar até mesmo em quem já conhece a história e é um daqueles raros filmes de terror que consegue sempre voltar a assustar mesmo quando revisto várias vezes, embora não fiquemos com muita vontade de o estar sempre a rever apesar das suas qualidades indiscutíveis.

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CLASSIFICAÇÃO:
Apesar de ser um filme de terror absolutamente eficaz, ainda pensei atribuir-lhe menos meia tigela de noodles, isto porque enquanto objecto visual, não é um titulo que fique na memória pelas suas imagens, enquadramentos ou sequências sequer, (ao contrário do que aconteceu depois no remake que se destaca pela sua estética cuidada), no entanto não há dúvida que [“Sigaw“] é um dos melhores filmes de terror que poderão ver se estiverem á procura de uma história de fantasmas ao melhor estilo clássico.
Por isso, cinco tigelas de noodles porque esta coisa, mais do que assustadora, é um filme perturbante e com suspanse quanto baste.

A favor: é uma história de fantasmas clássica, é assustador, é perturbante e não precisa de mais nada para ser excelente. É melhor que o remake, embora este também seja muito interessante mesmo e também se recomenda.
Contra: a história é por demais previsivel mas não é grave, nota-se que é um filme de baixo orçamento, a fotografia dificulta a apreciação de algumas cenas, usa e abusa dos sustos com som alto embora curiosamente isso nem estrague o resultado final pois a atmosfera da história é mais assustadora do que qualquer susto desse estilo.
Se este original já é tão bom, para quê um remake ?
A fraca nota no IMDB de ambos os filmes é um triste exemplo do plástico a que o público ocidental está habituado.

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NOTAS ADICIONAIS:

Trailer SIGAW
http://www.youtube.com/watch?v=spnUXeKwnMA

Trailer The Echo
http://www.youtube.com/watch?v=lPtwWaIOqEs



Comprar

Se descobrirem onde comprar o original, digam-me qualquer coisa. Podem no entanto ir buscá-lo em download aqui.
O remake americano podem comprar aqui e aqui.

IMDB – SIGAW
http://www.imdb.com/title/tt0423195/combined
IMDB – The Echo
http://www.imdb.com/title/tt0897347/combined

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