Bao hu lu de mi mi (Secret of the magic gourd) John Chu, Frankie Chung (2007) China


Ao contrário do que é habitual nos estúdios de Hollywood, desta vez os americanos não compraram os direitos de um filme oriental para o refazer á moda ocidental.
A Disney teve a boa ideia de investir num produto totalmente made-in-china e produziu este divertidíssimo filme para crianças que combina o melhor do cinema comercial (cheio de boas intenções) com uma identidade oriental genuína.
Sendo assim [“Secret of the Magic Gourd“] já fica na história como a primeira grande produção de um estúdio americano capitalista na indústria cinematográfica de um regime comunista e não deixa de ser curioso isto ter acontecido com um produto essencialmente infantil.

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Infantil, mas não estúpido. Ao contrário das habituais produções Disney em imagem real para crianças e adolescentes esta história não conta com putos imbecis ou pré-adolescentes clones da Britney Spears com romances de cordel e banda-sonora para vender mp3 aos fãs dos Morangos com Açucar ou a pitas que querem ser “famosas” como as “Just Girls“.
Por isso meus amigos, estejam descansados que [“Secret of the Magic Gourd“] não é de forma nenhuma a parte 20 do “Highschool Musical” e mesmo contendo um personagem principal que não passa de um cartoon animado consegue ser um filme menos infantil do que practicamente tudo o que tem passado  por cinema para crianças saído dos EUA nos últimos tempos.

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[“Secret of the Magic Gourd“] é um pequeno grande filme que não tem problemas em assumir-se por completo como cinema infanto-juvenil e consegue-o fazer sem precisar de recorrer a argumentos debiloides com crianças de cartão. Aliás, uns dos grandes trunfos desta produção são precisamente os personagens infantis.
Há muito tempo que não via um casting com tantas crianças resultar tão bem. Não sei se será do argumento, ou da direcção de actores mas os putos deste filme têm uma presença extraordinária pela sua simplicidade e naturalidade. Dez minutos depois do filme começar esqueçemo-nos por completo que estamos a ver um grupo de pequenos actores pois parece que aquelas crianças pertencem realmente áquela realidade retratada pelo argumento.

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Outra coisa excelente nesta produção da Disney é a própria realização do filme. Apesar de toda a atmosfera infantil da história, esta obra consegue ter um par de momentos absolutamente mágicos. Nomeadamente os primeiros 25 minutos do filme e os últimos 10 são excelentes e tudo no ecran resulta a vários níveis. Podem ter a certeza que conseguirá maravilhar o espectador que se deixe levar por aquele espírito de voltar a ser criança que é plenamente traduzido em mágnificas imagens durante toda a duração deste cativante filme oriental.

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Visualmente [“Secret of the Magic Gourd“] é um verdadeiro catálogo visual de como se deve criar um filme infantil com qualidade.
Como se os efeitos especiais digitais não fossem já absolutamente fantásticos em todos os aspectos técnicos (produção 100% chinesa), este filme conta com uma sucessão de enquadramentos absolutamente mágicos. Não só a cor do filme tem um tratamento fabuloso, como toda a montagem está feita com base numa enorme colecção de imagens em movimento extremamente bem planeadas e que transformam o filme num verdadeiro livro ilustrado como se fosse formado por uma enorme quantidade de pinturas animadas.

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Nota de destaque para a enorme sensação de espaço aberto que o filme transmite. Não só contém uma grande quantidade de paisagens fantásticas como tudo parece ter sido filmado com uma lente de grande angular o que visualmente se traduz numa enorme profundidade de detalhes onde cada imagem tem inúmeras coisas a acontecer numa espécie de bailado natural coreografado ao pormenor e onde até o mais pequeno pormenor importa para a composição de cada imagem; coisa de que só nos damos conta quando paramos para reparar na beleza de algumas das imagens deste filme. Até os cenários interiores parecem espaçosos e estão carregados de coisas para o espectador explorar. Resumindo, quem admira visuais muito bem cuidados, pode nem gostar deste filme, mas vai gostar dos verdadeiros “quadros” em movimento que nos entram pela casa dentro a cada novo enquadramento.

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[“Secret of the Magic Gourd“] conta a história de uma criança muito imaginativa que não se consegue integrar muito bem junto dos amigos devido á sua necessidade de ser constantemente criativo e que um dia depois de alguns desaires junto da escola e dos colegas encontra numa floresta de bamboo uma abóbora mágica.
Sim, eu sei…deixem o cérebro á porta e entrem na onda.
Tal como o tradicional génio da lâmpada também a abóbora lhe concede a concretização de todos os seus desejos o que inevitávelmente irá criar um caos absoluto e o nosso jovem heroi irá aprender que se calhar nem sempre é bom recebermos tudo aquilo que gostariamos de ter.

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Outra nota positiva; a moral do filme é directa mas não é pirosa. Apesar de simples o argumento contorna sempre muito bem tudo aquilo que poderia ter tornado o filme numa história infantil intragável para quem não pode mais com aqueles filmes para crianças americanos cheios de patriotísmo e moral cristã de pacotilha.
Podem estar descansados neste caso. Simples, directo e sem perder tempo com redundâncias morais.
Além disso tudo gira á volta do personagem da Abóbora (?) Mágica e o personagem tem carísma suficiente até para nos fazer esquecer as inevitáveis fraquezas deste tipo de argumentos que visam pregar algum tipo de comportamento.

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E por falar em Abóbora…
Aquilo é uma abóbora ou uma cabaça ? Será uma cabaça uma velha abóbora ? … Estou baralhado.
De qualquer forma, seja o que aquilo for, eu quero uma !
Este personagem consegue ter momentos absolutamente divertidos. Primeiro apesar de óbviamente ser um personagem digital num instante nos esqueçemos desse facto e segundos depois de ter surgido no ecran já nem nos lembramos que o boneco não tem existência física. Quanto a mim é um dos mais geniais personagens cartoon dos últimos anos e apesar de não ter própriamente grande originalidade no seu conceito e na sua personalidade, é um boneco com mais vida que muitos personagens humanos de alguns filmes de cartão que se encontra por aí.

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A abóbora mágica, é uma espécie de Obi-Wan-Kenobi dos vegetais mas com a desvantagem de ser um bocado trapalhão. Não por ser um idiota, mas porque desconhece demasiado sobre as relações humanas e como tal raramente acerta em algo que a criança lhe pede, o que dá logo um resultado muito divertido.
Trivial mas tudo muito bem executado e cheio de personalidade.
E isto aliado ás excelentes interpretações do elenco de crianças dá imediatamente credibilidade a este mundo de sonho feito na China que na minha opinião conseguiu fazer aquilo que a Disney não tinha há muito; um filme infantil de imagem real com uma verdadeira alma.
Mesmo apesar de ser mais um exemplo daquele tipo de cinema digital estilo photoshop.

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Quanto a mim a única grande desvantagem deste filme está no facto de ser o que é, um produto realmente infantíl e completamente destinado a ser apreciado por crianças.
Tem suficientementes elementos excelentes para ser apreciado por adultos, mas não deixa de ser um produto ultra-previsível e por causa disso, apesar de ter uma primeira parte completamente excelente e um final emocional bem trabalhado, muito do meio do filme pode tornar-se um bocado desinteressante.
Isto porque o conteúdo central do argumento não traz nada de novo, mostra-nos sempre mais do mesmo e não há nada na história que nos possa surpreender ou manter-nos interessados durante muito tempo além do excelente trabalho dos actores infantis e da abóbora ser completamente carismática.

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Felizmente que o filme tem pouco mais de 80 minutos ( e mesmo assim por causa do desinteressante desenvolvimento a meio da história, este parece ser muito maior). No entanto devido á sua curta duração, nunca se arrasta por muito tempo e como tal consegue ser um produto comercial infantil que não aborrecerá de morte até o adulto mais resistente a este tipo de produções.

Ps: vejam os créditos finais até ao fim.

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CLASSIFICAÇÃO:

Um dos melhores filmes infantís (de “imagem real”) produzidos pela Disney em muitos anos.
Trés tigelas e meia de noodles, pois é realmente muito bom e merece estar junto de qualquer colecção de cinema oriental.
Não lhe dou melhor classificação só porque apesar de tudo é um filme para o público infantil e portanto a nível de argumento não tem própriamente nada que nos supreenda ou nos agarre particularmente.
Não será algo que andarei sempre a rever embora seja um produto técnicamente muito bom mesmo .
Mas aquela abóbora mágica é genial e o filme tem um ambiente mágnifico.
Trés tigelas e meia de noodles porque vale mesmo a pena.

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A favor: a sequência espacial de abertura, o elenco infantil é excelente com destaque para o protagonista, o argumento trata as crianças como pessoas com personalidade, a abóbora é um persongem cheio de personalidade e muito divertido, o filme tem um excelente equílibrio entre animação e comédia infantil, não aborrecerá de morte os adultos, tem uma história com moral sem ser moralista, apesar de ser um produto Disney tem uma identidade Chinesa pois o filme é totalmente made-in-china, os efeitos especiais são excelentes, a primeira e a última parte do filme são excelentes, em muitos momentos tem um ambiente verdadeiramente mágico, excelente realização com uma óptima fotografia e inúmeras imagens fascinantes, 85 minutos é a duração perfeita. Já lhes disse que a abóbora é genial ?
Contra: é um filme destinado ao público infantil e como tal não tem própriamente um argumento que cative os mais crescidos, a parte central da história arrasta-se pois não tem grandes surpresas na sua estrutura apesar dos efeitos especiais serem excelentes e a abóbora continuar a divertir sempre que aparece no ecran.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=fcEjDKUS5Ck&feature=related

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Comprar
No momento em que escrevo isto, o filme está a menos de 4 libras na Amazon Uk como parte da campanha de preços baixos deles neste Verão de 2010, por isso meus amigos é aproveitar. 😉

Filme na Web com legendas em Pt (Brasil) – Obrigado pela dica Takeshi, excelente blog.
http://asianspace.blogspot.com/search?updated-max=2008-10-07T13%3A51%3A00-03%3A00&max-results=7

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Boku no kanojo wa saibôgu (Cyborg She/Cyborg Girl) Jae-young Kwak (2008) Coreia do Sul/Japão


Estamos a 11 de Janeiro de 2009 e podem começar a contar os meses até que os americanos comprem também os direitos deste filme para fazer o inevitável remake made-in-Hollywood.
Podem escrever o que digo. Vai acontecer.
E já agora, fica aqui o seguinte aviso…afastem-se de todas as reviews deste filme, não tentem informar-se sobre ele no IMDB e nem queiram ler mais nada a não ser este meu texto antes de verem a obra.
Eu não lhes irei revelar nada que estrague o prazer da descoberta deste argumento.

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[“Cyborg She“] é um daqueles filmes que dependem por completo do (quase) total desconhecimento do espectador sobre aquilo que irá ver, por isso meus amigos não o estraguem procurando saber mais sobre ele.
Posto isto…
Para quem pensa que já viu tudo no que toca a filmes românticos e para quem acha que consegue sempre adivinhar os finais das histórias… meus amigos, toda a gente a ir buscar este filme aqui, já !
Embora eu recomende a compra imediata disto se vocês adoram filmes românticos orientais e histórias de viagens no tempo. Especialmente agora que o DVD está mesmo baratinho na Amazon Uk e tudo. Baratinho mesmo !
Este filme tem um som tão bom que vai ser uma pena se o virem pela primeira vez apenas numa cópia pirata…

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Se gostarem podem ter a certeza que também o irão querer comprar pois este é mais outro daqueles filmes completamente indispensáveis em qualquer colecção dvd de cinema romântico oriental mas não só.
Totalmente imperdível para quem gosta de ficção científica inteligente mesmo quando ela vem disfarçada de comédia romântica para adolescentes. Para mim [“Cyborg She“] é o equivalente oriental ao clássico Back to the Future de Robert Zemekis por isso se gostaram de um vão adorar o outro. É melhor encomendarem já o DVD porque vão querer ter este filme. 😉

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Para não variar, é outro título do mesmo realizador de “My Sassy Girl“,  ”The Classic“, ou “Windstruck” e eu sei que já sou supeito em dizer isto, mas sinceramente não consigo evitar. Para mim actualmente não há ninguém que consiga escrever histórias românticas com mais imaginação e criatividade do que Jae-young Kwak .
Quando eu já pensava que ele não poderia inovar mais o género, aparece-me pela frente este [“Cyborg She“] e mais uma vez não sei bem em que categoria colocar um filme deste realizador.
É uma obra extremamente comercial, um verdadeiro blockbuster intensamente romântico e totalmente adolescente, mas também é uma comédia alucinada e se calhar um filme de super-herois até certo ponto.

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Porém o termo “comédia-romântica” é por demais redutor pois o filme é muito mais do que isso apesar de ser um produto bem comercial. Se isto fosse um filme americano seria mais uma daqueles filmes para adolescentes sem cérebro com pouco mais que efeitos para meter pinta e sem qualquer carga de emoção. Mas não é um filme americano. Ainda.
O que complica ainda mais as coisas, pois como habitualmente nada do que Jae-young Kwak escreve se proporciona a qualquer rótulo. Especialmente áqueles rótulos que estamos habituados a serem colocados nos filmes americanos.
Ainda por cima [“Cyborg She“] na minha opinião é também um daqueles filmes de ficção-científica como há bastante tempo não se via pela frente.
Quem gostar de histórias sobre viagens no tempo, tem aqui não só possivelmente a mais romântica de sempre como ainda por cima leva com um daqueles finais inesperados que o fará  querer rever o filme só para tentar perceber o que lhe passou ao lado, (mesmo com a detalhada explicação final).

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A ser parecido com alguma coisa [“Cyborg She“] será assim uma espécie de “My Sassy Girl”  em versão ficção-científica em que se cruzam elementos de outros filmes que não posso agora aqui revelar pois seria estragar-lhes o prazer da descoberta desta mágnifica história de amor que se calhar dentro de uma certa falta de originalidade tendo em conta as suas referências é definitivamente um dos filmes românticos mais originais que poderão ver este ano.
E se não gostam de ficção científica, não se preocupem porque se fazem parte daqueles que chegam a este blog procurando por cinema romântico oriental não se podem enganar com este filme novinho em folha.

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Mais uma vez este realizador consegue criar uma personagem feminina cativante e novamente conta conta com uma actriz que soube muito bem dar conta do recado.
A miúda que faz de Cyborg tem um desempenho absolutamente perfeito e não passa muito tempo sem que nos esqueçamos por completo que a actriz é de carne e osso.
A sua interpretação cativa-nos por completo e também é um dos pontos fortes do filme pois consegue mesmo ilustrar aquele ambiente de amor impossível sobre o qual assenta o argumento até nos trocar as voltas com o seu excelente final.

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Aliás, tal como já tinha sucedido em  “My Sassy Girl” novamente o protagonismo está todo nos dois personagens principais e sente-se de novo aquela magia do “original”, algo que tinha ficado bastante aquém em “Windstruck” que se centrava essencialmente na personagem feminina.
Em [“Cyborg She“] regressa o equílibrio entre os dois protagonistas da história de amor e voltamos a ter outro filme oriental que essencialmente assenta sobre o trabalho de dois excelentes actores que ao longo de duas horas nos fazem mesmo acreditar que aqueles personagens existem, mesmo quando no ecran se passam as loucuras mais inesperadas pois este é mais outro daqueles filmes em que o espectador a partir de certa altura apesar de não adivinhar nada já espera ver tudo.
E vê, especialmente aquilo que não espera.

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Como bom blockbuster de ficção-científica também [“Cyborg She“] precisa de assentar em efeitos especiais sólidos. Podem não parecer nada de especial ao início, mas esperem só pelo final meus amigos…esperem só pelo final…
Este é outro daqueles filmes perfeitos para vocês mostrarem áquele vosso amigo que ainda acha que só em Hollywood se fazem filmes com efeitos especiais a sério.
Eu adorava poder dar aqui um par de exemplos, mas estaria a estragar-lhes logo um dos melhores momentos do filme por isso vou ficar calado.

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No entanto é curioso, que apesar deste meu entusiasmo a verdade é  que cheguei a pensar que seria a obra mais fraca do realizador até ao momento porque há uma coisa de diferente neste [“Cyborg She“] em relação aos outros trabalhos de Jae-young Kwak.
Apesar de desde o início o filme ser muito divertido, a verdade é que o estilo de humor quase Anime em imagem real me distanciou do coração emocional do filme durante muito tempo após este ter começado.
Ao contrário dos outros filmes do realizador só a meio da história os personagens me agarraram verdadeiramente e pelo menos no que me toca, isto foi algo que ainda não tinha encontrado numa obra dele.
Mas não deixem que a minha opinião lhes condicione a maneira como possam olhar para  [“Cyborg She“].
Na verdade se há uma coisa de que o filme não tem falta é de momentos poéticos que contrastam em absoluto com as alturas de comédia caótica e equilibram muito bem todo o conjunto.

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A cena da viagem ao passado a meio do filme deve ser uma das sequências mais bonitas e nostálgicas alguma vez filmadas dentro do género sci-fi.
M
esmo tendo por pano de fundo um ambiente totalmente japonês irá certamente fazer com que muita gente se identifique com as emoções da sequência que é simplesmente perfeita e executada de forma muito original guiando o espectador por um passeio ao passado absolutamente poético e que é um dos pontos altos do filme.
E já agora fica aqui um destaque especial para a fotografia, que tem nesta sequência de viagem no tempo alguns dos melhores momentos visuais de todo o conjunto pela maneira como as paisagens rurais são fotografadas e todas as emoções dessas cenas são transmitidas quase sem palavras.

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[“Cyborg She“] é um filme diferente de Jae-young Kwak por outra razão. É a primeira vez que o realizador Sul-Coreano filma no japão, em japonês e com um casting local. Isto tem uma razão que é absolutamente indispensável para a história do filme mas claro que também não lhes vou dizer qual é.
Sendo assim e porque não quero correr o risco de revelar aqui algo que não devo…

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CLASSIFICAÇÃO:

Outro dos melhores filmes românticos (para todas as idades) que poderão encontrar no mercado e que irá agradar a muita gente. Se não gostam do estilo do realizador poderá não ser para vocês, mas se gostaram de “My Sassy Girl” ou “Windstruck” nem hesitem.
Não procurem saber mais nada sobre [“Cyborg She”] antes de verem o filme.
E de preferência nem queiram ver o trailer. Vão por mim.
É um excelente filme de ficção científica, um blockbuster com um par de sequências impressionantes e uma comédia romântica divertida cheia de poesia e muita alma.
Completamente obrigatório em qualquer colecção de cinema romântico em dvd sem esquecer os igualmente fabulosos “My Sassy Girl” , ”The Classic“,  “Windstruck” e até mesmo “Be With You“ que de certa forma está dentro do género.
Este é outro daqueles filmes que na minha opinião rebenta a escala por ser um excelente exemplo de que um filme ultra comercial não precisa de ser um produto para adolescentes imbecis.
É um excelente exemplo de um filme cheio de efeitos especiais mas com muita alma e poesia.
Ainda não foi desta que este realizador fez um filme mau ou sequer mediano.
Cinco tigelas de noodles e um Golden Award por tudo e mais alguma coisa.

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A favor: o final do filme irá surpreender-vos, a poética sequência de viagem ao passado a meio do filme, a atmosfera romântica que resulta mesmo no meio de um argumento ultra-comercial, os actores principais são fabulosos com destaque para a interpretação da miúda cyborg, os efeitos especiais das sequências estilo blockbuster são mágnificos, é uma das melhores histórias de viagens no tempo contemporâneas, excelente equilibrio entre vários géneros de cinema comercial, excelente história de amor-impossível ao melhor estilo clássico mas com um twist genial.
Contra: não agradará a quem não gosta do estilo de filmes deste realizador pois é mais do “mesmo”, os inevitáveis pequenos paradoxos que se encontram sempre nestas histórias de viagens no tempo se pensarmos muito no assunto (por isso não pensem), o seu sentido de humor algo caótico ao melhor estilo Anime pode desviar por momentos o espectador do coração emocional do filme, a história é uma mistura de elementos que já vimos antes em outras histórias e por isso nunca se consegue assumir por completo como um produto verdadeiramente original…quer dizer…até ao desenlace final claro.

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NOTAS ADICIONAIS:

Trailer:
Fica aqui o trailer, mas recomendo mesmo que não o vejam antes de verem o filme.
Estão por vossa conta.

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Comprar
Neste momento (Verão de 2010) está á venda mesmo muito baratinho na Amazon Uk. Não percam.

IMDB
Nem pensem nisso antes de verem o filme.

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