Haeundae (Tidal Wave) Je-gyun Yun (2009) Coreia do Sul

21, Novembro 2009 - Leave a Response

Ultimamente ando em maré de filmes com Tsunamis.
Já algum tempo que estava longe de cinema catástrofe mas no último semana fui ver o “2012″ made-in-hollywood e fiquei com imensa vontade de procurar algo semelhante no estilo oriental pois desde o muito divertido “The Sinking of Japan” que não me tinha aparecido nada do género pela frente.
Para meu contentamento encontrei ["Haeundae - Tidal Wave"] e satisfez plenamente todas as minhas expectativas.

Não é um daqueles filmes fabulosos e claro que não se compara em escala com um “2012″ mas dentro das possibilidades do cinema Sul Coreano, quanto a mim ["Haeundae - Tidal Wave"] é um óptimo pequeno filme catástrofe que apesar das suas limitações técnicas contém no entanto excelentes momentos de destruição apocalíptica e consegue ainda apresentar-nos um par de personagens interessantes com que nos preocupamos mesmo mesmo sendo tão esquemáticos.

 

Além disso, na minha opinião tem uma coisa muito boa que já aparecia também em “The Sinking of Japan”.
Ao contrário do que costuma acontecer nos filmes americanos do género também aqui em ["Haeundae - Tidal Wave"]  nunca temos bem a certeza de quem irá morrer ou quem irá salvar-se.

O filme consegue criar uma constante incerteza no espectador até ao final pois mantém aquela característica dos filmes orientais em que um final feliz não tem necessáriamente significar que o heroi se salve e fique com a miúda.
Na verdade, não se pode dizer que exista um heroi ou um personagem principal nesta história e isso contribui bastante para a incerteza sobre o destino dos personagens o que só dá mais pontos a este filme.

No entanto é um produto estranho.
Sendo isto um filme catástrofe contém tantos momentos retirados de tantos outros géneros que o espectador até se esquece que tipo de filme está a ver. Passado uma hora eu já me perguntava onde raio estava o filme que aparecia no cartaz oficial, pois ["Haeundae - Tidal Wave"] leva tanto tempo a desenvolver personagens que uma pessoa se questiona se alguma vez irá aparecer uma onda gigante no ecran.

Tem momentos que nos fazem lembrar “The Host”, principalmente porque é uma história que se foca mais nas pessoas do que propriamente na catástrofe eminente, embora não consiga um resultado tão bom nesse aspecto.
Isto porque ["Haeundae - Tidal Wave"] parece um plágio de uma quantidade de situações já vistas noutros filmes. O nucleo familar parece decalcado de “The Host” e nem falta uma Sassy Girl que mantém uma relação com um jovem da guarda-costeira que parece clonada dos melhores e mais divertidos momentos de “My Sassy Girl“.

Acreditem-me, no que toca a personagens, vocês já viram tudo isto noutros filmes e com resultados bem melhores, mas por outro lado, a coisa até funciona bem e não é por isso que este filme catástrofe se torna num mau filme.
Tem personagens que nunca mais acabam, pequenos dramas familiares de pacotilha mas não só e um par de histórias de amor fofinhas ao melhor estilo Sul Coreano.

Agora se calhar não valia a pena levar tanto tempo a contar as histórias dessas pessoas pois na verdade o que o pessoal quer ver mesmo nisto é a onda gigante a destruir coisas e no entanto os minutos arrastam-se em intermináveis cenas de desenvolvimento de personagens e a tragédia parece nunca mais começar para desespero do espectador.

Se virem o trailer vocês irão ficar confusos pois dá a ideia que ["Haeundae - Tidal Wave"] deve ser uma daquelas comédias desmioladas ao melhor estilo Sul Coreano, mas na realidade a coisa é bem mais complexa do que isso. O filme tem um par de momentos muito engraçados e cartoonescos, mas apesar de tudo equilibra muito bem o drama com a comédia e as cenas de aventura.

Uma das suas mais valias é a forma como quando finalmente aparecem os momentos de destruição o filme consegue alternar entre os vários géneros numa questão de segundos sem nunca perder a identidade ou perder o estilo de filme catástrofe. Neste aspecto, posso até dizer que foi o filme deste estilo que melhor vi cruzar momentos completamente diferentes sem nunca perder o ritmo.
Tem tensão suficiente para nos manter agarrados ao destino dos personagens mas ao mesmo tempo contém um par de sequências hilariantes ao mesmo tempo que nos mantêm em suspanse. Destaque para a genial, tensa e hilariante mini-sequência dos contentores que caiem do céu.

E falando de efeitos especiais, quanto a mim ["Haeundae - Tidal Wave"] está completamente de parabéns. Nem todos são particularmente convicentes. Muita coisa cheira a CGI por todo o lado, mas consegue ter um par de sequências particularmente espectaculares e que não perdem nada em comparação com o que de melhor se viu por exemplo em “2012″.

As cenas de caos quando as ondas gigantes destroiem a cidade são realmente entusiasmantes, (especialmente se as poderem ver num projector com um ecran de trés metros de largura como eu tenho a sorte de o poder fazer).
Aliás, as coisas demoram a acontecer, mas quando a tragédia chega não há duvida que cumpre as expectativas, tanto em espectacularidade como em cenas de tensão. Ainda por cima consegue manter uma excelente variedade nas sequências de destruição e cada personagem tem o seu momento para brilhar…vivo, ou morto…

Excelentes momentos apocalípticos, muito prédio destruido, muito morto a flutuar e muita água por todo o lado com drama, aventura e comédia muito bem misturados.
O único problema do climax do filme é durar tão pouco tempo quando até aí levamos mais de uma hora a ver um outro género de filme á espera desses momentos.
Também se nota alguns figurantes a rir nas cenas em que a multidão supostamente foge em pânico pelas ruas com uma onda gigante atrás da multidão, mas provavelmente vocês nem reparam e isto sou eu a querer implicar com alguma coisa.

Não será tão bom quanto “The Sinking of Japan“, mas felizmente não é tão mau quanto o Tailândes “2022 Tsunami“.  Tudo o que não funciona no hilariante filme made-in-Tailândia está muito bem em ["Haeundae - Tidal Wave"].
É um filme muito divertido apesar de lhe faltar algo que o eleve a um patamar superior.
Não será uma obra prima do género mas é um daqueles que vale mesmo a pena ser visto, especialmente se gostarem de filmes catástrofe.

Já agora, quanto a mim a coisa mais assustadora deste filme são as imagens reais iniciais com as multidões na praia.
Isto para mim que odeio praias comerciais seria o pesadelo e estaria a pedir para que o Tsunami chegasse depressa se tivesse que passar uma tarde num local assim “a fazer praia”…se conseguisse encontrar a areia…

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CLASSIFICAÇÃO:

Um divertido filme catástrofe que percorre vários géneros tentando clonar o melhor de muitos filmes conhecidos mas que não perde por isso.
Não há muito mais para dizer.
Vale a pena pois é mesmo muito bom, embora lhe falte qualquer coisa.
Trés tigelas e meia de noodles na boa.

noodle2.jpg noodle2.jpg noodle2.jpg noodle2emeia.jpg

A favor: as histórias parecem decalcadas de outros filmes mas resultam e fazem-nos criar empatia com as pessoas, tem um bom equílibrio entre a comédia e o drama,  a realização é competente e sabe criar excelentes transições entre os vários géneros em segundos sem nunca tornar o estilo do filme ambiguo, os efeitos especiais são em regra muito bons mesmo, tem um par de cenas realmente espectaculares, todos os personagens têm o seu momento o que evita a previsibilidade no seu destino na maioria das vezes, há muita destruição aquática e muita variedade nas sequências de destruição, as cenas dos contentores na ponte são muito engraçadas ao mesmo tempo que nos agarram ao ecran.
Contra: leva demasiado tempo até acontecer alguma coisa daquela que esperamos encontrar num filme catástrofe, as cenas de destruição não duram muito tempo, algum drama de pacotilha que já vimos mil vezes.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=USzuHYrVLkg

Este é um daqueles filmes que irei comprar de certeza quando sair o Dvd que infelizmente ainda não se encontra á venda. Por isso se quiserem espreitar o filme recomendo que o vão buscar aqui.

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt1153040/

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Filmes semelhantes de que poderá gostar:

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2022 Tsunami Wan Sang-Haan Lohk (2022 Tsunami) Toranong Srichua (2009) Tailândia

21, Novembro 2009 - Leave a Response

Existem obras que parecem querer testar o meu fascinio pelo cinema oriental.
Ás vezes esqueço-me que existe no mundo cinema realmente muito mau e não é só em Hollywood que se faz plástico do piorio. Pelo visto a Tailândia também se está a tornar num sério candidato á piroseira cinéfila.

Quanto mais vejo cinema Tailandês mais me parece que aquele país é assim uma espécie de Ed Wood do planeta terra.
O cinema comercial Tailandês parece ter sempre as melhores e mais sérias intenções mas salvo raras e honrosas excepções parece que produzem um conjunto de filmes sempre tão maus que quase desafiam as estatísticas.
E um dos piores será certamente este ["2022 Tsunami"] com muita pena minha.

Se calhar não parece, pela imagem acima, mas acreditem-me…vocês não vão acreditar no que verão se decidirem espreitar este filme. Uma tragédia que poderia ter sido absolutamente hilariante não fosse o facto de ser tão mau que se torna irritante a partir de certa altura.

E por falar em filmes genialmente maus, neste fim de semana fui ver a “nova comédia” do Rolland Emerich saida de Hollywood chamada “2012″ e diverti-me á brava com o filme.
Como eu adoro cinema catástrofe em que morrem gajos aos molhes por dá cá aquela palha saí de “2012″ com grande adrenalina e a pensar se não haveria pelo oriente algo novo que me pudesse divertir com mais umas cenas fixes de morte e destruição.

Não tardou muito que encontrasse não um, mas dois titulos orientais completamente novinhos em folha para meu contentamento e curiosamente ambos os filmes têm como tema os Tsunamis pois foram inspirados na tragédia real do Natal de 2004 de que todos nos recordamos certamente. Este filme até usa imagens reais de arquivo para tentar criar ainda mais dramatismo sobre o assunto.
Tanto a Coreia do Sul como a Tailândia pegaram na ideia e produziram as suas versões do que aconteceria se o fenómeno se repetisse de novo mas a uma escala realmente apocalíptica e os resultados não poderiam ter sido mais diferentes.

Por agora falemos da versão Tailandesa.
Eu sei que se calhar isto parece injusto, mas tenho que dizer que ["2022 Tsunami"] foi um dos filmes mais pirosos e sopeiros que alguma vez vi. E não estava nada á espera disto num filme catástrofe.
Todos nós sabemos que o género nunca escapa aquele estilo telenoveleiro, mas esta tentativa Tailandesa atinge um grau de anedota que eu próprio julgava impossível de ser atingido até mesmo pelos americanos.

Se virem muitas das fotografias estáticas, certamente ficarão com curiosidade suficiente para ver o filme, especialmente se gostam do género pois quando as coisas não se mexem até criam a ilusão de que estaremos na presença de algo realmente divertido e com suspanse quanto baste. Não se iludam.

Se ["2022 Tsunami"] fosse uma música pimba (música brega para o pessoal do Brasil), seria certamente um sucesso pois nada falta nesta letra…perdão, neste argumento…
Tudo é tão mau que eu nem sei por onde começar.
Os personagens são hilariantes, os diálogos são atrozes ( e duvido que seja da legendagem), a realização não tem ponta por onde se lhe pegue em termos de identidade e a montagem deve ter sido feita por algum estagiário. Isto para nem falar dos efeitos especiais…

Ninguém mais do que eu deve adorar maus efeitos especiais.
Eu sou um fã absoluto de FC obscura, séries B marados e filmes de baixo orçamento. Mas para que a coisa funcione é preciso que um filme tenha um certo charme, o que não acontece de todo neste ["2022 Tsunami"].
Isto porque este se leva tão a sério que atinge um nível de dramatismo e piroseira que só nos faz rir a todo o instante ou então bocejar de tédio até nas partes catastróficas que deveriam pelo menos ter algum impacto mas falham redondamente.

A começar pelos personagens pois  pouco nos importamos com o seu destino e depois porque os efeitos de animação… são tão…animados… que não contribuem de todo para criar aquele clima trágico que a obra pelo visto pretendia ter tido.
Não é suficientemente divertida para ser um grande série B e não consegue atingir a carga dramática para poder ser levada a sério, muito por culpa da excessiva dramatização da personalidade dos personagens que só nos dá vontade de rir ou de chorar e não pelas melhores razões.

Mais uma vez insisto, a única palavra que encontro para descrever ["2022 Tsunami"] é – “piroseira”.
Eu sei que isto não é muito cinéfilo mas é a única sensação que o filme me transmitiu e passada meia hora já estava farto de aturar aquelas pseudo-caracterizações psicológicas tão ridiculas. Primeiro são cómicas mas depois tornam-se absolutamente repetitivas e irritantes transportando o filme para um patamar que o torna aborrecido em vez de entusiasmante e nem as cenas de destruição conseguem salvar o resultado final pois tudo é tão exagerado em termos humanos e estereotipos de personagens de cartão que os efeitos ainda nos parecem se calhar muito piores do que na realidade até são.

Há de tudo nesta história. Um heroi que tem medo do mar porque a familia morreu no Tsunami de 2004 e de cada vez que se chega junto á agua produz as mais hilariantes caretas que podem encontrar num filme dramático, uma heroína que também perdeu a familia toda há vinte anos, um primeiro ministro cheio de boas intenções, um cientista maluco com umas barbas perfeitas para serem colocadas de molho, uma aldeia piscatória com pessoas muito boazinhas e um grupo de mafiosos com intenções muito más.
E já lhes falei das sequências homo-eróticas ?

Ok, eu não tenho nada contra as preferências sexuais de cada um, mas que raio ?!…Para que serve aquele angulo na história ?
Um gajo está a ver um filme supostamente dramático e depois saido do nada vê-se um cu de um tipo saído do nada iniciando-se de seguida uma espécie de pequena cena de amor um bocado atabalhoada e sem qualquer sentido ?
Surpreendeu-me mais que o resto do filme todo.

Gostaria de lhes poder explicar de uma forma mais coerente como este filme é mau, mas sinceramente este é um daqueles que é de ver para crer.
Na verdade isto é quase um caso á parte, pois -”mau”- nem sequer será a palavra correcta para classificar o estilo desta obra. É um produto muito estranho.
A realização é completamente incoerente. Muito trabalho de câmara ao ombro mas tudo é demasiado evidente e a partir de certa altura estamos mais atentos á maneira de filmar do que á própria história ou aos personagens nela o que não abona a favor do trabalho do realizador que parece querer afirmar-se acima da obra a todo o instante.

E o pior de tudo é o tom paternalista do proprio argumento, a certa altura apetece-nos gritar para o ecran para aqueles gajos pararem de dizer frases ecológicas sobre como a humanidade está a dar cabo da natureza ! Já chega ! Já se ouviu ! Não sejam tão “subtis” a passar a mensagem !
No final do filme pelo menos a mim só me apetecia pegar nuns contentores de lixo e ir até á Tailândia despejar tudo naquele país na esperança de que pelo menos este estúdio fosse atingido por um verdadeiro maremoto que o impedisse de fazer uma sequela desta verdadeira tragédia cinematográfica.
É com muito pena minha que digo que ["2022 Tsunami"] é tão “mau” que até faz com que os blockbusters americanos do Rolland Emerich pareçam bons filmes e quando assim é…

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CLASSIFICAÇÃO:
Não consigo compreender qual é o problema de muito do cinema Tailandês. Parece que pelo facto de se levar demasiado a sério nunca consegue atingir a seriedade das filmografias dos seus vizinhos asiáticos.
Talvez seja por piscar demasiado o olho ao cinema ocidental sem conseguir criar uma identidade própria ou por não conseguir produzir argumentos particularmente interessantes, o facto é que falta algo no cinema Tailandês e este filme é um excelente catálogo de todas as fraquezas que habitualmente encontramos nesta filmografia.
Este ["2022 Tsunami"] tinha tudo para ser um divertido filme catástrofe mas por qualquer razão afunda-se por completo muito antes de a água chegar.
Uma tigela de noodles porque é realmente muito desinteressante apesar de não parecer ser a uma primeira vista.
E se calhar merecia menos ainda.

noodle2.jpg

A favor: apesar de tudo ainda contém cenas de destruição apocaliptica engraçadas, apesar de falhar redondamente tenta ter uns CGIs modernaços para representar o maremoto.
Contra: os personagens são hilariantes e aborrecidos ao mesmo tempo, leva-se demasiado a sério, o tom paternalista ecológico torna-se verdadeiramente enervante, tenta ser tão dramático a todo o instante que se torna completamente piroso, alguns actores são atrozes mas se calhar a culpa nem é deles, ás vezes parece um filme amador no pior dos sentidos, os diálogos são hilariantes ou do piorio, as cenas de pânico parecem filmadas na banheira, o desastre não impressiona de todo, não atinge sequer aquele patamar do tão mau que se torna bom e é pena pois tinha potencial.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=zDqMJ5_v-AI&feature=related

Comprar
Não faço ideia onde isto está á venda, mas vocês não o vão querer adquirir de qualquer maneira.
Este é um daqueles casos em que a pirataria faz um favor ao consumidor, por isso sugiro que o espreitem aqui.

Imdb
Quê ?!… :)

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Filmes semelhantes de que poderá gostar:
Vejam antes  “The Sinking of Japan”.
Este sim, é um excelente exemplo de cinema catástrofe made-in-oriente.

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Himalayaeui sonyowa (Himalaya, Where the Wind Dwells) Soo-il Jeon (2008) Coreia do Sul

20, Novembro 2009 - 4 Responses

Há filmes aparentemente tão estúpidos que só podem ter sido pensados para pessoal muito inteligente.
["Himalaya, Where the Wind Dwells"] será certamente um deles.
Só pode.
Quando se passou mais de meia hora e os personagens nem sequer debitaram cinco minutos de diálogo coerente uma pessoa começa a suspeitar que este filme deve pretender ter um QI muito elevado.
Os personagens ás vezes falam, mas nestas alturas o espectador corre o sério risco de começar a ficar irritado.

Isto partindo do principio que ["Himalaya, Where the Wind Dwells"] até tenta ter uma história. O que duvido.
Se gostam de filmes onde passam eternos minutos a ver personagens contemplando o vazio, filmes em que as pessoas olham para paredes de um quarto de hotel sem se mexer depois de os termos visto a desfazer uma mala de viagem durante outros tantos largos minutos então este filme é para vocês.
Este filme é tão genial que eu não resisto a contar-lhes agora toda a sua história (?) ao contrário do que costumo fazer, só para vocês verem como eu também sou um gajo inteligente que gosta de filmes para pessoas que compreendem a verdadeira Arte cinéfila.

["Himalaya, Where the Wind Dwells"] começa com um tipo que possivelmente terá sido despedido pois não está com uma cara de bons amigos no primeiro plano, depois vemos a mesma pessoa no seu apartamento a olhar para o televisor em total estado de zombie deprimido, seguidamente vai até uma casa funerária e debita um par de diálogos, então somos transportados para o Nepal e o senhor está dentro de um táxi cujo o percurso é filmado em plano subjectivo durante largos minutos enquanto somos conduzidos por uma espécie de viagem virtual pelas caóticas ruas de uma cidade nas montanhas em que se guia quase tão bem quanto em Portugal ( a sequência de acção do filme).

Seguidamente o tipo fica durante mais uns minutos parado á chuva á porta de um estabelecimento porque sim.
Depois está num quarto de hotel a olhar para a parede após ter desmanchado a sua mala bem devagarinho para o espectador poder contemplar aquela fascinante actividade. E tudo isto sempre num único e mesmo plano. Deve ser uma metáfora qualquer.
Repentinamente estamos nas montanhas e o senhor segue a pé num estado absolutamente lastimável uma espécie de guia por caminhos de pedras enquanto tenta respirar e finalmente cai para o lado.

Mais um bocadinho de diálogo entre o guia e um nativo local e alguém se presta para levar o nosso heroi completamente desmaiado num burro montanha acima.
Chegando ao seu destino o senhor encontra a casa da familia que procurava (?), conhece uma criança absolutamente enervante que toca (mal) flauta mas insiste em presentear-nos com uma melodia daquelas que nos torna a todos fãs imediatos da Celine Dion quando já julgavamos que nada poderia ser mais irritante.

Seguidamente, o tipo conhece a mãe do puto com dote musicais e dá-lhes um envelope de dinheiro que supostamente o pai e chefe de familia lhes enviou como resultado do seu trabalho numa qualquer fábrica da Coreia do Sul que explora emigrantes Nepaleses.
É por esta altura que também vislumbramos um gajo que deve ser uma espécie de avô que não faz mais nada no filme a não ser decorar o cenário e que certamente ainda não percebeu que está morto ou então deve andar a fumar qualquer coisa da boa que se planta nas montanhas e não contou nada a ninguém.

O nosso heroi sempre com cara de gajo aborrecido como o caraças, vagueia pela vila das montanhas, saca umas frutas a um vendedor e ensaia uns passos de futebol com o puto da flauta.
Mais tarde conhece aquele que segundo o puto, é “outro dos seus vários pais” quando este uma noite visita o lar familiar. É aqui que entra a parte erótico-deprimente do filme quando o nosso heroi tem o prazer de ouvir através das paredes o pai número dois do puto ter a sexo com a mãe da criancinha porque sim. Embora aqui o ar chateado do gajo se justifique…
No dia seguinte passeia mais um bocadinho pela vila, tem um par de diálogos com a criancinha que não larga a #$%£ da flauta e a familia fica a perceber que o pai imigrante afinal está morto num qualquer acidente fabril, entretanto abrem uma cabra (don´t ask), a mãe do puto segue um ritual tibetano no alto de uma montanha e o nosso heroi caminha em direcção á câmara supostamente abandonando a aldeia, voltando para a civilização ou quem sabe tentando encontrar alguém que lhe saiba explicar se o filme já começou a ser filmado.

Resumindo, gostei muito de ["Himalaya, Where the Wind Dwells"].
Aviso já que esta review poderá parecer-vos algo confusa mas a verdade é que esta é uma daquelas obras fascinantes e compreendo perfeitamente ter sido tão falada e conceituada nos festivais por onde passou.
Ainda estou a tentar perceber o que vi, mas não se pode negar que o filme é absolutamente hipnótico.
É completamente secante, mas ao mesmo tempo não é. É lento, muito lento, mas está sempre a acontecer algo no ecran, mesmo quando na verdade não se passa absolutamente nada na história. Aliás…qual história ?

Até eu que gosto bastante de cinema de autor, daqueles que nem parecem ter história nem nada, fiquei agora sem saber o que dizer deste ["Himalaya, Where the Wind Dwells"].
É que comparado com a narrativa deste filme, até um argumento do Hong-Kar-Way tem uma estrutura mais complexa que o Senhor dos Anéis !
Aliás, ao contrário do que se passa nos argumentos “sem história” do Kar-Way, aqui , “o vazio” não serve para nada, não ilustra estados de espirito, não nos dá indicações de sentimentos e não cria qualquer ligação emocional entre os personagens. Muito menos com o espectador.

O personagem do filme só tem dois estados de espirito, ou está deprimido ou está desmaiado. Nenhuma das suas interacções cria qualquer empatia com as pessoas que o rodeiam e até mesmo quando parece que haveria alguma relação mais romântica com a jovem viuva(?) a coisa fica numa atmosfera completamente ambigua. As cenas com o puto enervante não servem para nada além de nos mostrar que o sotaque oriental não é o melhor para tentarem falar inglés uns com os outros e a narrativa não tem qualquer objectivo nem cria qualquer relação com o espectador.
O filme essencialmente é apenas sobre um tipo que foi ali a um sitio nas montanhas e depois foi-se embora.
Não evoluiu espiritualmente, não teve nenhuma epifania, nem sequer se envolveu com a viuva e passou o filme todo com ar chateado apesar de ter viajado pelo melhor conjunto de paisagens de montanha que vocês verão em muito tempo.

Supostamente segundo algumas entrevistas com o realizador, ["Himalaya, Where the Wind Dwells"] pretende ser uma crítica ás condições em que os trabalhadores emigrantes trabalham nas fábricas da Coreia do Sul…mas que raio…não se nota de todo. Se calhar alguém lhe deveria ter dito que seria bom ter mostrado pelo menos uma fábrica na história…ou então o gajo quis foi uma viagem ao Nepal e isto de ser realizador de filmes inteligentes dá jeito para se inventar desculpas para ganhar bilhetes de avião grátis.
Aliás, o que torna este ["Himalaya, Where the Wind Dwells"] numa obra memorável não são as suas supostas intenções de crítica social (?), mas sim as paisagens onde a obra foi filmada.
Todo o filme está polvilhado de ambientes cénicos absolutamente lindissimos e quem gosta de paisagens de alta montanha com sabor Tibetano não pode de maneira nenhuma perder este filme.
Quase que mete pena, alguém se ter dado ao trabalho de ir para um local destes filmar estas paisagens para depois as usar numa história tão estéril e descaracterizada que é a verdadeira antítese do sitio onde esta decorre.
As montanhas remetem-nos a todo o momento para algo grandioso e até completamente espiritual e no entanto o personagem principal passeia-se por aqueles locais como se estivesse a caminhar pelo corredor de um departamento de finanças na hora de declarar os impostos.
Isto tem mesmo de ser um filme muito inteligente pois não o compreendo de todo.

A realização é enervante.Entra por aquele estilo de plano único e continuado que a principio tem classe mas depois já mete nojo de tão genial que aparenta ser. Não estou a pedir uma montagem á Michael Bay mas que raio, alguém deveria ter dito a este realizador que fazer um filme inteiro numa sequência da practicamente planos únicos gerais tornava a coisa um bocado repetitiva.
Somos brindados com uma colecção fabulosa de postais turísticos ilustrados sobre as belezas naturais do Nepal, mas passada meia hora de tanta beleza visual estática damos por nós a pedir que a história tivessa alguma base emocional que desse vida e uma qualidade humana a tanta beleza geográfica.
Quando parece que o filme até ia começar a ganhar alguma paixão e alguma humanização, o heroi caminha para fora do enquadramento e o filme acaba.
Tal como acaba agora esta review.

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CLASSIFICAÇÃO:
Apesar de tudo não consigo deixar de gostar deste filme.
É um daqueles que tem tudo mas ao mesmo tempo não tem nada.
E se calhar até terá alguma coisa…
Neste momento já não sei. Só sei que eu gostei. Há aqui qualquer coisa de original e verdadeiramente único que nos agarra, embora fiquem desde já avisados que este não será o melhor filme para verem se estiverem com sono.
Essencialmente este é um daqueles filmes aparentemente tão vazios, que o seu vazio se torna na sua melhor qualidade.
Deve ser Arte.
Trés tigelas de noodles porque é realmente um bom filme, embora algo pretencioso, o que lhe retira alguns pontos. Mas recomendo vivamente se gostam de cinema de autor e quiserem ver um produto único e bem diferente do habitual.

noodle2.jpg noodle2.jpg noodle2.jpg

A favor: tem o actor de “Old Boy” no principal papel e este tipo é excelente até quando passa o filme todo com a mesma cara, as paisagens naturais são absolutamente lindissimas e quando aparecem no ecran abrem o filme por completo a uma escala que contrasta totalmente com o intimismo (ou a falta dele) da suposta história, é um produto diferente e apesar de tudo com alguma identidade.
Contra: não se passa nada neste filme, não há qualquer identificação emocional com os personagens ou qualquer empatia com o espectador, a realização em estilo de plano único acaba por cansar.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER
http://www.youtube.com/watch?v=V1LIjn8wlUY

Encontrei-o para download neste website, caso queiram espreitá-lo mas ainda não o encontrei á venda. Digam-me qualquer coisa se souberem onde se vende isto em dvd pois estou a pensar comprá-lo no futuro.

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt1179079/

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Filmes semelhantes de que poderá gostar:
(Não me lembro de nada semelhante a isto, mesmo dentro do cinema de autor)

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Xin jing cha gu shi (New Police Story) Benny Chan (2004) China

2, Novembro 2009 - One Response

Eu não conheço as anteriores entregas desta muito popular série de acção made-in-hong-kong, mas pelo que tenho visto pela net, este quinto episódio divide opiniões.

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Normalmente entre aqueles puristas de Jackie Chan que preferem vê-lo permanentemente a fazer acrobacias e palhaçadas e o outro público que o admira por tentar fugir ao registo que o tornou popular e arriscar enveredar por apostas de conteúdo mais dramático como acontece em ["New Police Story"], técnicamente o quinto episódio da série de filmes conhecida como “Police Story” e dizem, o filme mais diferente de todos eles.

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Pela minha parte devo dizer que adorei este filme. Não sou de modo nenhum fã dos filmes de Jackie Chan (talvez pela imagem de palhaço das produções made-in-hollywood) e como tal tive este dvd na prateleira durante mais de um ano a acumular pó.
Comprei-o por menos de dois euros numa daquelas promoções do jornal Correio da Manhã muitos meses atrás mas na verdade nunca tinha tido muito interesse em vê-lo.

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Primeiro, porque era outro filme de Jackie-Chan e depois porque ainda por cima parecia-me outro policial e temia que fosse mais um filme a tentar imitar as produções americanas sem grande interesse ou imaginação.
Como é costume no meu historial a evitar produtos, enganei-me redondamente.
Este filme é um espectáculo.

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Ok, é um daqueles produtos completamente “braindead” com acção a duzentos há hora, exageros físicos, lógica de argumento duvidosa e porrada de criar bicho com cenas de destruição absolutamente caóticas a fazer corar de vergonha qualquer filme americano chungoso, mas a verdade é que tudo resulta e por isso ["New Police Story"] quanto a mim é um daqueles produtos ultra-comerciais que consegue contornar a sua falta de originalidade com uma estrutura absolutamente fascinante que nos agarra do principio ao fim.

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E isto porque consegue estar sempre a surpreender o espectador, pois se não souberem nada sobre o filme, podem ter a certeza que nunca sabem bem o que vai acontecer a seguir. E isto não é coisa comum neste género de cinema, o que lhe confere logo alguns pontos extra.
["New Police Story"] é bastante criticado por ter abandonado o registo de comédia dos titulos anteriores e ter entrado por um registo bem mais dramático e excessivamente violento na opinião de alguns.
Mas para mim está logo aí a sua mais valia.

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O filme parece uma mistura de géneros. Começa como filme de acção ultra violento, entra por um registo dramático invulgar em personagens de Jackie-Chan, passa por um estilo de filme Radical versão “X-Games”, toca ligeiramente a comédia com um par de momentos hilariantes e de humor inteligente e termina como filme de acção puro e duro num formato mais comercial em tom de aventura com algum suspense e um final criativo no que toca á resolução do destino dos vilões.

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Se vocês gostaram de “Point Break” com Patrick Swayze e Keanu Reeves então este filme é para vocês.
No que toca ao estilo de acção mais “radical”, ["New Police Story"] contém sequências de acção absolutamente fantásticas, imaginativas e entusiasmantes a fazer lembrar o excelente filme de Kathryn Bigelow do inicio dos anos 90.
Pelo meio ainda temos direito a uma cena com um autocarro que faz o filme “Speed” parecer um filme da Disney no que toca a destruição de propriedade alheia.

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Na verdade, ["New Police Story"] vai copiar elementos de todo o lado, tanto do cinema asiático como do cinema americano, mas tudo resulta plenamente.
As transições entre os vários estilos de filme estão perfeitamente integradas na narrativa, os vilões apesar de algo estereotipados têm alguma profundidade que os tornam cativantes e o argumento joga muito bem com a imprevisibilidade do que mostra ao espectador e consegue manter-nos agarrados á cadeira até ao último minuto.

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Como nota menos positiva, se calhar o filme tem minutos a mais. Ou então isto parece-me ser assim porque ["New Police Story"] contém tantos momentos de acção espectaculares e emocionantes que a partir de certa altura tanta acção corre o risco de parecer mais repetitiva do que se calhar na verdade é.
Por mim talvez tivesse cortado a segunda sequência de Kung-Fu na sala dos Legos, até porque é a única vez que o argumento repete um estilo de acção que já tinha mostrado e como tal senti que era desnecessária.

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Mas não deixem que isto os desencorage de verem este excelente filme de acção, pois além de excelentes momentos de porrada pura, ainda nos brinda com um par de gags humoristicos inesperados genialmente hilariantes.
Além disso, também tem um ambiente fofinho quanto baste a fazer lembrar um Anime, isto no que toca á caracterização dos personagens femininos.

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CLASSIFICAÇÃO:

Divertiu-me tanto que estive tentado a atribuir-lhe a classificação máxima incluindo um Golden Award, mas se calha só não o faço porque teria todos aqueles cinéfilos mais hardcore á perna a dizerem-me que seria impensável atribuir uma nota tão boa a um puro produto comercial que na verdade não tem nada de cinema com “C” grande e não passa de um banal filme de porrada no mais puro estilo Hong-Kong.
A verdade é que na minha opinião pode não ser grande cinema, mas aquilo que faz, fá-lo extraordináriamente bem e tomara muito filme chunga americano neste estilo ser tão intenso e divertido quanto ["New Police Story"] consegue ser. E isto ao ponto de me ter colocado a mim, que nem sou fã de Jackie Chan completamente hipnotizado e entusiasmado do principio ao fim.
Sendo assim…cinco tigelas de noodles porque surpreendentemente merece-as plenamente. E se gostarem muito de filmes de acção podem acrescentar-lhe um Golden Award vocês mesmo por vossa conta.
Ignorem a recepção morna ao filme pela net, ["New Police Story"] é realmente muito melhor do que parece e até quem não gosta de filmes- Jackie Chan poderá sair muito surpreendido.
A mim surpreendeu-me. E o mais importante, divertiu-me imenso.

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A favor: a violência “gratuita” com muito sangue logo nos primeiros trinta minutos de filme que não nos deixa respirar, Jackie Chan num registo muito dramático que nos surpreende pela positiva, as sequências de decadência do seu personagem, todas as cenas de acção são excelentes e cheias de momentos inesperados, mantêm sempre o espectador sem saber o que vai ver a seguir, os vilões têm carisma apesar de algo estereotipados, os momentos de humor são hilariantes pelo inesperado da situação onde foram colocados, óptimas cenas de destruição urbana em larga escala, tem patinhos de borracha, miudas fofinhas estilo Anime, a história tenta apresentar-nos algo mais complexo do que precisava de ter sido e no entanto apesar da mistura de referências a coisa resulta, quem gostou de “Point Break” tem aqui um produto semelhante que resulta na perfeição, a realização é segura embora não deslumbre mas gere bem as cenas de acção, o dvd tem um som 5.1 excelente.
Contra: talvez seja um bocadinho longo demais embora não seja por aí além e não o prejudique propriamente, apesar de tudo é um filme de Jackie-Chan e ainda contém um par de tiques inevitáveis que poderão irritar quem não tem muita paciência para aquele tipo de filmes, já vimos este tipo de história mil vezes.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=2PXLgC0g0ZM

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Comprar
Bem eu comprei o meu numa promoção de jornal podem comprá-lo aqui se já não o virem em lado nenhum
http://www.play-asia.com/paOS-13-71-6w-49-en-15-new+police+story-70-cj6.html

Download

http://asianspace.blogspot.com/2009/05/new-police-story-aka-hora-do-acerto.html

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0386005/

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Bu neng shuo de. mi mi (Secret) Jay Chou (2007) China

31, Outubro 2009 - Leave a Response

Se espreitarem mais abaixo a minha classificação, vão notar que não atribuo uma nota por aí além a este filme, no entanto não deixem que a minha opinião os afaste dele. Não é um daqueles inesquecíveis mas é uma história sólida que irá agradar bastante, principalmente a quem gostar de piano, de música ou composição musical.

Secret01

Então porque não lhe dou uma nota mais alta ?
É complicado explicar isto sem lhes estragar o que o filme tem de melhor e que é precisamente a “surpresa” final. Especialmente porque para o poder fazer bem eu teria de comparar o filme com outras obras; o que lhes daria imediatamente a pista para esse desenlace e portanto é melhor eu estar calado.

Secret23

É mais habitual encontrarmos este tipo de cinema relacionado com os produtos da Coreia do Sul, ou até mesmo do Japão, do que na cinematografia Chinesa,(neste caso de Taiwan). Os Sul Coreanos especialmente na minha opinião são mestres a ilustrar este estilo de histórias que dependem muito de uma carga românticamente assombrada e como tal talvez a principal grande fraqueza de ["Secret"] está no facto de não ser um filme Sul Coreano, pois  falta-lhe aqui aquela sensibilidade que normalmente humaniza bastante este tipo de histórias.

Secret22

Senti que este filme era uma espécie de “peixe fora de água”, ou seja senti muito forçada a colagem ao estilo Sul Coreano ao mesmo tempo que parecia não querer abandonar a sua identidade Chinesa, o que o tornou num produto algo ambiguo e o que ficou a perder foi precisamente a parte emocional pois nunca transmite ao espectador aquele sentimento que nos devia prender ao ecran com esta história de amor, previsível mas nem por isso menos interessante.

Secret15

O facto do final ser ultra previsível também lhe retira alguns pontos, pois a partir de certa altura percebe-se logo que tipo de história estamos a ver. E o pior é que quando isso acontece ainda os personagens não nos agarraram por completo, muito por culpa da própria indefinição do estilo do próprio filme e pena pois faz com que a narrativa se arraste um bocado pelo meio, especialmente quando para o espectador já se torna óbvia qual o rumo da história e para os personagens tudo ainda permanece um enigma.

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No entanto, isto não quer dizer que o filme seja mau. Apenas não provoca surpresas suficientes para agarrar a quem já viu outros filmes do estilo no cinema Sul Coreano ou Japonês e como tal não tem força para competir com a concorrência que já ficou para trás com muitos melhores resultados, tanto no que toca a twists como na parte romântica da história.
Embora não me admire nada que muita gente tenha gostado, (ou possa vir a gostar muito) de ["Secret"] se se der o caso deste ser o primeiro filme do género que viram ou irão ver, por isso todo o meu pouco entusiasmo pode ser contextualizado de uma forma relativa.

Secret14

Realmente pelo trailer, o filme parece bem melhor do que na verdade eu achei que fosse.
Se tivesse que escolher eu daria melhor nota ao trailer do que ao filme, até porque o estilo de montagem cativante que nos aparece na apresentação não é de forma nenhuma o mesmo que está presente em ["Secret"] e se calhar teria sido melhor que fosse e este se tivesse assumido como um filme mais comercial do que (não) tenta ser.
O toque cinema-de-autor aqui retira-lhe algum do brilho que deveria ter tido mas se calhar é compreensível.

Secret10

Compreensivel, porque esta é a primeira obra do realizador (pianista profissional muito famoso por aquelas bandas), que além de ser o produtor do filme, criador da história, actor principal é ainda o compositor da musica e como tal se calhar era inevitável que este tentasse criar um produto bem mais pessoal e não quisesse apenas fazer mais um filme comercial igual a tantos outros.

Secret18

Se calhar esse toque pessoal desta vez foi precisamente aquilo que impede ["Secret"] de aproveitar todo o seu potencial, pois se vermos bem as coisas não é a falta de originalidade do conceito ou da própria história aquilo que impede o filme de ser mais cativante, mas sim algo na sua atmosfera melancólica que nunca conseguimos bem identificar e torna os personagens sempre em algo distante do espectador quando deveriam cativar-nos por completo como normalmente acontece no cinema Sul Coreano.

Secret12

Mas se vocês gostarem mesmo muito de piano não vão mais longe, este é o filme para vocês. Tudo gira á volta de uma melodia muito especial e o filme está cheio de momentos em que os actores demonstram as suas qualidades também (e principalmente) como pianístas fantásticos (digo eu que não percebo nada daquilo).
É precisamente nessas cenas que o filme tem os seus melhores momentos e o espectador mais ganha empatia com os personagens. A maneira como realizador usa a música para enquadrar o mistério da história é muito entusiasmante e só é pena ele não ter consigo o mesmo resultado nas cenas em que o filme não envolve um piano.

Secret06

Como já disse, não há nada de verdadeiramente mau em ["Secret"] apesar do mistério ser tudo menos misterioso e a sua estrutura nem ser particularmente criativa.
Aliás, achei-a até um pouco forçada, como se a partir de certa altura fosse preciso resolver as coisas e como tal as explicações surgem quase de repente , mais porque estava na altura de concluir o filme e passar á sequência com o “twist” final do que por ser a conclusão orgânica mais natural para a narrativa.
Foi aqui que mais senti a tentativa falhada de se colar ao estilo Sul Coreano e isso desiludiu-me um pouco, embora a sequência final seja muito boa mesmo.

Secret20

A maneira como visualmente o mistério e os seus efeitos nos é revelado, através de uma caótica sequências de efeitos especiais que ganham vida ao som da banda sonora no final do filme é uma das melhores partes de toda a narrativa e só é pena que o que ficou para trás não tenha alcançado a mesma eficácia.
Apesar da previsibilidade, o fim do filme tem um bom ritmo e prova que este realizador sabe contar histórias e como tal aguardo com interesse um novo trabalho seu.

Secret16

["Secret"] tem bons personagens embora nem sempre particularmente cativantes. Quanto a mim, a parte romântica só funciona mesmo na sequência final. O que é pena, mas a verdade é que ao longo de todo filme senti sempre uma distância enorme entre mim e aquelas pessoas no ecran. E isso quanto a mim é o que faz a diferença entre uma boa história de amor e apenas mais um filme romântico de contornos sobrenaturais.
Neste caso é apenas uma boa história de contornos sobrenaturais com alguns minutos a mais. Se calhar cortavam-se quinze minutos e seria um filme muito mais cativante.

Secret24

Curiosamente, o personagem mais cativante de todo o filme são o pai do protagonísta e um par de colegas de liceu que embora sejam personagens  sem grande dimensão, são no entanto os que dão mais vida á narrativa quando aparecem no ecran e acabam por ter os papeis mais importantes no desenrolar do mistério ao mesmo tempo que contribuem para momentos divertidos numa narrativa por vezes é demasiado melancólica e sombria sem haver necessidade para isso.

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CLASSIFICAÇÃO:
Apesar de tudo é uma boa história de contornos romântico-sobrenaturais.
Não há muito mais a dizer para além daquilo que já referi no texto acima e sendo assim só posso dizer que é um bom filme e recomenda-se.
Não sugiro que o vão logo ver a correr e muito menos sugiro que vão comprar o dvd sem o ver primeiro, mas como eu sei que muitos de vocês chegam até este blog á procura de sugestão para filmes românticos, estejam á vontade para espreitar este também porque preenche bem o tempo até aparecer por aí mais um daqueles realmente inesqueciveis.
["Secret"] é apenas bom.
Nem mais nem menos, trés tigelas de noodles.

noodle2.jpg noodle2.jpg noodle2.jpg

A favor: as cenas com os pianos são excelentes e cativantes, a envolvência da música e a sua importância na narrativa, o estilo alucinado de alguns personagens, a sequência final em que o “mistério” é revelado, bons efeitos especiais, é mais uma história romântica de contornos sobrenaturais.
Contra: já viram esta história antes várias vezes e o filme não tem suficientes atractivos adicionais que nos façam não nos importarmos com esse facto, o mistério é completamente óbvio para quem já viu um par de filmes Sul Coreanos conhecidos, o par romântico não cria grande empatia com o espectador, o filme tem um tom demasiado assombrado e melancólico quando deveria ter sido mais romântico e se calhar até mais comercial que não lhe fazia mal nenhum, nota-se que é um produto inspirado no cinema Sul Coreano e que se esforça para ser uma obra no mesmo estilo mas falta-lhe alguma emotividade e nunca consegue criar uma empatia com espectador, nunca nos importamos muito com o destino dos personagens pois já sabemos qual será bem antes das coisas acontecerem, só ganha alguma emoção no final e o resto do filme perde-se um pouco.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER
http://www.youtube.com/watch?v=85wDDjaPFd0

Secret05

Comprar
http://www.play-asia.com/paOS-13-71-7l-49-en-70-2xpv.html

Download
http://asianspace.blogspot.com/2009/10/secret-2007.html

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt1037850/

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Outros títulos românticos recomendados:

Be With You My Sassy Girl Il Mare The Classic Fly me to Polaris

Love Phobia concerto_capinha_73x cyborg_she_capinha_73x

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Kumo no mukô, yakusoku no basho (The Place Promised in Our Early Days) Makoto Shinkai (2004) Japão

30, Outubro 2009 - Leave a Response

Existem filmes que são simplesmente poéticos.
["The Place Promised in Our Early Days"] é uma dessas obras, porque por detrás de toda a sua atmosfera técnologica contém também muita humanidade na maneira como os seus personagens cruzam emoções ao longo de uma história que na realidade não serve para muito mais a não ser para nos mostrar a intimidade de cada um deles.

PlacePromised11

Existem filmes que podem ser chatos como o caraças !
["The Place Promised in Our Early Days"] é uma dessas obras porque  toda a sua atmosfera técnológica parece  não levar a lado nenhum e contém momentos em que o paleio científico em demasia quebra a beleza da narrativa emocional dos personagens de uma forma que ainda parece mais despropositada quando se chega ao final do filme e ficamos com a sensação que a vertente de thriller e ficção-científica da história afinal não foi a lado nenhum.

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Este foi um daqueles raros filmes que me custaram imenso a ver. Comprei-o meses atrás no mesmo pack que continha o excelente “Voices of a Distant Star” e por mais de cinco vezes tentei vê-lo de uma ponta á outra nunca conseguindo aguentar mais do que uma meia hora seguida sem me deixar dormir. O que é estranho, pois desde os primeiros minutos se percebe que ["The Place Promised in Our Early Days"] é um dos melhores Anime que andam por aí, independentemente do seu potencial para curar insónias ou não.
Na verdade sempre que o tentei ver foi noite dentro e se calhar este é um daqueles filmes que não deve de forma nenhuma ser visto fora de horas porque todas as suas mágnificas qualidades acabam por não ser suficientes para evitar um bocejo no espectador que se arrisque a ver isto a altas horas da noite.

PlacePromised17

No entanto, não deixem que este meu comentário os desencoraje pois ["The Place Promised in Our Early Days"] é um daqueles filmes que merecem mesmo ser vistos, quer gostem de Anime ou não. Na verdade irá certamente agradar mais até aquelas pessoas que não gostam de Anime, pois não contém nenhuma das estruturas habituais neste tipo de cinema que habitualmente atrai os chamados fãs do género. Não tem sequências de porrada com montagem rápida e uma multitude de planos estáticos sucessivos, não tenta meter estilo Anime, não tem maus nem bons, não tem vilões com superpoderes, nem tem nada daquilo a que o habitual espectador está habituado a ver. Tem apenas muita atmosfera.

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Acima de tudo ["The Place Promised in Our Early Days"], é cinema. Esqueçam o Anime.
O facto de ser um filme de animaçao é algo completamente secundário.
["The Place Promised in Our Early Days"] é puro cinema-de-autor. Cenas chatas e “vazias” cheias de interpretações existenciais incluidas. Muito.
Por isso não esperem encontrar aqui um Samurai-X, DragonBall ou Naruto, porque Naruto é que este filme não é.

PlacePromised12

É sim uma obra com uma beleza visual fabulosa e um produto muito dificil de descrever, pois é um daqueles filmes que mesmo quem não gosta, nunca o esquece.
Essencialmente é uma história de amor e amizade de contornos filosóficos e muito existencialistas, perfeita para agradar até ao mais exigente intelectual de café e onde o espectador é levado por caminhos que o próprio argumento nem parece estar a seguir.

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Se por um lado parece estarmos na presença de uma pura história de ficção-científica totalmente hardcore, na verdade esse detalhe não tem qualquer importância para o que se pasa na verdadeira história. ["The Place Promised in Our Early Days"] poderia ser passado no seculo XIV que não se notaria diferença no resultado final.
Este filme tem mesmo uma característica muito interessante, pois demonstra claramente que boas histórias existenciais cheias de humanidade e realismo psicológico não têm necessáriamente que estar apenas ligadas a temas ditos, – sérios e realísticos – baseados no dia-a-dia do homem comum á la woody allen mas podem perfeitamente surgir de contos extremamente tecnológicos e de conceitos saidos da mais pura fantasia sem nunca perderem a sua base.

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Mas não se deixem assustar pelas minhas palavras. Este é um Anime com uma história mais profunda do que aparenta, com um trio de personagens com uma densidade psicológica sólida e cativante, mas acima de tudo é um filme muito bonito que deixa marcas no espectador. E isto é muito dificil de explicar a qualquer pessoa que ainda não tenha visto a obra mas ["The Place Promised in Our Early Days"] tem mesmo qualquer coisa de especial.

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Talvez seja a sua simplicidade por detrás de uma suposta complexidade.
Pois por entre uma narrativa cheia de emaranhados quânticos e paleio ciêntifico sobre universos paralelos quanto baste, o que sobressai é uma sensação de poesia que nos deixa a flutuar numa espécie de transe contemplativo até mesmo quando a história chega ao seu abrupto e “incompleto(?)” final.

PlacePromised10

Visualmente mais uma vez o filme é uma obra prima da ilustração. Desta vez o realizador já não fez todo o filme sózinho fechado no quarto (ver “Voices of a Distant Star“), teve uma equipa profissional com quem trabalhar, mas o seu estilo continua presente por cada fotograma.
Continua o ênfase nas paisagens, o que me agrada mesmo muito, pois compreendo perfeitamente a paixão do realizador pelas mesmas porque também eu lhes dou a mesma importância nos meus próprios trabalhos.

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["The Place Promised in Our Early Days"] como o realizador diz nas entrevistas é uma história contada por paisagens.
Ao contrário dos outros Anime, nos filmes de Makoto Shinkai não são os personagens e os seus dramas que humanizam o argumento pelas suas acções. É sim o ambiente de cada sequência que cria o estado emocional na narrativa e portanto não há imagem neste filme que não esteja baseada num background extremamente detalhado e na sua maioria das vezes muito bonito e cheio de poesia visual.
E antes que me esqueça, a banda sonora é absolutamente perfeita, cheia de momentos subliminares e com um tema que espelha por completo toda a poesia presente nas paisagens e nas emoções dos personagens. Adorei a musica deste filme.

PlacePromised04

A nível artistico, o uso de cor neste filme é absolutamente notável e portanto se vocês se interessam por ilustração este é mais um daqueles que não devem perder pois é uma verdadeira escola de desenho e pintura. Tudo o que vocês possam querer saber sobre iluminação e enquadramentos num background ou numa paisagem podem aprender num filme de Makoto Shinkai. O que não deixa de ser fascinante pois tudo isto é essencialmente um trabalho de alguém que começou como auto-didacta e contemplarmos os seus filmes é como disfrutarmos do triunfo do talento e do empenho sobre um qualquer curso superior muitas vezes tão sobrevalorizado, especialmente nesta terra. O trabalho deste realizador é um verdadeiro exemplo da vitória do talento sobre “o canudo”.
Nunca deixo de me surpreender como alguns dos melhores cineastas actuais no mundo nunca passaram por qualquer escola e Makoto Shinkai é ainda mais um a fazer companhia a por exemplo Hong-Kar-Way com todo o mérito.

PlacePromised15

Já devem ter notado que mais uma vez eu não conto nada sobre a história. Na verdade este é mais um daqueles que na minha opinião deve ser apreciado por quem não sabe muito sobre ele e sendo assim… ;)
Essencialmente é mais uma vez um filme sobre o isolamento e a solidão, como parece ser a marca deste realizador mas não deixem que isto os deprima pois a história é bem positiva.

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CLASSIFICAÇÃO:

Só não lhe dou a nota máxima com um Golden Award incluido porque ainda acho que tem algum incoerência no ritmo da narrativa e a parte de ficção-científica é completamente redundante. O que me decepcionou pois adoro ficção-científica baseada em fisica quântica e estava a espera de mais no argumento. Embora depois de o ver tenha a perfeita consciência que o filme nem sequer é sobre isso pois o que importa são mesmo os personagens.
Este é mais um daqueles filmes de hora e meia que certamente teria sido muito melhor se tivesse sido uma curta metragem de meia hora como foi o primeiro filme do mesmo realizador.

PlacePromised14

Estamos na presença de um filme que quase não se pode dizer que seja de animação, porque tal como no primeiro trabalho do realizador também aqui toda a estrutura do mesmo é baseada quase em imagens estáticas em estilo “slide” onde só apenas um pequeno pormenor é animado e tudo se sucede como se estivessemos a ver uma espécie de banda-desenhada no ecran em que muito pouca coisa se move. Contém com inúmeras cenas de diálogos em que a imagem nem se mexe durante segundos a fio.
Sendo assim leva “apenas” cinco tigelas de noodles, porque é um dos melhores Anime que poderão encontrar no mercado, mas atenção porque não será de certeza um filme que agrade a todos, pois o seu estilo cinema-de-autor poderá afastar muita gente.

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A favor: a poesia visual e toda a caracterização psicológica dos sentimentos dos personagens principais, a banda sonora é lindíssima e não se nota, artisticamente é um dos mais bem desenhados Anime que andam por aí no que toca a paisagens pormenorizadas, é um daqueles filmes bonitos que não conseguimos explicar porquê a quem ainda não o viu, fica na memória mesmo quando pensamos que não gostamos muito dele.
Contra: não esperem uma resolução para a parte da história de ficção-científica/thriller, tem cenas a mais que na verdade não servem para muito, tem alguns problemas de ritmo e alguns personagens de cartão que não servem para muito, o final pode deixar muito a desejar a quem espera encontrar uma resolução qualquer para o mistério ou para a aventura e só irá encontrar a conclusão da parte emocional dos personagens.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=07186dk9CPk


voices-pack2

Comprar edição especial

http://www.amazon.com/Shinkai-Collection/dp/B000BKSJ5W/ref=pd_bbs_2?ie=UTF8&s=dvd&qid=1220623921&sr=8-2
Recomendo vivamente esta edição em dvd pois além do filmes ["The Place Promised in Our Early Days"] e ["Voices of a Distant Star"] contém ainda um par de extras muito interessantes como por exemplo o primeiro desenho animado feito por Shinkai e que pelo visto já se tornou um filme de culto. Chama-se “She and her cat” e como já notaram é um filme sobre gatos. É uma pequena experiência a preto e branco cheia de atmosfera e também aqui o dvd tem o filme em 3 versões sendo a de maior duração a versão de 5 minutos.
Mas o melhor desta edição é mesmo os dois livros impresos em papel de excelente qualidade onde se narra visualmente com dezenas de esboços e desenhos a cores do próprio realizador todo o making-of dos dois filmes. Absolutamente imperdível para quem se interessa por desenho.


IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0381348/

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Jisatsu sâkuru (Suicide Club ou Suicide Circle) Shion Sono (2001) Japão

27, Outubro 2009 - Leave a Response

Interesso-me sempre por espreitar primeiras obras de novos realizadores.
Então quando estamos na presença de uma primeira incursão no género de terror da autoria de um gajo que até á data apenas tinha realizado filmes porno-gay, é caso mesmo para não perder um segundo de ["Suicide Club"] pois a coisa promete.
Sim, porno-gay. :)

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Passar da pornografia para o chamado cinema normal nunca é tarefa fácil, mas há que convir que este tipo tem qualquer coisa de interessante e de certa forma até conseguiu ser bem sucedido apesar deste filme ser absolutamente estranho. Ou será … estúpido ?…
Se procurarem pela net, encontrarão inclusivamente no Imdb, bastantes pessoas convencidas de que perceberam o filme. Não se deixem iludir por esses comentários pois essa gente deve andar a dar na coca.
Mas não deixa de ser curioso, parecer haver tanta gente a querer interpretar ["Suicide Club"] ás vezes com conotações absolutamente hilariantes á força de tentarem parecer inteligentes em demasia.

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Esqueçam. Este filme não tem lógica e se calhar nem é para ter.
Podem arranjar as explicações que quiserem para o final, esmiuçar todas as implicações sociais, filosóficas e intelectualoides que não vale a pena. Este argumento não tem ponta por onde se lhe pegue. O que é estranho pois no que toca a uma narrativa coerente ao longo de toda a sua duração até transporta o espectador por pelo menos cinco histórias diferentes de uma forma bastante interessante pois não há dúvida que este realizador sabe criar tensão e ambiente.

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Ao contrário da história noutro filme que deixa muita gente confusa, o fabuloso “A Tale of  Two Sisters“, aqui em ["Suicide Club"] não há mesmo ponta por onde se lhe pegue por uma simples razão. As histórias paralelas que apresenta permanecem practicamente sempre isoladas. Podiam ser de filmes independentes sem qualquer ligação ao suposto mistério central que não se notava nada.

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Por muito que não pareça em “A Tale of  Two Sisters” há mesmo uma história e na realidade é tão simples que parece bem mais complexa do que é,  mas que é fácilmente desmontada quando ordenamos as peças do puzzle pela cronologia temporal correcta e percebemos quais as relações entre os personagens (onde nem falta uma pista excelente no próprio poster do filme).

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Nada disso se passa em ["Suicide Club"]. No fundo resume-se a uma mistura de cinco boas histórias isoladas que poderiam qualquer uma delas dar excelentes filmes de terror mas que nunca são aproveitadas na sua plenitude pois o elemento condutor que supostamente as liga é tão obscuro e críptico que faz com que a história nem tenha uma resolução final satisfatória como merecia.
O problema de ["Suicide Club"] é que é nem sequer disfarça, mas sente-se plenamente que é um daqueles filmes a querer armar a inteligente.

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A sua atitude cinéfila ao estilo do eu sou tão confuso que só pessoas muito espertas é que me poderão interpretar e chegar realmente á minha essência profunda acaba por se tornar profundamente irritante quando chegamos ao final e nada do que é estruturado ao longo da narrativa tem realmente uma resolução objectiva.

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Esse sentimento quanto a mim está presente ao longo de todo o filme e acho que é definitivamente o seu grande ponto negativo.
É um daqueles trabalhos que na verdade não precisava de estar a mostrar a sua inteligência a todo o instante e no entanto o constante toque artístico a meter pinta de cinema-de-autor á força acaba por se tornar na sua fraqueza.

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Tirando isto, no entanto na verdade não se pode dizer que ["Suicide Club"] seja um mau filme de terror porque não é.
Tirando os enervantes tiques a cinema-artístico, quando entra por momentos de tensão e verdadeiro mau gosto no que toca a banhos de sangue é um excelente espectáculo para quem gosta de muita hemoglobina no ecran e pensa que já viu tudo em matéria de conceitos horrorosos para nos encherem os ecrans de sangue.

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É que se gostam de sangue, não vão ficar decepcionados. ["Suicide Club"] tem momentos verdadeiramente arrepiantes, se calhar não pelo que mostra mas mais porque sabe criar uma tensão no espectador que depois aproveita muito bem na hora de nos despejar o sangue em cima.
["Suicide Club"] além disso tem uma atmosfera doentia que só lhe fica bem. Está carregado de cenas de suícido colectivo genialmente tensas e ainda por cima tem uma certa carga de pedófilia subliminar que só o torna ainda mais enervante e enigmático daquela forma que só os japoneses conseguem fazer.

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E também não custa muito a acreditar que o realizador tenha vindo da pornografia homossexual, o que só adensa ainda mais a atmosfera deste produto verdadeiramente único dentro do cinema de terror.
Por outro lado….se isto é um filme “normal” , eu nem consigo imaginar que fantasmas ou taras sexuais verdadeiramente pervesas poderão estar na filmografia pornográfica do tipo que filmou ["Suicide Club"]. Eu por mim dispenso qualquer filme porno deste senhor, seja gay ou étero. Prefiro nem imaginar.

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Sendo assim, o que dizer de ["Suicide Club"] ?
Eu recomendo. Se gostam de filmes de terror este é um daqueles que deve ser visto pelo menos uma vez.
E se gostam de filmes em que adolescentes fofinhas saltam em grupo  para linhas de metro ficando desfeitas em milhares de bocadinhos sangrentos, então este filme é para vocês meus amigos.

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CLASSIFICAÇÃO:

Adolescentes fofinhas aos bocados, dedos cortados, cabeças decepadas, suicidios ao molhe, pedófilia subliminar e homossexualidade artística tudo condimentado com alguns baldes de sangue e muita pretenção a filme de arte.
O que poderia ser melhor ?

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Bom, o filme poderia ser menos pretencioso.
Por causa disso só leva duas tigelas e meia. É um filme de terror muito interessante  e recomendo-o mesmo a quem gosta do género pois tem tudo para agradar. No entanto poderia ter sido melhor se a sua história levasse a lado algum sem ser necessária uma interpretação quase filosófica ou sociológica da parte do espectador.

noodle2.jpg noodle2.jpg noodle2emeia.jpg

A favor: tem um par de boas histórias pelo meio, o mistério é interessante, as cenas de suicídio são fantásticas e arrepiantes, excelentes momentos doentios cheios de tensão, muita gente aos bocados e baldes de sangue quanto baste.
Contra: arma-se demasiado em filme artístico e leva-se demasiado a sério, as histórias são demasiado independentes e nunca ligam como deveriam de ter ligado para nos apresentar o final que este filme merecia ter tido, tem pretenção a mais e por isso não é tão divertido quanto deveria ter sido pois arrasta-se por momentos a tentar parecer uma obra mais inteligente do que precisava de ter sido.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=1Dx3_fwEbM4

suicide25_capa

Comprar
http://www.play-asia.com/paOS-13-71-aa-49-en-15-suicide+club-70-361k.html
Atenção que existe há venda uma versão censurada.

Caso queiram vê-lo antes de o comprar podem ir buscá-lo aqui ao AsianSpace.

Review adicional, para tentarem compreender o filme depois de o verem.
Tenta uma corajosa interpretação possível da coisa.

http://www.bocadoinferno.com/romepeige/artigos/suicide.html

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0312843/

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Minyeo-neun goerowo (200 Pounds Beauty) Yong-hwa Kim (2006) Coreia do Sul

25, Outubro 2009 - Leave a Response

Para quem gosta de cinema oriental porque esta cinematografia consegue na maioria das vezes criar produtos comerciais sem deixar de ter uma identidade própria vai achar o filme seguinte algo ambiguo.

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Possivelmente a pior coisa que se pode dizer sobre ["200 Pounds Beauty"] é que podia ser uma produção americana e  não se notava grande diferença.
A história é tipicamente aquela que se costuma encontrar naquelas comédias sem graça nenhuma made-in-hollywood e como tal ainda se torna mais surpreendente descobrirmos que este foi o filme mais rentável de sempre na Coreia do Sul na altura em que estreou no cinema por aquelas bandas. Inclusivamente bateu o recorde de bilheteira de “My Sassy Girl” o que ainda me faz mais confusão.

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Não que ["200 Pounds Beauty"] seja um filme abjecto, porque não o é, mas não deixa de ser uma produção estranha porque na verdade não tem absolutamente nada que o destaque da habitual história telenoveleira sem imaginação e sendo assim ter tido tamanho sucesso é algo que sinceramente me ultrapassa.
A história não tem interesse, o final é do mais previsivel possível, sem qualquer twist daqueles mágnificos que costumamos encontrar no cinema romântico da Coreia do Sul e os personagens são de cartão, pois salvo uma ou duas excepções estão desprovidos daquela alma que costuma caracterizar as produções Sul Coreanas no que toca a cinema romântico.

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Até o sub-tema da história está repleto de clichés do costume. Se tal como eu, já não podem mais com a típica história da jovem aspirante a Britney Spears que quer ser cantora pop famosa e até atingir a fama passa pelas habituais atribulações de estúdio, managers, starlets rivais aramadas em divas e facadas nas costas em geral, então se calhar é melhor não se aproximarem deste filme pois é um verdadeiro catálogo de lugares comuns e ao contrário de filmes bem mais simples como “Midnight Sun” em que o mesmo sub-tema também é parte fundamental do argumento, aqui em ["200 Pounds Beauty"] não há paciência para tanto estéreotipo.

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Isto porque esses lugares comuns, acabam por empacar a parte central da história o que faz com que o filme se arraste mais do que deveria e faz com com que as supostas partes cómicas se percam por entre algo que nunca se percebe se pretende ser uma comédia ou um drama de pacotilha.
É que parece que supostamente ["200 Pounds Beauty"] seria uma comédia.

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Na verdade enquanto comédia tem um par de bons momentos e uma ou duas piadas que poderão arrancar uma gargalhada a alguém que já não estiver a bocejar no momento em que as partes de humor aparecem na história, mas se isto é suposto ser uma comédia romântica, tem na verdade muito poucas partes que nos façam realmente rir.
E talvez porque o grande problema seja a falta de identificação do espectador com os personagens, pois ao contrário do que é costume, estes não passam de bonecos de cartão na sua maioria e por isso se não nos importamos muito com eles também pouca graça têm as suas desventuras.

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Essencialmente ["200 Pounds Beauty"] conta a história de uma rapariga muito gorda que apesar de cantar fabulosamente bem nunca poderá ter uma carreira musical por causa da sua aparência.
No entanto a miuda é a verdadeira voz por detrás da imagem da estrela do estúdio. Uma tipa insuportável, estilo Britney Spears oriental mimada e que se arma em diva a todo o instante. Afinal o mundo não suspeita que esta apenas se limita a fazer playback das canções gravadas pela miuda gordinha que vive na sombra de um sucesso que deveria ter sido o seu.
Já estão a bocejar ?

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Agora vem a melhor parte, um dia por milagre da ciência a rapariga obesa, recorrendo á cirurgia plástica perde todos os quilos em excesso e transforma-se numa verdadeira modelo, o que óbviamente vai colocar em risco o reinado da starlet diva, pois nesse momento as atenções de todos começam a virar-se para a nova descoberta, pois afinal não só é uma rapariga lindíssima como ainda por cima canta bem e a sua imagem já está de acordo com o padrão de beleza aceite para as estrelas da música pop. No entanto há um segredo por revelar. Ninguém sabe que a nova cantora anteriormente fora a jovem gorda que entretanto um dia sumiu de circulação.
Claro que pelo meio disto tudo, há um triangulo amoroso, pois um dos produtores do estúdio é o típico jovem executivo de sucesso pelo qual as duas rivais se apaixonam e portanto já estão a ver no que vai dar.

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Pontos positivos.
Ao contrário do que tudo isto prenuncia e ao contrário do que se calhar parece no trailer, ["200 Pounds Beauty"] não é uma daquelas comédias que explora a obesidade para fazer rir.
Ou melhor, ao contrário do que seria de esperar numa produção americana, por acaso este filme Sul Coreano consegue surpreender nesse aspecto e o personagem da miuda gorda nunca é ridicularizado, ou usado de uma forma mais abusiva no que toca a gags que envolvem a sua obesidade.

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Na verdade as melhores partes do filme até estão nas sequências iniciais em que o personagem ganha uma humanidade que depois infelizmente se perde no momento em que a rapariga se torna uma gaja boa porque todo o desenvolvimento do argumento se torna absolutamente previsível.
Mas é sempre positivo, encontrarmos numa comédia que se centra nas consequências da obesidade o cuidado em tratar o tema de uma forma menos óbvia do que seria de esperar.

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Apesar do argumento débil e estrutura de história muito óbvia, ["200 Pounds Beauty"] consegue no entanto colocar bem a questão da importância da imagem e das consequências da obesidade nas mulheres no que toca ao seu relacionamento com o mundo moderno e talvez tenha sido isso que tornou este filme um sucesso tão grande na Coreia do Sul pois aparentemente muitas raparigas se identificaram com o personagem ao ponto de terem esgotado bilheteiras para verem uma história que de outra forma não teria absolutamente mais nada que a destacasse.

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["200 Pounds Beauty"] poderia ( e deveria ) ter sido muito melhor. Talvez o seu único grande problema é que nunca se torna uma história que nos verdadeiramente nos envolva emocionalmente e como tal a suposta parte romântica soa a plástico por todo o lado, o que anula qualquer identificação do espectador com os personagens. Se esperam encontrar aqui aquela poesia e emoção de um “My Sassy Girl” nos momentos finais, esqueçam.
Tem momentos em que parece que finalmente o romance nos vai agarrar mas depois perde-se igualmente em lugares comuns que se tornam ainda mais banais por tudo se passar num meio musical onde inevitávelmente levamos com a habitual banda-sonora ao melhor estilo Celine Dion versão oriental e onde não falta o momento de glória da protagonista.

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Uma coisa gira no entanto é realmente a transformação da actriz que faz de miuda gorda. O fato de obesidade com que a caracterizaram é realmente muito bom e temos que fazer pausa no dvd para nos certificarmos de que é realmente a mesma actriz quando esta depois a meio da história perde as dezenas de quilos a mais.

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CLASSIFICAÇÃO:
Apesar de tudo é uma boa comédia romântica.
Não tem nada que a destaque e por vezes torna-se bocejante e até irritante pela sua previsibilidade e falta de alma. Mas a maneira como trata o tema da obesidade e a sua relação com os estereotipos de beleza no mundo moderno dá-lhe uns pontos a mais.
É um filme fofinho mas ao contrário do habitual não agarra o espectador. Aposto que não irá agarrar nem aqueles que gostam de histórias de amor fofinhas, pois infelizmente o filme nunca se define bem. Não sabemos se pretende ser uma comédia (sem grande humor) , um drama telenovelístico, ou uma história de amor. Fica a meio termo entre todos os géneros e perde muito por isso.
De qualquer forma, trés tigelas de noodles porque é um daqueles filmes porreiros para ser visto com toda a familia num domingo á tarde quando estiver a chover.
No entanto poderá agradar áquelas pessoas que se identificarem mesmo muito com a protagonista e se assim for até podem acrescentar uma tigela á minha classificação.

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A favor: a maneira como o argumento trata a obesidade da protagonista nunca a utilizando para gags desumanizantes ou apenas rídiculos, o fato de miuda gorda está muito bem feito e nunca parece a mesma actriz quando a vemos depois já magrinha, tem alguns momentos de humor divertidos, é um filme romântico mediano mas que se vê muito bem.
Contra: o argumento é banal, os personagens são na sua maioria estereotipos que se perdem ainda mais na história completamente previsível, nunca se define se pretende ser uma comédia, um drama ou uma história de amor, é um filme musical sem nunca o ser na sua plenitude e se calhar deveria ter entrado mais por aí, a parte romântica não nos emociona e é pena.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER
http://www.youtube.com/watch?v=Cj4ZGKanyJ4&hl=pt-BR

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COMPRAR
http://www.play-asia.com/paOS-13-71-7h-49-en-15-200+pound+beauty-70-25gt.html

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0940642/

DOWNLOAD
http://www.movieloo.info/2009/07/200-pounds-beauty-2006-dvdrip.html

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Outros títulos românticos recomendados:

Be With You My Sassy Girl Il Mare The Classic Fly me to Polaris

Love Phobia concerto_capinha_73x cyborg_she_capinha_73x

ditto_capinha_73x midnightsun_capinha my_girl_and_i_minicapinha

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Ziphcomics – Novo website oficial

24, Outubro 2009 - Leave a Response

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Depois de muitos meses a pensar no assunto, posso informar que o website oficial das Aventuras do Príncipe Ziph já se encontra online em http://www.ziphcomics.net .
Ainda falta completar muitas secções mas a partir de hoje podem ir espreitando o local, pois em breve irei colocar por lá não apenas tudo o que se relaciona com o historial do projecto, mas também muitos icones, wallpapers e video tutorials sobre banda desenhada.
Espalhem o link pois agradeço toda a publicidade.
Agora já sabem porque não tenho escrito muito sobre cinema ultimamente. ;)

–//–

After many months thinking about it, i can now say that the oficial website for The Adventures of Prince Ziph is back online at http://www.ziphcomics.net .
Altough at this time is still a bit incomplete, soon you´ll be able to read the english version of the story, download the free pdf, get wallpapers and icons and see some video tutorials about my method of drawing and painting comics.
So please spread my link around and visit often. ;)

The Green Slime (The Green Slime) Kinji Fukasaku (1968) Japão

7, Outubro 2009 - Leave a Response

Se costumam visitar o meu outro blog “Universos Esquecidos” que por força da falta de tempo também tem andado um bocado esquecido já devem ter lido esta review, mas para toda a gente que ainda não reparou no filme fica aqui este re-post agora no Cinema ao Sol Nascente por muito estranho que isto lhes possa parecer.
Eu sei que pelas imagens do filme não se nota, mas a verdade é que ["The Green Slime"] é uma produção Japonesa do final dos anos 60, apesar de não irem encontrar um único japonês no ecrã. Na verdade estão todos dentro dos fatos de borracha que simulam as criaturas invasoras.

Este é não só um daqueles filmes do piorio, como também um verdadeiro antepassado de “Aliens” e “Armageddon“. Começa quando uma equipa de astronautas é enviada para destruir um asteroide em rota de colisão e acaba em cenas de porrada genialmente rídiculas em que uma estação espacial é invadida por uma quantidade enorme de alienígenas que se reproduzem de cada vez que são atingidos.
Os monstros são na realidade uma forma de vida indígena do asteroide destruído e entraram na estação porque um dos astronautas encontrou uma espécie de baba verde nojenta na superficie do rochedo e a trouxe para bordo quando regressaram da missão.
Naturalmente aquele green slime como seria de esperar, evolui até se transformar numas criaturas ameaçadoras que são uma espécie de polvo com muito olhos e não ficariam nada deslocadas num episódio do “Espaço 1999“.

Na verdade, pensando bem ["The Green Slime"], parece uma espécie de Espaço 1999 cheio de porrada mas em estilo Austin Powers e é talvez isso que hoje em dia ainda lhe dá mais encanto. E não falta sequer uma personagem semelhante á Dra Helena Russel mas em versão Bond-Girl.
É muito dificil descrever este filme a quem nunca o viu, pois ["The Green Slime"] é um daqueles produtos que se nota á distância que foi feito no final dos anos 60 devido ao seu estilo completamente psicadélico e muito groovy baby.  Garanto-vos no entanto que é muito divertido.

Estéticamente parece um episódio de Thunderbirds mas com actores de carne e osso em vez de marionetes com fios.
Embora na verdade não se note grande diferença.
É que os actores deste filme são verdadeiramente canastrões. E quando não são eles os canastros os figurantes tratam de os substituir ao andarem á deriva pelos cenários sem saber bem o que estão ali a fazer durante as cenas de acção. O que cria situações paralelas muito engraçadas, pois se repararem bem em alguns momentos de tensão, os personagens principais estão a dar tudo para parecer estar realmente em perigo, mas depois olhamos para os figurantes e nota-se perfeitamente o contraste pois a metade deles deve estar mais a pensar o que raio estão ali a fazer com aqueles capacetes de zundap na cabeça em vez de estar no quartel militar onde os foram buscar para brincar aos soldados espaciais.

Mas a coisa mais assustadora e realmente incrível deste ["The Green Slime"] nem sequer são os temíveis invasores alienígenas ou as estonteantes cenas de acção.
A coisa que mete mais medo, é o cabelo do heroi !
É que meus amigos, nem uma marionete dos Thunderbirds consegue ter um cabelo tão bem penteado durante o tempo todo.

E por falar em heroi, acho que nunca vi um gajo tão detestável e estúpido num filme espacial. Além de ser um autêntico porco chauvinista (mas elas gostam), é um verdadeiro fascista arrogante que toma as decisões mais hilariantes e contraditórias ao longo de toda a história sem se preocupar com o que acontece aos seus homens desde que o seu cabelo não perca o efeito de laca constante.
O tipo parece-se ligeiramente com uma mistura entre Charlton HestonRonald Reagan o que de certa forma até tem a ver com a personalidade do personagem.
Embora o gajo seja verdadeiramente detestável, não deixa de ser engraçado ver que nos anos 60 aquela composição de personagem seria o equivalente ao heroi do filme. E não é que o gajo se safa no fim e fica com a miuda ?

Tudo o que é mau em ["The Green Slime"] é aquilo que o torna num clássico absoluto e num verdadeiro representante daquilo que normalmente associamos aos clichés dos filmes de ficção científica clássica, monstros de borracha e miudas a gritarem.
E curiosamente mais uma vez, tudo aquilo que associamos a clichés do género acaba por estar, não num filme americano mas outra vez numa produção de fora dos Estados Unidos, tal como já tinha acontecido em “Planeta Bur“.
No entanto, isto é um filme absolutamente imperdível, pois momentos geniais não faltam e é um daqueles que merecem verdadeiramente o titulo de grande clássico do lixo. Ainda por cima é lixo bem produzido.

Os cenários são muito diversificados e óbviamente cheiram a cartão pintado por todo o lado, os efeitos especiais têm fios quanto baste e os monstros de borracha não poderiam estar melhor.
Agora, alguém me explica porque razão é que os soldados precisam de andar de carrinho de golfe nos corredores da estação espacial quando as distâncias são incrivelmente curtas e toda a gente passa por eles muito mais rápido seguindo a pé ? E porque é que os carrinhos de golfe têm um tubo de escape ?
Já lhes disse que o cabelo do heroi nunca se move ?

Ah e não percam também as cenas em que os herois com fatos espaciais atendem o telefone e comunicam encostando o auscultador ao capacete. Este futuro é só técnologia.
["The Green Slime"] foi uma produção que saiu no mesmo ano que “2001 Odisseia no Espaço” e é absolutamente notável constatarmos as diferenças estéticas entre ambos.

No meio de tudo isto não conseguimos deixar de nos espantar como o conceito de “Aliens” já estava presente neste ["The Green Slime"], pois todas as cenas de porrada nos corredores da estação remetem imediatamente para o filme de James Cameron o que dão actualmente uma nova vida a esta aventura espacial com espírito de Austin Powers.
E claro, as cenas no asteroide parecem uma versão antiga do filme “Armageddon” o que misturadas com o estilo “Aliens” dá origem a um produto muito engraçado.

No entanto nem tudo é bom porque é mau.
Há partes más que são realmente más e como tal contribuem para que ["The Green Slime"], não seja tão bom quanto deveria ser, sendo mau.
Faz sentido ?
O filme nem tem 90 minutos mas mesmo com tanta porrada ás vezes parece bem mais longo, talvez por esta não ter qualquer suspanse devido á sua ingenuídade e isso tornar redundantes algumas cenas que se calhar antigamente funcionavam, mas actualmente já estão extremamente datadas até mesmo para o espectador que como eu gosta deste tipo de filmes e normalmente se diverte com eles.

O facto de ser um filme japonês também lhe dá uma identidade um pouco indefinida, pois segue toda aquela estética de Godzilla mas tem um ritmo narrativo algo errático o que torna o facto dos actores serem todos estrangeiros, nomeadamente americanos, franceses e italianos num pormenor ainda mais curioso pois muitos parecem um bocado á deriva em todo o argumento e nenhum é usado plenamente, chegando alguns a ter menos tempo de ecran do que o próprio cabelo do heroi facho-chauvinísta.

Mas não deixem que isto os impeça de espreitar este ["The Green Slime"], pois é um verdadeiro filme de culto com quase tudo no lugar e onde nem faltam as estações espaciais penduradas por fios, as cenas de tiroteio no espaço ou os incendios no vácuo com as chamas a deslocarem-se para cima.
E claro, os diálogos atrozes e situações completamente ilógicas, que quase que tornam imprevisível aquilo que já se espera que vamos ver.

Uma nota curiosa também para o facto de já nesta altura terem arriscado um bocadinho de gore, com algumas cenas óbviamente contidas, mas que não deixam de criar um ambiente ainda mais campy que só fica bem a um filme que mete monstros horríveis a matarem pessoas em grandes quantidades.

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CLASSIFICAÇÃO:
Um verdadeiro filme de culto dentro da ficção científica clássica e tão ridiculo que se torna hipnótico.
Uma nota especial para a banda sonora verdadeiramente Austin Powers que lhes vai ficar na cabeça para sempre de tão má que é.
Apesar de muitas fragilidades merece quatro tigelas de noodles, pois é realmente uma peça única dentro deste género de cinema. Ainda por cima é outro produto oriental completamente desmiolado e só isso vale uma tigela adicional, portanto leva quatro e não trés.

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A favor: tudo é absolutamente mau e como tal tudo é bom, os cenários de cartão, os polvos de borracha, o conceito do green slime enquanto cena nojenta, as cenas de tiroteio no espaço com muitos fios e astronautas, as cenas ao estilo “Armageddon” na superficie do asteroide, é um antepassado do “Aliens” e nota-se, a música é do piorio, parece um episódio do “Espaço 1999” mas com porrada a duzentos á hora, os efeitos especiais são absolutamente maus e portanto isso é muito bom pois este filme não resultaria com efeitos a sério.
Contra: os actores são uns canastrões, o heroi é um machista facho da pior espécie e sem um pingo de empatia com o espectador, o ritmo narrativo do filme nem sempre resulta plenamente e muitas das vezes o filme arrasta-se um pouco até nas cenas de acção, a mistura entre o estilo japonês de fazer cinema e a tentativa de criar algo ao género de Hollywood não resulta plenamente.

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NOTAS ADICIONAIS:

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=g79_ljVC5Wk

Videoclip
http://www.youtube.com/watch?v=vKESo2ofEcw

Actualmente este é um daqueles filmes muito dificeis de encontrar em dvd e até mesmo em torrents só se arranja a versão ripada do canal Turner Classic Movies num formato pan&scan.
Por isso boa sorte e se conseguirem encontrar uma edição em dvd á venda digam qualquer coisa.

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0064393/

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