Xin jing cha gu shi (New Police Story) Benny Chan (2004) China

2, Novembro 2009 - Leave a Response

Eu não conheço as anteriores entregas desta muito popular série de acção made-in-hong-kong, mas pelo que tenho visto pela net, este quinto episódio divide opiniões.

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Normalmente entre aqueles puristas de Jackie Chan que preferem vê-lo permanentemente a fazer acrobacias e palhaçadas e o outro público que o admira por tentar fugir ao registo que o tornou popular e arriscar enveredar por apostas de conteúdo mais dramático como acontece em ["New Police Story"], técnicamente o quinto episódio da série de filmes conhecida como “Police Story” e dizem, o filme mais diferente de todos eles.

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Pela minha parte devo dizer que adorei este filme. Não sou de modo nenhum fã dos filmes de Jackie Chan (talvez pela imagem de palhaço das produções made-in-hollywood) e como tal tive este dvd na prateleira durante mais de um ano a acumular pó.
Comprei-o por menos de dois euros numa daquelas promoções do jornal Correio da Manhã muitos meses atrás mas na verdade nunca tinha tido muito interesse em vê-lo.

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Primeiro, porque era outro filme de Jackie-Chan e depois porque ainda por cima parecia-me outro policial e temia que fosse mais um filme a tentar imitar as produções americanas sem grande interesse ou imaginação.
Como é costume no meu historial a evitar produtos, enganei-me redondamente.
Este filme é um espectáculo.

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Ok, é um daqueles produtos completamente “braindead” com acção a duzentos há hora, exageros físicos, lógica de argumento duvidosa e porrada de criar bicho com cenas de destruição absolutamente caóticas a fazer corar de vergonha qualquer filme americano chungoso, mas a verdade é que tudo resulta e por isso ["New Police Story"] quanto a mim é um daqueles produtos ultra-comerciais que consegue contornar a sua falta de originalidade com uma estrutura absolutamente fascinante que nos agarra do principio ao fim.

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E isto porque consegue estar sempre a surpreender o espectador, pois se não souberem nada sobre o filme, podem ter a certeza que nunca sabem bem o que vai acontecer a seguir. E isto não é coisa comum neste género de cinema, o que lhe confere logo alguns pontos extra.
["New Police Story"] é bastante criticado por ter abandonado o registo de comédia dos titulos anteriores e ter entrado por um registo bem mais dramático e excessivamente violento na opinião de alguns.
Mas para mim está logo aí a sua mais valia.

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O filme parece uma mistura de géneros. Começa como filme de acção ultra violento, entra por um registo dramático invulgar em personagens de Jackie-Chan, passa por um estilo de filme Radical versão “X-Games”, toca ligeiramente a comédia com um par de momentos hilariantes e de humor inteligente e termina como filme de acção puro e duro num formato mais comercial em tom de aventura com algum suspense e um final criativo no que toca á resolução do destino dos vilões.

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Se vocês gostaram de “Point Break” com Patrick Swayze e Keanu Reeves então este filme é para vocês.
No que toca ao estilo de acção mais “radical”, ["New Police Story"] contém sequências de acção absolutamente fantásticas, imaginativas e entusiasmantes a fazer lembrar o excelente filme de Kathryn Bigelow do inicio dos anos 90.
Pelo meio ainda temos direito a uma cena com um autocarro que faz o filme “Speed” parecer um filme da Disney no que toca a destruição de propriedade alheia.

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Na verdade, ["New Police Story"] vai copiar elementos de todo o lado, tanto do cinema asiático como do cinema americano, mas tudo resulta plenamente.
As transições entre os vários estilos de filme estão perfeitamente integradas na narrativa, os vilões apesar de algo estereotipados têm alguma profundidade que os tornam cativantes e o argumento joga muito bem com a imprevisibilidade do que mostra ao espectador e consegue manter-nos agarrados á cadeira até ao último minuto.

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Como nota menos positiva, se calhar o filme tem minutos a mais. Ou então isto parece-me ser assim porque ["New Police Story"] contém tantos momentos de acção espectaculares e emocionantes que a partir de certa altura tanta acção corre o risco de parecer mais repetitiva do que se calhar na verdade é.
Por mim talvez tivesse cortado a segunda sequência de Kung-Fu na sala dos Legos, até porque é a única vez que o argumento repete um estilo de acção que já tinha mostrado e como tal senti que era desnecessária.

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Mas não deixem que isto os desencorage de verem este excelente filme de acção, pois além de excelentes momentos de porrada pura, ainda nos brinda com um par de gags humoristicos inesperados genialmente hilariantes.
Além disso, também tem um ambiente fofinho quanto baste a fazer lembrar um Anime, isto no que toca á caracterização dos personagens femininos.

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CLASSIFICAÇÃO:

Divertiu-me tanto que estive tentado a atribuir-lhe a classificação máxima incluindo um Golden Award, mas se calha só não o faço porque teria todos aqueles cinéfilos mais hardcore á perna a dizerem-me que seria impensável atribuir uma nota tão boa a um puro produto comercial que na verdade não tem nada de cinema com “C” grande e não passa de um banal filme de porrada no mais puro estilo Hong-Kong.
A verdade é que na minha opinião pode não ser grande cinema, mas aquilo que faz, fá-lo extraordináriamente bem e tomara muito filme chunga americano neste estilo ser tão intenso e divertido quanto ["New Police Story"] consegue ser. E isto ao ponto de me ter colocado a mim, que nem sou fã de Jackie Chan completamente hipnotizado e entusiasmado do principio ao fim.
Sendo assim…cinco tigelas de noodles porque surpreendentemente merece-as plenamente. E se gostarem muito de filmes de acção podem acrescentar-lhe um Golden Award vocês mesmo por vossa conta.
Ignorem a recepção morna ao filme pela net, ["New Police Story"] é realmente muito melhor do que parece e até quem não gosta de filmes- Jackie Chan poderá sair muito surpreendido.
A mim surpreendeu-me. E o mais importante, divertiu-me imenso.

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A favor: a violência “gratuita” com muito sangue logo nos primeiros trinta minutos de filme que não nos deixa respirar, Jackie Chan num registo muito dramático que nos surpreende pela positiva, as sequências de decadência do seu personagem, todas as cenas de acção são excelentes e cheias de momentos inesperados, mantêm sempre o espectador sem saber o que vai ver a seguir, os vilões têm carisma apesar de algo estereotipados, os momentos de humor são hilariantes pelo inesperado da situação onde foram colocados, óptimas cenas de destruição urbana em larga escala, tem patinhos de borracha, miudas fofinhas estilo Anime, a história tenta apresentar-nos algo mais complexo do que precisava de ter sido e no entanto apesar da mistura de referências a coisa resulta, quem gostou de “Point Break” tem aqui um produto semelhante que resulta na perfeição, a realização é segura embora não deslumbre mas gere bem as cenas de acção, o dvd tem um som 5.1 excelente.
Contra: talvez seja um bocadinho longo demais embora não seja por aí além e não o prejudique propriamente, apesar de tudo é um filme de Jackie-Chan e ainda contém um par de tiques inevitáveis que poderão irritar quem não tem muita paciência para aquele tipo de filmes, já vimos este tipo de história mil vezes.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=2PXLgC0g0ZM

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Comprar
Bem eu comprei o meu numa promoção de jornal podem comprá-lo aqui se já não o virem em lado nenhum
http://www.play-asia.com/paOS-13-71-6w-49-en-15-new+police+story-70-cj6.html

Download

http://asianspace.blogspot.com/2009/05/new-police-story-aka-hora-do-acerto.html

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0386005/

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Filmes semelhantes de que poderá gostar:

soclose_capinha 2009 Lost Memories

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Bu neng shuo de. mi mi (Secret) Jay Chou (2007) China

31, Outubro 2009 - Leave a Response

Se espreitarem mais abaixo a minha classificação, vão notar que não atribuo uma nota por aí além a este filme, no entanto não deixem que a minha opinião os afaste dele. Não é um daqueles inesquecíveis mas é uma história sólida que irá agradar bastante, principalmente a quem gostar de piano, de música ou composição musical.

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Então porque não lhe dou uma nota mais alta ?
É complicado explicar isto sem lhes estragar o que o filme tem de melhor e que é precisamente a “surpresa” final. Especialmente porque para o poder fazer bem eu teria de comparar o filme com outras obras; o que lhes daria imediatamente a pista para esse desenlace e portanto é melhor eu estar calado.

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É mais habitual encontrarmos este tipo de cinema relacionado com os produtos da Coreia do Sul, ou até mesmo do Japão, do que na cinematografia Chinesa,(neste caso de Taiwan). Os Sul Coreanos especialmente na minha opinião são mestres a ilustrar este estilo de histórias que dependem muito de uma carga românticamente assombrada e como tal talvez a principal grande fraqueza de ["Secret"] está no facto de não ser um filme Sul Coreano, pois  falta-lhe aqui aquela sensibilidade que normalmente humaniza bastante este tipo de histórias.

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Senti que este filme era uma espécie de “peixe fora de água”, ou seja senti muito forçada a colagem ao estilo Sul Coreano ao mesmo tempo que parecia não querer abandonar a sua identidade Chinesa, o que o tornou num produto algo ambiguo e o que ficou a perder foi precisamente a parte emocional pois nunca transmite ao espectador aquele sentimento que nos devia prender ao ecran com esta história de amor, previsível mas nem por isso menos interessante.

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O facto do final ser ultra previsível também lhe retira alguns pontos, pois a partir de certa altura percebe-se logo que tipo de história estamos a ver. E o pior é que quando isso acontece ainda os personagens não nos agarraram por completo, muito por culpa da própria indefinição do estilo do próprio filme e pena pois faz com que a narrativa se arraste um bocado pelo meio, especialmente quando para o espectador já se torna óbvia qual o rumo da história e para os personagens tudo ainda permanece um enigma.

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No entanto, isto não quer dizer que o filme seja mau. Apenas não provoca surpresas suficientes para agarrar a quem já viu outros filmes do estilo no cinema Sul Coreano ou Japonês e como tal não tem força para competir com a concorrência que já ficou para trás com muitos melhores resultados, tanto no que toca a twists como na parte romântica da história.
Embora não me admire nada que muita gente tenha gostado, (ou possa vir a gostar muito) de ["Secret"] se se der o caso deste ser o primeiro filme do género que viram ou irão ver, por isso todo o meu pouco entusiasmo pode ser contextualizado de uma forma relativa.

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Realmente pelo trailer, o filme parece bem melhor do que na verdade eu achei que fosse.
Se tivesse que escolher eu daria melhor nota ao trailer do que ao filme, até porque o estilo de montagem cativante que nos aparece na apresentação não é de forma nenhuma o mesmo que está presente em ["Secret"] e se calhar teria sido melhor que fosse e este se tivesse assumido como um filme mais comercial do que (não) tenta ser.
O toque cinema-de-autor aqui retira-lhe algum do brilho que deveria ter tido mas se calhar é compreensível.

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Compreensivel, porque esta é a primeira obra do realizador (pianista profissional muito famoso por aquelas bandas), que além de ser o produtor do filme, criador da história, actor principal é ainda o compositor da musica e como tal se calhar era inevitável que este tentasse criar um produto bem mais pessoal e não quisesse apenas fazer mais um filme comercial igual a tantos outros.

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Se calhar esse toque pessoal desta vez foi precisamente aquilo que impede ["Secret"] de aproveitar todo o seu potencial, pois se vermos bem as coisas não é a falta de originalidade do conceito ou da própria história aquilo que impede o filme de ser mais cativante, mas sim algo na sua atmosfera melancólica que nunca conseguimos bem identificar e torna os personagens sempre em algo distante do espectador quando deveriam cativar-nos por completo como normalmente acontece no cinema Sul Coreano.

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Mas se vocês gostarem mesmo muito de piano não vão mais longe, este é o filme para vocês. Tudo gira á volta de uma melodia muito especial e o filme está cheio de momentos em que os actores demonstram as suas qualidades também (e principalmente) como pianístas fantásticos (digo eu que não percebo nada daquilo).
É precisamente nessas cenas que o filme tem os seus melhores momentos e o espectador mais ganha empatia com os personagens. A maneira como realizador usa a música para enquadrar o mistério da história é muito entusiasmante e só é pena ele não ter consigo o mesmo resultado nas cenas em que o filme não envolve um piano.

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Como já disse, não há nada de verdadeiramente mau em ["Secret"] apesar do mistério ser tudo menos misterioso e a sua estrutura nem ser particularmente criativa.
Aliás, achei-a até um pouco forçada, como se a partir de certa altura fosse preciso resolver as coisas e como tal as explicações surgem quase de repente , mais porque estava na altura de concluir o filme e passar á sequência com o “twist” final do que por ser a conclusão orgânica mais natural para a narrativa.
Foi aqui que mais senti a tentativa falhada de se colar ao estilo Sul Coreano e isso desiludiu-me um pouco, embora a sequência final seja muito boa mesmo.

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A maneira como visualmente o mistério e os seus efeitos nos é revelado, através de uma caótica sequências de efeitos especiais que ganham vida ao som da banda sonora no final do filme é uma das melhores partes de toda a narrativa e só é pena que o que ficou para trás não tenha alcançado a mesma eficácia.
Apesar da previsibilidade, o fim do filme tem um bom ritmo e prova que este realizador sabe contar histórias e como tal aguardo com interesse um novo trabalho seu.

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["Secret"] tem bons personagens embora nem sempre particularmente cativantes. Quanto a mim, a parte romântica só funciona mesmo na sequência final. O que é pena, mas a verdade é que ao longo de todo filme senti sempre uma distância enorme entre mim e aquelas pessoas no ecran. E isso quanto a mim é o que faz a diferença entre uma boa história de amor e apenas mais um filme romântico de contornos sobrenaturais.
Neste caso é apenas uma boa história de contornos sobrenaturais com alguns minutos a mais. Se calhar cortavam-se quinze minutos e seria um filme muito mais cativante.

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Curiosamente, o personagem mais cativante de todo o filme são o pai do protagonísta e um par de colegas de liceu que embora sejam personagens  sem grande dimensão, são no entanto os que dão mais vida á narrativa quando aparecem no ecran e acabam por ter os papeis mais importantes no desenrolar do mistério ao mesmo tempo que contribuem para momentos divertidos numa narrativa por vezes é demasiado melancólica e sombria sem haver necessidade para isso.

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CLASSIFICAÇÃO:
Apesar de tudo é uma boa história de contornos romântico-sobrenaturais.
Não há muito mais a dizer para além daquilo que já referi no texto acima e sendo assim só posso dizer que é um bom filme e recomenda-se.
Não sugiro que o vão logo ver a correr e muito menos sugiro que vão comprar o dvd sem o ver primeiro, mas como eu sei que muitos de vocês chegam até este blog á procura de sugestão para filmes românticos, estejam á vontade para espreitar este também porque preenche bem o tempo até aparecer por aí mais um daqueles realmente inesqueciveis.
["Secret"] é apenas bom.
Nem mais nem menos, trés tigelas de noodles.

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A favor: as cenas com os pianos são excelentes e cativantes, a envolvência da música e a sua importância na narrativa, o estilo alucinado de alguns personagens, a sequência final em que o “mistério” é revelado, bons efeitos especiais, é mais uma história romântica de contornos sobrenaturais.
Contra: já viram esta história antes várias vezes e o filme não tem suficientes atractivos adicionais que nos façam não nos importarmos com esse facto, o mistério é completamente óbvio para quem já viu um par de filmes Sul Coreanos conhecidos, o par romântico não cria grande empatia com o espectador, o filme tem um tom demasiado assombrado e melancólico quando deveria ter sido mais romântico e se calhar até mais comercial que não lhe fazia mal nenhum, nota-se que é um produto inspirado no cinema Sul Coreano e que se esforça para ser uma obra no mesmo estilo mas falta-lhe alguma emotividade e nunca consegue criar uma empatia com espectador, nunca nos importamos muito com o destino dos personagens pois já sabemos qual será bem antes das coisas acontecerem, só ganha alguma emoção no final e o resto do filme perde-se um pouco.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER
http://www.youtube.com/watch?v=85wDDjaPFd0

Secret05

Comprar
http://www.play-asia.com/paOS-13-71-7l-49-en-70-2xpv.html

Download
http://asianspace.blogspot.com/2009/10/secret-2007.html

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt1037850/

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Outros títulos românticos recomendados:

Be With You My Sassy Girl Il Mare The Classic Fly me to Polaris

Love Phobia concerto_capinha_73x cyborg_she_capinha_73x

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Kumo no mukô, yakusoku no basho (The Place Promised in Our Early Days) Makoto Shinkai (2004) Japão

30, Outubro 2009 - Leave a Response

Existem filmes que são simplesmente poéticos.
["The Place Promised in Our Early Days"] é uma dessas obras, porque por detrás de toda a sua atmosfera técnologica contém também muita humanidade na maneira como os seus personagens cruzam emoções ao longo de uma história que na realidade não serve para muito mais a não ser para nos mostrar a intimidade de cada um deles.

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Existem filmes que podem ser chatos como o caraças !
["The Place Promised in Our Early Days"] é uma dessas obras porque  toda a sua atmosfera técnológica parece  não levar a lado nenhum e contém momentos em que o paleio científico em demasia quebra a beleza da narrativa emocional dos personagens de uma forma que ainda parece mais despropositada quando se chega ao final do filme e ficamos com a sensação que a vertente de thriller e ficção-científica da história afinal não foi a lado nenhum.

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Este foi um daqueles raros filmes que me custaram imenso a ver. Comprei-o meses atrás no mesmo pack que continha o excelente “Voices of a Distant Star” e por mais de cinco vezes tentei vê-lo de uma ponta á outra nunca conseguindo aguentar mais do que uma meia hora seguida sem me deixar dormir. O que é estranho, pois desde os primeiros minutos se percebe que ["The Place Promised in Our Early Days"] é um dos melhores Anime que andam por aí, independentemente do seu potencial para curar insónias ou não.
Na verdade sempre que o tentei ver foi noite dentro e se calhar este é um daqueles filmes que não deve de forma nenhuma ser visto fora de horas porque todas as suas mágnificas qualidades acabam por não ser suficientes para evitar um bocejo no espectador que se arrisque a ver isto a altas horas da noite.

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No entanto, não deixem que este meu comentário os desencoraje pois ["The Place Promised in Our Early Days"] é um daqueles filmes que merecem mesmo ser vistos, quer gostem de Anime ou não. Na verdade irá certamente agradar mais até aquelas pessoas que não gostam de Anime, pois não contém nenhuma das estruturas habituais neste tipo de cinema que habitualmente atrai os chamados fãs do género. Não tem sequências de porrada com montagem rápida e uma multitude de planos estáticos sucessivos, não tenta meter estilo Anime, não tem maus nem bons, não tem vilões com superpoderes, nem tem nada daquilo a que o habitual espectador está habituado a ver. Tem apenas muita atmosfera.

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Acima de tudo ["The Place Promised in Our Early Days"], é cinema. Esqueçam o Anime.
O facto de ser um filme de animaçao é algo completamente secundário.
["The Place Promised in Our Early Days"] é puro cinema-de-autor. Cenas chatas e “vazias” cheias de interpretações existenciais incluidas. Muito.
Por isso não esperem encontrar aqui um Samurai-X, DragonBall ou Naruto, porque Naruto é que este filme não é.

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É sim uma obra com uma beleza visual fabulosa e um produto muito dificil de descrever, pois é um daqueles filmes que mesmo quem não gosta, nunca o esquece.
Essencialmente é uma história de amor e amizade de contornos filosóficos e muito existencialistas, perfeita para agradar até ao mais exigente intelectual de café e onde o espectador é levado por caminhos que o próprio argumento nem parece estar a seguir.

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Se por um lado parece estarmos na presença de uma pura história de ficção-científica totalmente hardcore, na verdade esse detalhe não tem qualquer importância para o que se pasa na verdadeira história. ["The Place Promised in Our Early Days"] poderia ser passado no seculo XIV que não se notaria diferença no resultado final.
Este filme tem mesmo uma característica muito interessante, pois demonstra claramente que boas histórias existenciais cheias de humanidade e realismo psicológico não têm necessáriamente que estar apenas ligadas a temas ditos, – sérios e realísticos – baseados no dia-a-dia do homem comum á la woody allen mas podem perfeitamente surgir de contos extremamente tecnológicos e de conceitos saidos da mais pura fantasia sem nunca perderem a sua base.

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Mas não se deixem assustar pelas minhas palavras. Este é um Anime com uma história mais profunda do que aparenta, com um trio de personagens com uma densidade psicológica sólida e cativante, mas acima de tudo é um filme muito bonito que deixa marcas no espectador. E isto é muito dificil de explicar a qualquer pessoa que ainda não tenha visto a obra mas ["The Place Promised in Our Early Days"] tem mesmo qualquer coisa de especial.

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Talvez seja a sua simplicidade por detrás de uma suposta complexidade.
Pois por entre uma narrativa cheia de emaranhados quânticos e paleio ciêntifico sobre universos paralelos quanto baste, o que sobressai é uma sensação de poesia que nos deixa a flutuar numa espécie de transe contemplativo até mesmo quando a história chega ao seu abrupto e “incompleto(?)” final.

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Visualmente mais uma vez o filme é uma obra prima da ilustração. Desta vez o realizador já não fez todo o filme sózinho fechado no quarto (ver “Voices of a Distant Star“), teve uma equipa profissional com quem trabalhar, mas o seu estilo continua presente por cada fotograma.
Continua o ênfase nas paisagens, o que me agrada mesmo muito, pois compreendo perfeitamente a paixão do realizador pelas mesmas porque também eu lhes dou a mesma importância nos meus próprios trabalhos.

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["The Place Promised in Our Early Days"] como o realizador diz nas entrevistas é uma história contada por paisagens.
Ao contrário dos outros Anime, nos filmes de Makoto Shinkai não são os personagens e os seus dramas que humanizam o argumento pelas suas acções. É sim o ambiente de cada sequência que cria o estado emocional na narrativa e portanto não há imagem neste filme que não esteja baseada num background extremamente detalhado e na sua maioria das vezes muito bonito e cheio de poesia visual.
E antes que me esqueça, a banda sonora é absolutamente perfeita, cheia de momentos subliminares e com um tema que espelha por completo toda a poesia presente nas paisagens e nas emoções dos personagens. Adorei a musica deste filme.

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A nível artistico, o uso de cor neste filme é absolutamente notável e portanto se vocês se interessam por ilustração este é mais um daqueles que não devem perder pois é uma verdadeira escola de desenho e pintura. Tudo o que vocês possam querer saber sobre iluminação e enquadramentos num background ou numa paisagem podem aprender num filme de Makoto Shinkai. O que não deixa de ser fascinante pois tudo isto é essencialmente um trabalho de alguém que começou como auto-didacta e contemplarmos os seus filmes é como disfrutarmos do triunfo do talento e do empenho sobre um qualquer curso superior muitas vezes tão sobrevalorizado, especialmente nesta terra. O trabalho deste realizador é um verdadeiro exemplo da vitória do talento sobre “o canudo”.
Nunca deixo de me surpreender como alguns dos melhores cineastas actuais no mundo nunca passaram por qualquer escola e Makoto Shinkai é ainda mais um a fazer companhia a por exemplo Hong-Kar-Way com todo o mérito.

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Já devem ter notado que mais uma vez eu não conto nada sobre a história. Na verdade este é mais um daqueles que na minha opinião deve ser apreciado por quem não sabe muito sobre ele e sendo assim… ;)
Essencialmente é mais uma vez um filme sobre o isolamento e a solidão, como parece ser a marca deste realizador mas não deixem que isto os deprima pois a história é bem positiva.

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CLASSIFICAÇÃO:

Só não lhe dou a nota máxima com um Golden Award incluido porque ainda acho que tem algum incoerência no ritmo da narrativa e a parte de ficção-científica é completamente redundante. O que me decepcionou pois adoro ficção-científica baseada em fisica quântica e estava a espera de mais no argumento. Embora depois de o ver tenha a perfeita consciência que o filme nem sequer é sobre isso pois o que importa são mesmo os personagens.
Este é mais um daqueles filmes de hora e meia que certamente teria sido muito melhor se tivesse sido uma curta metragem de meia hora como foi o primeiro filme do mesmo realizador.

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Estamos na presença de um filme que quase não se pode dizer que seja de animação, porque tal como no primeiro trabalho do realizador também aqui toda a estrutura do mesmo é baseada quase em imagens estáticas em estilo “slide” onde só apenas um pequeno pormenor é animado e tudo se sucede como se estivessemos a ver uma espécie de banda-desenhada no ecran em que muito pouca coisa se move. Contém com inúmeras cenas de diálogos em que a imagem nem se mexe durante segundos a fio.
Sendo assim leva “apenas” cinco tigelas de noodles, porque é um dos melhores Anime que poderão encontrar no mercado, mas atenção porque não será de certeza um filme que agrade a todos, pois o seu estilo cinema-de-autor poderá afastar muita gente.

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A favor: a poesia visual e toda a caracterização psicológica dos sentimentos dos personagens principais, a banda sonora é lindíssima e não se nota, artisticamente é um dos mais bem desenhados Anime que andam por aí no que toca a paisagens pormenorizadas, é um daqueles filmes bonitos que não conseguimos explicar porquê a quem ainda não o viu, fica na memória mesmo quando pensamos que não gostamos muito dele.
Contra: não esperem uma resolução para a parte da história de ficção-científica/thriller, tem cenas a mais que na verdade não servem para muito, tem alguns problemas de ritmo e alguns personagens de cartão que não servem para muito, o final pode deixar muito a desejar a quem espera encontrar uma resolução qualquer para o mistério ou para a aventura e só irá encontrar a conclusão da parte emocional dos personagens.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=07186dk9CPk


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Comprar edição especial

http://www.amazon.com/Shinkai-Collection/dp/B000BKSJ5W/ref=pd_bbs_2?ie=UTF8&s=dvd&qid=1220623921&sr=8-2
Recomendo vivamente esta edição em dvd pois além do filmes ["The Place Promised in Our Early Days"] e ["Voices of a Distant Star"] contém ainda um par de extras muito interessantes como por exemplo o primeiro desenho animado feito por Shinkai e que pelo visto já se tornou um filme de culto. Chama-se “She and her cat” e como já notaram é um filme sobre gatos. É uma pequena experiência a preto e branco cheia de atmosfera e também aqui o dvd tem o filme em 3 versões sendo a de maior duração a versão de 5 minutos.
Mas o melhor desta edição é mesmo os dois livros impresos em papel de excelente qualidade onde se narra visualmente com dezenas de esboços e desenhos a cores do próprio realizador todo o making-of dos dois filmes. Absolutamente imperdível para quem se interessa por desenho.


IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0381348/

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Jisatsu sâkuru (Suicide Club ou Suicide Circle) Shion Sono (2001) Japão

27, Outubro 2009 - Leave a Response

Interesso-me sempre por espreitar primeiras obras de novos realizadores.
Então quando estamos na presença de uma primeira incursão no género de terror da autoria de um gajo que até á data apenas tinha realizado filmes porno-gay, é caso mesmo para não perder um segundo de ["Suicide Club"] pois a coisa promete.
Sim, porno-gay. :)

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Passar da pornografia para o chamado cinema normal nunca é tarefa fácil, mas há que convir que este tipo tem qualquer coisa de interessante e de certa forma até conseguiu ser bem sucedido apesar deste filme ser absolutamente estranho. Ou será … estúpido ?…
Se procurarem pela net, encontrarão inclusivamente no Imdb, bastantes pessoas convencidas de que perceberam o filme. Não se deixem iludir por esses comentários pois essa gente deve andar a dar na coca.
Mas não deixa de ser curioso, parecer haver tanta gente a querer interpretar ["Suicide Club"] ás vezes com conotações absolutamente hilariantes á força de tentarem parecer inteligentes em demasia.

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Esqueçam. Este filme não tem lógica e se calhar nem é para ter.
Podem arranjar as explicações que quiserem para o final, esmiuçar todas as implicações sociais, filosóficas e intelectualoides que não vale a pena. Este argumento não tem ponta por onde se lhe pegue. O que é estranho pois no que toca a uma narrativa coerente ao longo de toda a sua duração até transporta o espectador por pelo menos cinco histórias diferentes de uma forma bastante interessante pois não há dúvida que este realizador sabe criar tensão e ambiente.

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Ao contrário da história noutro filme que deixa muita gente confusa, o fabuloso “A Tale of  Two Sisters“, aqui em ["Suicide Club"] não há mesmo ponta por onde se lhe pegue por uma simples razão. As histórias paralelas que apresenta permanecem practicamente sempre isoladas. Podiam ser de filmes independentes sem qualquer ligação ao suposto mistério central que não se notava nada.

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Por muito que não pareça em “A Tale of  Two Sisters” há mesmo uma história e na realidade é tão simples que parece bem mais complexa do que é,  mas que é fácilmente desmontada quando ordenamos as peças do puzzle pela cronologia temporal correcta e percebemos quais as relações entre os personagens (onde nem falta uma pista excelente no próprio poster do filme).

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Nada disso se passa em ["Suicide Club"]. No fundo resume-se a uma mistura de cinco boas histórias isoladas que poderiam qualquer uma delas dar excelentes filmes de terror mas que nunca são aproveitadas na sua plenitude pois o elemento condutor que supostamente as liga é tão obscuro e críptico que faz com que a história nem tenha uma resolução final satisfatória como merecia.
O problema de ["Suicide Club"] é que é nem sequer disfarça, mas sente-se plenamente que é um daqueles filmes a querer armar a inteligente.

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A sua atitude cinéfila ao estilo do eu sou tão confuso que só pessoas muito espertas é que me poderão interpretar e chegar realmente á minha essência profunda acaba por se tornar profundamente irritante quando chegamos ao final e nada do que é estruturado ao longo da narrativa tem realmente uma resolução objectiva.

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Esse sentimento quanto a mim está presente ao longo de todo o filme e acho que é definitivamente o seu grande ponto negativo.
É um daqueles trabalhos que na verdade não precisava de estar a mostrar a sua inteligência a todo o instante e no entanto o constante toque artístico a meter pinta de cinema-de-autor á força acaba por se tornar na sua fraqueza.

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Tirando isto, no entanto na verdade não se pode dizer que ["Suicide Club"] seja um mau filme de terror porque não é.
Tirando os enervantes tiques a cinema-artístico, quando entra por momentos de tensão e verdadeiro mau gosto no que toca a banhos de sangue é um excelente espectáculo para quem gosta de muita hemoglobina no ecran e pensa que já viu tudo em matéria de conceitos horrorosos para nos encherem os ecrans de sangue.

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É que se gostam de sangue, não vão ficar decepcionados. ["Suicide Club"] tem momentos verdadeiramente arrepiantes, se calhar não pelo que mostra mas mais porque sabe criar uma tensão no espectador que depois aproveita muito bem na hora de nos despejar o sangue em cima.
["Suicide Club"] além disso tem uma atmosfera doentia que só lhe fica bem. Está carregado de cenas de suícido colectivo genialmente tensas e ainda por cima tem uma certa carga de pedófilia subliminar que só o torna ainda mais enervante e enigmático daquela forma que só os japoneses conseguem fazer.

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E também não custa muito a acreditar que o realizador tenha vindo da pornografia homossexual, o que só adensa ainda mais a atmosfera deste produto verdadeiramente único dentro do cinema de terror.
Por outro lado….se isto é um filme “normal” , eu nem consigo imaginar que fantasmas ou taras sexuais verdadeiramente pervesas poderão estar na filmografia pornográfica do tipo que filmou ["Suicide Club"]. Eu por mim dispenso qualquer filme porno deste senhor, seja gay ou étero. Prefiro nem imaginar.

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Sendo assim, o que dizer de ["Suicide Club"] ?
Eu recomendo. Se gostam de filmes de terror este é um daqueles que deve ser visto pelo menos uma vez.
E se gostam de filmes em que adolescentes fofinhas saltam em grupo  para linhas de metro ficando desfeitas em milhares de bocadinhos sangrentos, então este filme é para vocês meus amigos.

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CLASSIFICAÇÃO:

Adolescentes fofinhas aos bocados, dedos cortados, cabeças decepadas, suicidios ao molhe, pedófilia subliminar e homossexualidade artística tudo condimentado com alguns baldes de sangue e muita pretenção a filme de arte.
O que poderia ser melhor ?

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Bom, o filme poderia ser menos pretencioso.
Por causa disso só leva duas tigelas e meia. É um filme de terror muito interessante  e recomendo-o mesmo a quem gosta do género pois tem tudo para agradar. No entanto poderia ter sido melhor se a sua história levasse a lado algum sem ser necessária uma interpretação quase filosófica ou sociológica da parte do espectador.

noodle2.jpg noodle2.jpg noodle2emeia.jpg

A favor: tem um par de boas histórias pelo meio, o mistério é interessante, as cenas de suicídio são fantásticas e arrepiantes, excelentes momentos doentios cheios de tensão, muita gente aos bocados e baldes de sangue quanto baste.
Contra: arma-se demasiado em filme artístico e leva-se demasiado a sério, as histórias são demasiado independentes e nunca ligam como deveriam de ter ligado para nos apresentar o final que este filme merecia ter tido, tem pretenção a mais e por isso não é tão divertido quanto deveria ter sido pois arrasta-se por momentos a tentar parecer uma obra mais inteligente do que precisava de ter sido.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=1Dx3_fwEbM4

suicide25_capa

Comprar
http://www.play-asia.com/paOS-13-71-aa-49-en-15-suicide+club-70-361k.html
Atenção que existe há venda uma versão censurada.

Caso queiram vê-lo antes de o comprar podem ir buscá-lo aqui ao AsianSpace.

Review adicional, para tentarem compreender o filme depois de o verem.
Tenta uma corajosa interpretação possível da coisa.
http://www.bocadoinferno.com/romepeige/artigos/suicide.html

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0312843/

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Filmes semelhantes de que poderá gostar:

A Tale of Two Sisters Dark Water hanselgretel100x73 kairo73x100

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Minyeo-neun goerowo (200 Pounds Beauty) Yong-hwa Kim (2006) Coreia do Sul

25, Outubro 2009 - Leave a Response

Para quem gosta de cinema oriental porque esta cinematografia consegue na maioria das vezes criar produtos comerciais sem deixar de ter uma identidade própria vai achar o filme seguinte algo ambiguo.

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Possivelmente a pior coisa que se pode dizer sobre ["200 Pounds Beauty"] é que podia ser uma produção americana e  não se notava grande diferença.
A história é tipicamente aquela que se costuma encontrar naquelas comédias sem graça nenhuma made-in-hollywood e como tal ainda se torna mais surpreendente descobrirmos que este foi o filme mais rentável de sempre na Coreia do Sul na altura em que estreou no cinema por aquelas bandas. Inclusivamente bateu o recorde de bilheteira de “My Sassy Girl” o que ainda me faz mais confusão.

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Não que ["200 Pounds Beauty"] seja um filme abjecto, porque não o é, mas não deixa de ser uma produção estranha porque na verdade não tem absolutamente nada que o destaque da habitual história telenoveleira sem imaginação e sendo assim ter tido tamanho sucesso é algo que sinceramente me ultrapassa.
A história não tem interesse, o final é do mais previsivel possível, sem qualquer twist daqueles mágnificos que costumamos encontrar no cinema romântico da Coreia do Sul e os personagens são de cartão, pois salvo uma ou duas excepções estão desprovidos daquela alma que costuma caracterizar as produções Sul Coreanas no que toca a cinema romântico.

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Até o sub-tema da história está repleto de clichés do costume. Se tal como eu, já não podem mais com a típica história da jovem aspirante a Britney Spears que quer ser cantora pop famosa e até atingir a fama passa pelas habituais atribulações de estúdio, managers, starlets rivais aramadas em divas e facadas nas costas em geral, então se calhar é melhor não se aproximarem deste filme pois é um verdadeiro catálogo de lugares comuns e ao contrário de filmes bem mais simples como “Midnight Sun” em que o mesmo sub-tema também é parte fundamental do argumento, aqui em ["200 Pounds Beauty"] não há paciência para tanto estéreotipo.

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Isto porque esses lugares comuns, acabam por empacar a parte central da história o que faz com que o filme se arraste mais do que deveria e faz com com que as supostas partes cómicas se percam por entre algo que nunca se percebe se pretende ser uma comédia ou um drama de pacotilha.
É que parece que supostamente ["200 Pounds Beauty"] seria uma comédia.

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Na verdade enquanto comédia tem um par de bons momentos e uma ou duas piadas que poderão arrancar uma gargalhada a alguém que já não estiver a bocejar no momento em que as partes de humor aparecem na história, mas se isto é suposto ser uma comédia romântica, tem na verdade muito poucas partes que nos façam realmente rir.
E talvez porque o grande problema seja a falta de identificação do espectador com os personagens, pois ao contrário do que é costume, estes não passam de bonecos de cartão na sua maioria e por isso se não nos importamos muito com eles também pouca graça têm as suas desventuras.

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Essencialmente ["200 Pounds Beauty"] conta a história de uma rapariga muito gorda que apesar de cantar fabulosamente bem nunca poderá ter uma carreira musical por causa da sua aparência.
No entanto a miuda é a verdadeira voz por detrás da imagem da estrela do estúdio. Uma tipa insuportável, estilo Britney Spears oriental mimada e que se arma em diva a todo o instante. Afinal o mundo não suspeita que esta apenas se limita a fazer playback das canções gravadas pela miuda gordinha que vive na sombra de um sucesso que deveria ter sido o seu.
Já estão a bocejar ?

200-pounds-beauty-still-04

Agora vem a melhor parte, um dia por milagre da ciência a rapariga obesa, recorrendo á cirurgia plástica perde todos os quilos em excesso e transforma-se numa verdadeira modelo, o que óbviamente vai colocar em risco o reinado da starlet diva, pois nesse momento as atenções de todos começam a virar-se para a nova descoberta, pois afinal não só é uma rapariga lindíssima como ainda por cima canta bem e a sua imagem já está de acordo com o padrão de beleza aceite para as estrelas da música pop. No entanto há um segredo por revelar. Ninguém sabe que a nova cantora anteriormente fora a jovem gorda que entretanto um dia sumiu de circulação.
Claro que pelo meio disto tudo, há um triangulo amoroso, pois um dos produtores do estúdio é o típico jovem executivo de sucesso pelo qual as duas rivais se apaixonam e portanto já estão a ver no que vai dar.

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Pontos positivos.
Ao contrário do que tudo isto prenuncia e ao contrário do que se calhar parece no trailer, ["200 Pounds Beauty"] não é uma daquelas comédias que explora a obesidade para fazer rir.
Ou melhor, ao contrário do que seria de esperar numa produção americana, por acaso este filme Sul Coreano consegue surpreender nesse aspecto e o personagem da miuda gorda nunca é ridicularizado, ou usado de uma forma mais abusiva no que toca a gags que envolvem a sua obesidade.

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Na verdade as melhores partes do filme até estão nas sequências iniciais em que o personagem ganha uma humanidade que depois infelizmente se perde no momento em que a rapariga se torna uma gaja boa porque todo o desenvolvimento do argumento se torna absolutamente previsível.
Mas é sempre positivo, encontrarmos numa comédia que se centra nas consequências da obesidade o cuidado em tratar o tema de uma forma menos óbvia do que seria de esperar.

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Apesar do argumento débil e estrutura de história muito óbvia, ["200 Pounds Beauty"] consegue no entanto colocar bem a questão da importância da imagem e das consequências da obesidade nas mulheres no que toca ao seu relacionamento com o mundo moderno e talvez tenha sido isso que tornou este filme um sucesso tão grande na Coreia do Sul pois aparentemente muitas raparigas se identificaram com o personagem ao ponto de terem esgotado bilheteiras para verem uma história que de outra forma não teria absolutamente mais nada que a destacasse.

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["200 Pounds Beauty"] poderia ( e deveria ) ter sido muito melhor. Talvez o seu único grande problema é que nunca se torna uma história que nos verdadeiramente nos envolva emocionalmente e como tal a suposta parte romântica soa a plástico por todo o lado, o que anula qualquer identificação do espectador com os personagens. Se esperam encontrar aqui aquela poesia e emoção de um “My Sassy Girl” nos momentos finais, esqueçam.
Tem momentos em que parece que finalmente o romance nos vai agarrar mas depois perde-se igualmente em lugares comuns que se tornam ainda mais banais por tudo se passar num meio musical onde inevitávelmente levamos com a habitual banda-sonora ao melhor estilo Celine Dion versão oriental e onde não falta o momento de glória da protagonista.

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Uma coisa gira no entanto é realmente a transformação da actriz que faz de miuda gorda. O fato de obesidade com que a caracterizaram é realmente muito bom e temos que fazer pausa no dvd para nos certificarmos de que é realmente a mesma actriz quando esta depois a meio da história perde as dezenas de quilos a mais.

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CLASSIFICAÇÃO:
Apesar de tudo é uma boa comédia romântica.
Não tem nada que a destaque e por vezes torna-se bocejante e até irritante pela sua previsibilidade e falta de alma. Mas a maneira como trata o tema da obesidade e a sua relação com os estereotipos de beleza no mundo moderno dá-lhe uns pontos a mais.
É um filme fofinho mas ao contrário do habitual não agarra o espectador. Aposto que não irá agarrar nem aqueles que gostam de histórias de amor fofinhas, pois infelizmente o filme nunca se define bem. Não sabemos se pretende ser uma comédia (sem grande humor) , um drama telenovelístico, ou uma história de amor. Fica a meio termo entre todos os géneros e perde muito por isso.
De qualquer forma, trés tigelas de noodles porque é um daqueles filmes porreiros para ser visto com toda a familia num domingo á tarde quando estiver a chover.
No entanto poderá agradar áquelas pessoas que se identificarem mesmo muito com a protagonista e se assim for até podem acrescentar uma tigela á minha classificação.

noodle2.jpg noodle2.jpg noodle2.jpg

A favor: a maneira como o argumento trata a obesidade da protagonista nunca a utilizando para gags desumanizantes ou apenas rídiculos, o fato de miuda gorda está muito bem feito e nunca parece a mesma actriz quando a vemos depois já magrinha, tem alguns momentos de humor divertidos, é um filme romântico mediano mas que se vê muito bem.
Contra: o argumento é banal, os personagens são na sua maioria estereotipos que se perdem ainda mais na história completamente previsível, nunca se define se pretende ser uma comédia, um drama ou uma história de amor, é um filme musical sem nunca o ser na sua plenitude e se calhar deveria ter entrado mais por aí, a parte romântica não nos emociona e é pena.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER
http://www.youtube.com/watch?v=Cj4ZGKanyJ4&hl=pt-BR

200pounds-beauty_21

COMPRAR
http://www.play-asia.com/paOS-13-71-7h-49-en-15-200+pound+beauty-70-25gt.html

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0940642/

DOWNLOAD
http://www.movieloo.info/2009/07/200-pounds-beauty-2006-dvdrip.html

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Outros títulos românticos recomendados:

Be With You My Sassy Girl Il Mare The Classic Fly me to Polaris

Love Phobia concerto_capinha_73x cyborg_she_capinha_73x

ditto_capinha_73x midnightsun_capinha my_girl_and_i_minicapinha

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Ziphcomics – Novo website oficial

24, Outubro 2009 - Leave a Response

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Depois de muitos meses a pensar no assunto, posso informar que o website oficial das Aventuras do Príncipe Ziph já se encontra online em http://www.ziphcomics.net .
Ainda falta completar muitas secções mas a partir de hoje podem ir espreitando o local, pois em breve irei colocar por lá não apenas tudo o que se relaciona com o historial do projecto, mas também muitos icones, wallpapers e video tutorials sobre banda desenhada.
Espalhem o link pois agradeço toda a publicidade.
Agora já sabem porque não tenho escrito muito sobre cinema ultimamente. ;)

–//–

After many months thinking about it, i can now say that the oficial website for The Adventures of Prince Ziph is back online at http://www.ziphcomics.net .
Altough at this time is still a bit incomplete, soon you´ll be able to read the english version of the story, download the free pdf, get wallpapers and icons and see some video tutorials about my method of drawing and painting comics.
So please spread my link around and visit often. ;)

The Green Slime (The Green Slime) Kinji Fukasaku (1968) Japão

7, Outubro 2009 - Leave a Response

Se costumam visitar o meu outro blog “Universos Esquecidos” que por força da falta de tempo também tem andado um bocado esquecido já devem ter lido esta review, mas para toda a gente que ainda não reparou no filme fica aqui este re-post agora no Cinema ao Sol Nascente por muito estranho que isto lhes possa parecer.
Eu sei que pelas imagens do filme não se nota, mas a verdade é que ["The Green Slime"] é uma produção Japonesa do final dos anos 60, apesar de não irem encontrar um único japonês no ecrã. Na verdade estão todos dentro dos fatos de borracha que simulam as criaturas invasoras.

Este é não só um daqueles filmes do piorio, como também um verdadeiro antepassado de “Aliens” e “Armageddon“. Começa quando uma equipa de astronautas é enviada para destruir um asteroide em rota de colisão e acaba em cenas de porrada genialmente rídiculas em que uma estação espacial é invadida por uma quantidade enorme de alienígenas que se reproduzem de cada vez que são atingidos.
Os monstros são na realidade uma forma de vida indígena do asteroide destruído e entraram na estação porque um dos astronautas encontrou uma espécie de baba verde nojenta na superficie do rochedo e a trouxe para bordo quando regressaram da missão.
Naturalmente aquele green slime como seria de esperar, evolui até se transformar numas criaturas ameaçadoras que são uma espécie de polvo com muito olhos e não ficariam nada deslocadas num episódio do “Espaço 1999“.

Na verdade, pensando bem ["The Green Slime"], parece uma espécie de Espaço 1999 cheio de porrada mas em estilo Austin Powers e é talvez isso que hoje em dia ainda lhe dá mais encanto. E não falta sequer uma personagem semelhante á Dra Helena Russel mas em versão Bond-Girl.
É muito dificil descrever este filme a quem nunca o viu, pois ["The Green Slime"] é um daqueles produtos que se nota á distância que foi feito no final dos anos 60 devido ao seu estilo completamente psicadélico e muito groovy baby.  Garanto-vos no entanto que é muito divertido.

Estéticamente parece um episódio de Thunderbirds mas com actores de carne e osso em vez de marionetes com fios.
Embora na verdade não se note grande diferença.
É que os actores deste filme são verdadeiramente canastrões. E quando não são eles os canastros os figurantes tratam de os substituir ao andarem á deriva pelos cenários sem saber bem o que estão ali a fazer durante as cenas de acção. O que cria situações paralelas muito engraçadas, pois se repararem bem em alguns momentos de tensão, os personagens principais estão a dar tudo para parecer estar realmente em perigo, mas depois olhamos para os figurantes e nota-se perfeitamente o contraste pois a metade deles deve estar mais a pensar o que raio estão ali a fazer com aqueles capacetes de zundap na cabeça em vez de estar no quartel militar onde os foram buscar para brincar aos soldados espaciais.

Mas a coisa mais assustadora e realmente incrível deste ["The Green Slime"] nem sequer são os temíveis invasores alienígenas ou as estonteantes cenas de acção.
A coisa que mete mais medo, é o cabelo do heroi !
É que meus amigos, nem uma marionete dos Thunderbirds consegue ter um cabelo tão bem penteado durante o tempo todo.

E por falar em heroi, acho que nunca vi um gajo tão detestável e estúpido num filme espacial. Além de ser um autêntico porco chauvinista (mas elas gostam), é um verdadeiro fascista arrogante que toma as decisões mais hilariantes e contraditórias ao longo de toda a história sem se preocupar com o que acontece aos seus homens desde que o seu cabelo não perca o efeito de laca constante.
O tipo parece-se ligeiramente com uma mistura entre Charlton HestonRonald Reagan o que de certa forma até tem a ver com a personalidade do personagem.
Embora o gajo seja verdadeiramente detestável, não deixa de ser engraçado ver que nos anos 60 aquela composição de personagem seria o equivalente ao heroi do filme. E não é que o gajo se safa no fim e fica com a miuda ?

Tudo o que é mau em ["The Green Slime"] é aquilo que o torna num clássico absoluto e num verdadeiro representante daquilo que normalmente associamos aos clichés dos filmes de ficção científica clássica, monstros de borracha e miudas a gritarem.
E curiosamente mais uma vez, tudo aquilo que associamos a clichés do género acaba por estar, não num filme americano mas outra vez numa produção de fora dos Estados Unidos, tal como já tinha acontecido em “Planeta Bur“.
No entanto, isto é um filme absolutamente imperdível, pois momentos geniais não faltam e é um daqueles que merecem verdadeiramente o titulo de grande clássico do lixo. Ainda por cima é lixo bem produzido.

Os cenários são muito diversificados e óbviamente cheiram a cartão pintado por todo o lado, os efeitos especiais têm fios quanto baste e os monstros de borracha não poderiam estar melhor.
Agora, alguém me explica porque razão é que os soldados precisam de andar de carrinho de golfe nos corredores da estação espacial quando as distâncias são incrivelmente curtas e toda a gente passa por eles muito mais rápido seguindo a pé ? E porque é que os carrinhos de golfe têm um tubo de escape ?
Já lhes disse que o cabelo do heroi nunca se move ?

Ah e não percam também as cenas em que os herois com fatos espaciais atendem o telefone e comunicam encostando o auscultador ao capacete. Este futuro é só técnologia.
["The Green Slime"] foi uma produção que saiu no mesmo ano que “2001 Odisseia no Espaço” e é absolutamente notável constatarmos as diferenças estéticas entre ambos.

No meio de tudo isto não conseguimos deixar de nos espantar como o conceito de “Aliens” já estava presente neste ["The Green Slime"], pois todas as cenas de porrada nos corredores da estação remetem imediatamente para o filme de James Cameron o que dão actualmente uma nova vida a esta aventura espacial com espírito de Austin Powers.
E claro, as cenas no asteroide parecem uma versão antiga do filme “Armageddon” o que misturadas com o estilo “Aliens” dá origem a um produto muito engraçado.

No entanto nem tudo é bom porque é mau.
Há partes más que são realmente más e como tal contribuem para que ["The Green Slime"], não seja tão bom quanto deveria ser, sendo mau.
Faz sentido ?
O filme nem tem 90 minutos mas mesmo com tanta porrada ás vezes parece bem mais longo, talvez por esta não ter qualquer suspanse devido á sua ingenuídade e isso tornar redundantes algumas cenas que se calhar antigamente funcionavam, mas actualmente já estão extremamente datadas até mesmo para o espectador que como eu gosta deste tipo de filmes e normalmente se diverte com eles.

O facto de ser um filme japonês também lhe dá uma identidade um pouco indefinida, pois segue toda aquela estética de Godzilla mas tem um ritmo narrativo algo errático o que torna o facto dos actores serem todos estrangeiros, nomeadamente americanos, franceses e italianos num pormenor ainda mais curioso pois muitos parecem um bocado á deriva em todo o argumento e nenhum é usado plenamente, chegando alguns a ter menos tempo de ecran do que o próprio cabelo do heroi facho-chauvinísta.

Mas não deixem que isto os impeça de espreitar este ["The Green Slime"], pois é um verdadeiro filme de culto com quase tudo no lugar e onde nem faltam as estações espaciais penduradas por fios, as cenas de tiroteio no espaço ou os incendios no vácuo com as chamas a deslocarem-se para cima.
E claro, os diálogos atrozes e situações completamente ilógicas, que quase que tornam imprevisível aquilo que já se espera que vamos ver.

Uma nota curiosa também para o facto de já nesta altura terem arriscado um bocadinho de gore, com algumas cenas óbviamente contidas, mas que não deixam de criar um ambiente ainda mais campy que só fica bem a um filme que mete monstros horríveis a matarem pessoas em grandes quantidades.

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CLASSIFICAÇÃO:
Um verdadeiro filme de culto dentro da ficção científica clássica e tão ridiculo que se torna hipnótico.
Uma nota especial para a banda sonora verdadeiramente Austin Powers que lhes vai ficar na cabeça para sempre de tão má que é.
Apesar de muitas fragilidades merece quatro tigelas de noodles, pois é realmente uma peça única dentro deste género de cinema. Ainda por cima é outro produto oriental completamente desmiolado e só isso vale uma tigela adicional, portanto leva quatro e não trés.

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A favor: tudo é absolutamente mau e como tal tudo é bom, os cenários de cartão, os polvos de borracha, o conceito do green slime enquanto cena nojenta, as cenas de tiroteio no espaço com muitos fios e astronautas, as cenas ao estilo “Armageddon” na superficie do asteroide, é um antepassado do “Aliens” e nota-se, a música é do piorio, parece um episódio do “Espaço 1999” mas com porrada a duzentos á hora, os efeitos especiais são absolutamente maus e portanto isso é muito bom pois este filme não resultaria com efeitos a sério.
Contra: os actores são uns canastrões, o heroi é um machista facho da pior espécie e sem um pingo de empatia com o espectador, o ritmo narrativo do filme nem sempre resulta plenamente e muitas das vezes o filme arrasta-se um pouco até nas cenas de acção, a mistura entre o estilo japonês de fazer cinema e a tentativa de criar algo ao género de Hollywood não resulta plenamente.

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NOTAS ADICIONAIS:

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=g79_ljVC5Wk

Videoclip
http://www.youtube.com/watch?v=vKESo2ofEcw

Actualmente este é um daqueles filmes muito dificeis de encontrar em dvd e até mesmo em torrents só se arranja a versão ripada do canal Turner Classic Movies num formato pan&scan.
Por isso boa sorte e se conseguirem encontrar uma edição em dvd á venda digam qualquer coisa.

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0064393/

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Ame no machi (The Vanished) Makoto Tanaka (2006) Japão

28, Setembro 2009 - Leave a Response

Ao contrário do habitual, esta vai ser uma review pequena porque não existem practicamente fotografias nenhumas do filme na net para ilustrar profusamente este post como costumo fazer, mas também porque na verdade não há muito para dizer sobre este filminho de terror simpático além de uma coisa muito simples… METE CRIANCINHAS ARREPIANTES !

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Mete criancinhas arrepiantes e chega !
Portanto se gostam de filmes de terror com petizes inocentes assustadores e atmosferas infantis perturbantes então este filme é para vocês.
Não é um grande filme, não tem nada que o destaque ou sequer o eleve acima da mediania do que é habitual no cinema de terror japonês, nem sequer prega grandes sustos. No entanto tem uma atmosfera perturbante a fazer recordar um bocado o mesmo tipo de tensão que encontramos em clássicos como “Invasion of the Body Snatchers” e só por isso vale a pena ser visto por quem não dispensa um filme de terror com ambiente.
Já lhes disse que ["The Vanished"] mete criancinhas arrepiantes ?

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Essencialmente o filme narra os acontecimentos passados numa aldeia do interior do japão onde um dia 30 anos atrás um grupo enorme de crianças desapareceu misteriosamente para nunca mais ser vista.
Como esperam, eis que 30 anos depois as mesmas crianças regressam sem sequer terem envelhecido um ano e o mistério sobre o que lhes aconteceu adensa-se, o que leva um jornalista a tentar investigar o assunto.
Como não há muito mais para contar sem correr o risco de estragar o filme, fico-me por aqui.

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CLASSIFICAÇÃO:

Não é um filme brilhante, não tem nada que o distinga ou se sequer o eleve a algo mais do que uma boa história de terror mas é um produto muito interessante que vai agradar bastante a quem procura um pequeno filme que cumpre perfeitamente o seu propósito de inquietar o espectador enquanto dura.
Não ficará para a história, mas é uma boa adição para qualquer colecção de cinema de terror que se preze, especialmente se tal como eu, se arrepiarem com criancinhas de intentos sobrenaturais.
Duas tigelas e meia de noodles pois é bastante interessante e chega a assustar mais do que seria previsto tendo em conta que é apenas uma pequena produção sem nada que a destaque muito.

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A favor: tem criancinhas arrepiantes, tem uma atmosfera perturbante, consegue um par de momentos assustadores muito bons, tem uma excelente atmosfera de medo que passa bem para o espectador que se arrisque a ver este filme sózinho noite dentro (não vale ver isto com os amigos), a realização é segura sem precisar de muito mais para convencer ou ilustrar bem esta pequena história de medo.
Contra: não foge dos habituais clichés do cinema japonês que já vimos mil vezes, não tem grande imaginação no desenvolvimento da história, não contém nenhuma surpresa particularmente surpreendente, é uma pequena produção e nota-se porque se tivesse tido uma escala maior com mais actores poderia ter sido bem mais arrepiante e assim limita-se a usar bem os poucos meios que tem para nos provocar medo.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer:
(não se encontra em lado nenhum)

the-vanished01b

Comprar
Ainda estou a pensar se o irei comprar, mas se o fizer certamente irei comprá-lo aqui:
http://www.play-asia.com/paOS-13-71-7m-49-en-15-the+vanished-70-2ngh.html

Entretanto se o quiserem ver podem ir buscá-lo aqui ao Asian Space que já conta com uma boa colecção de filmes de que tenho falado no meu blog.

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0496223/

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Filmes semelhantes de que poderá gostar:

A Tale of Two Sisters Dark Water hanselgretel100x73 kairo73x100

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Taegukgi hwinalrimyeo (The Brotherhood of War/Irmãos de Guerra) Je-gyu Kang (2004) Coreia do Sul

28, Setembro 2009 - Leave a Response

Lamento o atraso na colocação de novas reviews, mas tenho andado muito ocupado a publicitar o meu trabalho de banda-desenhada (podem descarregar o PDF GRÁTIS no link do blog) e por isso apesar de ter visto inúmero cinema oriental nas ultimas semanas tem sido complicado arranjar tempo para escrever. Mas vamos a isto…

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Como eu tenho a mania de que não gosto particularmente de filmes de guerra, mantive este dvd na prateleira (literalmente) desde o último Natal pois apesar de o ter comprado na amazon.uk junto com mais um par de filmes orientais em promoção nunca tive muita vontade de o ver.
Agora que já o vi trés vezes em menos de cinco semanas, se calhar gostei mesmo muito mais disto do que alguma vez pensei que iria admitir.

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Antes de mais, se calhar é melhor dizer logo que este filme tem uma boa edição em dvd portuguesa e de certeza que ainda o encontram á venda nos cestos de promoções dos hipermercados e wortens, pois há alguns meses pelo menos aqui pelo Algarve eram aos quilos a menos de €5 na altura. E eu burro, nem assim comprei o filme, pois como já disse, parece que tenho a mania de que não gosto de filmes de guerra e não me apeteceu comprar o dvd.
Não sejam burros como eu e se encontrarem a edição portuga disto á venda sugiro que se joguem a ela pois ao contrário da edição inglesa que eu tenho, a portuguesa até trás extras e tudo.

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Rezam as crónicas que este filme foi criado pela mesma equipa técnica que produziu o impressionante “Assembly” e deixem-me dizer-vos que se nota !
Aliás, eu que fiquei absolutamente surpreendido com a escala épica das cenas de guerra desse filme posterior, devo dizer que se calhar ainda prefiro as sequências de batalha neste ["The Brotherhood of War"] pois têm uma atmosfera diferente, bem mais dramática, sangrenta e estão cheias de momentos politicamente incorrectos que certamente não se veriam num filme de guerra made-in-hollywood.

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Enquanto em “Assembly” a guerra era representada de uma forma épica com centenas de soldados aos tiros em ["The Brotherhood of War"] a violência é mostrada quase isoladamente num estilo caso a caso, criando um suspanse e uma angústia permanente no espectador pela quantidade de sequências com muito sangue, lutas corpo a corpo, tripas e baionetas quanto baste. Neste aspecto, o filme cumpre totalmente enquanto cinema de guerra e vão poder ver nele muita coisa que nunca viram mostrada desta forma.

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Isto não quer dizer que não tenha também os seus momentos épicos com imagens fabulosas. ["The Brotherhood of War"] está cheio de sequências com milhares de soldados em cenas de guerra grandiosas que irão agradar até ao mais devoto fã do Soldado Ryan.
Todo o filme tem um sentido épico único, até mesmo nas cenas em que não existe guerra no ecrã, isto porque cheira a super-produção por todo o lado e em cada frame que vemos temos sempre uma orquestração de personagens e ambientes em grande escala que não desapontará quem gosta de histórias maiores do que a vida.

taegukgi18

Mas a grande mais valia de ["The Brotherhood of War"], está no facto de apesar de ser um filme visualmente esplendoroso, nunca se esquece dos seus personagens.
Como sabem, quanto a mim um dos grandes trunfos do cinema oriental face ás modernas produções americanas está no facto dos orientais conseguirem sempre dotar de humanidade até o mais simples personagem e também aqui não é excepção, pois as sequências podem ser espectaculares mas muito dessa espectacularidade vem do facto de haver um grande suspanse perante o destino dos personagens, isto porque o espectador fica realmente a gostar daquelas pessoas.

taegukgi17

Outro grande ponto positivo é que em ["The Brotherhood of War"], não existem maus nem bons.
Aliás, duvido que este filme alguma vez pudesse ter sido produzido na América onde as audiências-teste ditam os resultados do que se vê no ecran.
Se ["The Brotherhood of War"] tivesse sido alvo de um desses testes, aposto convosco que mais de metade das audiências americanas a meio do filme já nem haveriam de perceber quem era o heroi.
E pior ainda, haveria de haver pessoas que ficariam muito baralhadas pois nesta história nada é o que parece e muitos dos twists de argumento em ["The Brotherhood of War"] seriam suficientes para fazer com que muita gente não gostasse do filme porque os herois “são maus”. Resumindo nesta história não há herois de guerra á americana e logo irão perceber o que quero dizer quando acompanharem esta história fabulosa.

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Estamos perante um grande filme de guerra, com guerra, mas também sobre a guerra e sobre o que esta pode fazer a pessoas simples quando são confrontadas com uma realidade da qual não podem escapar.
Custa-me estar aqui a escrever sem lhes revelar logo grande parte da história, por isso se calhar é melhor estar calado e não dizer muito mais. Apenas lhes posso garantir que ["The Brotherhood of War"] é tudo menos uma narrativa com uma estrutura previsível e é esse o seu grande trunfo.
Até mesmo quando parece que vai tomar o partido da Coreia do Sul e vilanizar a Coreia do Norte, o argumento volta a surpreender com um par de twists que os vão deixar agarrados á cadeira e a questionar tudo e mais alguma coisa a partir desse momento até ao final.

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Já agora uma nota muito positiva para a parte romântica da história.
Nunca paro de me surpreender como o cinema oriental consegue criar histórias de amor grandiosas recorrendo na sua maioria das vezes a pormenores minimalistas que quase nem se notam ou parecem ser particularmente importantes.
Em ["The Brotherhood of War"] a parte dedicada ao romance dos protagonistas nem deve ocupar ao todo dez minutos de ecran num filme que tem mais de duas horas e meia, no entanto se gostam habitualmente de cinema oriental romantico, sugiro que espreitem também este filme, mesmo até que nem gostem de cinema de guerra pois não se irão arrepender.
Há mais humanidade em 10 minutos de sequências emocionais envolvendo o pequeno romance dos personagens nesta história do que em muitas supostas histórias de amor saídas do mercado americano ultimamente e portanto posso garantir-vos que se procuram um bom filme de guerra com uma pitada (tão pequena que nem se nota) de romance quanto baste ["The Brotherhood of War"] é o vosso filme. Preparem os lenços de papel.

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Não posso deixar de falar também na fantástica banda-sonora deste filme. Na verdade não há muito para dizer, apenas que a música é perfeita para enquadrar todo o ambiente e faz um trabalho excelente na criação de emotividade em muitas sequências. Como tal se gostam de grandes partituras orquestrais épicas com um sabor melodioso intermédio vão adorar também a música que ilustra esta história.

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CLASSIFICAÇÃO:

Uma verdadeira surpresa e um dos melhores filmes com guerra que alguma vez vi. Provavelmente um dos melhores filmes de guerra de todos os tempos dentro do cinema comercial.
Joga perfeitamente com um sentido épico de espectáculo que nos diverte, horroriza e ao mesmo tempo nos emociona ao longo das suas duas horas e meia que passam num instante sem darmos por isso.
Cinco tigelas de noodles e um Golden Award porque este é um daqueles filmes que merece ser revisto.

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A favor: é assim que se faz um filme de guerra, mais uma vez o humanismo da caracterização dos personagens, o excelente trabalho de todos os actores com destaque para os protagonistas inclusivamente o actor mais velho, as constantes reviravoltas da história, a total variedade das sequências de acção que nunca se repetem ao longo de todo o filme, os fabulosos efeitos especiais a todos os níveis, ultra-violento e cheio de sangue e balas quanto baste, completamente politicamente incorrecto nos dias que correm no que toca á caracterização de “maus” e “bons”, contém uma minuscula mas inesquécivel história de amor que culmina num dos pontos altos de maior suspanse em todo o filme e os fará roer as almofadas, a banda sonora é excelente, fotografia idem, tem um ritmo narrativo perfeito que nunca se perde num emaranhado de sequências de guerra e onde há sempre espaço para os personagens respirarem, há já algum tempo que não via um filme Sul Coreano com uma cena de despedida numa estação de comboios e já estava a sentir falta disto. Ninguém filma cenas de despedida com comboios como os Sul Coreanos !
Contra: não escapa aquele estilo épico comercial a que inclusivamente estamos habituados no cinema americano no entanto neste caso isto nem sequer é algo particularmente negativo…apenas não me lembro de mais nada verdadeiramente detestável para referir. O estilo “fofinho” habitual nas histórias de amor orientais pode enervar quem não pode com isso apesar desta até ser apenas uma breve sequência.

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TRAILER

http://www.youtube.com/watch?v=DCnyJZafn-w&feature=related


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Comprar
Eu comprei esta cópia mas se estiverem em Portugal podem encontrar a edição extras a menos de €5 em promoções de supermercados.
http://www.amazon.co.uk/Brotherhood-DVD-Dong-Kun-Jang/dp/B000GCF890/ref=pd_bxgy_d_h__img_a

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0386064/

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Taiyô no uta (Midnight Sun) Norihiro Koizumi (2006) Japão

24, Agosto 2009 - Leave a Response

Não era minha intenção recomendar mais um filme romântico neste momento, mas para variar caiu-me em cima outra daquelas obras completamente inesperadas e como tal não posso mesmo deixar de falar de ["Midnight Sun"] porque este é mais um daqueles que não merece mesmo ficar esquecido e eu sei que vocês chegam a este blog á procura de sugestões de filmes românticos.

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Desculpem mas não consigo evitar.
Mais uma vez ainda o filme não tinha passado da primeira meia hora inicial e eu só pensava: -”Mas porque raio é que Hollywood não consegue fazer filmes assim ??!”
["Midnight Sun"] é mais um daqueles filmes que eu costumo adorar principalmente por uma razão que é aquilo que na minha opinião mais valoriza o cinema oriental romântico.
["Midnight Sun"] “não tem” história nenhuma !!!

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Explicando melhor…se entendermos por – ter uma história – que um filme normalmente siga sempre uma fórmula que envolva determinados elementos “dramáticos” então ["Midnight Sun"] é um vazio absoluto.
Neste filme não encontrarão:  triangulos amorosos, amores não correspondidos, relações proíbidas, ódio entre familias rivais, amores escondidos, amores proíbidos, inveja, intrigas amorosas, gajas más que estragam os namoros das amigas, gajos maus que são grunhos, traições, hormonas aos saltos, reconciliações ou sequer zangas de namorados.
Neste filme não encontram NADA !

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["Midnight Sun"] conta a história de uma adolescente que sofre de uma doença que não lhe permite apanhar a mais pequena réstea de sol e como tal toda a sua existência é feita de noite. Da sua janela consegue ver uma paragem de autocarro onde durante meses observa um rapaz desconhecido e inevitávelmente se apaixona por ele.
A miúda tem no entanto um sonho de ser compositora/cantora e de noite costuma ir para o meio de uma praça onde toca as suas canções para o vazio.

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Uma noite encontra o rapaz e declara-se a este que apesar de ficar muito surpreendido fica no entanto muito curioso sobre a rapariga. Inevitavelmente as coisas avançam para um namoro essencialmente nocturno até ao momento que os acontecimentos evoluem até ao habitual final á cinema romântico oriental do qual eu não vou agora revelar mais nada mas que certamente todos vocês já sabem qual é.
Acabou a história.
Não tem mais nada. Não esperem o habitual cliché dos filmes adolescentes ao estilo americano. Não irão encontrar aqui nem um vestígio de qualquer lugar comum que estão habituados a ver nas sopeiradas telenovelísticas que passam por cinema romântico com adolescentes nos EUA e arredores.

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Até mesmo naquilo que poderia ter desgraçado logo o filme se este fosse um produto americano, ["Midnight Sun"] mantêm a sua identidade e qualidade. Falo claro, da parte musical da história, do desejo da rapariga de um dia poder vir a ser cantora e gravar um disco com as suas composições.
Num filme para adolescentes americanos, isto levaria imediatamente ao habitual drama sobre a rapariguinha que queria ser famosa mas depois seria enganada por um produtor qualquer que lhe quereria saltar para a cueca , etc, etc, etc.

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Não em ["Midnight Sun"]. Neste filme não se passa nada disso. Toda a parte do argumento que foca o sonho da adolescente tem por base um tratamento emocional absolutamente discreto conseguindo transmitir ao espectador não uma imagem de um personagem que está a tentar ser famosa mas sim as emoções de uma rapariga que poderia ser nossa amiga e que a meio do filme já desejamos que ela tenha realmente sucesso sem que o realizador nos tenha conduzido “emocionalmente” pela mão. Em ["Midnight Sun"] ninguém nos “explica” como nos devemos sentir em relação aos personagens. A partir de certa altura damos apenas por nós a desejarmos poder também ser amigos daquelas pessoas e está aqui a grande magia deste pequeno filme.

MSun011

Tem também outra característica muito curiosa.
Para um ocidental, habituado ao estilo video-clip americano deste género de filmes de amor com adolescentes, um filme sobre música que não tem qualquer tique de videoclip MTV quase que não faz sentido.
Neste aspecto, ["Midnight Sun"] é quase a antítese do cinema para adolescentes imbecis, pois acima de tudo apresenta-nos uma história com adolescentes, também para adolescentes, mas trata toda a gente como adultos.
Ou seja, desde os personagens que têm uma caracterização profundamente humana até ao espectador que é tratado como um adulto seja qual for a idade de quem estiver a ver este filme, tudo aqui funciona para essencialmente contar a história da forma mais simples e sem artíficios possível.

MSun04

Como resultado disto, quando eu penso que este filme foi um grande sucesso no oriente inclusivamente junto do público adolescente quase que nem consigo acreditar numa coisa destas.
É que vocês sabem, se por exemplo um filme destes aparecesse em Portugal, podem ter a certeza que 99% do pessoal que  esgota as sessões dos “Transformers2″ e do “17 Again”  iria logo dizer que ["Midnight Sun"] era uma seca do “#$%&. Podem apostar.
Da mesma forma que nenhum puto (ou espectador de cinema de shopping-center) alguma vez irá acreditar que um filme como “In The Mood For Love” foi um sucesso comercial absoluto especialmente junto do público adolescente oriental, também aqui no caso deste pequeno grande filme romântico jamais o classificariam de outra coisa que não de filme de autor para intelectuais.

MSun05

["Midnight Sun"] não é de forma nenhuma um filme para adolescentes americanizados, é um filme musical cheio de alma que é a perfeita antítese de um “High School Musical” e o antídoto perfeito para quem já não acredita que se podem fazer filmes com adolescentes, sobre adolescentes e com música pop sem tudo descambar numa piroseira para criancinhas de hormonas aos saltos.
Não tem uma montagem estilo MTV, e na verdade ao longo das suas mais de duas horas até pode parecer por vezes um filme lento. Muito lento.
Lento mesmo.
É um daqueles filmes que não tem pressa de ir a lado nenhum, pois a sua magia nem sequer está na história por demais previsível, mas sim na humanidade dos personagens. É um daqueles filmes em que ficamos mesmo a gostar daquelas pessoas pois fazem-nos esquecer por completo que são actores a representar um papel.

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Neste aspecto nota alta para os personagens dos pais da rapariga. Ao contrário do que seria habitual num “drama” americano, estes não têm qualquer oposição ao facto da filha começar a gostar de um rapaz, mesmo quando ela tem aquele tipo de doença. Não esperem encontrar em ["Midnight Sun"] os habituais dramas de pacotilha ao estilo: – “afasta-te da minha filha”.
Aliás não esperem encontrar nada neste filme que esperam encontrar se o tentarem ver por um prisma de comparação com o cinema para adolescentes americanos.
Os personagens dos pais da rapariga são verdadeiramente únicos dentro deste estilo de histórias e a maneira como estes são usados para ainda tornar mais emocional todo o drama é absolutamnte notável, pois o próprio facto daquelas pessoas nunca entrarem nas histerias telenovelisticas a que estamos habituados torna-os absolutamente humanos nas cenas em que precisam de nos transmitir as suas emoções. Tudo num trabalho cinco estrelas dos próprios actores que á força de parecerem ter personagens que não servem para muito, acabam por potenciar tudo aquilo que o espectador depois irá sentir no final perante o desenlace da história de amor dos dois adolescentes principais da história.

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Eu sei que o texto já vai longo, mas não posso terminar sem referir aquilo que é verdadeiramente um personagem á parte dentro do filme; as próprias imagens e ambientes presentes em cada fotograma. Não porque nos mostram paisagens fabulosas, mas porque conseguem criar um ambiente intimista que ao mesmo tempo romantiza ainda mais a história e cria um pequeno mundo á parte dentro do mundo fechado em que a protagonista do filme é obrigada a viver.
Vão adorar a discreta fotografia deste filme e ainda vão descobrir um par de imagens inesquecíveis, nomeadamente a que envolve gira-sois e mais não digo, pois tal como no também japonês e fabuloso “Be With You” também em ["Midnight Sun"] esta flor tem um significado muito importante e que dota toda a história de uma poesia extra que se calhar nem seria necessária mas que uma vez no ecran vos vai fazer recordar este filme por muito mais tempo.

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CLASSIFICAÇÃO:

Mais uma história de amor fantástica pela sua simplicidade.
Não há muito mais a dizer sobre este filme e só não lhe dou melhor nota porque a sua história base não foge muito ao habitual lugar comum deste género de histórias dentro do cinema oriental.
É no entanto um filme indispensável para quem gostar de boas histórias de amor e quiser ver mais uma que certamente não irá esquecer e onde a poesia da mesma compensa todas as suas pequenas falhas que nem sequer são muitas.
Quatro tigelas de noodles.

noodle2.jpg noodle2.jpg noodle2.jpg noodle2.jpg

A favor: é assim que se faz um filme musical com adolescentes, mais uma vez o humanismo da caracterização dos personagens, o excelente trabalho dos actores que se apagam dentro das pessoas que incorporam nesta história, os pequenos pormenores românticos que percorrem todo o filme, a simplicidade das sequências musicais que nos fazem esquecer por completo que este até é um filme com música e adolescentes, a banda sonora, a simplicidade da história e do seu desenvolvimento, é o filme perfeito para quem já não podem mais com fitas de adolescentes americanos, o trabalho do realizador é discretamente notável, a maneira como os ambientes se tornam num personagem á parte, é um filme sem pressa com uma atmosfera contemplativa intensamente triste e poética ao mesmo tempo a fazer lembrar o melhor de “Il Mare“, é um filme com adolescentes para adolescentes sem insultar a inteligencia do espectador, irá agradar a todas as idades, os girassois no final.
Contra: a história base poderia ter sido mais inovadora, poderá ser um filme demasiado contemplativo para quem estiver habituado a uma montagem mais estilo “Michael Bay”.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=gqpKakxKKr4

MSun01
Comprar
O filme está absolutamente barato na Play-Asia numa edição com um DTS excelente por isso pessoal é aproveitar porque este é um daqueles filmes que merece ser ouvido com um som em condições e visto numa cópia a sério.
http://www.play-asia.com/paOS-13-71-7j-77-1-49-en-15-midnight+sun-70-1zf9.html

Podem sacar o filme para espreitarem no excelente AsianSpace blog, mas atenção que a cópia lá disponibilizada é mesmo muito, muito fraca e inclusivamente está ripada no formato errado. Só o conseguirão ver em 16:9 se configurarem o vosso dvd para 4:3 e simularem as barras em cima e em baixo.
Se viverem em Portugal também não irão gostar nada da legendagem em Pt do Brasil pois está tudo num calão demasiado “galera” e isso aos olhos de muitos de nós aqui do outro lado do oceano pode tornar-se extremamente enervante pois quase dá cabo da intensidade dramática da história pelo “colorido tropical” das legendas que se torna quase insuportável.

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0844347/

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Outros títulos românticos recomendados:

Be With You My Sassy Girl Il Mare The Classic Fly me to Polaris

Love Phobia concerto_capinha_73x cyborg_she_capinha_73x

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