Parang-juuibo (My Girl & I) Yun-su Jeon (2005) Coreia do Sul

1, Julho 2009 - Leave a Response

Hoje está a apetecer-me estragar-lhes um filme todo.
Vamos então começar esta review de uma maneira diferente.

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["My Girl & I"] conta a seguinte história. Dois pontos:
Algures num liceu da Coreia do Sul um rapaz apaixona-se por uma colega de turma e vivem dias de felicidade até ao momento em que a rapariga adoece gravemente com leucemia e morre, fazendo com que o rapaz mesmo passados muitos anos nunca consiga esquecer aquele primeiro amor até aos dias de hoje.
Acabou o filme.

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Agora que já lhes estraguei todas as surpresas da história e lhes revelei a parte central do seu argumento, já podemos deixar para trás esse pequeno pormenor pois como dizia a outra senhora – isso agora não interessa nada.
Se procurarem pela net, irão ver que muita gente ficou decepcionada com ["My Girl & I"], acusam o filme de não ter um pingo de imaginação e de ser o habitual pastel lacrimejante formulático dentro do género romântico-teen Sul Coreano onde nem falta o final com a rapariguinha a morrer de leucemia para fazer chorar as plateias.
Até podem ter razão mas, na minha opinião penso que o facto de apenas terem olhado o filme por esse prisma os impediu de perceber (e sentir) que na realidade ["My Girl & I"] apesar dos clichés tem no entanto algo mais para dar ao espectador.

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Tal como em “Fly Me to Polaris“, também aqui este realizador conseguiu criar um produto com muita identidade e cheio de personalidade usando apenas material do mais piroso e previsivel que lhe caiu nas mãos.
Nas mãos de outra pessoa, um argumento tão vazio quanto este poderia ter dado origem a um filme banal mas penso que isso não aconteceu de forma alguma, pois tudo aquilo que tem em falta no seu argumento, é plenamente compensado nos seus detalhes.
Este não é um filme para ser visto pela história, embora esta nem seja má de todo pois está bem executada mas é uma obra para ser disfrutada pela atmosfera.

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Tal como um bom poema se pode definir pela sua alma, construção frásica e uma boa dose de emoção genuína que toque o leitor nos locais certos mesmo que o texto tenha por tema uma aparente banalidade qualquer, também em ["My Girl & I"] o que conta são os pequenos pormenores que lhe dão aquilo que falta na história, como se esta fosse apenas uma tela onde o que conta são os detalhes e não o que aparenta lá estar á primeira vista.
Isto é dificil de explicar, mas esta história sente-se precisamente pelos pequenos toques de magia aqui e ali ao longo do filme e que compensam plenamente a banalidade e previsibilidade do que se passa na vida dos personagens.

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Não há nada aqui que não tenha já sido visto antes pois parece um cruzamento entre “The Classic” com “Il Mare“, “Fly Me to Polaris” e um bocadinho da tristeza e melancolia de “The Floating Landscape” visto que “rouba” cenas a todos eles. No entanto consegue apesar de tudo ter uma identidade própria por estranho que pareça, muito graças a sua excelente fotografia e atmosfera juvenil contagiante.
Para começar, quem gosta de filmes passados á beira-mar vai adorar o ambiente de ["My Girl & I"].
As paisagens costeiras fazem lembrar a atmosfera de filmes como “The Big Blue/Le Grand Bleu” o fabuloso épico aquático-intimista de Luc Besson e todo o filme tem paisagens naturais absolutamente lindissimas. Estranhamente não se encontram fotografias nenhumas dessas imagens de ["My Girl & I"]  na net por isso terão de confiar no que lhes digo. Se gostam de mar, têm aqui o filme com o fundo perfeito para vocês.

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Aliás atmosféricamente falando, macacos me mordam se ["My Girl & I"] também não faz lembrar o melhor de coisas como “O Verão Azul” pelo seu ambiente juvenil muito natural e onde o drama e a comédia se equilibram perfeitamente por entre paisagens junto ao mar, farois e pores-do-sol quanto baste.
Para este resultado muito contribui também o trabalho do realizador que entre um estilo câmara na mão quase documental e o mais tradicional nos dá alguns dos melhores enquadramentos de paisagens naturais no cinema comercial Sul Coreano, talvez desde “Il Mare” onde cada detalhe da natureza é usado para criar autênticos retratos em movimento.

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Portanto quando temos um filminho tão simpático assim e ainda por cima, este nos dá belíssimas imagens muito bem enquadradas a todo o instante quanto a mim é absolutamente redutor atirar pedras a ["My Girl & I"] só por causa da sua história previsível e por ser um romance teen.
Afinal o cinema não é só a história de cada filme e neste caso quanto a mim, estamos na presença de mais um daqueles raros produtos ultra-ultra-ultra comerciais que no entanto funcionam plenamente não só enquanto história de amor para e com  adolescentes mas também para quem procura um pequeno filminho cheio de alma e onde a poesia está onde menos se espera.

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E mais uma vez, estamos na presença de uma história de amor que acaba por nos tocar sem precisar de meter “i love you” a todo o instante na boca dos personagens.
Curiosamente vocês não sabem, mas ["My Girl & I"] é um remake de outro filme. Um filme japonês intitulado “Crying Out Love in the Center of the World” e que segundo consta foi um êxito estrondoso no Japão, também por adaptar um dos livros românticos mais famosos por aquelas bandas.
Por isso…não deixa de ser interessante, agora o remake ser acusado de falta de originalidade quando no fundo parece que a fórmula Sul Coreana para cinema romântico, também parece ter ido beber ao mesmo texto japonês anos atrás.

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Irei em breve falar aqui também de “Crying Out Love in the Center of the World” e só não o fiz ainda porque preferi começar pelo remake Sul Coreano. Na verdade acho que ainda não cheguei a conclusão nenhuma sobre o original pois ao contrário deste ["My Girl & I"], pareceu-me ter demasiados tiques de cinema de autor que seriam excusados e por isso apesar de agora o seu remake Sul Coreano ter aligeirado o tom e tornado toda a história mais comercial, penso que ganhou pontos em relação ao original que na minha opinião parece levar-se demasiado a sério.

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Onde este remake fracassa em absoluto é naquilo que é o coração de “Crying Out Love in the Center of the World“. Quase no final da história um dos momentos altos é uma simples cena de um beijo dos protagonistas através de uma cortina de plástico transparente. No filme original essa sequência subitamente dá vida a um filme que até aí nos parecia demasiado estéril e consegue fazer-nos gastar lenços de papel, fronhas de almofada e rolos de cozinha em breves segundos.

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Coisa que não acontece minimamente em ["My Girl & I"] e deveria ter acontecido. Essa importante cena no remake que supostamente seria o ponto alto do filme nem sequer é particularmente tocante e achei isso muito surpreendente, sendo a única coisa que realmente me decepcionou. Especialmente porque ao contrário do original japonês, ["My Girl & I"] tem dezenas de pequenos momentos poéticos e emotivos espalhados ao longo das imagens e por isso esperava  mais da cena mais importante em toda a história, porque toda essa envolvência ao longo do filme parecia estar a conduzir o espectador até esse momento.

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No entanto, apesar desse pormenor, ["My Girl & I"] compensa plenamente essa falha em tudo o resto e sendo assim na minha opinião é mais um daqueles filmes que deve fazer parte da dvdteca de quem gosta de cinema romântico sul coreano e onde os adolescentes não são mostrados como imbecis a todo o instante.
Não é Cinema com “C” grande, não vai mudar o mundo, não anda a ser recomendado por toda a gente, mas é um pequeno (quase grande) filme cheio de poesia visual e com uma atmosfera fantástica completamente recomendável a todos vocês que parecem triplicar-me as visitas ao blog sempre que eu coloco aqui uma review de um filme romântico oriental.
Por isso, meus amigos se quiserem mais um filminho bonito pura e simplesmente, sem mais nem menos nem pretenções a grande obra,  atirem-se a este também.

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CLASSIFICAÇÃO:

Mais um daqueles filmes aparentemente banais na sua forma, embora cheios de pequenos momentos com muita  alma e como tal recomenda-se em absoluto apesar de ser um auténtico plágio dos melhores e mais conhecidos filmes românticos Sul Coreanos. Mas não é que resulta ?
Não será um grande filme e é cinema ultra comercial por isso se tiverem algum problema com isso não irão gostar deste.
Curiosamente não gostei muito do filme quando o vi pela primeira vez, mas fiquei sempre com vontade de lhe dar uma segunda oportunidad e ainda bem que o fiz pois cada vez que o revejo parece que descubro nele mais um pormenor que me agrada. Pessoalmente recomendo-o sem qualquer reserva, pois este é um daqueles tão simples e ingénuos que se torna absolutamente cativante.

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A favor: a atmosfera visual é máginifica, excelentes enquadramentos e um uso perfeito das paisagens naturais, está cheio de pequenos pormenores poeticos apesar dos clichés, tem um sabor a Anime apesar de não ser um desenho animado pois alguns dos personagens parecem bonecos de um Manga, a banda sonora é fofinha e por isso perfeita (apesar das músicas em inglés no trailer (?!)), é um remake quase fiel ao original japonês e na minha opinião o facto de ser bem mais comercial enquanto filme só lhe faz bem.
Contra: A história de amor secundária envolvendo o avô do protagonista parece um plágio de “The Classic” onde nem falta a cena da despedida no comboio, o filme deveria ter tido mais dez minutos para desenvolver esse segmento secundário pois sente-se ali a força que deveria ter tido e não foi utilizada (mas não se deixem desmoralizar por isto pois essa parte dá imensa vida ao filme apesar de tudo), a sequência do beijo através da cortina de plástico não tem nem sequer metade do impacto e da emoção presente no filme original japonês de que este é um remake.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER
http://www.youtube.com/watch?v=2xv8v1eNk5Y

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COMPRAR
Podem comprá-lo também na Play-Asia como de costume numa edição também baratinha.
http://www.play-asia.com/paOS-13-71-7h-49-en-15-my+girl+%26+i-70-1czl-43-9.html

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0488177/

Podem vê-lo online neste site que contém alguns filmes para verem na net de borla.
No entanto, não recomendo que o façam pois este filme tem muito a ganhar quando visto num ecrã a sério e não deve ser de forma alguma visto num browser.
http://www.koreanmovie.com/My_Girl_and_I_movie_videos280/

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Outros títulos românticos recomendados:

Be With You My Sassy Girl Il Mare The Classic Fly me to Polaris

Love Phobia concerto_capinha_73x cyborg_she_capinha_73x

ditto_capinha_73x

Natural City an_empress_capinha_73x The Promise

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BANDA DESENHADA

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Yeonae soseol (Lover´s Concerto) Han Lee (2002) Coreia do Sul

29, Junho 2009 - One Response

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Jack trabalha no McDonalds onde passa o dia a atender clientes ao som da última musica pop da Hanah Montana e vive uma vida saída de um teledisco onde tudo é jovem, muito cool e cheio de rebeldia. Claro que Jack também adora desporto e não perde um jogo de futebol americano na televisão.
Um dia Jack conhece Mindy e Cindy que por acaso entram no McDonalds para comprar Coca-Cola e imediatamente se apaixona por Cindy a mais tímida das duas raparigas. Tímida mas nem por isso menos na moda pois Cindy tal como Mindy envergam o último grito fashion teen. Mas enquanto Mindy apresenta-se com um estilo punk inspirado na melhor moda tipo geração rebelde, Cindy é o espelho da jovenzinha intelectual mas nem por isso menos sexy.
Num acto tresloucado de rebeldia juvenil Jack manda o patrão para o caraças ao mesmo tempo que debita uma daquelas frases emblemáticas para a câmara e cheio de estilo enceta uma perseguição pela cidade ao som de outra música pop enquanto segue as duas jovens que entretanto sairam do McDonalds mas entraram no Burger Ranch.
Quando as encontra de novo Jack em grandes planos de câmara lenta dá-se a conhecer de corpo inteiro de modo a que o espectador possa perceber bem que marca é que ele veste. Claro que o look boys-band do rapaz é suficiente para que Cindy imediatamente se apaixone por ele.
Então os trés começam a sair juntos, (ao som de mais música pop claro) e o inevitável acontece, claro que Mindy também se apaixona por Jack e surge o óbvio triangulo amoroso. Um dia Cindy apanha Jack a beijar Mindy e acaba tudo com ele.
Claro que Mindy estava só a curtir com Jack para fazer ciumes á amiga e este apercebendo-se disso resolve tentar fazer as pazes com Cindy que entretanto tinha ido parar ao Hospital porque estava muito deprimida por ter acabado o namoro.
Jack então faz-lhe uma serenata e diz muitas vezes “i love you”, esta cura-se de todas as maleitas e eles vivem felizes para sempre. The End.
Ao som de outra musica pop claro.

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A esta altura vocês já devem estar a pensar que eu me passei de vez.
Que isto de estar meses sem escrever no blog e a fazer banda desenhada me deu cabo da mona por completo.
Ainda não flipei.
Vou falar-vos de ["Lover´s Concerto"] e o que escrevi atrás tem uma razão de ser.
Se alguma vez houve uma obra que espelha bem a extraordinária diferença entre um filme romântico com adolescentes made-in-Hollywood e um filme romântico com adolescentes feito na Coreia do Sul, então ["Lover´s Concerto"] é esse filme.

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Imaginem prácticamente a mesma história que lhes contei acima com os habituais tiques Hollywoodescos mas retirem-lhe todos os clichés que estão habituados a encontrar no cinema pseudo-romântico para adolescentes americanos e encontrarão uma história com uma identidade absolutamente real em que nos esquecemos por completo que estamos a ver actores a representar um papel.
Mesmo sendo um filme que nem sequer tenta particularmente fugir aos habituais clichés dentro do próprio cinema comercial romântico Sul Coreano ["Lover´s Concerto"] é um produto com alma e desta vez nem sequer é por causa da história pois pessoalmente nem a achei particularmente interessante.

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Tem no entanto uma coisa extraordinária e que justifica plenamente a sua visão por quem gosta de cinema romântico sul coreano. O trio de protagonistas tem um carísma absolutamente perfeito e desde o primeiro minuto em que se encontram nos parecem pessoas reais e não os habituais adolescentes formatados para encaixarem em todas as étnias de modo a não insultarem nenhuma raça ao exclui-la da história.
Em ["Lover´s Concerto"] nenhum dos adolescentes nos parece um personagem de cartão.
Não falam de maneira cool a todo o instante, não se vestem para nos vender a roupa da moda e muito menos ouvem qualquer música pop para nos vender discos e nenhum deles tem um amigo (como personagem secundário) de uma étnia que esteja na moda não descriminar.

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Além disto, ["Lover´s Concerto"] difere também no próprio estilo de filme romãntico, pois na verdade por muito cliché que seja, acaba por contornar todos os lugares comuns ao apresentar o romance mais como consequência de uma grande amizade do que própriamente como sendo a habitual paixoneta teen ou o amor impossível menino-pobre-menina-rica que vemos nos produtos americanos.
Se alguma vez procurarem um filme romântico em que o verdadeiro amor representado no filme está na amizade das trés personagens que compõem um triangulo amoroso, não procurem mais longe.

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É uma história de amor em que na realidade o amor é quase secundário face á força da amizade que une os personagens e está aqui a força deste argumento.
Um argumento que nem sequer tem muito para contar, mas consegue fazer-nos pensar no que será verdadeiramente amar alguém sem precisar de nos espetar com esse tema de forma óbvia em diálogos de telenovela.
Os Sul Coreanos são mestres em fazer histórias de amor em que raramente se ouve alguém dizer “amo-te”.

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Ao contrário dos argumentistas Americanos, os Sul Coreanos parecem há muito ter descoberto que o espectador consegue mais sentir uma emoção contida num personagem do que sentimos alguma coisa ao assistir a intermináveis linhas de diálogo em modo histérico adolescente estilo telenovela que faz com que todos os supostos filmes românticos teen saídos de Hollywood sejam habitualmente intragáveis para o público mais velho.

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Quanto a mim uma das grandes virtudes do cinema Sul Coreano é a de conseguir produzir filmes românticos com adolescentes, para adolescentes, mas que contêm sempre muitas camadas (ás vezes até bem filosóficas) para além daquilo que seria de esperar e neste caso ["Lover´s Concerto"] não é excepção.
Não é de forma alguma a melhor história de amor oriental que poderão encontrar, mas poderá ser talvez a melhor e mais humana história de amizade/amor(?) entre adolescentes no mercado dvd dentro do estilo asiático.

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Também não será um grande filme. Não tem nada que o distinga na sua realização de outros tantos produtos do género.
Se calhar apresenta-nos um universo tão real que quase nos faz esquecer que tem um design de produção e muito trabalho de fotografia por detrás. Isso acaba por ser um trunfo mas também ao mesmo tempo será aquilo que o faz parecer um produto normal. No entanto é um daqueles filmes em que o realizador não teve problemas em desaparecer para dar lugar aos personagens da história.
Tirando os trés extraordinários protagonistas com os seus personagens humanamente perfeitos ["Lover´s Concerto"] não parece ter muito mais para nos deslumbrar. No entanto, acreditem, chega perfeitamente e é essa a sua mais valia.

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Tem inevitávelmente um twist na sua história, mas tenho que confessar que não me surpreendeu particularmente da primeira vez que o vi. Não porque o tivesse adivinhado, mas porque na verdade acho que nem reparei nele pois a segunda metade do filme torna-se algo fragmentada e se não estivermos com atenção podemos perder muito daquilo que seria o impacto final da história.
Um conselho…estejam muito atentos aos nomes dos personagens e decorem bem cada um. Isso ajudar-vos-á a seguir como deve ser o segmento final.

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["Lover´s Concerto"] é um daqueles que recomendo pela sua humanidade, pois acreditem-me que vão gostar muito daqueles personagens. É uma história humanamente muito bem escrita e onde até nos consegue fazer sentir uma grande empatia pelo personagem mais terciário que se envolve lateralmente á história principal. E não posso dizer mais nada para não estragar o filme. Não é nenhuma surpresa mas é mais um daqueles pequenos momentos que enriquecem humanamente o argumento.

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Deixo-vos apenas com uma pequena nota triste. Uma das actrizes do filme, que vêem na foto acima suicidou-se há um par de anos surpreendendo toda a gente e deixando a Coreia do Sul em estado de choque. Segundo consta devido a uma depressão e por amor.

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CLASSIFICAÇÃO:

Um filme indispensável em qualquer dvdteca de cinema romântico Sul Coreano apesar de não ser uma obra extraordinária dentro de uma conotação mais cinéfila intelectual-de-café.
É um filme simples, cheio de lugares comuns, mas que conta com trés dos melhores personagens adolescentes que poderão encontrar no cinema romântico oriental e é uma história de amizade perfeita que se calhar ainda fará pensar um espectador ou dois.
Ao contrário do que acontece nos filmes pseudo-românticos com adolescentes made-in-Hollywood ["Lover´s Concerto"] tem muita alma e irá agradar até ao público mais velhinho.

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A favor: o humanismo da história, a sua simplicidade é viciante, os personagens são totalmente carismáticos e parecem pessoas verdadeiras, o trabalho dos actores é extraordinário na sua simplicidade e esquecemo-nos por completo que estão a representar, a pequena história de amor paralela com uma das irmãs de um dos personagens principais resulta plenamente apesar da sua brevidade e extrema simplicidade, tem um twist fixe no final embora não seja nada do outro mundo, faz-nos pensar no conceito amizade/amor sem sequer meter “i love you” a todo o instante.
Contra: visualmente não tem nada de extraordinário ou sequer de muito cinemático, a segunda metade da história parece correr demasiado depressa e as motivações dos próprios personagens não nos parecem tão reais quanto na primeira metade, o final tem um tom estranho que faz com este pareça pertencer a um filme completamente diferente e com isso quebra bastante do impacto emocional que ["Lover´s Concerto"] merecia ter tido.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER
http://www.youtube.com/watch?v=obdytjJPdDg

concerto10_capa

COMPRAR
Eu comprei esta. Não é propriamente uma edição espantosa a nivel de imagem mas tem um Dts excelente e um making off porreiro.
http://www.play-asia.com/paOS-13-71-7l-77-b-49-en-15-lover%B4s+concerto-70-9bp.html

IMDB
Não recomendo que espreitem o imdb antes de verem o filme, pois algumas reviews podem estragar-lhes todas as surpresas da história.

http://www.imdb.com/title/tt0328675/

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Outros títulos românticos recomendados:

Be With You My Sassy Girl Love Phobia

Il Mare The Classic Fly me to Polaris

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BANDA DESENHADA

BANNER_ZIPH_CINEMASIATICO

Il Mare, Windstruck e Cyborg She com legendas em PT

22, Junho 2009 - One Response

Descobri que o  blog Asian Space disponibilizou para download COM LEGENDAS EM PORTUGUÊS (do Brasil)  alguns dos filmes que tenho comentado.
Não vão poder contar com o mágnifico som DTS ou 5.1 original e infelizmente terão que ver os filmes só em Stereo 2.0.
Pessoalmente eu não trocava os originais em dvd por cópias em 2.0 mas quem precisa de legendas em Pt não terá grande escolha.
Sendo assim, recomendo que vão buscar os filmes.

Il Mare
IL MARE” que podem ir buscar AQUI mas antes leiam a minha review.
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WINDSTRUCK” que podem ir buscar AQUI mas antes leiam a minha review.

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My Sassy Girl
MY SASSY GIRL” que podem ir buscar AQUI mas antes leiam a minha review.

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cyborg_she_capinha_73x
CYBORG SHE” que podem ir buscar AQUI mas antes leiam a minha review.

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IN THE MOOD FOR LOVE” que podem ir buscar AQUI mas antes leiam a minha review.

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an_empress_capinha_73x
AN EMPRESS AND THE WARRIORS” que podem ir buscar AQUI mas antes leiam a minha review.

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The Promise
THE PROMISE” que podem ir buscar AQUI mas antes leiam a minha review.

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Natural City
NATURAL CITY” que podem encontrar AQUI mas antes leiam a minha review.

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RE-CYCLE” que podem encontrar AQUI mas antes leiam a minha review.

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A Tale of Two Sisters
A TALE OF TWO SISTERS” que podem encontrar AQUI mas antes leiam a minha review.

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SO CLOSE” que podem encontrar AQUI mas antes leiam a minha review.

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A Chinese Tall Story
A CHINESE TALL STORY” que podem encontrar AQUI mas antes leiam a minha review.

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CASSHERN” que podem encontrar AQUI mas antes leiam a minha review.

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As Aventuras do Príncipe Ziph – BD completa com 200 páginas

13, Junho 2009 - Leave a Response

Olá a todos, demorou mas parece que consegui e a minha banda-desenhada de fantasia está finalmente terminada.
Após cinco anos a desenhar,deixo-vos o resultado final da minha Bd a ser editada em breve no formato hardcover.
Poderão encontrar mais detalhes sobre o projecto nas páginas finais do livro quando clicarem na capa.

Nota: as pranchas que agora podem ler se clicarem na capa acima, são de uma versão ainda não totalmente corrigida por isso poderão encontrar algumas gralhas ortográficas ou letras em falta.
A versão final que enviei agora para impressão do livro já se encontra sem problemas.
Se tudo correr bem esta Bd, estará  á venda na Amazon.com dentro de algumas semanas.

Sendo assim, eu sei que isto não tem a ver com cinema oriental, mas…como terminei a Bd, isso significa que dentro de alguns dias estarei de volta aqui ao blog com novas reviews de cinema asiático.
Entretanto vão lendo a minha bdzinha fachavor e têm muito para ler afinal são 200 páginas desta coisa. ;)

Luis

Fantasporto edita cinema oriental em DVD com legendas em Pt.

21, Abril 2009 - One Response

MÁS EDIÇÕES de (bom) CINEMA ORIENTAL
lançadas em Portugal.

(Actualizado a 25-4-09 – ver mais abaixo)

Não sei se já notaram mas sairam agora alguns excelentes titulos orientais em edição portuguesa.
Finalmente alguém reparou que pelo visto o cinema oriental não são só filmes do Jackie Chan made in Hollywood e apareceram no mercado português alguns titulos do melhor que há por aí sem ser apenas filmes de porrada.

A Zon Lusomundo aliada ao nome do Fantasporto lançou uma pequena colecção de comemoração dos 30 anos de existência do festival e nela se incluem edições portuguesas de filmes como por exemplo o excelente e muito atmosférico Natural City ou também outro bom exemplo da ficção cientifica oriental 2009 Lost Memories. Dois titulos muito recomendáveis para quem gosta de ficção-cientifica com cérebro sem dispensar boas sequências de acção quanto baste.
Além destes ainda podem contar também com mais uns titulos entre os quais mais um bom filme de Takashi Miike – Visitor Q de que falarei em breve por aqui.

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No entanto como nem tudo são rosas, mais uma vez em Portugal levamos com outra edição “á portuguesa”.
Já anos atrás havia uma colecção de VHS de filmes do Fantasporto com uma qualidade técnica que deixava mesmo muito a desejar e pelo visto agora a sina repete-se com estas edições em dvd.

Para quem tem acompanhado as minhas reviews e só ainda não viu muitos dos filmes que eu tenho recomendado porque não sabe ler inglés e gostaria de ter oportunidade de os ver legendados em Português, por um lado está com sorte pois finalmente temos Natural City e 2009 Lost Memories com(excelente) legendagem em Pt disponivel no nosso país, mas por outro vai ter que se contentar com uma edição menor e muito pobrezinha em todos os aspectos destes filmes.

2009_memorias_perdidas

Senão vejamos, no caso da edição PT do “2009 Lost Memories” a qualidade de imagem é absolutamente atroz. Uma falta de nitidez impressionante e de cada vez que há mais movimento no ecran topam-se os pixeis da codificação da imagem ao longe. E se vocês o virem num projector com um ecran de tamanho considerável até se vão passar com a falta de qualidade desta edição portuguesa. Parece um mau dvd-rip sacado num torrent qualquer.
E como se isto não bastasse, podem esquecer o incrivel som 5.1 e também o DTS das edições orientais compradas na china ou na coreia do sul. Em Portugal o consumidor leva outra vez com um simpático 2.0 e pronto.
Pronto mesmo.
Não há mais nada no dvd. E podem esquecer qualquer extra também, pois a edição Pt da colecção do Fantasporto nem sequer tem um menú atraente quanto mais conteúdos adicionais. Pelo aspecto da coisa muita sorte haver menu no disco.

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E o mesmo vale para a edição Fantasporto do “Natural City”.
Começa logo bem com o titulo portuga a ser “2080 Amor Cibernético” que soa assim como se fosse uma canção do Toy mas pronto…até passava…

2080_amor_cibernetico

No entanto depois levamos com um Dvd totalmente descaracterizado gráficamente contendo o som apenas em 2.0 e claro que extras nem pensem sequer nisso.
No entanto, comparado com o dvd do “2009 Lost Memories”, ao menos em “Natural City” temos direito a uma imagem melhorzinha. No entanto não lhes aconselho a verem esta edição portuguesa num projector…vão por mim.

Como é que isto é possível ? Seriam os direitos de distribuição destes filmes algo tão incomportável que impediram que o Fantasporto os conseguisse editar em Portugal nas condições que deveriam ter tido ? É que todas as edições têm um aspecto tão franciscano que se não fosse pela excelente legendagem em pt de ambos os titulos, eu recomendaria antes que vocês sacassem um dvd rip destes titulos de qualquer torrent.

A edição Sul Coreana de Natural city contêm suficientes extras extremamente interessantes para se ter feito aqui em Portugal uma edição como devia de ser em dois discos deste filme e no entanto levamos com tratamento que vai atirar estas duas excelentes obras de ficção-cientifica para os cestos dos hipermercados não tarda nada e mais uma vez se deita fora uma excelente oportunidade de mostrar ao público portuga a qualidade técnica que também existe nas produções do outro lado do mundo.

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Resumindo, estão avisados. Cuidado com estas edições Pt.
São baratas mas ás vezes o barato sai caro.
Se precisarem muito de legendas em Pt comprem, até porque os filmes estão a um preço excelente na Fnac (6€ cada !!) , agora pelo visto levam com a qualidade a condizer e é mesmo pena, porque quem tiver a sorte de poder ver qualquer um destes filmes nas suas edições orientais originais com um DTS absolutamente mágnifico e uma luminosidade excelente em todas as cenas (especialmente em Natural City) e depois for ver estas pobres edições portugas em stereo 2.0 e uma imagem imagem sem cor ainda por cima cheia de grão e pixeis quando se move um bocadinho mais rápido até se vão passar dos carretos.
E não é que as edições PT ainda têm a lata de anunciar o seguinte : “TRANSCRIÇÃO DIRECTA
DO MASTER DIGITAL”
como se isto fosse um selo de qualidade !!? Só pode ser anedota !
Eu diria mais, já vi melhores cópias com uma: “Transcrição directa de um dvd-rip”
!!

Comprar a edição PT de Natural City de qualidade rasca mas com legendas em Pt

Comprar as edições internacionais de Natural City estas sim com qualidade a sério.

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Comprar a edição PT de 2009 Lost Memories de qualidade rasca mas com legendas em Pt

Comprar edições internacionais de 2009 Lost Memories com melhor qualidade, especialmente no som.

Filmes nota 10
Edições orientais Nota 10 para o Natural City; Nota 6 para o Lost Memories
Edições Portuguesas Nota 1 e não levam zero porque a legendagem em Pt é muito boa.

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promisept

E mais um !! grr-)
NÃO COMPREM a edição portuguesa do THE PROMISE – A PROMESSA.
A capa é esta :
http://www.wook.pt/ficha/a-promessa-dvd … id/1526254 Grr:-)

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Finalmente editaram o filme em Portugal mas mais uma vez temos direito a outra edição á portuguesa.
Para minha surpresa lançaram a versão “americana” do filme. Não está dobrado, mas o publico português tem de comer com uma nova introdução que logo nos créditos iniciais explica muito bem explicadinho, onde fica o reino dos bons, dos maus, quem são os personagens, o que são, o que farão dentro do contexto da história, etc, etc, etc.
Tudo muito bem detalhado, onde não faltam inclusivamente uns desenhos feitos á pressa que mostram logo o aspecto de personagens que aparecem ao longo do filme e que deveriam pelo menos manter um efeito de mistério.
Resumindo, na edição portuguesa, explica-se logo tudo muito bem explicadinho não vá depois o público não conseguir distinguir os maus dos bons mais tarde.

Mas isto nem sequer é o pior.
O pior de tudo, é que num filme tão visualmente épico como o original THE PROMISE
http://cinemasiatico.wordpress.com/2008 … hina-2005/
Parece que alguém achou que pelo menos um terço da imagem dos lados não fazia cá falta nenhuma e mais uma vez temos uma edição Portuga que apesar de referir o tão reconfortante 16:9 na caixa, na verdade a beleza dos cenários está mutilada porque na práctica os portugueses vão ver algo semelhante a um 4:3 onde tudo está muito bem centradinho no ecrã mas onde falta muito da imagem nos lados. Muito mesmo.
Estive a comparar a edição PT da PRISVIDEO, com a minha edição Chinesa (região zero), e nem tem comparação.
The Promise depende extraordináriamente da beleza e da composição das suas paisagens e cenários para resultar como espectáculo cinematográfico e isso perde-se por completo na edição agora colocada á venda em Portugal pois todo aquele sentido épico visual fica constrangido por apenas se ver no ecrã a imagem essencialmente centrada sem dar qualquer valor ao enquadramento original. grr-)

E é melhor nem falar da diferença de som, entre a edição Portuga editada pela Prisvideo e a edição Chinesa por exemplo… eh-)
Se a vastidão das paisagens se perde por completo devido a faltar no ecrã um terço da imagem, o mesmo acontece com a fabulosa aura tridimensional que existe nas pistas sonoras deste filme na sua edição oriental.
Não sei onde raio vão buscar estas edições para lançar em Portugal, mas também aqui levamos com um 5.1 standartizado incomparável com o fantástico som surround que existe tanto nas pistas 5.1 como DTS das edições chinesas.
Ah…e claro que podem esquecer o DTS na edição Portuga também.
E as legendas estão coladas.

E como se não bastasse ainda por cima, há algo errado com a navegação do menú da edição Portuga que nos faz andar ás voltas com os botões pois insiste em querer passar os trailers que o disco contém, mesmo quando estamos a tentar começar a ver este filme de fantasia romântica e o dvd insiste em passar o trailer da nova obra do Steven Seagal (não estou a brincar). :mrgreen: grr-)

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O pior disto tudo, é que parece que a Prisvideo vai lançar (ou já lançou) também o fantástico THE WARLORDS http://cinemasiatico.wordpress.com/2008 … 007-china/ , mas quanto é que vocês querem de aposta que também nesse deve faltar um terço do ecrã ? salut-)

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Por um lado, finalmente parecem estar a editar cinema oriental do bom em Portugal, mas depois fazem-me estas edições que são um insulto ao consumidor ?!!
Será que as editoras lançam em Pt filmes para o consumidor de cestos de supermercado apenas ? Isto faz-me ficar cá com uma vontade de comprar uns Blue-Rays a preço de ouro em Portugal… como?-) nails-)

grr-)

E já lhes falei da edição Portuguesa do My Blueberry Nights…?
http://cinemasiatico.wordpress.com/2008 … g-kar-wai/

Se eu fosse a vocês comprava antes esta edição Chinesa na Play-Asia
A edição Pt não é atroz, mas se gostam de uma imagem realmente nítida e que fica impecável quando projectada num grande ecrã a sério, eu escolhia antes a edição chinesa…
Isto para não falar mais uma vez do som…Como raio é que é possível que num filme que depende tanto da música para contar a história e criar uma empatia emocional com o espectador, a pista de som supostamente 5.1 da edição Portuguesa, mais parec em mono quando o som das edições orientais é absolutamente tridimensional ?! :shock:
O som da edição portuguesa deve ser uma das pistas sonoras menos activas num sistema de surround que já me passaram pelos ouvidos. Durante a projecção, practicamente só se sente a presença da coluna central durante o tempo todo. Ocasionalmente nota-se a presença de um stereo discreto, mas nunca atinge o efeito tridimensional que a pista de som “original” oriental, usa para criar aquela atmosfera fabulosa do filme.

Á alguns anos atrás aconteceu algo semelhante com o dvd portuga do Starship Troopers, que teve um 5.1 que mais parecia mono quando a edição UK tinha uma pista de som tridimensional a sério e agora voltou a acontecer com o My Blueberry Nights. mau-)
O que num filme como este na minha opinião é algo imperdoável pois a atmosfera músical é a alma dos personagens e faz parte da narrativa da própria história.
A edição PT deste filme é o típico exemplo de uma daquelas edições portugas que na verdade nem têm particularmente algo de errado, mas são tão discretas e ficam tão aquém da qualidade que existe presente em outras edições de outras partes do mundo que a versão portuga se torna absolutamente insignificante e um verdadeiro rip-off para os fãs do filme. :-?
A coisa chegou ao ponto do stereo do dvd-rip de uma versão internacional ter mais presença tridimensional no meu sistema de surround do que o suposto 5.1 da edição Portuguesa !! eh-)
E já gora, esqueçam o DTS na edição Pt também…

Desculpem o paleio, mas fica aqui o aviso, pois se estiverem interessados nestes filmes, se não precisarem de legendas em Pt, podem encontrar edições a sério destas obras na China e na Coreia do Sul.
Ignorem as edições portuguesas. Vão por mim…

-stop-

Azumi (Azumi) Ryûhei Kitamura (2003) Japão

11, Março 2009 - 2 Responses

Andava para ver este filme há anos mas desde que comecei a ler as muitas reviews sobre ele espalhadas pela net que algo me dizia que ["Azumi"] não poderia ser a maravilha de culto que prometia ser.
Na verdade, as fotografias que encontrava pela frente não pareciam condizer com o que costumava ler nas reviews e portanto sempre andei um bocado desconfiado com este filme.
E ainda bem.

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Por diversas vezes estive para o comprar, pois o que não falta pela net são edições desta obra em dvd. Inclusivamente está editada em Portugal a preços apetecíveis que já por mais de uma vez quase que me convenceram a comprar não só o Azumi, como o Azumi 2.
Felizmente desta vez resisti á tentação, porque depois de ter comprado banalidades como  Bichunmoo – O Guerreiro, Shinobi ou Duelo Sem Fim, o meu sexto sentido indicava-me que se calhar seria melhor não comprar mais outra coisa que parecia semelhante.

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["Azumi"] não é tão mau quanto isso, mas como constatei no último semana (convenci um amigo a comprar os dois por mim), também não é de forma nenhuma a maravilha que muitas reviews querem fazer crer que é. E muito menos vejo nisto qualquer motivo para ser alvo de um fenómeno de culto, pois tirando o facto de ter baldes de sangue e muita cena a tentar meter estilo forçado não há muito mais que me tenha divertido com isto. Ainda por cima o filme é grande como o caraças e na minha opinião não tem conteúdo para ter duas horas.

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Quanto mim, é um filme extremamente mediano. Não é mau, não tem nada particularmente detestável mas também não tem muito que fique na memória.
Ainda por cima tem uma coisa que me irrita por demais em cinema, ou seja, parece um telefilme.
O facto de ser uma produção de baixo orçamento na minha opinião não é desculpa para uma montagem televisiva, uma fotografia sem nada que a destaque ou uma estória banal que mais parece ter uma estrutura de episódio para televisão do que pertencer a uma obra cinematográfica.

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Por momentos fez lembrar o estilo de realização da velhinha série televisiva Shogun, com a diferença que aquele clássico televisivo ao menos tinha personagens com interesse e uma intriga viciante. Coisa que não existe em ["Azumi"].
Não há razão nenhuma para este filme ser tão mediano apenas com a desculpa do baixo orçamento.

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O conceito é muito bom, e o personagem da Azumi daria um grande filme do género, mas apesar dessa premissa tudo é trocado por sequências de acção chatas, repetitivas e desinspiradas mergulhadas em baldes de sangue por tudo e por nada como se a emoglobina aos litros fosse suficiente para elevar esta obra menor ao estatuto de filme de culto.
Tenho realmente pena que seja um produto tão mediano.
Preferia que o filme fosse realmente mau porque seria mais fácil dar-lhe uma classificação baixa, porque assim como está como se costuma dizer aqui em Portugal, nem é carne nem é peixe e isso nota-se a todo o instante no ecran.

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Não percebo realmente como pode ter reviews tão favoráveis espalhadas pela net. As cenas de acção são repetitivas, chatas e televisivas com um nível de suspanse equivalente ao mais simples episódio de algo como a série Xena – A Princesa Guerreira. Ou seja suspanse zero.

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Ah, e antes que me esqueça…só tem uma coisa verdadeiramente detestável. A banda sonora.
Não por ser má, mas porque é completamente desadequada á própria atmosfera do filme.
Não há coisa que eu mais deteste ver do que um Wuxia em que as cenas de acção são acompanhadas por guitarradas estilo hard-rock a puxar para o heavy-metal numa sonoridade contemporanea, (e eu gosto de heavy-metal).
Este tipo de sonoridade aliada a uma montagem estilosa a puxar para o MTV retiram-me imediatamente do ambiente supostamente “medieval” da história e como tal este foi mais um dos factores que me fizeram ficar bastante decepcionado com este primeiro ["Azumi"].

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Os personangens também não ajudaram. Tirando a Azumi os restantes são uma casca algo vazia sem grandes motivações para existirem na história a não ser transportar o argumento até á próxima cena de porrada.
As histórias de amor são banais e sem chama, o mestre da Azumi é completamente incongruente e os vilões não transmitem qualquer sensação de drama ou ameaça.
O vilão principal então é daqueles gajos tão maus que perde por completo toda a coerência que ainda poderia dar algum suspanse ao final deste filme e sendo assim há muito pouco para nos manter agarrados a esta obra tirando o sangue que aparece no ecran.

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É certo que ["Azumi"] é um filme pipoca e deve ser visto como tal, mas nem isso consegue apagar o facto de ser um filme que se arrasta continuadamente porque não tem muito para dar. As tentativas de humanizarem os personagens não resultam porque se nota imediatamente que é uma perda de tempo pois estes vão ser trucidados na cena a seguir e como tal se é esta a estrutura da história para quê tentarem tornar o filme uma coisa que nunca poderia ser ?…

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Infelizmente é mais uma daquelas obras Wuxia que saiem do Japão e que nunca se poderão comprar com a qualidade e imaginação do que habitualmente é produzido na China.
Talvez seja da pouca criatividade/variedade nas coreografias de luta quando comparadas com o que vemos habitualmente nos épicos chineses, talvez seja da continuada insistência em filmarem tudo numa estrutura televisiva, ou talvez porque é sempre notório o esforço para meter muito estilo Anime quando a preocupação deveria estar na imaginação mas na verdade na minha opinião este é outro exemplo daqueles Wuxias sem grande identidade que inundam o mercado dvd e como tal não posso recomendá-lo com grande entusiasmo.

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Se existe um filme perfeito para ser sacado da net em vez de ser comprado é este ["Azumi"]. É um produto que os fará passar um par de horas entretidos se não pedirem muito, não ofende a inteligência nem tem nada de verdadeiramente detestável, mas também não é uma obra indispensável mesmo que gostem mesmo muito de Wuxias (e eu adoro), por muito que muitas reviews espalhadas pela net afirmem o contrário.

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CLASSIFICAÇÃO:

Mais um daqueles filmes cheios de reviews muito positivas pela net mas que na minha opinião deixam muito a desejar.
Não é tão mau como Bichunmoo – O Guerreiro, Shinobi ou Duelo Sem Fim mas é mais um daqueles Wuxias que não ficam na memória. Na verdade não tem nada de particularmente mau e é um filme que se vê bem, apenas também não tem nada que o destaque por aí além e o seu estilo televisivo também não ajuda.
Sendo assim, duas tigelas de noodles e meia porque é um divertimento interessante mas não mais do que isso. Vê-se uma vez e esquece-se.

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A favor: os excessivos baldes de sangue que disfarçam toda a mediania de um produto sem grande entusiasmo, a personagem Azumi e respectiva actriz que a interpreta mereciam um filme melhor, algumas cenas de acção no final são divertidas pelo seu excesso, consta que é uma boa adaptação do Manga original…o que desde logo não abona muito a favor do mesmo…
Contra: visualmente não tem nada de extraordinário ou sequer de muito cinemático, parece uma série televisiva, a montagem a tentar meter estilo á força nas cenas de acção tornam o filme banal e idêntico a tantos outros produtos para adolescentes, a banda sonora com guitarradas estilo heavy-metal irrita e está completamente deslocada do ambiente do filme, as cenas de acção repetem-se na sua fórmula ao londo do filme todo, o vilão acaba de vez com todo o suspanse dramático e tensão que o filme ainda poderia ter tido pois é tão estereotipadao que mete impressão, o filme não tem muito mais além de cenas de porrada estilosas com muito sangue e quando tentar humanizar os personagens falha redondamente pois todos não passam apenas de carne para canhão sem mais qualquer utilidade dramática relevante para o argumento, é claramente um filme para adolescentes e os mais velhinhos não lhe deverão achar grande piada.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER
http://www.youtube.com/watch?v=rE6Gy73Mo4o

COMPRAR
Está á venda em Portugal por menos de 10€ e poderão encontrá-lo na Fnac por exemplo, juntamente com o segundo filme da série.
Podem comprá-lo também na Play-Asia como de costume numa edição também baratinha.
http://www.play-asia.com/paOS-13-71-7k-77-8-49-en-15-azumi-70-1xkd.html

Recomendo que o saquem antes aqui porque podem gostar tão pouco dele quanto eu gostei.

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0384819/

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Shinobi

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Kinpatsu no sougen (Across a Gold Prairie) Isshin Inudou (1999) Japão

10, Março 2009 - Leave a Response

Imaginem que um dia descobrem que tudo aquilo que consideram a vossa realidade não passou de uma ilusão.
Não, me enganei nas fotografias desta review e não vou falar do Matrix ou sequer de uma qualquer versão oriental do mesmo.

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A minha vontade agora seria transformar a review deste filme num extenso artigo detalhando a minha experiência com o tema de ["Across a Gold Prairie"] pois estamos na presença de uma história sobre Alzheimer e sobre este assunto eu podia escrever uma tese de doutoramento pelas razões mais negativas que possam imaginar pois o meu pai morreu com esta doença sem qualquer apoio social ou dos serviços de saúde deste país á-beira-mar-naufragado onde só se fala desta doença quando os telejornais precisam de arranjar um tema com choradeira para uma reportagem á pressão.
Sendo assim e voltando ao que interessa, estranhamente ["Across a Gold Prairie"] é um pequeno grande filme sobre o tema e na sua simplicidade consegue apresentar-nos não só a história menos deprimente sobre Alzheimer que vocês encontrarão pela frente como ainda por cima nos surpreende com uma original história de amor.

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Esta obra não lhes ficará na memória como um grande objecto cinematográfico, não é por isso que funciona.
A realização apesar de muito eficaz não deixa de ser curiosa pois está filmado ( e ás vezes montado ) como se fosse um moderno documentário televisivo, embora nunca assuma por inteiro esse estilo porque ao mesmo tempo pretende contar uma história de um ponto de vista mais tradicional.

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E a história é um dos pontos altos deste ["Across a Gold Prairie"].
Como já disse tem por base a doença de Alzheimer, mas não se preocupem pois este não é um filme deprimente, clinico ou sequer intensamente dramático. Por causa do  estilo de realização, quando muito poderá talvez ser enquadrado dentro do cinema-de-autor mas não deixem este comentário afastar-vos desta história.

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Para quem não sabe, ou para quem tem a sorte de nunca ter tido que lidar com uma pessoa atingida por esta doença, uma das possíveis características do Alzheimer está no facto de poder eliminar por completo todas as memórias recentes de uma pessoa deixando intactas recordações com décadas e décadas de existência.
Tentem imaginar que vocês têm agora 80 anos, mas todas a vossa vida dos últimos sesenta anos foi apagada do vosso cérebro e portanto para vocês é como se essa vida nunca tivesse existido.

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Essencialmente ["Across a Gold Prairie"] é sobre um idoso com 80 anos que se julga ainda com 20 anos apesar de ter 80 e todo o filme é mostrado dessa perspectiva.
Antes que me esqueça, nota absolutamente fantástica para o jovem actor que representa o personagem principal. Quem procura supreender-se com uma interpretação absolutamente fascinante tem mesmo que ver este filme.

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Ainda o filme não começou há dez minutos e já nem nos lembramos que estamos a ver um jovem no ecran.
["Across a Gold Prairie"] não recorre a qualquer efeito especial de maquilhagem, digital ou o que quiserem e no entanto percebemos imediatamente que estamos a ver um idoso no ecran apenas pelos maneirismos e tiques que o actor usa para interpretar uma pessoa de 80 anos.
Nunca vemos um actor idoso neste filme e no entanto é capaz de ser a melhor e mais realística história sobre a terceira idade que vi em muitos muitos anos.

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Quem conhece bem o problema da doença de Alzheimer e tem, ou teve um familiar próximo afectado pela doença tem mesmo que ver este filme.
Quem não consegue conceber como raio é que um velho de 80 anos se pode alguma vez julgar ainda uma criança e viver numa autentica realidade passada completamente alheia á realidade contemporanea de quem o rodeia, tem mesmo que ver este filme.
Quem alguma vez, olhando para um familiar algum dia se perguntou como seria a realidade vista pela mente de uma pessoa a quem décadas de memória  foram simplesmente desintegradas, tem mesmo que ver ["Across a Gold Prairie"].

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Volto a lembrar que se pensam que se vão deprimir muito com este filme, estão redondamente enganados.
O facto do filme partir do ponto de vista da pessoa que sofre da doença, automáticamente faz com que este seja uma história com uma perspectiva muito ligeira e positiva.
O protagonista não está propriamente a sofrer e nem sequer faz ideia de que é vitíma de uma doença degenerativa, porque na sua mente ele está no início da sua vida.  Como tal tudo é positivo e para ele o futuro ainda está na sua frente apesar de não perceber bem porque é que se custa tanto a mexer e nunca tem a energia que deveria, afinal ele “só tem” vinte anos.

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E como tem vinte anos, está ainda por cima na idade certa para se apaixonar.
Coisa que inevitávelmente acontece quando uma rapariga de 18 anos é contratada por uma agência para tratar do velhote e este por se julgar ainda jovem imediatamente se apaixona por ela.
Esta personagem feminina é o outro lado desta história simples mas muito bem contada pois é a partir dela que vemos o nosso lado da questão.
Tudo aquilo que nos faz confusão quando vemos um doente de Alzheimer é nos apresentado através dos mesmos problemas e dúvidas que o personagem da rapariga enfrenta ao tentar cuidar do idoso e é através dela que seguimos os acontecimentos que irão unir estes dois personagens e levar o filme até ao seu inevitável desfecho.

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Inevitável mas nem por isso, telenoveleiro, triste, piroso ou sequer demasiado dramático.
["Across a Gold Prairie"] é um exemplo de contenção no que toca a trabalhar um argumento deste tipo.
Nas mãos erradas isto teria sido motivo para inúmeras cenas de choradeira interminável, ou exagero no tratamento da perspectiva do idoso mas felizmente, se alguma vez virem um filme que realmente equilibra de forma perfeita e muito simples um tema complicado como este será agora esta pequena obra que vale mesmo a pena espreitarem.

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Talvez o único senão, seja o facto de em alguns momentos sentirmos que o realizador se esforça demasiado por evitar filmar um produto comercial e se calhar com isto acaba por perder um pouco daquela emoção que deveria ter deixado fluir, particularmente no segmento final da história.

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Por causa disso, ["Across a Gold Prairie"] não será propriamente um filme romântico, mas mete uma original e bem contada história de amor, não será um filme dramático no mais trágico dos sentidos mas contém inúmeros momentos muito bem apresentados e que lhe dão um toque realístico absolutamente tocante ( a cena em que o idoso liga para todos os seus amigos “com 20 anos” e descobre que eles já morreram há décadas é mágnifica na sua simplicidade e eficácia para nos dar nós na garganta).

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Também não é uma comédia, mas consegue tratar alguns pormenores da doença com algum sentido de humor o que ainda humaniza mais esta história e neste ponto também acerta em cheio, pois se existe uma doença que vive num eterno equílibrio entre o drama mais trágico e a comédia de situação mais engraçada é a doença de Alzheimer por todas as situações inacreditáveis que provoca.

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CLASSIFICAÇÃO:

Possívelmente o melhor, mais humano e menos deprimente filme sobre a doença de Alzheimer que poderão alguma vez ver.
Nunca cai minimamente naquele tipo de drama muito comum no estilo americano (que normalmente ganha Óscares aos quilos) em que se explora até á migalha mais pequena todo o tipo de emoções óbvias que se podem extrair de uma história com um tema destes e normalmente dá origem a argumentos de telenovela do mais óbvio ou piroso.
Não neste filme, talvez até de uma forma demasiado radical.
A naturalidade com que todos os pormenores da doença são abordados e a forma quase subliminar com que tudo isto está filmado, coloca este filme de baixo orçamento num patamar muito acima de qualquer coisa que vocês já viram saída de Hollyood sobre este género de temas.

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Se já tiverem tido alguma experiência próxima com um doente de Alzheimer e gostariam de tentar compreender melhor o que se passará do outro lado desta doença sem apanharem uma depressão este filme é de visão obrigatória.
Quem nem faz ideia do que estou a falar também vai gostar pois acima de tudo é uma história muito bem contada que os fará ficar a pensar.
Trés tigelas e meia de noodles porque é realmente muito bom mesmo, e só não lhe dou mais apenas porque não é um daqueles filmes que visualmente nos fica na memória ou nos apeteça rever constantemente.
De qualquer forma na minha opinião é mais um daqueles imprescindíveis numa colecção de cinema oriental.
Não deixem que a aparente suave classificação que atribuo a ["Across a Gold Prairie"] os impeça de espreitar este pequeno grande filme cheio de personagens humanos e uma história absolutamente hipnótica que os fará questionar o que será a realidade muito mais do que se virem os trés Matrix juntos.

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A favor: o humanismo da história, a sua simplicidade é viciante e temos mesmo de ver o que vai acontecer a seguir, os pequenos pormenores que nos explicam por completo como será o ponto de vista de uma pessoa que sofre (sem saber) desta doença, a pequena história de amor por muito estranha que possa parecer a certa altura resulta plenamente, o jovem actor que faz de idoso tem um desempenho digno de Óscar sem se evidenciar a todo o momento, a actriz principal também é notável na sua simplicidade, apesar de ser um filme sobre uma doença tão desgastante e trágica como o Alzheimer o filme não é de modo nenhum uma obra triste ou deprimente, o argumento consegue colocar o espectador a pensar e discutir coisas que se calhar nunca lhe passaram pela cabeça, a estranha realização num estilo quase documentário televisivo funciona embora não fique na memória.
Contra: visualmente não tem nada de extraordinário ou sequer de muito cinemático, tem um certo sabor a cinema de autor que ainda não sei se o prejudica ou não e que poderá não agradar a toda a gente, os momentos finais se calhar pediam que se evitasse a conteção emotiva que percorre o filme, esta história merecia ter-nos tocado mais no fim pois todo o seu desenvolvimento do início até quase mesmo ao seu final é notávelmente boa mas ficamos com a sensação que o fim da história poderia ter ido mais longe, ás vezes parece que o realizador se esforçou demasiado por não fazer um filme muito comercial e não havia razão para isso pois o excelente argumento resistiria na boa a um bocadinho mais de emoção pelo menos no seu final.

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TRAILER
Pois eu gostava muito de lhes encontrar um, mas estranhamente não existe em lado nenhum a não ser no próprio dvd que comprei na Play-Asia.

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COMPRAR
Edição simples – foi esta que eu comprei.
http://www.play-asia.com/paOS-13-71-7j-49-en-15-across+a+gold+prairie-70-hv4.html
Só contém o filme e é uma edição mediana em todos os sentidos, mas vale a pena.
Edição especial
http://www.dvdasian.com/_e/Japan/product/23416/Across_A_Gold_Prairie_aka_Kinpatsu_No_Sougen_Limited_Edition_Region_3_DVD_.htm

IMDB

http://www.imdb.com/title/tt0260123/

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Love Phobia

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Wakusei daisenso (War in Space – Guerra no Espaço) Jun Fukuda (1977) Japão

7, Março 2009 - Leave a Response

Rezam as crónicas que este filme estreou nos cinemas em 1977 sete meses após StarWars ter surgido do nada e esgotado bilheteiras por todo o mundo.
O que não aconteceu própriamente com esta produção japonesa feita a todo o vapor.
A tanto vapor que até as naves ainda deitam fumo do escape quando voam pelo universo.
Parece que algures no Japão, alguém achou que seria possível criar de raiz em poucos meses algo que se pudesse bater comercialmente com o filme de George Lucas e o resultado foi este ["War in Space"] que inclusivamente teve honras de passar nos cinemas portugueses e tudo.

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["War in Space"] é conhecido não só como o primeiro clone oficial de StarWars mas também como a space-opera que mais rapidamente foi produzida tentanto aproveitar o sucesso do género.
Se calhar ninguém melhor que os japoneses para conseguirem produzir um filme de efeitos especiais de forma quase instantânea e portanto este filme é um excelente exemplo do que um estúdio consegue fazer á pressa para tentar apanhar o barco de um sucesso contemporaneo e sacar também umas massas ao público que pede mais.

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Isto pode ser o primeiro clone de StarWars mas na verdade não se pode comparar pois apesar de ser também uma space-opera a nível de história não tem nem tenta ter nada a ver com a saga imaginada por George Lucas.
Felizmente que os produtores de ["War in Space"] sabiam que não tinham muito dinheiro e muito menos tinham tempo e portanto nem sequer tentaram recriar um universo muito fora da nossa realidade. Sendo assim este filme não se passa numa galáxia muito, muito distante, mas sim na nossa santa Terrinha que mais uma vez é invadida por uns extraterrestres maus.

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E não só são maus, como desta vez absolutamente rídiculos e hilariantes. Neste aspecto nota alta para o equivalente ao Chewbacca (?) que aparece em ["War in Space"] e quando vocês virem o gajo tipo boi com um machado de plástico enorme e uns cornos de envergadura a condizer vão perceber o que quero dizer.
Tudo é mau em ["War in Space"] e sendo assim tudo é bom e se calhar não poderia ser melhor porque na realidade seria dificil fazer pior. Nota alta portanto para tudo isto se é que me entendem.

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Na verdade este filme não é uma desgraça porque tudo nele é mau no que toca a argumento, interpretações ou efeitos especiais. ["War in Space"] fracassa apenas por causa de um pormenor.
Tinha tudo para ser um daqueles filmes genialmente maus totalmente recomendáveis mas comete um erro que na minha opinião lhe retira imediatamente muitos pontos valiosos. Leva bastante tempo até começar a aparecer no ecran aquilo que supostamente seria o seu propósito.

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Afinal, se este filme pretendia seguir as pisadas de StarWars, seria de esperar que não demorasse muito a nos mostrar cenas porreiras com muitas batalhas no espaço, tiroteios laser em corredores com os nossos herois encurralados, etc.
Acontece que o filminho não teve um orçamento por aí além e isso nota-se, pois o filme começa e até que se passe realmente alguma coisa divertida temos de esperar pelo menos uma meia hora.

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Até começar aquilo que o pessoal quer ver, (porrada espacial), o espectador leva com uma espécie de história de espionagem que envolve agentes secretos extraterrestres que se disfarçam de humanos, cenas de acção passadas em escritórios e cenários perfeitamente mundanos e corriqueiros e as inevitáveis tentativas de desenvolvimento de personagens que são um vazio absoluto pois nenhum dos personagens tem qualquer carísma ou interesse. Convenhamos, um tipo não foi ver ["War in Space"] para ver cenas com senhores de fato e gravata, diálogos políticos e escritórios banais.

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E por falar em personagens…o que raio se passava com o cinema estilo blockbuster japonês nos anos 70 ? Porque razão tinha sempre um elenco internacional que metia actores americanos absolutamente obscuros e cada um pior que o outro ? Tal como em “Bye-Bye Jupiter” também um dos pontos altos de ["War in Space"] é precisamente o facto desta história meter personagens americanos porque sim.

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Sendo assim o que dizer de tudo isto ? Este é um filme estranho. Não se pode dizer que seja um filme de culto porque não é suficientemente divertido e leva algum tempo a desenvolver mas no entanto é um daqueles que vale mesmo a pena ser visto por quem se interessa pelo género space-opera.
Pelo menos a segunda metade do filme recomenda-se vivamente.
Mal os herois chegam a Venus e começa a porradaria espacial o filme ganha uma nova identidade e tudo aquilo que o pessoal adora odiar nestes filmes está presente.

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Vocês vão adorar as naves com fios, as batalhas espaciais com maquetes ridiculas e  as cenas de tiros em corredores. Além disso por qualquer motivo a heroína do filme quando é raptada alguém lhe vestiu uns calções curtinhos sabe-se lá porquê e portanto já estão a ver que ["War in Space"] é uma aventura espacial com classe.
E se vocês acham aque a coisa ainda não poderia ficar mais hilariante então é porque ainda nem viram o aspecto do vilão. Digo-lhes apenas que não será propriamente o Darth-Vader…

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Os cenários são típicamente japoneses, o guarda roupa é de ver para crer e os efeitos são tudo menos especiais.
Desenvolvimento de personagens não há. A não ser que conte a tocante (snif) cena em que o heroi gringo descobre que a família foi toda morta pelos bichos maus ou a parte em que o comandante da nave se resolve matar para salvar toda a gente.
Ooops, revelei o final da história…oh pá…

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CLASSIFICAÇÃO:

Podia ter sido um filme de culto, mas tem pequenos aspectos desinteressantes que o impedem de ser realmente o filme divertido que merecia ter sido.
No entanto, apesar da minha baixa classificação é um daqueles filmes que merece ser visto pelo menos uma vez por toda a gente que gosta de aventuras no espaço.
Infelizmente não estamos na presença de um filme genialmente mau e é pena pois tinha tudo para ser um daqueles guilty-pleasures que temos vontade de rever vezes sem conta. De qualquer forma vale a pena espreitarem. No entanto se são bons clones do StarWars que procuram sugiro antes que espreitem StarCrash e Starchaser, longe do cinema oriental.
Duas tigelas de noodles porque é um pequeno filminho interessante mas não mais do que isso e porque é mais aborrecido do que tinha o direito e o dever de ter sido pois estamos na presença de uma verdadeira oportunidade falhada para terem criado um filme de culto.

noodle2.jpg noodle2.jpg

A favor: as naves horrorosas penduras com fios são geniais, tem um submarino espacial que parece um revolver gigante mas não serve para grande coisa e portanto é mágnifico, as naves deitam fumo do escape no espaço, tem um alien que parece um boi gigante e miudas em calções curtinhos sem qualquer motivo para tal, o vilão é de ver para crer pois faz qualquer personagem dos Power Rangers parecer a sério, visualmente tem uma atmosfera gráfica estranhamente agradável e com uma boa fotografia a condizer, tem porrada espacial e tiros por tudo e por nada a partir da segunda metade do filme, os efeitos especiais são do piorio e portanto são mágnificos, quem em criança viu isto no cinema em Portugal quando passou por cá no final dos anos 70 óbviamente vai querer mesmo rever isto.
Contra: foi feito á pressa para aproveitar a moda do sucesso de StarWars e nota-se, de todas as space-operas japonesas do final dos anos 70 esta é a menos interessante porque lhe falta carísma, se não deixarem o cérebro á porta vão detestar este filme em absoluto, poderia ter sido muito divertido mas nunca consegue atingir aquela categoria do “tão-mau-que-se-torna-genial” devido a tentar levar-se demasiado a sério quando não teve orçamento para isso, leva demasiado tempo até se tornar divertido, os personagens não têm um pingo de interesse ou carísma, ainda não percebi se o design é do piorio ou genialmente criativo, é impressão minha ou neste filme todos os cenários foram construídos em salas quadradas ?

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NOTAS ADICIONAIS:

TRAILER
http://www.youtube.com/watch?v=HzTh_Z-AsDE

war-in-space03

COMPRAR
Eu tenho esta edição. Técnicamente é excelente com uma óptima qualidade de imagem e um par de extras muito informativos sobre o making of do filme que valem a pena ser consultados.
http://www.amazon.com/War-Space-Kensaku-Morita/dp/B000EQ5U9G/ref=pd_bbs_sr_1?ie=UTF8&s=dvd&qid=1236461650&sr=8-1

Podem procurá-lo na net mas eu nunca o encontrei para sacar.

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0076902/

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capinha_sayonarajupiter73x capinha_mesagefromspace73x x-bomber04_capinha

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Ji jie hao (Assembly) Xiaogang Feng (2007) China

7, Março 2009 - Leave a Response

O chamado Filme de Guerra não será propriamente o meu género favorito. Mas de vez em quando aparece-me pela frente uma daquelas obras que por momentos me fazem realmente duvidar se gostarei tão pouco assim de filmes de guerra ou não.
["Assembly"] é um desses filmes.

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É um daqueles que está na minha lista de coisas que nunca me apetece muito rever, mas se o coloco no dvd já não consigo parar de olhar para ele até surgirem os créditos finais, por isso se calhar até devo gostar mais de filmes de guerra do que penso.

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Acho que ainda estou traumatizado com a decepção que apanhei no – Saving Private Ryan – que deve ser possivelmente um dos filmes que mais me aborreceram no cinema em muitos anos.
Na altura apesar de ter ficado impressionado com a sua violenta e entusiasmante abertura, detestei em absoluto todo o tom patriótico americano com a sua estrutura absolutamente previsível que acompanhava o resto do filme de Spielberg. Sendo assim mantive-me afastado de cinema do género durante anos e só regressei a ele há muito pouco tempo.

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Um dia apeteceu-me comprar a série – Band of Brothers – e para grande surpresa minha fiquei tão impressionado com aquilo que dei por mim procurando por coisas semelhantes que pudessem entusiasmar-me tanto aquela série televisiva o fez.
Não fazia ideia nenhuma que existia uma produção de guerra made-in-china como esta.
Já tinha visto e adorado – The Warlords – e por causa de ter ficado tão bem impressionado com o filme decidi espreitar se os chineses teriam filmado algo mais contemporaneo que eu desconhecesse.

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Encontrei então este ["Assembly"] num torrent e saquei-o só para espreitar, pois apesar de ter ficado impressionado com o trailer o estigma do Soldado Ryan estava ainda na minha mente e não me apetecia comprar outra coisa semelhante.
No entanto, depois de ver os primeiros vinte minutos da cópia sacada parei o filme e fui comprar o dvd na amazon Uk pois inclusivamente na altura estava a uns meros 3€ já com portes numa daquelas promoções especiais de Natal.

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["Assembly"] na minha opinião limpa o chão com a sequência inicial do filme de Spielberg e consegue incluir um segmento dramático a condizer na sua metade final sem precisar de recorrer a esvoaçares de bandeira e a sentimentos de soap-opera pré-fabricados e formuláticos para americano bater continência.
No entanto, ["Assembly"] não deixa de ser um filme patriótico. Aliás, nota-se claramente que é um produto que tenta passar uma imagem humanizada do exército comunista chinês e certamente terá tido o apoio do partido na sua produção.
Acontece que consegue realmente passar uma imagem humanizada do soldado comum.
Um dos grandes trunfos deste filme é que consegue contornar o facto de eventualmente poder ter sido um filme de propaganda mas nunca nos atira isso á cara quando nos apresenta os personagens.

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Os soldados de ["Assembly"] apenas por acaso pertencem ao exército vermelho, pois poderiam pertencer a um exército de qualquer país. Toda a sua caracterização assenta sempre nas pessoas que vivem uma guerra e não na política que a envolve ou sequer na pose de herois orgulhosos de servirem a pátria ou qualquer bandeira esvoaçante num estrelado céu azul. A honra militar está sempre presente mas nunca nos é atirada á cara em linhas de diálogo ou sequer importa para a caracterização humanizada dos personagens.

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O último lugar em que o soldado comum de ["Assembly"] quer estar é na guerra em que se vê envolvido, está-se borrifando para a política que serve e apenas gostava de estar longe dali.
Toda a base do drama está na importância das pessoas e não na importância patriótica de uma missão ou sequer de uma ideologia ou maneira de se achar posicionado no mundo.
Os personagens não se acham salvadores de nada, não estão interessados em serem herois e apenas gostariam de sobreviver.

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Essencialmente este filme dá-nos provavelmente uma das imagens mais reais do que será estar no meio de um campo de batalha e por esse prisma consegue efectivamente passar uma boa imagem do que será pertencer ao exército chinês sem precisar de o anunciar como um panfleto patriótico ao estilo do que é costume no cinema americano, o que não deixa de ser estranho pois realmente a parte final deste filme poderia ter descambado numa total apologia óbvia do regime chinês e de como tudo é bom no seu exército.
Portanto, ponto positivo, a maneira como contorna o mais que pode, a evidente “influência” do regime político a que este filme pertence e nos apresenta um filme sobre pessoas.

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["Assembly"] pode ser um filme sobre pessoas, mas também é um filme sobre muitos bocadinhos de pessoas, pois o que não falta nisto são pessoas aos bocados. Há para todos os gostos, pessoas estripadas, pessoas a arder, pessoas decepadas, pessoas que explodem e cabeças que voam. Tudo isto regado a baldes de sangue e tripas com o aspecto mais real que alguma vez vi num filme sobre guerra.

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Se gostaram dos primeiros vinte minutos do Soldado Ryan pela sua crueza e violência preparem-se para levar com o mesmo elevado ao cubo mas agora durante mais de 70 minutos quase seguidos (com as devidas pausas dramáticas para descansar o espectador claro está).
["Assembly"] impressiona.
Quem pensa que já viu tudo no que toca a sequências de batalha pode preparar-se para ficar impressionado. Este é um daqueles filmes que é de ver para crer e ainda não sei se os chineses não terão morto metade do elenco para filmar as cenas de guerra que esta obra contém.
Este é mais outros daqueles filmes perfeitos para vocês mostrarem áquele vosso amigo que ainda pensa que só se fazem cenas de acção e efeitos especiais a sério em Hollywood.

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Básicamente conta a história de um único soldado que sobreviveu a uma grande batalha e passou os seguintes anos da sua vida a tentar provar que todos os seus homens foram esquecidos pelo regime chinês. A batalha foi tão violenta que se perderam todas as provas de que um batalhão de homens alguma vez terá participado nela e como tal tudo gira á volta do que se passou para que depois um único homem tenha conseguido contra tudo e contra todos sózinho elevar todos os seus soldados perdidos á categoria de herois nacionais.

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Quem já pensa que revelei demais, se calhar é melhor ver então o filme, pois estranhamente este é mais um daqueles em que o espectador nunca tem bem a certeza de quem vai morrer e muito menos de quem serão “os herois”, porque essencialmente ["Assembly"] apesar de ter características de blockbuster felizmente não tem de forma nenhuma a estrutura que costumamos encontrar no cinema americano do género.

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Por causa disso pode provocar até alguma estranheza no espectador, porque depois de duas primeiras partes absolutamente espectaculares em termos de sequências de batalha, baldes de sangue e efeitos especiais, subitamente o filme entra por uma última parte bastante calma, intimísta e até algo poética.
Sendo assim aproveitem bem os primeiros 80 minutos de porrada absolutamente hipnótica e espectacular, mas preparem-se para uns últimos 40 ou cinquenta de cenas bem mais calmas e essencialmente dramáticas que concluem toda a demanda de um só homem para resgatar a reputação de dezenas de soldados perdidos.

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Já agora, nota alta para os actores e em especial para o protagonísta da história que tem um daqueles desempenhos que ficam na memória até muito mais do que os próprios efeitos especiais absolutamente impressionantes deste filme e portanto até aqui ["Assembly"] consegue muito bem equilibrar a pirotécnia com o humanismo em que assenta uma história que pode até exaltar os valores humanistas de pessoas que nasceram debaixo de um regime comunista mas que numa última análise conta a história de todos os soldados do mundo.

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CLASSIFICAÇÃO:

Possivelmente o filme de guerra com as cenas de batalha mais espectaculares que poderão ver na vossa vida até este momento. Quem acha que o – Saving Private Ryan – teve uns 20 minutos iniciais impressionantes, esperem só até verem os 70 “minutos iniciais” de ["Assembly"].
Nota alta para o som do dvd que quase nos faz baixar a cabeça e desviar-nos das balas a todo o instante.
Um filme visualmente muito complexo em termos técnicos mas que nunca esquece o humanismo dos personagens e consegue manobrar habilmente por entre ideologias políticas apresentando-nos um filme sobre o soldado universal e os efeitos da guerra sem nos atirar directamente com um filme-panfleto a exaltar virtudes do exército chinês. Não deixa de ser um inevitávelmente um filme panfletário que tenta humanizar o exército vermelho mas nunca nos tenta impingir nada e consegue ter um tom universal.
Recomendo completamente.
E se gostarem mesmo de filmes de guerra então podem acrescentar mais meia tigela de noodles á minha classificação e até um Golden Award pois ["Assembly"] é um dos melhores filmes de guerra do mercado, ponto final.
Se estão a pensar comprar um projector, este é um daqueles filmes que justifica tal compra e será o dvd perfeito para o estrearem, pois isto no meu ecranzinho de mais de trés metros é absolutamente brutal (com surround a condizer) !
A minha classificação é mais dirigida a todos aqueles que como eu se calhar ainda pensam que nem gostam muito de filmes de guerra…sendo assim, quatro tigelas e meia de noodles, talvez até algo injustamente.

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A favor: o humanismo dos personagens suplanta sempre o eventual tom panfletário de apoio ao regime chinês, a realização é absolutamente incrivel nas cenas de acção e perfeitamente contida no segmento final mais intimista e dramático, as cenas de batalhas são absolutamente reais e até vão ter que limpar as cinzas de cima de vocês, os personagens e a incerteza sobre o seu destino, casting e interpretações , banda sonora, cenografia a condizer com uma fotografia perfeita, a montagem nas cenas de guerra é perfeita, o sentido de espectáculo que nunca se perde, os fabulosos efeitos especiais, nunca perde a carga dramática e o seu final intimista embora algo desconcertante depois de vermos quase hora e meia de bombas e tiros é no entanto muito bom.
Contra: quem espera um filme de aventuras não o irá encontrar aqui, algumas pessoas poderão achar a parte final algo lenta e deslocada especialmente depois de verem tanto tiro o bombas e socos nas trombas durante mais de 70% do filme, o inevitável estilo panfletário está presente embora plenamente contido.

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NOTAS ADICIONAIS:

TRAILER
http://www.youtube.com/watch?v=8KJKgAefkwA

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COMPRAR
http://www.amazon.co.uk/Assembly-DVD-Feng-Xiagang/dp/B0015DLZXW/ref=sr_1_1?ie=UTF8&s=dvd&qid=1236376572&sr=8-1

E para quem quiser espreitar o filme antes, encontra-o no blog do Asian Space se clicar aqui.

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0881200/

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Kansen (Infection – Infecção) Masayuki Ochiai (2004) Japão

5, Março 2009 - Leave a Response

Parece que estou a escrever reviews aos pares mas o facto de ir agora recomendar outro filme de terror é apenas pura coincidência simplesmente porque me lembrei que ainda não tinha falado deste filme e ["Infecção"] é um daqueles filmes que têm um lugar curioso na minha colecção.

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Não é propriamente um grande filme, não é definitivamente o melhor filme de terror do mundo nem sequer será o mais assustador, mas é uma pequena obra que tenho sempre vontade de rever quando me apetece ver “cinema-pipoca” ao estilo oriental dentro do género.
Além disso mete Hospitais e seringas portanto só poderia ser um filme totalmente recomendável para todos aqueles que tal como eu têm pavor de médicos e odeiam cheiro a consultório.

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Sendo assim, se não gostam de ambientes hospitalares, não têm qualquer vocação para medicina e muito menos conseguem compreender como raio é que alguém vai para médico, têm aqui em ["Infecção"] um filme simpático para passarem uns 90 minutos muito divertidos no mais arrepiante dos sentidos.

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Basicamente, a história não interessa para nada, fiquem apenas a saber que algures num hospital anda á solta uma espécie de infecção absolutamente nojenta que transforma o pessoal do corpo clínico em mortos-vivos e os faz ter uma boa apetência por se espetarem com seringas por dá cá aquela palha.
Se gostam de cenas com baba nojenta a pingar por cima de inocentes vítimas, cadáveres em decomposição de aspecto vomitável e sequências de assombração clássica  também não vão mais longe pois este filme é para vocês.

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Volto a dizer, ["Infecção"] não é propriamente um grande filme de terror. Poderão notar que não lhe dou uma grande classificação, mas não deixem que o meu aparente fraco entusiasmo na sua atribuição os afaste deste bom produto sobrenatural. Até porque este está editado em Portugal e tudo e poderão encontrá-lo certamente algures num daqueles cestos de promoções num centro comercial perto de vós.

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["Infecção"] não é brilhante, mas tudo o que faz, faz bem. Nota-se que é mesmo um produto de baixo orçamento mas é notório que houve um grande esforço por parte dos seus criadores para tirar partido de tudo o que pudessem usar para nos impressionar e assustar.

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Uma das melhores coisas que este filme tem é precisamente o facto de não só nos conseguir impressionar com cenas nojentas e arrepiantes (seringas, seringas), mas também contém uma atmosfera clássica de filme de fantasmas e em certos momentos acerta em cheio na forma como trabalha a atmosfera sobrenatural sem precisar de efeitos especiais ou nos mostrar mais cenas repugnantes.

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Inclusivamente, as cenas que nos causam mais calafrios não serão aquelas cheias de gore repugnante (uma pessoa habitua-se) mas sim as sequências mais tradicionais em que o filme entra pelo género de cinema-de-casa-asssombrada e nos arrepia com um par de cenas bem colocadas no argumento que funcionam perfeitamente para nos provocar aquele efeito de frio na espinha que normalmente não existe neste tipo de cinema de terror essencialmente gore.

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Este é um daqueles raros filme que é simplesmente bom.
Não será muito bom, mas também é muito melhor do que um produto que fosse apenas interessante.
["Infecção"] é um bom filme de terror. Nem mais nem menos e recomenda-se para toda a gente que gosta deste género de filmes.

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A realização é boa, o argumento tem suficientes reviravoltas para nos manter interessados ao longo de quase 90 minutos de puro divertimento para quem gosta de coisas deste género.
Se falha em alguma coisa, será provavelmente nunca conseguir ir mais longe com o material que tenta apresentar.
Ou seja, por muito nojento que o filme tente ser nota-se alguma repetição no tipo de sequências que mostra e isso certamente será devido ao seu baixo orçamento, depois por causa do gore também fica a meio caminho como filme de fantasmas mas nunca será propriamente um filme de zombies.
Poderá ser visto como uma espécie de Evil Dead com uma pitada de Silent Hill ao estilo oriental passado num hospital embora nunca seja tão violento como o filme de Sam Raimi.
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CLASSIFICAÇÃO:

Um daqueles raros filmes que é simplesmente bom. Nem mais nem menos.
Se gostarem de cinema de terror vão divertir-se com ["Infecção"]. Se gostam de cenas nojentas ou de histórias com fantasmas mais clássicos tem neste filme uma pequena colecção de bons momentos dos dois géneros de cinema sobrenatural.

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Apesar de ser cinema de terror japonês, não se cola ao habitual estilo de Ringu ou Ju-On e tenta dar-nos um bocadinho de tudo sendo talvez essa a sua única grande fraqueza pois fica a meio caminho entre todos os géneros que tenta apresentar no ecran em menos de noventa minutos.
Trés tigelas de noodles na boa e não deixem que esta aparente crítica mediana os afaste desta pequena obra que essencialmente pretende divertir, especialemente se gostarem do género.
Muito fixe o filminho. Está de boa saúde e recomenda-se.

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A favor: tenta aproveitar ao máximo o baixo orçamento e o elenco limitado de que dispõe, tem seringas, tem cenas nojentas divertidas, tem seringas, além das cenas repugnantes tem um par de momentos com fantasmas mais clássicos que funcionam perfeitamente, tem seringas, tenta ter um argumento com algum dinamismo e criatividade, tem seringas, não se cola a um género específico, não brilha mas cumpre perfeitamente o seu propósito e diverte-nos tanto quanto nos consegue arrepiar. Já lhes disse que o filme tem cenas com seringas ?
Contra: apesar de atmosférico fica a meio caminho entre vários géneros, repete-se um bocadinho nas cenas nojentas, o argumento tenta ser muito dinâmico e variado mas acaba por se embrulhar um bocado na reviravolta final.

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NOTAS ADICIONAIS:

TRAILER
http://www.youtube.com/watch?v=eGWuqC-t9xQ

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COMPRAR
Se tiverem sorte, aqui em Portugal poderão encontrá-lo no cesto de promoções de um qualquer hipermercado a menos de 10€.
Caso queiram comprar a edição chinesa encontram-na como habitualmente na Play-Asia a um preço decente também.
http://www.play-asia.com/paOS-13-71-7m-49-en-15-infection-70-24go.html

Se o forem sacar da net, de certeza que o descobrem no Mininova.org

IMDB

http://www.imdb.com/title/tt0418778/

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Dark Water

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