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Não sei se já notaram mas o Blog, Asian Space, está de volta online (em novo endereço), após alguns meses no limbo por ter ficado sem conteúdo devido ao desaparecimento do serviço Megaupload.

Por isso podem  ir espreitando o que por lá se passa enquanto eu não arranjo tempo para continuar o meu blog por aqui.

Estou com muito trabalho de ilustração em mãos por isso ainda devo levar um par de meses a voltar a actualizar o meu cinemasiatico, mas não se preocupem porque depois voltarei com muitas sugestões novas assim que tiver tempo. Obrigado pelas visitas que têm aumentado dia para dia apesar da minha recente inactividade por aqui de momento.

Entretanto visitem o Asian Space. Ainda têm lá poucos filmes mas já contém umas coisas excelentes.
Explorem e depois voltem cá daqui a um par de meses também. ;)

Luis


E perguntam vocês…Mas este tipo passou-se ? Estarei no blog certo ?
Depois de cascar tanto no cinema pipoca americano o que raio faz aqui este poster num blog de cinema oriental ?!!

Bem, é simples.
Este foi um dos raros filmes produzidos em Hollywood nos últimos anos que finalmente não fica a dever nada ao melhor do cinema oriental no que toca á criação de personagens e humanização do próprio conceito de cinema espectáculo.
["John Carter"] contem o melhor daquilo que nos cativa a nós, apreciadores de cinema oriental , no que toca a apresentar-nos uma história daquelas em que mais do que os efeitos especiais, quem brilha são as personagens, entre muitos outros pequenos detalhes que normalmente só encontramos agora no cinema oriental longe de Hollywood, mas que desta vez e por milagre está presente neste incrível filme do mesmo realizador de “Wall-E“; sim esse mesmo.

Se ainda não viram John Carter no cinema por causa da má fama com que este título foi bafejado por todos os Media na semana de estreia, esqueçam o que ouviram ou o que leram de mau sobre este titulo e vão ve-lo com os vossos olhos.
Encontrarão em ["John Carter"] o melhor daquilo que gostam no cinema oriental e muito provavelmente não irão esquecer este filme tão cedo.
Ainda há vida no cinema pipoca americano afinal !

Leiam a minha review detalhada no meu blog , “Universos Esquecidos” , espreitem as reviews no IMDB e vão a correr para o cinema antes que desapareça, por culpa de muita má imprensa que por acaso e só por acaso até pertencem a publicações sobre cinema, de estúdios rivais…

—//—

Uma nota apenas sobre a minha inactividade aqui no blog.
Isto não está esquecido, o tempo é que tem sido pouco pois ando ás voltas com uns problemas de alzheimer muito complicados relativamente á minha mãe. E também tenho tido bastante trabalho de ilustração que não me têm deixado muito tempo para escrever por aqui.
Mas voltarei em breve com novos títulos, por isso não se preocupem que o blog não acaba tão cedo.
Agora , vão mas é ver ["John Carter"],  fachavor. ;)

Megaupload fechado.


Como muita gente sabe a empresa Megaupload foi encerrada pelas autoridades por fomentar a pirataria através da partilha de ficheiros como bem sabemos.
Isto para a comunidade do pessoal que gosta de cinema asiatico neste momento é um grande entrave para que consigamos ter acesso a muito cinema que de outra forma nunca poderemos conhecer.
Para quem precisa de legendas em pt, o facto do megaupload ter encerrado significa a morte temporária de blogs como o asianspace.blogspot.com e sendo assim apesar de existirem ainda muitos torrents com algunsf filmes , é practicamente impossivel encontrar legendas para os mesmos.
Como o asianspace tinha practicamente todo o seu arquivo dentro do megaupload isto significa que quem precisa de legendas em pt, a partir de agora vai ter que deixar de ver cinema oriental.

Felizmente eu não estou dependente desse pormenor e por outro lado a amazon uk já conta com um bom catalogo de cinema oriental em bluray a preço da chuva. Por isso pelo menos por agora todas as minhas recomendações muito provavelmente só poderão ser seguidas por quem não tem problemas em ler inglés.

Tenho estado um bocado parado no blog porque tenho tido muito trabalho de ilustração, mas em breve voltarei com mais filmes novos da colheita bluray a menos de cinco libras que comprei neste natal. ;)


Eu deveria ter suspeitado que ["The Warring States"] teria qualquer coisa errada quando a primeira coisa que notei no trailer desta produção foi que o guarda roupa era estranhamente parecido com o que se pode ver no excelente , “An Empress and the Warriors“.

Aquelas armaduras pareciam-me familiares e sinceramente pensei que alguém teria aproveitado alguns restos desse outro filme para poupar uns cobres no design e não liguei muito. Na verdade até me deixou mais curioso pois pelo trailer até parece  um filme com potencial a um primeiro olhar.
Não se enganem.
É mau, mas mau mesmo e nem consegue entrar naquele nível do tão-mau-que-se-torna-genial, pois a partir de certa altura torna-se absolutamente insuportável pois ["The Warring States"] é um daqueles filmes para o qual o botão de fast-forward foi inventado.

Por exemplo “The Sorcerer and the White Snake” também de 2011, pode não ser própriamente uma obra-prima e ter efeitos especiais atrozes mas ao menos compensa na imaginação e na própria realização. Coisa que não acontece de todo em ["The Warring States"] pois é um bom exemplo de como um mau realizador, aliado a uma má montagem nem sequer pode ser salvo por alguns efeitos especiais interessantes e por paisagens estonteantes muito bem fotografadas.

Raramente concordo com muitas das reviews de cinema oriental no IMDB mas desta vez faço minhas as palavras de todas aquelas pessoas que perderam duas horas das suas vidas a tentar encontrar algo de realmente bom em ["The Warring States"] e tiveram que  ventilar as suas frustrações online quando acabou; talvez a jeito de aviso para que mais pessoas não caiam na tentação de pensar que o filme até poderá ser menos mau do que o pintam.

Mas afinal o que há de tão mau nesta produção ? Bem…tudo.
Começa como épico de guerra com uma batalha supostamente espectacular mas que logo cedo se torna num imenso catálogo de tudo o que vai ser mau no resto do filme.
A realização é atroz, a montagem é completamente caótica e o esforço para meter estilo quase Anime é constante e constantemente se espalha ao comprido em tudo o que supostamente seria sequência que emocionasse o espectador.
As coreografias são , diria…amadoras, o estilo do filme varia quase de frame para frame, os inserts gore com decepações de membros são ridiculos, a montagem em slow-motion (e ás vezes quase que diria “stop-motion“), tudo parece uma atabalhoada produção televisiva mal definida e desde início se nota que o realizador parece ter perdido o rumo ao projecto.

["The Warring States"] é um épico sem ponta por onde se lhe pegue. Os personagens parecem sofrer de uma gritante falta de casting e o filme nunca se decide em que género se insere. Começa por pretender ser um épico de guerra ao estilo “Red Cliff” ou “Three Kingdoms“, mas logo entra por um registo de comédia sem graça absolutamente nenhuma , muito graças ao personagem principal que deve ser dos gajos mais irritantes que apareceu num filme recente. O personagem não se define e se durante a maior parte da história protagoniza uma série de gags sem piada nenhuma com momentos em total estilo slapstick , noutros parece pretender ser um protagonísta dramático a sério e o filme alterna entre qualquer coisa que se parece com um épico de guerra, a comédia parva sem graça nenhuma, o filme de intriga palaciana protagonizado pelo maior número de personagens sem qualquer carísma que já se viu num filme destes e uma love-story sem qualquer chama, muito prejudicada por tanta indefinição no argumento central que se ramifica demasiado em vários tipos de filmes sem nunca seguir um rumo concreto.

["The Warring States"] parece um filme feito com restos de todos os outros filmes que vocês já viram, não só a nivel de guarda-roupa, mas principalmente no que toca á história. E mesmo aí, o seu grande problema é precisamente parecer-se com algo escrito a partir de bocados deitados fora por outros argumentistas. Como se alguém tivesse ido escavar o balde do lixo dos argumentistas de “Red Cliff“, “An Empress and the Warriors” e “Three Kingdoms” e acabasse por colar o melhor-do-pior que teria sido rejeitado por esses filmes. É esta a sensação que percorre o espectador durante toda a duração deste filme e é pena.

É que, mas que raio….nem Ben-Hur escapa !! Sim, esse !!
Gostam de filmes com corridas de quadrigas ao melhor estilo clássico ? ["The Warring States"] tem talvez a pior, mais desinteressante, previsível e sem qualquer pingo de suspanse corrida de cavalos algumas vez filmada.
Não só a falta de personagens realmente interessantes retira logo metade do interesse de toda a sequência, como mais uma vez, também estas supostas cenas de acção voltam a ser um catálogo de como não se deve filmar ou montar este tipo de sequências de aventura. Simplesmente não funciona e em vez de entusiasmo só provoca bocejos.

O mesmo vale para a suposta história de amor. Não tem piada nenhuma. Não por ser previsivel mas porque tudo o que há de errado no resto se reflete demasiado  também aqui.
Além disso, só de olharmos para o ar de carneiro mal morto em estilo reencarnação oriental do Lionel Richie com que o heroi se passeia pelo filme desejamos que ele nunca consiga tocar com um dedo na princesa da história, o que não abona muito para a necessária química romântica do suposto drama.

Portanto com tudo isto não deixa de ser extraordinário como raio é que ["The Warring States"] teve honras de ser lançado inclusivamente nas salas de cinema nos Estados Unidos este ano !!!?!
Mas que raio ?!!!
Com tanto cinema épico chinés semelhante e realmente bom a pedir uma internacionalização como deve de ser, alguém tem uma boa cunha para meter isto no mercado ocidental ?!
São filmes como este que dão mau nome ao cinema oriental e o facto de ser logo esta obra a ser distribuida no ocidente não vai contribuir de todo para alterar as opiniões de muitos daqueles que ainda pensam que o oriente nunca poderá competir com Hollywood. É pena.
E pior ainda…se esta coisa foi distribuída por uma major americana, aposto que ["The Warring States"] irá mais tarde ou mais cedo chegar aos cinemas aqui de Portugal…de repente até me sinto uma pessoa religiosa. Por outro lado, isto é a prova que Deus não existe.

["The Warring States"] salva-se de ser um vazio absoluto apenas por causa das fascinantes paisagens e geografias que percorrem toda a história. O que ainda torna tudo isto mais deprimente; a fotografia é luminosa, o ambiente cénico é muito bom e nota-se que houve um esforço para que tudo se parecesse mais épico do que se calhar poderia ser.
Tudo no sitio certo portanto. Enganaram-se no casting, no realizador e no gajo que fez a montagem.
E a banda sonora também alterna entre o adequado e o estranhamente eléctronicamente contemporâneo como se o próprio compositor também não tivesse percebido muito bem que raio de filme é que estaria a tentar ilustrar musicalmente.

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CLASSIFICAÇÃO:

Uma história com um potencial interessante completamente desperdiçada por uma realização ineficaz e totalmente desorientada, uma escolha de elenco algo duvidosa e uma montagem péssima, especialmente no que toca a cenas de batalha.
Gostaria de dizer que estamos na presença de um filme interessante, mas nem isso. Começa logo mal com todos os tiques negativos e continua até ao final a desenvolver esses defeitos. Nem a história de amor se salva porque não podemos com o palhaço do protagonista ao fim de vinte minutos de o estarmos a ver e só desejamos que lhe caia uma pedra em cima.
Sendo assim, uma tigela e meia de noodles, porque é uma verdadeira desilução e um verdadeiro desperdicio de algo que poderia ter sido uma boa ideia, pois por incrível que pareça ["The Warring States"] tem a ver com o célebre clássico oriental conhecido como “A Arte da Guerra” e esta base não poderia ter sido mais desperdiçada.

noodle2.jpg noodle2emeia.jpg

A favor: excelente fotografia e está cheio de paisagens naturais e em CGI muito bem filmadas que pediam um filme extraordinário que nunca acontece.
Contra: o elenco não tem qualquer química, as batalhas épicas são tão mal filmadas e com tanto CGI da treta + gore mal feito metido a martelo só para impressionar que o efeito é precisamente péssimo, a montagem é péssima especialmente nas partes de acção, tenta meter estilo a todo o momento e nota-se demasiado o esforço, a história tem sub-plots a mais e ramifica-se por pormenores sem grande interesse, não se decide se quer ser um épico de guerra, uma comédia completamente imbecil e sem graça nenhuma, um drama palaciano ou uma história de amor. Essencialmente resume-se a ser apenas um mau wuxia com um visual extraordinário a maior parte das vezes e tem duração a mais pois 2 horas disto é uma verdadeira prova de resistência a quem como eu viu o trailer e tem o azar de tentar ver este filme.

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NOTAS ADICIONAIS:

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=1u5eB5F0M6o

Comprar
http://www.amazon.com/Warring-States-Zige-Fang/dp/B005BJ7XIW

Download aqui com legendas em PT/Br

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt1885448

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Se julgam o cinema de fantasia pela qualidade dos efeitos especiais então fujam !
["The Sorcerer and the White Snake"] tem efeitos digitais tão maus que fazem as sequências de “Blood – The Last Vampire” parecerem cenas do Avatar em comparação.
Por isso se um mau filme na vossa opinião se define pelo lado técnico dos efeitos é melhor esquecerem este desde já pois não vão gostar de todo.

Se no entanto, conseguirem abstrair-se das piores criações em CGI dos últimos anos, entrarem na onda visual do filme e não se importarem com “renders” que mais parecem saídos de uma introdução de um velho jogo para a PS-ONE do que material produzido para cinema feito em 2011, então bem-vindos a ["The Sorcerer and the White Snake"].
Especialmente se gostam de filmes de fantasia.

Esta produção pode ter defeitos que nunca mais acabam a nível técnico, mas tem imenso charme e acima de tudo tem uma coisa que para mim dá logo imenso valor a um projecto; está sempre a surpreender no que toca a imaginação e parece continuamente apostado em atirar á cara do espectador momentos inesperados especialmente quando pensamos que já vimos tudo e nada nos pode apanhar de surpresa. E isto no sentido positivo e no negativo. O que de de certa forma serve como ponto de reviravolta na nossa opinião sobre o que aparece no ecran.

Perdi a conta dos momentos em que só pensava que tudo era tão mau, tão mal feito , tão piroso e tão foleiro que só poderia ser totalmente viciante, naquele sentido do é tão mau que só pode ser de propósito e portanto se torna automáticamente genial.
Por outro lado também perdi a conta dos momentos realmente bons deste filme.
Não o são, própriamente pela história ou carísma dos personagens porque na verdade não têm nada de especial ou sequer muito cativante, mas pelo resultado global desta produção que tanto pode ser genialmente má como extraordináriamente boa ás vezes com uma diferença de segundos entre cenas.

Isto porque como já disse ["The Sorcerer and the White Snake"] é um filme cheio de imaginação. Daqueles que sabem usar as suas limitações técnicas para muitas das vezes criar cenas memoráveis. Já vi este título há um par de semanas e continua a não sair-me da cabeça, nomeadamente por causa de muitas das suas imagens cheias de ambiente, paisagens fabulosas e muita criatividade no design visual.

["The Sorcerer and the White Snake"] está cheio de geografias fantásticas, criaturas fofinhas e carismáticas (que deveriam ter tido mais tempo de antena), ao mesmo tempo que contém algumas cenas de acção bem divertidas e que culminam num final absolutamente épico.
Tão épico que se nota perfeitamente que os criadores deste projecto não tinham orçamento nem para metade do que quiseram mostrar mas mostraram na mesma, numa onda total de : “que se lixe !”
Por isso nota alta para tanta ambição e pela total falta de receio em alienar logo metade do público com tanto mau CGI.

Nota-se que houve aqui uma escolha óbvia; ou faziam um final pequenino sem grande chama e dentro do dinheiro que haveria para produzir uns efeitos mais aceitáveis…ou… entravam á maluca por um final para lá de épico sem terem meios para o realizar técnicamente como deveria ter sido filmado. Por mim, ainda bem que escolheram o total avacalhamento visual , pois ["The Sorcerer and the White Snake"] tem no seu final alguns dos melhores momentos de sempre dentro daquele género de cinema-tão-mau-que-só-pode-ser-bom !

Portanto se gostam de cinema de fantasia eu recomendo vivamente este filminho. Agora têm de gostar de Fantasia dentro do género conto-popular-chinês, em puro modo de conto-de-fadas com um bocadinho de porrada e artes marciais. Se procuram algo no estilo ocidental em jeito de Lord of the Rings, esqueçam, ["The Sorcerer and the White Snake"] é puro cinema de fantasia ao melhor estilo “The Promise” mas produzido sem o mesmo orçamento.

Quando isto começou, a primeira sensação que tive foi a de que estava a ver uma espécie de sequela não declarada de “The Forbidden Kingdom” mas sem o Jackie Chan ou o puto americano que não servia para nada.
Parecia que alguém na China esteve a ver esse filme, percebeu o que estaria a mais nele e resolveu criar a sua própria versão integralmente chinesa (visto Forbidden Kingdom ter sido uma co-produção China/América).
Isto porque inclusivamente o personagem de Jet Li até parece o mesmo e tudo, só que desta vez bem melhor usado dentro do contexto geral da história.

["The Sorcerer and the White Snake"] é no entanto um filme bem mais infantil que “The Forbidden Kindom” (se é que tal é possível), isto porque em muitos momentos até parece uma produção da Disney ou da Dreamworks, devido ás sequências com criaturas fofinhas e animais inteligentes a piscar o olho ao estilo Shrek até).
Mas ainda bem que elas estão na história, pois são um dos seus pontos fortes. Quebram a monotonia da óbvia, clássica e algo aborrecida história de amor central e equilibram muito bem alguns dos momentos de acção mais fracos até.
Da minha parte só tenho pena que o filme não tenha tido mais criaturas como estas ao longo da história. Mas como está, está bem e curiosamente os efeitos digitais nesses momentos nem são nada maus não senhor.

Essencialmente ["The Sorcerer and the White Snake"] é um conto de fadas chinês. Conta a história de uma espécie de serpente milenar que se apaixona por um humano e se transforma em mulher para poder viver com ele. Claro que o pobre coitado nem suspeita do verdadeiro aspecto da senhora e muito menos imagina que existe uma ordem de monges que ao melhor estilo Terminator em versão Shaolin percorrem o mundo eliminando todo o tipo de criaturas que não forem humanas porque as consideram demoníacas , só porque sim; o que acaba por se revelar um dos pontos interessantes na moral da história também e provavelmente será a tónica do conto original que não parece esquecida no desenlace final desta aventura. Nota positiva também para isto.

Basicamente estamos na presença de um filme de aventuras divertido, passado numa China de Fantasia ao melhor estilo conto de fadas clássico oriental. Não se chateiem muito com o visual dos maus efeitos especiais e deixem-se levar pelo universo da história pois ["The Sorcerer and the White Snake"]  é um pequeno grande “mau” filme simplesmente perfeito para quem procura um titulo divertido e ligeiro. Nota-se que houve um constante esforço para apresentarem um produto criativo mesmo apesar das limitações técnicas e nem sempre encontramos algo assim que sabe tirar uma nota tão positiva daquilo que á partida poderia ter sido a morte do filme.

O seu único problema é que a história nem é particularmente divertida e o facto de se basear essencialmente numa espécie de comédia de costumes envolvendo uma história de amor também não ajuda a dar-lhe grande carísma no aspecto humano. Isto porque os personagens são todos muito superficiais e portanto não esperem encontrar aquela intensidade romântica de um “An Empressa and the Warriors” por exemplo e essa é uma das grandes falhas do filme, pois supostamente o amor seria o motor de todas as situações da história mas os personagens nunca nos cativam da forma que é habitual encontrarmos no cinema romântico oriental.
Como resultado disso, a parte dramática deveria criar uma grande empatia com o espectador para ajudar a terminar em beleza o segmento final da história, mas não funciona muito bem em termos emocionais pois tudo nos parece artificial demais ao contrário do que costuma ser costume em produções românticas orientais.

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CLASSIFICAÇÃO:

É um filme carregado de pequenos pormenores que lhe dão imensa vida. Tudo o que não envolve a história de amor central, dá imensa energia ao filme; o que no fundo é uma mais valia pois este enquanto fantasia romântica simplesmente nunca funcionaria muito bem por causa da superficialidade de toda a trama de amor.
Boas cenas e acção, monstros divertidos, criaturas fofinhas quanto baste, alguma comédia bem conseguida, quilos de maus efeitos especiais que não deixam de ter imensa personalidade mesmo assim e um final tão épico que nem cabe no orçamento do filme.
Como filme de fantasia totalmente no estilo conto-de-fadas-chinês, não será melhor que “The Promise” ou mesmo que “An Empress and the Warriors“, mas mesmo apesar dos maus efeitos especiais penso que é mais cativante do que “The Restless” e mais criativo que “The Forbidden Kingdom” também.
Por isso e porque o raio do filme não me sai da cabeça mesmo depois destas semanas todas, quatro tigelas e meio de noodles porque sendo mau demais é realmente muito bom mesmo ! E já que estamos no Natal é uma óptima escolha para espreitarem enquanto esperam pelo dia de abrir as prendas também.

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A favor: soube tirar partido da sua muita imaginação mesmo apesar dos péssimos efeitos CGI, está carregado de pequenos pormenores criativos a todos os níveis, algumas paisagens são fabulosas, tem um final tão épico que quase não cabe no orçamento do filme o que o torna ainda mais divertido, esforça-se a todo o instante por ultrapassar as suas limitações técnicas tentando surpreender o espectador com coisas novas e pequenas reviravoltas, tem um par de monstros bem creepy e divertidos, alguns efeitos digitais até nem são maus de todo não senhor, tem um par de criaturas fofinhas bem conseguidas, grande parte do design é excelente com destaque para o visual das duas serpentes irmãs em estilo sereia flutuante, boas e variadas cenas de acção eficazes quanto baste, alguns momentos de comédia divertidos.
Contra: quem odeia o estilo cinema-photoshop presente em “The Promise” vai abominar este filme totalmente,  a história de amor deveria ser o coração da história mas perde-se algures entre o drama que nunca poderia ser e a comédia que não sabe se quer ser, os personagens não têm grande profundidade e por isso a parte humana da história fica um bocadinho áquem do que é costume em produções românticas orientais, em 2011 é um filme com efeitos digitais do meio dos anos 90 no mínimo…mas por outro lado, who cares !

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NOTAS ADICIONAIS:

Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=YOXg1SL60nk

Comprar
http://www.yesasia.com/us/the-sorcerer-and-the-white-snake-dvd-china-version/1025644242-0-0-0-en/info.html

Download aqui com legendas me PT/Br

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0865556/combined

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Filmes “semelhantes” de que poderá gostar:

A Chinese Tall Story The Promise

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Para todos aqueles que ainda não viram esta excelente história de amor  porque não existiam cópias com legendas em Português, agora não têm desculpa pois o Blog Asian Space disponibilizou-o para download legendado em PT/Br como habitualmente.
Leiam a minha review e se gostam de cinema romântico comercial japonês não percam esta obra prima de uma total falta de originalidade mas com muita alma e momentos inesquecíveis.
Além disso é a história de amor perfeita para antes do Natal. Quem gosta de cinema romântico oriental e ainda não viu isto agora tem aqui a oportunidade perfeita para se redimir.
Não esquecer uma boa almofada e um quilo de lenços de papel.
E quem quiser mais do mesmo não deixe de consultar a lista com os meus filmes românticos favoritos saidos do oriente.


Não fora a quantidade de piadas com Jesus Cristo presentes nesta divertida comédia japonesa e este ["Hold Up Down"] seria um sério candidato a remake americano.
Assim como está, dúvido que alguma vez vejam esta história em versão Hollywood pois o seu humor blasfemo teria certamente bastantes problemas com muito do público evangélico por terras do Uncle Sam com toda a certeza.

O que quer dizer que também não será própriamente um filme recomendado a pessoas mais religiosas ou que se ofendam facilmente com gags envolvendo o Jota Cê mais popular do planeta.
Quanto a mim contém algum do melhor humor blasfemo dos últimos tempos e só tenho pena que mesmo assim não seja tão ofensivo merecia ter sido, pois havia aqui material para ter sido ainda mais engraçado.

Na verdade apesar de conter algumas das melhores piadas com Jesus Cristo talvez desde “A Vida de Brian” dos Monty Python estas são na verdade até bem inofensivas para minha desilusão, pois muitos dos gags só teriam a ganhar se ["Hold Up Down"] tivesse tido coragem de ser menos politicamente correctos apesar de tudo, embora contenha gags hilariantes quanto baste envolvendo todas as situações inimagináveis com padres, psicopatas, policias malucos, ladrões azarados e Jesus deslizantes…

Este é um daqueles filmes que justifica plenamente a minha intenção original ao criar este blog para divulgar propostas cinematográficas originais daquelas que não se costumam encontrar nas salas com muita frequência; isto porque na verdade não se percebe bem que raio de filme é este.
Começa como sendo uma típica comédia de assaltos; uma espécie de – heist movie – em versão anárquica, estilo Pulp Fiction oriental em esteroídes algo contidos, mas logo entra por territórios completamente inesperados, tanto em estilo de argumento como em visual, o que levará a um par de bons momentos inesperados na segunda metade do filme quando entra por caminhos completamente parvos e totalmente inesperados.
O que torna ["Hold Up Down"] num daqueles titulos que nos agarra a partir do momento em que percebemos que na verdade não estamos a perceber o que raio estamos a ver e por isso precisamos mesmo de continuar a olhar para o ecran. Especialmente quando entra em cena o “Jesus Cristo” estilo picolé sobre rodas…

Mas ["Hold Up Down"] não vive apenas do humor blasfemo. Na verdade desde cedo se percebe que o seu estilo visual vai ser fundamental para que muitos dos gags tenham piada não pelo que se passa mas pela forma como muitas vezes os acontecimentos são filmados.
A sequência incial da esquadra de policia com todos os queixosos é um bom exemplo de como se pega em algo que no papel não passaria de um conjunto de personagens sem grande coisa para fazer e no entanto cria um momento de humor único envolvendo um turista perdido, um cidadão agredido, uma gaja boa vitima de assédio sexual, uma velhinha que perdeu um gato, um psicopata com um bastão e um “Jesus Cristo” assaltado frente a um par de policias totalmente ineptos.

Tudo numa sequência criativa que dura largos minutos em total plano fixo ao melhor estilo cinema-de-autor mas que aqui resulta num gag que essencialmente define o estilo visual que o filme irá tomar na forma como trata o humor da história.
["Hold Up Down"] é por isso visualmente um filme muito estranho.
Para começar tem uma estrutura completamente imprevisível suportada por uma história daquelas que faz o espectador pensar a todo o instante que sabe o que vai acontecer , para de seguida lhe trocar as voltas  a todo o instante. É este um dos seus grandes trunfos para agarrar o espectador, isto porque se assim não fosse, o filme seria até demasiado estranho para poder ser considerado um comum filme comercial nos moldes a que estamos habituados devido á sua realização estilizada que nos lembra algo… a todo o instante…

Este é o tipo de filme que se tivesse sido produzido em Hollywood a máquina publicitária iria ter bastantes dificuldades em vendê-lo com um rótulo apontado a um target de audiências específico.
["Hold Up Down"] tem um estilo visual e um ritmo tão estranho que não se enquadra própriamente no que estamos habituados a ver neste estilo de comédias totalmente anárquicas. Tem algumas semelhanças com “Men Suddenly in Black” mas se calhar consegue ir mais longe tanto nos momentos de humor como no próprio conceito.
Mas há mais.

Curiosamente o filme fazia-me lembrar aquele estilo “frio” do cinema de Stanley Kubrick mas em versão tresloucada a todo o instante. Até que percebi o porquê , o que me deixou bem surpreendido por não ter sido apenas impressão minha. E mais não posso dizer pois garanto-vos se conhecerem bem os filmes emblemáticos do realizador de Shinning vão curtir muito o que lhes vai aparecer pela frente na segunda metade da história pois se pensam que piadas com um Jesus Cristo seria o cúmulo da loucura nem imaginam o rumo que esta história toma a partir de certa altura com a sequência do casamento…

["Hold Up Down"] é um daqueles titulos que valem mesmo a pena ser vistos pelo menos uma vez. Poderão não conseguir entrar fácilmente no seu estilo algo indefinido devido aos vários rumos que o argumento consegue tomar sem perder o fôlego e poderão até nem gostar do filme no final ou até achar-lhe grande piada. No entanto tenho a certeza que ficará na memória precisamente por ser tão diferente ao mesmo tempo que parece uma comédia de assalto típica.

Não procurem qualquer lógica na história. Não é para ter. É um daqueles filmes para curtir mesmo e não é para fazer sentido. Podia ser intitulado – “Mil e uma coisas para fazer com Jesus” – e vai agradar a toda a gente que tiver sentido de humor negro, gostar de filmes com policias, ladrões e … coisas do outro mundo em todos os sentidos.
Pode ser estípido como o raio, mas a ser alguma coisa poderá ser uma espécie de comédia dos Monty Python se alguma vez tivesse sido filmada pelo Stanley Kubrik e escrita pelo Quentin Tarantino, produzida no Japão.
Se estas referências lhes dizem alguma coisa não percam porque vale a pena.
Primeiro estranha-se, depois entranha-se.

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CLASSIFICAÇÃO:

Uma comédia cheia de momentos inesperados que muitas vezes até nem parece ter grande graça até que nos acerta com mais um gag totalmente inesperado para nos fazer rir á parva.
É um daqueles filmes para deixar o cérebro á porta e simplesmente curtir tudo o que de inesperado acontece nesta história que não tem ponta por onde se lhe pegue mas tem um grande sentido de humor negro de caríz biblico e até kung-fu sobrenatural. Além de ser uma história de policias e ladrões que também gostam de brincar com modelos de comboios e padres que de repente encontram Jesus na sua vida. E também mete um psicopata que ataca pessoas com bastões. E mais coisas inimagináveis…
Um filme bastante original que na verdade nem se consegue enquadrar em qualquer género, pois por vezes até parece cinema-de-autor para logo no momento a seguir se calhar até não.
Divertido quanto baste, inofensivo, braindead e muito criativo na forma como mistura géneros diferentes para um resultado que merece na boa cinco tigelas de noodles e só não leva um Gold Award também porque nem sei…

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A favor: a originalidade da estrutura da história, as piadas com “Jesus”, o inesperado de muitos gags, a realização que alterna entre o Kubrick pastilhado e o Tarantino na ganza, tem um argumento totalmente imprevisível, personagens alucinantes e completamente ilógicos, mistura uma quantidade de géneros num argumento que não tem ponta por onde se lhe pegue e faz tudo resultar num produto bem divertido.
Contra: na verdade não tem nada de negativo…poderá ser demasiado estranho para quem está habituado a um tipo de comédia mais comercial ao estilo ocidental, as piadas religiosas poderiam ter sido muito mais ácidas pois quanto a mim ficaram ainda demasiado politicamente correctas para o que eu gostaria que tivessem sido, a cena de acção com kung-fu parece demasiado longa, é original mas provavelmente não ficará na memória.

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NOTAS ADICIONAIS

Trailer
NOTA: Não vejam o trailer antes de verem o filme pois vai quebrar muitas das surpresas visuais que fazem grande parte das piadas resultar pelo seu inesperado quando se vê o filme sem sabermos nada dele.
http://www.youtube.com/watch?v=h4tTAvgcGhs

Comprar
http://www.cdjapan.co.jp/detailview.html?KEY=JABM-8003

Download aqui.

IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0461523

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